Site Página 201

Dia Internacional da Biodiversidade

22 de maio de 2019

“A biodiversidade, seja uma espécie ou todo um ecossistema, é vital para a saúde e o bem-estar dos seres humanos. A qualidade da água que bebemos, os alimentos que consumimos e o ar que respiramos dependem da boa saúde da natureza.”

Para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e enfrentar as mudanças climáticas necessitamos de ecossistemas saudáveis, uma vez que podem fornecer 37% da mitigação necessária para limitar o aumento da temperatura global.

No entanto, os ecossistemas do mundo enfrentam ameaças sem precedentes. Um novo relatório alarmante e assertivo da Plataforma Intergovernamental de Políticas Científicas sobre a Biodiversidade e os Serviços dos Ecossistemas revela que a natureza está a desparecer a um ritmo nunca visto na história da humanidade. Desde 1990, a Terra perdeu 28,7 milhões de hectares de florestas que ajudam a absorver as emissões nocivas de dióxido de carbono da atmosfera. Um milhão de espécies de plantas e animais estão em risco de extinção e mais de 90% da população de peixes marinhos estão em declínio ou são excessivamente explorados.

“Os impactos nas pessoas em todo o mundo serão graves. Segundo as previsões, as atuais tendências negativas da biodiversidade e dos ecossistemas minarão o progresso até 80% das metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Nós simplesmente não podemos permitir que isso aconteça.”

O Dia Internacional deste ano destaca o impacto da negligência ambiental na segurança alimentar e a saúde pública. O atual sistema alimentar do mundo está cada vez mais deteriorado. Milhares de milhões de pessoas não têm acesso a uma nutrição adequada. Aproximadamente um terço do que é produzido é perdido ou desperdiçado. A forma como crescemos, processamos, transportamos, consumimos e desperdiçamos alimentos é a principal causa da perda de biodiversidade, contribuindo, simultaneamente, para as alterações climáticas.

Precisamos agir rapidamente para reverter essas tendências e promover mudanças transformadoras. Existem soluções. Ao interromper as práticas prejudiciais ao meio ambiente, ao diversificar os nossos sistemas alimentares e ao promover padrões mais sustentáveis de produção e consumo, podemos melhorar a saúde global, aumentar a segurança alimentar e fortalecer a resiliência às alterações climáticas.

Neste Dia Internacional da Diversidade Biológica, peço a todos – governos, empresas e sociedade civil – que tomem medidas urgentes para proteger e gerir de forma sustentável a teia frágil e vital da vida no nosso único e excecional planeta.

Guterres elogia ação climática dos países do Pacífico

O secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou para “os impactos cada vez mais severos da mudança climática” e as “ameaças cada vez mais profundas aos oceanos e mares do mundo.”

Durante a reunião de líderes do Fórum das Ilhas do Pacífico, nas ilhas Fiji, Guterres recordou que esta região está na linha de frente da mudança climática. 

Ameaças

O secretário-geral lembrou que o aumento do nível do mar em alguns países do Pacifico é quatro vezes maior do que a média global.
ONU/ Eskinder Debebe

O secretário-geral lembrou que o aumento do nível do mar em alguns países do Pacifico é quatro vezes maior do que a média global e é “uma ameaça existencial para alguns Estados insulares.”

Nesta primeira viagem à região como chefe da ONU, Guterres recordou os impactos dos ciclones tropicais Gita, Josie e Keni, e de erupções vulcânicas e terremotos, juntamente com outros eventos climáticos extremos, que “dão ampla evidência da vulnerabilidade da região.”

O secretário-geral alertou que a tendência é de agravamento, com a salinização da água e culturas a colocar em risco a segurança alimentar e o aumento do impacto na saúde pública.

Segurança

Outro ponto abordado foi o facto da mudança climática acarretar “riscos claros para a paz e a segurança internacionais.” 

Segundo Guterres, os especialistas em assuntos militares “vêm claramente a possibilidade de os impactos climáticos aumentarem as tensões sobre os recursos e os movimentos de massa das pessoas”, uma vez que à medida que áreas costeiras ou áreas degradadas do interior se tornam inabitáveis, “as pessoas buscarão segurança e vida melhor em outros lugares.”

A ONU estima que, em 2016, mais de 24 milhões de pessoas em 118 países e territórios foram deslocadas por desastres naturais, isto é, três vezes mais do que as pessoas que foram deslocadas por conflitos.

Ação Climática

O secretário-geral alertou que a tendência é de agravamento, com a salinização da água e culturas a colocar em risco a segurança alimentar e o aumento do impacto na saúde pública.
Pnud Tuvualu/ Aurélia Rusek

Na sua intervenção, Guterres aproveitou para destacar a ação dos países do Pacifico, região que para ele está a desenhar “uma longa história de adaptação e conhecimento ecológico tradicional, estando na vanguarda das negociações sobre o clima global.”

