O secretário-geral das Nações Unidas dá as boas vindas a 2022, recordando todos os obstáculos que a humanidade só poderá superar em conjunto e de forma solidária.
Nas palavras de António Guterres, “juntos, vamos fazer da recuperação a nossa resolução para 2022. Pelas pessoas, pelo planeta e em prol da prosperidade.”
Lista inclui agora 630 inscrições, de 140 países; Festas do Povo de Campo Maior é a última adição na relação de nações de língua portuguesa que também tem a falcoaria de Portugal e o tecido tradicional timorense Tais como patrimônio que precisa de proteção; agência repassa US$ 266 mil para o projeto.
A comunicação pode ajudar e muito a prevenir a violência a mulheres em áreas de conflito. Com diálogo, informação e aumento da consciência em vários assuntos, a população pode se converter em importante aliados das forças de paz da ONU na construção da paz.
A declaração é da boina-azul brasileira e capitã de fragata da Marinha, Márcia Braga. Após servir na República Centro-Africana e receber um prêmio sobre defensora militar de gênero, por seu trabalho com mulheres africanas, a militar estuda agora como melhorar o diálogo entre capacetes azuis e a população.
Em novembro, ela esteve na maior missão de paz da ONU no mundo, a Monusco, que fica na República Democrática do Congo. Ali, o contingente é comandado pelo general brasileiro Marcos de Sá Affonso da Costa.
ONU News
Em entrevista, Márcia Braga afirma que o elemento humano é fundamental na prevenção da violência
Visita
Para a capitã Márcia Braga, evitar casos de violência física e sexual em áreas de conflito é tarefa de todos e deve ser o foco de uma parceria das tropas de paz com os moradores. Ela contou a Eleutério Guevane, da ONU News, o que conseguiu extrair da visita oficial à RD Congo.
“Meu maior objetivo lá foi entender como a comunicação estava sendo implementada. Por conta disso, eu visitei várias localidades. Conversei com comunidades, conversei com nossos soldados nos batalhões, com comandante, com civis, chefes de escritório, enfim. É claro que essa parte da violação contra a mulher faz parte, uma vez que a comunicação tem que ser estabelecida com todos. Então faz parte a comunicação com as mulheres. E também ter no processo com as patrulhas, homens e mulheres comunicando, no sentido mais amplo da comunicação, mas também a preocupação com inclusão das mulheres e das mulheres locais.”
Minusca/Hervé Serefio
Márcia Braga, que atuou como assessora de proteção e gênero na missão africana, conhece a situação de mulheres, vítimas da violência em conflitos e guerras, de perto
Neutralidade
Não raramente, em áreas de conflitos, a violência a mulheres e meninas incluindo estupros, são usadas como armas e táticas de guerra. O enfretamento ao problema geralmente é feito por tropas de paz das Nações Unidas em parceria com autoridades locais. A ONU tem uma política de tolerância zero para abusos e exploração sexuais.
Ao ser perguntada, se elementos culturais e melhor compreensão de forças da ONU pode ajudar no combate à violência contra mulheres, Márcia Braga citou a diversidade do Brasil e a percepção de neutralidade do país no exterior.
“Talvez pela diversidade que nós temos no Brasil, eu acredito que seja um diferencial na hora da compreensão de áreas tão complexas. Em que temos problemas e cada vez mais mandatos diferentes, situações para serem observadas e atendidas. Eu acredito que o Brasil também tem um fator de união. É um país neutro. Não está engajado com conflitos. É um país pacífico. E eu acredito que aproxima porque o brasileiro é muito parecido com o africano no sentido da alegria de viver, da facilidade com a comunicação em buscar maior interação humana. Eu acredito que a bandeira do Brasil faz a diferença neste momento.”
O leste da República Democrática do Congo, a região de Kivu do Norte é considerada uma das mais perigosas do país com casos de ataques, violência a mulheres e meninas, e um intenso combate de facções.
Foto: UN Photo/Albert Gonzalez Farran
Um soldado de paz opera um drone durante patrulha na Libéria
Drones
Márcia Braga afirma que o elemento humano é fundamental na prevenção da violência, e cada vez mais a comunicação e a compreensão da realidade local ajudam a montar planos eficientes de combate aos casos.
Durante seu tempo, na República Centro-Africana, a capitã brasileira contou ainda com o apoio de alta tecnologia na prevenção da violência como drones, radares e satélites.
Segundo ela, um outro elemento que ajuda na comunicação, além da rádio da Missão da ONU nesses países, são as redes sociais que promovem maior engajamento das autoridades com as populações e ajudam a construir confiança.
