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OMS defende que cenas de tabagismo nos filmes tenham avisos para proteger as crianças

FOTO: World Bank

Os filmes com cenas de tabagismo influenciaram milhões de jovens em todo o mundo na decisão de começar a fumar, pelo que a Organização Mundial de Saúde (OMS) apelou à classificação e exibição de avisos para proteger as crianças de riscos que podem levar à invalidez e morte.

“Com restrições cada vez mais rigorosas na publicidade ao tabaco, os filmes continuam a ser um dos últimos canais de exposição dos jovens, sem restrições, a imagens de fumadores”, afirmou Douglas Bettcher, diretor do departamento para a Prevenção de Doenças Não Transmissíveis da OMS.

“Imagens de pessoas a fumar nos filmes pode ser uma poderosa forma de promoção dos produtos de tabaco. Os 180 membros da Convenção-Quadro da OMS para o Controlo do Tabaco são obrigadas, pelo direito internacional, a banir a publicidade, promoção e patrocínio do tabaco”, referiu Bettcher.

De acordo com a mais recente edição do relatório da ONU intitulado “Filmes sem tabaco: da evidência à ação”, estudos nos Estados Unidos da América têm mostrado que as cenas cinematográficas envolvendo consumo de tabaco são responsáveis por 37% de todos os novos jovens fumadores.

O caso de Hollywood mas também da Europa

Em 2014, os Centros de Controlo e Prevenção de Doenças estimaram que, só nos Estados Unidos da América, a exposição a cenas de tabagismo tem o poder de atrair mais de seis milhões de novos fumadores, incluindo jovens, dos quais dois milhões acabariam por morrer de doenças induzidas pelo tabaco.

Em 2014, imagens de consumo de tabaco foram detetadas em 44% dos filmes produzidos pelas empresas de Hollywood, sendo 36% destes classificados como para jovens. Quase dois terços dos filmes de maior sucesso, entre 2002 e 2014, exibiram imagens de tabaco.

Muitos filmes produzidos fora dos Estados Unidos da América também contêm cenas de tabagismo. As investigações têm demonstrado que foram encontradas imagens de consumo de tabaco nos filmes de maior sucesso de seis países europeus (Alemanha, Irlanda, Itália, Polónia, Holanda e Reino Unido), e em dois países da América Latina (Argentina e México). Nove em cada 10 filmes da Irlanda e da Argentina contêm imagens de tabagisto, incluindo filmes classificados para jovens.

Recomendações

O relatório da ONU “Filmes sem tabaco: da evidência à ação” apresenta, em concordância com a Convenção-Quadro da OMS para o Controlo do Tabaco, recomendações de medidas a tomar a nível político. Estas incluem a classificação dos filmes por idades, para reduzir, globalmente, a exposição dos jovens às imagens de tabaco; declaração expressa dos produtores de que não receberam qualquer valor ou outra gratificação para exibirem produtos de tabaco e  a proibição de exibição de marcas de tabaco.

Publicidade com forte mensagem antitabagismo deve ser mostrada antes do início dos filmes que contêm imagens de utilizadores de tabaco, em todos os canais de distribuição (cinemas, televisões, online) e as produções que promovam o tabagismo não devem ser ilegíveis para receber subsídios públicos.

Armando Peruga, gestor de programa da ONU “Iniciativa Livres de Tabaco”, diz que muitos países têm dado passos importantes para limitar as imagens de tabaco nos filmes.

“A China ordenou que as “excessivas” cenas de tabagismo fossem retiradas dos filmes. A Índia implementou novas regras sobre as imagens de tabaco e exibição da marcas de tabaco em filmes nacionais e importados, bem como nos programas de televisão”, disse. “Mas muito mais pode e deve ser feito”, acrescentou.

28 de janeiro de 2016, Centro de Notícias da ONU/Traduzido & Editado por UNRIC

David Nabarro: “Promover o desenvolvimento sustentável é o trabalho mais difícil do mundo”

“É o trabalho mais difícil que um ser humano poderia receber”, é como David Nabarro descreve a sua missão enquanto conselheiro especial do Secretário-geral da ONU para a Agenda 2030 de Desenvolvimento Sustentável, para a qual foi nomeado no mês passado.

