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Portugal estuda aumentar presença em missões de paz da ONU

22/06/16 – Embaixador do país junto às Nações Unidas disse que existe uma vontade política de contribuir mais; em novembro, país europeu enviará ao Mali um avião C-130 para ajudar com deslocamento de tropas de paz na nação africana.

Portugal está estudando aumentar sua cooperação às operações de paz das Nações Unidas.

A declaração foi dada à Rádio ONU pelo embaixador do país junto à organização, Álvaro Mendonça e Moura.

Possibilidade

“Neste momento, estamos a estudar a possibilidade de Portugal aumentar a sua participação também noutras missões de paz das Nações Unidas. É uma questão que está ainda em estudo. Mas é a nossa preocupação de estar presente nos teatros internacionais que garantam a paz. (…) Isso está ainda a ser estudado. Vamos ver. A vontade política existe. Estamos na fase do estudo.”

Portugal tem uma sólida tradição de cooperação com missões de paz pelo mundo. O país participa ativamente dos esforços de paz da ONU na Guiné-Bissau.

Timor-Leste

Em novembro, um avião C-130, de Portugal, deve chegar ao Mali para ajudar na movimentação e deslocamento de tropas de paz da ONU na nação africana.

Portugal representou um papel protagonista nos esforços de pacificação e de restauração da independência, em 2002, no Timor-Leste, entre outras missões de paz da ONU.

De acordo com o embaixador Álvaro Mendonça e Moura, todos os países devem contribuir para as missões no terreno das Nações Unidas, assegurando a paz e a segurança internacionais.

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

Portugal em “momento de virada” para inclusão de pessoas com deficiência

16/06/2016 – Avaliação é da secretária de Estado para a Inclusão das Pessoas com Deficiência, Ana Sofia Antunes; dirigente participa de encontro Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, na sede da ONU em Nova York; acordo está completando 10 anos.

Portugal está em um momento de virada em relação à inclusão de pessoas com deficiência, na avaliação da secretária de Estado para a Inclusão das Pessoas com Deficiência, Ana Sofia Antunes.

Ela participa, na sede da ONU em Nova York, do encontro da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência que está completando 10 anos.

Caminho

“Estamos a viver um momento, um ponto de viragem ao nível daquelas que são as políticas para inclusão das pessoas com deficiência em Portugal. Momento esse que se reflete não apenas pelo fato de pela primeira vez termos uma pessoa com deficiência enquanto membro designado do governo constitucional de Portugal, mas também por termos, pela primeira vez, visto ser eleito um membro do nosso parlamento nacional também uma pessoa com deficiência. Acho que por si só esses são dois passos que mostram o que está a ser feito em Portugal.”

A secretária ressaltou ainda a importância da Convenção das Nações Unidas para a implementação de políticas para pessoas com deficiência em Portugal. O país ratificou o tratado em 2008.

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova York.*

*Apresentação: Michelle Alves de Lima.

Leia e Ouça:
Convenção sobre direitos das pessoas com deficiências faz 10 anos

ONU elogia parceria com Europa para Agenda 2030 e Acordo de Paris

14/06/16 – Secretário-geral, Ban Ki-moon, se reuniu com o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk; ele também agradeceu ao bloco por apoiar o Plano de Ação da ONU para Prevenir o Extremismo Violento.

O secretário-geral da ONU está em Bruxelas participando de uma série de encontros na União Europeia.

Pela manhã, Ban Ki-moon se reuniu com Donald Tusk, presidente do Conselho Europeu, e ex-primeiro ministro da Polônia.

Conflitos e guerras

Ban elogiou a parceria da ONU com a União Europeia pela Agenda 2030 e o Acordo de Paris sobre o fim da mudança climática. O líder da ONU também agradeceu a Tusk pelo apoio que os europeus têm dado ao Plano de Ação das Nações Unidas para Prevenir o Extremismo Violento.

Ban Ki-moon se reuniu ainda com o presidente da União Europeia, Jean-Claude Juncker. Para a ONU, para enfrentar os desafios hoje em dia, as organizações internacionais precisam de colaborações fortes. Ele expressou, mais uma vez, sua solidariedade ao povo belga após os atentados de Bruxelas, em 22 de março.

Ele afirmou que os líderes e as comunidades devem estar firmes para se opor à xenofobia, à discriminação e à violência.

Ban também falou sobre o drama de migrantes e refugiados que tentam entrar na Europa escapando de conflitos e guerras. Ele convidou os líderes internacionais a participarem de um Encontro de Alto Nível sobre Migrações e Refugiados na sede da ONU, em 19 de setembro.

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

“Se tentas fugir, eles matam-te, se paras de trabalhar, batem-te. Era como no tempo do comércio dos escravos.”

 

COMUNICADO DE IMPRENSA

UNICEF alerta para os perigos com que se deparam os adolescentes refugiados e migrantes não acompanhados que fogem para a Europa

GENEBRA, 14 de Junho, 2016 – Mais de nove em cada 10 crianças refugiadas e migrantes que têm chegado este ano à Europa através de Itália não estão acompanhadas, o que leva a UNICEF a alertar para os perigos de abuso, exploração e morte que enfrentam.