Para ela, a cooperação e a comunicação são chaves para o sucesso de qualquer missão da ONU e da construção da paz no mundo.
Hans Grundberg é o representante da ONU no país; ele faz um apelo às partes para o fim da violência; chefe da Unesco e alta comissária para os Direitos Humanos pedem libertação de dois funcionários detidos na nação árabe.
Agência da ONU para Refugiados revela que muitas pessoas continuam desaparecidas; foram três acidentes ocorridos entre os dias 21 e 24, sendo que 160 migrantes foram resgatados pela guarda costeira da Grécia.
A agência da ONU para o turismo, OMT, afirma que 2021 foi difícil para os trabalhadores do setor ainda abalado pela pandemia. Em março de 2020, a maioria dos países fechou as fronteiras e alguns demoraram a reabrir. E até o momento, milhões de empregos seguem ameaçados.
Mas com a chegada da vacina e a promessa de mais pessoas sendo inoculadas pelo mundo, a Organização Mundial do Turismo espera que 2022 seja melhor. A agência aposta em inovação, ofertas de turismo mais sustentável e num recomeço com mais investimentos.
Pnud SGP Ucrânia/2017
Iniciativa apoiada pela ONU na Ucrânia promove turismo sustentável
Protocolos
Em sua estratégia de emergência para responder à Covid-19, a OMT e seus parceiros dizem ter avançado num equilíbrio entre tornar as pessoas seguras e manter o turismo intacto.
Em cooperação com a Organização Mundial da Saúde, OMS, as agências buscaram aprender as lições ensinadas pela pandemia num curto espaço de tempo.
Uma das medidas foram protocolos de viagem e passaportes sanitários colocados em ação principalmente nos países do Hemisfério Norte durante o verão de julho a setembro, nesaa parte do globo.
De acordo com a OMT, os países-membros demonstraram resiliência e determinação em manter as medidas para proteger viajantes e turistas.
Unesco/A. Popov/ Reserva da Biosfera do Lago Elton
Turismo internacional perdeu em 2020 até 64%, em termos reais
Recuperação
A agência da ONU acredita que a Covid-19 evidenciou a importância do turismo para as economias e a sociedade e que, por isso, o setor tornou-se parte integral de planos de recuperação nacionais e internacionais.
A estratégia da agência da ONU sobre inovação inclui mais de 12 mil empresas start-ups em 150 países.
Ao todo foram mobilizados US$ 83 milhões. São 300 parceiros corporativos atuando em novas tecnologias para o turismo.
Em todo o mundo, mais de 20 mil estudantes de turismo 100 países estão sendo alcançados por programas e treinamentos da OMT. A iniciativa inclui as cinco maiores instituições de hospitalidade do mundo entre elas a Les Riches e Swiss Education Group. Juntas, as entidades oferecem 19 cursos online em espanhol, inglês e árabe.
Pnud Ucrânia/2017
Uma iniciativa apoiada pela ONU na Ucrânia promove turismo sustentável, desenvolvimento e protege o ambiente
Investimentos verdes
A OMT afirma que o recomeço do setor de turismo pós-pandemia não pode se dar sem investimentos verdes. A agência fechou uma parceria com o Banco Mundial e o Banco Interamericano de Desenvolvimento para revitalizar a área.
Até o momento, mais de 200 investidores integram a rede global de apoio a redes de hotéis em 50 países que buscam se tornar mais sustentáveis.
Desde a Conferência da ONU sobre Mudança Climática, COP26, em Glasgow, em novembro, o setor tem recebido um maior número de promessas para reduzir pela metade até 2030 as emissões de dióxido de carbono, e também atingir a rede zero, de neutralidade em carbono, até 2050.
A OMT está apostando ainda no turismo rural. O programa Melhores Vilarejos Turísticos foi lançado em 2021 em 44 localidades em 32 países para promover o compromisso com a Agenda 2030 de desenvolvimento sustentável.
Enviada especial para o país está muito preocupada com a escalada da violência, que já desabrigou milhares de famílias; somente na sexta-feira, um ataque matou 35 civis, incluindo uma criança.
Uma coligação internacional para a promoção de sistemas alimentares territoriais sustentáveis deve ser lançada em março, numa parceria liderada pela Comunidade dos Países da Língua Portuguesa, Cplp.
O bloco mobiliza países e parceiros a participar na aliança. A Cplp é formada por Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.
Bloco
Em dezembro, o diretor de Cooperação do bloco da Cplp, Manuel Lapão, explicou numa entrevista à ONU News como jovens dos nove países-membros têm espaço de atuação na iniciativa.