David  Nabarro tem larga experiência em trabalhos difíceis já que acumula 30 anos de experiência nas áreas da saúde pública, nutrição e desenvolvimento, ao nível nacional, regional e global, tendo assumido cargos em várias organizações não governamentais, universidades, governo e sistema da ONU.

O novo conselheiro especial foi o principal coordenador da ONU para a pandemia da Gripe Aviária, de 2005 a 2014, num momento em que muitos temiam a disseminação da doença a nível global; foi coordenador do Grupo de Trabalho de Alto Nível das Nações Unidas sobre a Segurança Alimentar Global, de 2009 a 2014, e mais recentemente foi o principal coordenador das Nações Unidas para a epidemia do Ébola, que matou mais de 11 mil pesssoas na África Ocidental.

Este veternado da ONU, nascido em Londres, enfrenta agora um tarefa mais abrangente: mobilizar esforços para alcançar os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) que constituem a Agenda 2030.

“O meu trabalho é fazer tudo para garantir que os objetivos serão postos em prática, rapidamente”, afirmou Nabarro numa entrevista à Agência de Notícias da ONU.

Inquirido sobre  qual a área que requer maiores progressos, o conselheiro especial diz que os ODSs formam um todo, complexo, que requer um progresso igual em todas as frentes.

“Os 17 Objetivos representam uma tapeçaria indivisível de pensamento e ação a aplicar em todas as comunidades, em todo o mundo”, frisou. “São universais, mas são também indivisíveis, pelo que consideramos que nenhum dos objetivos deve ser separado dos demais”.

“Quando os analisamos, apercebemo-nos que, embora sejam apresentados como objetivos individuais, representam uma estrutura de ação totalmente interlaçada e que é relevante para todos os seres humanos, em toda a parte.”

FOTO ONU/Rick Bajornas

Os ODS incluem: erradicação da pobreza, erradicação da fome, qualidade da saúde, qualidade da educação, igualdade de género, água potável e saneamento, energia limpa e a preços acessíveis, trabalho decente e crescimento económico, inovação, redução de desigualdades, cidades sustentáveis, consumo responsável, ação climática, oceanos e terrenos despoluídos e a constituição de parcerias para alcançar os Objetivos.

Nabarro diz esperar governos que os países que desenvolveram e adotaram os ODS, na cimeira da ONU em setembro, se certifiquem de que a implementação se processa de uma forma abrangente; que as empresas e organizações da sociedade civil apoiam inteiramente os ODS, e que todo o sistema da ONU também garanta a sua implementação.

“Não posso fazer tudo sozinho e, por isso, o trabalho tem de ser feito em conjunto com outros, em nome do Secretário-geral, ajudando-o a perceber em que pontos deve  focar a sua atenção”, acrescentou.

 Veja o vídeo abaixo com declarações de David Nabarro (clique nas opções para obter as legendas em Português)

28 de janeiro de 2016, Centro de Notícias da ONU/Traduzido & Editado por UNRIC

OMS convoca reunião de emergência para debater a “dramática” propagação do vírus Zika

chan

A Organização Mundial de Saúde (OMS) leva a cabo uma reunião de emergência, esta segunda-feira, sobre o “dramático” aumento da infeção pelo vírus Zika, alertando que a sua propagação “explosiva” poderá, eventualmente, infetar até quatro milhões de pessoas, antes de estar controlado.

“O nível do alarme é extremamente alto”, disse a Diretora-geral da OMS, Margaret Chan, na reunião com o Conselho Executivo da organização, na passada sexta-feira, em Genebra (Suíça).

O Zika é transmitido pelo mosquito Aedes genus e foram reportados casos em 23 países, com a sitação mais grave a ser registada no Brasil.

Marcos Espinal, diretor do Departamento de Doenças Transmissíveis e Análise de Saúde na Organização Panamericana de Saúde (OPAS), filial regional da OMS, disse que o surto poderá infetar três a quatro milhões de pessoas, antes de estar controlado.

“Não devemos entrar em pânico, mas precisamos de fazer já um forte controlo nos países afetados”, disse Espinal.

A diretora-geral da OMS diz que são ncessárias mais respostas da comunidade científica: “Peço ao Comité de Emergência que nos dê aconselhamento sobre o nível apropriado de preocupação internacional e sobre as medidas que devem ser tomadas nos países afetados e noutras regiões. Além disso, vou pedir ao Comité que dê prioridade às áreas onde a investigação é mais urgente”.

