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Dia Mundial da Liberdade de Imprensa

Press Encounter: Paulo SŽrgio Pinheiro and Karen Koning Abu Zayd of the Independent International Commission of Inquiry on the Syrian Arab Republic

3 de maio 2019

A liberdade de imprensa é essencial para a paz, justiça, desenvolvimento sustentável e para os direitos humanos.

Nenhuma democracia está completa sem o acesso a informações transparentes e de confiança.  Esta é a base que permite construir instituições justas e imparciais, ao responsabilizar os líderes e ao afirmar a verdade a quem está no poder.

Isto é especialmente importante durante a época das eleições –  o foco do Dia Mundial da Liberdade de Imprensa deste ano.

“Os fatos, e não as mentiras, devem guiar as pessoas quando escolhem os seus representantes. No entanto, embora a tecnologia tenha transformado a forma como recebemos e partilhamos informações, às vezes também é usada para enganar a opinião pública ou para alimentar a violência e o ódio.”

O espaço cívico tem diminuído em todo o mundo a um ritmo alarmante. Com a retórica anti-media em ascensão, também há violência e assédio contra os jornalistas, inclusive contra mulheres.

“Estou profundamente preocupado com o crescente número de ataques e com a cultura de impunidade que existe.”

Segundo a UNESCO, quase 100 jornalistas foram mortos em 2018. Centenas estão presos. Quando os trabalhadores dos media são visto como alvos, as sociedades como um todo acabam por pagar o preço.

No Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, apelo a todos que defendam os direitos dos jornalistas, cujos esforços nos ajudam a construir um mundo melhor para todos.

Obrigado.

São Paulo adere a iniciativa sobre boas práticas em políticas migratórias

A cidade de São Paulo, no Brasil, concluiu a fase-piloto do projeto Indicadores de Governança de Migração Local.

Além de São Paulo, a iniciativa da Organização Internacional para Migrações, OIM, também envolve na primeira fase as cidades de Acra, no Gana, e Montreal, no Canadá.

Venezuelanos estão a ser levados da cidade de Boa Vista, em Roraima, para outras partes do Brasil. , by Acnur/Reynesson Damasceno

Governança

O projeto urbano é uma adaptação para o nível local dos Indicadores de Governança da Migração da OIM, que ajudou 50 países a avaliar suas estruturas de governança desde 2015.

São Paulo segue o exemplo do Governo Federal do Brasil, cujo envolvimento no projeto nacional, em 2018, permitiu mostrar várias boas práticas no país. Ente elas estão a adoção da nova Lei de Migração e o acolhimento de haitianos e venezuelanos.

Pela nova iniciativa, um conjunto de 87 indicadores ajudam autoridades locais a avaliar estratégias e iniciativas de impacto nessas áreas. Essas lideranças também podem identificar boas práticas, bem como áreas com potencial para desenvolvimento.

O objetivo é aumentar o diálogo sobre migração entre governos nacionais e autoridades locais e permitir que as autoridades aprendam umas com as outras, discutindo desafios comuns e identificando possíveis soluções.

Discussão

O Acnur Brasil e parceiros apoiam as autoridades locais no registro de venezuelanos que vivem no abrigo de Tancredo Neves, Boa Vista, Roraima., by Acnur/Reynesson Damasceno

Entre dezembro de 2018 e fevereiro de 2019, pesquisadores da OIM e da Unidade de Inteligência da revista “The Economist” trabalharam com São Paulo para coletar informações sobre como a cidade administra a migração.

Como parte da iniciativa, no início do mês de abril, autoridades administrativas do município participaram de um workshop para discutir o tema, analisando boas práticas e identificando áreas para melhorar.

Na semana passada, a OIM recebeu representantes das cidades e especialistas no seu escritório em Nova Iorque, para começar a análise dos resultados. Esse material ficará disponível em maio no Portal de Dados de Migração da OIM.

A reunião em Nova Iorque foi uma oportunidade para discutir como melhorar a metodologia e torná-la acessível a mais cidades.

Em nota, o diretor de Política de Migração da OIM, David Martineau, disse que “o ponto forte” da iniciativa “é o diálogo que pode criar, não apenas entre as autoridades locais e nacionais, mas também entre as cidades enfrentando desafios semelhantes em relação à gestão da migração.”

Nos próximos meses, a OIM trabalhará no aperfeiçoamento da metodologia. A avaliação será depois estendida a um número maior de cidades.