“A população vulnerável sofre na pele, em primeiro lugar, as implicações daquilo que eu, há pouco, colocava: das mudanças climáticas, da dificuldade de acesso a alimentos, do acesso à saúde, do acesso à escola, ao primeiro emprego e enfim. Esse de facto é um tremendo desafio para a Cplp”, concluiu Lapão.
Ele contou que os contatos em andamento abordam vias para definir quais os possíveis modelos de governança a adotar e com a ação de jovens em todo o bloco.
ONU News
Manuel Lapão é diretor da Cooperação do Secretariado Executivo da Cplp
Decisões
“Como envolver os jovens nesta coligação? Os jovens têm de ser chamados para o processo de tomada de decisão. O que a Cplp tem feito nos últimos anos, com a sua estrutura de cúpula da juventude que é o Fórum de Juventude da Cplp, é procurar trazer a presença de jovens para onde se decide sobre vários assuntos: reuniões ministeriais de vários setores, e nós os temos chamado para que a voz de jovens possa ser ouvida e possa ser tida em conta nas decisões questão a ser adotadas.”
Em 2011, a Cplp definiu o grupo como prioritário numa das áreas de intervenção da Estratégia de Segurança Alimentar e Nutricional. A promoção do acesso e utilização dos alimentos para melhoria dos modos de vida tem os jovens como atores-chave a alcançar.
Na nova aposta, o representante vê campos de atuação para corresponder às aspirações juvenis.
ONU Cabo Verde
Jovem carrega bandeira de Cabo Verde na cidade da Praia
Oportunidade
“Na singularidade da nossa comunidade, sendo uma organização de concertação política e diplomática, temos que trazer os jovens para que a sua voz seja ouvida e as decisões incorporem aquilo são os seus problemas, os seus anseios e os seus desejos. E a partir daí, nós poderemos esperar que, provavelmente, essas políticas ao ser implementadas sejam conducentes a u melhor enquadramento da temática da juventude. Mas se há um desafio que pode ser uma oportunidade para o futuro da Cplp que é trabalhar cada vez mais próximos da nossa juventude.”
Para além de encontros com os representantes dos Estados-membros da organização junto das Nações Unidas foram contactados os observadores Argentina, Canadá, Espanha, França, Índia, Itália, Japão, Namíbia, Peru e Turquia.
O conselheiro da ONU sobre Sistemas Alimentares e a Interseção com o Alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, Zachary Bleicher, avaliou com a Cplp a cimeira global sobre o tema realizada em setembro.
Um novo estudo das Nações Unidas revela que a América Latina e o Caribe podem ser tornar campeões mundiais de casos de casamento infantil, em menos de 10 anos, se não houver investimentos e ações para combater o problema.
Casamentos infantis, uniões maritais precoces e forçadas são uma realidade na região, e uma prática prejudicial a meninas e adolescentes.
Pnud
As mulheres também carregam um fardo desproporcional com a violência de gênero e casamentos infantis aumentando
Violação
A publicação do Grupo de Trabalho do Programa Conjunto Interinstitucional para Acabar com o Casamento Infantil e Uniões Precoces na América Latina e Caribe é assinada por várias agências da ONU incluindo: Unicef, ONU Mulheres, o Fundo de População das Nações Unidas, Unfpa, e a Comissão Econômica para a região, Cepal.
O casamento infantil é uma violação dos direitos humanos das crianças, meninas e adolescentes, e afeta de forma desproporcional e persistente as meninas.
A Cepal afirma que a meta de erradicar o casamento infantil é fundamental para alcançar o desenvolvimento sustentável e a igualdade de gênero na região.
Uma em cada quatro meninas e adolescentes latino-americanas e caribenhas se casou, pela primeira vez, ou tinha uma relação precoce marital antes dos 18 anos.
Sem investimentos para combater o problema, a região fica atrás apenas da África Subsaariana, segundo o documento Matrimônios e Uniões Infantis, Precoces e Forçadas.
Opas/Karen González Abril
Cepal afirma que a meta de erradicar o casamento infantil é fundamental para alcançar o desenvolvimento sustentável e a igualdade de gênero na região
Áreas rurais
Na Jamaica, por exemplo, a taxa de casamentos infantis é de 10%. Já em países como República Dominicana, Nicarágua, Honduras e Belize, este número ultrapassa 30%.
As Nações Unidas acreditam que a falta de dados indica que as taxas podem ser ainda mais altas.
Nove países da América Latina e do Caribe proíbem o casamento de crianças, com base nos padrões internacionais. O último a se juntar à lista foi a República Dominicana, em janeiro deste ano.
Mas outros 13 países permitem o matrimônio de menores a partir de 16 anos de idade com autorização dos pais, representantes legais ou um juiz.
