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ONU reforça apelo por mais apoio a milhões de refugiados palestinos

Uma reunião do Comitê Ad hoc da Assembleia Geral sobre Contribuições Voluntárias à Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados Palestinos, Unrwa, reforçou o pedido de doações para a agência.

A presidente da Assembleia Geral, María Fernanda Espinosa, destacou aos participantes do evento que existe um déficit de US$ 211 milhões em fundos para fornecer serviços como saúde, moradia, assistência financeira e de emergência aos beneficiários.

O secretário-geral, António Guterres, com os dois estudantes palestinos da Cisjordânia e de Gaza. Foto: ONU/Manuel Elias

Refugiados

A representante destacou ainda que falta US$ 1,2 bilhão para prestar assistência a programas regulares a 5,4 milhões de refugiados palestinos.

Espinosa disse que esse apoio não é uma questão de caridade, mas se trata de responsabilidade, de defesa da dignidade humana e dos direitos humanos, além de “manter a promessa que os países fizeram através da Agenda 2030 de Desenvolvimento Sustentável de não deixar ninguém para trás”.

No encontro com diplomatas, estiveram o secretário-geral, António Guterres, o comissário geral da Unrwa, Pierre Krähenbühl, e dois estudantes palestinos da Cisjordânia e de Gaza.

O chefe das Nações Unidas pediu uma “solidariedade em ação” para impulsionar a autoconfiança das 70 milhões de pessoas forçadas a deixar suas casas pela guerra e aliviar a pressão sobre os países e comunidades anfitriãs.

Solução

Guterres disse que, durante cerca de 70 anos, a Unrwa “cumpriu fiel e efetivamente” o seu mandato de ajudar os refugiados palestinos até que uma solução justa e duradoura seja encontrada.

O chefe da ONU destacou que milhões de crianças que fazem parte do grupo se beneficiaram da educação nas escolas da Unrwa como serviços de saúde inovadores que mantêm altos padrões e são extremamente econômicos.

Guterres destacou ainda os serviços de emergência e sociais que atendem as necessidades básicas de milhões de pessoas. Somente em Gaza, 1 milhão de refugiados palestinos dependem de alimentos oferecidos pela agência.

O secretário-geral disse que medidas extraordinárias de reforma e controle de custos foram tomadas pela Unrwa para reduzir os gastos. Nos últimos cinco anos, a agência economizou US$ 500 milhões com essas decisões.

UNRWA

Secretário-geral visita escola para refugiados palestinos na Jordânia

Gastos

O comissário da Unrwa, Pierre Krahenbuhl, disse que todas as contribuições prometidas em 2018 foram alcançadas antes do final desse ano. No evento, ele agradeceu a colaboradores, governos, doadores e organizações da sociedade civil.

O representante destacou ações que são essenciais para manter em funcionamento as 708 escolas coordenadas pela agência na Cisjordânia, em Jerusalém Oriental, em Gaza, na Jordânia, no Líbano e na Síria.”

Cerca de 8,5 milhões de palestinos receberam cuidados primários de saúde na rede de 144 clínicas. Esses locais oferecem serviços de emergência para 1,5 milhão de refugiados, principalmente em Gaza, na Cisjordânia e na Síria.

General brasileiro tem ação contra o ebola na RD Congo como “prioridade máxima”

O general brasileiro que comanda a Missão das Nações Unidas na República Democrática do Congo, Monusco, lidera as ações para proteger a população de atividades de dezenas de grupos armados no país.

Mas a “maior complexidade” da operação de paz atualmente é para Elias Rodrigues Martins Filho, atuar ao mesmo tempo na defesa dos trabalhadores humanitários que apoiam o combate ao surto de ebola.  Desde agosto de 2018 a doença afeta as áreas do leste do país.

Um total de 15.134 tropas e 600 observadores militares internacionais atuam na Monusco. , by Monusco

Técnicas

Falando à ONU News, em Nova Iorque, o oficial destacou que no contexto particular congolês devem ser aplicados conhecimentos que vão além das puras técnicas e táticas militares. Um total de 15.134 tropas e 600 observadores militares internacionais atuam no país africano.

“Nós temos desdobrado tropas adicionais nas áreas onde esse vírus está sendo combatido, com dois objetivos principais. Primeiro, proteger os humanitários, porque eles são os líderes nesse processo. Os humanitários que estão lá, vindos do mundo inteiro, estão conduzindo os seus trabalhos, num ambiente operacional difícil, e muitas vezes sofrendo hostilidades da própria população. E, num segundo momento, as nossas tropas estão lá para combater os grupos armados que atuam na área, que, desrespeitando todo esse processo, vêm atacar a própria população e em particular, os próprios humanitários.”

Atividades

Atuar para maximizar o combate à doença e minimizar a ação de grupos armados significa melhorar a execução de atividades militares, principalmente nas áreas de Beni e Butembo.

“Então, nós temos sido, eu diria a você, bastante eficientes na proteção desses humanitários, tanto na região de Beni como agora em Butembo, mas é algo que demanda uma atenção toda especial. Você está certo, uma crise dessas pode causar muito mais mortes do que os próprios combates que nós estamos vivendo na região. E é por isso que nós estabelecemos o suporte à crise do ebola como a nossa prioridade máxima na área da missão.”

