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2021 fecha uma década de alta nos preços mundiais dos alimentos  

A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura, FAO, revela um aumento de 28,1% nos custos da comida no ano 2021, quando comparado a 2020.  

Durante todo o período, o índice anual de referência atingiu 125,7 pontos. Foi a maior alta observada desde os 131,9 pontos registrados em 2011. 

Forte demanda  

Dezembro passado marcou uma queda nos preços mundiais dos alimentos, após aumentos por quatro meses consecutivos, segundo o Índice de Preços dos Alimentos. 

A análise publicada nesta quinta-feira, em Roma, indica a média de 133,7 pontos no mês passado, em comparação com 134,9 de novembro. 

Baixas colheitas e forte demanda ditaram o alto índice mensal nos 10 anos

FAO/Saikat Mojumder

Baixas colheitas e forte demanda ditaram o alto índice mensal nos 10 anos

A medição dos custos das categorias alimentares mais comercializadas em nível global aponta retrocessos na colheita e a forte demanda, verificada no ano passado, como fatores que ditaram o alto índice mensal nos 10 anos. 

Em dezembro, caíram os preços de todas as categorias no índice, exceto dos laticínios. Nas oleaginosas e no açúcar a queda de custos foi a mais significativa. 

Brasil 

A atualização mensal menciona ainda que houve um abrandamento da demanda de alimentos durante o mês, preocupações com o impacto da variante Ômicron da Covid-19 e declínios de reservas de trigo do Hemisfério Sul. 

A avaliação do valor dos alimentos em todo o ano 2021 destaca um aumento acentuado em todas as categorias. A situação também contribuiu para uma alta da inflação quando o mundo retoma a atividade econômica na sequência da crise do coronavírus. 

O Índice de Preços dos Alimentos da FAO registra variações mensais nos custos internacionais das commodities alimentares.

Foto: FAO/ Alessandra Benedetti

O Índice de Preços dos Alimentos da FAO registra variações mensais nos custos internacionais das commodities alimentares.

O Brasil aparece no documento na análise da categoria de cereais. A média de dezembro foi de 140,5 pontos, correspondendo a uma queda global de 0,9 pontos em relação a novembro.  

O mês foi marcado pela baixa nos preços de exportação do trigo com a melhora na oferta, após safras no Hemisfério Sul e a desaceleração da demanda. No país, os preços do milho foram mais altos impulsionados pela forte demanda e pelas preocupações com a persistência da seca. 

Populações pobres  

A outra menção do Brasil está relacionada aos custos do açúcar, que durante o ano passado foram 37,5% mais altos em relação a 2020. A FAO registrou preocupações com a redução da produção açucareira no país em meio a uma maior demanda global que levou ao aumento dos preços. 

Em dezembro, a desvalorização do real frente ao dólar norte-americano e a queda dos preços do etanol contribuíram para uma queda do custo do produto.  

Na avaliação, a FAO alerta que o aumento dos valores dos alimentos em países que dependem de importações está colocando em risco as populações mais pobres. 

2021: o ano de desafios causados por eventos climáticos extremos

Boris Jordan/WMO

O ano passado contou com níveis de precipitação e temperaturas elevadas que quebraram recordes, tal como incêndios devastadores e secas debilitantes, que tiveram impactos humanos, económicos e ambientais que irão perdurar durante muitos mais anos.

Segundo a Organização Meteorológica Mundial (OMM), os próximos sete anos serão os anos mais quentes de que haverá registo. O fenómeno climático de arrefecimento de La Niña no início e no final do ano passado teve um efeito de curta duração nas temperaturas globais, mas não inverteu a tendência de aquecimento a longo prazo como resultado de concentrações recorde de gases com efeito de estufa provenientes de atividades humanas.

Durante 2021, a OMM avaliou os impactos combinados da variabilidade climática natural e das alterações climáticas e com a potência da supercomputação e da tecnologia de satélite, foi possível prever e monitorizar muitos dos eventos extremos, enquanto que o engenho científico reforçou a compreensão da enormidade das mudanças no sistema climático.

Bruno Gonçalves/WMO

As perdas económicas estão a aumentar à medida que a exposição aos fenómenos climáticos aumenta. No entanto, existem lacunas nas redes de observação meteorológica em muitos dos países em desenvolvimento. O Mecanismo de Financiamento de Observação Sistemática (SOFF, na sigla em inglês) procura mobilizar recursos para reforçar estas redes e para preencher as grandes lacunas nos dados meteorológicos e climáticos básicos, que são centrais para as previsões meteorológicas, esforços de adaptação eficazes e investimentos.

Adicionalmente, existe uma necessidade em constante crescimento de investir na monitorização da evolução da presença de gases com efeito de estufa na atmosfera, através de modelos terrestres, de satélite e de simulação para uma melhor compreensão das fontes e comportamento do dióxido de carbono, metano e óxido nitroso.