Relatório da ONU pede ação urgente para evitar crise de resistência antimicrobiana

As Nações Unidas e parceiros divulgaram esta segunda-feira, um relatório inovador exigindo “ação imediata, coordenada e ambiciosa” para evitar uma crise de resistência aos antibióticos. 

A publicação feita com agências internacionais e especialistas é da autoria do Grupo de Coordenação Ad Hoc sobre Resistência Antimicrobiana e adverte que as doenças resistentes a medicamentos podem causar até 10 milhões de mortes, por ano, até 2050.

Consequências

A vice-secretária-geral da ONU, Amina Mohammed, considera que “a resistência antimicrobiana é uma das maiores ameaças para a comunidade global”.  
Pnuma/Cyril Villemain

Para além disso, os danos para a economia podem ser “catastróficos” , com impactos semelhantes aos da crise financeira global de 2008-2009.

Uma outra conclusão é que, até 2030, a resistência antimicrobiana pode condenar à pobreza extrema até 24 milhões de pessoas.

Segundo a OMS, atualmente, pelo menos 700 mil pessoas morrem anualmente devido a doenças resistentes aos medicamentos, incluindo 230 mil pessoas que morrem de tuberculose multirresistente.

Doenças cada vez mais comuns, incluindo infeções do trato respiratório, infeções sexualmente transmissíveis e infeções do trato urinário, são incuráveis. 

Abordagem coordenada

De acordo com o relatório, o mundo sente as consequências económicas e de saúde à medida que alguns medicamentos se tornam ineficazes.  

Reconhecendo que a saúde humana mas também a animal, a alimentar e a ambiental estão estreitamente interligadas, o relatório apela à comunidade internacional que adote uma abordagem coordenada e multissetorial.

O relatório identifica algumas recomendações para que os governos possam abordar este problema. Ampliar os esforços de financiamento e capacitação, implementar sistemas regulatórios mais fortes e apoiar programas de consciencialização para o uso responsável de antibióticos são algumas das prioridades elencadas.

Para além disso, o documento considera que é necessário investir em pesquisa e desenvolvimento para combater a resistência antimicrobiana e eliminar com urgência o uso de algumas substâncias na agricultura.

Grupo de Especialistas

A vice-secretária-geral da ONU, Amina Mohammed, considera que “a resistência antimicrobiana é uma das maiores ameaças para a comunidade global”. A representante sublinha “que não há tempo a perder” para que todas as partes acolham estas recomendações e “trabalhem com urgência para proteger as pessoas, o planeta e garantir um futuro sustentável para todos.”

Convocada a pedido de líderes mundiais após a primeira Reunião de Alto Nível da ONU sobre Resistência Antimicrobiana, em 2016, o grupo de especialistas reuniu parceiros da ONU, organizações internacionais e indivíduos com experiência em saúde humana, animal e vegetal. Estiveram também envolvidos representantes dos setores de alimentos, ração animal, comércio, desenvolvimento e meio ambiente, para formular um plano para a luta contra a resistência antimicrobiana.

Este relatório reflete um compromisso renovado com a ação colaborativa entre a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO, a Organização Mundial de Saúde Animal, Omsa, e a Organização Mundial de Saúde, OMS.

Doenças cada vez mais comuns, incluindo infeções do trato respiratório, infeções sexualmente transmissíveis e infeções do trato urinário, são incuráveis.Foto: IRIN/Eva-Lotta Jansson

Alternativas

O diretor diretor-geral da FAO sublinha que “os países podem promover sistemas alimentares sustentáveis ​​e práticas agrícolas que reduzam o risco de resistência antimicrobiana, trabalhando em conjunto para promover alternativas viáveis ​​ao uso de antimicrobianos, conforme estabelecido nas recomendações do relatório.”

Uma ideia é também enfatizada pelo diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, que lembra o facto deste relatório fazer recomendações concretas “que podem salvar milhares de vidas todos os anos.”

ONU celebra Dia Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho

Inspirado pelo centenário da Organização Internacional do Trabalho, OIT, o Dia Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho tenta fazer um balanço de 100 anos de existência da agência.

Entre os objetivos estão avaliar as melhorias alcançadas na segurança e saúde no trabalho e projetar os futuros grandes desafios do mercado laboral e que resultam de fatores como a tecnologia, a demografia, o desenvolvimento sustentável, as mudanças climáticas e a organização do trabalho.