Em abril, ocorreram em Butembo vários ataques a funcionários e instalações de saúde. Em uma dessas ações morreu o médico Richard Mouzoko, especialista em tratar a doença.

Sucessos

Elias Rodrigues Martins Filho disse que a missão tem obtido vários sucessos, mas lembrou que a complexidade do Congo e as dimensões do país não permitem que as forças estejam em todos os lugares.

Desde o início do surto, mais de 1,5 mil pessoas morreram devido ao ebola no leste da RD Congo, onde agências das Nações Unidas e entidades internacionais atuam sob a liderança das autoridades congolesas.

Guterres diz que “é hora de mudança” em Fórum da Juventude Lisboa + 21

O secretário-geral da ONU, António Guterres, disse este domingo que “é hora de mudança” na forma como a organização lida com os jovens.

O chefe das Nações Unidas discursou no encerramento da Conferência Mundial de Ministros Responsáveis pela Juventude 2019 e o Fórum da Juventude Lisboa + 21, que aconteceu em Lisboa sábado e domingo.

Imagem da Conferência Mundial de Ministros Responsáveis pela Juventude 2019 e Fórum da Juventude Lisboa + 21, by Lisboa +21

Mudança

Guterres disse que “a ONU foi criada numa época muito diferente da atual” e que “tem uma estrutura hierarquizada que é, normalmente, avessa a evoluções”, mas isso deve mudar. 

“Queremos trabalhar convosco no acesso à educação e à saúde; sobre as questões do emprego e da formação; sobre direitos humanos; e sobre como promover o pleno envolvimento da juventude nos processos decisórios sobre estas matérias a nível local, nacional e global.”

Dirigindo-se aos enviados presentes, o secretário-geral encorajou a que “continuem a traçar metas ambiciosas e a testar limites” e afirmou: “Conto com a vossa liderança e com o vosso apoio.”

Oportunidade

Guterres lembrou também a Declaração de Lisboa sobre Políticas e Programas para a Juventude. 

Em agosto de 1998, na véspera do século 21, vários compromissos relativos a estes domínios políticos foram definidos nessa declaração. Essa fase resultou na I Conferência Mundial de Ministros Responsáveis pela Juventude, organizada pelo governo português em colaboração com parceiros do sistema da ONU.

“Há vinte e um anos, aqui em Lisboa, tive oportunidade de me dirigir à primeira Conferência Mundial de Ministros responsáveis pela Juventude. É com imenso gosto que regresso hoje a esta cidade e a este fórum, onde vejo tantos rostos familiares e, também, tantos novos participantes. Nestes vinte e um anos, percorremos juntos um longo caminho!” 

O chefe da ONU disse que “em 1998, a internet dava os seus primeiros passos” e “palavras como “drone” e “selfie” não faziam parte do nosso vocabulário quotidiano.”

Além disso, “a ameaça existencial das alterações climáticas não era, ainda, totalmente compreendida” e “viviam num estado de pobreza cerca do dobro das pessoas que hoje, ainda, se encontram nessa situação.” O número de raparigas sem acesso ao ensino primário era, também, duas vezes superior ao atual.  

Enviada da Juventude na Conferência Mundial de Ministros Responsáveis pela Juventude 2019 e o Fórum da Juventude Lisboa + 21, by Lisboa +21

Comparando com os dados de há 21 anos, Guterres afirmou que “habitam hoje no nosso planeta mais dois mil milhões de pessoas, aproximadamente.” Isto significa que o mundo tem “a mais numerosa geração jovem da história.”

Desafios

O secretário-geral afirmou, no entanto, que “essa nova geração enfrenta enormes desafios.”
Segundo ele,  um quinto dos jovens não está empregado, estudando ou treinando, um quarto é afetado por violência ou conflito e milhões de meninas se tornam mães enquanto ainda são crianças. Além disso, intimidação e assédio on-line estão aumentando os níveis de stresse e cerca de 67 mil adolescentes morrem de suicídio ou autoagressão a cada ano.

António Guterres afirmou que “sem ação na emergência climática, na desigualdade e intolerância, esta geração pode enfrentar consequências devastadoras.”

O chefe da ONU disse que a sua “geração está começando a entender que os jovens podem e devem liderar.” Para ele, é necessário  “criar um ambiente propício para os jovens, onde eles sejam vistos não como sujeitos a serem protegidos, mas como cidadãos com direitos iguais, vozes iguais e influência igual, como membros plenos de nossas sociedades e poderosos agentes de mudança.”

Liderança

Guterres agradeceu depois “a liderança inspiradora que os jovens têm demonstrado nas mais diversas áreas” e prometeu: “As Nações Unidas estarão convosco sempre que fizerem frente à injustiça.”

O representante disse que irá trabalhar com os jovens para prevenir conflitos e para promover a paz e que dará apoio no acesso à educação, ao trabalho decente, à proteção social e à saúde sexual e reprodutiva.

Segundo ele, esta parceria “está plasmada na nova estratégia, Juventude 2030, lançada no ano passado com o objetivo de tornar as Nações Unidas uma Organização líder no trabalho com os jovens.” 

