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No Afeganistão, chefe da Agência da ONU para Refugiados alerta para grave crise no país

Durante quatro dias, Filippo Grandi conversou com pessoas que não têm o que comer e com mulheres preocupadas com o bem-estar das crianças; ele destaca que as necessidades continuam sendo enormes.  

ONU angaria 1,3 mil milhões de dólares para ajudar o Iémen

Crise no Iémen

36 doadores comprometeram-se a doar 1,3 mil milhões de dólares para a crise humanitária no Iémen.

Apesar da generosidade da comunidade internacional, este valor fica aquém dos  2,9 mil milhões de dólares que são necessários atualmente, numa altura em que o número de pessoas que necessitam de ajuda humanitária subiu para perto de 24 milhões.

Este compromisso financeiro aconteceu num evento de alto nível coorganizado pelas Nações Unidas e pelos governos da Suécia e da Suíça.

O Iémen continua a ser uma das maiores crises humanitárias do mundo, com cerca de 24 milhões de pessoas a precisar de assistência, incluindo 13 milhões de crianças.

O Iémen vive uma guerra civil há sete anos.

A viver uma situação de conflito há sete anos e com a economia colapsada, o Iémen é hoje um país devastado.

A guerra civil eclodiu em 2014, obrigando milhões de pessoas a fugir. Dezenas de milhares de civis, incluindo pelo menos 10.000 crianças, foram mortos ou feridos e milhões foram empurrados para a pobreza, a fome e o desespero.

Durante a conferência, o presidente da Confederação Suíça, Ignazio Cassis, destacou que, embora a atenção de todos esteja voltada para a guerra na Ucrânia, “não devemos esquecer outras crises no mundo. Mais de ¾ da população iemenita precisa de ajuda humanitária, mas devido à falta de financiamento, o Programa Alimentar Mundial (PAM) e outras organizações humanitárias tiveram que reduzir a assistência alimentar, levando ao agravamento da fome.

No ano passado, vários países forneceram ajuda ao país, mas a crise está longe de terminar. O secretário-geral da ONU, António Guterres lembrou que este compromisso financeiro “é uma tábua de salvação essencial para o povo do Iémen” e que no ano passado a comunidade internacional doou mais de 2,3 mil milhões de dólares para o Plano de Resposta Humanitária do Iémen, o que permitiu apoiar 12 milhões de pessoas.

De acordo com a ONU, este ano, serão então necessários cerca de 4,3 mil milhões de dólares para água, saneamento, higiene para 7 milhões de pessoas, saúde para 13 milhões de pessoas e educação para mais de 5 milhões de pessoas.

OMC celebra avanço na isenção de patentes da vacina contra Covid-19

Estados Unidos, União Europeia, Índia e África do Sul esboçaram um acordo inicial sobre o assunto; detalhes estão pendentes; decisão precisa de consenso entre os 164 membros da Organização Mundial do Comércio.

OIM alerta para risco de tráfico humano para pessoas que deixam a Ucrânia

Exploração sexual e abusos também preocupam Organização Internacional para Migrações; estudos iniciais indicam potencial para os traficantes se aproveitarem da situação nas fronteiras com o país.  

CSW abre portas para sociedade civil e debate violência contra mulheres na política

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, esteve nesta quarta-feira em um evento com representantes da sociedade civil para debater igualdade de gênero. O encontro faz parte da 66ª Sessão da Comissão da ONU sobre o Estatuto da Mulher, CSW.

Ao lado da diretora executiva da ONU Mulheres, Sima Bahous, o chefe da ONU lembrou o tema da reunião deste ano e destacou que a tripla crise global com mudança climática, poluição e perda de biodiversidade representa “uma enorme ameaça ao progresso dos direitos das mulheres e da igualdade de gênero”.

Presidente da Assembleia Geral, Abdulla Shahid, discursa em evento sobre mulheres

UN News/Paulina Kubiak Greer

Presidente da Assembleia Geral, Abdulla Shahid, discursa em evento sobre mulheres

Sociedade

Na abertura do evento, Guterres reforçou a importância de envolver as mulheres nas decisões, tanto as relacionadas ao clima como em outras. Ele ainda afirmou que estava aberto a responder às questões das organizações civis, mas que, acima de tudo, gostaria de ouvir ideias e preocupações.

