Fundo Global para Educação das Nações Unidas lança “relatório chocante” indicando que o número de menores em idade escolar impactados por crises e conflitos passou de 75 milhões em 2016 para 222 milhões; secretário-geral António Guterres faz apelo a governos, empresas e fundações para apoiarem esta causa.
Dia Internacional destaca prática da Ioga para lidar com estresse
Celebrado em 21 de junho, data lembra que exercício é “verdadeiramente universal”, alcançando pessoas de todas as crenças e estilos de vida; prática foi importante durante a pandemia de Covid-19 para lidar com sofrimento psicológico.
Ação pelos oceanos requer mais mulheres e novas gerações
Porta-voz da Conferência dos Oceanos diz que estes grupos devem ter maior visibilidade na proteção dos marres; Lisboa quer promover atuação em setores como multilateralismo, ciência, políticas ambientais, colaboração para defesa e recuperação da vida nos mares.
Verão 2022: ONU lança aplicativo para ajudar na proteção dos raios solares
OMS, OMM, Pnuma e OIT são as agências envolvidas no projeto inovador; SunSmart Global UV fornece previsão do tempo e índices de raios ultra-violetas por cinco dias em várias localizações e informa quais são os períodos do dia nos quais a proteção solar é realmente necessária.
Em Moçambique, refugiados apostam na agricultura para prover renda e subsistência
País possui cerca de 28 mil refugiados; mais de 1 milhão de pessoas foram deslocadas a força devido conflitos e ciclones que atingiram o país; este número inclui refugiados que buscam asilo e deslocados internos.
Assembleia Geral aprova Dia Internacional das Mulheres na Diplomacia
Em 24 de junho, data será celebrada pela primeira vez; presidente do órgão afirma que mulheres fazem importantes contribuições para diplomacia, mas seguem subrepresentadas.
Rock in Rio: Jovens artistas reinterpretam Objetivos de Desenvolvimento Sustentável
Este ano, o recinto do festival Rock in Rio tem expostos sete murais que transmitem a visão de artistas sobre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas. Uma parceria com o Centro Regional de Informação das Nações Unidas para a Europa Ocidental e com o Gabinete de Arte Urbana de Lisboa.
No total, são 350m2 de cor que, pela mão de diferentes artistas urbanos, abordam a preservação da natureza e do ambiente, a inclusão e o mundo plural, o papel da sustentabilidade nas sociedades do futuro e a alimentação sustentável.
Cada um dos murais tem um QR Code onde o público pode explorar melhor os murais, o seu significado e a sua relação com os ODSs.
O recinto está dividido em áreas e é lá que se podem encontrar as diferentes obras. Junto ao Continente Chef’s Garden, as obras expostas são da autoria de Mafalda MG, que já viu o seu trabalho em diferentes exposições e cujas peças de arte urbana poderão ser vistas em diversas zonas da Cidade de Lisboa, e de MIUDO, um artista de Street Art que assenta o seu trabalho na pintura de realismo, tendo iniciado o seu percurso nas artes em 1999 com o grafitti.
No Bosque, o mural é da autoria de EFFE, um artista multidisciplinar do Alentejo que, no seu trabalho, procura ilustrar as interações entre o ser humano e o ambiente que o rodeia.
Já no Galp Music Valley a arte é feita pela dupla C’Marie e Egrito, dois artistas visuais portugueses que formam o coletivo Dúbio e unem, na sua arte, a ilustração e o design.
Na Rock Your Street, na zona norte, os murais são pensados, desenhados e pintados por 2CarryOn, artista que cresceu num contexto rural e, quando chegou a Lisboa, desenvolveu o gosto pelas letras, com envolvimento nas subculturas urbanas e no movimento do graffiti.

Na zona sul da mesma rua, os murais são assinados por Jaqueline Arashida, artista visual brasileira que mistura as suas raízes com as de outras terras, representando corpos, rituais e a formas em constante movimento, e por Los Pepes, dupla de artistas visuais portugueses ligados às artes plásticas e ao design, com um trabalho principalmente focado na arte urbana e na pintura.
Cortes de até 50% nas porções de comida prejudicam refugiados no leste da África
No Dia Mundial do Refugiado, o Programa Mundial de Alimentos, PMA, faz um alerta: cortes de até 50% nas porções de comida já são realidade para três quartos dos refugiados apoiados pela agência no leste da África.
Os mais afetados são os que estão na Etiópia, no Quênia, no Sudão do Sul e no Uganda. O PMA está lidando com a falta de financiamento para as suas operações num momento em que a fome atingiu o nível mais alto em uma década.