Kompas/Hendra A Setyawan/WMO

A OMM monitoriza o estado do clima a nível global e regista eventos extremos, que ceifam milhares de vidas todos os anos. O tufão Rai (conhecido como Odette nas Filipinas) realçou a relação entre eventos climáticos extremos e as taxas de mortalidade, conduzindo a várias centenas de baixas e devastação generalizada num país que é regularmente atingido por ciclones tropicais. O impacto deste tipo de fenómenos tem aumentado devido à subida do nível do mar e aos padrões de precipitação mais intensos.

Muitos destes eventos climáticos extremos são a consequência das alterações climáticas, que se têm vindo a sentir nas últimas décadas. No Canadá e nas partes adjacentes do Noroeste dos EUA, uma onda de calor fez com que temperaturas de quase 50ºC se fizessem sentir no final de Junho, causando desta forma centenas de mortes relacionadas com o calor e alimentando incêndios devastadores. No entanto, em Novembro, esta mesma região foi atingida por precipitações excepcionais e inundações, demonstrando a falta de equilíbrio climático.

Em 2021, vários eventos semelhantes se fizeram sentir um pouco por todo o mundo: o Vale da Morte na Califórnia atingiu 54,4°C durante uma das múltiplas vagas de calor no sudoeste dos EUA em Julho; muitas partes do Mediterrâneo sofreram temperaturas recordes em Agosto e a Sicília atingiu os 48,8 °C, um recorde de temperatura europeu; chuvas extremas atingiram a província de Henan na China em Julho, sendo que a cidade de Zhengzhou recebeu 201,9 mm de precipitação em uma hora (um recorde nacional chinês); a Europa Ocidental também sofreu algumas das inundações mais graves de que há registo em meados de Julho, causando inundações, deslizamentos de terras e mais de 200 mortes.

ADE BAYU INDRA/”PR”/WMO

Desde as inundações na Amazónia às secas na América do Sul e em partes do continente africano, muitos dos impactos das alterações climáticas são sentidos através da água e têm consequências graves a nível humanitário. A OMM estabeleceu uma Coligação Água e Clima para melhorar os serviços globais relacionados com a água, infraestruturas e serviços multi-perigosos, que abrangem os serviços meteorológicos, hidrológicos e climáticos como uma unidade do sistema terrestre. Estabeleceu também um painel de alto nível composto por chefes de estado, ministros, o sector privado e representantes da juventude para dar orientações à coligação.

Ainda há muito mais a fazer e ao longo de 2022, a agência continuará o seu trabalho para reforçar os sistemas de alerta precoce, colmatar as lacunas nas redes de observação meteorológica e hidrológica nos países em desenvolvimento, e salvar vidas e meios de subsistência.

Inverno intenso e nevascas dificultam operações humanitárias no Afeganistão

O Escritório da ONU para Coordenação de Assuntos Humanitários, Ocha, está alertando para as condições ainda mais severas enfrentadas pela população do Afeganistão devido ao inverno intenso. 

Nevascas e chuvas fortes já causaram impactos em várias áreas do país nos últimos dias, com a neve suspendendo voos de chegadas e de partidas no aeroporto da capital, Cabul. 

Apelos financeiros 

Família desalojada em Cabul beneficiada com assistência da ONU.

Foto: ©UNHCR/Andrew McConnell

Família desalojada em Cabul beneficiada com assistência da ONU.

Segundo o Ocha, a previsão dos serviços meteorológicos é de mais neve e baixas temperaturas nos próximos dias. Com isso, os trabalhadores humanitários estão correndo contra o tempo para conseguir entregar ajuda essencial e itens básicos à população do Afeganistão.

No mês de dezembro, cerca de 7 milhões de pessoas foram beneficiadas com a entrega de assistência humanitária e de comida por todo o país. O Ocha revela ainda que muitas famílias em várias áreas do Afeganistão irão receber kits para o inverno, com itens para amenizar o frio intenso, além de assistência em dinheiro. 

Segundo o Escritório da ONU, os doadores internacionais forneceram US$ 1,5 bilhão para operações humanitárias no Afeganistão em 2021. Em setembro, o secretário-geral António Guterres lançou um apelo de emergência de US$ 606 milhões, sendo que os doadores enviaram mais, um total de US$ 776 milhões.

Já o Plano de Resposta Humanitária buscava US$ 869 milhões para entregar assistência aos afegãos, mas foram recebidos US$ 730 milhões. 
 

Novo relatório das Nações Unidas destaca a importância do voluntariado

Ji Hyun Yang/UNV Kazakhstan

No mundo inteiro, uma em cada sete pessoas pertence a uma rede de voluntariado. Segundo a ONU, a cooperação entre os governos e estes indivíduos contribui para que as tomadas de decisões por parte das autoridades seja colaborativa, melhorando a inclusão social e combatendo as desigualdades.