Cultura

Para a OIT é necessário garantir uma cultura de segurança e saúde no mercado laboral em que o direito a um ambiente de trabalho seguro e saudável é respeitado a todos os níveis.OIT/ Marcel Crozet

O Dia Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho pretende ser uma campanha internacional anual para promover um trabalho seguro, saudável e digno.

Para a OIT é necessário garantir uma cultura de segurança e saúde no mercado laboral em que o direito a um ambiente de trabalho seguro e saudável é respeitado a todos os níveis.

Governos, empregadores e trabalhadores devem participar ativamente na construção desse ambiente através de um sistema de direitos e deveres definidos.

Em 2003, a OIT começou a comemorar a data para enfatizar a prevenção de acidentes e doenças no trabalho, e promovendo o diálogo social da OIT.

Esta celebração é parte integrante da Estratégia Global sobre Segurança e Saúde Ocupacional da OIT, que tem como um dos seus principais pilares a defesa de direitos.

Este dia mundial é, segundo a agência, uma ferramenta importante para aumentar a consciencialização da importância do trabalho seguro e saudável.

Prevenção

A OIT recorda que os governos devem ser responsáveis por implementar as leis e os serviços necessários para assegurar que os trabalhadores tenham acesso a emprego, incluindo o desenvolvimento de políticas e de um sistema de fiscalização que garanta o cumprimento da legislação e das políticas de segurança e saúde laborais.

Por outro lado, os trabalhadores devem trabalhar com segurança e não pôr em perigo os outros, conhecer os seus direitos e participar na implementação de medidas preventivas.

Saiba mais sobre o trabalho desenvolvido pela OIT nos últimos 100 anos assistindo a este vídeo em língua inglesa:

Efeitos do clima deixam mais de 1,4 milhão de pessoas precisando de assistência alimentar urgente na América Central

A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO, e o Programa Mundial de Alimentos, PMA, fizeram um alerta sobre os efeitos dos padrões climáticos erráticos no chamado Corredor Seco da América Central.

Segundo as agências, secas prolongadas e chuvas fortes destruíram mais da metade das plantações dos agricultores de subsistência na região. Com isso, eles ficaram sem reservas de alimentos e tiveram a segurança alimentar afetada.

Segundo as agências, secas prolongadas e chuvas fortes destruíram mais da metade das plantações dos agricultores de subsistência na região. , by Foto: PMA/Rocío Franco

Secas

Governos da América Central estimam que 2,2 milhões de pessoas de El Salvador, da Guatemala, de Honduras e da Nicarágua tenham sofrido perdas das lavouras. A maior parte dos danos foi causada devido às secas.

Durante os últimos três meses de 2018, o PMA, a FAO e os governos realizaram avaliações de segurança alimentar de emergência no Corredor Seco, confirmando que 1,4 milhão de pessoas precisam de assistência alimentar urgente.

As agências da ONU estão pedindo US$ 72 milhões para a comunidade internacional para poderem fornecer assistência alimentar para mais de 700 mil pessoas da região em 2019.

Estas verbas também ajudarão a criar e restaurar ativos produtivos, diversificar a fonte de renda de agricultores de subsistência, estabelecer redes de segurança de proteção social e fortalecer a resiliência dos agricultores diante de eventos futuros relacionados ao clima.

Plantações

De acordo com o diretor regional para a América Latina e o Caribe do PMA, Miguel Barreto, “agricultores de subsistência começaram a plantar este mês, mas muitos não têm reservas alimentares e sofrem o risco de perderem as plantações novamente.”

Barreto acrescentou que se não for recebido apoio imediato, “o período de escassez pode ser extremamente difícil, especialmente para as crianças, que são as mais vulneráveis e cuja condição nutricional pode piorar como resultado da situação.”

Governos da América Central relataram que em 2018, o atraso da estação das chuvas no Corredor Seco arruinou até 70% das primeiras colheitas dos agricultores de subsistência. Já as chuvas excessivas prejudicaram até 50% da segunda safra.

Na Guatemala agricultores lutam contra os impactos da seca. , by PMA/Francisco Fion

El Niño

A FAO apontou que na metade de fevereiro, a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA anunciou o surgimento do fenômeno El Niño e previu que este duraria até outubro.

Existe uma alta probabilidade de que o El Niño afete a semeadura de grãos básicos durante o primeiro ciclo das plantações, o que agravará a já frágil segurança nutricional e alimentar das comunidades ao longo do Corredor Seco.