Elogiou também a sua liderança na conferência climática do ano passado em Katowice, na Polónia, apoiando o relatório especial do Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima sobre os impactos do aquecimento global de 1,5 graus. 

Sem a intervenção deste bloco de países, Guterres considera que  “os líderes políticos não teriam reconhecido a necessidade de lidar com as perdas e danos causados ​​pelas mudanças climáticas.”

Compromisso

O chefe da ONU reiterou o compromisso da ONU em apoiar a sua resposta às mudanças climáticas e “em reverter as tendências negativas que puseram suas culturas e sua própria existência em risco.”

Ele enfatizou que a mudança climática é também “uma ameaça ao bem-estar dos oceanos, tão críticos para as economias e tradições do Pacífico”, numa altura em que os oceanos “estão a aquecer e a ficar mais ácidos, causando o branqueamento dos corais e reduzindo a biodiversidade.”

O aquecimento global de 1,5 graus Celsius causaria graves danos aos recifes tropicais. Caso os níveis de aquecimento atinjam 2 graus Celsius ou mais, Guterres não tem dúvidas que “seria catastrófico para a vida marinha e para os humanos.”

A pesca excessiva, o crescimento de desertos submarinos, a extinção de espécies, a poluição marinha são alguns dos fatores que podem condenar os ocenos para além das 8 milhões de toneladas de resíduos plásticos prejudiciais que acabam nos oceanos todos os anos.

Para enfrentar estas ameaças, Guterres pede “passos inteligentes e de longo alcance”, uma ação “alinhada com o Acordo de Paris e a Agenda 2030, e que faz uso total de ferramentas como a Convenção sobre o Direito do Mar.”

Ele considera que já há planos para isso e apela à urgência de implementação, uma mensagem que entregará aos líderes mundiais que se reunirão na Cimeira do Clima, em Nova Iorque, em setembro próximo.

Mensagens

Esta será a oportunidade, diz o chefe da ONU, para os países aumentarem suas promessas para parar o aumento das emissões até 2020 e reduzir drasticamente os níveis de dióxido de carbono libertados na atmosfera para alcançar emissões zero até meados do século.

Guterres terminou o seu discurso explicando os passos que devem ser dados para uma ação climática eficaz. Para ele, é necessário transferir os impostos dos salários para o carbono e parar de subsidiar os combustíveis fósseis.

Para além disso, na sua visão, é fundamental parar de construir centrais a carvão.

Metade da população de Gaza pode ter falta de alimentos até junho  

O diretor da Agência da ONU de Assistência aos Refugiados Palestinos, Unrwa, disse esta segunda-feira que mais de metade da população de Gaza depende da comunidade internacional para ajuda alimentar.  

No mês em que os muçulmanos celebram o Ramadão, o representante disse que houve um “aumento de quase dez vezes” das necessidades em menos de duas décadas. 

Aumento  

No ano 2000, menos de 80 mil refugiados da Palestina em Gaza recebiam ajuda alimentar. Neste momento, mais de um milhão de pessoas precisam desse tipo de ajuda urgente. 

Este número inclui cerca de 620 mil pessoas que sobrevivem com US$ 1,6 por dia e não conseguem cobrir as suas necessidades básicas. Outras 390 mil pessoas sobrevivem com cerca de US$ 3,5 por dia. 

A agência disse que precisa de um financiamento adicional de US$ 60 milhões até junho para continuar a prestar esta ajuda. A Unrwa é financiada quase inteiramente por contribuições voluntárias e apoio financeiro.  

Necessidades 

O diretor de operações da Unrwa em Gaza, Matthias Schmale, disse que o aumento foi “causado pelo bloqueio de Gaza e o impacto desastroso sobre a economia local, os sucessivos conflitos  que arrasaram bairros inteiros e infraestruturas públicas, e a crise política interna palestina, que começou em 2007 com a chegada do Hamas ao poder em Gaza.” 

A agência diz que é confrontada com uma maior procura de serviços devido ao número crescente de refugiados registados. Além disso, a morte trágica de 195 palestinos durante as manifestações conhecidas como “Grande Marcha de Retorno” acontece depois de três conflitos que causaram pelo menos 3,7 mil mortos e mais de 17 mil feridos desde 2019. 

Situação 

Em 2017, um relatório da ONU previu que Gaza seria inabitável até 2020. 

Porto de Gaza, by UN News/Reem Abaza

Hoje, com mais de 53% dos habitantes desempregados, as agências da ONU e as remessas do exterior são os dois fatores que evitam o colapso total. 

