Representantes da OMS responderam questões em uma sessão aberta online sobre a doença; surto da doença em países não endêmicos, especialmente na América do Norte e Europa, já confirma 92 casos; estigma deve ser evitado já que vírus pode ser contraído por qualquer pessoa que tiver contato com pacientes infectados.
ONU cita ameaças de segurança em recursos tecnológicos de baixo custo
Chefe dos Assuntos Políticos falou sobre atuação de organizações terroristas como Isil e al-Qaeda, que compartilham informações em redes sociais, plataformas e aplicativos de mensagem.
15 anos da Unitaid: ONU realça impacto de agência envolvendo Brasil e Portugal
Pelo menos 100 milhões de pessoas já se beneficiaram de investimentos para combater tuberculose, HIV, malária e Covid-19; investimentos em tecnologia podem levar a economias de até US$ 5 bilhões ainda nesta década; parceria internacional integra o Acelerador de Acesso a Ferramentas contra a Covid-19.
OIT vê retrocesso na recuperação do mercado de trabalho
Relatório divulgado esta segunda-feira mostra que o número de horas trabalhadas no mundo caiu no primeiro trimestre do ano, chegando a ficar 3,8% abaixo dos índices pré-pandemia; número equivale a 112 milhões de empregos a tempo integral.
Sobe para 100 milhões o número de pessoas deslocadas pelas guerras
A guerra na Ucrânia, a par de outros conflitos, fez com que, pela primeira vez na história, o número de pessoas deslocadas à força tenha subido para 100 milhões. Os dados são avançados pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR).
No final de 2021 o número de pessoas deslocadas de forma forçada tinha já aumentado para os 90 milhões, uma situação impulsionada por ondas de violência ou conflitos prolongados em países como a Etiópia, Burkina Faso, Myanmar, Nigéria, Afeganistão e República Democrática do Congo. A guerra na Ucrânia, iniciada em fevereiro de 2022, tem como consequência mais de 8 milhões de deslocados dentro do país e mais de 6 milhões de pessoas que tiveram de fugir do território ucraniano.
O número global alcançado é equivalente ao 14º país mais populoso do mundo e reflete mais de 1% da população mundial. Inclui refugiados e requerentes de asilo, bem como 53,2 milhões de pessoas deslocadas dentro das suas próprias fronteiras, de acordo com um relatório do Centro de Monitorização de Deslocados Internos.
“Estes números devem servir como um alerta para resolver e prevenir conflitos destrutivos, acabar com a perseguição e abordar causas subjacentes que forçam pessoas inocentes a fugirem das suas casas”, considerou o Alto Comissário das Nações Unidas para os Refugiados, Filippo Grandi.
O Alto Comissário para os Refugiados defende que a mobilização de apoio à Ucrânia tem efeitos positivos e que deve ser replicada nas restantes crises mundiais. No entanto, “em última análise, a ajuda humanitária é um paliativo, não uma cura. Para inverter esta tendência, a única resposta é a paz e a estabilidade, para que pessoas inocentes não sejam forçadas a escolher entre o perigo iminente em casa ou um voo precário e exílio”.
O ACNUR vai divulgar o Relatório Anual de Tendências Globais a 16 de junho, onde vai ser possível ter acesso aos dados globais, regionais e nacionais sobre deslocação forçada até abril de 2022.
Apicultura ajuda na recuperação econômica no Haiti
Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, FAO, moderniza atividade no país, que busca retomada após terremoto em 2021; ONU News conversou com apicultor que produz cerca de 270 galões de mel por ano após adotar boas práticas – sua produção anterior era de apenas dois galões.
Cinco coisas que você precisa saber sobre a fístula obstétrica
Cerca de 500 mil mulheres em todo o mundo vivem com o problema, a maioria em países em desenvolvimento; a fístula é uma lesão arrasadora durante o parto para as mulheres; em 90% dos casos, a criança morre; mas é possível prevenir e tratar a fístula obstétrica.
Vento piora ação de micro e nano partículas de plástico na atmosfera e no oceano
Estudo alerta que presença destes fragmentos interfere na formação de nuvens e com o tempo afeta o clima; absorção de mais energia solar provocada nas águas do mar aquece ainda mais o oceano.