Num relatório intitulado Perigo a Cada Passo do Caminho (Danger Every Step of the Way) lançado hoje, a UNICEF afirma que 7.009 crianças não acompanhadas fizeram a travessia do Norte de África para Itália nos primeiros cinco meses do ano, o dobro do ano passado.

O relatório documenta os riscos tremendos que os adolescentes correm para escapar a conflitos, ao desespero e à pobreza.

Entre 1 de Janeiro e 5 de Junho de 2016 foram registadas 2.809 mortes no Mediterrâneo. No ano passado, registaram-se ao todo 3.770 mortes. A grande maioria ocorreram na rota do Mediterrâneo Central – e muitas eram crianças.

As crianças não acompanhadas geralmente dependem dos traficantes de seres humanos, muitas vezes num sistema de “pagamento adiantado por etapas”, o que as torna muito vulneráveis à exploração.

“Se tentas fugir, eles atiram sobre ti e morres. Se paras de trabalhar, batem-te. Era como no tempo do comércio dos escravos,” diz Aimamo, 16 anos, sobre a quinta na Líbia onde ele e o irmão gémeo trabalharam durante dois meses para pagar aos traficantes. “Uma vez parei cinco minutos para descansar, e um homem bateu-me com um pau. Depois do trabalho, fecham-nos entre portas e não nos deixam sair.”

Alguns destes adolescentes são abusados e sexualmente explorados. Os assistentes sociais italianos disseram à UNICEF que raparigas e rapazes foram vítimas de abusos sexuais e obrigados a prostituir-se enquanto estavam na Líbia, e que algumas das raparigas chegaram a Itália grávidas porque tinham sido violadas.

Porém, devido à natureza ilícita do tráfico de seres humanos, não há dados fiáveis sobre o número de refugiados e migrantes que morrem, ou desaparecem porque são levados para trabalhos forçados ou para a prostituição, ou ficam em detenção.

“É uma situação desesperada mas silenciosa – longe da vista e fora de controlo. Porém, dezenas de milhares de crianças enfrentam diariamente esses perigos e outras centenas de milhares estão preparadas para arriscar tudo,” afirmou Marie Pierre Poirier, Coordenadora Especial da UNICEF para a crise de Refugiados e Migrantes na Europa. “Estas crianças precisam urgentemente de protecção contra todo o tipo de abusos às mãos daqueles que se aproveitam da situação para explorar os seus sonhos.”

Com a chegada próxima do verão no Mediterrâneo, os últimos números relativos às crianças na rota do Mediterrâneo Central podem muito bem ser apenas a ponta do iceberg, diz a UNICEF. Cerca de 235.000 migrantes estão actualmente na Líbia, e dezenas de milhares são crianças não acompanhadas.

“Todos os países – países de onde as crianças partem, os que atravessam e aqueles em que procuram asilo – têm a obrigação de criar sistemas de protecção centrados nos riscos que as crianças não acompanhadas enfrentam. Na União Europeia e noutros países de destino, esta é uma oportunidade para introduzir reformas políticas e legislativas que se traduzam por mais oportunidades para a criação de canais seguros, legais e regulares para estas crianças”, acrescentou Marie Pierre Poirier.

Acerca da UNICEF
A UNICEF promove os direitos e bem-estar de todas as crianças, em tudo o que fazemos. Juntamente com os nossos parceiros, trabalhamos em 190 países e territórios para traduzir este nosso compromisso em acções concretas, centrando especialmente os nossos esforços em chegar às crianças mais vulneráveis e marginalizadas, para o benefício de todas as crianças, em qualquer parte do mundo. Para saber mais, visite www.unicef.pt

Para mais info, queira contactar:
Sarah Crowe, scrowe@unicef.org, +41795438029
Chris Tidey, ctidey@unicef.org, +41792042345
Vera Lança, UNICEF Portugal, Tel: +351 213 177 514/00, Tm: +351 960 307 985, vlanca@unicef.pt

Representante de Fiji será próximo presidente da Assembleia Geral

 

14/06/2016 – Secretário-geral da ONU saudou Peter Thomson e disse contar com ajuda dele para implementar Agenda 2030 e Acordo de Paris; Thomson obteve 4 votos a mais que seu concorrente do Chipre.

As Nações Unidas elegeram nesta segunda-feira o novo presidente da Assembleia Geral. Peter Thomson, de Fiji, será o presidente da 71ª sessão da Assembleia Geral, que terá início em setembro.

Na disputa contra o representante de Chipre, Andreas Mavroyiannis, Thomson recebeu 94 votos contra 90 do adversário. Dos 192 países que votaram, foram registrados sete votos nulos e uma abstenção. Para ser eleito, são necessários 93 votos.