O diretor de operações da Unrwa diz que, pela primeira vez desde que trabalha na região, ouve pessoas falando sobre o aumento do uso de drogas, das tentativas de suicídio e prostituição. O representante diz que isso representa um “colapso social” e que isso “é claro em um contexto onde a escalada de violência é possível a qualquer momento.” 

A agência continua prestando serviços de saúde, educação e defesa de direitos aos habitantes de Gaza, mas afirma que a assistência alimentar é o serviço mais urgente neste momento.  

A Unrwa pede aos Estados-membros que trabalhem coletivamente para financiar o seu orçamento e os seus programas de emergência 

Família  

Em janeiro, a ONU News conversou com uma família de Gaza.  

A mãe, de 45 anos, explicou que “se não fosse pela assistência da Unrwa”, a família estaria “completamente arrasada.” Ela disse que “se a ajuda parasse, teria que mandar os filhos pedir esmola nas ruas.” 

O filho, Ihab, de 27 anos, está desempregado. A mãe disse que ele sente “que não há lugar ou futuro para ele aqui, porque não há empregos.” 

O pai, Atef, afirmou que “a ajuda da Unrwa não é suficiente para todas as necessidades”, mas perguntou como a família pode “viver se esta ajuda parar?” 

Iêmen: retirada de houthis de portos “correu de acordo com os planos estabelecidos”

As Nações Unidas informaram neste domingo que o primeiro dia da retirada de forças do movimento houthi Ansar Allah, de três grandes portos do Iêmen, “correu de acordo com os planos estabelecidos”. 

Segundo a Missão da ONU de Apoio ao Acordo de Hodeida, Unmha, os portos de Hodeida, Salif e Rass-Issa já foram monitorados por grupos das Nações Unidas. A guarda costeira iemenita assumiu a responsabilidade pela segurança desses locais.

Verificação

Após a retirada da oposição dessa áreas, no sábado, o foco das atividades nos próximos dias será a remoção de qualquer presença militar e ações de desminagem nos portos. A primeira verificação da ONU está prevista para a terça-feira. 

De acordo com o presidente do Comitê de Coordenação de Reinstalação, tenente-general Michael Lollesgaard, este é “um passo inicial que deve ser visto como a primeira parte do conceito acordado para a fase 1, da distribuição mais ampla em Hodeida, segundo o Acordo de Estocolmo”. 

Consultas

O governo do Iêmen comprometeu-se a entregar a sua parte da fase 1 quando for solicitado pelas Nações Unidas. Atualmente, estão em andamento consultas com as partes sobre o início das próximas fases.

A cidade de Hodeida foi marcada por confrontos entre as forças do governo e os combatentes da oposição houthi. 
O porto local serve de entrada para a ajuda humanitária para beneficiar milhões de pessoas que dependem de assistência internacional.

Neste vídeo, saiba da atuação da luso-brasileira Silvia Carvalho na nova missão da ONU no Iêmen.

ESPECIAL: ONU vive festa do português em momento de “apoio à diversidade cultural”

Centenas de representantes internacionais, diplomatas e convidados viveram o momento mais alto das celebrações do Dia da Língua Portuguesa e da Cultura na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, Cplp, em Nova Iorque.

Na atmosfera aquecida horas antes pela mensagem de “parabéns” da presidente da Assembleia Geral, María Fernanda Espinosa, essa foi a palavra que acabou sendo a mais ouvida na festa do idioma nas Nações Unidas.

Entrada

As comemorações de 2019 marcam 10 anos após a data ter sido proclamada. 

“Eu amo o português,” declara uma participante da China, junto a convidados recebidos por diplomatas dos países onde o idioma é oficial que estão perfilados na entrada do local da festa. Quase em frente ao palco, ouviu-se um pouco de termos em português dos convidados de várias partes do Planeta.

Uma portuguesa convocada para a noite, escolheu reviver momentos que guarda na memória há cerca de meio século.

“Sou Maria Madalena. Sou de Portugal e eu gostei muito de Angola. Criei muitas amizades. Mas gostei de Moçambique na forma que era mais liberal. A população era mais aberta e as amizades eram todas de nível diferente. O meu marido era militar destacado numa missão em Angola e Moçambique, onde passeei muito mais e tive oportunidade de ir à Rodésia (actual Zimbábue) na cidade de Mutare e a Chimoio (em Moçambique).

Abrindo a festa, o embaixador de Cabo Verde junto à ONU, José Luís Rocha, lembrou que a noite celebrava a língua oficial em Angola, no Brasil, na Guiné-Bissau, na Guiné Equatorial, em Moçambique, em Portugal e em Timor-Leste. O mesmo idioma “causa apetite” de outros 18 membros observadores e associados da Cplp.

 Princípios

Cabo Verde cumpre o primeiro de dois anos de presidência do bloco lusófono, nos quais promete revitalizar os princípios e valorizar os povos, a cultura e  os oceanos.

