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Reino Unido faz alerta à OMS sobre caso raro de varíola dos macacos

Organização Mundial da Saúde informou que doença foi diagnosticada numa pessoa que viajou para a Nigéria e retornou; paciente foi imediatamente colocado em isolamento para evitar novas contaminações. 

ONU saúda eleição de Hassan Sheikh Mohamud para presidente da Somália

As Nações Unidas saudaram a Somália pela conclusão das eleições presidenciais no domingo.

Um colégio eleitoral composto por 327 parlamentares escolheu Hassan Sheikh Mohamud para ocupar o cargo com 214 votos, na capital Mogadíscio.

Transição 

O processo chegou ao terceiro turno, após cerca de 12 horas de votação e contagem.  No total cerca de 40 candidatos concorreram ao pleito.

O Escritório das Nações Unidas no país apoiou  o processo atuando em parceria com as forças de segurança somalis e a Missão de Transição da União Africana.

Representante especial do secretário-geral para a Somália, James Swan

ONU/Manuel Elias

Representante especial do secretário-geral para a Somália, James Swan

O escritório felicitou os somalis pelo desfecho das “eleições presidenciais ordenadas, pacíficas e seguras”.

Em declarações a jornalistas, o representante especial do secretário-geral da ONU para a Somália, James Swan, parabenizou o novo líder e manifestou apreço aos outros candidatos.

Parceiros

De forma particular, ele destacou a participação do presidente cessante Mohammed Abdullahi Mohamed ‘Farmaajo’ pelo respeito ao resultado e por “continuar a tradição somali de abraçar a quem quer que vença e apoiá-los” no caminho adiante. O ex-presidente, no poder há cinco anos, ficou em segundo lugar na eleição.

A votação ocorreu no chamado “hangar” próximo ao Aeroporto Internacional de Aden Adde, com a presença de representantes de parceiros internacionais da Somália.

Mulheres e crianças em Kurtunwaarey, Somália

ONU / Tobin Jones

Mulheres e crianças em Kurtunwaarey, Somália

O enviado da ONU no país ressaltou que o processo eleitoral foi longo, além de ativamente competitivo. 

Swan declarou que as prioridades nacionais e de construção do Estado devem agora se tornar o foco dos somalis.

Necessidades e prioridades 

Ele disse ter havido alguns momentos difíceis na longa eleição, mas que acreditava que o processo demonstrou ter havido uma verdadeira corrida competitiva onde houve oportunidade para todos os candidatos de forma justa.

O representante destaca que os somalis devem usar o atual momento para demonstrar que o resultado é confiável.
O período seguinte é de união de somalis e seus amigos para apoiar o governo recém-escolhido, sublinhou. Outra prioridade é atuar em prioridades nacionais essenciais que requerem muito trabalho.

O funcionário da ONU destacou ainda que é preciso atuar na finalização do processo de revisão constitucional, atendendo às necessidades urgentes de melhoria do desenvolvimento, da segurança e da atual situação de seca.

Somália enfrenta a terceira seca consecutiva em 30 anos, atingindo 3,2 milhões de pessoas

FAO/IFAD/WFP/Michael Tewelde

Somália enfrenta a terceira seca consecutiva em 30 anos, atingindo 3,2 milhões de pessoas

Palestina, Síria, Ucrânia: a vida de Marsel, um filho de guerras 

Marsel tem raízes em três países: Palestina, Síria e Ucrânia. Há três gerações que a sua família tem fugido de guerras. Última paragem: Paris.

 

Como muitos cidadãos sírios, Marsel foi para França em 2016, cinco anos após o início da guerra. Não a pé ou em barcos improvisados, mas de avião, diretamente do Líbano, graças ao seu passaporte ucraniano. “A minha família vem de três países e ainda hoje não posso viver em nenhum deles”. Há algumas semanas, a sua mãe, Ludmila, pôde deixar a Ucrânia para se juntar a ele em Paris.

Marsel não sofreu com o exílio. Assegura que teve uma infância maravilhosa e que hoje tem uma vida plena enquanto jovem na casa dos trinta. No entanto, a sua história é uma versão condensada de conflitos que se prolongam há quase um século.