Angola e Moçambique
A agência também já reduziu as porções para refugiados vivendo em Burkina Fasso, Camarões, Chade, Mauritânea e Níger. Por ano, o PMA atende 500 mil refugiados no sul da África. Apesar “da generosidade dos doares, não há dinheiro suficiente para as necessidades básicas de famílias refugiadas”.
Com isso, o PMA prevê cortes nas operações também em Angola, Malauí, Moçambique, Congo, Tanzânia e Zimbábue. O diretor-executivo do PMA, David Beasley, declarou que “a fome global está além dos recursos disponíveis para alimentar todas as famílias que precisam desesperadamente da ajuda” da agência.
Decisão difícil
Segundo Beasley, a decisão de reduzir as porções de alimentos para os refugiados “é de partir o coração”, especialmente porquê muitas dessas pessoas “dependem do PMA para sobreviver”.
O chefe da agência teme que se o financiamento não chegar com urgência, muitos refugiados que já enfrentam fome “serão forçados a pagar o preço com suas vidas”. Dados da Agência da ONU para Refugiados, Acnur, mostram que 67% dos refugiados e dos requerentes de asilo saíram de países que enfrentam crise alimentar.
No ano passado, o PMA conseguiu prestar assistência a 10 milhões de refugiados em todo o mundo.
Mensagem sobre o Dia Mundial dos Refugiados
O SECRETÁRIO-GERAL
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MENSAGEM SOBRE O DIA MUNDIAL DOS REFUGIADOS
20 de junho 2022
Neste Dia Mundial dos Refugiados refletimos sobre a coragem e a resiliência dos que fogem da guerra, violência e perseguição – e reconhecemos a solidariedade daqueles que os acolhem.
Atualmente, a população mundial de refugiados atingiu um nível recorde.
A guerra na Ucrânia desencadeou a maior e mais rápida deslocação na Europa desde a Segunda Guerra Mundial. Juntamente com as mulheres, crianças e homens que fogem de conflitos noutras partes do mundo, o número total de pessoas deslocadas à força atingiu os 100 milhões – uma lamentável situação dos nossos tempos.
O Dia Mundial dos Refugiados deste ano afirma um princípio fundamental da nossa humanidade: todos têm o direito à segurança – quem quer que sejam, de onde quer que venham e sempre que sejam forçados a fugir.
O Direito Internacional é claro:
O direito de procurar asilo é um direito humano fundamental.
As pessoas que escapam à violência ou à perseguição devem poder atravessar fronteiras em segurança.
Não devem enfrentar discriminação nas fronteiras ou ser-lhes injustamente negado o estatuto de refugiado ou asilo devido à sua raça, religião, género ou país de origem.
Não podem ser forçados a regressar se a sua vida ou liberdade estiverem em risco.
E, tal como todos os seres humanos, devem ser tratados com respeito.
Mas a segurança é apenas o primeiro passo.
Uma vez fora de perigo, os refugiados precisam de oportunidades.
Oportunidades para recuperar, aprender, trabalhar e prosperar.
Oportunidades para poderem voltar a casa, se assim o quiserem, ou para reconstruírem as suas vidas noutros locais, com segurança e dignidade.
Por todo o mundo, os refugiados trouxeram nova vida, prosperidade e diversidade cultural às suas comunidades de acolhimento,
Proteger os refugiados é uma responsabilidade que todos partilhamos.
Hoje, comprometamo-nos a fazer mais pelos refugiados a nível mundial – e pelos países que os acolhem enquanto estes enfrentam uma série de desafios.
Sejamos solidários.
Defendamos a integridade do regime de proteção internacional.
E nunca percamos de vista o sentido de humanidade.
No Dia Mundial do Refugiado, ONU destaca segurança de deslocados no mundo
Com aumento de 8% apenas no último ano, refugiados devem ter direito a segurança, afirma Acnur; agência das Nações Unidas pede abertura de fronteiras para quem busca asilo e tem liberdade ameaçada em seu país de origem; países anfitriões devem receber apoio da comunidade internacional.
Moçambique defende aposta global no uso sustentável dos mares
Oceanos fazem parte do cotidiano de 40% da população do país; em vésperas da Conferência da ONU sobre Oceanos, ministra moçambicana dos Negócios Estrangeiros destaca que participação e contribuição nacional nas discussões sobre o tema lembrará a responsabilidade global.
Guterres visita refugiados e pede que nações desenvolvidas façam mais por reassentamento
Às vésperas do Dia Mundial do Refugiado, em 20 de junho, o secretário-geral da ONU, António Guterres, visitou refugiados que vivem em Nova Iorque, nos Estados Unidos, no último sábado.
O chefe da ONU, que também foi alto comissário para refugiados por 10 anos, de 2005 a 2015, destacou o papel das nações desenvolvidas em receber e dar oportunidades aos refugiados, independentemente de sua origem.