No caso do Brasil, o vírus tem sido associada a um aumento acentuado de microcefalia em bebés e com o síndroma de Guillain-Barre, por vezes fatal, mas ainda não há provas científicas. 

“As suspeitas recentes de ligação entre o Zika e malformações mudaram rapidamente o perfil de risco deste vírus, que era de ligeira ameaça até agora. O aumento da incidência de microcefalia é particularmente alarmante, pelo grave impacto emocional que tem nas famílias e comunidades. A OMS está profundamente preocupada com esta situação em rápida evolução”, disse Chan.

A líder da OMS está também preocupada com o elevado potencial de disseminação do Zika dada a ampla distribuição geográfica do mosquito vetor, sendo também fatores agravantes a falta de imunidade da população em áreas recém-afetadas e a ausência de vacinas, tratamentos específicos e testes de diagnóstico rápidos.

O facto deste ano se registar um dos mais perturbadoreres El Niño (fenómeno climático anual que provoca grandes inundações nalgumas regiões) pode aumentar muito o risco de contacto das populações com os mosquitos, que proliferam em zonas húmidas e águas estagnadas.

 

 

Realeza, artistas e ativistas entre os promotores dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável

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O Secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, convidou um grupo de personalidades das mais variadas áreas – realeza, ativismo social, arte, empresariado e desporto – para colaborarem na campanha de promoção dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) defindos na Agenda 2030, que entrou em vigor a 1 de janeiro, depois de ter sido adotada pos líderes mundiais, unanimemente, em setembro de 2015.

Com um mandato para apoiar o Secretário-geral nos seus esforços, visando a criação de maior dinâmica e empenho no alcance dos ODS até 2030, os promotores dos ODS irão apelar à implementação desta agenda visionária e transformativa. OS 17 ODSs visam acabar com a probreza, combater as desigualdades e enfrentar as alterações climáticas, não deixando ninguém para trás.

“Os 17 ODS são a nossa visão partilhada da Humanidade e um contrato social entre os líderes mundiais e as pessoas”, afirmou o Secretário-geral das Nações Unidas. “É uma lista das coisas a fazer pelos povos e pelo planeta e um plano para o sucesso”, acrescentou.

Os promotores deverão promover a agenda, sensibilizando todos os atores da sociedade para a natureza integrada dos ODSs e fomentar o envolvimento de novos agentes na implementação dos mesmos.

O grupo de 17 personalidades deverá reunir-se com parceiros da sociedade civil, academia, parlamentos e setor privado para desenvolver ideias inovadoras e traçar novos caminhos para a implementação dos ODSs. 

O Presidente do Gana, John Dramani Mahama, e a Primeira Ministra da Noruega, Erna Solberg, irão co-presidir ao grupo, que inclui líderes políticos e empresariais, académicos de referência e artistas que têm vindo a demonstrar uma grande liderança no seu campo.

Promotores dos ODS:

John Dramani Mahama, Presidente do Gana

Erna Solberg, Primeira-Ministra da Noruega

Rainha Mathilde da Bélgica

Princesa Victoria da Suécia

Sheikha Moza bint Nasser, Co-Fundadora da Fundação Qatar

Richard Curtis, Argumentista, Produtor e Diretor de Cinema

Embaixadora Dho Young-Shim, Presidente da Fundação Turismo Sustentável para a Elimiação da Pobreza – Organização Mundial do Turismo 

Leymah Gbowee, Diretora da Fundação Gbowee para a Paz

Jack Ma, Fundador e Presidente Executivo do Grupo Alibaba

Graça Machel, Presidente da Fundação para o Desenvolvimento da Comunidade

Leo Messi, Futebolista  e Embaixador da Boa-Vontade da UNICEF

Alaa Murabit, Fundadora da Voz das Mulheres Líbias

Paul Polman, Diretor Executivo da Unilever

Jeffrey Sachs, Diretor do  Instituto da Terra da Universidade de Columbia

Shakira Mebarak, Artista, Ativista e Fundadora da Fundação Pés Descalços, Embaixadora da Boa Vontade da UNICEF

Forest Whitaker, Fundador e Diretor Executivo da  Iniciativa Whitaker para a Paz e o Desenvolvimento, Enviado Especial da UNESCO para a Paz e Reconciliação

Muhammad Yunus, Fundador do Banco Grameen

 

ONU e parceiros precisam de 550 milhões de dólares para ajudar refugiados e migrantes

Sem previsão de redução do fluxo de pessoas a chegarem à Europa, em fuga dos conflitos no Médio Oriente e noutras regiões, duas agências das Nações Unidas e os seus parceiros apelam a um donativo de 550 milhões de dólares que permita dar uma resposta humanitária contínua em 2016.

