No Dia Mundial de Combate à Tuberculose, dados apontam que mais de 70% de crianças com menos de 5 anos não foram atendidas ou não tiveram acesso a serviços de diagnóstico e tratamento; pandemia de Covid-19 agravou a situação; diariamente, doença mata mais de 4 mil pessoas.
Acnur apoia moçambicanos na busca de abrigo após ciclone tropical Gombe
Tempestade afetou mais de 380 mil pessoas e agravou necessidade de vítimas que já eram deslocadas; Acnur menciona necessidades de cidadãos estrangeiros que buscam refúgio no país e comunidades anfitriãs.
Unicef faz acordo com Pfizer para fornecer tratamento oral para Covid-19
O Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, assinou esta terça-feira um acordo com a farmacêutica Pfizer para o fornecimento do novo medicamento oral que combate a Covid-19.
Serão doados 4 milhões de tratamentos do antiviral nirmatrelvir/ritonavir, conhecido pelo nome commercial Paxlovid. A aquisição das doses por parte da agência da ONU depende da demanda dos países, recomendações clínicas e das aprovações necessárias.
Países beneficiados
Em dezembro de 2021, o FDA, que é o órgão federal americano que regulamenta medicamentos e alimentos, emitiu uma autorização de uso emergencial do comprimido nirmatrelvir/ritonavir para tratar casos leves ou moderados de Covid-19. O medicamento está atualmente sendo avaliado pela Organização Mundial da Saúde, OMS.
O acordo firmado pela Pfizer com Unicef busca garantir que países de rendas baixa ou média tenham acesso a este novo tratamento. Os comprimidos serão enviados para 95 nações e o Unicef trabalhará em conjunto com a OMS e parceiros como Fundo Global e Unitaid, para garantir acesso igualitário do remédio.
Até 21 de março, a OMS havia registrado 469.212 milhões de casos confirmados de Covid-19, incluindo mais de 6 milhões de mortes. Os países que têm mais casos acumulados em dois anos de pandemia são: Estados Unidos, Índia e Brasil.
Moçambique: um ano após ataque a Palma, Acnur considera cedo incentivar retorno de deslocados
Ação de grupo armado em 24 de março de 2021 causou dezenas de mortes e desalojou centenas em Cabo Delgado; agência da ONU aponta razões como insegurança, preparação de retornos dignos e voluntários e instalação de serviços básicos nas áreas afetadas pela violência.
Guerra na Ucrânia não terá vencedores, afirma chefe da ONU
Em coletiva de imprensa, António Guterres afirmou que “invasão no país é moralmente inaceitável, politicamente indefensável e militarmente sem sentido”; secretário-geral lembrou dos 10 milhões de ucranianos que estão deslocados ou refugiados; para ele, conflito terá de passar a negociação de paz “cedo ou tarde”.
Ucrânia: PAM no terreno a ajudar refugiados
O Programa Alimentar Mundial (PAM) é uma das várias agências das Nações Unidas que estão no terreno a dar apoio às pessoas afetadas pela guerra na Ucrânia.
A ONU Portugal falou com o coordenador de emergência do PAM, Pedro Matos, que está em Budapeste a trabalhar na operação que o Programa montou para apoiar não só os refugiados que cruzaram a fronteira da Ucrânia mas também os que estão no país.
Pedro Matos explicou o que está o PAM a fazer para mitigar a insegurança alimentar naquela que é já considerada a maior crise de refugiados na Europa desde a II Guerra Mundial. Em apenas 20 dias, estima-se que haja já mais de 3 milhões de refugiados, sendo que, se o conflito se prolongar, 12 milhões de pessoas poderão precisar de assistência alimentar.
O trabalhador humanitário, de nacionalidade portuguesa, trabalha no PAM há 13 anos tendo passado já pelo Darfur, Bangladesh, Moçambique, Mali, Sudão, entre outros, explica ainda como podem os portugueses ajudar o trabalho do PAM.
Veja a entrevista.
Mensagem sobre o Dia Mundial da Água
O SECRETÁRIO-GERAL dia mundial da água
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MENSAGEM NO DIA INTERNACIONAL DAS FLORESTAS
22 de março de 2022
A humanidade precisa cada vez mais de água. O uso excessivo, a poluição e as alterações climáticas estão a colocar uma pressão crescente sobre os recursos hídricos. As secas e as vagas de calor são cada vez mais intensas e frequentes. A subida do nível do mar está a provocar uma infiltração de águas salgadas nos aquíferos costeiros. Os lençóis freáticos estão a degradar-se.
