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Novo coronavírus infectou mais de 1 milhão de pessoas no mundo

O número total de casos confirmados de covid-19 já passou 1 milhão no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde, OMS. A atualização apresentada esta sexta-feira aponta para mais de 53 mil mortes em 206 países em territórios.

O diretor-geral da agência, Tedros Ghebreyesus, disse que a curto prazo, os países podem aliviar o fardo de suas populações por meio de programas de assistência social para garantir que as pessoas tenham comida e outros itens essenciais da vida.

Cooperação

Ghebreyesus reiterou que para algumas nações, o alívio da dívida é essencial para permitir cuidar das populações e evitar o colapso econômico. Ele disse que essa é uma área de cooperação entre a OMS, o Fundo Monetário Internacional, FMI, e o Banco Mundial.

Na sessão, a diretora-geral do FMI, Kristalina Gueorguieva, revelou que a crise da covid-19 não tem precedentes e que a economia global esta em recessão pior que a crise financeira global de 2008. Cerca de 90 países já pediram fundos de emergência da instituição, algo que também nunca ocorreu antes.

No evento, Tedros Ghebreyesus disse que a melhor maneira de os países acabarem com as atuais restrições e aliviarem seus efeitos econômicos é atacar o coronavírus. 

Ele lembrou as medidas já recomendadas como identificar, testar, isolar e tratar todos os casos, além de se rastrear todas as pessoas que tiveram contato com infectados.

Restrições

O chefe da OMS destacou que se os países se apressarem em suspender as restrições, o coronavírus poderá ressurgir e o impacto econômico poderá ser mais grave e prolongado.

O diretor-geral da OMS disse que o financiamento da resposta à saúde é um investimento essencial, não apenas para salvar vidas, mas para a recuperação social e econômica a longo prazo.

Ele fez três recomendações aos países. A primeira é garantir que as principais medidas de saúde pública sejam totalmente financiadas, incluindo procura de casos, testes, rastreamento de contatos, coleta de dados e campanhas de comunicação e informação.

A segunda recomendação é que países e parceiros reforcem as bases dos sistemas de saúde, garantindo que os trabalhadores do setor recebam seus salários e que as unidades de saúde tenham fundos para comprar suprimentos médicos essenciais.

O terceiro, e último, apelo é que todos os países removam as barreiras financeiras aos cuidados, como permitir o acesso daqueles que não podem pagar. Caso contrário, “o controle da pandemia será mais difícil e o risco será maior para a sociedade”.

Pólio

O chefe da OMS apontou que o combate à pólio tem sido afetado pela resposta à covid-19. Para reduzir o risco de ressurgimento da doença, a OMS apoia os países na manutenção da imunização para esta e outras doenças evitáveis por vacinas.

Ghebreyesus pediu ainda um aumento de serviços para conter violência doméstica. Ele defende que esta questão deve ser tratada como essencial durante ações de combate à pandemia, porque exitem relatos de agravemento deste tipo de violência, sendo as mulheres em relações abusivas as que estão em maior risco.
 

Guterres renova pedido de cessar-fogo global alertando que “o pior ainda está por vir”  

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, fez esta sexta-feira um balanço dos resultados do pedido de cessar-fogo global feito há 10 dias. O chefe da ONU apelou ao mundo que se concentre no combate à pandemia de covid-19.

Guterres informou que “um número substancial de partes em conflito expressou aceitação”, mas disse que “existe uma enorme distância entre declarações e ações, entre traduzir palavras para paz no terreno e na vida das pessoas.”

Resultados

António Guterres disse que o apelo “está ressoando em todo o mundo” e já foi endossado por cerca de 70 Estados-membros, além de parceiros regionais, atores não estatais, redes e organizações da sociedade civil e todos os Mensageiros da Paz da ONU.

Líderes religiosos, incluindo o papa Francisco, também mostraram apoio, bem como os cidadãos de todo o mundo. Uma carta de apoio online, na rede Avaaz já foi assinada por mais de um milhão de pessoas.

Apesar desse apoio, o secretário-geral destacou “enormes dificuldades de implementação”. Segundo ele, “quaisquer ganhos iniciais são frágeis e facilmente reversíveis.”

Em todos os conflitos, os representantes e enviados especiais do secretário-geral   e os coordenadores residentes estão se envolvendo para ajudar a negociar uma pausa nos combates.  

Exemplos

O relatório inclui detalhes sobre a situação em países como Camarões, República Centro-Africana, Colômbia, Mianmar, Filipinas, Sudão do Sul, Sudão e Ucrânia. Na declaração, o secretário-geral destacou a situação no Iêmen, na Líbia, na Síria e no Afeganistão. 

No Iêmen, o conflito piorou. Nesse momento, o enviado especial está preparando uma discussão entre todas as partes. 

Na Síria, onde já aconteceram as primeiras mortes causadas pelo coronavírus, continua em vigor a trégua em Idlib, negociada pela Turquia e pela Rússia. Mas o secretário-geral diz que “é essencial um cessar-fogo permanente em todo o país para permitir uma expansão no acesso humanitário.”

