Alta-comissária de Direitos Humanos da ONU realiza visita oficial ao país; ela afirmou que ter conseguido uma “conversa direta” com o chefe de Estado Xin Jinping.
Mensagem do secretário-geral sobre o Dia Internacional dos Soldados da Paz
O SECRETÁRIO-GERAL
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MENSAGEM VÍDEO PARA O
DIA INTERNACIONAL DOS SOLDADOS DA PAZ
29 de maio de 2022
Hoje, homenageamos os mais de um milhão de mulheres e homens que serviram como soldados da paz das Nações Unidas desde 1948.
Prestamos homenagem aos quase 4.200 heróis e heroínas que sacrificaram as suas vidas pela causa da paz.
E somos lembrados de uma verdade milenar: a paz nunca pode ser dada como garantida.
A paz é o prémio.
Estamos profundamente gratos aos 87.000 civis, agentes de polícia e militares que agora servem sob a bandeira da ONU e que ajudam a ganhar o prémio da paz em todo o mundo.
Eles enfrentam enormes desafios. O aumento da violência contra as forças de paz tornou o seu trabalho ainda mais perigoso. As restrições devido à pandemia tornaram tudo mais difícil. Mas as forças de paz das Nações Unidas continuam a servir com distinção como parceiros para a paz.
Este ano, focamo-nos no Poder das Parcerias.
Sabemos que a paz é conquistada quando governos e sociedades unem forças para resolver as diferenças através do diálogo, construir uma cultura de não violência e proteger os mais vulneráveis.
Em todo o mundo, as forças de paz da ONU trabalham com Estados-membros, sociedade civil, organizações humanitárias, media, comunidades que servem e muitos outros, para promover a paz, proteger civis, promover os direitos humanos e o estado de direito e melhorar a vida de milhões de pessoas.
Hoje e todos os dias, saudamos a sua dedicação em ajudar as sociedades a afastarem-se do conflito, em direção a um futuro mais pacífico e próspero para todos.
Estamos em dívida com eles para sempre.
Identidade visual
LOGÓTIPO
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Condições de utilização
Utilização do logótipo pelos escritórios, fundos e programas das Nações Unidas e outros órgãos e organizações subsidiárias do Sistema das Nações Unidas
Os escritórios, fundos e programas das Nações Unidas e outros órgãos e organizações subsidiárias do Sistema das Nações Unidas podem utilizar o logótipo da Conferência dos Oceanos sem obterem aprovação prévia do Departamento de Comunicações Globais das Nações Unidas. Contudo, para efeitos de informação, o Departamento de Comunicações Globais deve ser informado de eventos e materiais e artigos informativos para os quais o logótipo é utilizado, incluindo, entre outros, publicações, cartazes, brochuras, vídeos, pins, t-shirts, etc.
O logótipo da Conferência dos Oceanos deve ser utilizado na sua totalidade. Além disso, se o escritório da ONU, fundos e programas ou outros órgãos ou organizações subsidiárias do sistema das Nações Unidas tiverem o seu próprio logótipo específico, este último deve ser afixado lado a lado com o logótipo da Conferência dos Oceanos.
Utilização do logótipo por entidades fora do sistema da ONU
As entidades fora do sistema da ONU, incluindo governos, organizações intergovernamentais, organizações sem fins lucrativos e entidades do setor privado, podem utilizar o logótipo após obterem a aprovação do Departamento de Comunicações Globais da ONU, de acordo com os requisitos delineados abaixo.
O logótipo da Conferência dos Oceanos destina-se principalmente à informação.
Os usos informativos do logotipo são:
- Principalmente ilustrativos;
- Não destinados para a angariação de fundos.
O logótipo da Conferência dos Oceanos deve ser utilizado na sua totalidade. Além disso, não pode ser utilizado sozinho, mas deve ser exibido lado a lado com o logótipo da entidade.
O logótipo da entidade deve ter precedência sobre o logótipo da Conferência dos Oceanos e a seguinte frase deve estar incluída abaixo ou na proximidade do logótipo da entidade: “[o nome da entidade] apoia a Conferência dos Oceanos”. A autorização é limitada à utilização do logótipo da Conferência dos Oceanos e o emblema das Nações Unidas não pode ser utilizado pela entidade.
A autorização para utilizar o logótipo da Conferência dos Oceanos não permite ao utilizador do logótipo sublicenciar ou autorizar a utilização do logótipo a quaisquer outras entidades.
