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OMS disponibiliza guia para atividade física durante a quarentena

A atividade física contribui para a nossa saúde física e mental. Como muitas pessoas estão atualmente confinadas em casa por causa da pandemia do Covid-19, o Escritório Regional para a Europa da Organização Mundial de Saúde (OMS) desenvolveu um guia para o ajudar a ser fisicamente ativo durante este período.

O guia também tem em consideração alguns dos desafios físicos de trabalhar em casa, oferecendo dicas sobre como integrar a atividade física nas suas rotinas diárias.

É possível manter-se ativo, mesmo estando confinado em ambientes fechados. Agora, à medida que mais pessoas vivem, trabalham ou estudam no mesmo espaço, é ainda mais importante fazer exercício e focarmo-nos no nosso bem-estar mental.

Os exercícios que constam neste guia são fáceis de executar, não requerem equipamento especial e oferecem um ponto de partida básico e seguro para garantir que todos continuamos em movimento enquanto permanecemos em casa.

A OMS recomenda 150 minutos de atividade física de intensidade moderada ou 75 minutos de intensidade elevada por semana para adultos. Esta recomendação aplica-se às pessoas em quarentena sem sintomas ou diagnóstico de doença respiratória aguda. Não deve substituir a orientação médica caso tenha alguma patologia diagnosticada.

Consulte o guia da OMS aqui para continuar ativo e a tratar de si.

Coronavírus: ONU lança apelo global para países vulneráveis e Unaids quer garantir antirretrovirais

Neste Destaque ONU News, apresentado por Ana Paula Loureiro, ONU lança apelo global de US$ 2 bilhões para ajudar países mais vulneráveis no combate ao covid-19; Unaids atua com parceiros para assegurar acesso a antirretrovirais em meio à pandemia e para encerrar a mensagem do secretario-geral das Nacoes Unidas no Dia Internacional em Memória das Vítimas da Escravidão.

ONU lança Plano Global de 2 mil milhões de dólares para combater Covid–19

Plano vai apoiar resposta ao Covid–19 na América Latina, Ásia, África e Médio Oriente

O secretário-geral da ONU, António Guterres, anunciou esta quarta-feira, 25 de março, o lançamento de um Plano Global coordenado de resposta humanitária para combater o Covid-19 em alguns dos países mais vulneráveis do mundo, para proteger milhões de vidas e travar a propagação do vírus pelo mundo. O Plano pretende ajudar a travar a propagação do vírus na América Latina, Ásia, África e Médio Oriente.

O Covid-19 já matou mais de 16 mil pessoas em todo o mundo e há já cerca de 400 mil casos reportados. O vírus está agora a chegar a países que já viviam crises humanitárias devido a conflitos, desastres naturais e alterações climáticas.

Este Plano de Resposta será implementado por agências da ONU em colaboração com Organizações Não-Governamentais e irá fornecer equipamento laboratorial e produtos essenciais para o teste do vírus e o tratamento das pessoas, instalar pontos de lavagem de mãos em campos e assentamentos, promover campanhas de informação pública sobre como as pessoas se podem proteger a si e aos outros do vírus, estabelecer pontes aéreas em África, na Ásia e na América Latina para a circulação de trabalhadores humanitários e de bens.

Durante a apresentação virtual deste Plano, feita a partir de Nova Iorque, o secretário-geral da ONU lembrou que “o Covid-19 está a ameaçar toda a humanidade e, por isso, toda a humanidade tem de reagir. A resposta individual dos países não será suficiente.”

“Precisamos de ajudar os mais vulneráveis, milhões e milhões de pessoas que são menos capazes de se proteger. Esta é uma questão básica de solidariedade humana. Também é crucial para combater o vírus. Este é o momento de apoiar os vulneráveis.”, adiantou ainda o líder da ONU.  

Para o subsecretário-geral da ONU para os Assuntos Humanitários, Mark Lowcock, o “Covid-19 já mudou a vida de alguns dos países mais ricos do mundo. Agora está a chegar a lugares onde as pessoas vivem em zonas de guerra, não têm acesso a água potável e sabão, nem a uma cama de hospital, na eventualidade de ficarem gravemente doentes.

