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Quase 2,4 bilhões de mulheres no mundo não têm mesmos direitos econômicos que homens

Estudo do Banco Mundial faz alerta e diz que apesar da pandemia, 23 países, incluindo Angola, melhoraram as leis para avançar a inclusão econômica das mulheres no ano passado.

Controle russo de usina na Ucrânia contraria pilares da segurança nuclear

A Ucrânia informou à Agência Internacional de Energia Atômica, Aiea, que a usina nuclear de Zaporizhzhya está agora sob controle do comandante das forças russas, após o bombardeio do local na semana passada.

O diretor-geral da Aiea, Rafael Mariano Grossi, recebeu a notícia, neste domingo, e disse que o desdobramento é “extremamente preocupante” e contraria os pilares da segurança nuclear previstos pela agência.

Telefone e e-mail

Zaporizhzhya, considerada a maior usina nuclear da Europa, foi tomada por forças militares da Rússia, após a ofensiva à Ucrânia, que começou em 24 de fevereiro.

Apesar de os funcionários ucranianos permanecerem na instalação, qualquer operação deve ser autorizada pelo comandante da Rússia. O local tem seis reatores.

Em 2 de março, Mariano Grossi realizou com o Conselho Diretor da Aiea uma reunião de emergência para tratar do conflito na Ucrânia e as consequências para o programa nuclear do país. No encontro, ele apresentou sete pilares indispensáveis à segurança atômica e às salvaguardas.
Sem e-mails, telefone e fax

O pilar 3, por exemplo, determina que os funcionários da usina devem ter o direito de exercer seus deveres livre de pressões.

Segundo o governo da Ucrânia, as forças russas desligaram alguns sistemas de telefonia móvel e de internet para que informação confiável do sítio não fosse obtida por meio de canais normais de comunicação. Neste domingo, as linhas de telefone, e-mails e fax não estavam mais funcionando.

Algumas ligações por telefone celular ainda eram possíveis, mas com qualidade muito ruim. Para Rafael Mariano Grossi, é preciso haver comunicação segura com os reguladores e outros.
O diretor-geral da Aiea lembrou que a situação entre o regulador e a usina é fundamental principalmente no meio de um conflito que pode colocar em risco as instalações nucleares.

Seis reatores

Mariano Rossi acredita que não há sinais, até o momento, de vazamento de radiatividade, e que os níveis permanecem normais.

Na sexta-feira, ele ofereceu à Rússia e à Ucrânia viajar até Chernobil para discutir a situação da segurança nuclear das usinas.

No momento, a usina tem mais de 200 técnicos e guardas, mas desde 23 de fevereiro deste ano, os empregados não conseguiram sair do local.

A Agência da ONU informou que na cidade portuária de Mariupol, também houve uma perda de comunicação desde a ofensiva russa e não se sabe ao certo se houve vazamento radiativo no local.

Insegurança alimentar e passagem segura de civis

Em nota separada, em Nova Iorque, o secretário-geral da ONU, António Guterres, divulgou que manteve uma conversa ao telefone com o ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Dmytro Kuleba, e prometeu aumentar ações para ajuda humanitária dentro e fora da Ucrânia.

Ambos discutiram ainda condições para uma evacuação segura de ucranianos e estrangeiros das zonas de combate.

Já o chefe da Agência da ONU para Refugiados, Filippo Grandi, disse que o número de pessoas que cruzaram as fronteiras da Ucrânia para fugir da violência chegou a 1,5 milhão em apenas 10 dias.

O Programa Mundial de Alimentos, PMA, postou vídeos na internet mostrando o movimento de caminhões para entrega de alimentos e indicando que o conflito terá consequências para a segurança alimentar dentro e fora da Ucrânia.

Segundo o PMA, juntas Ucrânia e Rússia fornecem mais de 30% do trigo consumido no mundo e pelo menos 80% do óleo de girassol. Somente no Líbano, metade do trigo usado no país vem da Ucrânia.

Ucrânia: chefe do PMA afirma ser “trágico” ver fome surgir em país europeu

O Programa Mundial de Alimentos, PMA, alerta: as famílias na Ucrânia que estão nas zonas atingidas pelo conflito já estão tendo dificuldades para encontrar comida. A agência prevê que essa crise poderá ter consequências além das fronteiras.

