Data assinalada há 10 anos é tema de campanha com a hastag #InclusionMeans; movimento em redes sociais destaca pessoas vivendo pessoas com a condição genética com que nascem até 5 mil bebês a cada ano.
Guiné-Bissau: Unicef apoia governo nos esforços de reforço da saúde comunitária
Agência da ONU entregou meios de locomoção a 11 áreas sanitárias onde acesso aos serviços e as necessidades são críticos; donativo pode melhorar o desempenho dos supervisores de mais de 4 mil agentes comunitários.
Conflito causará impactos na agricultura familiar, que garante 41% da produção na Ucrânia
Segundo FAO, milhões de famílias no país têm plantações, representando 38% das terras agrícolas; agência da ONU presta apoio para que produtores consigam plantar vegetais e colher entre julho e setembro.
Unctad confirma rápida piora do cenário econômico global com guerra na Ucrânia
Aumento do preço dos alimentos, dos combustíveis e dos fertilizantes já é realidade em muitos países; Conferência da ONU para o Comércio e Desenvolvimento chama a atenção para ameaças aos progressos para o desenvolvimento sustentável.
Na ONU, Brasil destaca iniciativas para inclusão feminina na política
“A violência política contra a mulher é o principal motivo de sub-representação feminina na política”. Foi o que falou à ONU News a secretária nacional de Políticas para Mulheres, Cristiane Britto.
Em Nova Iorque, a representante participou na 66ª sessão da Comissão sobre o Estatuto da Mulher, a CSW. A secretária brasileira destacou leis e projetos que estão sendo implementados para fomentar a presença de mais mulheres nas casas parlamentares do país.
Representatividade
“Nós tivemos um grande avanço legislativo, que criminaliza a violência política contra a mulher, inclusive por meio de práticas virtuais. A grande expectativa é que seja uma lei modelo para o mundo todo. Agora, em 2022, teremos a primeira eleição que essa lei vai ser colocada em prática”
Segundo Cristiane Britto, nas eleições agendadas para outubro de 2022, o país espera assegurar 20% de cadeiras legislativas para mulheres.
Hoje, de acordo com a União Interparlamentar, o país tem menos de 15% na Câmara dos Deputados e 17% no Senado Federal. Os números colocam o Brasil na 145ª colocação no ranking, que avalia cerca de 200 nações.
A secretária nacional fez um apelo às mulheres brasileiras para participarem da “vida partidária” e do âmbito político.
Cristiane Britto explicou que os projetos atuais da pasta buscam ampliar a participação feminina nos espaços de poder, seja como candidatas ou como apoiadoras de candidaturas de mulheres.
Políticas para mulheres
De acordo com a secretária, nos últimos anos o Brasil vem buscando a inserção de mais mulheres em postos majoritariamente ocupados por homens. Entre os exemplos estão setores como a ciência e posições de alto escalão do governo.
Além do âmbito político, ela também destacou que o país vem integrando mulheres refugiadas por meio da implementação de políticas públicas. Cristiane Britto citou o trabalho feito com as venezuelanas, mas também com a recepção mais recente de afegãs e ucranianas. Segundo dados do governo brasileiro, país já recebeu mais de 800 ucranianos.
“O Brasil já fez oferta de visto humanitário para as ucranianas, temos essa tradição. O Brasil está disponível para a busca de soluções diplomática e recebemos recentemente as mulheres do Afeganistão, as juízas especificamente, que já estão inclusive trabalhando no nosso país”
O país recebeu um grupo de mulheres afegãs juízas que vinham sendo ameaçadas desde que o Talibã tomou o poder, em agosto de 2021.
Além da violência, os efeitos econômicos no país levaram ao fechamento de mais de 500 mil postos de trabalho, de acordo com a Organização Internacional do Trabalho, OIT.
Espaço da mulher brasileira
Na agenda da comitiva brasileira para o CSW, a ministra Damares Alves e a secretária Cristiane Britto também estiveram na inauguração do Espaço da Mulher Brasileira no consulado do país em Nova Iorque.
Além do foco nas vítimas de violência doméstica, o projeto busca acolher mulheres que possuem qualquer necessidade de serviços consulares e aconselhamento jurídico.
Sobre a iniciativa, Cristiane Britto destacou que inclusive mulheres em situação irregular nos Estados Unidos e na Itália, outro país que possui o espaço, podem buscar auxílio.
Em junho de 2021, o consulado também disponibilizou uma linha com funcionamento ininterrupto, no qual as vítimas podem buscar acolhimento inicial e orientações para que possam superar episódios de agressão. O serviço é ofertado em português.
ONU aponta continuação do racismo como “um motor de desigualdade persistente”
A Assembleia Geral das Nações se reuniu às vésperas do Dia Internacional para a Eliminação da Discriminação Racial para debater sobre o assunto.
Este ano, a data marcada em 21 de março tem como tema “Vozes para a Ação Contra o Racismo”.