Bachelet pede governo da Venezuela que liberta prisioneiros

A alta comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, pediu este sábado que o governo da Venezuela liberte todas as pessoas detidas por protestos pacificos e anunciou que um grupo do seu gabinete ficará no país para monitorizar a situação de direitos humanos.

A mensagem de Bachelet foi publicada no final de uma visita de três dias à nação sul-americana, a convite do governo de Nicolas Maduro.

Vítimas

Venezuelanos na fronteira entre Equador e Peru, by Acnur/Hélène Caux

A alta comissária mostrou preocupação com “a continua criminalização de protestos e dissidências pacíficas” e disse que, nos encontros com vítimas e famílias, “ficou dolorosamente claro o profundo anseio por justiça por graves violações dos direitos humanos.”

Segundo ela, o governo concordou que a equipa que ficará no país “terá acesso total aos centros de detenção para poder monitorar as condições e falar com os detidos.” Bachelet teve encontros com o presidente Maduro e ministros, além do líder da oposição, Juan Guaido, que se declarou presidente interino em janeiro.

A chefe de direitos humanos disse que conheceu “vítimas de violações de direitos humanos e de suas famílias”, incluindo a mãe cuja criança de 14 anos de idade foi baleada durante manifestações em 30 de abril deste ano e “pessoas que sofreram terríveis torturas durante a detenção.”

Segundo ela, todos relataram “quão surpreendentemente a situação humanitária na Venezuela se deteriorou, inclusive no que diz respeito aos direitos à alimentação, água, saúde, educação e outros direitos econômicos e sociais”.

Necessidades

A chefe de direitos humanos disse que a situação de saúde “continua sendo extremamente crítica”, citando custos crescentes, falta de disponibilidade de medicamentos e um aumento na gravidez na adolescência, com taxas de mortalidade materna e neonatal aumentando.

Bachelet destacou um aumento da presença das agências das Nações Unidas e disse ter discutido a necessidade de abordar as causas das múltiplas crises, expressando também preocupação com o efeito paralisante das sanções impostas pelos Estados Unidos às exportações de petróleo e comércio de ouro, que “estão exacerbando e agravando a crise econômica pré-existente”.

Ela pediu aos líderes “em todo o espectro” para encontrar uma maneira de aliviar o sofrimento das pessoas, dizendo que “as crises só podem ser resolvidas através da participação significativa e sincera e inclusão de atores de vários setores da sociedade.”

A representante terminou a mensagem dizendo que “o destino de mais de 30 milhões de venezuelanos depende da disposição e da capacidade da liderança de colocar os direitos humanos do povo à frente de qualquer ambição pessoal, ideológica ou política.”

Eventos na sede da ONU marcam Dia Internacional de Ioga

Esta sexta-feira, 21 de junho, o Dia Internacional de Ioga é marcado pela quinta vez. Em 2019, o tema é ação climática.

Na noite de quarta-feira, foram projetadas imagens sobre esta atividade contra a fachada da sede das Nações Unidas, em Nova Iorque, para marcar a data.

Celebração

Imagens sobre Dia Internacional de Ioga projetadas na sede da ONU, Missão permanente da Índia junto da ONU

O dia continuou sendo celebrado nas Nações Unidas na quinta-feira, 20 de junho de 2019, com a aula “Yoga with Gurus”. O evento foi organizado pela Missão Permanente da Índia junto à ONU.

Participaram os gurus Swami Paramananda, Kevin Tobar e Sunaina Rekhi. Também aconteceram números musicais e de dança. A vice-secretária-geral da ONU, Amina Mohammed, foi uma das participantes.

Esta sexta-feira, o Conselho Económico e Social da ONU, Ecosoc, realiza dois debates com o tema “Ioga pela ação climática”.

A primeira discussão é moderada pelo embaixador da Índia junto à ONU, K. Nagaraj Naidu. Entre os participantes estarão o orador motivacional Gaur Gopal Das, a representante do Centro Internacional de Ioga, Sivananda Yoga Vedanta, o autor Eddie Stern, o filosofo Simon Haas, e o professor de estudos religiosos Kusumita Pedersen.

Um segundo debate, moderado pela jornalista Renee Mehrra, reúne a representante do Instituto Internacional para o Desenvolvimento Social, Kyle McDonald, a especialista Poonam Gupta, e os representantes do Clube de Ioga Unsrc, Germany Bravo-Casas, e da Comunidade Mundial de Ioga, Guru Dileepji.

Objetivo

A ONU diz que o Dia Internacional “visa aumentar a consciência mundial dos muitos benefícios da prática de ioga.”

Segundo a organização, o ioga “é uma antiga prática física, mental e espiritual que teve origem na Índia.” A palavra deriva do sânscrito e significa unir, simbolizando a união do corpo e da consciência. A prática assume várias formas em todo o mundo e cresce em popularidade.

As Nações Unidas reconheceram o apelo universal dessa prática em 11 de dezembro de 2014, proclamando o dia 21 de junho como o Dia Internacional do Ioga.

Guterres: número de refugiados e deslocados é “o dobro do que era há 20 anos”

O secretário-geral da ONU disse que no Dia Mundial dos Refugiados, marcado em 20 de junho, presta “solidariedade aos mais de 70 milhões de mulheres, crianças e homens, refugiados e deslocados internos, que foram forçados a fugir da guerra, do conflito e da perseguição.”

