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90% da população da Síria está vivendo na pobreza

Relatório da Comissão de Inquérito da ONU mostra que níveis de sofrimento atingiram novo patamar com escalada da violência, colapso da economia e desastre humanitário; conflito começou há 11 anos e crise na Ucrânia criará impactos para a segurança alimentar.  

Mais de 47 mil pessoas morreram em rotas migratórias durante oito anos

Rede de Migração das Nações Unidas pede compromissos concretos e empenho de países para salvar vidas ameaçadas; grupo apresenta expetativas a dois meses do primeiro Fórum Internacional de Revisão de Migração. 

ONU adota estrutura para medir impacto do feminicídio

Comissão de Estatística afirma que definição de conceitos ajuda a melhorar prevenção e medidas contra o crime; 47 mil mulheres e meninas foram mortas pelos parceiros ou familiares em 2020; estrutura deve ampliar banco de dados e contribuir com medidas locais e regionais.

ONU quer investigação imediata de ataque que matou boinas azuis no Mali 

O Conselho de Segurança pediu investigação imediata ao ataque fatal com um dispositivo explosivo improvisado lançado na segunda-feira contra um comboio da Missão da ONU no Mali, Minusma.  

Dois soldados de paz do Egito morreram e outros quatro malianos ficaram feridos no incidente ocorrido na área central de Mopti. 

Justiça  

Em comunicado, os 15 Estados-membros do órgão apelam ao governo de transição do Mali que leve os responsáveis ​​à justiça.  

O comunicado sublinha que ataques contra as forças de manutenção da paz podem ser considerados crimes de guerra segundo o direito internacional.  

Presença internacional na que é considerada a mais perigosa missão de paz do mundo enfrenta ameaças diariamente

ONU/Marco Dormino

Presença internacional na que é considerada a mais perigosa missão de paz do mundo enfrenta ameaças diariamente

O Conselho ressalta que o envolvimento no planejamento, na direção, no patrocínio ou na condução desses atos contra as forças de paz da Minusma é uma base para imposição de sanções de acordo com as resoluções do órgão. 

O pronunciamento ressalta ainda que o terrorismo em todas as suas formas e manifestações é uma das mais sérias ameaças à paz e segurança internacionais. 

Logística  

A operação de paz informou que as forças foram atacadas quando o comboio seguia com apoio logístico para a cidade de Timbuktu, no norte. 

Campo da Minusma em Timbuktu após ataque em 2017.

Foto ONU/Sylvain Liechti

Campo da Minusma em Timbuktu após ataque em 2017.

O representante especial da ONU no Mali, El-Ghassim Wane, condenou o ato com veemência destacando que o combate aos insurgentes acontece na última década naquela região. 

O também chefe da Minusma enfatizou que o tipo de ataque “é mais um lembrete da necessidade urgente de esforços ainda mais sustentados para estabilizar o centro do Mali”. 

Ele acrescentou que a presença internacional na que é considerada a mais perigosa missão de paz do mundo enfrenta diariamente o tipo de ameaça “à medida que se esforça para promover a paz no Mali”.  

A organização estima que mais de 250 soldados de paz já perderam a vida desde 2013 no país da África Ocidental. 

Com apoio da ONU, Timor-Leste vacinou 71% da população contra a Covid-19

Porta-voz do secretário-geral anuncia que meio milhão de doses chegaram ao país asiático por meio do mecanismo Covax; organização continua apoiando autoridades para prevenir novas infecções de várias formas, incluindo com campanhas escolares. 

A ONU e a guerra na Ucrânia

O que precisa de saber sobre a resposta das Nações Unidas ao conflito na Ucrânia
Todos os links úteis

(atualizado a 8 de março de 2022)

 

Agressão contra a Ucrânia

A Rússia lançou uma ofensiva militar na Ucrânia na noite de 23 para 24 de fevereiro de 2022. A ONU considera este ataque uma violação da integridade territorial e da soberania da Ucrânia. Uma ofensiva que contraria os princípios da Carta das Nações Unidas.

A Assembleia Geral das Nações Unidas adotou na quarta-feira, 2 de março, uma resolução condenando a “agressão” cometida pela Rússia contra a Ucrânia (141 votos a favor, 5 contra e 35 abstenções).

O procurador do Tribunal Penal Internacional abriu uma investigação por crimes de guerra e crimes contra a humanidade.

O Conselho de Direitos Humanos da ONU decidiu na sexta-feira, 5 de março, estabelecer urgentemente uma comissão internacional independente de inquérito após a agressão da Rússia contra a Ucrânia. Este órgão da ONU adotou ainda uma resolução a 5 de março pedindo a retirada “imediata e verificável” das tropas russas e dos grupos armados apoiados pela Rússia de toda a Ucrânia.

