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Unicef coloca Portugal entre países com políticas mais positivas para famílias

Suécia, Noruega, Islândia, Estónia e Portugal têm as melhores políticas voltadas para a família de 31 países de alta renda da União Europeia, UE, e da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico, Ocde.

As conclusões são de um relatório do Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, publicado esta quarta-feira. Suíça, Grécia, Chipre, Reino Unido e Irlanda estão entre os mais baixos.

Conclusões

A pesquisa analisa fatores como duração da licença parental com pagamento de salário completo e serviços de acolhimento, como escolas e creches, de crianças até aos seis anos de idade.

O relatório faz parte da campanha Early Moments Matter, em português Primeiros Momentos Contam. A iniciativa pretende apoiar as famílias a proporcionar às crianças um ambiente estimulante e as experiências necessárias para o desenvolvimento saudável do cérebro.

Em nota, a diretora executiva do Unicef, Henrietta Fore, disse que “não há tempo mais crítico para o desenvolvimento do cérebro das crianças, e para o seu futuro, do que os primeiros anos de vida.”

Para Fore, é necessário “que os governos ajudem a fornecer aos pais o apoio de que precisam para criar um ambiente estimulante para os filhos pequenos.” A chefe do Unicef disse que também é preciso “apoio e influência do setor privado para que isso aconteça.”

Recomendações

O Unicef defende pelo menos seis meses de licença remunerada para os pais, além de acesso universal a cuidados infantis de qualidade e a preços acessíveis, desde o nascimento até à entrada das crianças no primeiro ano de escolaridade.

A agência trabalha com governos, sociedade civil, académicos e setor privado para incentivar maior investimento nas famílias.

Licenças

Segundo a pesquisa, apenas metade dos países analisados oferece pelo menos seis meses de licença remunerada integralmente pelas mães.

Diretora-executiva do Unicef, Henrietta Fore, ONU/Loey Felipe

A Estónia garante licença remunerada mais longa às mães, 85 semanas, seguida pela Hungria, 72 semanas, e pela Bulgária, 61 semanas. Os Estados Unidos são o único país incluído na análise sem uma política nacional de licença remunerada.

Mesmo quando os homens recebem licença remunerada, muitos não aceitam. No Japão, o único país que oferece pelo menos seis meses com salário completo para os pais, apenas um em 20 usou este recurso em 2017. A Coreia do Sul oferece o segundo período mais longo, mas apenas um em cada seis homens tirou a licença parental.

O Unicef diz que a licença de paternidade ajuda os pais a ter um relacionamento com os bebés, contribui para o seu desenvolvimento saudável, reduz a depressão materna e aumenta a igualdade de género.

Custo

Quando os pais estão prontos para voltar ao trabalho, a acessibilidade a escolas e creches é a maior dificuldade apontada pelos pais.

Entre os países analisados, os pais do Reino Unido são os que mais indicam o custo das creches como o principal obstáculo para colocar os filhos nessas escolas. Por outro lado, na República Checa, na Dinamarca e na Suécia o custo era um problema para menos de um em cada 100 pais.

Orientações

O relatório oferece ainda orientações aos países sobre como melhorar as suas políticas nesta área.

Os governos devem fornecer licença parental paga de pelo menos seis meses, permitir acesso a creches de alta qualidade e acessíveis e evitar uma lacuna entre o fim da licença parental e o início dos cuidados infantis a preços acessíveis. A agência também defende que as mães devem ter a possibilidade de amamentar antes e depois do regresso ao trabalho, com intervalos garantidos e locais seguros para o fazer.

Por fim, a agência recomenda que sejam recolhidos mais e melhores dados sobre todos estes aspectos, para que os programas e políticas sejam acompanhados.

Onde estamos

O nosso trabalho toca a vida de pessoas nos quatro cantos do mundo e as nossas operações são complexas e multifacetadas e dizem respeito, direta e indiretamente, aos nossos 193 Estados Membros.

O Secretariado das Nações Unidas, que começou as suas operações no início de 1946, contava com apenas 300 pessoas comprometidas em fornecer serviços de organização de conferências em prol de uma organização embrionária que começava a trilhar o seu caminho para mudar o mundo.

A partir desse núcleo e em apenas seis meses, o número de funcionários cresceu para os 3 mil. Três anos depois, em outubro de 1949, começou-se a construir aquela que é hoje a sede da Organização, no coração de Manhattan, em Nova Iorque.

Cherry blossoms in full bloom at the UN Headquarters against a backdrop of the Secretariat building. UN Photo/Loey Felipe
O edificio do Secretariado envolto de flores de cerejeira.UN photo/ Loey Felipe

Hoje, a Organização das Nações Unidas evoluiu além dos serviços de organização de conferências que realizava nos seus primórdios estando, hoje, ativamente no terreno em busca de soluções para as três áreas temáticas estabelecidas na Carta: paz e segurança, proteção e promoção dos direitos humanos e desenvolvimento humano. Desde 1946, a Organização transformou-se gradualmente num Secretariado mundial com uma força de trabalho que hoje conta com 44 mil funcionários altamente especializados.