Na Líbia, Guterres disse que o apelo de cessar-fogo foi recebido com satisfação, mas os conflitos aumentaram drasticamente em todas as linhas de frente. Por fim, no Afeganistão, foi anunciado um grupo de 21 membros, que inclui cinco mulheres, para negociações diretas com o Talibã.

Veja a mensagem do secretário-geral, em inglês:

Esforço

Em todas estas circunstâncias extremamente difíceis, António Guterres pediu que “os países com influência façam todo o possível para que o cessar-fogo se torne realidade.”

O secretário-geral disse “há uma chance de paz, mas está longe e a necessidade é urgente.” Segundo ele, “a tempestade covid-19 está chegando a todos esses teatros de conflito.”

O chefe da ONU lembrou que o vírus mostrou que pode atravessar fronteiras, arrasar países e destruir vidas com rapidez, mas avisou que “o pior está por vir.”

Guterres renova apelo a cessar-fogo mundial

O secretário-geral da ONU, António Guterres, apelou esta sexta-feira aos “atores armados” de todo o mundo que baixem as armas para que as pessoas que vivem em contexto de conflito possam melhor lidar com o sofrimento causado pelo Covid-19 e melhor preparar para o que ainda está para vir.

Durante a renovação do seu apelo a um cessar-fogo mundial, Guterres afirmou estar encorajado pelos primeiros “sinais positivos” na resposta ao Covid-19, que para o líder da ONU é o maior teste que as Nações Unidas enfrentam desde que foram fundadas há quase 75 anos.

“Neste momento crítico, reitero o meu apelo a todos os agentes armados em todo o mundo que baixem as armas. Juntos, devemos trabalhar para contruir sociedades mais pacificas, resilientes e prósperas”, sublinhou António Guterres.

O líder da ONU sublinhou ainda que parando as guerras “é possível criar condições para fornecer ajuda que salva vidas.”

O secretário-geral afirmou ainda que o vírus pode agravar o risco de tensões políticas e de violência. “A severidade da crise que vivemos evidencia a tragédia e a loucura do sofrimento causado pelo conflito armado”, enfatizou. Guterres também evidenciou que este apelo renovado é “uma chamada às partes em conflito que acabem com a praga da guerra e lutem contra este vírus que está a devastar o nosso mundo.”

70 países já apoiaram este apelo do secretário-geral da ONU e outros 10 aceitaram o desafio para o vir a fazer.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), até à data, cerca de um milhão de pessoas testaram positivo para o Covid-19 e perto de 50 mil pessoas morreram.

O secretário-geral considera que parando os confrontos, os países e as pessoas estarão mais preparadas para combater o vírus e para construir os alicerces de uma paz duradoura.

“Neste momento de crise, é essencial e urgente que desenvolvamos passos positivos, mesmo que as medidas sejam apenas tentativas e os ganhos frágeis”, lê-se no apelo do secretário-geral, onde também pede “boa vontade dos antigos adversários” para acabar com impasses.

O líder da ONU forneceu detalhes sobre vários países onde foram tomadas medidas para acabar com os combates, às vezes em lugares onde os conflitos duram há anos, e pediu aos países, aos grupos armados, à sociedade civil e a outros a intensificarem os seus esforços para depor as armas e trabalhar pela paz. “Precisamos de fazer tudo o que for possível para encontrar a paz e a unidade de que o nosso mundo precisa desesperadamente para combater o Covid-19”, concluiu.

Pode ver a conferência de imprensa na íntegra aqui.

Unidos na luta contra uma pandemia sem precedentes

António Guterres é secretário-geral das Nações Unidas

Artigo de opinião publicado pelo The Guardian e em exclusivo pelo Público em Portugal

Só em conjunto o mundo poderá enfrentar a pandemia Covid-19 e as suas consequências devastadoras. Numa reunião virtual de emergência, realizada na última quinta-feira, os líderes do G20 deram os primeiros passos na direção certa. Mas estamos ainda longe de conseguir uma resposta global, coordenada e articulada capaz de ir ao encontro da magnitude sem precedentes daquilo que enfrentamos. Longe de conseguir achatar a curva da infeção, estamos ainda muito aquém. Inicialmente a doença demorou 67 dias a infetar 100 mil pessoas; em breve 100 mil pessoas, e até mais, serão infetadas diariamente. Sem uma ação concertada e corajosa, o número de novos casos escalará certamente até aos milhões, levando os sistemas de saúde à rutura, as economias a uma queda abrupta e as pessoas ao desespero, com os mais pobres a serem os mais atingidos.

Devemos preparar-nos para o pior e fazer tudo para o evitar. E, para que isso aconteça, deixo um apelo à ação, dividida em três fases e baseada na ciência, na solidariedade e nas políticas de bom senso.