O chefe do PMA está na Polônia e lembrou que o mundo já está enfrentando um nível sem precedentes de fome. David Beasley declarou “ser trágico ver a fome bater à porta de um país da Europa”.

Distribuição de assistência

Na capital da Ucrânia, Kiev, já há relatos de escassez severa de comida e de água, enquanto em Kharkiv as equipes do PMA estão montando operações de ajuda. Esses pontos de entrega de assistência alimentar também estão sendo criados em países fronteiriços, como a Polônia.

O PMA afirma estar “numa corrida contra o tempo para posicionar alimentos em áreas de conflito”. Na Ucrânia, a meta é encontrar parceiros para ajudar na distribuição da assistência, enquanto nos países vizinhos, as equipes estão identificando vendedores locais para conseguir comprar mais estoques.

A agência lembra que juntos, Rússia e Ucrânia são responsáveis por 29% do mercado global de comércio de trigo. Uma interrupção forte na produção e nas exportações poderá colocar o preço dos alimentos na maior alta de 10 anos.

O chefe do PMA, David Beasley, teme que mais pessoas no mundo todo fiquem famintas em um cenário como este.

Comboio de 12 caminhões do PMA, com suprimentos de comida para alimentar mais de 7 mil pessoas durante um mês, chegou a Luhansk, no leste da Ucrânia, pela primeira vez desde a suspensão das atividades humanitárias há quatro meses

PMA/Logistics Cluster

Comboio de 12 caminhões do PMA, com suprimentos de comida para alimentar mais de 7 mil pessoas durante um mês, chegou a Luhansk, no leste da Ucrânia, pela primeira vez desde a suspensão das atividades humanitárias há quatro meses

Em Kigali, vice-chefe da ONU destaca prioridades para o desenvolvimento sustentável

Acabar com a fase aguda da pandemia de Covid-19 e construir resiliência contra um próximo surto continuam entre as principais prioridades para o alcance do desenvolvimento sustentável. Quem afirma é a vice-secretária-geral da ONU, Amina J. Mohammed, que participou do Fórum Regional da África na quinta-feira. 

Na capital de Ruanda, Kigali, Mohammed lembrou ser essencial conseguir vacinar “70% da população mundial até julho deste ano”. A vice-chefe da ONU falou ainda sobre a importância de haver sistemas de saúde mais resilientes e fortes e defendeu mais investimentos no setor de cuidados primários, além da ampliação na produção de vacinas, diagnósticos e tratamentos.  

Adaptação climática  

Amina Mohammed também esteve em Nairobi, acompanhando um projeto de reflorestamento.

Foto: © UNEP/Artan Jama

Amina Mohammed também esteve em Nairobi, acompanhando um projeto de reflorestamento.

No Fórum da África para o Desenvolvimento Sustentável, Mohammed pediu ainda mais investimentos “para a proteção de pessoas e de ecossistemas na linha de frente da crise climática”. Neste sentido, ela fez um apelo aos países desenvolvidos, para que cumpram com as promessas feitas na COP26, em Glasgow, e dobrem o financiamento à adptação climática para pelo menos US$ 40 bilhões até 2025.  

Outra prioridade destacada por Amina Mohammed é conseguir “transições justas nos setores de energia, de alimentos e da conectividade digital”. Ela explicou que a transição energética justa é o único caminho para a África ter fontes de energia limpas e acessíveis, protegendo ao mesmo tempo, meios de subsistência.  

Outras prioridades para o alcance das metas de desenvolvimento sustentável são: investimentos no setor de educação e acelerar a transformação para que existe igualdade de gênero em várias frentes, com o fim de leis discriminatórias e facilitando a inclusão das mulheres nos processos de decisão. 

O fórum ocorrido em Kigali foi organizado pela Comissão Econômica da ONU para a África, Uneca, focando em uma “África verde, inclusiva e resiliente para o cumprimento das Agendas 2030 e 2063”.  