Na última década, e para fazer frente às mudanças que se desenvolveram na arena global, a Organização passou por uma transformação profunda e tornou-se mais orientada para as soluções. Hoje, as Nações Unidas expandiram as suas operações de campo, com 60% dos funcionários a trabalhar longe da sede e em vários locais do mundo.

O Secretariado tem escritórios em Genebra, Viena e Nairobi e comissões económicas sediadas em diversas capitais do mundo. Os escritórios respondem às necessidades socioeconómicas e de desenvolvimento dos países que pertencem às cinco principais regiões do mundo: África, Europa, América Latina e Caraíbas, Ásia e Pacífico e a Ásia Ocidental.

Scene at UN Headquarters during High-level Week of 73rd General Assembly
Dentro da sede da ONU durante a semana de alto nível da 73ª Assembleia Geral.

A Organização das Nações Unidas está, compreensivelmente, associada à manutenção da paz – já que este é o instrumento desenvolvido pela Organização para ajudar os países afetados pelo conflito a criar condições para uma paz e desenvolvimento duradouros.

A nossa primeira missão de manutenção da paz foi estabelecida em 1948, com o destacamento de observadores das Nações Unidas para o Médio Oriente com o fim de monitorizar o Acordo de Armistício entre Israel e os seus vizinhos árabes. Desde então, houve um total de 63 operações de manutenção de paz em todo o mundo. Atualmente temos 14 operações de manutenção de paz e 12 missões políticas implantadas nos cinco continentes. Os últimos fornecem uma plataforma para a diplomacia preventiva e ajudam a prevenir e a resolver conflitos e a construir uma paz duradoura em nações que emergiram da guerra civil.

Organizações do Secretariado, como o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), o Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (EACDH), o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (ONUDC) e o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEP), abriram escritórios regionais e locais em todo o mundo para responder mais rapidamente a questões emergentes que exigem a sua perícia e assistência. A Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD) está localizada em Genebra e tem um escritório em Nova Iorque, enquanto o Escritório de Serviços de Supervisão Interna (ESSI), com sede em Nova Iorque, oferece serviços em todo o mundo, onde quer que estes sejam necessários.

Finalmente, a rede de Centros de Informação das Nações Unidas (UNICs) conecta a sede da Organização com as pessoas de todo o mundo, através dos seus serviços de comunicação. Localizados em mais de 60 países, os escritórios do nosso Departamento Global de Comunicação (DGC) ajudam as comunidades locais a obter informações atualizadas sobre a Organização e as suas atividades. Os UNICs têm a responsabilidade de comunicar a mensagem e as iniciativas das Nações Unidas à comunidade e mostrar de que forma é que a Organização faz diferença nas suas vidas.

Os funcionários das Nações Unidas estão presentes onde quer que a sua ajuda seja necessária e contribuem com o seu tempo, a sua assistência e o seu conhecimento para transformar vidas e para tornar o mundo um lugar mais seguro e melhor para esta e para futuras gerações.

Clique neste link e terá acesso a um mapa com descrições detalhadas de algumas das nossas operações locais.

O que fazemos

CMP renovation of the Secretariat Building continues. The 24th floor, nearing completion for a July move-in, and the Ground Floor.

A Organização das Nações Unidas é uma organização internacional fundada em 1945 e comprometida com a manutenção da paz e a segurança internacional, com o desenvolvimento de relações amigáveis ​​entre as nações, com a promoção do progresso social, com a criação de melhores condições de vida e a promoção dos direitos humanos.

Devido ao seu caráter internacional único e aos poderes conferidos pela sua Carta fundadora, a Organização atua sob uma ampla gama de questões e oferece-se como um fórum para os seus 193 Estados Membros expressarem as suas opiniões através da Assembleia Geral, do Conselho de Segurança, do Conselho Económico e Social e de outros órgãos e comissões.

O trabalho das Nações Unidas é transversal e atua perante uma panóplia de questões, tais como: o desenvolvimento sustentável, a proteção do meio ambiente, a proteção de refugiados, o auxílio e a assistência em caso de desastre, o combate ao terrorismo e o desarmamento.

A view of the bronze sculpture "Let Us Beat Our Swords into Ploughshares" by Evgeny Vuchetich, presented to the United Nations in 1959 by the Government of the Soviet Union. In the background is part of the General Assembly building with a sculpture by Ezio Martinelli. UN Photo/Rick Bajornas
A estátua de bronze “Bater espadas em arados” representa a figura de um homem que martela uma espada na forma de um arado. A estátua foi feita pelo escultor russo Evgeny Vuchetich e oferecida às Nações Unidas pela União Soviética. O nome da escultura diz respeito a um conceito no qual as armas ou as tecnologias militares são convertidos para fins pacíficas. UN Photo/Rick Bajornas

Em setembro de 2015, os líderes mundiais reuniram-se na sede das Nações Unidas, em Nova Ioque, e adotaram por unanimidade a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável – uma agenda alargada e ambiciosa que aborda várias dimensões do desenvolvimento sustentável cujo objetivo é o de “não deixar ninguém para trás.”