Qualquer entidade fora do sistema da ONU interessada em utilizar o logótipo da Conferência dos Oceanos deve solicitar a aprovação diretamente ao Departamento de Comunicações Globais das Nações Unidas.
Ao solicitar a aprovação, as entidades devem fornecer:
- Uma breve declaração de identidade (natureza da entidade e dos seus objetivos).
- Uma explicação de como e onde o logótipo será utilizado, incluindo os nomes dos países/territórios onde o logótipo será utilizado.
- Uma renúncia de responsabilidade assinada pela entidade que solicita a utilização do logótipo.
Período de utilização
O logótipo da Conferência dos Oceanos pode ser utilizado de fevereiro de 2022 a julho de 2022. O logótipo pode ser utilizado para além de julho de 2022 para relatórios e em referência a publicações sobre a Conferência dos Oceanos.
Perguntas e autorizações
Para mais informações envie um e-mail para: dgccampaigns@un.org
Departmento de Comunicações Globais das Nações Unidas:
United Nations Secretariat, 10 Floor, New York, NY 10017, USA;
Leia aqui todas a condições de utilização.
VÍDEO DA CONFERÊNCIA DOS OCEANOS
Programa
27 de junho a 1 de julho de 2022
Tema: “Reforçar a ação para proteger os oceanos com base na ciência e na inovação para a implementação do Objetivo de Desenvolvimento sustentável 14: Proteger a Vida Marinha – balanços, parcerias e soluções”.
Oito Diálogos Integrados:
- Combater a poluição marinha;
- Gestão, proteção, conservação e restauro dos ecossistemas marinhos e costeiros;
- Minimizar e abordar a acidificação, a desoxigenação e o aquecimento dos oceanos;
- Tornar a pesca sustentável e proporcionar aos pescadores artesanais de pequena escala acesso aos recursos e mercados marinhos;
- Promoção e reforço de economias sustentáveis baseadas nos oceanos, em particular para pequenos Estados insulares em desenvolvimento e países menos desenvolvidos;
- Aumentar os conhecimentos científicos e desenvolver a capacidade de investigação e transferência de tecnologia marinha;
- Melhorar a conservação e a utilização sustentável dos oceanos e dos seus recursos através da implementação do Direito Internacional, tal como refletido na Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar;
- Aproveitar as ligações entre o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 14 e os outros Objetivos para a implementação da Agenda 2030.
Consulte o programa na íntegra.
Haverá ainda eventos paralelos e quatro eventos especiais (em inglês):
- Youth and Innovation Forum (24-26 June)
- Localising Action for the Ocean: Local and Regional Governments Forum (25 June)
- High-Level Symposium on Water (27 June)
- Sustainable Blue Economy Investment Forum (28 June)
Imprensa
A próxima Conferência das Nações Unidas coloca os Oceanos no centro dos esforços globais para alcançar um futuro sustentável
Acreditação à imprensa – pré-registo online: 3 de maio a 12 junho 2022
Milhares de pessoas, incluindo líderes mundiais, cientistas, empresas e ativistas, vão reunir-se na Conferência dos Oceanos das Nações Unidas, de 27 de Junho a 1 de Julho, em Lisboa, para procurar soluções inovadoras baseadas na ciência, no sentido de melhorar a saúde dos oceanos.
Coorganizada por Portugal e pelo Quénia, a Conferência vai ser um marco importante para uma ação para os oceanos significativa e ambiciosa. Os oceanos, fundamentais para combater as alterações climáticas, impulsionar a economia global e reduzir a perda de biodiversidade, encontram-se num sério estado de declínio.
O apelo da Conferência para soluções inovadoras baseadas na ciência – em linha com a Década das Nações Unidas da Ciência dos Oceanos para o Desenvolvimento Sustentável – reforça a necessidade crítica do conhecimento científico e da tecnologia marinha para empreender a conservação eficaz e a utilização sustentável dos recursos dos oceanos.
Estão em curso consultas sobre a elaboração de uma declaração política, para que os países possam adotar medidas concretas para assegurar a proteção e conservação dos oceanos e dos seus recursos. Espera-se que sejam assumidos mais compromissos voluntários – na sequência dos mais de 1.300 compromissos assumidos na Conferência dos Oceanos de 2017 – em questões relacionadas com os oceanos que afetem comunidades e países.