Destacando os pontos descritos em seu relatório Agenda Comum, ele apresentou cinco iniciativas que afirma serem fundamentais para fomentar a igualdade de gênero. Primeiro, Guterres destaca que todas as leis que discriminam com base no gênero devem ser revogadas.

O chefe da ONU adiciona que também é necessário alcançar a participação igualitária das mulheres em todos os setores e em todos os níveis de tomada de decisão, investir na inclusão econômica das mulheres e abordar o trabalho de cuidado não remunerado.

Por fim, ele pede que as vozes e a liderança das mulheres jovens sejam impulsionadas, afirmando que cada país deve ter um plano para acabar com todas as formas de violência contra mulheres e meninas.
Violência contra mulheres na política

Na terça-feira, o Presidente da Assembleia Geral liderou um evento da CSW para debater a violência sofrida por mulheres em cargos políticos.

Abdulla Shahid afirmou que como ex-parlamentar, a violência contra as mulheres na política é um “assunto próximo ao seu coração”. Ele qualificou de “falha moral e ética da nossa sociedade” por ainda existirem tantos casos pelo mundo.

O evento reuniu vice-presidentes, ministros de governo e altos funcionários de mais de 20 Estados-membros da ONU, sendo que alguns falaram por experiência própria sobre as barreiras para concorrer a cargos como mulher candidata. 

A ministra Damares Alves participa da 63ª Sessão da Comissão sobre o Estatuto da Mulher, CSW63, na sede da ONU em Nova Iorque.

Reprodução

A ministra Damares Alves participa da 63ª Sessão da Comissão sobre o Estatuto da Mulher, CSW63, na sede da ONU em Nova Iorque.

Entre os países de língua portuguesa, a Ministra de Direitos Humanos do Brasil, Damares Alves, afirmou que a violência de gênero na política impacta a qualidade da democracia. Para ela, isso é um problema global que reflete uma questão histórica de violência contra as mulheres. 

A ministra brasileira citou uma lei, recentemente criada, para prevenir, reprimir e combater a violência política contra mulheres candidatas ou em cargos públicos.

Violação dos direitos humanos

A vice-secretária-geral das Nações Unidas, Amina Mohammed, disse que a violência contra as mulheres na política é uma violação dos direitos humanos que visa minar a governança. Para ela, o objetivo é silenciar as mulheres e privá-las de participar.

A chefe da ONU Mulheres, Sami Bahous, disse que “a violência silencia as mulheres, as torna invisíveis e as coloca fora do espaço público”. Isso, por sua vez, impede diretamente o progresso da Agenda de Desenvolvimento Sustentável, que visa tirar as pessoas da pobreza e criar um mundo mais igualitário e sustentável.

As mulheres hoje ocupam 26,1% dos assentos parlamentares em todo o mundo, em comparação com 13,1% em 2000, segundo a União Interparlamentar. A proporção de mulheres oradoras parlamentares também aumentou de 8,3% em 2005 para 24,7% em 2021.

Para Abdulla Shahid, à medida que a participação das mulheres na política aumentou, também aumentou a violência contra elas. Os dados mostram que é resultado de mais mulheres se manifestando, mas também como por medidas insuficientes para lidar com o problema.
 

Corte Internacional de Justiça decide que Rússia deve suspender imediatamente operações na Ucrânia

Veredito apresentado esta quarta-feira também pede afastamento de unidades militares e decide ainda que organizações e pessoas associadas à Rússia não tomem mais nenhum passo para manter operações militares em território ucraniano; juízes em Haia votaram a favor de medidas urgentes para que disputa não seja agravada.

Pobreza deve afetar 90% da população na Ucrânia, afirma Pnud

Estudo do Programa da ONU para o Desenvolvimento trabalha com uma hipótese de guerra prolongada, que reverterá 18 anos de progressos econômicos e sociais; agência destaca que assistência humanitária precisa ser imediata.  