Os 17 Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) são a pedra angular desta Agenda. Os ODS pretendem ir além dos Objetivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM) e acabar com todas as formas de pobreza. Universais e indivisíveis, os ODS exigem ações de todos os países – desenvolvidos e desenvolvimento – de forma a promover a prosperidade ao mesmo tempo que protege o planeta nos próximos quinze anos.

Os ODS entraram oficialmente em vigor no dia 1 de janeiro de 2016. Os governos, as empresas e a sociedade civil começaram a mobilizar esforços para alcançar os objetivos, alinhando as suas prioridades com os ODS e adotando planos para os alcançar.

ODS 17

A ação sobre os ODS representa o melhor caminho para a prosperidade e para o bem-estar, protegendo o meio ambiente e combatendo as alterações climáticas.

A família de organizações da ONU

As Nações Unidas são constituídas pelo Secretariado, por Fundos e Programas tais como o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), por agências especializadas, como a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) e a Organização Mundial da Saúde (OMS) bem como outras organizações relacionadas.

Os Fundos e Programas são órgãos subsidiários da Assembleia Geral. As agências especializadas estão ligadas às Nações Unidas através de acordos especiais e reportam ao Conselho Económico e Social e / ou à Assembleia Geral.

Secretariado das Nações Unidas

O Secretariado, constituído por funcionários internacionais que trabalham em postos em todo o mundo, realiza o trabalho diário da Organização. O Secretariado presta serviços a outros órgãos das Nações Unidas e administra os programas e as políticas por eles estabelecidos. O secretário-geral é o principal funcionário administrativo da Organização, sendo nomeado pela Assembleia Geral, por recomendação do Conselho de Segurança, por um período renovável de cinco anos. As funções desempenhadas pelo Secretariado são tão variadas quanto os problemas tratados pelas Nações Unidas.

Os funcionários do Secretariado assinalam o 70º aniversário das Nações Unidas, ao juntarem-se e formarem a frase: “O que é que estás a fazer pela Paz?”, ´frente do Edifício do Secretariado, em Nova Iorque, Estados Unidos UN photo/Rick Bajornas
Os funcionários do Secretariado assinalam o 70º aniversário das Nações Unidas, ao juntarem-se e formarem a frase: “O que é que estás a fazer pela Paz?”, ´frente do Edifício do Secretariado, em Nova Iorque, Estados Unidos UN photo/Rick Bajornas

As funções do Secretariado vão desde a administração de operações de manutenção da paz até à mediação de conflitos internacionais bem como o levantamento de tendências socioeconómicas e a elaboração de estudos sobre os direitos humanos e o desenvolvimento sustentável.

Os funcionários do Secretariado são ainda responsáveis por passar a mensagem e os valores das Nações Unidas à comunidade mundial, com a organização de conferências internacionais sobre questões de interesse mundial, pela interpretação e tradução de discursos e documentos para os seis idiomas oficiais da Organização – árabe, chinês, inglês, francês, russo e espanhol.

Os funcionários das Nações Unidas são recrutados internacionalmente e localmente, trabalhando em postos de serviço e em missões de manutenção da paz em todo o mundo.

Este site fornece informações sobre vagas de emprego somente dentro do Secretariado das Nações Unidas. Para vagas de emprego em outras organizações da ONU, por favor carregue no link indicado abaixo.

Links para outras páginas de emprego dentro do sistema das Nações Unidas

Quem somos

O mundo olha para as Nações Unidas em busca de soluções para os desafios mais complexos do mundo: pôr fim a conflitos, erradicar a pobreza, combater as alterações climáticas e defender os direitos humanos. As questões da nossa agenda são múltiplas e variadas, bem como as carreiras que oferecemos.

Na linha da frente das Nações Unidas pode encontrar funcionários que monitorizam processos eleitorais, desarmam crianças soldados, coordenam operações de assistência humanitária internacional e fornecem apoio administrativo e logístico para cumprir os nossos complexos mandatos. Estas são apenas algumas funções, entre muitas outras, igualmente críticas e necessárias, que temos para lhe oferecer.

Durante toda a sua carreira na Organização, terá a possibilidade de mudar de funções, departamentos, localizações geográficas e até de organizações e agências. Tudo isto é possível devido à grande variedade de empregos que oferecemos.

A diversidade dos nossos funcionários, cerca de 39.700 mil pessoas de 193 Estados Membros, proporcionar-lhe-á a oportunidade de trabalhar em equipas multiculturais com pessoas de todas as origens e culturas, e com perspetivas, experiências e abordagens amplas e inovadoras.

 

Como funcionário público internacional, espera-se que defenda os mais altos padrões de eficiência, competência e integridade em todos os assuntos que afetam o seu trabalho e o seu estatuto. A integridade diz respeito à retidão, imparcialidade, justiça, honestidade e verdade.