Da Palestina para a Síria

Em 1948, com a criação do Estado de Israel, Mohamed Zaki Abdo, avô de Marsel, um comerciante de Yafa, deixou a Palestina para se refugiar em Damasco, na Síria. A família, embora desenraizada, encontrava-se bem instalada: um grande apartamento no centro de Damasco, “o equivalente aos Campos Elísios”, diz Marsel. Mohammed Zaki criou os seus filhos em Damasco, com a ideia que regressariam em breve ao seu país, a Palestina, e foi, entretanto, investindo na educação dos seus. O seu filho Nabil, pai de Marsel, estudou em Luhansk, Donbass, Ucrânia, onde tirou o doutoramento em Engenharia Mecânica. Lá conheceu Ludmila Leonova, também estudante na mesma área.

Em 1988, após os estudos, Nabil, com as suas raízes palestinianas/sírias, e Ludmila, da Ucrânia, foram viver para Damasco. A família não aprovou a chegada de uma pessoa “russa” e o casal teve de se mudar para Yarmouk, um distrito de refugiados palestinianos mais pobre.  Marsel é o segundo filho de Nabil e Ludmila. Nasceu em 1992. “Tenho apenas memórias felizes da minha infância. O meu irmão mais velho e eu éramos crianças mimadas. Mudámo-nos muito, mas o meu pai ensinava na universidade, tinha um estatuto invejável na altura, e a minha mãe decidiu dedicar-se a nós e dar aulas de piano”.

Nas escolas das Nações Unidas

“Passei toda a minha infância em escolas da ONU, escolas da UNRWA, a Agência da ONU de Apoio aos Refugiados da Palestina. Na altura eram as melhores escolas de Damasco. Tínhamos espaço, laboratórios de química, oficinas de desenho e, sobretudo, professores palestinianos que se dedicavam totalmente ao seu trabalho. Os sírios mais instruídos invejavam as nossas escolas e teriam gostado de lá ter colocado os seus filhos”, recorda Marsel.

Marsel aprendeu a tocar piano e guitarra quando era criança. Tocou numa banda e foi muitas vezes ao teatro com os pais. Teve aulas de representação e dança clássica durante 9 anos e tornou-se ator infantil. Entre os 8 e 16 anos de idade apareceu em 25 anúncios publicitários para a televisão síria e tocou numa série de televisão educativa transmitida no Médio Oriente. Após o ensino secundário começou a estudar arquitetura. Sete anos mais tarde, na universidade, licenciou-se como um dos 10 melhores do país.

 

A Guerra na Síria

No entanto, a guerra eclodiu em 2011. “No primeiro ano a guerra parecia distante, mas depois, o nosso bairro de Damasco foi o primeiro da capital a ser atacado. Tivemos de sair do nosso apartamento e ir para a casa da minha tia no centro da cidade. Continuei os meus estudos, mas o meu pai começou a mostrar os primeiros sinais da doença de Alzheimer”.

Um pai doente, uma guerra e pouca esperança no futuro. “Guerra novamente… necessidade de fugir novamente… decidimos que o pai e a mãe iriam mudar-se para a Ucrânia. Embora o pai nunca tivesse vontade de se candidatar à cidadania ucraniana, já que sempre sonhou regressar à Palestina, era a forma mais fácil e segura. Não foi fácil. O pai, nessa altura, estava muito fragilizado pelo Alzheimer, não conseguia fazer nada sozinho. Tinha de passar pelo Líbano e não se conseguia lavar, alimentar ou fazer as coisas mais simples. Passou um inferno naquela viagem, mas finalmente conseguiram chegar a Bila Tserkva, a sul de Kiev. O pai morreu alguns meses mais tarde, não suportou a mudança”.

Marsel só deixou Damasco depois de os seus pais terem sido evacuados. Com o seu passaporte ucraniano, pôde apanhar um avião do Líbano para França, inscrever-se num mestrado na cidade de Grenoble e validar o seu diploma em arquitetura urbana. Desde 2017 que vive em Paris, que conhece como a palma da sua mão. “Todas as ruas, as praças, os restaurantes, conheço tudo. Melhor do que a maioria dos parisienses. Conheço também todos os recantos de França. Desde 2016 já visitei 21 países da Europa”. O irmão mais velho de Marsel também vive em França.

Guerra na Ucrânia, novo exílio

A viver na Ucrânia com uma pensão de cerca de 40 euros por mês, a mãe de Marsel viveu o melhor que pôde com o apoio dos seus dois filhos. A 24 de Fevereiro de 2022 a guerra voltou e a 28 de Fevereiro, quatro dias após a invasão russa, Ludmila deixou Bila Tserkva. Demorou quatro dias a chegar a Paris, com horas passadas na fronteira entre a Ucrânia e a Hungria e depois na estação de comboios de Budapeste.