“É claro que esta emergência humanitária irá continuar, pelo menos em 2016, requerendo uma resposta consistente em toda a Europa, coordenada com as políticas governamentais e complementada com as intervenções humanitárias”, afirmou, em comunicado, o Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (ACNUR).

“A diversidade destas pessoas em movimento, incluindo jovens e idosos, homens e mulheres, famílias, vítimas de violência por tráfico ou género e pessoas de diferentes nacionalidades e origens, traduz diferentes necessidades básicas de acordo com as suas próprias vulnerabilidades. E este cenário representa mais um desafio de sobrecarga para as autoridades”, refere ainda o comunicado.

Grécia receberá maioria dos fundos

Cerca de metade dos fundos será alocada para enfrentar a situação na Grécia, que tem suportado o peso de um fluxo que já ultrapassa um milhão de refugiados e migrantes que deram entrada na Europa, através do Mediterrâneo, no último ano. Destas pessoas, meio milhão são sírios que fugiram da guerra no seu país. As outras duas nacionalidades mais presentes são afegã (20%) e iraquiana (7%).

O ACNUR e 65 outras organizações juntaram-se ao apelo da Organização Internacional para as Migrações (OIM).

 Adrian Edwards, porta-voz da ACNUR, afirmou que as operações humanitárias em 2016 irão concentrar-se nos locais de chegada destas pessoas, incluindo o processo de identificação das que se encontrem em risco elevado.

Outras medidas, integradas no Plano de Resposta Regional aos Refugiados e Migrantes, vão permitir melhorar a resposta a nível de registo, abrigo, água, saneamento, o reforço da capacidade das equipas presentes na linha da frente, bem como da guarda costeira, guarda de fronteira, polícia e apoio às comunidades afetadas. Também serão abrangidas medidas com vista à realocação e reinstalação dos migrantes e refugiados.

O deslocamento global forçado já alcançou um recorde de cerca de 60 milhões de pessoas, afetando, cada vez mais, os países do Norte Global. Cerca de 850 mil dos mais de um milhão de refugiados e migrantes que chegaram à Europa, em 2015, por via marítima (da Turquia para a Grécia), tendo pelo menos 3,735 morrido afogados. Um pequeno número de pessoas entrou na Europa através da Itália, vindos do Norte de África.

Muitos dos que chegam à Grécia continuam depois viagem pelos Balcãs, em direção à Áustria, Alemanha, Suécia e outros países.

 Veja o vídeo abaixo com entrevista a Filippo Grandi, Alto-Comissário da ONU para os Refugiados (clique nas opções para obter as legendas em Português)

28 de janeiro de 2016,Centro de Notícias da ONU/Traduzido & Editado por UNRIC

Organização Mundial da Saúde convoca sessão especial sobre o vírus zika

mosquitoe net malaria dengue

Os representantes dos países-membros da Organização Mundial da Saúde (OMS) participam numa sessão especial sobre o vírus zika, a 28 de janeiro, em Genebra (Suíça), coordenada pela diretora-geral da agência da ONU, Margaret Chan.

Segundo a OMS, a sessão pretende informar os representantes sobre a atual situação e possível evolução, na medida em que o zika já se espalhou por 20 países das Américas (casos mais graves são no Brasil e na Colômbia) e por 10 nações da África, Ásia e Pacífico.

Na passada segunda-feira, Margareth Chan afirmou que a “propagação explosiva” do vírus zika a novas áreas geográficas e a baixa imunidade da população são motivos de preocupação.

A agência da ONU já foi notificada sobre quatro mil casos de microcefalia no Brasil, estando a ser estudada a possível relação da doença com a presença do vírus. 

A diretora da OMS enfatizou “que ainda não foi estabelecido a ligação entre o zika na gravidez e a microcefalia”, mas reconheceu que “a evidência é sugestiva e extremamente preocupante”.

zika oms

O presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária do Brasil, Jarbas Barbosa, disse à  Rádio ONU que as investigações em curso “mostram claramente” que mulheres que contraíram o vírus zika na gravidez têm uma muito maior probabilidade de ter um bebé com microcefalia do que as grávidas que não foram infetadas.

