Artistas se juntaram ao movimento da Agência da ONU para Refugiados para dar voz a histórias de todo o mundo; metade dos deslocados no planeta são mulheres e meninas; na crise da Ucrânia, elas somam 90%.
Presidente da Assembleia Geral realiza visita oficial a Angola
Abdulla Shahid foi convidado pelo ministro das Relações Exteriores, Téte António, para falar aos estudantes de diplomacia do país e conhecer de perto um projeto de transferência de água na província de Cunene.
Síria precisa de ajuda humanitária de US$ 10,5 bilhões
Em conferência internacional, agências da ONU afirmam que ajuda é necessária para apoiar deslocados e refugiados sírios; conflito está “longe de uma solução política”, segundo enviado especial; insegurança alimentar já atinge 12 milhões de pessoas.
Brasileiro, porta-voz do Ocha, relata drama de ucranianos evacuados de Mariupol
Saviano Abreu atuou diretamente nas operações de retirada de civis da siderúrgica de Azovstal e outras áreas de Mariupol, lideradas por ONU e Cruz Vermelha; ele contou que muitas pessoas só comiam uma vez ao dia, muitos optaram por ficar na Ucrânia mesmo com a guerra.
Alertas climáticos: o aumento da temperatura global e a desertificação
A COP15 reúne, de 9 a 20 de maio, na Convenção das Nações Unidas sobre o Combate à Desertificação, para debater e trazer alternativas ao fenómeno da seca e da degradação dos solos, quando se estima que cerca de 40% dos solos do planeta estão degradados. Na mesma altura, a Organização Meteorológica Mundial (OMM) apresenta um relatório que alerta para a possibilidade de a temperatura média anual global atingir o limiar de 1,5 graus celsius. Dois alertas relacionados com as alterações climáticas que mostram o impacto que a ação humana que pode ter na sustentabilidade do planeta e na qualidade de vida das pessoas.
O mundo está próximo de atingir o limiar de 1,5 °C
Existe uma possibilidade de 50/50 de a temperatura média anual global atingir temporariamente 1,5 °C acima do nível pré-industrial durante pelo menos um dos próximos cinco anos, segundo dados no novo relatório da Organização Meteorológica Mundial (OMM).
Contas feitas, há uma probabilidade de 93% de pelo menos um ano entre 2022-2026 se tornar o mais quente dos registos e tirar 2016 do topo da classificação. A probabilidade da média de cinco anos para 2022-2026 ser superior à dos últimos cinco anos (2017-2021) é também de 93%, de acordo com o projeto ‘Global Annual to Decadal Climate Update’.
A hipótese de exceder temporariamente os 1,5°C tem vindo a aumentar desde 2015, quando o valor estava perto de zero. Entre 2017 e 2021 as hipóteses eram de 10%, aumentando para 50% no período 2022-2026.
Estes são os valores mais baixos previstos para o Acordo de Paris, que cria linhas de ação para os Estados e estabelece os objetivos a longo prazo para reduzir as emissões globais de gases com efeito de estufa, a fim de limitar o aumento da temperatura global neste século a 2 °C.
“Um único ano de ultrapassagem acima de 1,5 °C não significa que tenhamos ultrapassado o limiar icónico do Acordo de Paris, mas revela que estamos cada vez mais próximos de uma situação em que 1,5 °C poderia ser ultrapassado durante um período prolongado”, defendeu o coordenador do relatório, Leon Hermanson.
Para o secretário-geral da OMM, Petteri Taalas, este valor de 1,5°C “não é uma estatística aleatória. É um indicador da forma como as alterações climáticas se vão tornar cada vez mais prejudiciais para as pessoas e para o planeta.” “Enquanto continuarmos a emitir gases com efeito de estufa, as temperaturas vão aumentar. E, paralelamente, os nossos oceanos vão ficar cada vez mais quentes e ácidos, o gelo marinho e os glaciares vão continuar a derreter, o nível do mar vai continuar a subir e as temperaturas vão atingir níveis mais extremos”.