Em primeiro lugar, suprimir a transmissão do coronavírus. Tal requer uma testagem agressiva e precoce com identificação de contactos, complementada com quarentenas, tratamentos e medidas que acautelem a segurança das equipas de resposta de primeira linha, combinadas com a restrição de movimento e de contactos. Estes passos, apesar da perturbação que originam, devem ser mantidos até que apareçam terapêuticas e vacinas. É crucial que este esforço robusto e cooperativo seja orientado pela Organização Mundial de Saúde, membro da família das Nações Unidas; os países que agem isoladamente – fazendo-o para a sua população – não conseguirão fazê-lo para todos.

Em segundo lugar, é necessário enfrentar a devastadora dimensão social e económica da crise. O vírus espalha-se como um incêndio descontrolado e é provável que avance rapidamente para o hemisfério sul, onde os sistemas de saúde enfrentam constrangimentos, as pessoas são mais vulneráveis, e milhões vivem em bairros de lata densamente povoados ou em acampamentos de refugiados ou de deslocados. Alimentado por estas condições, o vírus poderá arrasar o mundo em desenvolvimento e reemergir mesmo em sítios onde já havia sido suprimido. No nosso mundo tão interligado, somos apenas tão fortes quanto o mais fraco sistema de saúde.

Temos, claramente, que combater o vírus para toda a humanidade, com foco nas pessoas, especialmente nos mais afetados: nas mulheres, nos idosos, nos jovens, nos trabalhadores com salários baixos, nas pequenas e médias empresas, na economia informal e nos grupos vulneráveis.

As Nações Unidas acabam de lançar um relatório que documenta como o contágio viral se transformou em contágio económico e que identifica o financiamento necessário para responder aos choques. O Fundo Monetário Internacional anunciou que entrámos numa recessão tão má, ou pior, do que a de 2009. Precisamos de uma resposta abrangente e multilateral que ascenda a uma percentagem de dois dígitos do Produto Interno Bruto global.

Os países desenvolvidos conseguem fazê-lo sem ajuda e alguns estão já, de facto, a fazê-lo. Mas devemos aumentar massivamente os recursos disponíveis do mundo desenvolvido, alargando a capacidade do FMI, nomeadamente através da emissão de Direitos de Saque Especiais (DSE), e de outras instituições financeiras internacionais, de forma a que estas possam rapidamente injetar recursos nos países que deles necessitem. Eu sei que não é fácil, tendo em conta que os países se confrontam com despesas internas cada vez maiores e de valores recorde. Mas esse gasto será em vão se não controlarmos o vírus. Operações coordenadas entre os bancos centrais podem, também, trazer liquidez às economias emergentes. O alívio das dívidas tem que ser uma prioridade, incluindo a renúncia imediata ao pagamento de juros em 2020.

Em terceiro lugar, temos de recuperar melhor. Não podemos simplesmente voltar ao que era antes do ataque do Covid-19, com sociedades desnecessariamente vulneráveis a crises. A pandemia relembrou-nos, da forma mais dura, do preço que pagamos pela fraqueza dos nossos sistemas de saúde, da nossa proteção social e dos nossos serviços públicos. Sublinhou e realçou também as desigualdades, sobretudo a desigualdade género, deixando a descoberto a forma como a economia formal se tem sustentado à custa de um trabalho de assistência invisível e não remunerado. Colocou em destaque os correntes desafios dos direitos humanos, incluindo o estigma e a violência contra as mulheres.

Agora é o tempo de redobrar os nossos esforços para construir economias e sociedades mais inclusivas e sustentáveis, que sejam mais resilientes face às pandemias, às alterações climáticas e aos outros desafios globais. A recuperação deve conduzir a uma economia diferente. O nosso plano continua a ser a Agenda para os Objetivos para o Desenvolvimento Sustentável de 2030.

O Sistema das Nações Unidas está totalmente mobilizado, apoiando a resposta dos países, colocando as nossas cadeias de abastecimento à disposição de todos e apelando a um cessar-fogo global.

Acabar com a pandemia em todo o mundo é tanto um imperativo moral como uma questão de autointeresse esclarecido. Neste momento excecional, não podemos recorrer às ferramentas habituais. Tempos extraordinários exigem medidas extraordinárias. Enfrentamos um desafio colossal que requer uma ação decisiva, coordenada e inovadora, da parte de todos e para todos.

Covid-19: OMS lembra que vírus também afeta jovens

“Não pensem que são invisíveis”, afirmou recentemente o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), aos jovens. Um alerta reforçado, esta quinta-feira, pelo diretor da OMS para a Europa, Hans Kluge. O responsável lembrou que o novo coronavírus também afeta crianças e adolescentes.

Alguns continuam a acreditar que o Covid-19 atinge apenas os idosos. “Essa ideia está errada. (….) A idade não é o único fator de risco para uma forma grave da doença”, disse Hans Kluge em conferência de imprensa.