“Seria cruel e imprudente deixar os países mais pobres e vulneráveis do mundo à sua sorte. Se permitirmos que o coronavírus se propague livremente nesses países, estaremos a colocar milhões em alto risco, regiões inteiras levadas ao caos e o vírus terá a oportunidade de continuar a circular pelo mundo.”, explicou o também responsável pela coordenação humanitária da ONU.

Para Lowcock, “os países que estão a lutar contra a pandemia dentro das suas fronteiras estão, com razão, a dar prioridade às pessoas que vivem nas suas comunidades. Mas a dura verdade é que eles não irão conseguir proteger o seu próprio povo se não agirem agora para ajudar os países mais pobres.”

O diretor-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, que também participou no lançamento online deste Plano, lembra que “o vírus está agora a espalhar-se em países com sistemas de saúde fracos, incluindo alguns que já estão a enfrentar crises humanitárias. Estes países precisam do nosso apoio, por solidariedade, mas também para nos proteger e ajudar a travar esta pandemia. Ao mesmo tempo, não devemos combater a pandemia às custas de outras emergências de saúde humanitária.”

Para a diretora-executiva da UNICEF, Henrietta Fore, “as crianças são as vítimas ocultas da pandemia do Covid-19.

O encerramento das escolas está a afetar a sua educação, saúde mental e acesso a serviços básicos de saúde. Os riscos de exploração e abuso são maiores do que nunca. Haverá consequências como nunca vimos para as as crianças deslocadas ou que vivem em regiões de conflito.”

Durante o lançamento virtual do Plano Global de Resposta Humanitária Global para o Covid-19, o secretário-geral da ONU apelou aos Estados-membros para que se  comprometam a conter o impacto do Covid-19 em países vulneráveis, dando o maior apoio possível ao Plano, além de sustentar o apoio central aos apelos humanitários existentes que ajudam mais de 100 milhões de pessoas que dependem da assistência humanitária da ONU para sobreviver.

Os Estados-membros foram alertados para o facto de que qualquer desvio de financiamento das operações humanitárias existentes poderá criar uma situação em que a propagação da cólera, do sarampo e da meningite pode aumentar e mais crianças podem ficar desnutridas.

Para iniciar o Plano de Resposta, o subsecretário-geral para os Assuntos Humanitários libertou US $ 60 milhões adicionais do Fundo Central de Resposta de Emergência (CERF) da ONU. O apoio total do CERF à ação humanitária para responder à pandemia do COVID-19 sobe assim para os US $ 75 milhões.

Essa nova alocação do CERF, uma das maiores já realizadas, apoiará: o Programa Alimentar Mundial a garantir a continuidade das cadeias de alimentos e o transporte de trabalhadores humanitários; a Organização Mundial de Saúde a conter a propagação da pandemia; e outras agências a fornecer assistência humanitária e proteção às pessoas mais afetadas pela pandemia, incluindo mulheres e meninas, refugiados e pessoas deslocadas internamente. O apoio incluirá esforços em torno da segurança alimentar, saúde física e mental, água e saneamento, nutrição e proteção.

“Viva os Objetivos” – O jogo da ONU que pode entreter os mais novos durante a quarentena

Em tempos de quarentena, sabemos que pode ser muito desafiante conseguir entreter os mais novos em casa. Para melhor passar o tempo, o Centro Regional de Informação das Nações Unidas para a Europa Ocidental tem uma sugestão para que possa promover um momento divertido e pedagógico em família.

No nosso site poderá fazer o download do jogo “Viva os Objetivos” jogo sobre a Agenda 2030 e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável que foram acordados por todos os Estados-membros da ONU 

Com perguntas atuais e relevantes, os mais novos poderão aprender e ficar a saber mais sobre os grandes objetivos das Nações Unidas e os principais desafios que enfrentamos para ter um planeta mais sustentável. 

A missão deste jogo é a de ajudar as crianças a perceberem os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, como estes impactam as suas vidas e o que podemos fazer, no nosso dia a dia, para ajudar a atingir os 17 objetivos até 2030. 

O jogo está disponível em várioidiomas, podendo ser também uma forma divertida de praticar outras línguasPara além disso, o “Viva os Objetivos” inclui dois conjuntos de perguntas, um direcionado para o público infantil, outro vocacionado para os jovens, para que todos possam participar.