John Newby, Biólogo Voluntário das Nações Unidas para a Vida Selvagem no Chade em 1971, e em 2021. ©John Newby, arquivo pessoal

Em 1971, John Newby tornou-se no pioneiro do programa de voluntariado das Nações Unidas, servindo na Direção dos Parques Nacionais do Chade enquanto biólogo da vida selvagem. Hoje conta com 72 anos, mas as memórias dos seus tempos como voluntário permanecem e continuam a trazer-lhe felicidade.

“Durante os meus anos de voluntariado, houveram muitas ocasiões memoráveis – tanto boas como más. Uma das piores inclui a minha primeira luta contra a malária, enquanto seguia o rasto de leopardos. Tive de parar e dormir no mato o melhor que pude, mas dormir era difícil com o latido constante dos grandes felinos das redondezas”, conta Newby, prosseguindo, “Uma das melhores recordações deve ser o meu casamento tradicional com a minha mulher chadiana […] Foi realmente duro no inicio, mas como se costuma dizer: o que não nos mata apenas nos torna mais fortes”.

Ao longo dos anos, o programa da voluntariado das Nações Unidas tem-se vindo a expandir e a desenvolver, contando com cerca de 9 mil voluntários em todo o mundo, tanto online como nos locais onde a ajuda é necessária.

Foto de UN Volunteers

Através do estudo do impacto da presença de voluntários em diversos países, a ONU chegou à conclusão que:

  • O voluntariado promove uma cultura de tomada de decisões colaborativa. Os voluntários contribuem para moldar e dar prioridade a questões que consideram importantes, trabalhando em conjunto com as autoridades estatais.
  • O voluntariado altera relações de poder desiguais. Os voluntários têm a capacidade, através da colaboração com os responsáveis pela tomada de decisões, de reconfigurar relações de poder desiguais entre cidadãos comuns e as autoridades.
  • O voluntariado oferece diversos caminhos para a participação cívica, mas continua a ser desigual.
  • Os voluntários constroem “pontes”. Os voluntários encontram-se frequentemente na posição única de intermediação nas relações entre prestadores de serviços e beneficiários.

Gostaria de ser voluntário das Nações Unidas? Descubra como aqui.

Na Síria, 2022 começa com escalada da violência e morte de crianças

Segundo Unicef, pelo menos dois menores foram mortos e cinco ficaram feridos no noroeste do país desde o primeiro dia do ano; estação de água instalado com apoio da agência da ONU foi atacada em Idlib, deixando mais de 240 mil pessoas sem o bem essencial. 

OMS: estudos apontam que Ômicron afeta trato respiratório superior

A Organização Mundial da Saúde, OMS, confirmou esta terça-feira que vários estudos apontam que a variante Ômicron da Covid-19 afeta mais o trato respiratório superior.

Em Genebra, o epidemiologista da agência da ONU, Abdi Mahamud, explicou ser uma boa notícia o fato da variante não atingir os pulmões como as outras estirpes do coronavírus. 

Estudos apontam que a variante Ômicron da Covid-19 afeta mais o trato respiratório superior

Foto: © WHO

Estudos apontam que a variante Ômicron da Covid-19 afeta mais o trato respiratório superior

Vacinar 70% da população é prioridade 

O especialista Abdi Mahamud lembrou que mais análises científicas são necessárias para entender como a Ômicron atua no organismo. Porém, ele garante que evidências obtidas na África do Sul, onde a variante foi descoberta, apontam que as vacinas existentes continuam protegendo da doença, diminuindo especialmente os riscos de hospitalização ou de sintomas severos da Covid-19. 

De acordo com Mahamud, o desafio continua sendo o mesmo: fazer com que a população mais vulnerável receba as doses do imunizante, para que se consiga atingir a meta de ter 70% da população mundial completamente vacinada até meados deste ano. 

A OMS está pedindo aos países que acelerem as vacinas, especialmente com a circulação da variante Omicron

ONU News

A OMS está pedindo aos países que acelerem as vacinas, especialmente com a circulação da variante Omicron

Vacinação evita sintomas severos 

O epidemiologista da OMS citou o exemplo da África do Sul, onde apesar de um grande aumento nos novos casos de Covid-19, não houve aumento das mortes. Abdi Mahamud destacou que os países não podem “impulsionar um caminho de saída da pandemia”, enquanto a Ômicron está se espalhando de forma bastante intensa. 

Antes do período das festas de fim de ano, 128 países já tinham reportado casos da nova variante. O epidemiologista garante que as vacinas protegem, mas alerta que as pessoas não imunizadas podem ser fortemente atingidas pela Ômicron, por mais “leve” que essa estirpe possa vir a ser. 

Segundo o especialista da OMS, o coronavírus tem mais facilidade em se replicar em ambientes superlotados, com pouca ventilação e onde existam pessoas não vacinadas. 