“As evidências vão se acumulando, como ocorre geralmente diante de novas descobertas científicas em relação a doenças. Mas para efeitos de saúde pública, as evidências já disponíveis apontam muito fortemente para essa hipótese, tanto que o Ministério da Saúde do Brasil e a própria Organização Panamericana da Saúde e a OMS estão a recomendar aos países que se empenhem ainda mais nos esforços de combate ao vetor transmissor do zika que é o Aedes aegypti”, explicou. 

Jarbas Barbosa afirma que “a melhorar maneira de prevenir a infeção pelo zika” é eliminar todos os focos de proliferação dos mosquitos nas residências porque “mais de 90% estão dentro das casas, no quintal, em calhas, em caixas d’água ou locais que acumularam água de chuva”.

Clique aqui para saber mais sobre o vírus zika (em Inglês)

28 de janeiro de 2016, Rádio ONU/Editado por UNRIC

Unicef lança apelo humanitário de 2,8 mil milhões de dólares para crianças em situação de emergência

syria

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) lançou, esta semana, um apelo à doação de 2,8 mil milhões de dólares para permitir ajudar 43 milhões de crianças em situação de emergência humanitária, em vários pontos do mundo. Pela primeira vez, uma parte substancial deste fundo (25%) será diretamente aplicada em projetos de educação.

“Milhões de crianças estão a ser privadas da sua educação”, afirmou Afshan Khan, diretor dos Programas de Emergência da UNICEF, em comunicado de imprensa.

“A educação é uma medida de salvação para as crianças, oferecendo-lhes a oportunidade de aprenderem e brincarem, embora estejam rodeadas pela carnificina de tiros e granadas. Ao educar as crianças e os jovens estamos a criar esperança para que possam ter a capacidade de construir um futuro melhor para si, para as suas famílias e para as sociedades em que vivem, quebrando o ciclo de crise crónica atual”, acrescentou.

A agência planeia aumentar, consideravelmente, o acesso à educação das crianças em situação de crise: o objetivo é ajudar 8,2 milhões até ao final de 2016, o que representa quase o dobro das 4,9 milhões que recebiam apoio no início de 2015. Uma grande maioria desses novos beneficiários – cinco milhões – serão crianças sírias, a viverem dentro do país ou em países vizinhos.

De realçar que o programa “Ação Humanitária para a Infância 2016” (UNICEF) precisa de ser financiado com recursos duas vezes superiores ao verificado há três anos, denotando o aumento considerável do número de crianças em situação de emergência: deslocadas de casa e correndo vários riscos e privações, tais como escassez de alimentos, violência, doenças, abuso e privação de acesso à educação.

1 em cada 9 crianças rodeadas por conflito

De acordo com as estimativas da ONU, cerca de 1 em cada 9 crianças vive, atualmente, em zonas de conflito. Em 2015, as crianças com menos de cinco anos que viviam em áreas afetadas por conflitos corriam duas vezes mais riscos de  morrerem devido a causas que podem ser evitadas, do que as que viviam em zonas pacíficas.

Por outro lado, as alterações climáticas são uma ameaça crescente, com a UNICEF a estimar que mais de 500 milhões de crianças vivem em zonas de grande ocorrência de inundações, e que perto de 160 milhões vivem em zonas de elevada ou muito elevada seca. O fenómeno climático El Niño, que este ano atingiu um dos graus mais devastadores, também representa um risco adicional.

O número de pessoas forçadas a deixar as suas casas também continua a crescer, tendo a Europa recebido mais de um milhão de refugiados e migrantes, em 2015.

“Nos meses mais recentes, tenho visto com os meus olhos crianças a serem vítimas de enorme sofrimento humano no Burundi, no nordeste da Nigéria e ao longo da rota dos migrantes e refugiados”, afirmou Khan.

“Em todo o mundo, milhões de crianças têm sido forçadas a fugirem das suas casas devido à violência e aos conflitos. A crise global dos refugiados é também uma crise de proteção das crianças em movimento, que estão fortemente expostas aos riscos de abuso, exploração e tráfico”, acrescentou.