A Conferência vai incluir oito diálogos temáticos, abrangendo a poluição marinha, a acidificação, a desoxigenação e aquecimento, a pesca sustentável e a economia azul, o conhecimento científico e a tecnologia marinha. Estes diálogos pretendem trazer oportunidades e desafios e visam estimular os compromissos e a ação para os oceanos.
ACREDITAÇÃO DA IMPRENSA
Consulte as datas:
Pré-registo online: 3 de maio a 12 de junho 2022
Registo em Lisboa: a partir de 22 de junho (sujeito a confirmação) até 1 de julho 2022
Para mais informações visite o website das Nações Unidas relacionado com a acreditação da imprensa.
Outros contactos: malu@un.org | +1 212 963 6934
CONTACTOS DE APOIO À IMPRENSA
(Os pedidos para entrevistas devem ser dirigidos a estes endereços de email)
Departamento de Comunicações Globais da ONU
Francyne Harrigan | harriganf@un.org
Sharon Birch | birchs@un.org
António Ferrari | antonio.ferrari@un.org
FOTOGRAFIAS E VÍDEOS
Aceda aqui ao material fotográfico da Conferência dos Oceanos
LIGAÇÕES ÚTEIS SOBRE A CONFERÊNCIA DOS OCEANOS (EM INGLÊS):
Website: https://www.un.org/en/conferences/ocean2022
Programa: https://www.un.org/en/conferences/ocean2022/programme
Imprensa: https://www.un.org/en/conferences/ocean2022/media
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Redução e prevenção de riscos de desastres é fundamental para retomada pós-pandemia
O presidente da Assembleia Geral da ONU está em Bali, na Indonésia, para a Plataforma Global para Redução de Risco de Desastres.
Na abertura do evento, Abdulla Shahid falou aos participantes sobre a necessidade da prevenção e redução de riscos para salvar vidas, tanto crises de saúde como em deslizamentos de terra, e garantir um futuro sustentável para todos.
Aumento das vulnerabilidades
Ele notou que com a pandemia de Covid-19 e a mudança climática, foi possível observar que as pessoas mais vulneráveis são as que mais sofrem os impactos. Por isso, ele afirma que uma reconstrução com foco em sociedades mais resilientes é fundamental na retomada.
A vice-secretária-geral da ONU, Amina Mohammed, também participa do evento.
Segundo o presidente da Assembleia Geral, todas as iniciativas devem ser pensadas e implementadas para reduzir ricos, reforçando que os desastres climáticos devem aumentar e que os resultados da guerra na Ucrânia devem acelerar a insegurança alimentar no mundo.
Shahid acredita que é necessário trabalhar para resolver as vulnerabilidades existentes e, ao mesmo tempo, nos preparar para os choques que ainda podem surgir. Por isso, ele recomenda que sejam feitos investimentos em uma “recuperação transformadora que corrija lacunas na política econômica, no apoio social, na regulamentação ambiental e na produção e consumo”.
Redução de Riscos de Desastres
Segundo o líder da Assembleia Geral, o evento é um momento para os governos, o sistema ONU e as partes interessadas reflitam sobre as melhores práticas na governança de risco de desastres e renovem o compromisso de consagrar a redução do risco de desastres em todas as áreas.
Em sua mensagem, Shahid reforçou que a crise sanitária causada pelo coronavírus mostrou que a redução do risco de desastres é de interesse de todos e afirmou que é necessário promover uma cultura de redução de risco e construção de resiliência.
Para ele, isso passa por incluir jovens acadêmicos, cientistas e profissionais que trabalham com risco de desastres redução, bem como a adoção de legislação e a criação de incentivos para o setor privado para garantir que suas operações de negócios reduzam em vez de criar riscos.
Após Talibã obrigar mulheres a cobrir rosto, Conselho de Segurança pede que políticas sejam revertidas
Órgão emite nota expressando preocupação com aumento da erosão do respeito aos direitos humanos e liberdades fundamentais de mulheres e de meninas.
No Dia da África, ONU celebra potencial regional e força da juventude
Em mensagem, secretário-geral António Guterres diz que ações como eliminação de barreiras comerciais e estratégia regional de desenvolvimento são fatores de otimismo; desafios incluem efeitos do conflito entre Rússia e Ucrânia, crises climática e financeira.