A festa acontece horas após ser adotada uma nova resolução da Assembleia Geral   destacando a realização da Conferência dos Oceanos em Portugal, em 2020. Esta declaração foi feita pelo assessor jurídico da ONU, Miguel Serpa Soares, no calor da celebração.

“Sou de Portugal, nascido em Angola. Estou aqui a representar o secretário-geral. Em particular, porque esta é a primeira vez quase em seis anos de nações Unidas que falo em língua portuguesa num evento oficial. Isso, obviamente, é um prazer para mim e para todos os que partilhamos a língua portuguesa como pátria em comum.”

A Cplp destacou que com a presença de todos na festa vinha a mensagem de que o mundo declarava seu apoio à diversidade cultural.

No papel de anfitrião, o bloco lusófono declarou aberta a noite de diversão com música, comida e bebidas. Todos trazidos ao local dos países de língua portuguesa.

Caça furtiva continua a ameaçar elefantes africanos

Uma avaliação atualizada da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas de Fauna e Flora Silvestres, Cites, confirmou que a caça furtiva continua a ameaçar a sobrevivência a longo prazo do elefante africano.

A Cites é um acordo internacional entre governos, apoiado pela ONU, e tem como objetivo garantir que o comércio internacional de espécies de animais e plantas não ameacem a sua existência.

Cálculo

Muitas populações de elefantes africanos são pequenas e fragmentadas e não estão bem protegidas, tornando-as ainda mais vulneráveis à caça furtiva.Banco Mundial/ Arne Hoel

Através do seu Programa de Monitorização de Mortes Ilegais de Elefantes, Mike, a Cites avalia os níveis relativos de mortes ilegais com base na Proporção de Elefantes Mortos Ilegalmente, Pike.

O cálculo é feito através do número de elefantes mortos ilegalmente, dividido pelo número total de carcaças de elefantes encontradas por patrulhas ou outros meios, por ano.

Níveis de Pike acima de 0,5 significam que houve mais mortes ilegais de elefantes do que outro tipo de mortes.

Evolução

Os dados mostram que a Proporção de Elefantes Mortos Ilegalmente, Pike, atingiu o pico em 2011 em 0.77, quando 10% dos elefantes africanos foram caçados.

Em seguida, este número diminuiu de forma constante ao longo de 2017 para 0,53 e permaneceu relativamente inalterado em 2018.

Em nota, a Cites explica que estes níveis elevados de Pike são preocupantes porque, mesmo em populações de elefantes bem estabelecidas e protegidas, as perdas anuais devidas a mortes ilegais e outras mortalidades não seriam compensadas pelas taxas de natalidade.

A secretária-geral da Cites, Ivonne Higuer, sublinha que a caça ilegal de elefantes africanos por marfim “continua a ser uma ameaça significativa às populações de elefantes, ao mesmo tempo, a população humana da África cresceu dez vezes, criando competição por terras com elefantes.”

A responsável diz ainda que é necessário “continuar a reduzir a caça furtiva e o comércio ilegal de marfim e encontrar soluções para garantir a coexistência de elefantes com a população local.”

Redução

A Cites é um acordo internacional entre governos, apoiado pela ONU, e tem como objetivo garantir que o comércio internacional de espécies de animais e plantas sejam preservadas., by Banco Mundial/ Curt Carnemark

Muitas populações de elefantes africanos são pequenas e fragmentadas e não estão bem protegidas, tornando-as ainda mais vulneráveis ​​à caça furtiva.

Como os níveis de Pike permanecem acima de 0,5 em África, o número de elefantes africanos em alguns países continua a diminuir.

De acordo com as estimativas mais recentes da Cites, as populações de elefantes africanos caíram de cerca de 12 milhões há um século para cerca de 400 mil em 2016.

Avanços em tradução automática são promissores para países de baixa renda

A União Internacional de Telecomunicações, UIT, disse acreditar que os avanços tecnológicos que facilitam as traduções automáticas podem ajudar os países de baixa renda. 

Para a agência da ONU, o potencial dessas novas capacidades “é muito maior do que ajudar um turista a encontrar um museu ou restaurante durante as férias.” 

Prêmio 

Segundo a UIT, nos países de baixa renda “as barreiras de idioma podem impedir de forma significativa a educação, a saúde, o desenvolvimento económico e até mesmo contribuir para a violência intercomunitária.”  

Em 2018, o Prêmio Turing, de US$ 1 milhão, foi para três cientistas que trabalham em inteligência artificial e conseguiram grandes avanços em áreas como visão computacional, reconhecimento de fala, processamento de linguagem e robótica. 

Para a UIT, um dos avanços mais interessantes é a tradução automática ou a capacidade dos computadores de traduzir entre idiomas, de uma forma muito mais precisas do que se pensava ser possível.  