O apelo da UNICEF 2016 visa ter meios para ajudar um total de 76 milhões de pessoas, em 63 países. Em 2015, a agência deu assistência humanitária a milhões de crianças, incluindo no acesso a água potável (22,6 milhões), na vacinação contra o sarampo (11,3 milhões), no tratamento das mais graves formas de desnutrição (dois milhões), na disponibilização de apoio psicológico vital (dois milhões) e no acesso à educação básica (quatro milhões).

27 de janeiro de 2016,Centro de Notícias da ONU/Traduzido & Editado por UNRIC

O Holocausto e a Dignidade Humana em reflexão no Dia Internacional de Comemoração em Memória das Vítimas do Holocausto

holocausto

O Dia Internacional de Comemoração em Memória das Vítimas do Holocausto é celebrado, anualmente, no dia 27 de janeiro. A data foi designada pela Assembleia-Geral das Nações Unidas, através da resolução (A / RES / 60/7), de 1 de novembro de 2015, que vem assinalar o dia da libertação do maior campo de extermínio nazi, Auschwitz-Birkenau (na atual Polónia), pelas tropas soviéticas, em 1945. Todos os anos, a ONU insta todos os cidadãos a recordarem a responsabilidade coletiva de prevenir o genocídio, os crimes de guerra e contra a Humanidade e a limpeza étnica.

Sendo este “um dia de lembrança e uma oportunidade para renovar a nossa determinação”, como afirma o Secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, os Estados-membros são instados a desenvolver programas educacionais para incutir a memória da tragédia nas gerações futuras. Recordar os crimes do passado pode ajudar a impedi-los no futuro.

 

Em 2016…

A temática proposta é o “Holocausto e a Dignidade Humana”, visando interligar a lembrança do Holocausto com os princípios fundadores das Nações Unidas, reafirmando a fé na dignidade e valor de cada pessoa – princípio basilar da Carta das Nações Unidas -, bem como o direito de viver livre de discriminação consagrado na Declaração dos Direitos Humanos.

Neste âmbito, as Nações Unidas prepararam uma programação com uma oferta diversificada que passa por exposições (provas de massacres durante a Segunda Guerra Mundial, histórias de crianças sobreviventes do Holocausto), uma cerimónia memorial, um encontro de especialistas que irão abordar a temática da educação sobre o Holocausto, a exibição de filmes e a organização de discussões.

O Secretário-geral relembra que a Organização das Nações Unidas foi estabelecida para reafirmar a fé na dignidade e no valor de todas as pessoas e para defender os direitos de todos a viverem em igualdade e livres de discriminação. Princípios que, afirma, permanecem essenciais na atualidade, com milhões de pessoas a fugirem de guerras, perseguições e privações, continuando a sofrer discriminação e ataques.

“Temos o dever de relembrar o passado, mas também de pensar naqueles que agora precisam de nós. Neste dia de memória do Holocausto, peço a todos a que denunciem as ideologias políticas e religiosas de ódio. Temos de nos manifestar contra o antissemitismo e os ataques contra grupos religiosos, étnicos ou outros.Vamos criar um mundo onde a dignidade é respeitada, a diversidade é celebrada e paz é permanente”, disse Ban.

27 de janeiro de 2016, Editado por UNRIC

Mensagem do Secretário-geral para o Dia Internacional de Comemoração em Memória das Vítimas do Holocausto, 27 de janeiro de 2016

Durante a Segunda Guerra Mundial, seis milhões de judeus foram, sistematicamente, escravizados e exterminados. Os nazis também assassinaram ciganos, prisioneiros políticos, homossexuais, pessoas com deficiência, testemunhas de Jeová e prisioneiros da guerra soviética.

O Holocausto foi um crime gigantesco. Ninguém pode negar a evidência do que realmente aconteceu. Para relembrar as vítimas e louvar a coragem dos sobreviventes e daqueles que os ajudaram e libertaram, renovamos, anualmente, a nossa resolução de prevenir essas atrocidades e de rejeitar a mentalidade do ódio que as promove.

Da sombra do Holocausto e das crueldades da Segunda Guerra Mundial, nasceu a Organização das Nações Unidas para reafirmar a luta pela dignidade e o valor de cada pessoa, e para defender os direitos de todos a viver em igualdade e livres de discriminação.