Surto de varíola dos macacos ainda pode ser controlado, garante OMS
Agência da ONU confirma que 16 países reportaram casos, mas risco de transmissão é baixo; até esta terça-feira foram notificados mais de 250 infectados, entre confirmados e suspeitos, com sintomas como febre e lesões na pele.
Boina-azul do Zimbábue vai receber o Prêmio de Defensora Militar da Igualdade de Gênero
Chefe da ONU diz que major Winnet Zharar evidenciou papel inestimável de mulheres em missões de paz; ela serviu como observadora militar na Missão de Paz das Nações Unidas no Sudão do Sul, Unmiss.
Guterres pede a universitários em Nova Jérsei que ajudem a construir mundo melhor
Secretário-geral discursou na formatura da turma de 2022 e recebeu um título honorário da Faculdade de Seton Hall; metade do curso dos formandos foi realizada durante a pandemia.
Portugal em terceiro lugar entre países com melhor entorno para crianças
Relatório do Instituto Innocenti, apoiado pelo Unicef, foca em excesso de consumo em nações ricas e acesso dos menores de idade a locais verdes, com luz natural, além de avaliar exposição às poluições do ar e sonora; adolescentes portugueses extremamente preocupados com impactos da mudança climática.
Perguntas frequentes
P: Porque necessitamos de uma grande conferência sobre os oceanos e porque me devo preocupar com os oceanos?
R: Os oceanos são importantes para todos, mesmo para quem não vive perto das zonas costeiras. Milhares de milhões de pessoas dependem dos oceanos para obter a sua principal fonte de proteína e milhões de outras tiram o seu sustento dos mares. Atividades económicas importantes, tais como o turismo e o comércio, dependem de um oceano saudável. Os oceanos são o principal regulador do clima global. Fornecem metade do oxigénio que respiramos e absorvem um terço do dióxido de carbono que produzimos.
Também somos importantes para os oceanos e podemos desempenhar um papel preponderante na proteção da sua saúde e sustentabilidade.
As alterações climáticas, por exemplo, continuam a levar, entre outros, à subida do nível do mar e ao aumento de eventos climáticos extremos que ameaçam diretamente a vida das comunidades costeiras, especialmente nos Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento.
A próxima Conferência dos Oceanos desempenhará um papel importante na implementação de um novo capítulo sobre a ação para os oceanos – impulsionada pela ciência, tecnologia e inovação. Também enfatizará a necessidade de aproveitar soluções baseadas na natureza, incluindo mangais, pântanos salgados e ervas marinhas que historicamente são conhecidas por terem um grande potencial de mitigação.
A primeira Conferência dos Oceanos, que teve lugar em Nova York em junho de 2017, mostrou ao mundo a situação dos nossos oceanos e o impacto das atividades humanas. Sabemos que há mudanças generalizadas a acontecerem debaixo da água.
Também sabemos que não é uma situação sem retorno; existem soluções para reverter os danos e permitir que os oceanos se curem. A Conferência dos Oceanos deste ano reunirá líderes mundiais, cientistas, comunidade empresarial, agentes de mudança e ativistas que irão unir forças para inspirar, criar e investir em soluções.
A Conferência espera que todos os que possam fazer a diferença avancem e façam as mudanças necessárias para transformar as suas políticas, negócios e estilos de vida em algo mais sustentável, menos prejudicial e menos explorador.
P: Porquê o foco urgente nos oceanos num mundo assolado por doenças, tensões políticas, conflitos e problemas económicos?
R: A saúde humana, a prosperidade económica e um clima estável dependem de oceanos saudáveis. A ação imediata para resolver os problemas dos oceanos irá promover o desenvolvimento sustentável, que é fundamental para um mundo mais igualitário, pacífico e saudável.
Basicamente, a resposta resumida é que os problemas dos oceanos significam problemas para as pessoas. Oceanos saudáveis significam um planeta saudável – que pode proteger e sustentar melhor todos os seres vivos que deles dependem.
P: Espera-se algum resultado ou compromisso concretos?
R: Há vários resultados, incluindo três essenciais, que se esperam da Conferência dos Oceanos. Os copresidentes da Conferência, os governos de Portugal e do Quénia, apresentarão um relatório sobre os resultados da Conferência.
Os Estados-membros adotarão uma declaração para implementar e facilitar a proteção e a conservação do oceano e dos seus recursos.
Também esperamos que os representantes dos governos, das empresas e da sociedade civil, assumam, voluntariamente, compromissos concretos e realistas para abordar as várias questões relacionadas com os oceanos que afetam as suas comunidades, os seus países e outros.