Número de pessoas obrigadas a fugir de suas casas ultrapassa 100 milhões no mundo
Mais de 100 milhões de pessoas fugiram de suas casas por causa de conflitos, violência, violações de direitos humanos e perseguições.
Este número recorde é visto pela Agência da ONU para Refugiados, Acnur, como um alerta sombrio da situação no mundo. O chefe do Acnur, Filippo Grandi, diz que a quantidade é puxada pela guerra na Ucrânia e outros conflitos mortais.
Pessoas inocentes forçadas a deixar suas casas
Para Grandi, a marca de 100 milhões deve servir como um chamado à ação para resolução e prevenção de conflitos, fim de perseguição e o enfrentamento das causas que levam pessoas inocentes a terem que abandonar suas casas.
Os dados foram divulgados pelo Acnur neste domingo, em Genebra, indicando que o número de mulheres, homens, crianças, jovens e idosos que fugiram de seus lares por causa de ondas de violência até o fim do ano foi de 90 milhões.
Dentre os casos mais frequentes estão Etiópia, Burkina Fasso, Mianmar, Nigéria, Afeganistão e República Democrática do Congo.
Compaixão das pessoas
Somente a guerra na Ucrânia, que começou após a Rússia atacar o país em 24 de fevereiro, já causou o deslocamento de 8 milhões de pessoas dentro da Ucrânia.
Mais de 6 milhões de ucranianos fugiram do país para nações vizinhas.
Grandi disse que a resposta internacional aos refugiados na Ucrânia tem sido “enormemente positiva”. Ele citou compaixão das pessoas que estão acolhendo os ucranianos, mas lembrou que a ajuda humanitária não é a cura, mas apenas um paliativo.
O chefe do Acnur ressaltou que a resposta está na segurança e na estabilidade política.
Em 16 de junho, o Acnur deverá lançar o seu Relatório Global de Tendências delineando uma série de dados globais, regionais e nacionais sobre o número de deslocamentos forçados para 2021 e atualizações que vão até abril deste ano.
Com 92 casos confirmados, OMS monitora surto de varíola dos macacos
Outras 28 suspeitas estão sendo investigadas; não há mortes reportadas até o momento; agência alerta para transmissão sexual da doença; vacinação contra doença mostra eficácia de 85%.
Dia Internacional da Diversidade Biológica reforça urgência de acordo na COP15
Conferência de Biodiversidade da ONU acontece, em Kunming, China, ainda este ano; secretário-geral das Nações Unidas afirma que evento é oportunidade para governos traçarem metas ambiciosas e possíveis; Dia Internacional da Diversidade Biológica é marcado neste 22 de maio.
ONU marca Dia Mundial da Diversidade Cultural para o Diálogo e o Desenvolvimento
Celebração foi instituída há duas décadas pelos Estados-membros da Assembleia Geral; resolução enfatiza papel de culturas e civilizações para acelerar o progresso global; Unesco promove aspectos como riqueza e diálogo multicultural.
ONU celebra o chá, a bebida mais consumida do mundo depois da água
Dia Internacional do Chá é comemorado neste sábado, 21 de maio; FAO destaca que produção impulsiona crescimento econômico de vários países de baixa renda, movimentando mais de US$ 17 bilhões por ano.
Vice-chefe da ONU “profundamente preocupada” com cortes na ajuda ao desenvolvimento
A vice-secretária-geral das Nações Unidas, Amina Mohammed, afirmou que está “profundamente preocupada” com as recentes decisões e propostas para cortar significativamente a Assistência Oficial ao Desenvolvimento, ODA na sigla em inglês, para atender aos impactos da guerra na Ucrânia sobre os refugiados.
Mohammed falou como presidente do Grupo de Desenvolvimento Sustentável afirmando que em tempos extraordinários é preciso fazer esforços também extraordinários.
Pandemia
A taxa é de 0,7%do Produto Interno Bruto, PIB, dos países doadores. E pelo menos cinco países alcançam ou ultrapassam essa meta: Dinamarca, Luxemburgo, Noruega, Suécia e o Reino Unido.