E em seis países, crianças menores de 16 anos podem se casar por motivos qualificados no documento. Meninas em áreas rurais são mais afetadas pela prática.
Essa menina não é casada, mas vive em uma comunidade onde o casamento infantil é uma realidade cotidiana.
Gravidez na adolescência
Pesquisas indicam que as meninas nessa condição têm seu futuro impactado, de forma negativa, e a divisão sexual do trabalho é reproduzida desde muito cedo.
Meninas e adolescentes casadas antes dos 18 anos também têm o dobro do tempo dedicado a trabalho não remunerado incluindo tarefas domésticas e outros cuidados, se comparado a meninos e adolescentes casados na mesma idade. Em alguns casos, a diferença na carga horária pode quintuplicar (Equador e Guatemala) ou ser oito vezes maior como na República Dominicana.
Em países com informação disponível, meninas e adolescentes casadas passam 40 horas semanais trabalhando em casa. Entre eles: Colômbia, Guatemala e México.
Um outro problema dos casamentos precoces é a gravidez na adolescência. Muitas meninas deram à luz uma criança antes de completar 18 anos. Mais de 80% foram mãe antes de celebrar a festa de 20 anos e a maioria dessas gestações não foi desejada.
Foto Uncicef/ Tsvangirayi Mukwazhi
Programa Global para proteger meninas e adolescentes de casamentos prematuros.
Avanços
O estudo da ONU indica que alguns programas e iniciativas públicos são insuficientes mediante a gravidade e as consequências da prática.
Mesmo assim, existem alguns avanços em países com políticas públicas adequadas.
Dentre as medidas recomendadas pela pesquisa estão o acesso de meninas e adolescentes à educação gratuita, universal e com um forte elemento de gênero, sem qualquer discriminação. A ONU recomenda ainda que as meninas participem da formulação de políticas e que suas experiências e propostas possam ser parte da solução.
Se não for tomada nenhuma ação até 2050, as cidades da América Latina e do Caribe consumirão de duas a quatro vezes mais recursos acima dos limites aceitáveis de sustentabilidade.
O cálculo consta de um estudo das Nações Unidas que analisou os padrões de consumo de recursos naturais e as taxas de desigualdade e pobreza na região. Um dos exemplos do estudo é o sistema de transporte público de Fortaleza, no Brasil.
Jade Queiroz/Mtur
Algumas propostas do relatório incluem medidas já testadas em cidades como Fortaleza, no Brasil, com o sistema de transporte público
Eficiência
Segundo o Programa da ONU para o Meio Ambiente, Pnuma, o relatório oferece um guia para aumento da eficiência dos recursos em centros urbanos por meio de circularidade, melhor conectividade, restauração de ecossistemas entre outros pontos.
Recursos como combustíveis fósseis, minerais e alimentos podem ser reduzidos pela metade ao mesmo tempo em que os governos lutam para erradicar a pobreza e a desigualdade nessa que é considerada a região mais desigual do mundo.
A publicação, divulgada em meados de dezembro, foi compilada em parceria com o Painel Internacional de Recurso, IRP na sigla em inglês, que espera até 2050, um acréscimo de dois a quatro vezes mais no consumo de recursos, além do que é considerado sustentável.
Ecossistema
Se nada for feito, haverá uma degradação severa dos ecossistemas. Os países e os governos locais devem planejar suas recomendações em quatro eixos: transporte e mobilidade sustentável, prédios eficientes e sustentáveis, gerenciamento de lixo, água e esgoto para reduzir o consumo, o desperdício, o impacto ambiental negativo e as emissões de gás que causam o efeito estufa. O estudo: O peso das Cidades na América Latina e no Caribe: Exigências de Futuros Recursos e Potenciais Cursos de Ação elenca todas as recomendações.
As cidades são parceiras vitais na luta contra a crise climática porque elas geram até 75% das emissões de CO2. Políticas acertadas poderiam ainda ajudar a reduzir em 30% a poluição das indústrias.
ONU Mexico/Alexis Aubin
Cidade do México durante a pandemia de Covid-19
Brasil e México
A pesquisa indica que as cidades latino-americanas e caribenhas consumiram entre 12.5 e 14.4 toneladas per capita de recursos, anualmente, em 2015. Mais da metade do estoque de material da região estava concentrado em cidades do Brasil (38,1%), e do México (21,1%).
Até 2050, a população da região deverá alcançar 680 milhões de pessoas, e o consumo doméstico pode subir para 25 toneladas per capita, bem acima da média de 6 a 8 toneladas, consideradas dentro do limite da sustentabilidade.