Aproveite a quarentena para aprender mais sobre a grande Agenda 2030 da ONU e a Década de Ação, lançada no início deste ano, para fazer dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável uma realidade em 2030. 

OMS: EUA pode se tornar o novo epicentro da pandemia de covid-19

A Organização Mundial da Saúde, OMS, anunciou que uma “aceleração muito grande” de novos casos do novo coronavírus ocorreu nos Estados Unidos, nos últimos dias. Ao todo, foram 42.164 casos. 

Em 24 horas, 85% de todos os pacientes recém-notificados foram registrados em territórios norte-americano e europeu. A informação é da porta-voz da OMS, Margaret Harris.  

Potencial 

Em Genebra, ela disse que os Estados Unidos poderiam se tornar o “epicentro” da crise, que “havia esse potencial”. 

Harris destacou que o país apresentava um “surto muito significativo”, e um grande número de novos casos relatados da noite para o dia.  

De acordo com a última atualização da OMS, nesta terça-feira, existem 372.757 casos confirmados e pelo menos 16.231 mortes em 194 nações. 

Segundo a porta-voz, os novos dados serão revelados em breve. Mas já comparou a situação com a epidemia de ebola para a qual “foram necessários dois anos para que o pior surto chegasse a 11 mil mortes”. 

Oportunidade  

Muitos países estão tomando medidas estritas para combater o vírus, cuja curva deveria desacelerar e permitir uma recuperação dos serviços de saúde. 

Passageiros usam máscaras em trem após registro do primeiro caso de coronavírus em Nova Iorque., by ONU/Loey Felipe.

A agência aponta alguns “sinais positivos em vários países europeus”, que, no entanto, precisam ser vistos com cautela. Com a estratégia de “testar, isolar, rastrear e colocar em quarentena”, a OMS destaca que foram dados passos cruciais e necessários que deveriam ser exemplo para autoridades de todo o mundo. 

Entretanto, a OMS destaca haver “muita preocupação” com a propagação do vírus em países vulneráveis e menos desenvolvidos como várias nações do continente africano. 

Assistência 

Harris disse que muitos países entraram em contato com a OMS solicitando testes pré-fabricados.   

Até o momento, a agência realizou cerca de 1,5 milhão de testes e desde janeiro atua com os países menos preparados dando assistência com vista à preparação para a pandemia. 

A porta-voz realçou haver alguma esperança em relação à Itália, que apresenta menos casos que nos dias anteriores. Harris disse, no entanto, que ainda é muito cedo para afirmar que a situação tenha mudado porque “precisava ser cuidadosamente observada” nos próximos dias. 

Foto ONU/Loey Felipe

Homem usando máscara nas ruas de Nova Iorque

UNRIC doa máscaras a instituições de saúde na Bélgica

Entre 19 e 23 de março, o Centro Regional de Informação das Nações Unidas (UNRIC) distribuiu 3.100 máscaras cirúrgicas a profissionais de saúde que trabalham em várias instituições na região da Flandres e na região de Bruxelas.

O UNRIC respondeu a um pedido de doações lançado pelas autoridades médicas belgas. 

O Centro dispunha de alguns milhares de máscaras armazenadas e sentiu que os profissionais de saúde, bem como aqueles que cuidam dos mais vulneráveis, tinham uma necessidade mais urgente do material. 

As máscaras foram doadas ao hospital St-Elisabeth em Uccle, ao centro médico UZ Brussel, em Jette, e ao lar de idosos ‘La Cambre’. Milhares de máscaras foram também doadas a um médico para distribuição em hospitais e casas de repouso na Flandres.

“Em nome dos hospitais da Europa (Cliniques de l’Europe), agradecemos a doação de máscaras cirúrgicas. Nós realmente precisamos destas máscaras que serão usadas ​pelos nossos funcionários. Obrigado por pensarem em nós ”, escreveu Evelyn Vass, diretora operacional da Europe Hospitals.

Com 333 mil casos confirmados, “disseminação do coronavírus está acelerando”

A Organização Mundial da Saúde, OMS, destaca que “a disseminação do coronavírus está acelerando”. Pelo menos 332.935  casos já foram registrados em 187 países.