Desafios 

A agência diz que o desafio é maior, por exemplo, em África, onde se falam cerca de 2 mil idiomas.  

Um estudo de 2006, por exemplo, mostra que um grande hospital pediátrico na Cidade do Cabo, na África do Sul, apenas 6% das entrevistas médicas com os pais dos pacientes eram realizadas em sua primeira língua.  

Outro estudo com foco no mesmo país, mostrou que o acesso à educação online poderia melhorar a vida das pessoas se a linguagem não fosse uma barreira. Cerca de 53,5% dos conteúdos na internet são em inglês, os 10 idiomas oficiais restantes da África do Sul compreendem apenas 0,1% do conteúdo online.  

Em um contexto humanitário, a ONG Tradutores Sem Fronteiras afirma que “frases básicas podem salvar vidas em uma emergência, mas muitas vezes a comunicação falha porque os trabalhadores humanitários e as pessoas afetadas não falam a mesma língua”. 

Avanços 

A UIT afirma que grandes avanços já foram feitos na implantação dessas novas tecnologias em África. A Google Neural Machine Translation, que oferece tradução entre inglês e 103 idiomas em todo o mundo, agora inclui tradução para 13 idiomas africanos.  

Ao mesmo tempo, permanecem desafios significativos. Para que os sistemas funcionem bem, precisam ter acesso a um volume considerável de texto já traduzido. Isso pode não ser um problema entre o inglês e chinês, mas é um obstáculo para muitas outras línguas.  

A agência da ONU afirma ainda que, devido aos avanços ​​nos últimos 15 anos, “a comunidade de computação mundial está animada para ver que inovações estão no horizonte e como essas tecnologias podem continuar a melhorar a condição humana.” 

ONU alerta para “grande urgência” de criar planos nacionais de ação climática

O Sistema das Nações Unidas pede “grande urgência” aos Estados-membros para que apresentem melhores contribuições nacionais para a ação climática até 2020.

O Conselho de Chefes Executivos, CEB,  pediu esta quinta-feira que haja “planos concretos e realistas” a serem apresentados em Nova Iorque, na Cúpula de Ação Climática convocada pelo secretário-geral para setembro. Estas propostas devem ser dadas “em apoio à implementação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável”.

Fórum que reúne 31 entidades das Nações Unidas foi presidido pelo secretário-geral, António Guterres. Foto: ONU/Jean Marc Ferré

Aumento

O fórum que reúne 31 entidades das Nações Unidas foi presidido pelo secretário-geral, António Guterres. Na declaração, publicada na cidade suíça, pede-se “medidas urgentes para limitar o aumento da temperatura global a 1,5 °C acima dos níveis pré-industriais”.

O grupo quer ainda que seja reconhecido que ações de mitigação das mudanças climáticas são um imperativo moral, ético e econômico.

No evento global de setembro, serão apresentados esforços de todo o sistema das Nações Unidas para “alcançar a neutralidade climática” em operações da organização até 2020, na sequência das compensações de carbono.

Nessa reunião, também serão revelados os detalhes sobre a melhoria da sustentabilidade ambiental e social em todas as atividades da organização.

Dimensão

Para o CEB, o financiamento climático é essencial para realizar ações na dimensão necessária para lidar com as mudanças climáticas.

No contexto da maior mobilização de recursos financeiros, “os países desenvolvidos devem atingir a meta de mobilizar governos e o setor privado para alcançar a meta de US$ 100 bilhões por ano” até 2020.

A ideia é que esse valor apoie a ação climática nos países em desenvolvimento e aumente ainda mais os esforços de expansão dos recursos financeiros fornecidos e mobilizados.

O documento enfatiza ainda que os Estados devem maximizar o impacto positivo do financiamento climático, assegurando o uso desses fundos para maximizar a mudança transformacional com vista a reduzir as emissões e a criar resiliência sistêmica ao clima.

A outra meta é tornar esse financiamento acessível e criar benefícios aos que mais podem ser afetados pelas alterações do clima, incluindo mulheres, jovens e crianças.

Pretende-se criar uma proteção contra potenciais impactos negativos dos fundos  climáticos através da criação de salvaguardas efetivas ambientais, sociais e de direitos humanos e garantir acesso a um recursos eficazes em caso de danos.

FAO aponta aumento dos preços dos alimentos em abril

Os preços dos alimentos subiram em abril para o seu nível mais alto em quase um ano.  Segundo a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO, a alta foi impulsionada pelos preços da carne e do leite.

O Índice de Preços dos Alimentos da FAO apontou um aumento de 1,5% no mês de abril, em relação a março. No entanto, os valores continuam 2,3% abaixo do nível do mesmo período do ano passado.