A OMS destaca que pessoas de todas as idades podem ser infectadas com o novo coronavírus. Idosos e pessoas com historial clínico, como asma, diabetes e doenças cardíacas, parecem mais propensas a ficar gravemente doentes com o vírus, mas tal não significa que os mais jovens estejam fora de perigo.
Há casos críticos que foram observados em adolescentes e adultos jovens, muitos exigiram cuidados intensivos e alguns morreram, sendo que várias hospitalizações e mortes de pacientes jovens foram reportadas pela imprensa.
Julie, 16 anos, que morreu de Covid-19, foi sepultada em França a 30 de março. Victor, 14 anos, morava em Ovar, Portugal, morreu a 29 de março. A Bélgica anunciou a 31 de março a morte de Rachel, de 12 anos, em Ghent. Ismaël, de 13 anos, morreu na segunda-feira num hospital de Londres. Um bebé de seis semanas faleceu nos Estados Unidos.

O respeito das recomendações de saúde é necessário “em qualquer idade”, insistiu Kluge.

“Não é apenas um ato de solidariedade para com os outros, especialmente aqueles com maior probabilidade de serem seriamente afetados, mas também um ato vital para a sua própria saúde e segurança”, concluiu.

COP26 é adiada para 2021 devido à crise da covid-19

 A 26ª Conferência das Partes das Nações Unidas sobre Mudança Climática, COP26, foi adiada para data a anunciar em 2021 por causa da pandemia de coronavírus.  

Mais de 30 mil representantes do mundo deviam se reunir na sessão que estava marcada para novembro na capital escocesa, Glasgow. No encontro seria discutido o aumento das promessas de redução de emissões.  

Hospital de campanha 

De acordo com as autoridades do Reino Unido, o edifício que acolheria o evento está sendo convertido em um hospital de campanha para tratar pacientes com covid-19. 

A secretária executiva da Convenção da ONU sobre Mudança Climática, Patrícia Espinosa, e o secretário-geral, António Guterres, na COP 25., by Unfccc

Para o presidente da COP26, Alok Sharma, a decisão de redefinir as datas da reunião se deve ao desafio global sem precedentes para o qual “os países estão concentrando seus esforços, de forma correta, em salvar vidas e combater a covid-19.” 

Já a secretária executiva da Convenção-Quadro da ONU sobre Mudança Climática, Unfccc, Patrícia Espinosa, disse que essa é a “ ameaça mais urgente que a humanidade enfrenta”. A representante realçou, no entanto, que “não se pode esquecer que a mudança climática é a maior ameaça que a humanidade enfrenta a longo prazo”. 

Por causa da pandemia, também foi adiada a sessão preparatória de negociações da COP26 que estava marcada para a primeira quinzena de junho. A reunião será realizada em outubro na sede da Unfccc em Bona, Alemanha. Esse período deve ser revisto em agosto.  

Prioridade 

O secretário-geral das Nações Unidas disse apoiar a decisão tomada pelo Reino Unido e pela Unfccc quando centenas de pessoas estão doentes e muitas mortes acontecem devido à covid-19. Em nota, António Guterres destaca que a necessidade de suprimir o vírus e proteger vidas é agora a principal prioridade. 

O chefe da ONU sublinha que devem continuar os esforços para aumentar a ambição e a ação em relação à mudança climática, sobretudo enquanto os países tomam medidas para se recuperar da situação do novo coronavírus.  

O secretário-geral afirmou ainda que a “ciência do clima não mudou, as emissões estão agora em um nível recorde e os impactos estão se multiplicando e aumentarão os desafios socioeconômicos que essa crise irá intensificar.” 

Para António Guterres,  a crise reforça a importância da ciência e das evidência que guiam políticas dos governos e a tomada de decisões.  

Economia  

O chefe da ONU apontou que o campo científico deixa claro que “o comportamento humano está alterando a capacidade reguladora do sistema da terra, afetando vidas e meios de subsistência, desde a saúde à economia global.”  

Para o secretário-geral, a atual crise é também um exemplo de como os países, as sociedades e as economias vulneráveis estão diante de ameaças existenciais. 

Guterres afirmou que os países devem trabalhar para proteger a saúde das pessoas e o planeta que nunca esteve tão em risco. Ele defendeu que é preciso solidariedade e maior ambição para fazer a transição para uma economia de baixo carbono sustentável e resiliente que limite o aquecimento global a 1,5 º C. 

Unfccc

Patrícia Espinosa disse que covid-19 é a “ameaça mais urgente que a humanidade enfrenta”.

Dia Mundial do Autismo

2 de abril de 2020

Neste Dia Mundial do Autismo reconhecemos e celebramos os direitos das pessoas com autismo. Este ano, o Dia Mundial do Autismo tem lugar durante uma crise de saúde pública inédita nas nossas vidas, uma crise que expõe as pessoas com autismo ao coronavírus, e aos seus impactos na sociedade, de forma desproporcional.

As pessoas com autismo têm direito à autodeterminação, independência e autonomia, bem como o direito à educação e ao emprego em pé de igualdade com os outros. Mas o colapso dos sistemas e redes vitais de apoio resultantes do Covid-19 exacerba os obstáculos que as pessoas com autismo enfrentam no exercício destes direitos. Devemos garantir que uma interrupção prolongada causada por esta emergência não resulte no retrocesso dos direitos que as pessoas com autismo e as organizações que as representam trabalharam tanto para promover.