As agências da ONU recomendam que os agricultores sejam informados sobre a situação atual para prevenir perdas das lavouras pelo atraso da estação da chuva.  Alternativas a serem consideradas são a substituição das culturas existentes que dependem da água por sorgo e tubérculos, que precisam de menos água, ou a semeadura de plantações de ciclo curto com as primeiras chuvas nas zonas secas.

Resiliência

O coordenador regional da FAO para a Mesoamérica e representante no Panamá, Adoniram Sanche, destacou que a agência tem tentado “melhorar a resiliência das pessoas que vivem no Corredor Seco”.

Sanche disse que se tem trabalhado para “reforçar os sistemas de monitoramento e alerta precoce e mitigar o impacto das secas e das chuvas através das melhores práticas agrícolas, aumentando a resiliência e a adaptação das famílias para fortalecer seus meios de subsistência, evitando assim que os eventos climáticos comprometam sua segurança alimentar e forcem eles a migrarem”. 

Metade dos cerca de 1,9 milhão dos pequenos produtores de grãos básicos na América Central vivem no Corredor Seco. Estas famílias são de agricultores de subsistência, o que significa que elas plantam e consomem os alimentos que produzem, principalmente milho de feijão.

Lavouras

As agências da ONU destacam que se forem perdidas as lavouras, estes ficam sem reservas para comerem ou venderem, para sobreviverem até a próxima colheita.

Uma vez esgotadas as reservas alimentares, as famílias recorrem frequentemente a estratégias de emergência. Segundo a FAO, o PMA e os governos, até 82% das famílias venderam suas ferramentas agrícolas e animais para comprar comida. Eles devem diminuir o número de refeições ou comer alimentos menos nutritivos. 

Mais de 25% das famílias avaliadas não têm renda suficiente para cobrir as necessidades básicas de alimentos e 8% delas disseram que pretendem migrar em resposta à situação.

De acordo com a FAO e o PMA, apenas revitalizando o Corredor Seco é possível criar condições para que as comunidades melhorem seu modo de vida sem precisar deixar suas casas e empreender jornadas perigosas em busca de melhores oportunidades.

Estágio na ONU

EstagioSecretariado da ONU

As Nações Unidas oferecem programas de estágio em todas as principais localizações da organização. Saiba como concorrer aqui.

Sistema das Nações Unidas

Se tem interesse em realizar um estágio numa agência especializada, fundo ou programa das Nações Unidas, consulte os respetivos sites para verificar as oportunidades de estágio oferecidas por cada entidade.

Estágio no UNRIC

O UNRIC disponibiliza estágios de comunicação a estagiários qualificados para um período entre quatro a seis meses.

Os interessados em fazer um estágio na ONU Portugal devem enviar o currículo e uma carta de motivação para portugal@unric.org

Aviso aos candidatos

Existem falsos anúncios de emprego com ofertas para as Nações Unidas. A ONU e as suas agências especializadas, fundos e programas não exigem qualquer tipo de pagamento em nenhuma fase do concurso ou processo de avaliação e recrutamento.

Voluntariado na ONU

Programa de Voluntários das Nações Unidas (UNV)

OCHA UNVO Programa de Voluntários das Nações Unidas constitui uma organização da ONU que contribui para a paz e para o desenvolvimento através do voluntariado em todo o mundo.

Todos os anos cerca de 8 mil homens e mulheres qualificados, de 160 nacionalidades diferentes, servem como voluntários pelo menos durante seis meses, oferecendo tempo das suas vidas para ajudar outras pessoas. Estes Voluntários da ONU trabalham em 130 países promovendo a paz, dando resposta a desastres, ajudando a capacitar comunidades e a ajudar a construir as bases para o desenvolvimento sustentável.

Saiba mais aqui.

Trabalho na ONU

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O Secretariado das Nações Unidas procura pessoas competentes e motivadas, com uma forte convicção nos seus objetivos e mandato e que estejam dispostos a dedicar-se a uma carreira internacional gratificante em diferentes partes do mundo. A Organização das Nações Unidas proporciona uma oportunidade para servir num ambiente dinâmico e multicultural num vasto leque de funções que dão apoio a causas globais.

Os funcionários das Nações Unidas assumem e defendem os princípios e os valores essenciais da Organização, tais como integridade, profissionalismo, eficiência e respeito pela diversidade. A ONU aceita candidaturas de nacionais de todos os Estados-membros e encoraja vivamente as mulheres a concorrer. Candidatos que sejam portadores de deficiência serão considerados para empregos em todos os tipos de contrato, em total cumprimento da Carta das Nações Unidas.