Subida foi em grande parte impulsionada por alta nos preços de laticínios., by Foto: FAO/Alessia Pierdomenico

Alta

A alta abrangeu todos os produtos alimentares cobertos, exceto cereais. A grande disponibilidade de exportação estimulou um quarto declínio mensal consecutivo. O Índice da FAO de preços dos cereais teve uma queda de 2,8%, impulsionada pelo trigo e pelo milho. Já as cotações do arroz estiveram amplamente estáveis.

O preço dos laticínios subiu 5,2%, o quarto aumento mensal consecutivo. Isso ocorre em meio a forte demanda global de importação combinada às preocupações com o abastecimento relacionadas ao clima seco na Oceania.

Carne

Segundo a FAO, o preço da carne subiu 3,0%, influenciado por uma forte alta nas cotações internacionais da carne suína devido a um aumento na demanda de importação na Ásia, principalmente na China. A rápida propagação da febre suína africana no país provocou uma queda acentuada na produção doméstica.

Os Índices de Preços do óleo vegetal e do açúcar também subiram, em 0,9% e 0,8% respectivamente.  O aumento nos custos do açúcar foi impulsionado, em grande parte, por preços do petróleo bruto, uma vez que os custos mais altos da energia incentivam o uso de cana-de-açúcar no Brasil para produzir etanol para venda local.

Cereais

As perspectivas iniciais apontam que a produção mundial de cereais atinja um novo recorde de 2,7 milhões de toneladas em 2019. De acordo com o novo Documento de Oferta e Demanda, divulgado nesta quinta-feira, isso representa uma recuperação de 2,7% em relação ao ano anterior,

Também se espera que a utilização mundial de cereais bata um novo recorde, aumentando 1,5% no próximo ano. A previsão é de que o consumo alimentar global de cereais cresça em 1,1%, com o do arroz aumentando ainda mais rapidamente.

Outra previsão é que a demanda por cereais secundários para alimentação animal e uso industrial seja ainda mais forte.

A FAO informou que é provável que os preços internacionais permaneçam sob pressão em um cenário de oferta confortável e demanda por quase todos os cereais, com perspectivas comerciais positivas, especialmente para o trigo e o arroz.

ONU alerta que entre 40 e 50 bilhões de toneladas de areia são extraídas por ano

O Programa da ONU para o Meio Ambiente, Pnuma, alerta que é necessária uma melhor gestão na extração e utilização de areia.

Segundo um relatório publicado esta terça-feira, a procura deste recurso natural tem vindo a crescer e já se situa entre os 40 e os 50 bilhões de toneladas por ano.

Relatório

O relatório também dá conta que os recursos de areia e de cascalho são o segundo maior recurso extraído e comercializado em volume após a água.Banco Mundial/ Tom Perry

O estudo revela que sua extração dos rios tem causado o aumento da poluição e das inundações, além da diminuição de aquíferos e do agravamento da seca.

O relatório “Areia e Sustentabilidade: Encontrar novas soluções para a governação ambiental dos recursos globais de areia” evidencia como a mudança dos padrões de consumo, o crescimento populacional, o aumento da urbanização e o desenvolvimento de infraestruturas aumentaram a procura de areia nas duas últimas décadas.

Segundo o mesmo documento, a extração deste recurso reduziu a distribuição de sedimentos dos rios em muitas áreas costeiras, levando à diminuição dos depósitos de sedimentos nos deltas dos rios, o que acelera a erosão de praias.

A diretora executiva interina do Pnuma, Joyce Msuya, destaca que o consumo de areia é maior do que aquela que é produzida. Por isso, “é necessário gerir melhor este recurso crítico de forma sustentável e verdadeiramente demonstrar que a infraestrutura e a natureza podem andar de mãos dadas.”

Regulação

O relatório também destaca que os recursos de areia e de cascalho são o segundo maior recurso extraído e comercializado em volume após a água.

O Pnuma considera que o facto de a extração de areia estar regulada de forma muito diferente em todo o mundo faz com que regiões importantes para a biodiversidade e para os ecossistemas se tornem mais vulneráveis.

Para a agência, a extração de areia tem se tornado uma questão transfronteiriça, sendo que a extração insustentável do recurso não afeta apenas o meio ambiente, mas também pode ter implicações sociais de longo alcance.

Impactos

Segundo o Pnuma, a remoção de areia das praias pode prejudicar o desenvolvimento do turismo loca. Esta prática pode levar, por exemplo, a uma diminuição das populações de caranguejos e essa situação afeta negativamente as mulheres cujo sustento depende da coleta desses crustáceos.

O relatório alerta ainda que é necessária uma melhor gestão e regulamentação para atender à crescente demanda sem prejudicar o meio ambiente.

O estudo pretende ser o ponto de partida para um debate global sobre a extração de areia.