Direitos
Na reunião, o secretário-geral disse que o preconceito continua a envenenar instituições, estruturas sociais e a vida cotidiana em todas as sociedades.
Para António Guterres, a discriminação racial é “um motor de desigualdade persistente e a nega às pessoas seus direitos humanos fundamentais”.
Ele abordou a relação entre racismo e desigualdade de gênero, considerando “inconfundíveis”.
O chefe da ONU disse que os impactos têm piorado “nas sobreposições e interseções de discriminação sofridas por mulheres de cor e grupos minoritários”.
Combate ao racismo
Sobre o lema deste ano, o chefe da ONU convida o mundo a alçar a voz e agir de forma decisiva, diante da responsabilidade de um maior engajamento com movimentos por igualdade e direitos humanos em todos os lugares.
Um dos maiores efeitos do tipo de discriminação é destruir democracias e afetar governos. Por isso, António Guterres lançou um apelo a todos os países para que tomem medidas concretas de combate ao racismo em níveis nacional e global.
Ele enfatiza que nenhum país está imune à intolerância, nem está livre do ódio.
A mensagem ressalta africanos e afrodescendentes, pessoas de ascendência asiática, comunidades minoritárias, povos indígenas, migrantes, refugiados e vários outros que continuam enfrentando a estigmatização, usadas como bode expiatório ou sofrendo a discriminação e violência.
Discriminação
O pronunciamento destacou ainda que é preciso solidariedade com as pessoas fugindo de conflitos ou perseguições, por serem alvos de formas de discriminação como a baseada em raça, religião ou etnia.
Guterres pediu ainda um novo contrato social focado “em direitos e oportunidades para todos, para combater a pobreza e a exclusão, investir na educação e reconstruir a confiança e a coesão social”.
Ele chamou a atenção global sobre a importância da justiça restaurativa para compensar o legado de séculos de escravidão e colonialismo.
Outro apelo é que haja maior vontade política para acelerar a ação em favor da justiça e igualdade racial com tratados existentes.
Sociedade
Na sessão, o presidente da Assembleia Geral disse que a discriminação racial é um estereótipo e preconceito óbvio gerado do discurso de ódio e da propaganda.
Abdulla Shahid questionou sobre se mundo não tinha aprendido nada “com o sofrimento desnecessário e a perda de tantas pessoas”.
Ele lembrou o sofrimento das crianças cujos pais morreram à custa do ódio e da violência, ou sentiram a dor e a injustiça de perder entes queridos por terem sido identificados pela cor.
Shahid indicou que o mundo atual pode e deve fazer melhor, lembrando a obrigação moral de combate ao racismo em todas as suas formas.
Alegações de atividades biológicas na Ucrânia marcam debate no Conselho de Segurança
Representante da ONU reitera que não tem conhecimentos sobre existência deste tipo de programa; chefe de Desarmamento enfatiza que Nações Unidas “não têm mandato nem capacidade técnica ou operacional” para realizar investigação; autoridades ucranianas confirmam que oito dos 15 reatores do país estão funcionando.
Brasil recebe injeção de longa duração para prevenção do HIV
A Agência de Saúde Global, Unitaid, lança uma nova injeção de longa duração para prevenção do HIV no Brasil e na África do Sul.
O cabotegravir faz efeito durante oito semanas fornecendo aos usuários uma alternativa às pílulas orais diárias.
PrEP oral
A expectativa é que com mais opções de prevenção, seja expandida a cobertura para aqueles com maior risco de infecção pelo vírus.
De acordo com o diretor de Comunicação da Unitad no Brasil, Mauricio Cysne, as injeções proporcionam um método mais eficaz e mais discreto de prevenção do HIV, ajudando a reduzir o estigma e a discriminação que as pílulas podem causar.
“Para prevenir o HIV em grupos de alto risco, os investimentos da Unitaid no Brasil e na África do Sul possibilitarão alguns dos primeiros acessos ao novo medicamento de ação prolongada. O cabotegravir é um novo método alternativo de prevenção do HIV que substitui as pílulas diárias por uma injeção seis vezes por ano.”
A agência explica que a profilaxia pré-exposição oral, ou PrEP oral, pode prevenir a infecção pelo HIV em 99% dos casos, mas apenas quando tomada conforme prescrito.
Desafios
Cysne afirma que, no Brasil, os programas visam atingir dois grupos com as maiores taxas de prevalência do vírus. Segundo as estimativas, 30% das pessoas trans e 18% dos homens que fazem sexo com homens vivem com o HIV.
Assim, com mais opções de prevenção disponíveis, a Unitaid espera dar mais oportunidades para o uso de tratamentos preventivos e ajudar a reduzir a taxa de novas infecções pelo vírus da Aids em todo o mundo.
Segundo o Unitaid, o cabotegravir também auxilia nos desafios que os usuários enfrentam com as pílulas regulares, que reduzem o impacto da PrEP oral. O tratamento também ajuda a combater o estigma e a discriminação.