Nações desenvolvidas devem contribuir
“Estou a visitar uma família de refugiados afegãos e venho de visitar a casa de uma refugiada iraquiana. Estão reinstalados nos Estados Unidos e é fantástico ver como se integraram perfeitamente na sociedade americana e estão a ajudar outros refugiados. Quando comparamos isso com a situação dos que estão em campos ou bairros de lata de cidades muito pobres no mundo em desenvolvimento, faz-nos pensar o quão importante é os países desenvolvidos darem mais oportunidades para que refugiados que estão sobrevivendo em situações trágicas nos países mais pobres que os acolheram, possam ter uma vida normal. Quando eu era alto comissário, havia mais de o dobro de oportunidades de reinstalação do que hoje. É essencial os países desenvolvidos expressarem uma muito maior solidariedade em relação aos refugiados, aumentando o número de vagas para reinstalação”
De todos os casos de reassentamento apresentados pela Agência da ONU para Refugiados, Acnur, aos Estados em 2021, 86% eram para sobreviventes de tortura ou violência, pessoas com necessidades de proteção legal e física, bem como mulheres e meninas.
Na última semana, o Acnur lançou seu relatório anual de Tendência Globais indicando que a invasão russa da Ucrânia causou uma das maiores crises de deslocamento desde a Segunda Guerra Mundial, na Europa. Outras emergências, da África ao Afeganistão, empurraram o número para o marco dramático de 100 milhões.
“Eu não vou morrer amanhã”
A primeira parada de Guterres foi no Brooklyn, onde ele visitou Suzan Al Shammari, uma refugiada iraquiana que fugiu de Bagdá para o Cairo, Egito, com sua família em 2010. Eles foram registrados pelo Acnur e reassentados na Califórnia.
Suzan Al Shammari disse ao secretário-geral que ela cresceu na guerra e por isso quer ser capaz de apoiar os refugiados. Por isso, ela está atualmente trabalhando como assistente social de uma ONG depois de terminar um mestrado no Reino Unido.
Durante a conversa com Guterres, ela afirmou que precisou de algum tempo para entender que não estava mais correndo risco de morrer.
“Todo dia você pensa que vai ser o último. E não é apenas uma dessas coisas… literalmente pode ser a última. Quando fui para o Egito com minha família também foi difícil estar lá como refugiado no limbo. Então, mudar para os EUA, por mais que tenha sido uma grande bênção, levei alguns anos para me ajustar que não vou morrer amanhã”, afirmou a Suzan Al Shammari.
Suzan Al Shammari acrescentou que o reassentamento dá a oportunidade de uma “segunda chance” para aqueles que precisam fugir de seus países. Em sua mensagem aos governos dos países desenvolvidos, ela afirmou que esse apoio é capaz de “salvar vidas”.
“Trazer refugiados é uma medida que salva vidas e é algo com o qual cada líder, cada país, deve contribuir e ser responsável, porque muitos problemas infelizes estão sendo causados, é um problema maior. É uma medida que salva vidas dar esse passo e acolher os refugiados”, disse ela.
Suzan Al Shammari acredita que teve sorte em sua jornada, pois teve a oportunidade de encontrar um lar novo e seguro, mas também de ter educação e fluência no idioma de seu país anfitrião.
Ela conta a experiência de seus pais, engenheiros formados no Iraque, que não podem exercer sua profissão nos Estados Unidos. Além disso, ela comentou que pessoas que não tiveram acesso à educação superior ou não falam inglês com fluência não possuem tantas oportunidades de trabalho.
De acordo com os dados mais recentes, restam quase 1,2 milhão de deslocados internos no Iraque dos mais de seis milhões que f oram inicialmente forçados a fugir pela violência envolvendo o Isil de 2014 a 2017.
Ao mesmo tempo, o Iraque está acolhendo e hospedando mais de 290 mil refugiados da Síria e de outros países por muitos anos, principalmente na região do Curdistão.
Até o final de 2021, a maioria dos campos de deslocados internos nas províncias central e sul do Iraque foi fechada. Existem agora 26 campos de 44 campos no início de 2020, sendo que 25 estão na região do Curdistão.
Felizes com a nova vida, mas preocupados com a família
Depois de conhecer Suzan Al Shammari, Guterres foi ao Queens para visitar um casal afegão, Shafi Alif e Rohina Sofizada. O chefe da ONU foi recebido com chá verde de especiarias e biscoitos tradicionais afegãos.
Enquanto conversavam, Shafi Alif revelou que fugiu do Afeganistão para o Paquistão quando tinha cinco meses de idade, em 1992. Ele e sua família tiveram que caminhar por 40 dias para buscar asilo no Paquistão, onde permaneceram por mais de 10 anos.