Monitoramento

Para conter a extração irresponsável e ilegal de areia, o relatório sugere padrões e melhores práticas existentes e recomenda o investimento em medição, monitoramento e planeamento da produção e do consumo de areia.

O documento incentiva ainda ao estabelecimento de diálogo entre as principais partes interessadas na cadeia de valor da areia.

Este relatório foi apresentado a formuladores de políticas na Assembleia do Meio Ambiente das Nações Unidas. Na sessão foi adotada uma nova Resolução de Governança de Recursos Minerais, incluindo para a gestão sustentável da areia.

Contactos secretário-geral

UN Photo/Manuel Elias

Todos os convites e solicitações dirigidas ao secretário-geral da ONU devem ser enviados, em língua inglesa, para o endereço de email sgcentral@un.org.

Todas as solicitações de órgãos de comunicação social devem ser enviadas através desta página.

Para mais informações, aceda à página do secretário-geral e do porta-voz do secretário-geral.

ONU vai avaliar situação de direitos humanos em Portugal

A situação dos direitos humanos em Portugal será avaliado pela terceira vez, esta quarta-feira, dia 8 de maio, pelo Grupo de Trabalho do Exame Periódico Universal, EPU, do Conselho dos Direitos Humanos das Nações Unidas.  

Portugal é um dos 14 países cuja situação será examinada pelo Grupo de Trabalho do EPU durante a sua próxima sessão, que tem lugar entre 6 e 17 de maio. 

Metodologia

A secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação de Portugal, Teresa Ribeiro, representará o país nesta avaliação.Captura vídeo

A primeira avaliação de Portugal ocorreu em dezembro de 2009 e a segunda  em abril de 2014.

A avaliação será feita a partir do relatório nacional, que compila informação facultada pelo Estado-membro, de informações constantes dos relatórios de peritos de grupos independentes de direitos humanos e ainda de informação facultada por outras partes interessadas, incluindo organizações nacionais de direitos humanos, organizações regionais e associações da sociedade civil.

Os relatórios que servirão de base a esta terceira avaliação podem ser consultados aqui.

Exame

O EPU é um processo único que envolve um exame periódico da situação dos direitos humanos de todos os 193 Estados-membros das Nações Unidas.

Desde a sua primeira reunião, realizada em abril de 2008, todos os países da ONU foram submetidos por duas vezes a este processo.

Esta terceira revisão dos Estados-membros tem como objetivo destacar a evolução da situação dos direitos humanos no país desde a sua primeira avaliação e dar uma oportunidade para que os Estados avaliados enunciem as medidas tomadas para implementar as recomendações efetuadas na sua primeira avaliação.

A delegação de Portugal será chefiada pela secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação de Portugal, Teresa Ribeiro.  Os três países que servem como relatores para esta revisão são o Brasil, a Dinamarca e o Egito.

1,35 milhão de pessoas morrem nas estradas todos os anos 

A ONU marca esta segunda-feira, 6 de maio, o início da 5ª Semana Global de Segurança nas Estradas. A iniciativa termina no próximo domingo, 12 de maio.   

Em nota, o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, OMS, disse que a visão da agência “é um mundo livre de mortes e lesões no trânsito.” 

Ação 

OMS diz que não há desculpa para número de mortes, by Unama/Fardin Waezi

Tedros Ghebreyesus destaca que a OMS também procura um mundo “no qual todas as pessoas têm acesso a cobertura universal de saúde, incluindo tratamento ao trauma, reabilitação e apoio psicológico às vítimas do trânsito.” 

A OMS diz que “líderes fortes, governamentais e não-governamentais, falam sobre este tema e fazem intervenções concretas para salvar vidas.” 

Problema 

Apesar de alguns progressos, as mortes no trânsito continuam aumentando, representando cerca de 1,35 milhão de óbitos todos os anos. 

As lesões causadas por esse problema são hoje a principal causa de mortes de crianças e jovens entre 5 e 29 anos. Globalmente, pedestres e ciclistas representam 26% das vítimas e motociclistas e passageiros 28%. 

O risco de morte no trânsito continua a ser três vezes maior nos países de baixa renda do que nos países de alta renda. As taxas mais altas se encontram na África, que tem 26,6 mortes por 100 mil habitantes. A Europa tem a menor taxa, com 9,3 por cada 100 mil habitantes.  

O diretor do Departamento da OMS para o Tratamento de Doenças Não Transmissíveis, Etienne Krug, disse que “mortes e lesões no trânsito são um preço inaceitável a pagar pela mobilidade.” Para ele, “não há desculpa para inação” porque “este é um problema com soluções comprovadas.” 

Ação 

A OMS diz que os maiores progressos aconteceram por causa de forte liderança em torno da legislação sobre os principais riscos, como excesso de velocidade, consumo de álcool, uso de cintos de segurança, capacetes para motociclistas e restrições para crianças.  