Ajude-nos a criar um mundo melhor – contribua com orgulho para o seu talento e em prol dos objetivos das Nações Unidas.

Portugal reitera integração e inclusão de pessoas com deficiência como prioridades

A secretária de Estado da Inclusão de Pessoas com Deficiência de Portugal reiterou o compromisso do país de manter a integração e a inclusão de pessoas com deficiência como uma prioridade.

Ana Sofia Antunes participa na 12ª  Sessão da Conferência dos Estados-Partes da Convenção sobre Direitos das Pessoas com Deficiência na sede da ONU.

Cidadania

Em entrevista à ONU News, em Nova Iorque, a secretária de Estado explicou algumas das medidas implementadas em Portugal para apoiar as pessoas com deficiência.
Reprodução

Em entrevista à ONU News, em Nova Iorque, a secretária de Estado destacou uma medida implementada em Portugal para apoiar as pessoas com deficiência.

“Citámos aqui, como medida prioritária do trabalho deste 21º Governo Constitucional, a criação de uma prestação social, a que demos o nome de Prestação Social para a Inclusão, que fosse exclusivamente, desenhada, pensada como uma medida de política específica para pessoas com deficiência. Esta prestação exclusiva para pessoas com deficiência não existia ainda em Portugal, o sistema, digamos, que estava muito divido em pequenas, diferentes prestações que faziam face a diferentes tipos de problemáticas que as pessoas pudessem vivenciar .  ”

Esta prestação é inédita no sistema de segurança social português porque não depende do nível de rendimentos da pessoa, mas de uma incapacidade ou de uma deficiência. Introduzida há dois anos, a in  iciativa já chega 93 mil pessoas.

Agora, segundo Ana Sofia Antunes, serão implementadas as fases seguintes.   

Suplemento

“Começámos a implementar recentemente esta segunda fase da prestação que é um suplemento adicional, este sim já só destinado às situações de pobreza, aqueles casos em que as pessoas, de facto, vivem com muito poucos rendimentos, digamos assim que é um extra para fazer face a situações de verdadeira carência económica. E estamos também preparados para, ainda no decurso deste ano, avançar com a terceira fase da prestação que é estender a mesma à população que ainda estava de fora, ou seja, os menores de 18 anos, as crianças, e isso ainda será feito este ano.”

Projeto Piloto

Ana Sofia Antunes adiantou ainda que está a ser criado um modelo de vida independente para as pessoas com deficiência.

Um projeto que ainda se encontra em fase piloto e que permitirá a estas pessoas ter um assistente pessoal que as ajude na realização das suas tarefas diárias, tal como explica a secretária de Estado.

“Temos neste momento 31 centros de vida ind  ependente a funcionar em todo o país, com 700 beneficiários a quem está neste momento a chegar a assistência pessoal. Este processo está praticamente concluído, falta-nos apenas chegar à região da Grande Lisboa, que é considerada zona de convergência e, portanto, por ter aqui regras diferentes a nível de financiamento atrasou um pouco, mas ainda teremos mais alguns centros a serem criados nesta zona e estimamos que, ao todo, o sistema, nesta sua primeira fase, que é uma fase piloto, venha a chegar a mais de 800 pessoas.”

Outra área prioritária para o Governo de Portugal é derrubar barreiras no acesso à educação e ao mercado de trabalho. Para tal foi aprovada legislação que aprofundou os deveres e as obrigações de inclusão das crianças com deficiência nas escolas.

ONU Mulheres e Fifa assinam memorando em Copa do Mundo

Programa

Para esse fim, o memorando define que organizações trabalharão com autoridades públicas, organizações internacionais, setor privado e organizações de mídia e esportes.

A ONU Mulheres diz que os grandes eventos “também serão aproveitados para proporcionar um legado de mudanças positivas nos níveis social, político e econômico.” O objetivo é “desafiar formas persistentes de discriminação e estereótipos que atrasam o progresso de todos.”

As três principais áreas de trabalho são o desenvolvimento de políticas, a promoção e apoio de projetos sobre mudança cultural e o empoderamento e, por fim, ações de comunicação para aumentar o conhecimento sobre igualdade de gênero.

As organizações pretendem cumprir esses objetivos usando personalidades conhecidas, como os atletas que fazem parte do grupo Lendas da Fifa ou são embaixadoras da Boa Vontade da ONU.

Importância

Em nota, o presidente da Fifa disse que “este é um momento significativo para a Fifa, porque combina forças com a ONU Mulheres para realizar a igualdade de gênero para mulheres dentro e fora do campo.”

África lusófona recebe apoio de comissão da ONU para viabilizar área de comércio livre continental

A Comissão Económica das Nações Unidas para África, ECA, trabalha junto a vários países africanos de língua portuguesa para que seja finalizado o processo de adesão à área de comércio livre africano.

António Pedro é diretor da área da África Central na Comissão Econômica das Nações Unidas para a África., by Reprodução

A informação foi dada à ONU News pelo diretor regional da ECA para a África Central, António Pedro, que disse já ter acompanhado o diálogo em São Tomé e Príncipe.