Perspectiva

O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, saudou a eleição do embaixador fijiano Thomson. Ele disse que o diplomata traz além do forte compromisso com o desenvolvimento, a perspectiva valiosa de um pequeno Estado-ilha em desenvolvimento.

Agenda 2030

Ban afirmou que conta com a ajuda do novo presidente da Assembleia Geral para a implementação da Agenda 2030 de desenvolvimento sustentável e do Acordo de Paris sobre mudança climática.

O chefe da ONU disse que Thomson tem anos de experiência nos setores público e privado, com importante atuação na presidência do Grupo dos 77 mais a China.
Ban lembrou ainda que o embaixador fijiano adquiriu vasta experiência do sistema das Nações Unidas como chefe da diretoria executiva de várias agências da ONU, como o Programa para o Desenvolvimento, Pnud, e o Fundo de População, Unfpa.

Além disso, ele atuou como vice-presidente da própria Assembleia Geral entre 2010 e 2011.

Thomson vai substituir o atual chefe da Assembleia Geral, Mogens Lykketoft, em setembro próximo.

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

Risco de zika em Portugal continental é baixo, diz especialista da OMS

09/06/2016 – Mas quem mora ou visita a Ilha da Madeira deve tomar cuidados devido à presença do Aedes aegypt; João Pires garante que maioria dos repelentes é segura durante gravidez, no entanto primeiros três meses são de maior risco.

Assim como a maioria dos países da Europa, Portugal continental tem poucas chances de enfrentar uma epidemia de zika na atual temporada de verão no Hemisfério Norte.

A informação foi confirmada à Rádio ONU pelo especialista de Alerta e Resposta a Emergências da Organização Mundial da Saúde. João Pires trabalha no escritório da OMS para a Europa, na Dinamarca, e destacou que o mosquito que transmite zika não é encontrado na parte continental de seu país.

Oito semanas

Pires, que trabalha em Copenhague, explica que o Aedes aegypt está presente na Ilha da Madeira. Quem mora ou pretende visitar a ilha portuguesa, precisa se proteger.

“Não temos, até o momento, transmissão de zika na Madeira. Globalmente, a Organização Mundial da Saúde recomenda que mulheres grávidas não devem viajar para áreas com transmissão de vírus zika. Casais que retornem de áreas afetadas devem esperar pelo menos oito semanas antes de iniciarem relações sexuais desprotegidas com a intenção de engravidar. Outras recomendações gerais: utilizar roupas de manga comprida e de cor clara e repelente de inseto. O mosquito Aedes gosta mais de picar durante o dia.”

Microcefalia

João Pires destaca ainda que se o parceiro masculino for infectado pelo vírus zika, a recomendação é que o casal use preservativo por pelo menos seis meses.

O médico da OMS também tem orientações para as grávidas. Segundo ele, ainda não há dados científicos suficientes que confirmem o período de maior risco de zika e microcefalia.

“O desenvolvimento da parte neurológica do feto se efetua durante o primeiro trimestre da gravidez. Várias publicações mostraram que existe algum risco de má formação congênita durante toda a gravidez. A OMS recomenda que seja feito um estudo ecográfico no primeiro trimestre para fazer uma avaliação sumária da morfologia do feto e depois uma nova ecografia entre as 18 e as 20 semanas, para realizar uma pesquisa mais rigorosa de má formação, especialmente dirigida a estrutura do cérebro.”

Segundo João Pires, a capital de Portugal, Lisboa, será sede de um encontro da OMS e de especialistas de saúde europeus sobre o vírus zika.

O encontro ocorrerá entre os dias 22 e 24 de junho.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

Comandante da GNR destaca contribuição portuguêsa às missões de paz da ONU

08/06/2016 – Portugal atua em operações das Nações Unidas no terreno desde 1992; diretor nacional da Polícia de Segurança Pública falou à Rádio ONU sobre cooperação com países de língua portuguesa.

O comandante da Guarda Nacional Republicana de Portugal, tenente-general Manuel Couto, participou do Encontro de Cúpula da Polícia das Nações Unidas ou UNCOPS, encerrado em 3 de junho.

A reunião contou com representantes de 110 países, incluindo a maioria das nações de língua portuguesa. Nesta entrevista à Rádio ONU, em Nova Iorque, Manuel Couto explicou a contribuição portuguesa à polícia da ONU.

Relevo

“Desde Timor-Leste, Haiti, República Centro-Africana, na Bósnia e Herzegovina. Desde 1992 que Portugal tem vindo a participar, tendo já participado com cerca de 3,5 mil polícias e Guarda Nacional Republicana. Destacaria o relevo e o reconhecimento que tem sido feito à participação dos polícias portugueses nessas missões das Nações Unidas.”

O encontro, na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque, na última sexta-feira, foi o primeiro desta natureza e contou com a participação de representantes das 18 missões de paz.

“Onde estão a participar cerca de 110 países que vêm demonstrar o seu empenho no desenvolvimento das capacidades das polícias das Nações Unidas no apoio a países que precisem dessas capacidades.”