“Consegui encontrar alojamento para a minha mãe com amigos que não estão frequentemente em Paris. No apartamento há a única coisa que ela precisa…um piano”, diz Marsel. “Em poucos dias, recebeu documentação e ajuda do Estado. Lembro-me das dificuldades dos meus amigos sírios quando chegaram. Não foram tratados da mesma maneira”, recorda.

Atualmente, Marsel é gestor de projetos numa empresa de arquitetura, depois de ter trabalhado durante alguns anos em design de interiores e cenografia para feiras comerciais nacionais e internacionais.

Nunca lhe faltou trabalho nem precisou de usar o estatuto de refugiado. Como estudante, e agora como trabalhador, tem uma autorização de residência válida, embora nem sempre seja fácil a renovação. Agora, no seu novo cargo, Marsel está a trabalhar na elaboração de uma escola, na região administrativa “Ilha de França”. “Falo árabe e russo, as minhas línguas paternas e maternas e falo inglês e francês, quatro das seis línguas oficiais das Nações Unidas. Sou um filho da solidariedade internacional”.

Marsel gostaria de, um dia, criar escolas para refugiados, onde as crianças possam aprender, brincar, crescer, e florescer, como outras crianças, e retribuir o que as escolas das Nações Unidas, as escolas da UNRWA, fizeram por ele.

Mensagem por ocasião do Dia Internacional Contra a Homofobia, a Bifobia e a Transfobia

Nova Iorque, 17 Maio 2022
 

Milhões de pessoas LGBTIQ+ em todo o mundo continuam a enfrentar a injustiça simplesmente por serem quem são, ou por amarem quem amam. 

Estou profundamente preocupado com a violência, criminalização, discurso de ódio e assédio a que as pessoas LGBTIQ+ estão expostas, bem como com as novas tentativas de as excluir ainda mais da educação, emprego, cuidados de saúde, desporto e habitação. 

Em muitos países, as pessoas LGBTIQ+ são sujeitas a práticas profundamente prejudiciais e humilhantes, tais como as chamadas terapias de “conversão”, intervenções cirúrgicas e tratamentos forçados e inspeções físicas degradantes. 

Entretanto, as pessoas LGBTIQ+ estão entre os grupos marginalizados mais afetados pelas muitas crises interligadas no nosso mundo, desde a pandemia covid-19 até à crise climática, conflitos contínuos e desigualdade crescente.  
As pessoas LGBTIQ+ têm os mesmos direitos humanos fundamentais que todas as outras pessoas. A solução é clara. 

Precisamos de combater a violência contra as pessoas LGBTIQ+; proibir as práticas prejudiciais; proporcionar justiça e apoio às vítimas, e acabar com a perseguição, discriminação e criminalização. Temos de combater as causas profundas da marginalização das pessoas LGBTIQ+ como um elemento essencial da Agenda 2030 e a sua promessa de não deixar ninguém para trás.   

As Nações Unidas orgulham-se de apoiar e defender os direitos humanos fundamentais e a dignidade de todas as pessoas – incluindo as pessoas LGBTIQ+.   

Apelo a todos para que se juntem a nós na construção de um mundo de paz, inclusão, liberdade e igualdade para todos. 

Mundo tem 1 bilhão de pessoas com deficiência excluídas de tecnologias de apoio 

OMS e Unicef querem avanços para que grupo beneficie de serviços de educação, saúde e assistência social; relatório revela haver 240 milhões de crianças com este tipo de necessidade; estimativa é que 3,5 bilhões de pessoas precisem de cadeiras de roda, aparelhos auditivos ou aplicativos que apoiam a comunicação. 

Guterres condena “ato vil de racismo violento” em supermercado em Buffalo, EUA

Chefe da ONU fez um apelo por mais harmonia um dia depois de 10 pessoas terem sido assassinadas em cidade no estado de Nova Iorque; suspeito de 18 anos transmitiu ao vivo o ataque pela internet e maioria das vítimas era afro-americana. 

Jornalista brasileiro na Ucrânia preocupado que guerra comece a ser esquecida

Hugo Bachega falou à ONU News de Dnipro, no sudoeste da Ucrânia; repórter destaca importância do trabalho jornalístico sobre conflito no país, fundamental para mobilização; para ele, a guerra “não deve acabar num futuro próximo”.

Produção de cigarros emite mais de 80 milhões de toneladas de CO2

OMS e ONG Stop unem-se para chamar a atenção sobre os impactos ecológicos dos produtos de tabaco e nicotina; 22 bilhões de toneladas de água são usadas na produção, sendo que 4,5 trilhões de pontas de cigarro são descartadas por ano no mundo.