Foram necessários 67 dias desde o primeiro caso para se chegar a 100 mil notificações de covid-19. Mas em apenas 11 dias, se ultrapassou a marca de 200 mil, e em apenas quatro dias, os números pularam de 200 para 300 mil.

 

 

 

 

Trajetória

De acordo com o diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, o mundo ainda pode mudar a trajetória da pandemia para não se tornar “prisioneiro das estatísticas” nem “espectador impotente” da situação.

Nesse sentido, o chefe da OMS pediu um compromisso político global e apelou os países a tomarem medidas defensivas e de ataque.

Já em Nova Iorque, o secretário-geral da ONU pediu um cessar-fogo global. Assista ao vídeo:

Em Genebra, Tedros destacou que medidas de distanciamento social como pedir que as pessoas fiquem em casa são essenciais para retardar a propagação do vírus e ganhar tempo. Mas observou que estas são apenas medidas defensivas.

Para vencer o covid-19, o chefe da OMS apelou a um ataque com “táticas agressivas e direcionadas”. Entre elas testar todos os casos suspeitos, fazer o isolamento e cuidado de todas as pessoas confirmadas e rastrear e levar à quarentena todos os contatos próximos dos pacientes.

Leia a entrevista do médico brasileiro, José Bertolote, sobre a urgência da conscientização contra a pandemia.

Iniciativa 

A China continua sendo o país com o maior número de infecções confirmadas com 81.601. A seguir estão Itália com 59.138, Estados Unidos com 31.573, Espanha com 28.572 e Alemanha com 24.774 (dados de 23 de março).

Na coletiva desta segunda-feira, o chefe da OMS lançou a iniciativa “Passe a mensagem para expulsar o coronavírus”, juntamente com o presidente da Federação Internacional de Futebol, Fifa, Gianni Infantino.

Estrelas

O goleiro da Seleção Brasileira de futebol, Alisson Becker, está entre 28 estrelas que protagonizarão a iniciativa em vídeo difundida em 13 idiomas, incluindo o astro da Seleção Argentina, Lionel Messi, eleito melhor jogador do mundo.

A iniciativa promove cinco etapas principais para proteger a saúde do covid-19 de acordo com as orientações da OMS: lavar as mãos, a etiqueta da tosse, não tocar no rosto, distanciamento físico e ficar em cas em caso de mal-estar.

Guterres apela a um “cessar-fogo imediato e mundial”

O secretário-geral da ONU fez hoje um apelo a “um cessar-fogo mundial e imediato, em todas as regiões do mundo”, sublinhando que vivemos um tempo em “que é necessário acabar com os conflitos armados e de, em conjunto, focarmo-nos na verdadeira batalha das nossas vidas.”

Numa declaração feita em direto, a partir da sede da ONU, em Nova Iorque, António Guterres pediu a todas as partes em conflito, em todo o mundo, que “acabem com as hostilidades, ponham de lado a desconfiança e a animosidade, silenciem as armas, parem a artilharia, acabem com os ataques aéreos.”

Para o líder da ONU, é necessário “por fim à doença da guerra e combater a doença que está a devastar o nosso mundo.”

O secretário-geral da ONU destacou também que este é um vírus “implacável” e que o mundo enfrenta hoje um inimigo comum, o Covid-19, que “ameaça todos, independentemente de nacionalidades, etnias, credos ou posicionamentos políticos.”

Guterres lembrou ainda que, em vários pontos do globo, “persistem ou intensificam-se conflitos armados brutais” e que os mais vulneráveis – as mulheres e as crianças, as pessoas com deficiência, os marginalizados e os deslocados – pagam o preço mais elevado.” 

Perante a propagação do Covid-19, o líder da ONU enfatizou que nos países assolados pela guerra, “os sistemas de saúde colapsaram e que os, já de si, escassos profissionais de saúde são frequentemente atacados.”