Conselho de Segurança volta a se reunir sobre Ucrânia após ataque à usina nuclear do país

Reino Unido convocou sessão de emergência, horas após o ataque à instalação em Zaporizhzhia, considerada a maior usina nuclear da Europa, que passou ao controle de forças russas; chefe da Agência Internacional de Energia Atômica, Aiea, também falou na reunião.

Conselho de Direitos Humanos cria comissão de inquérito sobre ofensiva à Ucrânia

Relatores irão investigar todas as alegações de violações dos direitos humanos no contexto da agressão da Federação Russa à Ucrânia; decisão foi precedida por minuto de silêncio; resolução recebeu 32 votos a favor, 2 contra e 13 abstenções.

Quase 500 mil crianças fugiram com suas famílias do conflito na Ucrânia

Dados são do Unicef, que teme mortes de menores com a escalada dos confrontos; Acnur saúda União Europeia por decidir fornecer proteção imediata aos refugiados do país; Ocha espera que acordo para corredor humanitário garanta dignidade para os civis. 

Na Europa, quase 60% dos adultos estão acima do peso ou obesos

Levantamento da Organização Mundial da Saúde no continente mostra ainda que uma entre três crianças, em idade escolar, sofre do problema; Dia Mundial da Obesidade é marcado neste 4 de março, com alerta sobre risco para doenças crônicas, incluindo câncer e diabetes. 

Conflito na Ucrânia deve limitar abastecimento de alimentos e aumentar fome

Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola, Fida, explica que a crise no país pode causar aumento de preços e escalada da fome; região é responsável por 12% das exportações de calorias alimentares globais e 40% da produção ucraniana abastece países com graves problemas de fome.

Banco Mundial e FMI avaliam impacto do conflito na Ucrânia sobre refugiados e países

Em comunicado conjunto, chefes de ambas as instituições, David Malpass e Kristalina Georgieva, anunciaram planos para abrir uma linha de crédito no total de US$ 5,2 bilhões para os próximos meses; em nota separada, relatora denuncia incidentes de xenofobia na fronteira.

Ataque da Rússia abriu “capítulo perigoso na história mundial”, afirma Bachelet

Alta comissária da ONU falou ao Conselho de Direitos Humanos em sessão de emergência; pelo menos 249 civis foram mortos em uma semana de ofensiva russa; mais de 1 milhão de ucranianos fugiram para nações vizinhas e 1 milhão estão deslocados na Ucrânia. 

OMS recomenda molnupiravir para tratar casos menos severos de Covid-19

A Organização Mundial da Saúde, OMS, está recomendando o antiviral molnupiravir para o tratamento de casos não severos de Covid-19, especialmente em pacientes com maiores riscos de serem hospitalizados. 

Este é o primeiro medicamento por via oral que está sendo incluído nas orientações oficiais da agência da ONU sobre a resposta ao coronavírus. A agência alerta para o fato de ser um remédio novo e por isso, existem ainda poucos dados sobre sua segurança.  

Não indicado para crianças e grávidas  

Enfermeira examina mulher grávida em Shrawasti, na Índia

Unicef/UN0281069/Vishwanathan

Enfermeira examina mulher grávida em Shrawasti, na Índia

A OMS recomenda que os pacientes que utilizem o medicamento sejam monitorados para reduzir potenciais riscos. O molnupiravir deve ser oferecido apenas às pessoas que não foram vacinadas contra a Covid-19, pessoas idosas, pacientes com imunodeficiência ou com doenças crônicas.  

A agência deixa claro que o medicamento não deve ser receitado para crianças, grávidas ou mulheres que estão amamentando. As pessoas que tomarem molnupiravir devem receber um plano contraceptivo.  

A OMS recomenda quatro comprimidos, num total de 800 mg, duas vezes ao dia durante cinco dias. O ideal é começar o tratamento até cinco dias depois dos primeiros sintomas para prevenir riscos de internação em hospital.  

Até o dia 2 de março, a OMS havia contabilizado mais de 437 milhões de casos de Covid-19 no mundo e quase 6 milhões de mortes.  