Economia Azul

“Nós organizamos um fórum nacional sobre o acordo e, entre outras coisas, dissemos que era preciso, no contexto de São Tomé, especializarem-se na área de serviços. Portanto, incluindo o turismo, e tanto a economia azul no geral, dado o potencial enorme que a economia azul representa para São Tomé e Príncipe.”

António Pedro também esteve recentemente em Angola, onde considera que esta iniciativa da União Africana vai catalisar a criação de indústrias nacionais. O resultado será a criação de cadeias de valor, como parte do contexto regional e continental.

“Portanto, é preciso fazer esses estudos, diagnósticos, país por país, para se identificar quais são as suas vantagens comparativas e criar, portanto, a estratégia em volta disso. É o que estamos a fazer para todos os países, incluindo, como eu disse, o caso específico dos países lusófonos como, neste caso em particular, Angola e Cabo Verde e São Tomé e Príncipe.”

Preferências

O acordo que pretende promover a emancipação económica do continente já foi ratificado por mais de 22 nações até 30 de maio, o limite legal para sua validação.

No final de julho, o lançamento do tratado será feito na cimeira da organização em Niamey, no Níger, pelos países que o ratificaram. Essas economias concordaram em eliminar as tarifas, quotas e preferências sobre bens comercializados.

O diretor regional disse que é essencial uma maior colaboração para formular essas políticas nacionais para a zona livre do comércio africano.   

“Significa que, entre outras coisas, os países têm de determinar já qual é a lista de produtos que vão ficar fora do esquema de isenção que está no corpo da zona livre. 10% dos produtos, dos quais 7% podem ser da lista protegida e 3% completamente excluídas, durante um certo tempo poderão beneficiar de proteção. E é sobre esses 10% da lista de produtos sensíveis e excluídos que muitos países querem formular as suas políticas de industrialização.”

Espera-se que o mercado da zona de comércio livre venha a cobrir 1,2 bilhão de pessoas e tornar “muitos projetos economicamente mais viáveis”.

Atualmente o comércio interafricano é considerado “minúsculo” com trocas na faixa entre 16% e 17%.

Programa da ONU para o Meio Ambiente apoia próxima expedição da família Schurmann

O Dia Mundial dos Oceanos é celebrado neste 8 de junho. Para marcar a data, o Programa da ONU para o Meio Ambiente, Pnuma, assina um memorando de entendimento global com a família brasileira Schurmann, conhecida por velejar pelo mundo.

O anúncio oficial do acordo será na tenda #MaresLimpos, durante um mutirão de limpeza de praia na Barra da Tijuca, na cidade do Rio de Janeiro. O #AqueleAbraço, que é organizado pela Route Brasil, acontecerá neste sábado, dia 8 de maio.

Peixes e outras espécies marinhas frequentemente confundem plásticos com alimentos, que, se ingeridos, podem ser fatais, by Foto: ONU Mundo Oceanos/Pasquale Vassallo

Família

A família Schurmann é defensora da campanha #MaresLimpos, que é a maior aliança global contra o lixo nos oceanos. A partir de dezembro, a família de velejadores iniciará uma grande jornada pela costa brasileira e por oceanos do mundo em uma expedição de 18 meses, chamada “Voz dos Oceanos”.

A iniciativa contará com o apoio do Pnuma e registrará o que está acontecendo nos oceanos. O Pnuma destaca que a  ação pretende identificar potenciais soluções capazes de “reverter o cenário catastrófico para as águas do planeta”, além de mobilizar governos, organizações, cientistas e sociedade civil em torno da urgência de medidas efetivas em prol dos oceanos.

Expedição

A expedição deve percorrer cerca de 40 pontos estratégicos, incluindo ilhas como Fernando de Noronha, Manhattan em Nova Iorque e Dulcie. No caminho da jornada também estão alguns pontos nos mares onde os mais variados itens de plástico se acumulam, vindos de diferentes partes do mundo por meio das correntes marítimas.

Para a representante do Pnuma no Brasil, Denise Hamú, “ao apresentar um projeto que busca reunir vozes do mundo todo para, juntas, se tornarem a voz dos oceanos, a Família Schurmann vai além do seu papel de defensora da #MaresLimpos no Brasil, ela passa a ser uma defensora global que, com seu veleiro Kat, levará nossa missão para vários países e nações.”

#MaresLimpos

O diretor de criação da família, David Schurmann, contou que em 2017, quando foram “convidados pelo escritório do Brasil da ONU Meio Ambiente para atuar como defensores #MaresLimpos”, eles assumiram o “compromisso com muito orgulho”. Ele explicou ainda que foram desenvolvidas iniciativa “importantes de conscientização e engajamento da população brasileira, incluindo o projeto Conexão Schurmann #MaresLimpos.”

Segundo David Schurmann, a família tem “total consciência de que esta é uma luta maior”. Ele disse que navegando pelo planeta, é possível testemunhar “a presença de poluição plástica até mesmo em ilhas completamente desertas” e que isso incomoda e faz com que a família queira fazer mais.