Dia Internacional das Famílias destaca impacto da urbanização sobre os lares

As Nações Unidas marcam neste 15 de maio o Dia Internacional das Famílias com foco na urbanização e como melhorar a vida das pessoas nas cidades.

Para a ONU, os governos locais e nacionais precisam implementar políticas sustentáveis e benéficas paras as famílias em áreas urbanas para que o bem-estar de todos possa ser garantido.

Desigualdade

A urbanização é uma das megatendências mais importantes na formação do bem-estar de milhões de lares nas cidades. Uma urbanização sustentável é parte de vários Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, ODS, das Nações Unidas.

Entre eles o ODS 1 de combate à pobreza, o 3 sobre saúde e bem-estar e o 11 de cidades e assentamentos humanos inclusivos, seguros, resilientes e sustentáveis.

A Agenda 2030 também inclui o ODS 10 sobre redução da desigualdade dentro das cidades.

Para a ONU, a urbanização tem de ser gerenciada de uma forma a beneficiar as famílias e a aumentar o bem-estar de todos que vivem em áreas urbanas. Dela dependem as metas dos ODS.

A ONU está preparando o 30º aniversário do Ano Internacional da Família em 2024. O evento foca em aspectos como mudança tecnológica, migração, transformações demográficas e climáticas, entre outros tópicos.

População sem-teto na Europa

A meta é analisar o impacto dessas tendências sobre a família e propor políticas orientadas para a família para contrapor os aspectos negativos da urbanização desorganizada.

Muitas famílias ainda enfrentam desafios, mas já existem algumas melhorias como o aumento da licença maternidade que em 1995 era oferecida em 89% dos países e em 2015 já estava presente em 96%.

Mas ainda há barreiras como a decisão sobre saúde e direitos sexuais e reprodutivos. Apenas 57% das mulheres casadas ou em união doméstica têm autonomia para escolher usar ou não anticoncepcionais ou ter relações sexuais.

Uma outra preocupação é o aumento do número de pessoas sem ter onde morar. Em alguns países da Europa, o crescimento da população sem-teto ultrapassa 20%.

O Dia Internacional das Famílias foi instituído pela Assembleia Geral em 1993.

 

Poluição luminosa ameaça travessia das aves migratórias

As Nações Unidas assinalam o Dia Mundial das Aves Migratórias duas vezes por ano: no segundo sábado de maio e de outubro.

As aves migratórias viajam todos os anos milhares de quilómetros para encontrarem as melhores condições de alimentação, de reprodução e de criação das suas crias. Em Portugal, é recorrente ver espécies como o grou ou o abibe durante o inverno, que ficam no nosso país para se protegerem do frio, das tempestades e da escassez de alimentos que existem mais a norte do nosso hemisfério. No verão, chegam as andorinhas do sul, com o intuito de se reproduzirem.

Têm-se verificado, globalmente, alguns constrangimentos à dinâmica habitual destes animais. O aumento da população humana, a rápida urbanização, a poluição, as alterações climáticas e a utilização não sustentável das paisagens estão a causar a perda, fragmentação e degradação dos habitats naturais dos quais dependem as aves migratórias.

A poluição luminosa, tema deste ano do Dia Mundial das Aves Migratórias, assinalado a 14 de maio, constitui uma ameaça para as espécies, na medida em que as luzes artificiais, que têm aumentado 2% a cada ano, causam desorientação quando as aves voam à noite, levando a colisões com edifícios, perturbando os seus relógios biológicos, ou interferindo com a sua capacidade de migrar longas distâncias.

Energia mais segura

Existem algumas soluções que podem ajudar a colmatar os efeitos negativos da poluição luminosa. Desligar as luzes não essenciais nas cidades pode auxiliar as aves na navegação das suas rotas migratórias e colocar linhas elétricas no subsolo, ou reequipá-las, pode evitar colisões e eletrocussões fatais para as espécies migratórias.

Tornar a energia mais segura para as aves migratórias é algo para o qual, a par de soluções gerais e citadinas, cada cidadão pode contribuir, mesmo no conforto das suas casas. Apagar as luzes de casa quando não estão a usar as divisões, não caçar ou criar armadilhas a espécies ameaçadas (ou qualquer outra espécie), abster-se de comprar carne de aves de capoeira ou outros produtos feitos com couro ou penas de espécies migratórias, reciclar o plástico e recolher lixo nas zonas marinhas ou locais com água doce, são alguns dos exemplos que podem ajudar a melhorar a qualidade de vida destas espécies.