A agência também destaca a importância de infraestruturas mais seguras, como pistas exclusivas para ciclistas e motociclistas, melhores padrões de veículos, como controle eletrônico de estabilidade, e melhoria dos cuidados pós-acidente.  

Eventos 

Até 12 de maio, ocorrerão centenas de eventos em mais de 50 países. Algumas iniciativas promovem medidas específicas, como melhoria das travessias de pedestres em Trinidade e Tobago, redução dos limites de velocidade na Eslovênia e aumento do uso de cintos de segurança no Cazaquistão.  

No Chile, será promovido o uso de sistemas de retenção para crianças, na Índia o objetivo é que os carros deem lugar às ambulâncias e na Argentina, Senegal e Tunísia serão instaladas placas de limite de velocidade perto de escolas.  

Para demonstrar sua liderança, a OMS desenvolveu uma “Política de Segurança Viária e Gestão de Veículos”. A política visa assegurar que os veículos da agência sejam operados com segurança para reduzir o risco de acidentes. A iniciativa aborda questões como o comportamento da equipe, introduzindo formação de motoristas em primeiros socorros. 

O governo da Suécia, em parceria com a OMS, organiza em 19 e 20 de fevereiro de 2020 a 3ª Conferência Ministerial Global sobre Segurança no Trânsito, com delegados de todo o mundo.  

  

  

  

Venezuela, Guiné-Bissau e o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa

Neste #DestaqueONUNews, ONU está preocupada com uso de força excessiva sobre manifestantes na Venezuela; Guterres afirma que “uma imprensa livre é essencial para a paz”. E para encerrar, apresentamos uma parte da reportagem especial sobre o combate ao tráfico de drogas na Guiné-Bissau.

Bombeiros brasileiros relatam salvamento de vítimas do ciclone Kenneth em Moçambique

Em ação coordenada, agências das Nações Unidas, o governo moçambicano e a Força Nacional do Brasil salvaram a vida de centenas de pessoas em Pemba, no norte de Moçambique, depois do ciclone Kenneth. 

Dezenas de bombeiros militares de Brumadinho, em Minas Gerais, estão no país há mais de um mês. Chegaram para ajudar depois do ciclone Idai e têm auxiliado agências da ONU e o governo do país no salvamento, buscas e processo de reconstrução. 

Tenente-coronel Vandernilson Peres, bombeiro militar da Força Nacional brasileira. Foto: Reprodução

Salvamento 

O coronel Vandernilson Peres, da Força Nacional brasileira, explicou algumas das atividades para a ONU News.  

“Estamos em Macomia, onde devido ao ciclone Kenneth rompeu a ponte do rio Muangamula. Estamos fazendo o resgate de várias famílias, tanto de um lado como do outro.”  

O capitão Kleber Castro, que comandou a operação de busca e salvamento, disse que foram retiradas “muitas pessoas de áreas vulneráveis que estavam completamente alagadas.” 

O oficial explicou que “a água foi subindo e destruiu muitas áreas residenciais.” Segundo ele, “se as pessoas estivessem lá provavelmente não teriam resistido.” O capitão acredita que “mais de 100 poderiam ter sido vítimas fatais, e foram só vítimas de um alagamento.” 

Unfpa

Equipe do Ocha reunida com bombeiros brasileiros e equipes do governo moçambicano.

Corrida contra o tempo 

O porta-voz do Escritório da Nações Unidas para Assuntos Humanitários, Ocha, no país disse ao Fundo da ONU para a População que o “principal desafio está ligado às condições climáticas para chegar às comunidades.” 

Saviano Abreu esteve no Bairro Mahate, onde muitas pessoas estavam em áreas em risco de deslizamento. O representante diz que funcionários da ONU “correram para lá e ativaram um dispositivo para tirar as pessoas das áreas propensas a inundações.” 

O porta-voz disse ainda que “com as chuvas fortes, a operação está sendo muito complicada” e que é preciso “lutar contra o tempo para salvar vidas”.  

Unfpa

Em Moçambique, bombeiros brasileiros em ação sendo transportados pelo Unfpa.

Danos 

Segundo os últimos dados das autoridades moçambicanas, o ciclone Kenneth causou mais de 40 mortes. Mais de 168 mil pessoas foram afetadas.  

Pelo menos 37 mil pessoas estão vivendo em centros de acomodação após a destruição de suas áreas de residência. Cerca de 35 mil casas e 200 salas de aula sofreram danos. 

Cerca de 14 unidades de saúde também foram afetadas. Estima-se que mais de 7 mil mulheres grávidas estejam em risco de parto inseguro nas áreas atingidas pelo fenômeno.  

Este desastre natural acontece seis semanas depois do país ter sido atingido pelo ciclone Idai, que causou mais de 650 mortes.