A água pode ser uma fonte de conflito, mas também de cooperação. É essencial que trabalhemos juntos para alcançar uma melhor gestão de todos os recursos hídricos, incluindo as reservas mundiais de água subterrânea. Embora não possamos ver as reservas de águas subterrâneas, não devemos esquecê-las. Esta água, armazenada nas rochas e no solo, é a nossa maior fonte de água doce líquida. Sustenta o abastecimento de água potável, os sistemas de saneamento, a agricultura, a indústria e os ecossistemas. No entanto, cerca de 20% dos aquíferos do mundo são sobreexplorados.
Em muitos lugares, simplesmente não sabemos quanto deste recurso precioso existe. Precisamos de melhorar a nossa exploração, monitorização e análise destes recursos de água subterrânea para os proteger e gerir melhor e conseguir alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.
A Conferências das Nações Unidas sobre a Água que decorrerá no próximo ano proporciona uma oportunidade decisiva de impulsionar a ação para o desenvolvimento sustentável focada na água.
Neste Dia Mundial da Água, comprometamo-nos a intensificar a colaboração entre setores e entre fronteiras para que possamos conciliar de forma sustentável as necessidades das pessoas e da natureza e assegurar que as gerações atuais e futuras possam aproveitar as águas subterrâneas.
Falta de regulamentação no ensino particular aumenta desigualdades, afirma estudo
Brasil faz parte da avaliação da Unesco; no país, gastos com educação deixam alunos do ensino superior endividados; na educação básica, não há teto para mensalidades; na América Latina e Caribe, núcleos familiares podem ser responsáveis por mais de 80% dos custos com educação.
Unesco destaca potencial dos lençóis freáticos para resolver crise da água
Em relatório lançado para marcar o Dia Mundial da Água, agência prevê alta anual de 1% no uso da água pelas próximas três décadas; recurso natural responsável por 99% da água doce da Terra é geralmente desvalorizado.
Estado em Mianmar próximo do colapso, afirma Bachelet
Mianmar está cada vez mais em risco de colapso devido ao estado da sua economia, educação, saúde e sistemas de proteção social. O alerta foi feito esta segunda-feira pela alta comissária da ONU para os Direitos Humanos.
Em uma atualização apresentada na 49ª sessão do Conselho de Direitos Humanos, em Genebra, Michelle Bachelet destacou que os direitos humanos do povo de Mianmar estão em profunda crise 13 meses após o golpe militar de 1º de fevereiro de 2021.
Consequências
Em relação ao sistema sanitário, Bachelet enfatizou o que chamou “consequências arrasadoras” para a resposta à Covid-19 em Mianmar.
Ela destacou que os avanços de desenvolvimento registrados no país foram prejudicados pelo conflito e pelo abuso de poder dos militares.
A chefe de direitos humanos da ONU disse haver centenas de grupos localizados de resistência armada que se formaram e geram “violência generalizada em muitas áreas anteriormente estáveis.” O resultado é a piora da crise humanitária e a economia à beira do colapso.
Mais de 14,4 milhões de pessoas precisam de ajuda humanitária. Cálculos de agências do setor indicam que a escassez alimentar aumentará de forma acentuada nos próximos meses.
O Programa da ONU para o Desenvolvimento, Pnud, prevê que o efeito de pandemia e do golpe empurrem quase metade da população birmanesa à pobreza em 2022.
Protestos pacíficos
Bachelet citou fontes confiáveis indicando ter havido mais de 1,6 mil mortes, muitas das quais de pessoas envolvidas em protestos pacíficos. Após o golpe, mais de 500 mil pessoas foram forçadas a deixar suas casas.
Os registros apontam para pelo menos 15 mil birmaneses que fugiram do país. Outros 340 mil cidadãos se tornaram deslocados internos, juntando-se aos mais de 1 milhão de refugiados rohingyas.
Bachelet descreveu como terrível a situação desta minoria que segundo ela é “perseguida por décadas” e sem “uma solução à vista”.
Para os rohingyas, em Mianmar falta liberdade de movimento e acesso a serviços. A alta comissária lamenta a “falta de soluções duradouras para os deslocados internos e condições que favoreçam a retornos seguros, sustentáveis, dignos e voluntários ao estado de Rakhine”.
Militares
No total, mais de 400 ataques foram realizados pelas forças de segurança do governo em áreas povoadas. Os atos “destruíram milhares de casas e outros edifícios, incluindo igrejas e lojas de alimentos”.
Michelle Bachelet mencionou estatísticas da Organização Mundial da Saúde, OMS, dando conta de pelo menos 286 ataques a instalações e profissionais do setor desde fevereiro de 2021.
Ela acrescentou que a tentativa dos militares de “esmagar toda a oposição” se intensificou com o aumento de ataques a civis.
Bachelet defende que seja seguida uma via política para restaurar a democracia e o governo civil, que, no entanto, “este diálogo não pode e não deve substituir a necessidade urgente de responsabilizar os autores por graves violações dos direitos humanos.