Saiba mais sobre este dia
https://www.worldmigratorybirdday.org/

Dia Mundial das Aves Migratórias combate poluição luminosa

Tema deste ano é “Reduza as luzes para as Aves à Noite”; mais de 80% da população do mundo vive sob céu iluminado; na América do Norte e na Europa, a taxa é de quase 99%.

Lançada coalizão para promover dietas saudáveis para todos

Todos os anos, 11 milhões de pessoas morrem por fatores ligados ao consumo de alimentos que não são saudáveis e outras 420 mil morrem por intoxicação alimentar. Os dados são da Organização Mundial da Saúde, que está lançado esta sexta-feira a Coalizão de Ação sobre Dietas Saudáveis e Sistemas Alimentares Sustentáveis.  

A iniciativa envolve várias agências da ONU além da OMS, como FAO, Agência da ONU para o Meio Ambiente, Pnuma e Programa Alimentar Mundial, PMA.  

Bilhões sem dinheiro para comer saudável  

Refeições nutritivas não precisam ser elaboradas

Foto: Opas/OMS

Refeições nutritivas não precisam ser elaboradas

As entidades destacam ainda que 3 bilhões de pessoas no mundo não têm condições financeiras de comprar alimentos saudáveis e a desnutrição acaba representando “uma violação do direito humano à alimentação e fomentando desigualdades sociais”.  

A coalizão nota ainda que o sistema alimentar está marcado por práticas “insustentáveis que estimulam o desmatamento, as perdas de biodiversidade, o esgotamento dos oceanos e o aumento de doenças zoonóticas.  

Três frentes  

A OMS pede aos governos a promoção de alimentos saudáveis em locais públicos.

Foto: IFAD

A OMS pede aos governos a promoção de alimentos saudáveis em locais públicos.

Transformar os sistemas alimentares é “crítico para o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, ODS”, afirma a OMS.  

A coalizão vai trabalhar em três frentes: mobilizar especialistas e governantes para alinharem ações nos sistemas alimentares para que exista um impacto coletivo a nível nacional; facilitar a troca de aprendizagem entre países e promover projetos que integrem nutrição, saúde e sustentabilidade.  

Unesco pede investigação do assassinato de duas jornalistas no México

A Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, Unesco, pediu uma investigação imediata do assassinato de duas jornalistas no México, ocorrido em 9 de maio. 

Segundo agências de notícias, Yessenia Mollinedo Falconi e a camerawoman, Sheila Johana Garcia Olivera, foram atacadas a tiros dentro de um carro por homens armados, no estado de Veracruz, no leste do México. 

Diálogo e testemunhas 

Diretora-geral da Unesco, Audrey Azoulay

Foto: ONU/Manuel Elias

Diretora-geral da Unesco, Audrey Azoulay

Ambas trabalhavam para o portal de notícias El Veraz, que era dirigido por Yessenia. 

Em nota, a diretora-geral da Unesco condenou o assassinato das duas jornalistas e disse que os profissionais da imprensa são testemunhas que fazem um trabalho indispensável ao diálogo público e a sociedades pacíficas. 

Audrey Azoulay disse que as autoridades mexicanas devem investigar esses assassinatos e tomar todas as medidas necessárias para assegurar que os jornalistas poderão trabalhar sem medo. 

Assembleia Geral contra impunidade 

Mural em Oaxaca, México.

Foto: Primavera Díaz

Mural em Oaxaca, México.

Somente este ano, já foram assassinados 11 jornalistas no México incluindo três mulheres.  

Segundo a Unesco, cerca de nove em cada 10 casos de assassinatos de jornalistas no mundo não são elucidados. 

A Assembleia Geral aprovou uma resolução sobre os crimes contra jornalistas e a questão da impunidade pedindo mais ação por parte de autoridades e governos para punir os responsáveis por esses crimes. 

Com guerra na Ucrânia, FAO pede união ao G7 em favor de maior produtividade 

Reunião de ministros da Agricultura das sete maiores economias do mundo ocorre em Stuttgart, na Alemanha; chefe da FAO, convidado para o evento, lembrou ao G7 que Brasil é um dos maiores exportadores de cereais e commodities agrícolas e recebe fertilizantes da Rússia.

O impacto da guerra na Ucrânia, no mundo e no futuro

“O impacto da guerra na Ucrânia é global e sistémico”, acusam os relatórios das Nações Unidas. Este conflito militar não afeta só os ucranianos, mas também os cidadãos europeus, africanos e de todo o mundo. Para mais, os impactos desta guerra afetam não só as nossas gerações, mas poderão também afetar a saúde, a qualidade de vida e o futuro de gerações futuras.  