CPLP

O diretor nacional da Polícia de Segurança Pública de Portugal, Luís Farinha, também participou do encontro e falou à Rádio ONU sobre a cooperação com as missões de paz da ONU e nações da Comunidade de Países de Língua Portuguesa, CPLP.

“Nós temos no âmbito da CPLP uma cooperação muito forte. No plano bilateral desde sempre com os países que integram a CPLP quer na área da formação, a nível superior, com nosso Instituto Superior de Ciências Policiais e Segurança Interna, quer no intercâmbio de experiências, por exemplo, em matérias mais especializadas em operações especiais policiais e etc. Temos o feito com o Brasil, mas temos o feito por exemplo também com Moçambique, com São Tomé e Príncipe, com Cabo Verde, com a Guiné, com tudo aquilo que é uma cooperação que envolva a natureza técnica das polícias.”

O contigente policial da ONU trabalha com cerca de 93 mil boinas-azuis para proteger a população nos países que recebem as operações.

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Refugiados que vivem no Brasil competirão nas Olimpíadas do Rio

 

03/06/2016 – Os dois  judocas da República Democrática do Congo, Yolande Mabika e Popole Misenga, falaram à Rádio ONU que estão “muito felizes”; porta-voz do ACNUR no Brasil afirmou que iniciativa inédita mostra “força e perseverança dos refugiados”; anúncio coincide com lançamento da campanha #WithRefugees.
O Comitê Olímpico Internacional, COI, anunciou nesta sexta-feira os nomes dos 10 integrantes* da inédita Equipe Olímpica de Atletas Refugiados que disputará os Jogos do Rio 2016.

Dois nadadores da Síria, dois judocas da República Democrática do Congo, cinco corredores do Sudão do Sul e um da Etiópia integram a equipe.

Brasil

Yolande Mabika e Popole Misenga vivem no Brasil e, do Rio de Janeiro falaram com a Rádio ONU.

“Estou me sentindo muito bem, muito feliz. Não tava esperando, saiu a notícia de que vou participar, tô muito feliz.”
“Eu tô muito feliz, muito, muito. Tô aqui muito emocionada e feliz.”

Evento Global

A Rádio ONU também conversou com o porta-voz do Alto Comissariado da ONU para Refugiados, ACNUR, no Brasil. De Brasília, Luiz Fernando Godinho falou sobre a importância da iniciativa inédita.

“Exatamente demonstrar para todo mundo, por meio de um evento global como são os Jogos Olímpicos do Rio a força e a perseverança dos refugiados, dos milhões de refugiados que se encontram hoje no mundo. Por meio desta equipe olímpica de atletas refugiados podermos mandar uma mensagem de que os refugiados são pessoas capazes de alcançarem feitos extraordinários por meio, antes de tudo, da perseverança e determinação que eles têm de enfrentar as adversidades pelas quais eles passam.”

Campanha

O anúncio da equipe de refugiados coincide com o lançamento da campanha mundial do ACNUR #WithRefugees ou Com Refugidos, parte da parceria da agência da ONU com o COI para os Jogos Rio 2016.

“É uma campanha que traz uma série de histórias individuais de refugiados ao redor do mundo e que mostra que os refugiados são pessoas como eu, como você, como os ouvintes da Rádio ONU. Pessoas que tiveram que passar por situações extremas, que vivem momentos difíceis, mas que estão exatamente com seus sonhos, seus objetivos.”

O porta-voz explicou que dentro da campanha haverá uma petição online que o ACNUR está promovendo em todo o mundo.

“Para coletar assinaturas de pessoas que apoiam a causa de refugiados pedindo que as autoridades governamentais que cada criança refugiada tenha acesso à educação, que todas as famílias refugiadas tenham a possibilidade de viver em um lugar seguro e que todos os refugiados possam trabalham e aprender novos conhecimentos para contribuir positivamente com suas comunidades que os acolheram.”

A petição será entregue às autoridades governamentais antes da reunião de alto nível sobre refugiados e migrantes marcada para o dia 19 de setembro na sede da ONU em Nova Iorque.

•    Ramis Anis, da Síria (Natação, 100 metros borboleta – masculino); vive na Bélgica;
•    Yiech Pur Biel, do Sudão do Sul (Atletismo, 800 metros – masculino); vive no Quênia;
•    James Nyang Chiengjiek, do Sudão do Sul (Atletismo, 400 metros – masculino); vive no Quênia;
•    Yonas Kinde, da Etiópica (Atletismo, maratona – masculino); vive em Luxemburgo;
•    Anjelina Nada Lohalith, do Sudão do Sul (Atletismo, 1.500 metros – feminino); vive no Quênia;
•    Rose Nathike Lokonyen, do Sudão do Sul (Atletismo, 800 metros – feminino); vive no Quênia;
•    Paulo Amotun Lokoro, do Sudão do Sul (Atletismo, 1.500 metros – masculino); vive no Quênia;
•    Yolande Bukasa Mabika, da República Democrática do Congo (Judô, peso médio – feminino); vive no Brasil;
•    Yusra Mardini, da Síria (Natação, 200 metros livres – feminino); vive na Alemanha;
•    Popole Misenga, da República Democrática do Congo (Judô, peso médio – masculino); vive no Brasil;

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova York.