Os direitos humanos universais, incluindo os direitos das pessoas com deficiência, não podem ser violados no momento de uma pandemia. Os governos têm a responsabilidade de garantir que a sua resposta inclua as pessoas com autismo.

As pessoas com autismo não devem ser discriminadas na procura de atendimento médico. Devem continuar a ter acesso aos sistemas de apoio necessários para permanecerem em suas casas e nas suas comunidades em tempos de crise, em vez de se depararem com uma situação de institucionalização forçada.

Todos nós temos um papel a desempenhar para garantir que as necessidades das pessoas que são desproporcionalmente impactadas pelo Covid-19 sejam atendidas durante este período difícil. As informações sobre medidas de precaução devem ser prestadas de forma acessível. Também devemos reconhecer que as escolas que recorrem ao ensino online podem pôr em desvantagem os alunos com sistemas de aprendizagem não convencionais. O mesmo pode acontecer no local de trabalho e ao trabalhar remotamente. Mesmo nestes tempos imprevisíveis, devemos comprometer-nos em consultar as pessoas com deficiência e as organizações que as representam e garantir que as nossas formas não tradicionais de trabalhar e de aprender, bem como a nossa resposta global ao coronavírus, sejam inclusivas e acessíveis a todas as pessoas, incluindo pessoas com autismo.

Os direitos das pessoas com autismo devem ser levados em consideração na formulação de todas as respostas ao vírus COVID-19. No Dia Mundial do Autismo, vamos unir-nos, apoiar e mostrar solidariedade para com as pessoas com autismo.

Teste usando técnica nuclear vai detetar covid-19 em mais de 40 países    

A Agência Internacional de Energia Atômica, Aiea, está enviando para mais de 40 países equipamento que usa tecnologia de energia nuclear para detectar rapidamente o novo coronavírus. 

A assistência de emergência faz parte da resposta da Aiea a pedidos de apoio de cerca de 90 Estados-membros no controle de um número crescente de infecções em todo o mundo. 

Resposta

Dezenas de laboratórios na África, Ásia, Europa, América Latina e Caribe receberão máquinas e kits de diagnóstico, reagentes e materiais de laboratório para acelerar os testes. 

Também devem receber suprimentos de biossegurança, como equipamentos de proteção individual e gabinetes de laboratório para a análise segura das amostras. 

Segundo a agência, um número crescente de países procura assistência e outras entregas são esperadas nas próximas semanas.

Em nota, o diretor-geral da Aiea, Rafael Mariano Grossi, disse que a agência “está trabalhando duro para garantir que este equipamento crítico seja entregue o mais rápido possível, onde for mais necessário.” Ele afirmou que “dar essa assistência aos países é uma prioridade absoluta para a agência.”

Orçamento

A Aiea está usando seus próprios recursos para esta assistência de emergência, bem como fundos extra. Até agora, os Estados-membros anunciaram mais de € 9,5 milhões em contribuições financeiras extra, incluindo US$ 6 milhões dos Estados Unidos, CAD$ 5 milhões do Canadá e €500 mil da Holanda. 

A Austrália também deu uma contribuição importante. Além disso, a China anunciou doações de equipamentos de detecção, kits, reagentes e outros materiais médicos no valor de US$ 2 milhões e prestação de serviços especializados.

Grossi disse estar “muito grato” por essas “generosas contribuições.” Ele encorajou outros países e organizações a fazê-lo, para que a agência possa responder rapidamente às crescentes demandas. 

Técnicas

O primeiro lote de suprimentos, no valor de cerca de €4 milhões, ajudará os países a usar a técnica mais sensível para detectar o vírus atualmente disponível, conhecida como RT-PCR em tempo real. 

Nas últimas semanas, a Aiea, em colaboração com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura, FAO, também forneceu orientações sobre a detecção de coronavírus a 124 profissionais de laboratório em 46 Estados-membros.

ONU lança plano de resposta a “efeitos devastadores” do coronavírus

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, apresentou esta terça-feira um Plano de Resposta para fazer face aos “efeitos devastadores” do coronavírus.

No relatório “Responsabilidade partilhada, solidariedade global: Resposta aos impactos socioeconómicos do coronavírus”, o líder da ONU apela a que todos ajam em conjunto para mitigar os efeitos da epidemia.

O documento descreve a velocidade e a escala do surto, a severidade dos casos e as perturbações económicas e sociais que resultam do Covid-19, que até agora já ceifou 33.257 vidas, com perto de 700 mil casos confirmados em 204 países.

Para o secretário-geral da ONU “este é o maior teste que enfrentamos desde a criação da ONU”, uma situação que exige ação “coordenada, decisiva e inclusiva por parte das economias mais desenvolvidas, apoiando financeiramente e tecnicamente as pessoas e os países mais pobres e mais vulneráveis. “

O relatório lembra que o Fundo Monetário Internacional prevê uma recessão mais profunda do que a que se viveu em 2009, por isso, apela a uma resposta multilateral de larga escala e coordenada que ascenda, pelo menos, a 10% do PIB mundial.