Dia Mundial da Meteorologia

23 de março de 2020

O clima e a água são indissociáveis. A água evapora da superfície do planeta para a atmosfera, onde se condensa em nuvens que são transportadas ao redor do globo. As nuvens libertam chuva e neve, devolvendo água fresca às terras, rios, lagos e glaciares. É isto que sustenta a vida no nosso planeta. O clima impulsiona o ciclo da água que, por sua vez, define o nosso clima.

Este ciclo é frequentemente tido como garantido, mas está no centro de muitos dos nossos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) – desde acabar com a fome até garantir saúde e bem-estar, possibilitar indústrias produtivas, sustentar comunidades prósperas e desbloquear o potencial de energia limpa e acessível para todos.

As alterações climáticas estão a afetar o nosso ciclo hidrológico e a redistribuir a disponibilidade de água em todo o mundo. Isto leva ao aumento das inundações para algumas regiões e secas mais prolongadas para outras. O nosso planeta já enfrenta grandes desafios hidrológicos por uso insustentável, com mais de metade da população do mundo a lidar com uma grave escassez de água durante pelo menos um mês por ano. Com a procura global da água a aumentar, enfrentamos uma grave crise hídrica.

É por isso que, este ano, o Dia Mundial da Metereologia e o Dia Mundial da Água partilham o tema do clima e da água. Precisamos de gerir o clima e a água de uma maneira mais coordenada e sustentável para atender às necessidades urgentes de melhorar a previsão, a monitorização e a gestão do fornecimento de água, e para resolver o problema de demasiada, pouca ou muita água poluída. Não podemos gerir o que não medimos. Uma monitorização e previsão hidrológicos aprimorados são vitais para sustentar políticas eficazes de gestão da água e serviços de alerta precoce para inundações e secas.

Vamos assinalar o Dia Mundial da Meteorologia deste ano, apreciando a ligação de dependência entre o clima e a água, e a importância do nosso ciclo hidrológico. Vamos intensificar os nossos esforços para apoiar as nossas comunidades meteorológicas e hidrológicas, e para promover a gestão eficaz dos recursos hídricos.

Vamos contar cada gota, porque cada gota conta.

Dia Mundial da Água

22 de março de 2020

Os recursos hídricos do planeta enfrentam uma ameaça sem precedentes. Atualmente, cerca de 2,2 mil milhões de pessoas não têm acesso a água potável e 4,2 mil milhões  vivem sem saneamento adequado. Espera-se que os efeitos das mudanças climáticas aumentem estes números, se não atuarmos com urgência. Até 2050, entre 3,5 e 4,4 mil milhões de pessoas terão acesso limitado a água, dos quais mais de mil milhões viverão em cidades.

Este ano, o Dia Mundial da Água foca-se na água e nas alterações climáticas. Como 2020 é um ano decisivo para a ação climática, esta abordagem é oportuna. A água é o principal meio em que percebemos os efeitos das perturbações climáticas, desde eventos climáticos extremos, como secas e inundações, até ao desaparecimento de icebergs, o avanço da água salgada e o aumento do nível do mar.

O aquecimento global e o uso insustentável criarão uma concorrência sem precedentes pelos recursos hídricos, causando a deslocação de milhões de pessoas. Isto terá um efeito negativo na saúde e na produtividade e atuará como um multiplicador de ameaças à instabilidade e ao conflito. A solução é clara. Precisamos de aumentar urgentemente os investimentos em bacias hidrográficas e as infraestruturas de água saudável, e melhorar drasticamente a eficiência do uso da água. Devemos antecipar os riscos climáticos a todos os níveis de gestão da água, para podermos responder adequadamente. É necessário redobrar esforços para fortalecer a resiliência e a adaptação das pessoas afetadas pelas perturbações climáticas. Acima de tudo, precisamos de aproveitar este ano e a COP26 em Glasgow para controlar a curva de emissões e criar uma base segura para a sustentabilidade da água.

No Dia Mundial da Água, todos têm um papel a desempenhar. Apelo a todas as partes interessadas a intensificarem a ação climática e a investirem em medidas robustas de adaptação à sustentabilidade da água. Se o aquecimento global for limitado a 1,5 graus Celsius, o mundo estará mais preparado para gerir e resolver a crise da água que todos enfrentamos.