40% dos solos do planeta estão degradados
Até 40% dos solos no planeta terra estão degradados, o que afeta diretamente metade da humanidade e tem consequências em cerca de metade do PIB global (44 mil milhões de dólares). Se esta situação se mantiver, o relatório da Global Land Outlook 2 projeta uma degradação adicional de uma área com quase o tamanho da América do Sul.
“Conservar, restaurar e utilizar de forma sustentável os nossos recursos terrestres é um imperativo global”, pode ler-se no relatório, que foi lançado antes da Convenção das Nações Unidas para o Combate à Desertificação, que acontece de 9 a 20 de maio, em Abidjan, na capital da Costa do Marfim.
“Terra. Vida. Legado: da escassez à prosperidade” é o tema da 15ª sessão da COP15. Governantes, setor privado, sociedade civil e outros parceiros vão reunir para impulsionar a gestão dos solos de forma sustentável.
O objetivo é galvanizar soluções sustentáveis para a restruturação dos solos e resiliência à seca, com um forte enfoque na utilização dos solos, numa gestão “à prova do futuro”. À medida que decorre a Década das Nações Unidas para a Restauração do Ecossistema, pretende-se que sejam dadas respostas concretas aos desafios interligados da degradação da terra, das alterações climáticas e da perda de biodiversidade.
Sessão especial do Conselho de Direitos Humanos debaterá crise na Ucrânia
O Conselho de Direitos Humanos acolhe nesta quinta-feira uma sessão especial sobre a Ucrânia convocada a pedido do governo do país. Sob o tema “A deterioração da situação dos direitos humanos na Ucrânia decorrente da agressão russa”, estará em discussão a situação em Mariupol, uma cidade portuária que sitiada.
A chefe da Missão de Direitos Humanos das Nações Unidas sobre a Ucrânia confirma 3.381 mortos e 3.680 feridos desde o início dos ataques da Rússia, mas os números podem ser ainda mais altos. A líder dos especialistas, Matilda Bogner, falou a jornalistas, em Genebra, nesta terça-feira.
Insegurança alimentar
O texto do projeto de resolução cita a “a grande preocupação com o impacto global da crise em milhões de pessoas que enfrentam fome ou insegurança alimentar em várias regiões do mundo”, e cita barreiras às exportações agrícolas da Ucrânia por causa do bloqueio de portos. Há relatos ainda de saque de grãos dos territórios do país sob controle das Forças Armadas russas em regiões como Kherson e Zaporizhzhia.
O texto reitera o pedido de cessação imediata dos confrontos militares, de “quaisquer ataques contra civis e bens civis e outras violações do direito internacional humanitário e de quaisquer violações e abusos dos direitos humanos”.
Rússia
Em relação à Rússia, o texto solicita ao país que nomeie representantes e funcionários para “instituições internacionais de direitos humanos e humanitárias, incluindo agências especializadas das Nações Unidas.”
O documento diz que o acesso às pessoas evacuadas pelos confrontos ou presas deve ser feito “sem impedimentos, oportuno, imediato, irrestrito e seguro”. Isso vale para detidos em território russo ou áreas controladas ou ocupadas pelo país. A Rússia também deve informar quem foi transferido.
Na Moldávia, Guterres agradece solidariedade do país.
Ainda nesta terça-feira, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, encerrou uma visita à Moldávia, onde se encontrou com a presidente Maia Sandu, e visitou um centro de refugiados na capital Chisinau.
Ele agradeceu “a imensa generosidade e solidariedade demonstradas pelo governo e povo da Moldávia” com os refugiados ucranianos. É o país que mais abriga refugiados tendo em conta o tamanho de sua população. E 95% dos 450 mil ucranianos estão sendo hospedados em casas de voluntários.
Guterres também pediu à comunidade internacional que demonstre verdadeira solidariedade e apoio à República da Moldávia com apoio financeiro.
Centro de refugiados
Falando a jornalistas após sua visita ao centro de refugiados, ele reforçou que a tragédia na Ucrânia demonstra que a guerra é “uma coisa sem sentido”, e que deve acabar.
Ele afirmou que “os moldavos abriram as suas fronteiras, mas também abriram as suas casas e os seus corações com uma enorme generosidade”.