Em mensagem publicada nesta quinta-feira, António Guterres disse que “este é um número impressionante” e que representava “o dobro do que era há 20 anos.”

Venezuelanos na fronteira entre Equador e Peru, by Acnur/Hélène Caux

Solidariedade

Segundo o chefe da ONU, a maioria dos deslocados forçados veio de apenas alguns países, como Síria, Afeganistão, Sudão do Sul, Mianmar e Somália. Nos últimos 18 meses, outros milhões fugiram da Venezuela.

Neste Dia Mundial, Guterres disse que queria “reconhecer a humanidade dos países que abrigam refugiados, mesmo quando enfrentam seus próprios desafios econômicos e preocupações de segurança.” Ele acredita que a comunidade internacional deve “combinar sua hospitalidade com desenvolvimento e investimento.”

O secretário-geral considerou “lamentável” que o exemplo destes países não seja seguido por todos. Ele acredita que é necessário “restabelecer a integridade do regime de proteção internacional.”

Sam é um menino deslocado em Hodeida, no Iêmen. Em todo o mundo, cerca da metade dos refugiados são crianças. , by Acnur/Mahmood Al-Falastiny

Guterres lembrou ainda o Pacto Global sobre Refugiados, adotado em dezembro passado em Marrocos, dizendo que “oferece um modelo para uma resposta atual aos refugiados.” Segundo ele, “o que os refugiados mais precisam é de paz.”

Campanha

O lema do Dia Mundial do Refugiado este ano é #CaminheComOsRefugiados – Dê um passo no Dia Mundial dos Refugiados

Em todo o mundo, comunidades, escolas, empresas, grupos religiosos e pessoas de todas as classes sociais estão dando passos em solidariedade aos refugiados. A iniciativa faz parte de uma campanha da Agência das Nações Unidas para os Refugiados, Acnur,

Em sua mensagem, Guterres afirma que “milhões de pessoas em todo o mundo juntaram-se à campanha do Dia Mundial dos Refugiados do Acnur e dão passos, grandes e pequenos, em solidariedade com os refugiados.”

O secretário-geral termina a mensagem com uma pergunta: “Você também vai dar um passo com os refugiados?”

Dia Internacional das Remessas Familiares

16 de junho

O Dia Internacional das Remessas Familiares destaca as contribuições que mais de 200 milhões de trabalhadores migrantes fazem, todos os dias, para melhorar a vida das suas famílias e das suas comunidades.

As remessas familiares têm um impacto direto na vida de mil milhões de pessoas – uma em cada sete pessoas no planeta. No total, as remessas são três vezes maiores do que a Ajuda Oficial para o Desenvolvimento (AOD) e ultrapassam o Investimento Direto Estrangeiro (IED).

Estes números fazem das remessas um motor do crescimento económico e uma ferramenta poderosa para ajudar as famílias a reduzir a pobreza e a reforçar a resiliência face à incerteza. Como tal, as remessas colocam-se como ferramentas importantes para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Estas contribuições críticas são reconhecidas pelo Pacto Global para a Migração Segura, Ordenada e Regular, que recomenda ações específicas para maximizar o impacto das remessas.

Os migrantes são, de facto, essenciais quer para o bem-estar económico dos países desenvolvidos que os recebem, quer para os seus países de origem.

É nas pequenas cidades, nas aldeias rurais e nos bairros urbanos que as remessas causam maior impacto na medida em que ajudam a fazer da migração uma escolha e não uma necessidade, para as gerações futuras.

Neste dia, reconhecemos a importância das remessas familiares para a inclusão, para a prosperidade mundial e para um mundo mais igualitário.

Guerra, perseguição e conflito provocam fuga recorde de 70,8 milhões de pessoas em 2018

Um número recorde de 70,8 milhões de pessoas fugiu da guerra, da perseguição e do conflito em 2018, afirmou esta quarta-feira o alto-comissário da ONU para os Refugiados.

Em nota, Filippo Grandi pediu maior solidariedade internacional para combater o fato de que o mundo se tornou “quase incapaz de fazer a paz”.

Estimativas

Sam é um menino deslocado em Hodeida, no Iêmen. Em todo o mundo, cerca da metade dos refugiados são crianças, Acnur/Mahmood Al-Falastiny

O representante afirmou que os números do deslocamento global estão no “nível mais alto” que a agência registrou em cerca de 70 anos de existência.

Grandi acrescentou que estas estimativas são “conservadoras”, porque apenas meio milhão de venezuelanos dos 4 milhões que deixaram o país solicitaram formalmente o estatuto de refugiado e asilo.

Depois de relatos de que o Peru está restringindo a entrada de venezuelanos, Grandi afirmou que o risco é que outros países vizinhos, como Equador e Colômbia, façam o mesmo.

O representante disse que “essas pessoas estão fugindo, por isso é difícil obter documentos de seu próprio país”, e que esses documentos também são difíceis de obter na Colômbia e no Equador.

Grandi lembrou que o Peru é o segundo país que mais recebe venezuelanos e disse “ter simpatia” com os efeitos que isso causa. Mas pediu que países como Colômbia, Equador e Brasil mantenham suas fronteiras abertas “porque essas pessoas realmente precisam de segurança, proteção e assim por diante”.