No Dia Mundial da Água, Guterres lembra que cerca de 2,2 bilhões carecem de água potável

Em 2020, o Ártico viveu um calor excecional, com as temperaturas a registarem valores de mais de 3 graus Celsius acima da média.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, disse que “os recursos hídricos do mundo estão sob ameaça sem precedentes.” 

Em mensagem sobre o Dia Mundial da Água, marcado neste 22 de março, o chefe da ONU lembrou que cerca de 2,2 bilhões de pessoas carecem de água potável e 4,2 bilhões vivem sem acesso a saneamento adequado.

Ação

Segundo António Guterres, se o mundo não atuar com urgência, os impactos das mudanças climáticas farão crescer esses números. Até 2050, entre 3,5 bilhões e 4,4 bilhões de pessoas viverão com acesso limitado à água, com mais de 1 bilhão morando nas cidades.

Este ano, o Dia Mundial da Água destaca o impacto da mudança climática. A água é o principal meio para se perceber os efeitos dessas mudanças, seja através de secas e inundações, derretimento de glaciares e aumento do nível do mar.

O aquecimento global deve criar uma concorrência sem precedentes pelos recursos hídricos, levando ao deslocamento de milhões de pessoas, aumentando a instabilidade e o conflito. 

ONU News/Daniela Gross

Países como Peru, e tantos outros, que dependem das geleiras, podem sentir os efeitos na agricultura e no fornecimento de água.

Para o secretário-geral, a solução é clara. É preciso aumentar, urgentemente, os investimentos em bacias hidrográficas saudáveis e melhorar, de forma drástica, a eficiência do uso da água. Para ele, “todos têm um papel a desempenhar.”
Relatório 

Este domingo, também foi lançado o Relatório Mundial de Desenvolvimento da Água das Nações Unidas, publicado pela Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, Unesco. 

Saúde

Segundo a pesquisa, o uso da água aumentou seis vezes no século passado e está subindo cerca de 1% ao ano. A mudança climática deve agravar a situação em países que já enfrentam problemas de falta de água e causar problemas semelhantes em áreas que ainda não foram afetadas.

Em nota, a diretora-geral da Unesco, Audrey Azoulay, diz “que a água não precisa ser um problema, pode ser parte da solução.”

Nos próximos anos, devem aumentar os riscos de poluição da água e contaminação por patógenos. Os impactos também serão sentidos na produção de alimentos e saúde física e mental das populações.

Muitos ecossistemas, principalmente florestas e pântanos, também estão ameaçados, reduzindo a biodiversidade. O abastecimento de água deve afetar a agricultura, que é responsável pelo uso de 69% de toda a água doce, mas também na indústria, produção de energia e até pesca.

Regiões

Grande parte do impacto será sentido nos trópicos, onde estão localizados a maioria dos países em desenvolvimento. As áreas montanhosas também são excepcionalmente vulneráveis.

Segundo os autores do relatório, a necessidade de melhorar a gestão das águas é reconhecida, mas não está sendo traduzida em realidade.

A chefe da Unesco afirma que “a palavra água raramente aparece nos acordos internacionais sobre o clima.” Segundo

Audrey Azoulay, as contribuições dos Estados-membros sobre o Acordo de Paris permanecem vagas, sem planos específicos para a água. 
 

VÍDEO: Escritores e amantes da poesia contam em versos como enfrentam o covid-19 nesse vídeo produzido para a ONU News

Neste 21 de março, o Dia Mundial da Poesia ocorre em meio a uma crise global de saúde por causa do novo coronavírus.  A data que ressalta também a arte de declamar expressando o espírito criativo de seres humanos é marcada este ano por um inimigo invisível: a pandemia do covid-19.

O escritor moçambicano Mia Couto participou do desafio da ONU News, Foto: Emídio Josine

Inspiração 

A ONU News entrou em contato na sexta-feira com um grupo de escritores, poetas e amantes da poesia em vários países de língua portuguesa para saber como eles buscavam inspiração, resiliência, conforto e solidariedade nos versos nesse momento de incerteza.
O resultado está nesse vídeo. Alguns declamam poemas de sua própria autoria, outros colocaram em versos seus sentimentos e como enfrentam a pandemia.