A diretora regional do Pnuma para a região, Jacqueline Álvarez, disse que muitos latino-americanos e caribenhos sofrem com os efeitos do uso insustentável dos recursos naturais. Para ela, o planejamento é fundamental caso a região queira viver de forma harmoniosa com a natureza e se recuperar dos efeitos da pandemia.
Agência Brasil/Marcelo Camargo
Os autores do relatório também pedem à região que intensifique suas estratégias de planejamento urbano
Lixo orgânico
Os autores do relatório também pedem à região que intensifique suas estratégias de planejamento urbano. Uma das sugestões é investir na criação de postos de trabalho, serviços e centros urbanos bem conectados com transporte acessível.
Para o Pnuma, as cidades precisam de edifícios mais sustentáveis que promovam a circularidade, reciclem lixo orgânico e melhorem o gerenciamento hídrico para incluir o tratamento e reutilização desse recurso assim como a restauração de sistemas de água doce.
Algumas propostas do relatório incluem medidas já testadas em cidades como Fortaleza, no Brasil, com o sistema de transporte público, e que inclui grandes áreas para pedestres e ciclistas, assim como a coleta de água na Cidade do México e o projeto de calefação do distrito de Temuco, no Chile.
Preparo
Em 40 anos, o ambiente construído das cidades cresceu 99% quase simultaneamente à população urbana, que aumentou 95%. A falta de preparo para acolher este crescimento com infraestrutura adequada agravou a desigualdade social e injustiça ambiental.
O estudo recomenda às autoridades a aumentar os recursos para cidades intermediárias que crescem a um ritmo mais rápido que a média. Eles sugerem ainda alianças em níveis municipal, estadual, regional e federal.
Até o fim de dezembro, vários cientistas brasileiros vão ocupar os perfis no Instagram e no Twitter de celebridades e de influenciadores, compartilhando informações verídicas e de interesse geral sobre a Covid-19.
A iniciativa faz parte do projeto “Verificado” das Nações Unidas, que tem como meta combater as notícias falsas que circulam pela internet e dificultam o controle da pandemia.
Mateus Solano e Fábio Porchat
Cientistas brasileiros vão ocupar perfis de Instagram e Twitter de celebridades e influenciadores e compartilhar informações sobre variantes, vacinas e medidas de prevenção.
O doutor em Imunologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro Rômulo Neris (@romulismo) vai “invadir” a conta no Instagram do ator Mateus Solano (@mateussolanooficial). Já a biomédica Jaqueline Goes, que mapeou os primeiros genomas do SARS-CoV-2 no Brasil (@drajaquelinegoes) divulgará informações úteis sobre o combate à Covid-19 no Instagram do rapper Emicida (@emicida).
Já o humorista e apresentador Fábio Porchat (@fabioporchat) terá a sua conta no Twitter comandada pela neurocientista Mellaine Dutra. Outros cientistas também fazem parte do grupo que apoia a campanha da ONU e irão divulgar informações nos perfis do jogador de futebol Richarlison (@richarlison97), do rapper Criolo (@criolomc), da apresentadora Didi Wagner (@didiwagner) e da atriz Titi Muller (@titimuller_).
Ação Global
O projeto da Equipe Halo é uma ação global que busca comunicar a ciência de forma clara e acessível, com ações de pesquisadores que divulgam estudos sobre a Covid-19.
Desde o ano passado, os vídeos da campanha já atingiram mais de 14 milhões de visualizações. A Equipe Halo também produz conteúdo para o movimento #TodosPelasVacinas e para redes sociais como TikTok, YouTube, Quebrando o Tabú e Canal Futura.
Cerca de 2,8 milhões de eleitores eram esperados nas urnas em 24 de dezembro; Comissão Eleitoral da Líbia diz não poder atender a agenda da votação e solicita nova data em 30 dias; chefe da ONU defende que eleições aconteçam em condições adequadas para encerrar pacificamente a transição política no país
Resolução foi adotada de forma unânime, prevenindo que financiamento caia nas mãos do Talibã; coordenador humanitário da ONU classifica decisão como histórica, com meta de salvar muitas vidas; com Inverno, crianças correm risco de enfrentar várias doenças respiratórias.
Conselho de Segurança aprovou, em 2016, proibição de qualquer construção nessas áreas; relator de Direitos Humanos chama a atenção da comunidade internacional para que intervenha e impeça ações de Israel.
Total de mortos sobe para 258 e 47 pessoas continuam desaparecidas; Escritório de Assistência Humanitária da ONU informa que mais de 200 cidades continuam sem eletricidade em várias regiões afetadas pelas cheias.