Europa

O chefe da Agência das Nações Unidas para os Refugiados, Acnur, comparou a situação com a que a Europa enfrentou em 2015, quando centenas de milhares de pessoas fugindo de guerras, incluindo o conflito sírio, arriscaram suas vidas para chegar à Grécia e Itália.

Grandi disse que “é um pouco parecido com o que aconteceu na Europa em 2015, quando uma fronteira se fechou atrás da outra.” Segundo ele, “há muitos riscos” quando isso acontece.

União

Narun no assentamento de Kutupalong, no Bangladesh. A mulher teve de escapar da violência contra os rohingya em Mianmar, Acnur/Kamrul Hasan

De acordo com o relatório Tendências Globais do Acnur, os níveis de deslocamento hoje são o dobro do que eram há 20 anos, confirmando uma tendência crescente no número de pessoas que precisam de proteção internacional.

Grandi pediu mais financiamento para ajudar os países a lidar com estes fluxos, mas também destacou a necessidade de uma melhor cooperação regional e internacional diante de “novos conflitos e novas situações que se juntam as antigas.”.

O representante disse que essa união continua sendo um desafio, mesmo no Conselho de Segurança da ONU. Segundo ele, isso acontece “mesmo quando o órgão supremo da comunidade internacional para a paz e segurança discute questões humanitárias no Iêmen e na Líbia.”

Grandi lembrou o conflito da Gâmbia, resolvido em 2016, que permitiu que 50 mil pessoas regressassem ao seu país. Para ele, histórias como essas provam que “onde há um esforço regional, um esforço internacional, um conflito é abordado, as pessoas voltam.”

Crianças

O alto comissário também rejeitou preconceitos sobre migrantes e refugiados, lembrando que “metade são crianças.”

Segundo Fillipo Grandi, “as crianças não fogem para buscar melhores oportunidades, fogem porque existe um risco e um perigo.”

Brasileira que ganhou prêmio da ONU treinará integrantes de tropas internacionais

Após ter sido boina-azul durante um ano na República Centro-Africana, a brasileira Márcia Andrade Braga revelou à ONU News que passará a treinar militares que vão servir em fileiras internacionais para manter a paz e segurança mundiais.

A carreira da capitão de corveta da Marinha teve uma virada em abril, quando ela encerrou sua missão nas tropas de paz. Ela foi condecorada em Nova Iorque por promover a igualdade de gênero em operações de paz das Nações Unidas. Essa experiência motivou o novo percurso.

Entrevista com a capitão de corveta da Marinha do Brasil, Márcia Braga. Foto: Reprodução/ONU News

“As pessoas não entendem quais as violações que nós temos lá. Com a vulnerabilidade das pessoas. Então, o que eu puder ajudar agora nessa fase que eu estou fora da missão, eu gostaria de continuar ajudando justamente nesse sentido de mostrar como as coisas acontecem e poder contribuir para que cada vez mais a gente consiga ter um pouco de paz. Porque na realidade o que as pessoas querem lá é continuar com as suas vidas. Então, os meus planos, é justamente continuar nessa área no Brasil. Eu vou trabalhar com a parte de treinamento para militares que serão empregados em missões de paz. Então, o objetivo é justamente esse. Aumentar essa conscientização, principalmente empregada para a proteção de civis, empregando a perspectiva de gênero.”

Reconhecimento

Márcia Andrade Braga revela que houve mudanças em sua vida após receber o reconhecimento internacional. Com a experiência na África, ela agora percorre o mundo e é solicitada para eventos dentro e fora das Nações Unidas.

“Participei também de um evento aqui em Nova Iorque, há duas semanas atrás. Foi justamente quando houve a comemoração dos 20 anos do primeiro mandato voltado para proteção de civis. Aí eu também falei sobre a minha experiência na Minusca, voltada para proteção de civis. Fiz também algumas palestras, para o Ministério da Defesa e o Comando de Operações Navais, porque eu sou da Marinha. Participei de um evento agora, segunda-feira, aqui para uma organização para o desenvolvimento sustentável. E o que eu achei mais interessante, com essa repercussão, foi poder divulgar o trabalho, mostrar a importância do trabalho da ONU para as comunidades ali que passam por dificuldades.”

Foto ONU/Cia Pak

Secretário-geral entrega prêmio à militar brasileira Márcia Andrade Braga

Perspectivas de Gênero

As Nações Unidas revelaram que Márcia mereceu o prêmio pelo trabalho como assessora de gênero. No ano em que exerceu sua função, ela implementou estratégias para identificar e prevenir riscos de violência contra as mulheres.

O sonho é que mais mulheres estejam no terreno porque, segundo ela, fazem a diferença na comunicação com as populações locais de forma mais humanizada e influenciadora numa situação de complexidade, como a da República Centro-Africana.

“Então é um país que tem vários grupos armados, então a gente tem várias violações. Muitas vezes o problema não fica entre eles, mas a população que acaba sendo alvo. Então assim a nossa missão mesmo lá, de quem está lá trabalhando, é justamente se preocupar em prevenir as violações e proteger os civis. Daí vir essa ideia da perspectiva de gênero para proteção de civis que, por exemplo, eu começo a ter um entendimento de como o conflito afeta cada um dos grupos. Então eu tenho homens, mulheres, meninos e meninas, então, eu não vejo com um grupo homogêneo, mas eu começo a atender a rotina de cada um deles, e cada área que é mais sensível para cada um deles, onde as violações ocorrem.”