Existem várias formas de se juntar à força de trabalho das Nações Unidas. A Organização também oferece a oportunidade de contribuir como voluntário e oferece estágios em vários departamentos.

Os candidatos a empregos nas categorias de Serviços Gerais (General Service) e categorias relacionadas, incluindo segurança, secretaria e outro tipo de serviços de apoio são recrutados localmente.

Secretariado da ONU

Saiba mais sobre oportunidades de emprego e vagas atuais no Secretariado das Nações Unidas aqui.

Saiba mais sobre remuneração, subsídios, benefícios e categorias profissionais nas Nações Unidas aqui.

Programa de Jovens Profissionais (YPP)

As Nações Unidas procuraram cidadãos altamente qualificados de certos países para emprego, a fim de alcançarem maior equilíbrio geográfico dos seus profissionais. O Programa de Jovens Profissionais (PJP ou YPP no acrónimo original) é uma iniciativa de recrutamento, destinada a jovens até aos 32 anos, que traz novos talentos para a Organização das Nações Unidas através de um exame de admissão anual.

A lista de países que participam neste programa varia todos os anos.

Consulte toda a informação sobre este programa aqui.  

Sistema da ONU

As agências especializadas, fundos e programas que fazem parte do sistema da ONU, como a UNESCO, a UNICEF, a OMS, etc., conduzem os seus próprios processos recrutamento. Os interessados devem consultar o site da agência em questão para obter informações adicionais sobre oportunidades de emprego.

Esta página contém vagas disponíveis em mais de 40 escritórios destas organizações.

Com a exceção dos “capacetes azuis”, que são as forças militares fornecidas diretamente pelos Estados-membros, as Nações Unidas recrutam funcionários civis para as suas missões de paz. Poderá obter mais informações sobre o recrutamento para as operações de manutenção da paz aqui.

Programa de Peritos Associados

Este programa oferece a jovens profissionais, com diploma de universidades ou instituições de ensino superior, uma oportunidade para adquirir experiência profissional em áreas de cooperação técnica do Secretariado da ONU. Este programa é financiado por acordos bilaterais entre a organização e os países que desejam participar. Apenas os cidadãos destes países podem concorrer.

Saiba mais aqui.

Programa de Jovens Funcionários (JPO)

O Programa dos Jovens Funcionários (JPO) oferece aos jovens profissionais uma carreira no campo do desenvolvimento com experiência prática em cooperação técnica multilateral. O Programa de Jovens Funcionários é administrado pelo JPO Service Center (JPOSC) servindo agências como: o PNUD, a OMS, a ONU Mulheres, entre outras.

Este programa está dependente das contribuições dos Estados-membros participantes. Saiba mais aqui.

Materiais

ODS Poster 2018

Aqui poderá descarregar alguns dos materiais disponíveis, em língua portuguesa, sobre a Agenda 2030 e respetivos Objetivos de Desenvolvimentos Sustentável.

Faça aqui o download da brochura dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

Faça aqui o download do guia “170 Ações Diárias para Transformar o Nosso Mundo”

O UNRIC também poderá disponibilizar a escolas, universidades, entidades públicas, organizações não-governamentais, entre outros, mediante solicitação e consoante a disponibilidade de stock, materiais impressos de promoção da Agenda 2030 e respetivos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

A recolha dos materiais deve ser assegurada pela entidade requerente num dos nossos pontos de armazenamento em Lisboa ou em Guimarães.

Faça a sua solicitação através do email portugal@unric.org

Esportes são destaque de Dia Mundial da Propriedade Intelectual

O Dia Mundial da Propriedade Intelectual é marcado esta sexta-feira, 26 de abril. A campanha deste ano tem o tema “Reach for Gold”, agarre o ouro, numa tradução livre para português.

A Organização Mundial da Propriedade Intelectual, Ompi, diz que pretende “celebrar heróis esportivos e todas as pessoas que estão inovando nos bastidores para impulsionar o desempenho esportivo e seu apelo global.”

Atração milenar

Negócio permite realização de grandes eventos esportivos, by Pnud/Papp

A agência diz que “o impulso para testar habilidades, a emoção da competição e a admiração que se sente ao observar pessoas comuns realizando proezas extraordinárias, alimentam a fascinação pelo esporte há milhares de anos.”