O sistema das Nações Unidas, e a sua rede global de escritórios regionais, subregionais e nacionais que trabalham na promoção da paz, direitos humanos e desenvolvimento sustentável, irão apoiar os governos e os parceiros nesta resposta. Para tal, o secretário-geral anunciou a criação de um Fundo para a Resposta e a Recuperação do Covid-19 para apoiar os esforços dos países de baixo e médio rendimento.

O plano estabelece três prioridades: suprimir a transmissão do vírus para controlar a pandemia, salvaguardar a vida das pessoas e dos seus meios de subsistência, e aprender com esta crise para melhor decidir no futuro.

Para garantir a supressão do vírus, o relatório alerta que não há tempo a perder em construir a resposta mais robusta e cooperativa, ao nível de saúde, alguma vez vista.

Para tal, deve ser dado apoio multilateral à Organização Mundial de Saúde. Paralelamente, é necessária uma estreita colaboração científica para a investigação de uma vacina e de um tratamento eficaz.

O relatório promove ainda uma abordagem centrada nas pessoas que apela ao envolvimento das comunidades afetadas pelo vírus, ao respeito pelos direitos humanos e inclusão, e à igualdade de género e a dignidade para todos.

 

Medidas recomendadas para mitigar os efeitos do COVID-19:

1 – Medidas globais para igualar a magnitude desta crise:

  • Advogar e apoiar a implementação de um pacote de estímulos centrados nas pessoas, inovador e coordenado de pelo menos 10% ao PIB mundial.
  • Resistir à tentação de recorrer a medidas protecionistas.
  • Tomar medidas visíveis que promovam as economias dos países menos desenvolvidos.

2 – Mobilização regional: uma abordagem regional coordenada irá permitir uma análise coletiva dos impactos, coordenação de medidas monetárias, orçamentais e sociais, e partilhar melhores práticas:

  • Adoção de políticas de comércio de não agressão, preservar a conectividade e garantir uma coordenação regional ao nível de políticas monetárias e orçamentais.
  • Envolvimento com o setor financeiro privado no apoio às empresas.

3 – A solidariedade nacional é crucial para não deixarmos ninguém para trás. A pandemia está a atingir uma economia mundial fraca e frágil. O crescimento económico global em 2019 foi o mais baixo desde a crise financeira de 2008/2009. Segundo estimativas da Organização Internacional do Trabalho (OIT), o mundo poderá perder entre 5 e 25 milhões de postos de trabalho. Por isso, é necessário implementar estímulos fiscais e apoiar os mais vulneráveis:

  • Proteger os direitos humanos e promover a inclusão
  • Apoios às pequenas e médias empresas
  • Apoiar o trabalho digno
  • Apoiar a educação
  • Dar prioridade a medidas de coesão social

Estimativas socioeconómicas do COVID-19 para 2020:

  • A OIT estima a perda de entre 5 e 25 milhões de empregos e de entre 860 mil milhões de dólares e 3,4 biliões de dólares em rendimento de trabalho
  • UNCTAD prevê uma quebra de 30% a 40% nos fluxos globais de investimento direto estrangeiro
  • Organização Mundial do Turismo estima um declínio de 20% a 30% nas chegadas internacionais
  • A UNESCO estima que 1.500 milhões de estudantes fiquem fora da escola

Crianças na República Democrática do Congo sob risco de sarampo e epidemia de cólera

O sistema de saúde da República Democrática do Congo precisa de apoio urgente, enquanto luta contra as epidemias de sarampo e cólera e a ameaça crescente do novo coronavírus. 

Um relatório divulgado esta terça-feira pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, informa que os esforços para conter o surto de Ebola desviaram atenção e recursos de unidades de saúde enfraquecidas.

Funcionários de saúde em centro de tratamento do ebola em Katwa, na RD Congo, by Foto ONU/Martine Perret

Ameaças 

Desde o início de 2019, a maior epidemia de sarampo do mundo matou mais de 5,3 mil crianças com menos de cinco anos no país. Ao mesmo tempo, existem cerca de 31 mil casos de cólera.

Nas últimas semanas, os casos de covid-19 estão aumentando rapidamente, trazendo um grande desafio para um país considerado de maior risco na África.

Segundo o relatório, equipamentos, profissionais e fundos estão em falta em centros públicos de saúde. Muitas instalações ainda não têm água potável e saneamento. As taxas de imunização, que já eram baixas, caíram de forma acentuada em algumas províncias. 

Estima-se que 3,3 milhões de crianças têm necessidades vitais de saúde que não estão sendo atendidas. Cerca de 9,1 milhões de crianças, quase uma em cada cinco pessoas com menos de 18 anos, precisam de assistência humanitária.

Muitas das crianças mais vulneráveis vivem em três províncias do leste afetadas por conflitos e pelo surto de Ebola. Violência brutal de milícias, incluindo ataques a centros de saúde, obrigou quase um milhão de pessoas a abandonar suas casas apenas em 2019. 

Conclusões

Segundo o relatório, cerca de 16,5 milhões de casos de malária foram relatados em 2019, causando quase 17 mil mortes. Crianças com menos de 5 anos de idade são as mais afetadas.