Ban discute ratificação do Acordo de Paris em visita a Portugal

Secretário-geral da ONU falou sobre o assunto em reunião com o presidente Marcelo Rebelo de Sousa e com o chefe da Assembleia da República; ele recebeu do mandatário português a Grã-Cruz da Ordem da Liberdade.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, foi condecorado esta sexta-feira com a Grã-Cruz da Ordem da Liberdade pelo presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa.

Ban encerrou visita de dois dias ao país onde discutiu vários assuntos mundiais, incluindo a ratificação do Acordo de Paris sobre o clima.


Agenda 2030

O chefe da ONU debateu a questão durante reunião com o presidente da Assembleia da República portuguesa, Eduardo Ferro Rodrigues. Eles falaram também sobre a implementação da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável.

O secretário-geral saudou a “liderança compassiva” de Portugal no caso dos refugiados e reforçou a necessidade de uma resposta universal para lidar com as grandes movimentações de refugiados e migrantes em direção à Europa.

Outro ponto discutido com Ferro Rodrigues foi o Plano de Ação de Ban para Prevenir o Extremismo Violento.

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

 

Leia Mais:

 

PHOTO – subtitle and credits –   Ban é condecorado pelo presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa. Foto: ONU/Mark Garten

Em Portugal, Ban Ki-moon discute situações de Brasil e Moçambique

Secretário-geral regressa a Nova Iorque na sexta-feira após encontro com presidente e primeiro-ministro de Portugal; contributo português à ONU e contacto com refugiados sírios marcaram agenda da  visita.

Ban Ki-moon (à esq.) com o ministro dos Negócios e Estrangeiros de Portugal, Augusto Santos Silva. Foto: ONU/Mark Garten

O secretário-geral das Nações Unidas destacou esta quinta-feira às situações do Brasil e de Moçambique num encontro em Lisboa com o ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Augusto Santos Silva.

A reunião com o chefe da diplomacia lusa também destacou o contributo português na ONU para a “manutenção da paz, o Direito do Mar e questões sobre o mar”.

Estudantes Sírios

Ban Ki-moon encontrou-se com estudantes sírios no país, de quem ouviu testemunhos e elogiou a “sua força e resistência”, de acordo com o seu porta-voz Stephane Dujarric.

O representante frisou que Ban destacou que um número crescente de estudantes da Síria não conseguiu seguir os seus sonhos e aspirações, e poucos refugiados do país foram capazes de continuar a sua instrução.

Fim da Digressão

O novo presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa e o primeiro-ministro António Costa reúnem-se com o chefe da ONU antes do seu regresso, esta sexta-feira, para Nova Iorque.

A deslocação a Portugal marca o fim da viagem de Ban Ki-moon, que incluiu as ilhas Maurícias, Madagáscar e Seicheles.

Radio ONU

Notícias e Mídias

http://www.unmultimedia.org/radio/portuguese/2016/05/em-portugal-ban-ki-moon-discute-situacoes-de-brasil-e-mocambique/#.VzVvFL4tuT9

“ONU: muitos anos de vida” revela melhores mensagens de “Um postal para a ONU”

Os resultados da iniciativa “Um postal para a ONU” foram, hoje, publicados pelo jornal Público, que em conjunto com os CTT, aceitou o convite da secção de Portugal do Centro de Informação Regional das Nações Unidas para a Europa Ocidental para celebrar o 70º aniversário da Organização das Nações Unidas, a 24 de outubro.

Veja aqui o especial:

“ONU: muitos anos de vida”

“Cidadania activa é fundamental para ajudar a ONU a mudar o mundo”

Foram publicadas 50 das mais de 500 mensagens livres recebidas (e desenhos!) e feita a análise da ordenação, segundo o grau de importância atribuído, das áreas prioritárias de ação da ONU.

Uma mensagem do Secretário-geral sobre a necessidade de cidadania ativa completa as duas páginas publicadas num dia histórico para a ONU, em que chefes de Estado e de Governo assinam o Acordo de Paris, fundamental para a sustentabilidade do planeta.

“Os postais enviados são exemplo claro de como pessoas dos 9 aos 90 anos, de inúmeras áreas profissionais, ou que já se reformaram da vida activa, estão interessadas em contribuir para melhorar a vida dos povos e preservar o planeta, e fizeram-no participando nesta iniciativa”, diz a mensagem.

“O combate às alterações climáticas, a promoção de desenvolvimento sustentável e a prevenção de conflitos estão interligados e necessitam de acção política concertada e de cidadania activa. As mensagens nos postais enviados à ONU revelam que os cidadãos portugueses estão atentos a estes problemas, pelo que renovo o meu agradecimento pelo espírito crítico e a criatividade que puseram nesta iniciativa, que ajudarão a nortear a minha acção nos seis meses que faltam até ao próximo aniversário!”, concluiu Ban Ki-moon.