O Pnuma calcula que, todos os anos, entre 8 milhões a 13 milhões de toneladas de plástico cheguem aos oceanos. Além de poluírem as águas, esses resíduos causam a morte de 100 mil animais marinhos e 1 milhão de pássaros.

Whoopi Goldberg em “Planeta ou plástico?”

A atriz e comediante esteve entre centenas de convidados para a abertura de uma nova exposição na sede da ONU, em Nova Iorque, para combater a poluíção por plásticos de uso descartável. O evento é uma parceria entre a organização e a National Geograpic Society.

Países das Américas definem próximos passos para o enfrentamento da epidemia de obesidade infantil

O número de crianças e adolescentes obesos com entre 5 e 19 anos em todo o mundo aumentou dez vezes nas últimas quatro décadas. Segundo estudo de 2017 liderado pelo Imperial College London e pela Organização Mundial da Saúde, OMS, se as tendências atuais continuarem haverá mais crianças e adolescentes com obesidade do que com desnutrição moderada e grave até 2022.

O tema foi discutido no II Encontro Regional sobre Ações de Prevenção da Obesidade Infantil no âmbito da Década de Ação das Nações Unidas para Nutrição, realizado em Brasília nesta terça-feira. No evento, países da região das Américas definiram os próximos passos a serem dados na região para o enfrentamento da epidemia de sobrepeso e obesidade infantil. 

O número de obesos com idade entre cinco e 19 anos cresceu mais de dez vezes, de 11 milhões em 1975 para 124 milhões em 2016., by Domínio Público

Taxas

Segundo a Opas, em 1975, as taxas de obesidade em crianças e adolescentes em todo o mundo eram de menos de 1%, equivalente a cinco milhões de meninas e seis milhões de meninos.  Em 2016, este índice aumentou para quase 6% em meninas e quase 8% em meninos, com 50 milhões e 74 milhões deles enfrentando problemas de obesidade, respectivamente. 

Combinado,  o número de obesos com idade entre cinco e 19 anos cresceu mais de dez vezes, de 11 milhões em 1975 para 124 milhões em 2016.

Evento

O evento, realizado em parceria entre a Organização Pan-Americana da Saúde, Opas, e o Ministério da Saúde do Brasil, contou com a participação de representantes da academia, da sociedade civil e dos governos da Argentina, Belize, Bolívia, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, Granada, México, Panamá, Peru e Uruguai.

Os países presentes no encontro reiteraram a importância do Plano de Ação da Opas para a Prevenção da Obesidade em Crianças e Adolescentes 2014-2019 no avanço da agenda. Foi indicado também que uma extensão do mesmo favoreceria a implementação de ações que requerem mais tempo para serem concretizadas.

Plano

O Plano apresenta cinco linhas de ações estratégicas para ajudar os países da região a enfrentar a crescente epidemia de sobrepeso e obesidade na região, entre elas a atenção primária à saúde e a promoção do aleitamento materno e alimentação saudável, a melhoria de ambientes de nutrição e de atividade física escolar, as políticas fiscais e regulamentação do marketing e da rotulagem de alimentos, entre outras ações multissetoriais.

De acordo com o assessor regional de Nutrição e Atividade Física da Opas, Fábio Gomes, vários países da região estão buscando formas de estimar o impacto de medidas regulatórias na redução da incidência de doenças crônicas não transmissíveis. Ele disse que por isso, estão sendo desenvolvidas “ferramentas de simulação de impostos sobre bebidas açucaradas, que permitirão aos países, por exemplo, trabalhar com distintas estruturas fiscais e valores de impostos, assim como os impactos na redução de vendas, entre outros.”  

O intercâmbio de experiências entre países foi um dos pontos abordados e que deve ser priorizado nos próximos anos. Segundo Gomes, “a publicação de experiências exitosas realmente inspira outros países e os auxilia a entender não apenas seu impacto, mas qual o melhor caminho para ter sucesso”.
 

Guterres diz que “não há tempo a perder” em Dia Mundial do Meio Ambiente

Em mensagem sobre o Dia Mundial do Meio Ambiente, marcado este 5 de junho, o secretário-geral afirmou que “o ambiente enfrenta perigos sem precedentes, causados ​​pela atividade humana.”

António Guterres destaca “o quanto dependemos da natureza e da saúde do nosso planeta”, desde a qualidade da água que se bebe, aos alimentos que se come ao ar que se respira.

Poluíção do ar causa 7 milhões de mortes todos os anos, Banco Mundial/Curt Carnemark

Ameaças

O chefe da ONU destaca depois uma série de ameaças, dizendo que 1 milhão de espécies estão em risco de extinção. A mensagem destaca que os oceanos estão sob pressão, a poluição do ar custa 7 milhões de vidas todos os anos e prejudica o desenvolvimento das crianças.

Guterres afirma que “muitos poluentes do ar também provocam aquecimento global” e “a mudança climática é uma ameaça existencial.”