Acordo de Paz

Os combates na República Centro-Africana chegaram a envolver dezenas de grupos de milícias. Tudo começou em 2012, com confrontos entre a milícia anti-Balaka, principalmente formada por cristãos, e os rebeldes Séléka de maioria muçulmana.

Em fevereiro de 2019, o governo centro-africano assinou um acordo com essas várias milícias para estabilizar o país que teve milhares de civis mortos e deslocados. Duas em cada três pessoas dependem agora de ajuda humanitária.

Secretário-geral condena ataques terroristas no Quênia e na Somália

Segundo relatos,  duas explosões aconteceram no sábado na capital Mogadíscio; para representante especial do secretário-geral no país, atos são “outro ataque covarde contra o povo da Somália e seu direito inerente de viver em paz e dignidade”. 

Nações Unidas querem mais apoio internacional para países africanos assolados por ciclones

Um grupo de funcionários das Nações Unidas coordenado pela secretária-geral assistente para os Assuntos Humanitários, Ursula Mueller, terminou esta semana uma visita a Moçambique, ao Zimbabué e ao Maláui.

Funcionários da ONU coordenado pela secretária-geral assistente para os Assuntos Humanitários, Ursula Mueller, terminaram esta semana uma visita a Moçambique, ao Zimbabué e ao Maláui. Foto: ONU/Manuel Elias

Mudança Climática

Em 24 junho, as Nações Unidas acolhem um evento internacional para analisar e propor medidas de resiliência para os três países.

Nas áreas afetadas, a também vice-coordenadora de Assistência de Emergência avaliou a resposta humanitária aos ciclones tropicais Idai e Kenneth. A representante apelou ao mundo para apoiar os países assolados, num momento em que enfrentam os desafios, riscos e impactos da mudança climática.

Ursula Mueller considera que apesar do impacto do ciclone Idai ter sido diferente nos três países, este fenómeno mostrou como os efeitos da mudança climática aumentam as necessidades humanitárias.

O Plano de Resposta Humanitária para Moçambique é de US$ 440 milhões, incluindo a resposta aos ciclones Idai e Kenneth e à seca predominante no sul do país. 

Ocha/Saviano Abreu

Plano de Resposta Humanitária para Moçambique é de US$ 440 milhões, incluindo a resposta aos ciclones Idai e Kenneth e à seca predominante no sul do país.

Decisão

Já o Zimbabué, país também afetado pelo Idai, precisa de US$ 294 milhões para dar resposta à seca, à crise económica e aos efeitos do ciclone Idai. O governo já recebeu financiamento de 75 milhões, que correspondem a 26% do montante necessário.

No Maláui, o último país visitado, Ursula Mueller apelou ao Governo e parceiros de desenvolvimento para enfrentar os desafios de longo prazo que causam crises humanitárias recorrentes no Maláui.

O grupo das Nações Unidas que esteve em Moçambique, no Maláui e no Zimbabué citou a importância de garantir que ninguém seja deixado para trás e que as pessoas deslocadas sejam reassentadas de maneira segura, digna, voluntária e informada.

*De Maputo para ONU News, Ouri Pota.

ONU destaca importância de sangue seguro para todos em dia mundial

Em 2019, no Dia Mundial do Doador de Sangue, a ONU destaca a doação de sangue e o acesso universal e seguro à transfusão de sangue como parte da cobertura universal de saúde.

Marcado esta sexta-feira, 14 de junho, o dia tem o lema “Sangue seguro para todos”. O objetivo é aumentar a consciência sobre esta necessidade na prestação de cuidados de saúde e o papel crucial das doações voluntárias.

Campanha

A campanha pretende encorajar mais pessoas para que se tornem doadoras e contribuam de forma regular. Segundo a ONU, isso é fundamental “para construir uma base sólida de fornecimento de sangue sustentável suficiente para atender às necessidades de todos os pacientes.”

O tema também é um apelo à ação de governos, autoridades nacionais e serviços nacionais. A ONU afirma que é preciso fornecer recursos adequados e implementar sistemas para aumentar a coleta, fornecer cuidados aos doadores, promover o uso clínico apropriado do sangue, e estabelecer sistemas para a supervisão e vigilância de toda a cadeia de transfusão.

Ruanda

Esse ano, o anfitrião dos eventos do Dia Mundial é o Ruanda. O evento global acontece na cidade de Kigali, esta sexta-feira.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, OMS, uma nova tecnologia está salvando vidas nas áreas rurais do país. Nas últimas duas décadas, o Ruanda criou um serviço nacional de sangue de alta qualidade, triplicando as taxas de doação de sangue entre 2000 e 2018.

Hoje, o Centro Nacional de Transfusão de Sangue fornece sangue e produtos sanguíneos seguros para todos os pacientes necessitados. Isto é conseguido através de 541 locais de coleta móveis permanentes e cinco centros de distribuição regionais que servem 66 transfusões de unidades de saúde.