ONU em Portugal

Em Portugal, que é membro da ONU desde 14 de dezembro de 1955, existem representações de várias agências e comités: FAO, GCNP, OIT, OIM, UNICRI, UNESCO, UNICEF e UN-EGOV.

O Conselho Português para os Refugiados é o representante do Alto Comissariado da ONU para os Refugiados e existe, ainda, uma secção de Portugal no Centro de Informação Regional das Nações Unidas para a Europa Ocidental, sedeado em Bruxelas, com a missão de disseminar a informação ao público.

22 de abril de 2016, Editado por UNRIC

Acordo de Paris sobre as Alterações Climáticas visa estabilidade ambiental no longo prazo

“Congratulo-me com o facto de mais de 160 países terem declarado que vão assinar o Acordo de Paris, mas corrremos o risco real de sermos ultrapassados pelo rápido ritmo do aquecimento global se os signatários não ampliarem, significativamente, o seu nível de ambição para reduzir as emissões de gases com efeito de estufa”, disse Robert Glasser, Representante Especial da ONU para a Redução do Risco de Desastres a propósito da assinatura do Acordo de Paris, hoje, na sede da ONU, em Nova Iorque.

“É sabido que o clima está na base de 90% dos maiores desastres naturais. Secas, inundações, tempestades e ondas de calor têm potencial para minar os esforços de inúmeros Estados para promover o desenvolvimento e erradicar a pobreza. As alterações climáticas estão a somar-se aos níveis pré-existentes de risco alimentados por exposição e vulnerabilidade sócio-económica”, acrescentou.

De facto, de modo a manter a atenção global focada nas alterações climáticas, sob o forte impulso gerado pelo Acordo de Paris, os líderes globais participam numa cerimónia de assinatura, acolhida pelo Secretário-geral, Ban Ki-moon.

O Acordo de Paris foi adotado pelas 196 partes da Convenção-Quadro da ONU sobre as Alterações Climáticas (UNFCCC) na Conferência da ONU sobre as Alterações Climáticas, a 12 de dezembro de 2015, em Paris. No acordo, todos os países concordaram em trabalhar para limitar o aumento da temperatura global bem abaixo dos 2º C, esforçando-se para que se limite a 1,5º C.

Até ao momento, a última declaração indica que mais de 165 países  irão assinar o histórico acordo, ultrapassando o anterior recorde do maior número de países a assinarem um acordo internacional num único dia. O recorde anterior foi atingido em 1982, quando 119 países assinaram a Convenção da ONU sobe a Lei do Mar.

 

O poder de transformar o mundo

O evento coincide com o Dia Internacional da Mãe Terra e, na sua mensagem para este dia, Ban Ki-moon disse que o Acordo de Paris, em conjunto com a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, detém o poder de transformar o mundo.

Todos os representantes das maiores economias do mundo e os maiores emissores de gases com efeito de estufa indicaram que vão assinar o acordo. A assinatura é o primeiro passo para assegurar que este entra em vigor tão rápido quanto possível. Após a assinatura, os países devem dar o passo nacional (ou interno) de aceitação ou ratificação do acordo.

“O impulso dado pela concretização de tantas assinaturas num único dia envia um claro sinal de solidariedade e resolução. Agora, temos de libertar toda a força do engenho humano e garantir o crescimento com baixas emissões de gases poluentes e melhorar a resiliência ao clima”, observou o chefe da ONU, na mensagem do Dia da Mãe Terra.

“A liderança proveniente do topo é crucial. Mas todos temos um papel a desempenhar. Podemos optar por sistemas de eficiência energética, parar de desperdiçar comida, reduzir a pegada de carbono e aumentar os investimentos sustentáveis. Pequenas ações, multiplicadas por mil milhões, incentivam uma mudança dramática, reforçando o Acordo de Paris e colocando-nos numa trajetória para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável”, acrescentou Ban Ki-moon.

O acordo entrará em vigor 30 dias após pelo menos 55 países, contabilizando pelo menos 55% das emissões globais dos gases efeito de estufa, depositarem os seus instrumentos de ratificação ou aceitação junto do Secretário-geral.

Espera-se que 13 países, maioria dos quais pequenos Estados insulares em desenvolvimento, depositem os seus instrumentos de ratificação, imediatamente, após a assinatura do acordo, esta sexta-feira.

Paris Agreement Signature PNG

A cerimónia e os debates

Os eventos de hoje começam com uma cerimónia de abertura às 8h30 (13h30 em Lisboa), que irá incluir música dos estudantes da Julliard School de Nova Iorque e um pequeno vídeo que irá trazer o “momento martelo” de Paris para a cerimónia de assinatura.