Os casos de sarampo aumentaram entre 2019 e 2020, atingindo 332 mil crianças em todo o país, tornando-o o pior surto da história do país. Das mais de 6,2 mil mortes registradas, cerca de 85% eram crianças com menos de cinco anos.

A cólera é uma situação permanente, consequência das condições precárias de saneamento e da água suja da qual muitas famílias dependem para beber e lavar. A doença matou cerca de 540 pessoas, quase metade dos casos eram crianças. 

Apelo

Em nota, o representante do Unicef, Edouard Beigbeder, afirma que “fortalecer o sistema de saúde básico é absolutamente vital.” Segundo ele, “se os serviços de saúde não tiverem meios para fornecer imunização, nutrição e outros serviços essenciais, inclusive em áreas remotas, existe o risco de ver a vida e o futuro de muitas crianças congolesas destruídas por doenças evitáveis”.

No relatório, o Unicef pede ao governo que dedique mais do seu orçamento para serviços de saúde que apoiam mulheres grávidas, recém-nascidos e crianças pequenas. Também pede prioridade para o fortalecimento da imunização.

A agência da ONU também apela aos doadores internacionais, dizendo que é preciso proteger melhor as crianças contra doenças transmissíveis.

Covid-19: Migrantes terão direito a residência em Portugal até 30 de junho

O Governo de Portugal anunciou que todos os cidadãos estrangeiros com processos pendentes no Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) serão considerados residentes permanentes no Território Nacional, pelo menos, até ao dia 30 de junho.

O despacho, publicado na sexta-feira em Diário da República, “determina que a gestão dos atendimentos e agendamentos seja feita de forma a garantir inequivocamente os direitos de todos os cidadãos estrangeiros com processos pendentes no Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, no âmbito do Covid-19”.

Em vigor desde dia 19, data da declaração do estado de emergência em Portugal, a medida procura não só garantir o igual acesso de todos aos serviços públicos durante a crise de saúde causada pelo coronavírus, como “reduzir os riscos para a saúde pública associados aos atendimentos, quer ao nível dos trabalhadores do SEF, quer dos próprios utentes desses serviços públicos”.

Para Eduardo Cabrita, Ministro da Administração Interna, neste momento, a prioridade é “garantir os direitos dos mais frágeis, como é o caso dos migrantes”. Ao jornal Público, explicou que “assegurar o acesso dos cidadãos migrantes à saúde, à Segurança Social e a estabilidade no emprego e na habitação é um dever de uma sociedade solidária em tempos de crise”.

Até à data, Portugal registou 6.408 casos de infeção por Covid-19 e 140 mortes.

As estatísticas oficiais mostram que 135.000 pessoas receberam direito de residência desde o início do ano. Os brasileiros compõem a maioria desses imigrantes, seguidos por romenos, ucranianos, britânicos e chineses.

Opas explica semelhanças e diferenças entre covid-19 e gripe sazonal

A Organização Pan-Americana da Saúde, Opas, preparou um guia para esclarecer quais são as diferenças e semelhanças entre o novo coronavírus e a gripe sazonal ou influenza.

Segundo a agência, ambas causam doenças respiratórias, mas existem diferenças importantes entre os dois vírus e a forma como eles se propagam. Isso tem implicações importantes para as medidas de saúde pública que devem ser implementadas para responder a cada um dos patógenos. 

Quais são as semelhanças entre os vírus que causam a covid-19 e os que causam gripe?

O novo coronavírus e os vírus que causam gripe são semelhantes. Ambos causam doenças respiratórias, que podem ser assintomáticas ou leves, mas também podem evoluir para casos graves e morte. Além disso, ambos os vírus são transmitidos por meio de contato ou gotículas.

Como resultado, as mesmas medidas de saúde pública, como higiene das mãos e etiqueta respiratória, são ações importantes que todas as pessoas podem adotar para prevenir ambas as infecções.

Equipe médica em Hubei, China. OMS estima que 100 mil pessoas se recuperaram da doença no mundo, Lu Xiang

Qual a velocidade da transmissão do coronavírus e do vírus da gripe?

A velocidade de transmissão é uma diferença relevante entre os dois vírus. Na gripe, o tempo entre a infecção e o aparecimento dos sintomas, conhecido como período de incubação, é mais curto.

O tempo transcorrido entre casos sucessivos, designado intervalo serial, também é mais curto. Para o novo coronavírus, é estimado que seja entre cinco e seis dias. Para o vírus da gripe, é de três dias. Isso significa que a gripe pode se espalhar mais rapidamente que o covid-19.

Além disso, a transmissão nos primeiros três a cinco dias da doença ou a transmissão antes de apresentar sintomas é um dos principais fatores de transmissão da gripe.

Por outro lado, existem pessoas que podem transmitir o covid-19 entre 24 e 48 horas antes do início dos sintomas. Até o momento, no entanto, não parece ser o principal fator de transmissão.

O número de infecções secundárias geradas a partir de um indivíduo infectado é compreendido fica entre duas e duas e meia para covid-19, números superiores ao da gripe. No entanto, as estimativas dependem muito do contexto e do tempo, por isso comparações diretas são difíceis de fazer.