Mahamud disse ainda que a maioria das pessoas infectadas já ficam livres do vírus entre cinco a sete dias após os primeiros sintomas, dependendo do sistema imunológico de cada um. Ainda assim, a OMS recomenda isolamento de 14 dias para casos positivos. 
 

Com apoio do Acnur, Paquistão registra 1,4 milhão de refugiados do Afeganistão

Agência da ONU elogia governo paquistanês por campanha de atualização de dados de civis afegãos, que receberam até cartões de identificação; mais de 200 mil crianças menores de cinco anos foram registradas por seus pais refugiados. 

“2021 foi conturbado mas sabemos como acabar com a pandemia e promover saúde para todos em 2022” 

Artigo de opinião por Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da Organização Mundial da Saúde 

Como 2021 se aproxima do fim, é um bom momento para olhar para trás e para a frente. Este foi outro ano difícil, mas também há muito a agradecer. Embora nenhum país esteja fora de perigo por causa da pandemia, temos muitas ferramentas novas para prevenir e tratar o covid-19. Mais de 8,5 mil milhões de doses de vacina foram administradas em todo o mundo, salvando milhões de vidas. Foram desenvolvidos novos tratamentos, o que deve aumentar drasticamente o acesso e reduzir a mortalidade. 

Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da Organização Mundial da Saúde

No entanto, o estreito nacionalismo e a acumulação de vacinas por parte de alguns países minaram a equidade e criaram as condições ideais para o surgimento da variante Ómicron. Quanto mais a desigualdade persiste, maiores serão os riscos deste vírus evoluir de tal forma que não podemos prevenir ou prever. Se acabarmos com a desigualdade, acabaremos com a pandemia. Através do ACT-Accelerator, que inclui a COVAX, a OMS e os nossos parceiros estão a ajudar a tornar vacinas, testes e tratamentos acessíveis às pessoas que deles precisam, em todo o mundo. 

Ao entrarmos no terceiro ano desta pandemia, estou confiante de que este será o ano em que a terminaremos – mas apenas se o fizermos juntos. Além das mortes e doenças causadas pelo covid-19, a pandemia ameaça duas décadas de progresso na saúde. Milhões de pessoas não tiveram acesso a vacinas de rotina, a serviços de planeamento familiar, a tratamento de doenças transmissíveis e não transmissíveis e muito mais. 

No entanto, também houve progressos A OMS recomendou o uso da primeira vacina mundial contra a malária, que se introduzida ampla e urgentemente, poderá salvar dezenas de milhares de vidas todos os anos. A erradicação da poliomielite nunca esteve tão perto, com apenas cinco casos registados nos dois países endémicos restantes e o consumo do tabaco continua a diminuir. Enquanto isso, a OMS e os nossos parceiros responderam a crises em todo o mundo, incluindo a interrupção de novos surtos de Ébola e de Marburg. 

Para ajudar a preparar o mundo para futuras epidemias e pandemias, estabelecemos o novo Sistema BioHub da OMS para os países partilharem novos materiais biológicos e abrimos o Centro da OMS para Pandemia e Inteligência Epidémica em Berlim, para alavancar inovações em ciência de dados para vigilância e resposta de saúde pública. 

O covid-19 não é a única ameaça à saúde que a população mundial enfrentará no próximo ano. A OMS continuará a trabalhar em todo o mundo para proteger e promover a saúde de todos, em todos os lugares. 

Um novo ano traz novas resoluções. Aqui estão as minhas, para o mundo. 

Primeiro, devemos acabar com a pandemia. Para tal, precisamos que todos os países trabalhem juntos para alcançar a meta global de vacinar 70% das pessoas em todos os países até meados de 2022. Precisamos que os governos continuem a implementar medidas de saúde pública e sociais sob medida, incluindo testes, sequenciamento e notificação de variantes por todos os países, sem medo de medidas punitivas. E todos nós precisamos de fazer a nossa parte, com máscaras, distanciando-nos, evitando multidões, encontrando-nos ao ar livre quando possível ou em espaços bem ventilados dentro de casa. 

Em segundo lugar, precisamos construir uma estrutura global mais forte para a segurança global da saúde. Em 2022, os países começarão a negociar um acordo global de pandemia para fortalecer a governação, o financiamento e os sistemas e ferramentas de que o mundo precisa para prevenir, preparar, detetar e responder rapidamente a epidemias e pandemias. 

Por último, todos os países devem investir numa atenção primária à saúde mais forte, como a base na cobertura universal de saúde. 

A covid-19 demonstrou que quando a saúde está em risco, tudo está em risco. É por isso que a OMS continuará a trabalhar para promover a saúde, manter o mundo seguro e servir aos vulneráveis. 

Desejo a todas as pessoas em todos os lugares um 2022 muito feliz, seguro e saudável. 