ONU debate igualdade de género num contexto de alterações políticas, económicas e climáticas   

O principal organismo intergovernamental mundial dedicado em exclusivo à promoção da igualdade de género e ao empoderamento feminino, a Comissão sobre o Estatuto da Mulher, reúne-se em Nova Iorque com representantes dos Estados-membros, organizações da sociedade civil e entidades da ONU. 

 

Criada a 21 de Junho de 1946, esta Comissão reúne-se todos anos. Cada edição tem uma temática particular, atribuída perante um sistema multianual de trabalho. Em 2022 debate-se a melhor forma de alcançar a igualdade de género e o empoderamento de todas as mulheres e meninas no contexto das alterações climáticas, das políticas públicas e da redução de riscos de desastres. Em discussão está ainda o empoderamento económico das mulheres no mundo do trabalho. 

Na sessão de abertura, o secretário-geral da ONU, António Guterres, lembrou que “há cada vez mais evidências de que o casamento e a exploração de crianças estão ligados à crise climática e quando ocorrem catástrofes climáticas, como tem vindo a acontecer de forma crescente, a ciência mostra que as mulheres e as crianças têm até 14 vezes mais probabilidades de morrer do que os homens.”  

António Guterres lembrou o Acordo de Paris como “um mecanismo fundamental para a promoção dos direitos das mulheres.” Foto ONU/ Eskinder Debebe

Num contexto onde as mulheres sofrem mais e têm menos formas de se adaptarem quando os recursos naturais locais, incluindo alimentos e água, estão sob ameaça, António Guterres lembrou o Acordo de Paris como um mecanismo fundamental para a promoção dos direitos das mulheres. “Abordar a perda de biodiversidade, a degradação da terra e a poluição são vitais para criar vidas dignas para todos num planeta saudável. Mas não chegaremos lá sem a plena e igual participação e liderança das mulheres”, defendeu. 

No que à participação das mulheres na política diz respeito, sabe-se, de acordo com dados da União Interparlamentar, que as mulheres ocupam hoje 26,1% dos assentos parlamentares a nível mundial, em comparação com 13,1% em 2000, um crescimento de 13%. A percentagem de mulheres que intervêm nos parlamentos também aumentou de 8,3% em 2005 para 24,7% em 2021. 

A ministra de Estado e da Presidência de Portugal, Mariana Vieira da Silva, também presente neste evento, destacou a importância de ativar esforços em ações contra a desigualdade, dando o exemplo do mercado de trabalho no contexto da pandemia COVID-19. Segundo a ministra, “os trabalhos mais precários, com menos direitos, foram muito afetados”, e as primeiras pessoas a ficarem sem trabalho são maioritariamente mulheres. “Esse combate deve ser uma prioridade pós-pandemia, porque a pandemia mostrou que essa falta de direitos se transforma numa intensa desigualdade para as mulheres”. 

As sessões de debate deste encontro acontecem ao longo de duas semanas e pretendem dar forma a padrões globais sobre a igualdade de género e o empoderamento das mulheres. 

Iêmen precisa de US$ 4,27 bilhões para conter “situação catastrófica”

Mais de 23 milhões de pessoas enfrentam fome, doenças e outras ameaças; número é 13% maior em relação a 2021; falta de financiamento fez agências reduzirem porções de alimentos e encerrar serviços básicos; apenas metade da população vulnerável tem acesso à ajuda humanitária. Até o momento, foram levantados cerca de US$ 1,3 bilhão 

Corte Internacional de Justiça anuncia parecer sobre Rússia esta quarta-feira

Ucrânia pediu ao órgão judiciário das Nações Unidas para investigar alegações de genocídio que teriam sido cometidas no país; presidente do tribunal fará leitura da decisão em Haia; representantes da Ucrânia pediram fim das agressões, enquanto Rússia decidiu não participar da sessão da semana passada. 

ONU celebra paridade de gêneros em cargos de liderança

O secretário-geral da ONU anunciou nesta terça-feira que a meta de paridade de gênero nos altos cargos da organização foi atingida dois anos antes do previsto.

António Guterres destacou que com os avanços atuais, o objetivo também deve ser alcançado nos demais cargos do secretariado das Nações Unidas no segundo trimestre de 2027, antes do prazo inicial, previsto para 2028.