Para a Ompi, o objetivo do dia é explorar “como a inovação, a criatividade e os direitos de propriedade intelectual apoiam o desenvolvimento do esporte e seu prazer .”

A Ompi pede que pessoas se juntem à campanha, celebrando o poder dos esportes para inovar e unir todas as pessoas do mundo.

Negócio

Hoje, graças aos avanços nas tecnologias de transmissão, qualquer pessoa, em qualquer lugar, pode acompanhar a ação esportiva 24 horas por dia, acompanhando o desempenho de seus atletas e equipes favoritos sem sair de casa.

O setor se tornou uma indústria global multibilionária, gerando investimentos em instalações, empregando milhões de pessoas em todo o mundo e entretendo muitas outras.

A Ompi afirma que “as relações comerciais baseadas em direitos de propriedade intelectual ajudam a garantir o valor econômico” desta atividade.  Isso “estimula o crescimento da indústria, permitindo financiar eventos e proporcionando meios para promover o desenvolvimento esportivo nas bases.”

Empresas esportivas usam patentes e designs para promover o desenvolvimento de novas tecnologias, materiais, treinamento e equipamentos para ajudar a melhorar o desempenho atlético e envolver os fãs. Marcas aumentam receitas comerciais dos contratos de patrocínio, merchandising e licenciamento.

São essas receitas que compensam o custo de organizar eventos de classe mundial, como os Jogos Olímpicos e a Copa do Mundo e permitem que a integridade desses eventos seja salvaguardada.

OMS: para crescerem saudáveis, crianças devem sentar menos e brincar mais

Atividades Físicas

A OMS aponta que a falha em seguir as recomendações atuais de atividade física é responsável por mais de 5 milhões de mortes em todo o mundo, a cada ano, em todas as faixas etárias. Atualmente, mais de 23% dos adultos e 80% dos adolescentes não são suficientemente ativos fisicamente.

A agência acrescenta que se a atividade física saudável, o comportamento sedentário e os hábitos de sono forem estabelecidos no início da vida, isso ajuda a moldar os hábitos desde a infância, adolescência e até a idade adulta.

Brincadeiras

A especialista em obesidade infantil e atividade física da OMS, Juana Willumsen, enfatiza que o que se precisa realmente fazer “é trazer de volta a brincadeira para as crianças.” Ela acrescenta que “trata-se de fazer a mudança do tempo de sedentarismo para o tempo de brincadeira, e ao mesmo tempo, protegendo o sono.”

A OMS aponta também que o tempo sedentário de qualidade passado em atividades interativas não baseadas em tela com um cuidador, como leitura, narração de histórias, canto e quebra-cabeças, é muito importante para o desenvolvimento infantil.

Segundo a agência, o uso dessas diretrizes durante os primeiros cinco anos de vida pode contribuir para o desenvolvimento motor e cognitivo das crianças e a saúde ao longo da vida.

Dia Internacional do Multilateralismo e da Diplomacia para a Paz

24 de abril de 2019

Esta primeira comemoração do Dia Internacional do Multilateralismo e da Diplomacia para a Paz enaltece o valor da cooperação internacional para o bem comum. Durante quase 75 anos, os acordos multilaterais estabelecidos após a Segunda Guerra Mundial salvaram vidas, expandiram o progresso económico e social, defenderam os direitos humanos e, não menos importante, ajudaram a evitar um terceiro conflito global. Da articulação do direito internacional ao avanço da igualdade de género, desde a proteção do meio ambiente até à limitação da proliferação de armas letais e doenças mortais, o multilateralismo e a diplomacia têm um comprovado historial de serviço a todos os povos.

No entanto, tal cooperação não se pode dar como garantida. Este novo Dia Internacional surge num momento em que os esforços multilaterais estão sob pressão de conflitos não resolvidos, de alterações climáticas descontroladas, de aumento das desigualdades, entre outras ameaças. As novas tecnologias estão a criar diversas oportunidades mas também podem perturbar os mercados de trabalho, a coesão social e o respeito dos nossos direitos. Vivemos um momento paradoxal: os desafios globais são mais interdependentes mas as nossas respostas estão cada vez mais fragmentadas.

“Assistimos a um crescente déficit de confiança nos governos, nas instituições políticas e nas organizações internacionais, assim como a um crescente apelo de vozes nacionalistas e populistas que demonizam e dividem. Estas tendências são muito perigosas para os atuais desafios que requerem uma ação coletiva.”