Ano Internacional busca proteger e recuperar destinos de montanhas

A Assembleia Geral das Nações Unidas declarou 2022 como o Ano Internacional do Desenvolvimento Sustentável das Montanhas.  

A resolução quer aumentar o conhecimento sobre a importância de preservação dos ecossistemas. 

Programa Mundial para o Meio Ambiente, Pnuma, nomeou o alpinista nepalês Nirmal Purja como embaixador das Montanhas.

Elite Exped and Nimsdai

Programa Mundial para o Meio Ambiente, Pnuma, nomeou o alpinista nepalês Nirmal Purja como embaixador das Montanhas.

Turismo 

De acordo com o Programa Mundial para o Meio Ambiente, Pnuma, durante a pandemia, subiu o número de turistas a montanhas e locais remotos. 

Uma pesquisa com 1.750 turistas de áreas montanhosas de 74 países revelou que 99,7% deles já viram lixo e resíduos. A maior parte era plástico, lixo orgânico e papel ou papelão, especialmente em trilhas, perto de estacionamentos e locais de descanso. 

Ainda de acordo com a pesquisa, 60% notaram um aumento no lixo nos últimos cinco anos, enquanto mais de 75% identificaram máscaras ou frascos de desinfetante para as mãos.  

Ação 

Para conscientizar os viajantes, o Programa Mundial para o Meio Ambiente, Pnuma, nomeou o alpinista nepalês Nirmal Purja como embaixador das Montanhas.  

Durante a visita ao Monte Manaslu do Nepal, a oitava montanha mais alta do mundo, Purja e sua equipe limparam pilhas de lixo, incluindo cordas e recipientes de oxigênio, deixados por outros alpinistas.  

Eles juntaram 500 kg de lixo e agora buscam fazer o mesmo em outro local: o Monte Everest. O grupo ainda deve passar pelo K2, no Paquistão, e Ama Dablam, também no Nepal. 

Programa Mundial para o Meio Ambiente, Pnuma, nomeou o alpinista nepalês Nirmal Purja como embaixador das Montanhas.

Elite Exped and Nimsdai

Programa Mundial para o Meio Ambiente, Pnuma, nomeou o alpinista nepalês Nirmal Purja como embaixador das Montanhas.

Degradação 

A iniciativa é importante porque, segundo o Pnuma, embora pareçam imponentes, os ecossistemas das montanhas são frágeis. O lixo é uma ameaça para a vida selvagem e polui a água, representando um risco para a saúde das comunidades.  

O especialista em ecossistemas de montanha do Pnuma, Matthias Jurek, afirma que a pandemia é uma oportunidade para repensar o turismo de montanha e seus impactos sobre os recursos naturais 

Para ele, é preciso promover um turismo mais sustentável nas regiões montanhosas para prevenir, travar e reverter sua degradação. Feito corretamente, o turismo de montanha pode ajudar as comunidades de montanha a levar vidas mais sustentáveis. 

Atitudes 

Especialistas consultados pela agência da ONU dizem que aumentar a conscientização sobre as consequências da poluição das montanhas é crucial para limpar as encostas do mundo.  

O Comitê Olímpico Internacional, COI, o Pnuma e federações de esportes de montanha, lançaram 10 etapas para ser um herói da montanha, um guia prático sobre como os visitantes podem reduzir sua pegada ambiental.  

Confira: 

Guia prático para montanhistas

  1. Escolha hospedagens ecológicas – pesquise locais que respeitem políticas ambientais
  2. Escolha roupas e equipamentos adequados – adquira itens sustentáveis e que possam ser reparados em caso de dano
  3. Reuse – tente fazer sua viagem sem plásticos descartáveis
  4. Diminua sua pegada de carbono no transporte – prefira transporte público, ofereça e peça carona ou boleia.
  5. Fique na trilha – mantenha o trajeto desenhado e respeite a vida selvagem 
  6. Leve apenas fotos – a natureza é mais bonita na montanha que em casa 
  7. Não deixe vestígios – leve toda sua comida e lixo embora 
  8. Mantenha a água limpa – não use detergente e xampu em lagos e rios 
  9. Compre localmente – apoie comércios locais 
  10. Defenda as montanhas – use sua voz para encorajar a mudança 

Soluções 

Além das atitudes individuais dos visitantes, o representante do Pnuma acredita que outras medidas devem ser tomadas, como a proibição de plásticos descartáveis.  

Para Jurek, ainda é necessário que seja reduzido o consumo de produtos plásticos e exista mais financiamento e desenvolvimento de alternativas inovadoras, reciclagem e economia circular. 

De acordo com dados do Pnuma, a poluição por plástico deve dobrar até 2030, um desenvolvimento potencialmente perigoso para ecossistemas de montanha sensíveis. 

Vista do Monte Everest

ONU/Eskinder Debebe

Vista do Monte Everest

Monte Everest 

Segundo o montanhista nepalês, aumentar a consciência sobre o valor dos ecossistemas de montanha para a humanidade e promover ações e conscientização para protegê-los da poluição é chave na proteção desses locais. 