A alta comissária apela à comunidade internacional para agir urgência para acabar com a violência e responder às necessidades humanitárias em Mianmar.
No Sudão do Sul, mulheres são “sistematicamente usadas como espólios de guerra”
Comissão de direitos humanos quer medidas mais urgentes e visíveis contra abusos e violações; uma delas é política de “tolerância zero” que seja imediata e pública; peritos apelam aos homens que deixem de considerar corpo feminino um “território a ser possuído, controlado e explorado”.
Mundo caminha para “catástrofe climática”, afirma chefe da ONU
Em evento promovido pela revista The Economist, António Guterres disse ser “loucura” a corrida por substituir combustíveis da Rússia por outras fontes fósseis; países do G20 devem liderar ações e impulsionar financiamento climático; compromissos atuais fariam aumentar em 14% as emissões globais.
Chefe da ONU afirma ser o momento para uma gestão de florestas “tangível e crível”
Mensagem de António Guterres marca o Dia Internacional das Florestas em 21 de março; 1,6 bilhão de pessoas no mundo dependem diretamente das florestas para obter comida, abrigo, medicamentos e renda.
Guterres: guerra na Ucrânia pode ter grandes implicações para o clima
O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, alertou que as consequências da guerra na Ucrânia não só poderão derrubar os mercados mundiais de alimentos e de energia, mas também poderá ter grandes implicações para a agenda climática.
Na sua intervenção na Cimeira da Economia Sustentável, Guterres começou por referir que que os países em desenvolvimento estão a ser atingidos por uma inflação recorde, aumento das taxas de juros e da dívida, lembrando que “À medida que as principais economias procuram uma estratégia para substituir os combustíveis fósseis russos, as medidas de curto prazo podem criar dependência de combustível fóssil de longo prazo” o que poderá impossibilitar conseguir limitar o aquecimento global a 1,5 grau.
O secretário-geral expressou a sua preocupação com o facto de os países estarem tão preocupados com a falha de fornecimento de combustíveis fósseis que negligenciem ou acabem com as políticas para reduzir o uso destes combustíveis.
Uma realidade que para o líder da ONU “é uma loucura” porque para Guterres “como os eventos atuais deixam muito claro, a nossa dependência contínua de combustíveis fósseis coloca a economia global e a segurança energética à mercê de choques e crises geopolíticas”.
Meta de 1,5 grau
Guterres disse que o mundo precisa de afinar o seu paradigma energético e sublinhou que o cronograma para reduzir as emissões em 45 por cento é extremamente apertado. Em vez de pisar no travão para a descarbonização da economia global, o secretário-geral expressou é hora de pisar o acelerador em direção a um futuro de energias renováveis.
Guterres enfatizou a necessidade urgente de acelerar a eliminação do carvão e de todos os combustíveis fósseis, lembrando que o único caminho para garantir segurança energética é implementar uma transição energética rápida, justa e sustentável. Por isso, apelou a todos os países a fortalecerem os seus planos climáticos nacionais até que estejam alinhados com a meta de 1,5 grau; a acelerarem a descarbonização de grandes setores, como transporte marítimo, aviação, siderurgia e cimento, protegendo os mais vulneráveis.
Mensagem sobre o Dia Internacional das Florestas
O SECRETÁRIO-GERAL DIA INTERNACIONAL DAS FLORESTAS
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MENSAGEM NO DIA INTERNACIONAL DAS FLORESTAS
21 de março de 2022
Florestas saudáveis são fundamentais para as pessoas e para o planeta. Atuam como filtros naturais, dão-nos ar e água limpos e são abrigo de uma vasta diversidade biológica. Ajudam a regular o nosso clima, influenciando os padrões das chuvas, arrefecendo as áreas urbanas e absorvendo um terço das emissões de gases com efeito de estufa. Proporcionam a muitas comunidades e povos indígenas meios de subsistência, medicamentos, sustento e refúgio.
Os esforços para travar a desflorestação têm sido evidentes e, em algumas regiões, a desflorestação está mesmo a abrandar. No entanto, todos os anos continuamos a degradar e a destruir cerca de 10 milhões de hectares de floresta. É essencial que o mundo implemente a recente Declaração dos Líderes de Glasgow sobre Florestas e Uso dos Solos e outros instrumentos concebidos para proteger as nossas florestas.
Está na altura de vermos ações tangíveis e credíveis no terreno. Isto implica acabar com os padrões insustentáveis de consumo e produção que põem em perigo as nossas florestas, bem como dar apoio à gestão sustentável das florestas aos países e aos povos que dela necessitam.
Neste Dia Internacional das Florestas, voltemos a comprometer-nos com florestas sãs para uma vida mais saudável.