175 países aprovam resolução histórica para eliminar poluição do plástico 

@UNEP

175 países votaram a favor de uma resolução histórica que pretende acabar com a poluição do plástico. A votação aconteceu durante a Assembleia das Nações Unidas do Meio Ambiente, organizada pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), em Nairobi, no Quénia. 

A resolução, baseada em três projetos iniciais de resolução da autoria de várias nações, estabelece a criação de um Comité Intergovernamental de Negociação (INC), que começará os seus trabalhos em 2022, com a ambição de concluir um projeto de acordo internacional juridicamente vinculativo até ao final de 2024.  

Este Comité irá apresentar um instrumento juridicamente vinculativo, que reflita diversas alternativas para abordar o ciclo de vida completo dos plásticos, o design de produtos e materiais reutilizáveis e recicláveis e a necessidade de uma colaboração internacional reforçada para facilitar o acesso à tecnologia, capacitação e cooperação científica e técnica. 

O PNUMA convocará um fórum até ao final de 2022, aberto a todas as partes interessadas, em conjunto com a primeira sessão do INC, para partilhar conhecimento e melhores práticas em diferentes partes do mundo. A ideia é facilitar o debate e garantir que todas as partes interessadas sejam informadas pela ciência, relatando o progresso ao longo dos próximos dois anos. Finalmente, após a conclusão do trabalho do INC, o PNUMA convocará uma conferência diplomática para propor aos Estados-membros um documento final para ratificação. 

A diretora-executiva do PNUMA, Inger Andersen, considera que esta resolução “marca um triunfo do planeta sobre os plásticos descartáveis” considerando também que “este é o acordo multilateral ambiental mais significativo desde o acordo de Paris.” Andersen constata ainda que este documento “é uma apólice de seguro para esta geração e para as futuras, para que possam viver com o plástico e não serem condenados por ele.” 

A produção de plástico aumentou de 2 milhões de toneladas em 1950 para 348 milhões de toneladas em 2017, tornando-se uma indústria global avaliada em 522,6 mil milhões de dólares e deverá duplicar a sua capacidade até 2040.  

Cerca de 11 milhões de toneladas de resíduos plásticos fluem anualmente para os oceanos, uma realidade que segundo o PNUMA pode triplicar até 2040. @Cyril Villemain/UNEP

A exposição a plásticos pode prejudicar a saúde humana, afetando potencialmente a fertilidade, a atividade hormonal, metabólica e neurológica, e a queima aberta de plásticos contribui para a poluição do ar. 

Mais de 800 espécies marinhas e costeiras são afetadas por esta poluição através da ingestão, enredamento e outros perigos. 

Cerca de 11 milhões de toneladas de resíduos plásticos fluem anualmente para os oceanos, uma realidade que segundo o PNUMA pode triplicar até 2040. 

As Nações Unidas estimam que uma mudança significativa ara uma economia circular poderá reduzir o volume de plásticos que entram nos oceanos em mais de 80% até 2040; reduzir a produção de plástico virgem em 55%; poupar 70 mil milhões de dólares aos governos até 2040; reduzir as emissões de gases de efeito estufa em 25%; e criar 700.000 empregos adicionais. 

A resolução histórica, intitulada “Acabar com a Poluição Plástica: Rumo a um instrumento juridicamente vinculante internacionalmente” foi adotada durante a Assembleia das Nações Unidas para o Meio Ambiente que contou com a presença de mais de 3.400 participantes presenciais e 1.500 online de 175 Estados-membros da ONU, incluindo 79 ministros e 17 funcionários de alto nível. 

Dia Mundial da Vida Selvagem celebra Década de Restauração do Ecossistema

Em mensagem, secretário-geral da ONU diz que danificar o mundo natural é ameaçar a própria existência; ações para proteção de espécies devem estar alinhadas com recuperação de ecossistemas inteiros; mundo destruiu quase metade desses recursos naturais.

Assembleia do Meio Ambiente aprova acordo para acabar com poluição plástica até 2024

Documento foi firmado por chefes de Estado, ministros do Meio Ambiente e representantes de 175 nações; diretora-executiva do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente afirma que resolução é a mais importante desde o Acordo de Paris sobre Mudança Climática; vice-líder da ONU, Amina Mohammed, pede ação imediata.