Neste difícil contexto, precisamos lembrar a urgência sentida pelos fundadores das Nações Unidas e revigorar as ferramentas da Organização. Os princípios de colaboração perduram, mas as especificidades devem levar em conta rápida transformação do nosso mundo. Precisamos de um compromisso mais forte com uma ordem baseada em regras, com uma Organização das Nações Unidas eficaz no seu centro.

“Precisamos de um multilateralismo em rede, com estreita cooperação entre organizações internacionais e regionais, incluindo bancos de desenvolvimento. Como os governos e as organizações internacionais não podem fazê-lo sozinhos, precisamos de um multilateralismo inclusivo, enraizado em parcerias com a comunidade empresarial, sociedade civil, parlamentos, comunidades académicas e filantrópicas e outras partes interessadas, em particular os jovens.”

Contudo, não é suficiente proclamar a virtude do multilateralismo, devemos provar o seu valor acrescentado. Também não é aceitável excluir os que duvidam, devemos mostrar que o multilateralismo pode responder a ansiedades globais e proporcionar uma globalização justa que beneficie todos.

A Carta das Nações Unidas aponta o caminho, portadora de um projeto em que as pessoas e os países vivem como bons vizinhos, defendendo valores universais e reconhecendo nosso futuro comum. Fortalecer o multilateralismo significa fortalecer nosso compromisso de alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e construir um mundo mais justo e mais seguro para as futuras gerações. Esse compromisso é necessário agora mais do que nunca: por parte das Nações Unidas, dos líderes e cidadãos de todo o mundo.

ONU homenageia multilateralismo e diplomacia para a paz

O secretário-geral da ONU, António Guterres, destaca que o multilateralismo e a diplomacia “permitiram expandir o progresso económico e social, defenderam os direitos humanos e, não menos importante, ajudaram a evitar um terceiro conflito global.”

A ONU comemora, pela primeira vez, esta quarta-feira, 24 de abril, o Dia Internacional do Multilateralismo e Diplomacia para a Paz.

Ameaças

Este Dia Internacional do Multilateralismo e da Diplomacia para a Paz foi oficialmente aprovado a 12 de dezembro de 2018 através de uma resolução da Assembleia Geral da ONU.
ONU/ /Jean-Marc Ferré

Em mensagem especial, o chefe da ONU elenca algum do trabalho feito nas últimas décadas “da articulação do direito internacional ao avanço da igualdade de género, desde a proteção do meio ambiente até à limitação da proliferação de armas letais e doenças mortais”, afirmando que “o multilateralismo e a diplomacia têm um comprovado historial de serviço a todos os povos.”

No entanto, Guterres alerta que “tal cooperação não se pode dar como garantida”, num momento em que os esforços multilaterais estão sob pressão “de conflitos não resolvidos, de alterações climáticas descontroladas, de aumento das desigualdades, entre outras ameaças.”

O secretário-geral sublinha a ideia de que se vive um momento paradoxal em que “os desafios globais são mais interdependentes mas as respostas estão cada vez mais fragmentadas.”

Preocupado com o crescente déficit de confiança nos governos, nas instituições políticas e nas organizações internacionais, bem como com os movimentos nacionalistas, Guterres diz que estas tendências são “muito perigosas para os atuais desafios que requerem uma ação coletiva.”

Resolução

O secretário-geral sublinha a ideia de que se vive um momento paradoxal em que “os desafios globais são mais interdependentes mas as respostas estão cada vez mais fragmentadas.”
Foto ONU/ Manuel Elias

Este Dia Internacional do Multilateralismo e da Diplomacia para a Paz foi oficialmente aprovado a 12 de dezembro de 2018 através de uma resolução da Assembleia Geral da ONU.

O objetivo é preservar os valores do multilateralismo e da cooperação internacional, que sustentam a Carta da ONU e a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável.

A ONU defende que as normas internacionais e o sistema baseado em regras, que orientaram as nações ao longo das últimas sete décadas, devem afirmar-se para lidar com os crescentes desafios impostos pelo protecionismo e isolacionismo.

Por isso, a Organização lembra que questões globais como as mudanças climáticas, as tensões geopolíticas, as crises humanitárias e migratórias são transversais e exigem atenção e ação coletiva.