Leitura e Arte

O primeiro a aparecer no vídeo é o ganhador do Prêmio Camões, o escritor e autor moçambicano Mia Couto, que está em autoisolamento por causa da epidemia, mas usou o momento para falar da poesia como inspiração. 
Acompanhe os vídeos na íntegra no canal da ONU News no Youtube.
A segunda a declamar é Djaline Silva, de Maputo, que lê um poema de Julio Silva. Catarina de Albuquerque encontra conforto no poema Lisboa Ainda, de Manuel Alegre. Wellington Madeira, do Brasil, compôs um poema sobre o “inimigo silencioso”. Participam ainda Ânimo, Childo Tomas na Espanha, e artista Mel Matsinhe.

O Dia Mundial da Poesia incentiva a promoção da leitura, da escrita e do ensino desta arte. Também incentiva a convergência entre poesia e expressões artísticas como teatro, dança, música e pintura.  

Para as Nações Unidas, a poesia é uma forma de arte que está entre as mais preciosas ao permitir exprimir a identidade cultural e linguística da humanidade presente ao longo da história em todas as culturas e continentes. 

Expressão 

Uma nota sobre o Dia Mundial da Poesia, destaca esta forma de expressão usada para promover a humanidade comum e valores compartilhados, transformando o “mais simples nos poemas em um poderoso catalisador para o diálogo e a paz”. 

Foi em 1999 que a data foi adotada pela Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, Unesco, na sua 30ª Conferência Geral em Paris. Uma das metas é apoiar a diversidade linguística por meio da expressão poética e aumentar a oportunidade de ouvir línguas ameaçadas. 

De acordo com a Nações Unidas, a poesia é a base da tradição oral e, ao longo dos séculos, pode comunicar valores mais íntimos de diversas culturas. 

A proclamação da data também visa resgatar a tradição oral marcada pela poesia, apoiar os amantes deste gênero e impulsionar a presença da poesia para a recuperação e e afirmação da identidade social. 

OMS alerta para risco de jovens contraírem o novo coronavírus

 Jovens que contraírem o novo coronavírus podem morrer da doença. O alerta é da Organização Mundial da Saúde que diz que a juventude deve levar a sério a quarentena evitando aglomerações, contatos com outros e, principalmente, contaminar os mais velhos e vulneráveis. 

As declarações foram feitas esta sexta-feira, em Genebra, em entrevista coletiva virtual do diretor-geral da agência.

Escolhas  

Diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, OMS, Tedros Ghebreyesus. , by ONU/ Elma Okic

Tedros Ghebreyesus se dirigiu particularmente a este grupo etário sublinhando que a juventude não é invencível e o vírus pode levá-los a um hospital por semanas ou até matá-los. Ghebreyesus enfatizou que mesmo estando assintomáticos, as escolhas sobre onde estes frequentam podem fazer a diferença entre a vida e a morte.  

De acordo com a agência, mais de 210 mil pessoas já foram infectadas pelo covid-19 no mundo. A doença tirou a vida de mais de 9 mil. 

Pontes aéreas  

No evento, o especialista em emergências da OMS, Mike Ryan, destacou que os esforços de combate ao vírus enfrentam uma escassez de equipamentos de proteção para profissionais de saúde e testes de diagnóstico.  

Segundo ele, serão necessárias “pontes aéreas” para levar suprimentos essenciais aos países para serem entregues a profissionais de saúde. 

De acordo com a OMS, a China não relatou nenhum caso novo do covid-19, o que dá esperança ao resto do mundo no combate à pandemia. Pela primeira vez, a cidade de Wuhan não registrou qualquer infeção pelo vírus em 24 horas desde que o primeiro caso foi registrado em dezembro de 2019. 

Mensagem do secretário-geral sobre a Covid-19

Veja aqui a mensagem do secretário-geral da ONU sobre a Covid-19.

VÍDEO: Guterres diz que mundo pode vencer crise do covid-19 com ações coordenadas 

O secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou que o mundo tem condições de vencer a crise global provocada pela pandemia do novo coronavírus. 

Em mensagem, gravada em quatro línguas incluindo o português, o chefe da ONU elogiou a decisão do grupo das 20 maiores economias do mundo, G-20, de realizar um Encontro de Cúpula urgente para debater soluções para a crise mundial de saúde. 