Com a ajuda do Acnur, ele e sua família retornaram voluntariamente ao Afeganistão em 2002. Eles receberam apoio financeiro quando se estabeleceram em Cabul, incluindo transporte, dinheiro e outros auxílios.
O casal concordou que tiveram “anos de paz” no país até 2018, quando Rohina Sofizada estava trabalhando com a Embaixada dos EUA em Cabul e recebeu um visto especial para se estabelecer no país anfitrião.
Um pouco mais tarde, o Shafi Alif se juntou a ela com um visto especial de imigrante, por seu trabalho com o exército polonês na capital do Afeganistão.
Eles estão felizes por conseguirem chegar aos Estados Unidos, mas ainda estão preocupados com suas famílias, que agora estão no Paquistão, após terem deixado Cabul quando o Talibã assumiu o poder em 2021.
Rohina Sofizada contou que sua família foi rejeitada na fronteira duas vezes, mesmo tendo todos os vistos e documentos. Eles tiveram que ir para o Paquistão caminhando para tentar cruzar a fronteira. Segundo ela, o país anfitrião tem regras duras para receber afegãos.
Apelo aos governos anfitriões
Assim como Suzan Al Shammari, Shafi Alif também está trabalhando para ajudar os recém-chegados. Ele é um assistente social de uma ONG para apoiar afegãos que foram evacuados ou estão em liberdade condicional.
Ele argumenta que nenhum refugiado está “feliz por deixar seus países”, mas essa é a única opção para violência ou perseguição.
Shafi Alif fez um apelo por mais locais de reassentamento e mais ajuda com necessidades básicas. Para ele, apenas dessa forma os refugiados “podem ser úteis para a comunidade que os recebem”.
Segundo o Acnur, os afegãos constituem uma das maiores populações de refugiados do mundo. Existem 2,6 milhões de refugiados afegãos registrados. A maioria, 2,2 milhões, está no Irã e no Paquistão. Ainda há 3,5 milhões de pessoas deslocadas internamente no país.
Mais da metade da população afegã, ou 24 milhões de pessoas, enfrenta insegurança alimentar aguda e estima-se que 97% da população do Afeganistão viva bem abaixo da linha da pobreza.
ONU em solidariedade com sobreviventes de violência sexual em conflito
Em Dia Internacional, secretário-geral António Guterres pede aumento do apoio para as vítimas e para todos os que estão vulneráveis ao tráfico e à exploração sexuais; Afeganistão, República Centro-Africana e Síria entre países citados em relatório.
Dia Internacional de Combate ao Discurso de Ódio ressalta ameaças atuais
Neste 18 de junho, a ONU marca pela primeira vez o Dia Internacional de Combate ao Discurso de Ódio.
A organização pede a governos, entidades internacionais, grupos da sociedade civil e indivíduos que difundam estratégias para identificar, abordar e combater a prática.
Danos
O presidente da Assembleia Geral, Abdulla Shahid, convocou para segunda-feira uma reunião informal de alto nível sobre o tema.
A ONU lembra que o discurso de ódio está em alta pelo mundo. Este tipo de narrativa tem o potencial de “incitar à violência, minar a coesão social e a tolerância e causar danos psicológicos, emocionais e físicos”.
O discurso de ódio afetar indivíduos e grupos específicos, e também sociedades. E o impacto é ampliado pelas novas tecnologias de comunicação “tanto que o discurso de ódio se tornou um dos métodos mais frequentes para difundir retóricas e ideologias que causam divisão em escala global”.
Esforços
A ONU receia que, se o problema não for controlado, possa até prejudicar a paz e o desenvolvimento, pelo potencial de inflamar conflitos e tensões, violações de direitos humanos em larga escala.
A criação do Dia Internacional de Combate ao Discurso de Ódio foi baseada na Estratégia e Plano de Ação da ONU sobre o tema, lançada em 2019.
Foi a primeira iniciativa da organização para combater a prática apoiando e complementando os esforços nacionais.
A estratégia enfatiza que é preciso combater o ódio de forma holística e com total respeito pela liberdade de opinião e expressão.
Para atingir esse proposito a atuação entre os envolvidos, incluindo organizações da sociedade civil, meios de comunicação, empresas de tecnologia e plataformas de mídia social.
Dia da Gastronomia Sustentável destaca produção local de alimentos
ONU celebra data neste 18 de junho; apoiar pequenos produtores e consumo de alimentos tradicionais contribui para economia de comunidades e diminui desperdício; celebração lembra ODS2 sobre fome zero até 2030, embora problema venha se agravando e possa atingir até 840 milhões de pessoas.