Guterres mencionou que perspectivas e experiência do pessoal feminino enriquecem as ações no campo

UN Photo/Eskinder Debebe

Guterres mencionou que perspectivas e experiência do pessoal feminino enriquecem as ações no campo

Meta inicial 

No entanto, as funcionárias civis ainda são 32% das operações de paz, comparadas aos 68% dos homens.

Falando em evento paralelo da 66ª Sessão da Comissão sobre o Estatuto da Mulher, CSW, António Guterres argumentou que apesar de sua estratégia para alcançar a equidade de gênero estar funcionando, esse desempenho foi lento e pouco regular em diferentes complexos da ONU.

Em cinco anos, a proporção de mulheres nas categorias profissionais e acima aumentou para mais de 42%, dos anteriores 37%. O aumento anual tem sido constante.

Em missões de paz, o total do pessoal civil de sexo feminino teve uma ligeira melhora em relação aos 28% de 2017. 

Experiências 

Sobre o trabalho no campo, Guterres disse que em alguns locais mulheres são somente 25% de trabalhadores internacionais, uma realidade que a organização pretende mudar. 

Ele mencionou que as perspectivas e a experiência do pessoal feminino enriquecem as ações no campo.

Para ressaltar que é preciso “aumentar e impulsionar esforços para incentivar e atrair mais mulheres para os postos no terreno”, o chefe da ONU destacou que deve haver uma cultura de trabalho e condições de vida favoráveis a todo o pessoal nas missões.

Vontade política

Guterres destacou que esforços para aumentar a presença feminina nas missões de feitos nos últimos anos e o resultado foi a paridade em nível de líderes de operações de paz e adjuntos em 2021.

O secretário-geral explicou que a estratégia lançada em 2018 para a equidade no pessoal uniformizado também está dando resultados. Até o ano passado, as mulheres oficiais e peritas aumentaram de 8% a 20%, e a polícia feminina de 20 a 30%.

António Guterres aponta haver um legado de políticas e preconceitos institucionais que impedem a participação igualitária das mulheres e só pode ser desfeito com ações concretas, recursos dedicados e vontade política.

Fome e vulnerabilidade agravam situação humanitária no Iêmen 

Conselho de Segurança abordou situação humanitária necessitando de mais de US$ 4 bilhões; enviado especial falou de  aumento de bombardeios em áreas civis e reuniões para o fim do conflito; agências de auxílio  apresentam dificuldades para alcançar algumas regiões do país.

Uma criança vira refugiada a cada segundo na Ucrânia, afirma Unicef

Desde que o conflito começou, em 24 de fevereiro, 1,5 milhão de menores de idade fugiram do país; agência da ONU destaca que essas crianças correm risco de se separarem de suas famílias ou de serem vítimas de tráfico e violência sexual.  

“Esta guerra não terá vencedores, apenas vencidos”

@UN Photo/Mark Garten

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, alarmou esta segunda-feira sobre o estado da crise na Ucrânia, indicando que o país “está a ser dizimado perante os nossos olhos” e que esta crise poderá culminar numa crise alimentar mundial e piorar as já pobres condições nos países em desenvolvimento.  

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, alarmou esta segunda-feira sobre o estado da crise na Ucrânia, indicando que o país “está a ser dizimado perante os nossos olhos” e que esta crise poderá culminar numa crise alimentar mundial e piorar as já pobres condições nos países em desenvolvimento.  

Milhões de ucranianos estão sem água, sem medicamentos e sem alimentos, e, infelizmente, se nada for feito a situação só ira piorar. De acordo com os dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), já houve ataques a 24 infraestruturas de saúde e centenas de milhares de pessoas encontram-se sem água e sem eletricidade.  

Para continuar com a assistência humanitária no terreno, o secretário-geral anunciou ontem a injeção de mais 40 milhões de dólares oriundos do Fundo Central da ONU de Resposta a Emergências para apoiar os mais vulneráveis. Atualmente, mais de 600,000 ucranianos já receberam algum tipo de apoio, mas com os 1.9 milhões ucranianos deslocados internamente e os mais de 2.8 milhões de refugiados este apoio adicional será essencial para fornecer “alimentos, água, medicamentos e outras ajudas críticas para salvar vidas no país”.  