Em 2019, Purja tirou uma foto do excesso de pessoas no topo do Monte Everest e disse que o lixo estava se tornando tão comum que estava esmagando a montanha.  

Segundo ele, em média, os alpinistas deixam oito quilos de lixo, incluindo barracas, tanques de oxigênio, cordas e dejetos humanos, durante a escalada. 

Purja espera aumentar a conscientização sobre os danos que o turismo insustentável está causando às montanhas do mundo.  

Ele afirma que todos precisam agir para fazer uma mudança de comportamento e proteger os picos. 

Estudo da ONU revela falta de justiça para migrantes vítimas de abuso

O Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime, Unodc, divulgou um estudo que revela os detalhes da violência sofrida por migrantes em busca de uma vida melhor em outros países. 

As vítimas costumam sofrer agressões, tortura, estupro e sequestro nas mãos de traficantes de seres humanos. Muitas vezes, as denúncias são  negligenciadas pelas autoridades. 

Refugiados etíopes, fugindo de confrontos na região norte do país de Tigray, cruzam a fronteira com Hamdayet, Sudão, sobre o rio Tekeze

©Acnur/Hazim Elhag

Refugiados etíopes, fugindo de confrontos na região norte do país de Tigray, cruzam a fronteira com Hamdayet, Sudão, sobre o rio Tekeze

Violência 

De acordo com a chefe da seção de tráfico de seres humanos, Morgane Nicot, a pesquisa mostra que a violência é usada por traficantes ou outros agressores  como forma de punição, intimidação ou coerção e, não raro, sem motivo aparente. 

Segundo ela,  homens migrantes são submetidos a trabalhos forçados e violência física, enquanto as mulheres estão mais expostas a crimes sexuais, levando a gravidez indesejada e abortos. Para ela, todos estão em risco de tratamentos desumanos e degradantes. 

O Unodc explica que o contrabando de migrantes é uma atividade criminosa que consiste no pagamento de organizações ilegais para fazer travessias de fronteira. As vítimas, geralmente, desejam deixar seus países de origem, mas encontram barreiras no acesso aos meios legais para migrar. 

As pessoas podem estar fugindo de um desastre natural, conflito, perseguição ou violência de gênero. Outros são motivados por oportunidades de emprego, educação e reunificação familiar. 

Poucas informações 

Embora existam dados sobre mortos no mar, em desertos ou sufocados em contêineres, pouco se sabe sobre os motivos da violência e dos abusos aos quais os migrantes são submetidos, e o impacto sobre eles e como as autoridades lidam com a questão. 

Segundo Nicot, essa foi a principal razão da investigação. Ela conta que o estudo também examina como os policiais respondem aos casos de contrabando e destaca as dificuldades que enfrentam para processar esses crimes. 

A pesquisa inclui diversas entrevistas com migrantes traficados e análise de relatórios de parceiros do Unodc com vítimas de abuso. Os resultados confirmam que o uso da violência é generalizado em certas rotas de contrabando.  

No entanto, há poucas evidências de que esses crimes levem a investigações ou procedimentos legais, especialmente nos países de trânsito, onde são cometidos. 

Uma jovem que fugia da violência no México foi detida enquanto viajava com sua irmã para encontrar sua mãe nos Estados Unidos

© Unicef/Adriana Zehbrauskas

Uma jovem que fugia da violência no México foi detida enquanto viajava com sua irmã para encontrar sua mãe nos Estados Unidos

Medo de denunciar 

Alguns migrantes não denunciam abusos por medo de serem tratados como criminosos por estarem em situação  irregular. Outros contam  que têm medo de  punições por fazer aborto e manter relações sexuais fora do casamento ou com pessoas do mesmo sexo, atos que são ilegais em alguns países. 

Nicot explicou que ainda há relatos de migrantes que não buscam as autoridades porque os agressores são funcionários públicos, muitas vezes envolvidos na operação de contrabando de migrantes. 

O estudo oferece orientação aos profissionais da justiça penal sobre como investigar e processar casos de violência e abuso durante operações de contrabando de migrantes internacionais, levando em conta  necessidades de segurança e violações dos direitos das mulheres. 

O documento também recomenda aos governos responderem de forma eficiente ao crime, protegendo essas pessoas e levando os criminosos à justiça. 

Brasil assume assento rotativo no Conselho de Segurança das Nações Unidas

Neste primeiro de janeiro, o Brasil volta a ocupar um assento rotativo no Conselho de Segurança das Nações Unidas. No biênio 2022-2023, o país completa sua 11ª passagem no órgão, que deixou em 2011.  

Além do Brasil, assumem os assentos Albânia, Gabão, Gana e Emirados Árabes Unidos, todos eleitos em junho de 2021. Os outros cinco não-permanentes são: Índia, Irlanda, Quênia, México e Noruega. 