O secretário-geral diz que, na sua recente visita ao Pacífico Sul, viu em primeira mão os graves impactos da emergência climática global e o seu agravamento.” Segundo ele, “não há tempo a perder” porque “esta é a batalha das nossas vidas.”

Soluções

Guterres diz que o mundo precisa “vencer esta luta”, e pode fazê-lo, porque “existem soluções.”

Segundo o representante, é preciso tributar a poluição, não as pessoas, eliminar os subsídios aos combustíveis fósseis e, por fim, parar a construção de novas centrais de carvão.

O chefe da ONU termina a mensagem dizendo que “pessoas em todos os lugares exigem ação” e pede que, no Dia Mundial do Meio Ambiente, a comunidade internacional responda a este apelo.

Eventos

O tema do dia em 2019 é poluição do ar e o país anfitrião é a China. Os eventos principais acontecem na cidade de Hangzhou.

A China era considerada o “reino da bicicleta”, mas nas últimas quatro décadas a prosperidade econômica e a urbanização fizeram com que muitas pessoas começassem usando automóveis, o que piorou de forma acentuada a qualidade do ar.

Ciclismo

Na cidade que acolhe os eventos do Dia Mundial, de acordo com a Organização Mundial da Saúde, OMS, a poluição do ar está bem acima do nível considerado seguro.

Para resolver o problema, as autoridades promovem o ciclismo, aliado à tecnologia digital, para reduzir a poluição. Outras cidades já seguem o exemplo chinês.

Na última década, o governo local melhorou as infraestruturas, criando pistas e sinais de trânsito exclusivamente para ciclistas. Foram distribuídas quase 86 mil bicicletas públicas e um cartão inteligente permitindo que as pessoas usem facilmente todas as formas de transporte público, incluindo a barcos e ônibus.

O gerente geral do Serviço Público de Bicicletas de Hangzhou, Tao Xuejun, disse à ONU News que “no total, foram realizadas 760 milhões de viagens, quase metade da população da China.”

Segundo ele, mais de 400 cidades na China adotaram o projeto. Ele diz que “o sonho é promover o modelo em toda a China e em todo o mundo.”

O ciclismo tornou-se uma escolha tão popular para os cidadãos locais e turistas que os esforços tiveram reconhecimento internacional, incluindo o Prêmio Internacional Ashden de Viagens Sustentáveis.

Nova onda de violência forçou 300 mil pessoas a fugir na Síria

Pelo menos 300 mil pessoas foram forçadas a fugir das suas casas devido ao mais recente surto de violência nas áreas de Idlib e norte de Hama na Síria.

A situação provocou dezenas de vítimas além da queimada de milhares de hectares de safras essenciais e terras agrícolas, segundo o Programa Mundial de Alimentação, PMA.

Crianças fugindo da escalada da violência em Idlib se abrigam em um campo de deslocados superlotado na vila de Atmeh, perto da fronteira turca na República Árabe da Síria. Foto: Unicef/Watad

Acampamentos

A agência da ONU fez chegar ajuda alimentar a 200 mil desses recém-deslocados. Grande parte deles procura abrigo em acampamentos superlotados no norte de Idlib, enquanto outros fugiram para o nordeste de Alepo.

A resposta de emergência do PMA envolve a entrega de alimentos a 700 mil beneficiários a cada mês na região.

Mais de 3 milhões de pessoas vivem na região de Hama, em Idlib e na zona rural ocidental de Alepo. Elas foram isoladas pelo conflito e somente podem ser alcançados via Turquia.

O plano da agência é fazer chegar ajuda alimentar a 823 mil pessoas por mês nessas áreas, na sequência da escalada da violência.

Escalada

A distribuição de alimentos foi suspensa com a continuação de ataques, principalmente no norte de Hama e no sul de Idlib. O PMA disse “lamentar a escalada da violência em níveis tão drásticos no noroeste”.

A agência destaca que não somente têm aumentado os deslocados e perdidas vidas, mas foram destruídos campos com culturas essenciais para a segurança alimentar como cevada, trigo e legumes.

Com essa situação, os agricultores não podem mais ter acesso aos seus campos ou cuidar de suas culturas durante esta época que termina em meados de junho.

Outro fator negativo são as queimadas devido às altas temperaturas na região. Até agora, em toda a Síria, menos de 5% das plantações foram danificadas.

Unicef/Ahmad Al Ahmad

Depois de passar muitos dias ao relento, as famílias que fogem dos conflitos são abrigadas em tendas coletivas fornecidas pelo Crescente Vermelho Turco, na Síria

Subsistência

Os principais desafios incluem a falta de combustível em áreas próximas do conflito e a perda de meios de subsistência dos agricultores e suas famílias.

O PMA apela as partes envolvidas no conflito que respeitem a vida dos civis e a infraestrutura. A agência quer ainda que seja permitido o acesso seguro dos funcionários humanitários aos necessitados, no país onde mais de 3,5 milhões de pessoas recebem apoio todos os meses.