Segundo a ONU, a assistência aumentou em 1,4% em 2019 se comparada ao mesmo período de 2018.
Baseada na antiga metodologia de fluxo de dinheiro, a assistência líquida para os países menos desenvolvidos e para África aumentou em 2,6% e 1,3%, respectivamente. A subida foi bem recebida especialmente por causa das demandas criadas pela pandemia.
Recorde no preço dos alimentos
A vice-secretária-geral disse que a guerra contínua na Ucrânia está tendo um impacto alarmante sobre uma economia mundial já abalada pelo Covid-19 e pelas mudanças climáticas. Ela lembrou que os preços globais dos alimentos atingiram um recorde de todos os tempos. Mas para Amina Mohammed, é justamente isto que torna ainda mais necessária a ajuda. Ela citou a crise energética global, que já está em andamento e disse que muitos países em desenvolvimento já estavam com dificuldades em responder a situação.
Para a vice-chefe da ONU, este é o momento exato que exige que os países e o sistema das Nações Unidas respondam às crescentes necessidades humanitárias e de desenvolvimento, trazendo recursos adicionais necessários para cumprir as promessas da assistência dos Estados-Membros, investindo assim na resiliência da humanidade e impedindo que a crise atual se multiplique em muitas outras.
A ONU pediu aos doadores que repensem a decisão alertando que os cortes no desenvolvimento e nas Nações Unidas significam redimensionar o apoio num momento em que a demanda por apoio atingiu um nível recorde. E as pessoas mais vulneráveis serão as mais atingidas.
Sahel está perto de recorde de sete anos de casos de pessoas com fome
Até 18 milhões de pessoas enfrentarão grave insegurança alimentar no próximo trimestre na região africana do Sahel.
Nesta sexta-feira, o Escritório das Nações Unidas para os Assuntos Humanitários, Ocha, alertou que o número é o mais alto desde 2014.
Famílias
Prevê-se que a situação da desnutrição afete 7,7 milhões de crianças menores de cinco anos. No momento, existem 1,8 milhão em estado grave.
O Ocha alerta que esse número pode chegar a 2,4 milhões se não houver mais ajuda até o final do ano.
O subsecretário-geral para Assuntos Humanitários, Martin Griffiths, advertiu sobre o cenário onde “famílias inteiras estão à beira da fome”.
O também coordenador da Ajuda de Emergência apontou como motivos a combinação de violência, insegurança, pobreza profunda e preços recordes de alimentos que acentuam a desnutrição e levam milhões de habitantes à margem da sobrevivência.
A alta de preços dos alimentos é impulsionada pelo conflito entre a Rússia e a Ucrânia. A situação ameaça transformar a crise de segurança alimentar em um desastre humanitário.
Escassez
O chefe humanitário disse que se o mundo não agir agora, as pessoas perecerão.
A situação é alarmante em Burquina Fasso, Chade, Mali e Níger. Cerca de 1,7 milhão de pessoas devem atingir emergência em insegurança alimentar na época de escassez entre junho e agosto.
A etapa é caraterizada por “grandes lacunas” no consumo de alimentos, altos níveis de desnutrição aguda e mortes associadas.
Nessa realidade, as famílias são forçadas a vender, por exemplo, suas ferramentas agrícolas e outros bens necessários para o sustento e sobrevivência.
O Fundo Central de resposta de Emergência colocou US$ 30 milhões para ajudar a atender às necessidades mais urgentes de segurança alimentar e nutrição.
Comunidades resilientes
O valor faz subir para US$ 95 milhões o montante concedido ao Sahel desde o início do ano, incluindo a Mauritânia e Nigéria.
Griffiths alertou que “não há tempo a perder” diante de uma realidade em que “vidas estão em jogo”.
O chefe humanitário destacou que o montante liberado pode apoiar, mas não substitui o apoio de doadores que é necessário para manter a resposta e ajudar a construir comunidades resilientes.
Para 2022, a região requer um total de US$ 3,8 bilhões para garantir a entrega de ajuda.