O Tribunal Internacional de Justiça ouviu a 7 de março os argumentos da Ucrânia, que considerou que a Rússia havia violado a Convenção sobre a Prevenção e Punição do Crime de Genocídio. A Ucrânia pediu ao tribunal várias medidas provisórias, em particular a “suspensão imediata” das operações militares iniciadas a 24 de fevereiro de 2022, com o objetivo declarado de prevenir e a repressão de um suposto genocídio nas regiões ucranianas de Donetsk e Luhansk.

Prioridade para a proteção de civis

A ONU está a dar prioridade à proteção de civis e intensificará as suas operações humanitárias na Ucrânia e nos países vizinhos. As Nações Unidas precisam de acesso seguro e desimpedido a todas as áreas afetadas pela ofensiva militar da Rússia. Há uma necessidade urgente de estabelecer uma passagem segura para os produtos médicos e os profissionais de saúde que salvam vidas.

Durante uma nova reunião de emergência do Conselho de Segurança, na segunda-feira, 7 de março, sobre a situação na Ucrânia, o subsecretário-geral para Assuntos Humanitários pediu aos beligerantes que poupassem os civis.

De acordo com o  Alto Comissariado para os Direitos Humanos,  foram registadas 1.207 vítimas civis, incluindo 406 mortos. O número real pode ser significativamente maior à medida que as vítimas relatadas são confirmadas. Dezenas de milhões de pessoas estão em “perigo potencial com risco de vida”.

As Nações Unidas e seus parceiros humanitários lançaram a 1 de março apelos de emergência coordenados por um total de 1,7 mil milhões de dólares para fornecer assistência humanitária urgente a pessoas na Ucrânia e aos refugiados em países vizinhos.

Os doadores responderam positivamente prometendo 1,5 mil milhões de dólares para ajudar milhões de pessoas na Ucrânia, mas também refugiados em países vizinhos.
O secretário-geral das Nações Unidas nomeou a 25 de fevereiro Amin Awad do Sudão como secretário-geral adjunto para o cargo de Coordenador das Nações Unidas para a Crise na Ucrânia.

Uma jovem num abrigo antiaéreo no porão da sua escola em Donetsk, Ucrânia. (arquivo © UNICEF/Ashley Gilbertson

 

Maior crise de refugiados na Europa do século

Mais de 1,735 milhões de pessoas fugiram da Ucrânia para os países vizinhos desde o início da invasão russa.

O limiar de dois milhões de refugiados será ultrapassado “hoje ou amanhã”, disse Filippo Grandi, chefe do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), na terça-feira, 8 de março.

O ACNUR disponibilizou uma plataforma de informação online para refugiados e aqueles que desejam ajudá-los com conselhos e contactos para cada um dos países de acolhimento.

Foi também criado um portal de dados do ACNUR sobre a situação dos refugiados na Ucrânia.

O ACNUR saudou na sexta-feira, 4 de março, a “decisão sem precedentes” da União Europeia de oferecer proteção temporária aos refugiados que fogem da Ucrânia.

A UNICEF está também a reforçar os seus esforços para ajudar as centenas de milhares de crianças que, em ambos os lados da linha de contacto, sofrem diariamente as consequências do conflito armado.

O Programa Alimentar Mundial (PAM) está a ampliar as suas operações para alcançar até 3,1 milhões de civis através de transferências de dinheiro e da distribuição de alimentos em espécie, se necessário. Os funcionários do PMA em Kiev dizem que os produtos alimentares estão a esgotar-se, com as prateleiras dos supermercados quase vazias.

A agência planeia fornecer assistência na forma de distribuição de alimentos em espécie, dinheiro e vales-alimentação utilizáveis ​​em lojas selecionadas. A operação de assistência alimentar também deve abranger inicialmente a Roménia e a Polónia e, posteriormente, a Moldávia e a Eslováquia, guiada pelos princípios humanitários de neutralidade, imparcialidade, humanidade e independência.

Instalações nucleares
As centrais nucleares nunca devem ser alvo de operações militares. As operações militares em torno de instalações nucleares e outras infraestruturas civis críticas são inaceitáveis, altamente irresponsáveis ​​e contrárias ao direito internacional humanitário.