O porta-voz do Unitaid, Hervé Verhoosel, afirmou que os novos produtos ampliam significativamente as opções oferecidas aos usuários, capacitando as pessoas a assumir o controle de sua saúde e selecionar o método mais adequado às suas preferências e estilo de vida.
Fiocruz
A Unitaid é a agência especializada em criar acesso equitativo à inovação em saúde em países de baixa e média renda.
Para esse projeto, e entidade fechou parceria com a Fiocruz no Brasil e com a Wits RHI, África do Sul.
Também em colaboração com as autoridades locais de saúde, os parceiros integrarão produtos nos serviços de prevenção e saúde sexual existentes nos países participantes.
Acnur: 13 milhões de pessoas afetadas nas áreas mais atingidas pela guerra na Ucrânia
Agência da ONU destaca que esses civis precisam de proteção e assistência humanitária, além de mais de 3,1 milhões que fugiram do país e estão refugiados; Programa Mundial de Alimentos mobilizou comida suficiente para um mês, mas alerta que sistema alimentar do país está em colapso.
Mensagem no Dia Internacional para a Eliminação da Discriminação Racial
O SECRETÁRIO-GERAL
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MENSAGEM NO DIA INTERNACIONAL PARA A ELIMINAÇÃO DA DISCRIMINAÇÃO RACIAL
21 de março de 2022
O Dia Internacional para a Eliminação da Discriminação Racial é um dia de reconhecimento e um apelo urgente à ação.
O racismo continua a envenenar instituições, estruturas sociais e a vida cotidiana em todas as sociedades.
Continua a ser um persistente motor de desigualdades.
Nenhum país está imune à intolerância, nem livre de ódio.
Africanos e afrodescendentes, asiáticos e descendentes de asiáticos, comunidades minoritárias, povos indígenas, migrantes, refugiados e tantos outros – todos continuam a enfrentar estigmatização, teorias da conspiração, discriminação e violência.
O tema deste ano – “Vozes ativas contra o racismo” – convida-nos a denunciar, ouvir atentamente e agir de forma decisiva.
Todos nós temos a responsabilidade de nos envolvermos em solidariedade com movimentos que defendem a igualdade e os direitos humanos em todos os lugares. Devemos ouvir aqueles que sofrem injustiças e garantir que as suas preocupações e necessidades estão no centro dos esforços para desmantelar estruturas discriminatórias.
A justiça também é crucial para a igualdade racial e expiar o legado duradouro de séculos de escravidão e de colonialismo.
Construir um futuro de justiça requer consertar um passado injusto.
Temos os planos para uma ação determinada: a Declaração e o Programa de Ação de Durban, a Convenção Internacional sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial, a Agenda de Quatro Pontos para a Mudança Transformadora para Justiça e Igualdade Raciais. Nós, nas Nações Unidas, também lançámos o nosso próprio Plano de Ação Estratégico interno para enfrentar o racismo.
Concretizar a visão de um mundo livre de racismo e de discriminação racial exige ação todos os dias, em todos os níveis, em todas as sociedades.
Vamos unirmo-nos em torno da nossa humanidade comum e defender a uma só voz a igualdade, a justiça e a dignidade para todos.
Unesco implementa medidas emergenciais para proteger jornalistas na Ucrânia
Agência das Nações Unidas também está fornecendo 125 kits de proteção pessoal e treinamento para trabalho em ambientes hostis; pelo menos quatro profissionais da mídia foram mortos desde o início da invasão militar russa.
Começa a contagem regressiva de 100 dias para a Conferência dos Oceanos
Evento das Nações Unidas em Lisboa reunirá comunidade internacional para debater poluição marinha, conservação de ecossistemas, pesca sustentável e ODSs; enviado especial Peter Thomson destaca que metade das espécies marinhas corre risco de extinção até 2100.
Ucrânia: acesso para ajuda humanitária deve ser prioridade com aumento dos ataques
Conselho de Segurança realizou sessão de emergência com foco em questão humanitária; ONU prioriza acesso a pessoas isoladas pelos bombardeios, inclusive no leste da Ucrânia; crise de refugiados é considerada a que mais grave na Europa desde a Segunda Guerra Mundial.
Angola na 66ª Sessão da Comissão sobre o Estatuto da Mulher
A ministra da Ação Social, Família e Promoção da Mulher de Angola, Faustina Alves de Sousa, fala à ONU News, em Nova Iorque, sobre a necessidade de reforço de parcerias globais para o empoderamento das mulheres e a igualdade de gênero. A conversa que aborda ainda o papel da mulher na atuação durante à recuperação do impacto da crise da pandemia aconteceu às margens da 66ª Sessão da Comissão sobre o Estatuto da Mulher, CSW. Assista ao vídeo:
Cabo Verde quer ONU presente ao mais alto nível na maior regata mundial em 2023
Governo pede que secretário-geral acompanhe passagem da competição Ocean Race por águas cabo-verdianas; arquipélago será a primeira parada do circuito por uma nação da África Ocidental; autoridades locais querem ressaltar aposta no turismo como pilar na recuperação pós-pandemia.