@UNICEF / Oleksandr Ratushniak.

Adicionalmente, António Guterres salientou a importância de assegurar o bem-estar dos ucranianos refugiados, que são maioritariamente mulheres e crianças. Um milhão dos refugiados são crianças, e muitas destas crianças estão sozinhas, sem o apoio e a proteção das suas famílias. Estas crianças e mulheres vulneráveis podem ser alvos de tráfico humano pois como o secretário-geral indica “para os predadores e os traficantes, a guerra não é uma tragédia. É uma oportunidade.” 

“Cascata de crises” 

O secretário-geral da ONU acentuou que para além da guerra na Ucrânia, o mundo enfrenta uma “cascata de crises” mundiais como a pandemia covid-19 e a crise climática. Este conflito militar só ira exacerbar as crises atuais e trazer com ela novas crises como uma potencial crise alimentar, constatou o secretário-geral.  

Antes do início do conflito na Ucrânia muitos países já estavam a confrontar taxas de “inflação recorde, taxas de juros crescentes” e aumentos substanciais na dívida pública. Estas questões financeiras e particularmente a inflação levou um aumento nos preços dos alimentos e agora, como indica o secretário-geral, o “celeiro” do mundo está a ser bombardeado e estima-se que o preço dos alimentos vá subir mais 8 a 22 por cento.  

A Ucrânia fornece mais de metade do trigo do Programa Alimentar Mundial, órgão das Nações Unidas do qual muitos países em desenvolvimento dependem fortemente para alimentar os seus cidadãos. Com o conflito na Ucrânia e a consequente quebra na produção agrícola o preço mundial do grão já excedeu os valores do grão “no início da Primavera Árabe e nos motins alimentares de 2007-2008″ e o índice do preço alimentar mundial da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) chegou a um nível recorde. 45 países africanos incluindo o Egito, o Burkina Faso e a Somália dependem da Rússia e da Ucrânia para o fornecimento de alimentos ilustrando que muitos países, por mais longe da Europa que se encontram, vão sofrer com a guerra russo-ucraniana. O secretário-geral, tendo isto em consideração, alertou que os Estados-membros têm “de fazer o máximo possível para evitar … um colapso do sistema alimentar mundial” e estabeleceu um novo “Grupo das Nações Unidas de Resposta à Crise Mundial Alimentar, Energética e Financeira” sob a tutela da subsecretária-geral, Amina Mohammed. 

@WFP/Deborah Nguyen

Adicionalmente, o secretário-geral das Nações Unidas declarou que “esta guerra demonstra como a dependência mundial nos combustíveis fósseis coloca a segurança energética, a ação climática e toda a economia global à mercê da geopolítica” e lamenta o facto desta guerra interferir “nos recursos e na atenção dados a outros zonas problemáticas que precisam desesperadamente de ajuda” tal como o Sahel e o Iémen, áreas onde o conflito violento é forte e o efeito das alterações climáticas evidente. Guterres apelou então “aos líderes a resistirem a tentação de aumentar as suas despesas de defesa em detrimento dos apoios ao desenvolvimento e ação climática”. 

@IAEA / Dana Sacchetti. O reator nuclear em Chernobyl que se encontra com a unidade 4 danificada.

Por fim, o secretário-geral demostrou o seu receio sobre a “possibilidade de conflito nuclear” dizendo que este é um “desenvolvimento arrepiante” e “outrora impensável,” mas que agora voltou “ao reino das possibilidades.” Como apelo final, Guterres afirmou que “a segurança das instalações nucleares tem de ser preservada” e que “está na hora de parar com os horrores exercidos sobre o povo ucraniano e retomar o caminho da diplomacia e da paz.”

Unesco ressalta papel dos matemáticos na solução dos desafios contemporâneos

Estudo da agência da ONU mostra que esses profissionais são essenciais no combate à Covid-19, na prevenção dos impactos das catástrofes climáticas e na luta contra a pobreza; porém, podem não haver matemáticos suficientes para um mundo tão complexo.