Estes princípios permanecem essenciais ainda hoje. Pessoas em todo o mundo – incluindo milhões que fogem da guerra, das perseguições e das privações – continuam a sofrer discriminação e ataques. Temos o dever de relembrar o passado  e de ajudar aqueles que agora precisam de nós.

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Ao longo de mais de uma década, o Holocausto e o Programa de Divulgação das Nações Unidas tem trabalhado para educar os jovens sobre o Holocausto. Muitos parceiros – incluindo sobreviventes do Holocausto – continuam a contribuir para este trabalho essencial.

A memória do Holocausto é uma poderosa lembrança do que pode acontecer quando deixamos de valorizar a nossa Humanidade comum. Neste dia de memória do Holocausto, incito todos a denunciarem as ideologias políticas e religiosas que colocam as pessoas contra as pessoas. Vamos todos falar contra o antissemitismo e contra os ataques a grupos religiosos, étnicos e outros. Vamos criar um mundo onde a dignidade é respeitada, a diversidade é celebrada e a paz é permanente.

Mensagem do Secretário-geral para o Dia Internacional de Comemoração em Memória das Vítimas do Holocausto, 27 de janeiro de 2016

Durante a Segunda Guerra Mundial, seis milhões de judeus foram, sistematicamente, escravizados e exterminados. Os nazis também assassinaram ciganos, prisioneiros políticos, homossexuais, pessoas com deficiência, testemunhas de Jeová e prisioneiros da guerra soviética.

O Holocausto foi um crime gigantesco. Ninguém pode negar a evidência do que realmente aconteceu. Para relembrar as vítimas e louvar a coragem dos sobreviventes e daqueles que os ajudaram e libertaram, renovamos, anualmente, a nossa resolução de prevenir essas atrocidades e de rejeitar a mentalidade do ódio que as promove.

Da sombra do Holocausto e das crueldades da Segunda Guerra Mundial, nasceu a Organização das Nações Unidas para reafirmar a luta pela dignidade e o valor de cada pessoa, e para defender os direitos de todos a viver em igualdade e livres de discriminação.

Estes princípios permanecem essenciais ainda hoje. Pessoas em todo o mundo – incluindo milhões que fogem da guerra, das perseguições e das privações – continuam a sofrer discriminação e ataques. Temos o dever de relembrar o passado  e de ajudar aqueles que agora precisam de nós.

Ao longo de mais de uma década, o Holocausto e o Programa de Divulgação das Nações Unidas tem trabalhado para educar os jovens sobre o Holocausto. Muitos parceiros – incluindo sobreviventes do Holocausto – continuam a contribuir para este trabalho essencial.

A memória do Holocausto é uma poderosa lembrança do que pode acontecer quando deixamos de valorizar a nossa Humanidade comum. Neste dia de memória do Holocausto, incito todos a denunciarem as ideologias políticas e religiosas que colocam as pessoas contra as pessoas. Vamos todos falar contra o antissemitismo e contra os ataques a grupos religiosos, étnicos e outros. Vamos criar um mundo onde a dignidade é respeitada, a diversidade é celebrada e a paz é permanente.

São urgentes medidas para reverter o aumento alarmante da obesidade infantil, alerta OMS

Foto UNICEF/Roger LeMoyne

Face ao que classifica como uma epidemia global de obesidade infantil, tendo em conta a estimativa do aumento de 42 milhões para 70 milhões de crianças menores de 5 anos com excesso de peso, ao longo da próxima década, a ONU apela aos governos para tomarem medidas que revertam esta realidade através da promoção de uma alimentação saudável e da atividade física.

A comercialização de alimentos pouco saudáveis e de bebidas não alcoólicas açucaradas é o fator que mais contribui para o aumento alarmante de casos: de 31 milhões, em 1990, para 41 milhões, em 2014, particularmente nos países em desenvolvimento. O maior aumento surge entre os países com um rendimento médio ou baixo, de acordo com os dados da Comissão de Combate à Obesidade.

“O aumento do compromisso político é necessário para enfrentar o desafio global do excesso de peso e da obesidade infantil”, afirmou Peter Gluckman, co-presidente da Organização Mundial de Saúde (OMS), durante a apresentação do relatório à diretora-geral da OMS, Margaret Chan.

“A OMS precisa de trabalhar com os governos para implementar um vasto conjunto de medidas que abordem as causas ambientais da obesidade e do excesso de peso e que ajudem a dar às crianças o começo de vida saudável que merecem”, acrescentou.