Como o covid-19 e a gripe afetam as crianças?

As crianças são importantes impulsores da transmissão do vírus da gripe na comunidade. Para o covid-19, os dados iniciais indicam que as crianças são menos afetadas que os adultos e que as taxas de ataque clínico na faixa etária de zero a 19 anos são baixas. Dados preliminares adicionais de estudos de transmissão domiciliar na China sugerem que as crianças são infectadas por adultos, não o contrário.

Quais são as diferenças dos sintomas do covid-19 e da gripe?

Embora os sintomas dos dois vírus sejam semelhantes, a porcentagem de pessoas com doença grave parece ser diferente. Para o novo coronavírus, os dados atuais sugerem que 80% das infecções são leves ou assintomáticas, 15% são graves e requerem oxigênio e 5% são críticas, exigindo ventilação. Essas porcentagens de infecções graves e críticas são mais altas que as da gripe.

Lavar as mãos faz parte das medidas de prevenção contra o covid-19, Unicef/Leonardo Fernandez

Quem está com maior risco?

As pessoas com maior risco de infecção grave pela gripe são crianças, mulheres grávidas, idosos e pessoas com condições médicas subjacentes e imunossuprimidas.

Já para o covid-19, a idade parece aumentar o risco de infecção grave.

A taxa de mortalidade é mais alta do que para gripe?

A mortalidade por covid-19 parece ser mais alta do que por gripe, especialmente a gripe sazonal. Embora ainda leve algum tempo para entender completamente a verdadeira mortalidade, os dados existentes sugerem que está entre 3% e 4%.

Para a gripe sazonal, a mortalidade está, geralmente, abaixo de 0,1%. No entanto, o índice de fatalidade é amplamente determinado pelo acesso e pela qualidade dos cuidados de saúde.

Que intervenções médicas estão disponíveis?

Embora existam vários ensaios clínicos em andamento na China e mais de 20 vacinas em desenvolvimento, atualmente não há remédio licenciado para o covid-19. No entanto, para a gripe, existem vários antivirais e vacinas disponíveis. Embora a vacina contra gripe não seja eficaz contra o vírus da covid-19, é altamente recomendável se vacinar todos os anos para prevenir a influenza.

Covid-19: ONU doa 250 mil máscaras de proteção à cidade de Nova Iorque

As Nações Unidas doaram 250 mil máscaras de proteção para trabalhadores de saúde dos Estados Unidos. Uma nota emitida este sábado pelo secretário-geral destaca que a atividade é realizada em colaboração com a embaixadora do país junto à organização, Kelly Craft.

As máscaras que estavam em lojas das Nações Unidas, em Nova Iorque, serão entregues aos profissionais de saúde que trabalham na cidade que abriga a sede da organização. 

Equipamento 

O chefe da ONU, António Guterres,  destaca que estes funcionários “têm trabalhado com coragem, abnegação e incansavelmente na resposta à disseminação da covid-19 pelos bairros”. A expectativa é que o equipamento tenha “algum papel em salvar vidas.

ONU/Eskinder Debebe

Nações Unidas entregando mais de 250 mil máscaras de proteção ao prefeito de Nova Iorque.

Guterres disse ainda que o apoio é dado “à grande cidade e seu povo orgulhoso” destacando que além de acolher a ONU, Nova Iorque “é uma capital internacional vibrante através da qual o mundo se comunica, debate, negocia e prospera”. 

De acordo com agências de notícias, Nova Iorque tem mais de 52 mil dos 111.680 casos da covid-19 contabilizados pelas autoridades de saúde norte-americanas. Em todo o país, mais de 1.850 pessoas teriam perdido a vida devido à doença. Esta semana, os Estados Unidos ultrapassaram a Itália e a China em termos do número total de casos notificados.

Máscaras 

O chefe da ONU disse que a organização e a Missão dos EUA nas Nações Unidas estão trabalhando com o gabinete do prefeito de Nova Iorque, Bill de Blasio, para garantir a entrega rápida das máscaras para as instalações médicas da cidade.

Em nome da comunidade das Nações Unidas e do corpo diplomático, Guterres disse esperar que “essa doação modesta faça a diferença”.

Covid-19: ONU reúne Estados-membros, 320 milhões de crianças sem merenda e preocupação com prisões

Neste Destaque ONU News, apresentado por Ana Paula Loureiro, ONU reúne Estados-membros para falar sobre os esforços das Nações Unidas; mais de 320 milhões de crianças estão sem acesso a merenda escolar; e para encerrar, chefe de Direitos Humanos preocupada com prisões e centros de detenção.

Estado de emergência em Angola devido a covid-19, corrida aos supermercados e encontro do G20

Neste Destaque ONU News, apresentado por Eleutério Guevane, António Guterres diz ao G20 que mundo não está ganhando a guerra contra o covid-19, Angola inicia estado de emergência para conter transmissões e FAO desaconselha corrida aos supermercados para fazer estoques alimentares.