Portugal e as Nações Unidas na resolução da crise da Venezuela

Neste #DestaqueONUNews, acompanhe a Conferência Women Deliver 2019 Conferência Women Deliver 2019 que teve início no Canadá; poluição do ar provoca uma morte a cada cinco segundos; em dia mundial, ONU diz que necessidades de pessoas que andam de bicicleta continuam negligenciadas

Assembleia Geral da ONU elege 74º presidente esta terça-feira

Os 193 Estados-membros das Nações Unidas elegem esta terça-feira o 74º presidente da Assembleia Geral da organização em sessão plenária em Nova Iorque.

Proposto pelo Grupo Africano, o embaixador da Nigéria junto à ONU, Tijjani Muhammad-Bande, é o único candidato para assumir o cargo.

María Fernanda Espinosa faz o juramento como presidente da Assembleia Geral da ONU, ONU/Manuel Elias

Rotação

Em nota, o órgão declarou que a escolha do presidente da 74ª Sessão da Assembleia Geral será feita pelos Estados africanos em total respeito ao princípio estabelecido de rotação geográfica e outros.

O mandato anual do presidente tem início em setembro e roda entre os cinco grupos geográficos: Africano, Ásia-Pacífico, Europa Oriental, América Latina e Caribe, da Europa Ocidental.

Caso seja eleito ao cargo, Muhammad-Bande será o segundo nigeriano a dirigir o principal órgão deliberativo da organização após o major-general Joseph Nanven Garba entre 1989 e 1990.

Os poderes do presidente da Assembleia Geral incluem supervisionar o orçamento da ONU, nomear os membros não-permanentes para o Conselho de Segurança, nomear o secretário-geral da ONU.

Resoluções

Outras atribuições incluem receber relatórios de outras áreas das Nações Unidas, fazer recomendações na forma de resoluções bem como estabelecer vários órgãos subsidiários.

A atual presidente, María Fernanda Espinosa, é ex-ministra das Relações Exteriores do Equador. Ela foi eleita em 5 de junho de 2018 e seu mandato à frente do órgão termina em setembro de 2019, no fim da 73ª Sessão da Assembleia Geral.

Portugal destaca “papel muito importante” das Nações Unidas na Venezuela

O ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal disse esta segunda-feira que o “papel das Nações Unidas é muito importante no domínio da ajuda humanitária” durante a crise na Venezuela.

Augusto Santos Silva participou em um encontro na sede da ONU, em Nova Iorque, que juntou representantes do Grupo de Lima, do Grupo de Contato Internacional e a alta-representante da União Europeia, UE, para a Política Externa e Segurança, Federica Mogherini.

Ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Augusto Santos Silva. , by ONU News

Crise humanitária

O ministro português disse que houve progressos positivos nos últimos meses em relação à crise econômica e social que afeta os venezuelanos.

“A ação humanitária é o domínio em que tem havido progressos efetivos. Finalmente, o regime de Maduro reconheceu a crise humanitária que se vive na Venezuela e, finalmente, todas as partes perceberam que a intervenção humanitária que nós precisamos é aquela que segue os princípios internacionais, que é neutra, do ponto de vista político, e que é independente, que é apenas humanitária.”

O representante de Portugal disse que “esse é um dos bons resultados” dos esforços internacionais, diante de  “uma sucessão de dificuldades de toda a ordem que tem vitimado, imerecidamente, a população venezuelana.”

Política

Augusto Santos Silva também disse que a situação no país ainda não permite uma mediação internacional, mas sim um apoio aos mecanismos nacionais de resolução de conflitos.  

“Em primeiro lugar, temos que notar que o Conselho de Segurança já tem, por mais do que uma vez, analisado a questão. Infelizmente, não tem conseguido chegar ao consenso necessário para tomar decisões. A nosso ver, do Grupo de Contato Internacional e da União Europeia, ainda não estamos em uma fase em que seja possível ativar uma mediação. Ainda estamos numa fase anterior, em que o objetivo possível é facilitar o processo político venezuelano.”

Até o final de 2018, cerca de 460 mil venezuelanos pediram formalmente asilo, a maioria nos países vizinhos da América Latina, Unicef/ Arcos

Para Augusto Santos Silva, pode ser necessária uma intervenção política das Nações Unidas, mas é preciso que exista um objetivo nessa participação.

“Estou certo de que as Nações Unidas, através dos seus órgãos competentes, seja o secretário-geral, seja o Conselho de Segurança, intervirão na medida das suas competências assim que as condições estiverem criadas para que essa intervenção faça sentido e tenha utilidade.”

Encontro

No encontro, também participaram os chefes da diplomacia do Canadá, Chrystia Freeland, do Peru, Néstor Popolizio, e do Chile, Roberto Ampuero.

Em uma declaração emitida no final da reunião, os Estados-membros afirmaram que “o impacto regional da crise exige que a região e a comunidade internacional tenham um papel mais ativo no apoio ao regresso da democracia à Venezuela.”

Também confirmam o “compromisso com uma transição pacifica que leve a realização de eleições livres e justas” e expressam “apoio a todos os esforços sendo realizados para atingir este objetivo.”