Impacto na Ucrânia 

Há menos de um mês, o secretário-geral das Nações Unidas realçou que esta guerra teria “consequências dramáticas”. Os números citados abaixo mostram só algumas delas. A ONU está presente em 7 regiões diferentes na Ucrânia, incluindo em Donetsk e Lugansk e tem estado a monitorizar as baixas civis, o impacto da guerra e as infrações dos direitos humanos. Segundo os seus dados mais recentes do Escritório do Alto Comissariado para os Direitos Humanos (ACNUDH), mais de 67.500 civis foram feridos e 3.300 morreram devido ao conflito violento, 15.7 milhões de pessoas precisam de ajuda humanitária, e um terço destas pessoas estão encurraladas nas zonas de Mariupol, Kherson, Donetsk e Lugansk.  

@ACNUR/Valerio Muscella. Refugiados da Ucrânia aquecem se com uma fogueira após atravessarem a fronteira para a Polônia em Medyka.

Adicionalmente, a guerra na Ucrânia gerou a êxodo mais rápido de refugiados desde a Segunda Guerra Mundial. Mais de um quarto da população – 12 milhões de pessoas – já fugiram das suas casas. 5.8 milhões de ucranianos têm agora o estatuto de refugiados, e 8 milhões de pessoas abandonaram as suas casas, mas continuam dentro da Ucrânia.   

Impacto global  

O Banco Mundial alertou que “a economia da Ucrânia deverá encolher 45% este ano devido à guerra” e que a economia russa caminha para uma “recessão profunda”. Mas o efeito da guerra não será pressentido só na Rússia e na Ucrânia. “A guerra está a provocar uma crise tridimensional- alimentar, energética e financeira que está a atingir as pessoas, países e economias mais vulneráveis no mundo” salientou o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres. De acordo com o Programa Alimentar Mundial (PAM), até 1.7 mil milhões de pessoas – das quais um terço já vivem em pobreza – estão “altamente vulneráveis às perturbações no sistema alimentar, energético e financeiro.” Com aumentos extremos nos preços dos alimentos e da energia, tal como o aumento em 30% no preço do trigo, o PAM está com dificuldades nos seus esforços para combater a fome na África e noutras regiões do mundo tendo apelado à reabertura das zonas portuárias em Odessa, de onde vêm a maioria dos alimentos necessários para o funcionamento do PAM. 

@FAO/ Anatolii Stepanov. Um campo de trigo durante a época da colheita em Krasne, Ucrânia.
Impacto Futuro  

18 anos. 18 anos de progresso socioeconómico perdidos na Ucrânia se a guerra continuar. O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) indica que 90% da população ucraniana poderá enfrentar “pobreza e vulnerabilidade económica extrema” se a guerra se prolongar. Adicionalmente, a Conferência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento (UNCTAD) “baixou a sua projeção de crescimento económico global para este ano em 1% para 2,6%”, com um decréscimo significativo no crescimento de países africanos. Estes efeitos prejudiciais impactarão as gerações mais novas e futuras, especialmente num país como a Ucrânia onde mais de 63,000 bebés nasceram nos primeiros dois meses desde o início da “operação especial” da Federação Russa. Estes bebés e as crianças estão particularmente vulneráveis aos riscos associados à guerra, tal como o risco de tráfico humano. Simultaneamente, também sofrerão fortemente devido aos ataques às escolas, das quais, de acordo com a UNICEF, “uma em cada seis escolas no leste da Ucrânia foram danificadas ou destruídas”. A falta de educação de acesso à educação durante e após o fim da guerra e o trauma terá implicações enormes no desenvolvimento cognitivo das crianças ucranianas.  

@UNICEF. A Ivanna, uma criança ucraniana, faz os seus trabalhos de casa no chão da sua casa.

Por fim, o impacto de possíveis “surtos de doenças, tais como cólera, COVID-19, e sarampo”, dos quais o risco tem aumentado devido “à falta de água potável, condições de aglomeração no interior dos centros e abrigos anti-bombas, e condições subjacentes, tal como baixa taxa de vacinação” poderá ser catastrófico tal como o risco do “uso de armas nucleares.” As Nações Unidas fortemente defendem que “nada poderá justificar o uso de armas nucleares” e que “operações militares nas redondezas ou em plantas nucleares são inaceitáveis.”