Segue-se a cerimónia de assinatura, que é uma formalidade legal na qual apenas os chefes de Estado ou de governo, ministros dos Negócios Estrangeiros ou outros responsáveis com “poderes formais” dos seus governos podem assinar o acordo.

Da parte da tarde, tem lugar um Evento de Alto Nível sobre a Implementação, que irá destacar o modo como todos os atores da sociedade e da economia podem acelerar a ação, aprender com outros exemplos e replicar e aumentar as iniciativas e atividades de sucesso que vão ser levadas a cabo na implementação do Acordo de Paris e da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável.

A sessão será moderada por Christiana Figueres, secretária-executiva da UNFCCC e a ministra do Ambiente de França, Ségolène Royal, figuras centrais da COP 21. A sessão contará com uma ligação à  aeronave Solar Impulse que está a tentar ser a primeira companhia aérea a circunavegar o mundo usando apenas energia renovável.

Em conferência de imprensa, David Nabarro, Conselheiro Especial do Secretário-geral sobre a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável e as Alterações Climáticas, disse aos repórteres que a assinatura do Acordo de Paris é crucial na medida em que alcançar o progresso em relação às alterações climáticas é central para o esforço alargado de atingir os ODS.

“A maioria das pessoas que olha para a situação global diz que se não tivermos sucesso em limitar o aumento da temperatura global abaixo dos 2ºC, será extremamente difícil concretizar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Implementar o Acordo de Paris é importante para promover a prosperidade, melhorar o bem-estar das pessoas e proteger o ambiente”, concluiu.

 

22 de abril de 2016, Centro de Notícias da ONU/Traduzido & Editado por UNRIC

Mensagem do Secretário-geral da ONU para o Dia Internacional da Mãe Terra, 22 de abril de 2016

O Dia Internacional da Mãe Terra é uma oportunidade para sublinhar a interdependência entre as pessoas e a imensa variedade de espécies com as quais partilhamos este planeta. A observância deste ano traz a esperança de um futuro melhor para todos.

Neste dia, os representantes de mais de 170 países reúnem-se na sede da ONU, em Nova Iorque, para assinarem o Acordo de Paris sobre as Alterações Climáticas. Este pacto marcante, em conjunto com a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, tem o poder de transformar o nosso mundo. O impulso alcançado pela concretização de tantas assinaturas num único dia envia um claro sinal de solidariedade e resolução. Agora, temos de libertar toda a força do engenho humano e garantir o crescimento com baixas emissões de gases poluentes e melhorar a resiliência ao clima.

A liderança proveniente do topo é crucial. Mas todos temos um papel a desempenhar. Podemos optar por sistemas de eficiência energética, parar de desperdiçar comida, reduzir a pegada de carbono e aumentar os investimentos sustentáveis. Pequenas ações, multiplicadas por mil milhões, incentivam uma mudança dramática, reforçando o Acordo de Paris e colocando-nos numa trajetória para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

O tema do Dia da Terra 2016, “Árvores para a Terra”, demonstra-o perfeitamente. Uma árvore por si só não parece muito, mas a Rede Dia da Terra planeia plantar 7,8 mil milhões de árvores, ao longo dos próximos cinco anos – cada uma delas a absorver o CO2 da atmosfera, a armazenar água e a filtrar poluentes para o benefício de toda a humanidade.

Tal como cada árvore desempenha o seu papel na biosfera, também nós, enquanto indivíduos, devemos preocupar-nos com o nosso planeta e com todos os seres vivos que o habitam. Um novo futuro pode ser nosso se  respeitarmos e investirmos na Mãe Terra.

Mensagem do Secretário-geral da ONU para o Dia Internacional da Mãe Terra, 22 de abril de 2016

O Dia Internacional da Mãe Terra é uma oportunidade para sublinhar a interdependência entre as pessoas e a imensa variedade de espécies com as quais partilhamos este planeta. A observância deste ano traz a esperança de um futuro melhor para todos.

Neste dia, os representantes de mais de 170 países reúnem-se na sede da ONU, em Nova Iorque, para assinarem o Acordo de Paris sobre as Alterações Climáticas. Este pacto marcante, em conjunto com a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, tem o poder de transformar o nosso mundo. O impulso alcançado pela concretização de tantas assinaturas num único dia envia um claro sinal de solidariedade e resolução. Agora, temos de libertar toda a força do engenho humano e garantir o crescimento com baixas emissões de gases poluentes e melhorar a resiliência ao clima.

A liderança proveniente do topo é crucial. Mas todos temos um papel a desempenhar. Podemos optar por sistemas de eficiência energética, parar de desperdiçar comida, reduzir a pegada de carbono e aumentar os investimentos sustentáveis. Pequenas ações, multiplicadas por mil milhões, incentivam uma mudança dramática, reforçando o Acordo de Paris e colocando-nos numa trajetória para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

O tema do Dia da Terra 2016, “Árvores para a Terra”, demonstra-o perfeitamente. Uma árvore por si só não parece muito, mas a Rede Dia da Terra planeia plantar 7,8 mil milhões de árvores, ao longo dos próximos cinco anos – cada uma delas a absorver o CO2 da atmosfera, a armazenar água e a filtrar poluentes para o benefício de toda a humanidade.