Brasil foi eleito com 181 votos para ocupar um assento não-permanente do Conselho de Segurança em 2022-2023

UN Photo/Manuel Elias

Brasil foi eleito com 181 votos para ocupar um assento não-permanente do Conselho de Segurança em 2022-2023

Prioridades 

O Conselho de Segurança tem 15 países com direito a voto, mas apenas os cinco permanentes têm direito ao veto: China, Estados Unidos, França, Reino Unido e Rússia. 

Em outubro, o embaixador do Brasil na ONU, Ronaldo Costa Filho, falou à ONU News sobre as expectativas para os próximos dois anos. Para ele, a reforma do Conselho de Segurança é necessária para o órgão ser mais inclusivo e representativo. 

Costa Filho também citou o peso de blocos regionais como a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, Cplp. 

“Uma das prioridades que o Brasil alinhou em sua campanha é o fortalecimento da cooperação da ONU com organismos regionais. Podemos falar na OEA [Organização dos Estados Americanos], no caso da nossa região, da União Africana, há uma relação já bastante profícua entre a ONU e a União Africana, e no caso mais específico, com a Cplp. Felizmente, dentro dos países de língua portuguesa não há grandes conflitos ou pontos de tensão. O Brasil tem o privilégio e a honra de ocupar a presidência da configuração especial para Guiné-Bissau na missão de consolidação de paz. É um motivo de satisfação para nós que Guiné-Bissau esteja em um caminho de pacificação e rumo ao desenvolvimento, menos tensão e mais desenvolvimento, e contamos em poder continuar colaborar, dialogar com todos os nossos países irmãos da Cplp”. 

O Escritório Integrado da ONU na Guiné-Bissau, Uniogbis, encerrou seu trabalho no país no final de 2020, cumprindo o mandato do Conselho de Segurança. Na ocasião, a ONU declarou que seguiria apoiando o país na implementação de reformas. 

Durante quase 10 anos de operação, o Brasil ocupou o comando da Força-Tarefa Marítima, FTM.

Unifil

Durante quase 10 anos de operação, o Brasil ocupou o comando da Força-Tarefa Marítima, FTM.

Defesa da paz 

De acordo com as informações divulgadas pelo Itamaraty, o Brasil buscará contribuir com a defesa da paz e soluções pacífica de conflitos, entre outros princípios inscritos na Constituição Federal do país e na Carta das Nações Unidas.  

O país também afirma que quer fortalecer as missões de paz ONU e defender mandatos que apoiem a interdependência entre segurança e desenvolvimento. 

Em nota, o Ministério de Relações Exteriores afirma que estará em posição privilegiada para atestar o compromisso com a reforma do Conselho e resguardar a legitimidade da atuação das Nações Unidas diante dos múltiplos e complexos desafios enfrentados pela comunidade internacional. 

Em julho, o Brasil assumirá a Presidência do Conselho de Segurança. 

Portugal tem metade das 24 reservas da biosfera em países de língua portuguesa

Em busca de mais investimento para proteção e recuperação de reservas de biodiversidade, Unesco marcou 50 anos do programa “o homem e a biosfera”; iniciativa foi pioneira para preservação de áreas de natureza; neste ano, agência celebrou criação de fundo para biodiversidade na COP15. 

“Dificuldades para os migrantes redobraram”, avalia chefe da OIM em Portugal

Até 97% das pessoas que recebem apoio da agência da ONU no país são do Brasil; em segundo lugar vêm os britânicos: representante da Organização Internacional para Migrações explica que Brexit levou ao aumento expressivo; Vasco Malta calcula que 250 afegãos já se mudaram  para Portugal desde que o Talibã tomou o poder.  

Agência da ONU é atacada em Darfur, com saque de comida suficiente para 730 mil pessoas

O secretário-geral da ONU está condenando fortemente os ataques contínuos a instalações, equipamentos e suprimentos da organização em Darfur, que haviam sido doados às autoridades do Sudão para uso civil em El Fasher.

Na noite de terça-feira, uma instalação do Programa Mundial de Alimentos, PMA, foi atacada. Foram saqueadas mais de 1,9 mil toneladas de comida suficiente para alimentar 730 mil pessoas durante um mês. 

Garantia de ambiente seguro 

Refugiados sudaneses fogem pela fronteira para escapar da violência em Darfur. Refugiada sudanesa de 23 anos fugiu com seus filhos para Kartafa, no Chade, em julho de 2020.

© Acnur/Aristophane Ngargoune

Refugiados sudaneses fogem pela fronteira para escapar da violência em Darfur. Refugiada sudanesa de 23 anos fugiu com seus filhos para Kartafa, no Chade, em julho de 2020.