Tal como é enfatizado na resolução, esta data é uma reafirmação da Carta da ONU e dos seus princípios de resolução de disputas entre países por meios pacíficos, reconhecendo o uso de decisões multilaterais e da diplomacia para alcançar resoluções para os conflitos entre nações.

ONU destaca extinção de espécies em Dia Internacional da Terra

O mundo está enfrentando a maior taxa de extinção desde que se perdeu os dinossauros há mais de 60 milhões de anos.

O alerta é da Rede Dia da Terra, que organiza o Dia Internacional da Terra. Este ano, a data marcada esta segunda-feira, 22 de abril, tem por tema “Proteja nossas espécies”.

Ação climática

No Twitter, o secretário-geral da ONU compartilhou um vídeo alertando para os efeitos da mudança climática. António Guterres pediu que no Dia Internacional da Terra, como em todos os outros dias, as pessoas tomem ações contra a mudança climática.

O chefe da ONU organiza para 23 de setembro desse ano, em Nova Iorque, a Cimeira de Ação Climática, que irá reunir líderes mundiais para discutir as melhores formas de combater as mudanças climáticas.

Esta segunda-feira, a Assembleia Geral também organiza um evento para marcar o dia. Além da presidente da Assembleia Geral, María Fernanda Espinosa, discursam representantes do Bangladesh, Bolívia, Equador, Estados Unidos e Índia.

Espécies

Em nota, a Rede Dia da Terra diz que escolheu o tema desse ano porque “a oferta da natureza para o planeta são os milhões de espécies que se conhecem e muitas outras que ainda precisam de ser descobertas.”

Apesar disso, “os seres humanos perturbaram irrevogavelmente o equilíbrio da natureza e, como resultado disso, o mundo enfrenta a maior taxa de extinção desde que se perderam os dinossauros há mais de 60 milhões de anos.”

Ao contrário do destino dos dinossauros, no entanto, a rápida extinção de espécies de hoje é resultado da atividade humana.

A organização afirma que “a destruição global sem precedentes e a rápida redução das populações de plantas e animais selvagens estão diretamente ligadas a causas impulsionadas pela atividade humana.”

Mosi estava em reabilitação desde que foi resgatado do tráfico de animais, após uma recuperação bem-sucedida teve alta alguns meses depois., by Tikki Hywood Foundation

Algumas dessas atividades são o desmatamento, perda de habitat, tráfico e caça furtiva, agricultura insustentável, poluição e pesticidas.

Segundo a nota, se ação não for imediata, “a extinção pode ser o legado mais duradouro da humanidade.”

Campanha

A boa notícia é que a taxa de extinção ainda pode ser reduzida. Muitas das espécies em perigo ainda podem ser recuperadas. Para isso, é preciso “construir um movimento global de consumidores, eleitores, educadores, líderes religiosos e cientistas para exigir ação imediata.”

A Rede Dia da Terra pede que as pessoas participem da campanha.

Os objetivos são educar sobre a taxa acelerada de extinção de milhões de espécies e suas causas, alcançar vitórias políticas, construção de um movimento global e, por fim, incentivar ações individuais, como adoção de uma dieta baseada em vegetais e a interrupção do uso de pesticidas e herbicidas.

História

O Dia Internacional da Terra é um evento global. Segundo a presidente da Rede Dia da Terra, Kathleen Rogers, “mais de 1 bilhão de pessoas em 192 países participam daquele que é o maior dia de ação com foco cívico no mundo.”

Rogers diz que este “é um dia de ação política e participação cívica.” As pessoas marcham, assinam petições, reúnem-se com seus representantes eleitos, plantam árvores, limpam cidades e estradas. Corporações e governos usam o dia “para fazer promessas e anunciar medidas de sustentabilidade.”

Em 2020, o dia celebra 50 anos. Em 22 de abril de 1970, milhões de pessoas foram para as ruas protestar contra os impactos negativos de 150 anos de desenvolvimento industrial.

Nos Estados Unidos e em todo o mundo, a poluição do ar estava se tornando mortal e havia cada vez mais provas de que a poluição levava a atrasos no desenvolvimento de crianças. A biodiversidade estava em declínio como resultado do uso de pesticidas e outros poluentes.

Segundo a organização, líderes religiosos, incluindo o papa Francisco, “ligam o Dia da Terra com a proteção das maiores criações de Deus, dos seres humanos, da biodiversidade e do planeta.”

Coral Reef Image Bank/Jayne Jenk

Uma tartaruga nada por um recife de coral nas Maldivas