O secretário-geral lembrou que a Moldávia está numa situação difícil. Dos vizinhos que abrigam refugiados, é o único que não pertence à União Europeia e passa por uma crise econômica.
O secretário-geral afirma que a Moldávia precisa de um apoio financeiro, especialmente com o aumento dos preços dos alimentos e da energia.
OMS alerta para necessidade de regulamentar propagandas de bebidas alcoólicas
Ferramentas digitais levam campanhas de marketing para diversos países, muitas vezes com regulações distintas; uma pessoa morre a cada 10 segundos por uso nocivo do álcool; jovens e consumidores frequentes são principais alvos da indústria.
Temperatura média global tem 50% de chance de ultrapassar 1.5°C até 2026
Estudo de agência da ONU aponta que probabilidade de superar meta vem crescendo rapidamente; próximos cinco anos devem ter médias mais quentes e ultrapassar registros de 2016, marca mais alta até agora; chuvas devem aumentar nos trópicos.
ONU Mulheres preocupada após Afeganistão obrigar uso de burca
Diretora-executiva da agência diz que quando as mulheres são restringidas, todos saem perdendo; secretário-geral António Guterres também criticou decisão de que afegãs só poderão sair de casa em “caso de necessidade”, violações da regra levam a punições dos “parentes homens” da mulher.
Escritório da ONU receia que nova lei da Nicarágua ameace sociedade civil
Em 2022, país baniu 67% das 203 ONGs que foram fechadas nos últimos quatro anos; autoridades justificam norma vigente com “combate à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo”.
Guterres aceita renúncia da líder do Escritório de Projetos da ONU
O secretário-geral da ONU emitiu uma nota a jornalistas informando ter aceitado a renúncia da diretora-executiva do Escritório da ONU para Projetos Especiais, Unops.
Grete Faremo, que estava no posto desde 2014 com o status de subsecretária-geral deixou a posição neste 8 de maio.
Recrutamento
Em nota, Guterres agradeceu a ela o compromisso dedicado à organização, e informou a nomeação de Jens Wandel, da Dinamarca, como diretor-executivo interino do Unops.
O chefe da ONU disse que iniciará um processo de recrutamento, em parceria com o Conselho Diretor do Unops, para encontrar um sucessor ou sucessora de Grete Faremo.
Segundo agências de notícias, fundos alocados para projetos de desenvolvimento do Unops não teriam sido atribuídos da forma devida dando início à investigação sobre irregularidades.
Em dezembro, o Unops suspendeu um funcionário do programa de investimentos sustentáveis, infraestrutura e inovação.
Nesta segunda-feira, num comunicado, o Unops reiterou o compromisso de cooperar com o secretário-geral para assegurar uma transição tranquila.
Na Moldávia, Guterres agradece acolhimento de mais de 450 mil ucranianos
Secretário-geral se reúne com líderes do país e visita centro de refugiados; a nação foi a que mais recebeu refugiados em proporção ao tamanho de sua própria população; agricultura da Moldávia depende de insumos da Ucrânia e da Rússia.
ONU ressalta urgência global para salvar 1 bilhão de hectares de terras
Degradação afeta cerca de 40% de toda a superfície não coberta por gelo; Abidjan acolhe Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação; vice-chefe da ONU ressalta atenção à dimensão e sentido de urgência para enfrentar situação; presidente da Assembleia Geral alerta sobre efeitos sobre vida de 3,2 bilhões de pessoas.
Mais de 6,5 milhões de crianças sírias precisam de ajuda
Unicef diz que este é o total mais alto desde que a guerra começou há 11 anos; maioria vive na pobreza extrema, como a pequena Arkan, refugiada de apenas 10 anos, forçada a trabalhar como vendedora ambulante no Líbano; Unicef participa de reunião para doadores em Bruxelas.
Desmatamento global cai, mas florestas tropicais continuam ameaçadas
Estudo da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, FAO, aponta que taxa de desmatamento caiu 30% nas últimas duas décadas; América do Sul teve principal perda, com 68 milhões de hectares a menos; expansão agrícola e pecuária são as principais causas.