Os oito diálogos temáticos, designadamente sobre a poluição marinha, a acidificação dos oceanos, a desoxigenação e aquecimento, a pesca sustentável e outras economias oceânicas, o conhecimento científico e a tecnologia marinha, analisarão as oportunidades e os desafios com a ambição de promover compromissos e ações sobre um espetro alargado de questões relacionadas com os oceanos. É esperado um relatório dos agentes relevantes no final da Conferência.
P: A reciclagem vai realmente ajudar a reduzir a poluição plástica nos oceanos?
R: Sim. Como 60 a 90% do lixo marinho é composto de diferentes polímeros plásticos, uma das principais soluções para lidar com a poluição marinha nos nossos oceanos seria reduzir a nossa pegada de plástico, inclusive através de esforços para reutilizar e reciclar todo o plástico em vez de o descartar após uma utilização, bem como implementar uma melhor recolha de resíduos nas nossas costas.
Parceiros
Turismo de Portugal – https://www.turismodeportugal.pt/pt/Paginas/homepage.aspx
Ministério dos Negócios Estrangeiros – https://portaldiplomatico.mne.gov.pt/
Direção Geral de Política do Mar – https://www.dgpm.mm.gov.pt/
Website oficial – https://www.un.org/en/conferences/ocean2022
Fundação Oceano Azul – https://www.oceanoazulfoundation.org/pt-pt/#m150page
Governo do Quénia – http://www.parliament.go.ke/
Matosinhos, em Portugal, torna-se pioneira em redução de desastres naturais
A cidade de Matosinhos, no norte de Portugal, acaba de ser reconhecida pelas Nações Unidas por suas estratégias pioneiras para reduzir incêndios florestais.
O anúncio ocorreu, na segunda-feira, durante um encontro do Escritório da ONU para Redução do Risco de Desastres, em Bali, na Indonésia.
Inspiração
No evento, a província de Potenza, na Itália, recebeu o título de “Centro da Resiliência na Europa”. A representante especial do secretário-geral da ONU para Redução de Riscos de Desastre, Mami Mizutori, disse que “os esforços de Matosinhos e de Potezan são uma inspiração.”
Para ela, “líderes ao redor do mundo deveriam repensar a maneira como previnem e gerenciam desastres e precisam reconhecer que reduzir riscos é um investimento, não um custo”.
A prefeita de Matosinhos, Luisa Salgueiro, declarou que acredita no “poder do apoio positivo e na valorização da prevenção, da autoproteção e da resiliência da população.”
Segundo a ONU, Matosinhos é a primeira cidade em Portugal a receber o título de Centro de Resiliência na Europa e o reconhecimento surge pelas várias iniciativas locais para minimizar a gravidade de desastres naturais.
Redução de incêndios florestais
A estratégia de 10 anos “Zero Incêndios”, por exemplo, já vem dando resultados: Matosinhos registrou 24 incêndios florestais ano passado, na comparação com 108 casos em 2015.
A cidade portuguesa também realizou mais de 3 mil campanhas de conscientização com as comunidades entre 2009 e 2019. No ano passado, o governo local lançou a iniciativa Matosinhos Casa Segura, onde as pessoas podem aprender, por meio de simulações, riscos de incêndio que surgem com a rotina.
O município também está na fase inicial de colaboração e troca de experiências com cidades no Brasil e também com Díli, capital do Timor-Leste.
Terremotos na Itália
A ONU reconheceu ainda os esforços da província de Potenza, que cobre 100 municípios no sul da Itália, e criou uma rede de coordenação de redução de risco de desastres.
Potenza investiu em campanhas de conscientização pública e em infraestrutura regional, de maneira que o planejamento urbano seja orientado de forma a evitar riscos associados a terremotos.
A região foi uma das afetadas pelo sismo Irpinia, de magnitude 6.6, ocorrido em 1980, impactando 15 mil habitantes.
Os projetos que envolvem segurança territorial e todo o know-how da região italiana podem ser aplicados em outras comunidades ao redor do mundo.
“Equidade de gênero na política é importante não apenas para as mulheres”, diz Banco Mundial
Apesar de serem maioria da população e 52% do eleitorado brasileiro, as mulheres representam apenas 15% de parlamentares, 11% de ministros, e só ocuparam o cargo de chefe de Estado uma vez no país.