O relatório, que levou dois anos a escrever, apresenta seis recomendações:

  • Promover o consumo de alimentos saudáveis e reduzir o consumo de alimentos não saudáveis e bebidas açucaradas, por crianças ou adolescentes. Tal pode ser feito, por exemplo, através de uma taxa efetiva sobre as bebidas açucaradas e reduzindo a comercialização dos alimentos não saudáveis.
  • Promover a atividade física – com programas abrangentes que reduzam os comportamentos sedentários das crianças e adolescentes.
  • Cuidados durante a gravidez para reduzir o risco de obesidade infantil – prevenindo nascimentos de alto ou baixo peso, prematuridade e outras complicações, ao longo da gravidez.
  • Dieta infantil e atividade física – promovendo o aleitamento materno, limitando o consumo de alimentos altos em gordura, açúcar e sal.  Garantir a disponibilidade de alimentos saudáveis e promover a atividade física nos programas de cuidados infantis.
  • Saúde, nutrição e atividade física – estabelecendo padrões para as refeições escolares, eliminando a venda de alimentos e bebidas pouco saudáveis, e incluir a saúde, nutrição e educação física de qualidade no programa escolar.
  • Controlo do peso – proporcionando serviços de gestão de peso, transversais e de base familiar, no dia a dia das crianças e jovens obesos.

 recomendaçõesECHO

Os impactos na vida adulta

“O excesso de peso e a obesidade podem ter impacto na qualidade de vida das crianças, nomeadamente ao terem de enfrentar uma série de barreiras, incluindo consequências físicas, psicológicas e de saúde”, afirmou a co-presidente da Comissão de Combate à Obesidade, Sania Nishtar.

“Sabemos que a obesidade pode ter impacto, também, ao nível educacional. Esse factor, combinado com a probabilidade de poderão permanecerão obesos na fase adulta, pode levar a sérias consequência a nível da saúde e a nível económico para as crianças, para as suas famílias e para a sociedade como um todo.”

De acordo com o relatório, muitas crianças estão a crescer em ambientes que encorajam o aumento de peso e a obesidade. Os fenómenos da globalização e urbanização contribuem para um aumento da exposição a ambientes menos saudáveis nos países de alto, médio e baixo rendimento e em todos os grupos socioeconómicos.

Em 2014, quase metade (48%) das crianças com menos de cinco anos que sofrem de excesso de peso ou obesidade viviam na Ásia e um quarto em África. O número de crianças, em África, com excesso de peso e em idade inferior a cinco anos praticamente duplicou desde 1990, passando de 5.4 milhões para 10.3 milhões.

O relatório recomenda que a OMS institucionalize uma abordagem transversal e ao longo da vida que permita acabar com a obesidade infantil, que as organizações não-governamentais elevem o perfil do problema e, ainda, insta o setor privado a apoiar a produção e melhoria do acesso a alimentos e bebidas saudáveis.

26 de janeiro de 2016,Centro de Notícias da ONU/Traduzido & Editado por UNRIC

Conselho Económico e Social celebra 70 anos, assinalando “papel central” no desenvolvimento sustentável

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Nas celebrações do 70º aniversário do Conselho Económico e Social das Nações Unidas (ECOSOC), o seu Presidente sublinhou o papel central do organismo em alcançar os novos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) que visam erradicar a pobreza, lutar contra a desigualdade e enfrentar as alterações climáticas nos próximos 15 anos.

Um Apelo Urgente ao Fim do Sofrimento Sírio

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Mais de 100 organizações humanitárias e agências das Nações Unidas lançaram um comunicado a instar os “cidadãos de todo o mundo” a pedirem o fim imediato da crise síria.

O que acontece em Davos

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Com início hoje, a 46ª Reunião Anual do Fórum Económico Mundial terá lugar em Davos-Klosters, Suiça de 20 a 23 de janeiro.

Turismo Internacional alcança recorde de 1,2 mil milhões em 2015

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O turismo internacional cresceu 4.4% no último ano, contribuindo para o recorde de 1.184 mil milhões. Um resultado calculado pelo número de visitantes que pernoitaram em destinos internacionais, contabilizando, assim, mais 50 milhões do que em 2014 e o 6º ano consecutivo de crescimento acima da média, declarou, esta segunda-feira, a Organização Mundial de Turismo das Nacções Unidas (OMT).