O uso de tecnologia inovadora, como drones, para fornecer sangue rapidamente aos necessitados tem sido um fator chave no sucesso do serviço.

No país, um dos principais desafios é o terreno, que inclui grandes montanhas difíceis de atravessar, e estradas danificadas. As autoridades estão usando uma tecnologia de drone chamada “Zipline”, que reduz o tempo de entrega de sangue de quatro horas para apenas 15 minutos em alguns casos.

A ministra da Saúde do Ruanda, Diane Gashumba, disse à OMS que “cada segundo que se ganha ao salvar uma vida é crítico.” Ela afirmou que, quando o governo viu que “a Zipline era uma solução”, não hesitou em implementar a tecnologia.

Importância

Segundo a ONU, a transfusão de sangue e produtos sanguíneos salvam milhões de vidas todos os anos. Embora a necessidade de sangue seja universal, há uma diferença importante no nível de acesso dentro e fora dos países.

Em maio de 2005, durante a 58ª Assembleia Mundial da Saúde, ministros da saúde de todo o mundo fizeram uma declaração unânime de compromisso e apoio para a doação voluntária.

Em 2009, especialistas nesta área, decisores políticos e representantes não-governamentais de 40 países assinaram a Declaração de Melbourne. Segundo o documento, todos os países devem obter as quantidades de sangue necessárias através de doadores voluntários não remunerados até 2020.

ONU Meio Ambiente propõe modelos econômicos alternativos sustentáveis

A ONU Meio Ambiente lançou esta quinta-feira, em Genebra, o manual “Economia Verde Inclusiva: Políticas e Práticas”, uma visão abrangente dos modelos econômicos alternativos centrados na sustentabilidade ambiental.

A iniciativa é uma parceria com a Fundação Zayed Internacional para o Ambiente e a Universidade Tongji, da China. O objetivo é “ajudar a orientar os esforços de migração para economias verdes inclusivas.”

Necessidade

Uma iniciativa apoiada pela ONU na Ucrânia promove turismo sustentável, desenvolvimento e protege o ambiente , by Pnud Ucrânia/2017

Em nota, a agência da ONU diz que “com o aumento da população e o uso de recursos materiais em níveis sem precedentes, os limites do atual modelo dominante de crescimento econômico se tornaram cada vez mais aparentes.”

A ONU Meio Ambiente destaca a extração de recursos materiais, lembrando que o uso de combustíveis fósseis e minerais não-metálicos triplicou desde 1970, chegando a cerca de 90 bilhões de toneladas em 2019.

Segundo a ONU, todos os anos 19 milhões de pessoas morrem de forma prematura devido a riscos ambientais e uso de recursos naturais. A extração de recursos também é apontada como a principal causa da perda global de biodiversidade.

Na apresentação da pesquisa, o presidente da Fundação Zayed Internacional para o Ambiente, Mohamad Ahmed Bin Fahad, disse que, “desde a Rio + 20, um número crescente de países está caminhando para economias verdes inclusivas.” Fahad espera que “este livro ajude a orientar esses esforços em todo o mundo.”

Economia verde

Para a ONU Meio Ambiente, uma economia verde “é de baixo carbono, eficiente e limpa, mas também inclusiva, baseada na partilha, colaboração, solidariedade, resiliência, oportunidade e interdependência.”

O manual pretende criar uma estrutura para analisar questões inclusivas da economia verde, como o investimento em capital natural e tecnologias limpas, assim como políticas para permitir investimentos.

O coeditor da publicação, Fulai Sheng, disse esperar que o manual seja “um recurso útil para estudantes e outras partes interessadas.”

Por outro lado, o chefe da Seção de Recursos e Mercados da ONU, Steven Stone, afirmou que o livro “oferece uma contribuição importante para a compreensão de como a pobreza, inclusão e questões de emprego devem ser plenamente levadas em consideração para assegurar uma transição justa.”

Nações Unidas preocupadas com situação no Sudão

As Nações Unidas continuam “preocupadas” com a situação no Sudão. O porta-voz do secretário-geral da ONU, Stéphane Dujarric, disse esta quinta-feira aos jornalistas que a ONU continua a pedir “o fim do uso da força e o rápido reinício do diálogo político.”

Dujarric recordou, no entanto, que “ainda há muitas pessoas detidas”, pedindo a sua libertação imediata e ainda que sejam restabelecidas as comunicações através da internet.

A representante informa que, apesar das restrições às comunicações no Sudão, há relatos alegando graves violações dos direitos humanos cometidas por elementos das forças de segurança e por milícias desde 3 de junho de 2019. Foto ONU/ Loey Felipe

O porta-voz explicou que a mensagem da ONU é de apoio à União Africana e de apelo à comunidade internacional para “trabalhar em conjunto, de forma coesa, na tentativa de resolver a situação.”

Representante

Também a representante especial do secretário-geral da ONU sobre Violência Sexual em Conflito, Pramila Patten, expressou a sua grande preocupação por supostos atos de violência sexual contra civis no Sudão.

Patten reage assim às denúncias de ataques das forças de segurança e paramilitares contra os manifestantes pró-democracia que tiveram lugar na sede do exército.