A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) está a monitorizar de perto os desenvolvimentos. É essencial que as capacidades das equipas operacionais sejam mantidas, que as cadeias de fornecimento de serviços, equipamentos e componentes permaneçam abertas e que o pessoal de todas as instalações nucleares possa trabalhar e descansar. “As operações militares em torno de instalações nucleares e outras infraestruturas civis críticas não são apenas inaceitáveis, mas também altamente irresponsáveis”, afirmou Rosemary DiCarlo, chefe de Assuntos Políticos da ONU, perante os quinze membros do Conselho. de Segurança.

Segurança alimentar
De acordo com o Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola, a guerra na Ucrânia estáa por em risco o abastecimento mundial de grãos e a segurança alimentar.

Saber mais:

Como ajudar os ucranianos?
A nossa ficha técnica sobre a Ucrânia, em inglês, atualizada regularmente.
Artigos sobre a Ucrânia | Informações da ONU.
Comunicados de imprensa | ONU

Mensagem do secretário-geral no Dia Internacional da Mulher 2022

Todos os anos, no dia 8 de março, celebramos as mulheres, e este ano não é exceção.

Na sua declaração do Dia Internacional da Mulher #DIM2022, o secretário-geral da ONU, António Guterres, sublinha o valor das mulheres na ciência, na inovação e no ambiente realçando que precisamos de mais mulheres ministras do ambiente, líderes empresarias, presidentes e primeiras-ministras.

Mas ao ritmo em que estamos, estima-se que a igualdade de género nos cargos mais elevados demorará 130 anos. Como o secretário-geral afirma, “chegou a hora”.

A hora de garantir educação para todas a mulheres, de investir nas suas condições de trabalho e de acabar a violência de género.

#DIM2022 #DiaInternacionaldaMulher

Igualdade de gênero: tema urgente para um futuro sustentável, afirmam especialistas

Dia Internacional da Mulher é celebrado neste 8 de março; ONU Mulheres destaca igualdade de gênero para um futuro sustentável; especialistas falam à ONU News sobre a necessidade urgente da paridade entre homens e mulheres nos espaços públicos.

ONU marca Dia Internacional da Mulher com destaque para liderança feminina

Em mensagem para data, António Guterres afirma que participação das mulheres em cargos de liderança e tomada de decisão é urgente; ele destacou a importância da atuação delas na pandemia, já que são 70% dos profissionais de saúde; sem esforços adicionais, paridade de gênero levará 130 anos.

Uma recuperação feminista sustentável

Secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, divulga artigo de opinião sobre o Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março

Corte Internacional de Justiça inicia audiências públicas sobre Ucrânia x Rússia

Em Haia, representante do governo ucraniano pede medidas de emergência para acabar com agressões russas; juristas internacionais destacam que ofensiva viola a Convenção de 1948 sobre o Genocídio.  

ONU quer proteção para crianças fugindo desacompanhadas do conflito na Ucrânia

O Fundo das Nações Unidas para a Infância e a Agência da ONU para Refugiados fizeram um alerta conjunto para o risco de crianças cruzando as fronteiras da Ucrânia sem a companhia dos pais ou parentes.

Um menino de sete anos de Chernivtsi, Ucrânia, cruzou a fronteira romena acompanhado por sua avó

© UNICEF/Ioana Moldovan

Um menino de sete anos de Chernivtsi, Ucrânia, cruzou a fronteira romena acompanhado por sua avó

Ofensiva

O comunicado foi escrito a quatro mãos pela diretora-executiva do Unicef, Catherine Russell, e pelo chefe do Acnur, Fillipo Grandi.

Segundo eles, um dos maiores riscos enfrentados por crianças que viajam sozinhas nessas condições é o de tráfico humano. Os menores também ficam expostos à violência e a explorações além de outros abusos.

Mais de 500 mil crianças já fugiram para os países vizinhos para escapar da violência na Ucrânia desde o início da ofensiva da Rússia em 24 de fevereiro.

No domingo, Filippo Grandi confirmou que o número total de refugiados ultrapassava 1,5 milhão.
Muitas crianças desacompanhadas estão sendo colocadas em orfanatos na Polônia.

Em 6 de março de 2022, mulher descansa com seus filhos depois de viajar de Ovruch, na Ucrânia, para Medyka, na Polônia

© Unicef/John Stanmeyer VII Photo

Em 6 de março de 2022, mulher descansa com seus filhos depois de viajar de Ovruch, na Ucrânia, para Medyka, na Polônia

Adoção não é permitida

O Unicef e o Acnur pedem a todos os países que assegurem o registro imediato e identificação de cada menor desacompanhado que chegue a seus territórios.

As crianças devem ainda ser protegidas e ter o nome de seus tutores registrados após a entrada. Todos os passos que facilitarão a reunião desses menores com seus pais quando chegar a hora.