António Guterres lamenta a situação, especialmente porque os itens perdidos iriam beneficiar a população de Darfur. O chefe da ONU pede ao governo do Sudão para restaurar a ordem e garantir que toda a propriedade que pertencia à Missão da ONU e da União Africana em Darfur, Unamid, seja estritamente usada pelos civis, como prevê um acordo assinado pelo governo com a ONU em março deste ano.

O secretário-geral pede ainda às autoridades sudanesas para garantirem a passagem segura e um ambiente de trabalho seguro de todo o pessoal das Nações Unidas que ainda está realizando operações em El Fasher. 

Na nota, divulgada pelo seu porta-voz, António Guterres também destaca sua gratidão aos funcionários civis e militares das Nações Unidas que continuam atuando no terreno em Darfur, apesar das circunstâncias difíceis. 

Para Organização Meteorológica Mundial, 2021 foi marcado por temperaturas extremas

A Organização Meteorológica Mundial, OMM, afirma que os últimos sete anos devem ser registrados como os sete mais quentes da história. 

Um resfriamento do fenômeno La Niña, logo no início de 2021, influenciou as temperaturas globais, de forma suave e curta, mas não reverteu as concentrações de gás de efeito estufa provocadas por atividades humanas.

Durante o La Niña ocorrem mudanças associadas a riscos de chuvas fortes, inundações e secas

Pnud Somalia

Durante o La Niña ocorrem mudanças associadas a riscos de chuvas fortes, inundações e secas

Calendário

O ano foi marcado por ondas recordes de calor, chuvas, inundações e incêndios que devastaram áreas extensas. Os meteorologistas contaram com tecnologia de satélite para melhor prever e monitorar eventos extremos e as mudanças do clima em todo o globo. Mas o impacto econômico e humano dos desastres naturais ultrapassa o calendário anual e deve seguir por 2022.  Nesses eventos, milhares de vidas são perdidas.

No momento, os monitores da OMM acompanham o super tufão Rai ou Odete, que atravessou as Filipinas em 16 de dezembro na categoria 5. Centenas de pessoas ficaram feridas ou morreram num país que é constantemente atingido por desastres naturais. Mas, em muitas partes do mundo, a situação tem se atenuado devido a sistemas de alertas que ajudam a reduzir bastante as taxas de mortalidade. Mesmo assim, nos países menos desenvolvidos e pequenos Estados-ilhas ainda existem lacunas que precisam ser cuidadas.

Parque do Lago Boya na Columbia Británica, Canadá. As temperaturas atingiram 49,6 º Celsius

OMM/Jason Salisbury

Parque do Lago Boya na Columbia Británica, Canadá. As temperaturas atingiram 49,6 º Celsius

Canadá

Para a Organização Meteorológica Mundial, os orçamentos nacionais devem investir mais no monitoramento dos gases de efeito estufa.  Muitos eventos climáticos extremos são causados pela pegada da mudança climática.

Uma onda de calor no Canadá e em partes vizinhas do noroeste dos Estados Unidos elevou as temperaturas a quase 50°C em junho, na British Columbia, causando centenas de mortes e incêndios arrasadores. E a mesma região foi alvo de chuvas fortes e cheias em novembro.

Um outro exemplo foi o Vale da Morte, na Califórnia, onde os termômetros chegaram a 54.4 °C durante várias ondas de calor extremo no sudoeste dos Estados Unidos, em julho.
O mesmo ocorreu em partes do Mediterrâneo em agosto. Na Itália, a região da Sicília marcou 48.8 °C. E alguns incêndios florestais foram registrados na Argélia, no sul da Turquia e na Grécia.

Cidade de Manaus, no Amazonas, Brasil

Banco Mundial/Mariana Ceratti

Cidade de Manaus, no Amazonas, Brasil

Manaus

Outros eventos climáticos em 2021 ocorreram na China com enchentes na província de Henan, um recorde na região. Em meados de julho, Alemanha e Bélgica receberam muita chuva com deslizamentos de terra, enchentes e mais de 200 mortes.

Em Manaus, no Brasil, o Rio Negro atingiu seu ponto máximo com enchentes que começaram no norte da América do Sul. 

Uma estiagem no sul do Brasil, no Paraguai, Uruguai e no norte da Argentina preocupou as autoridades e afetou plantações e colheitas.

Bairro afetado por enchentes em Jacarta, Indonésia

Foto: © UNICEF/Arimacs Wilander

Bairro afetado por enchentes em Jacarta, Indonésia

Lacunas

Já outro lado do mundo, no Chifre da África, a seca agravou a crise humanitária incluindo na Somália e no sul de Madagáscar.

Para a OMM, os países precisam investir em infraestrutura hídrica e de gerenciamento de desastres naturais com urgência.

Para o próximo ano, a agência espera continuar atuando com países-membros e parceiros para fortalecer sistemas de alerta de desastres e ajudar a fechar as lacunas de temperatura e de redes de observação hidrológica em países em desenvolvimento para assim salvar vidas e subsistências.