Em nota, a representante informa que, apesar das restrições às comunicações no Sudão, há relatos alegando graves violações dos direitos humanos cometidas por elementos das forças de segurança e por milícias desde 3 de junho de 2019.

Denúncias

As denúncias incluem estupros de manifestantes, de defensores dos direitos humanos das mulheres e de mulheres médicas que trabalham em hospitais da zona.

Enquanto aguarda a verificação desses supostos incidentes pelos órgãos competentes das Nações Unidas, a representante ressalta o fato de que “a fraqueza do estado de direito e o clima geral de impunidade para supostos perpetradores de violações de direitos humanos no Sudão estão a agravar a situação.”

Ela exige “a cessação imediata e completa de toda a violência contra civis, incluindo a violência sexual” e a “investigação imediata de todas as alegações credíveis de violência sexual e a responsabilização pelos responsáveis.”

Patten informou que apoia a rápida mobilização de uma equipa de monitorização dos direitos humanos das Nações Unidas para avaliar a situação no local, incluindo supostos casos de violência sexual.

Ela também pede à comunidade internacional, incluindo membros do Conselho de Segurança, que usem todos os canais diplomáticos possíveis com os líderes do Sudão para preparar o caminho para uma rápida transição para uma administração civil e o fim a todas as formas de violência e intimidação contra civis.

Especialistas

Esta quarta-feira também vários especialistas em direitos humanos da ONU disseram estar seriamente preocupados com o facto do Sudão estar a cair num “abismo de direitos humanos.”

Eles solicitaram ao Conselho de Direitos Humanos que estabeleça uma investigação independente sobre as violações contra manifestantes pacíficos.

A partir de Genebra, os especialistas afirmam que, considerando a escalada das violações relatadas, é necessário agir rapidamente.

Em nota, eles recordam que “um dos deveres mais fundamentais do Estado é proteger a vida”, sublinhando que os agentes de segurança “só devem usar a força como último recurso, a fim de protegerem a si mesmos ou aos outros contra a morte ou ferimentos graves.”

Programa de Jovens Profissionais (YPP)

As Nações Unidas procuraram cidadãos altamente qualificados de certos países para se tornarem funcionários da Organização. O objetivo é o de alcançar maior equilíbrio geográfico entre os nossos profissionais. O Programa de Jovens Profissionais (PJP ou YPP no acrónimo original) é uma iniciativa de recrutamento, destinada a jovens até aos 32 anos, que traz novos talentos para a Organização das Nações Unidas através de um exame de admissão anual.

A lista de países que participam neste programa varia todos os anos.

O que é o Programa de Jovens Profissionais da ONU?

O Programa para Jovens Profissionais (YPP) é uma iniciativa de recrutamento de profissionais talentosos e altamente qualificados com o objetivo de darem início a uma carreira como funcionários públicos internacionais no Secretariado das Nações Unidas. A entrada consiste num exame de admissão e na participação em programas de desenvolvimento profissional. Os candidatos bem-sucedidos darão, assim, início a uma entusiasmante carreira na ONU.

Estagio ONU

 

Quem pode se candidatar?

O exame do YPP é realizado uma vez por ano e está aberto a nacionais de países que participam no recrutamento. A lista dos países participantes é publicada anualmente.

Critérios básicos para a candidatura:

  • Ter a nacionalidade do país participante
  • Ter pelo menos um diploma universitário relevante para o exame/função para a qual se vai candidatar
  • Ter até 32 anos até ao ano em que realiza o exame de admissão
  • Ser fluente em inglês ou francês

A cada ano, os países que estão sub-representados, ou não, nas Nações Unidas são convidados a participar do Programa Jovens Profissionais.

Faça a sua candidatura aqui.

Países participantes YPP 2019: 

Afeganistão, Andorra, Angola, Antígua e Barbuda, Bahrein, Bielorrússia, Belize, Brasil, Brunei, Cabo Verde, Camboja, República Centro-Africana, China, Comores, Chipre, República Popular Democrática da Coreia, Dominica, Guiné Equatorial, Gabão, Granada, Guiné-Bissau, Indonésia, Irão, Japão, Kiribati, Kuwait, República Democrática Popular do Laos, Lesoto, Libéria, Líbia, Liechtenstein, Luxemburgo, Ilhas Marshall, Micronésia , Mónaco, Montenegro, Moçambique, Nauru, Noruega, Omã, Palau, Papua-Nova Guiné, Qatar, Coreia do Sul, Santa Lúcia, São Vicente e Granadinas, São Tomé e Príncipe, Arábia Saudita, Ilhas Salomão, Sudão do Sul, Suriname, República Árabe da Síria, Tailândia, Timor Leste, Turquemenistão, Tuvalu, Emirados Árabes Unidos, Estados Unidos da América, Vanuatu, Venezuela.

Participação do pessoal das Nações Unidas

O exame de admissão pode ser realizado pelos funcionários do Secretariado das Nações Unidas que trabalham no Serviço Geral e noutras categorias relacionadas e que desejam uma carreira dentro das categorias Profissionais e superiores.

Tema do exame

Os candidatos são convidados a inscreverem-se em diferentes temas que variam consoante a necessidade de recrutamento de funcionários para as Nações Unidas. As responsabilidades, as competências e os requisitos diferem consoante a função a desempenhar.