O comunicado das agências da ONU ressalta que não pode haver casos de adoção dessas crianças em nenhuma circunstância durante ou logo depois da crise de emergência. Todas as ações devem ser tomadas para que os menores possam voltar para as famílias.

Em 5 de março de 2022, no oeste da Ucrânia, crianças e famílias chegam à fronteira para atravessar para a Polônia

© Unicef/Viktor Moskaliuk

Em 5 de março de 2022, no oeste da Ucrânia, crianças e famílias chegam à fronteira para atravessar para a Polônia

Crianças com deficiência

Quase 100 mil crianças, a metade delas com algum tipo de deficiência, vivem em internatos e instituições de cuidados na Ucrânia.

Muitas têm pais vivos ou adultos que detêm a guarda legal delas. O Unicef e o Acnur pedem que os responsáveis pelos menores garantam a evacuação e os movimentos devem ser reportados às autoridades na Ucrânia e nos países de abrigo. O ideal nesses casos é que as crianças levem seus documentos de identidade.
 

Ucrânia: os civis sentem o peso do conflito

A intensificação das hostilidades na Ucrânia está a ameaçar a vida e o bem-estar de dezenas de milhares de famílias.
Ajude-nos a garantir-lhes a assistência humanitária que necessitam para sobreviver.

As Nações Unidas e os parceiros humanitários estão comprometidos em permanecer e a fornecer assistência e proteção ao povo da Ucrânia.

Faça a sua doação clicando na imagem abaixo. (conteúdo em inglês)
Donativo para Ucrânia

Como posso ajudar os ucranianos? 

A Europa vive uma impressionante manifestação de solidariedade para com os ucranianos. 

As Nações Unidas, em colaboração com os seus parceiros, estão a coordenar uma grande operação de assistência humanitária às vítimas do conflito. 

Veja como pode ajudar. 

Informações úteis para os deslocados e refugiados  

O Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (ACNUR) criou uma plataforma online de informações para refugiados e aqueles que desejam ajudá-los com conselhos e contactos para cada um dos países de acolhimento. Até ao momento, mais de um milhão e meio de pessoas já deixaram a Ucrânia. 

Voluntariado 

A Organização de Voluntários das Nações Unidas (UNV) oferece várias opções para ajudar as populações ucranianas. Consulte estes links: 

Resposta UNV na Ucrânia 

Resposta de emergência da UNV para os parceiros da ONU 

Bolsa de voluntários para apoiar emergência no leste da Europa 

Foto: © UNICEF/Ioana Moldovan

Ajuda de emergência 

Pode fazer a sua doação ao Fundo Humanitário para a Ucrânia para ajudar as Nações Unidas e os seus parceiros humanitários que operam naquele país. Esta é uma das maneiras mais rápidas e eficazes de apoiar diretamente a assistência humanitária no local.

Também pode contribuir para os esforços humanitários apoiando as seguintes agências da ONU: 

Refugiados/ deslocados  

HCR O Alto Comissariado das NAções Unidas para os Refugiados já está no terreno e intensificou as suas operações na Ucrânia e nos países vizinhos para socorrer as populações obrigadas a fugir. O seu apoio pode ajudar a abrigar e proteger civis deslocados. 

OIM A Organização Internacional para as Migrações, presente na Ucrânia desde 1996, está a prestar assistência às pessoas que fogem do país, deslocados internos, migrantes e cidadãos de países terceiros. A Organização está pronta para responder às necessidades humanitárias emergentes no país e na região 

Crianças 

UNICEF O Fundo das Nações Unidas para as Crianças (UNICEF) está a intensificar os seus esforços para aliviar o sofrimento extremo entre as crianças e atender às suas necessidades mais urgentes. 

Assitência alimentar  

PMA | O Programa Alimentar Mundial lançou uma operação de emergência para fornecer assistência alimentar a pessoas que fogem do conflito, tanto na Ucrânia e como nos países vizinhos. 

Mulheres e crianças  

FNUAP | O Fundo de População das Nações Unidas promove a igualdade de género, a saúde reprodutiva e o empoderamento das jovens. 

Saúde 

OMS | A sua contribuição para a Organização Mundial da Saúde irá diretamente para a prestação de cuidados de saúde urgentes às pessoas afetadas por esta crise na Ucrânia e aos refugiados dos países vizinhos. 

Vice-chefe da ONU destaca desenvolvimento sustentável em visita à Costa Rica

Fórum dos Países da América Latina e do Caribe revisa avanços dos objetivos da Agenda 2030; Amina Mohammed também participa de agenda especial para celebração do Dia Internacional da Mulher.