Guterres, que também participará da reunião com chefes de Estado e Governo, afirma que o mundo está na iminência de uma recessão mundial e que é hora de políticas e ações coordenadas como solidariedade para resolver essa equação. 

“A gestão desta crise apresenta-se também como uma oportunidade única. Feita corretamente, poderemos apostar numa recuperação que trilhe um caminho mais sustentável e inclusivo. Apelo a todos os líderes mundiais que se unam e disponibilizem uma resposta urgente, e coordenada. As Nações Unidas irão apoiar todos os governos para assegurar que a economia mundial, e as pessoas que servimos, saiam mais fortes desta crise.” 

Leia mensagem na íntegra: 

Enfrentamos hoje uma crise mundial de saúde sem precedentes, nos 75 anos de história das Nações Unidas.  

As pessoas estão em sofrimento, doentes e assustadas. 

Uma recessão mundial, que pode vir a ter uma dimensão nunca vista, é cada vez mais uma certeza. 

Este é um momento que exige políticas de ação coordenadas, decisivas e inovadoras por parte das economias mais desenvolvidas. Devemos enfatizar que os países mais pobres e as pessoas mais vulneráveis, especialmente as mulheres, serão os mais afetados. 

Esta é, acima de tudo, uma crise social que exige solidariedade. 

A gestão desta crise apresenta-se também como uma oportunidade única.  

Feita corretamente, poderemos apostar numa recuperação que trilhe um caminho mais sustentável e inclusivo. 

Apelo a todos os líderes mundiais que se unam e disponibilizem uma resposta urgente, e coordenada. 

As Nações Unidas irão apoiar todos os governos para assegurar que a economia mundial, e as pessoas que servimos, saiam mais fortes desta crise. 

Apelo a todos os líderes mundiais que se unam e disponibilizem uma resposta urgente, e coordenada. 

Mais do que nunca, necessitamos de solidariedade, de esperança e de vontade política para juntos, superarmos esta crise.  

Está provado que o vírus pode ser contido. Tem de ser contido. 

Se permitirmos que se propague como uma praga, sobretudo nas regiões mais vulneráveis do mundo, o vírus matará milhões de pessoas. 

É ainda necessário alterar esta situação, em que que cada país tem a sua própria estratégia de saúde, para que, com total transparência, se adote uma resposta global coordenada, que ajude os países menos preparados a lidar com esta crise.  

Os governos têm de prestar o seu maior apoio ao esforço multilateral no combate ao vírus, liderado pela Organização Mundial de Saúde, cujos apelos devem ser inteiramente considerados. 

Esta catástrofe sanitária deixa claro que somos apenas tão fortes quanto o sistema de saúde mais fraco. 

A solidariedade mundial não é só um imperativo moral, é um interesse de todos. 

Ao contrário do que aconteceu na crise financeira de 2008, injetar capital no setor financeiro, por si só, não resolverá esta crise. Não estamos perante uma crise da banca. Na verdade, os bancos devem fazer parte da solução.  

Não nos podemos esquecer que esta é, essencialmente, uma crise social.  

Fundamentalmente, as pessoas devem ser a nossa prioridade: os mais vulneráveis, os trabalhadores com salários baixos, as pequenas e médias empresas.  

Isto significa apoio a salários, garantias bancárias, proteção social, prevenindo falências e a perda de postos de trabalho.  

Também significa desenhar respostas orçamentais e monetárias, para garantir que o fardo não caia sobre aqueles que menos o podem suportar. 

Não nos podemos esquecer que esta é, essencialmente, uma crise social. 

A retoma não pode ser feita à custa dos mais pobres e não podemos criar uma legião de novos pobres.  

A crise financeira de 2008 demonstrou, claramente, que os países com sistemas de proteção social robustos sofreram menos e recuperaram mais rapidamente. 

Temos de aprender a lição e garantir que esta crise representa uma oportunidade única, para reforçar a resposta às emergências de saúde e o investimento crucial em serviços públicos do século XXI.  

Temos um quadro de ação: a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável e o Acordo de Paris para as Alterações Climáticas. Temos de cumprir as promessas feitas às pessoas e ao planeta.