Tal como cada árvore desempenha o seu papel na biosfera, também nós, enquanto indivíduos, devemos preocupar-nos com o nosso planeta e com todos os seres vivos que o habitam. Um novo futuro pode ser nosso se  respeitarmos e investirmos na Mãe Terra.

Pacto climático da ONU impulsiona ação sobre as novas metas de sustentabilidade

Num momento decisivo para a cooperação internacional, os líderes políticos, empresariais e da sociedade civil vão à sede da Organização das Nações Unidas, em Nova Iorque, para prometer a rapidez na implementação da nova Agenda 2030 de Desenvolvimento e do histórico Acordo de Paris sobre Alterações Climáticas.

“A partir de uma perspetiva histórica será um dia excecional para as Nações Unidas, disse, recentemente, Selwin Hart, Diretor da Equipa de Apoio ao Secretário-geral da ONU sobre as Alterações Climáticas, referindo-se ao dia 22 de abril, em que são esperados os líderes de mais de 160 países  na sede da ONU para assinar o Acordo de Paris, adotado, no passado mês de dezembro, na Conferência da ONU sobre as Alterações Climáticas (COP21).”

O evento é antecipado, esta quinta-feira, por um Debate Temático de Alto Nível sobre como Alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODSs), um conjunto de 17 objetivos para erradicar a pobreza e combater a desigualdade e as alterações climáticas, ao longo dos próximos 15 anos. Estas são as bases da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, adotadas pelos estados membros da ONU, em setembro passado.

 

Agenda e Acordo “de maõs dadas”

Em conferência de imprensa, David Nabarro,  Conselheiro Especial do Secretário-geral sobre a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável e as Alterações Climáticas, disse aos jornalistas que a assinatura do Acordo de Paris é crucial, na medida em que progredir em relação às alterações climáticas é central para os esforços abrangentes requeridos para alcançar os ODS.

“A maioria das pessoas que olham para a situação global diz que se nós não tivermos sucesso em manter o mundo num aumento abaixo dos 2º C, então será muito difícil concretizar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável”, alertou. “Implementar o Acordo de Paris é importante para promover a prosperidade, melhorar o bem-estar das pessoas e proteger o ambiente”, concluiu.

O principal objetivo do acordo universal é manter o aumento da temperatura global, este século, bem abaixo dos 2º C e levar a cabo esforços para limitar o aumento de temperatura ainda para além dos 1,5º C acima dos níveis pré-industriais.

Foto cortesia da Organização Meteorológica Mundial

Esperado recorde de assinaturas

O acordo irá entrar em vigor 30 dias após, pelo menos, 55 países, contabilizando 55% das emissões globais de gases de efeito estufa, terem depositado os seus instrumentos de ratificação ou aceitação junto do Secretário-geral.

Selwin Hart anunciou que aproximadamente dez países, na sua maioria pequenos Estados insulares, irão assinar e ratificar o documento. No que se refere aos principais emissores de gases efeito de estufa, o funcionário da ONU disse que a China e a Índia pretendem ratificar o documento em 2016, um anúncio feito, recentemente, numa declaração presidencial conjunta.

“Então, [estamos] a ganhar ímpeto para uma entrada em vigor antecipada do Acordo”, sublinhou Selwin Hart, realçando que gerar este impulso é um dos objetivos-chave do chefe da ONU neste evento, seguido da vontade de demonstrar que todos os segmentos e setores da sociedade e a “economia real” estão a mobilizar-se no apoio de uma ambiciosa ação.

Entretanto, a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre as Alterações Climáticas (CQNUAC) – a entidade da ONU que lidera as negociações climáticas – destacou que poderá alcançar-se um número recorde de países na cerimónia de assinatura. “É um momento crítico num esforço global para garantir esperanças duradouras para o desenvolvimento humano seguro e pacífico”, disse Christiana Figueres, a secretária-executiva da CNUAQ.

“Mais carbono na atmosfera equivale a mais pobreza”, referiu, ainda, Christiana Figueres. “Não podemos alcançar o desenvolvimento sustentável sem combater as alterações climáticas e não podemos combater as alterações climáticas sem abordar as causas profundas da pobreza, desigualdade e padrões de desenvolvimento insustentável.”

De acordo com os novos registos da ONU, o maior número de países a assinar um acordo internacional, num único dia, foi alcançado em 1982, quando 119 países assinaram a Convenção das Nações Unidas sobre a Lei do Mar. Espera-se que o Acordo de Paris ultrapasse este recorde e assegure, tão rápido quanto possível, que uma transformação global massiva na direção a um futuro sustentável, para todas as pessoas, em todo o lado.

21 de abril de 2016, Centro de Notícias da ONU/Traduzido & Editado por UNRIC