O chefe da ONU, António Guterres, participa neste sábado do Encontro de Cúpula do G-20, as 20 maiores economias do mundo, que acontece na Arábia Saudita.
A reunião do grupo, que inclui o Brasil, deve durar dois em dias, em Riyadh, capital do país árabe.
BioNTech
Guterres elogiou os avanços na produção de uma vacina contra a Covid-19, mas disse que a imunização tem que chegar a todos sendo uma “vacina do povo”.
Vacina
Numa entrevista a jornalistas, na sede da ONU em Nova Iorque, Guterres disse que o mundo precisa de solidariedade e cooperação e elogiou a notícia de uma vacina contra a Covid-19.
Mas para ele, é preciso fazer ainda mais para vencer a crise global.
Segundo Guterres, o G-20 precisa estender o alívio da dívida de países em desenvolvimento e países de renda média até o final de 2021 para ajudar na recuperação da crise causada pela pandemia.
O secretário-geral afirmou que o caminho a seguir deve ser inclusivo e sustentável. E para tal, todos precisam melhorar suas metas de resposta à mudança climática.
Ele elogiou os avanços na produção de uma vacina contra a Covid-19, mas disse que a imunização tem que chegar a todos sendo uma “vacina do povo”.
Unicef/Fazel
Secretário-geral afirmou que o mundo em desenvolvimento está à beira do precipício da ruína financeira com aumento da pobreza, da fome e de “um sofrimento indescritível”.
Pobreza e fome
Ao citar o endividamento dos países, agravado pela pandemia, o secretário-geral afirmou que o mundo em desenvolvimento está à beira do precipício da ruína financeira com aumento da pobreza, da fome e de “um sofrimento indescritível”.
O chefe da ONU alerta para o efeito dominó de uma bancarrota, que poderia arrasar a economia global.
Para Guterres, o mundo não pode permitir que a Covid-19 se transforme numa pandemia da dívida.
Sobrevivência
Ele criticou o fato de pacotes de resgate do G-20 se comprometerem com um 50% a mais de financiamentos para combustíveis fosseis, se comparado aos compromissos feitos com iniciativas de baixo carbono.
Ao mesmo tempo, Guterres elogiou a criação e crescimento da coalizão para zero emissões de dióxido de carbono até 2050.
Até o início de 2021, mais de 70% da economia global terá aderido às metas de neutralidade de carbono.
Ele encerrou demonstrando “firme esperança” de que 2021 será um ano de avanços nesta área, e que neste caso, solidariedade significa sobrevivência.
Este 20 de novembro, o Dia Mundial das Crianças marca o 31º ano da Convenção sobre os Direitos da Criança das Nações Unidas. Eventos presenciais e com transmissão online debatem avanços alcançados nos direitos infantis em vários países.
Em nível global, o Fundo da ONU para a Infância, Unicef, realça a ameaça de “danos irreversíveis” causados pela pandemia em áreas como educação, nutrição e bem-estar dos menores.
Crianças e adolescentes
A agência lançou o relatório Evitando uma geração perdida por causa da Covid, revelando que uma em cada nove pessoas entre os casos notificados é criança ou adolescente. Esta é a realidade em 87 países analisados, formando 11% do total de 25,7 milhões de infecções.
Crianças em um jardim de infância lavam as mãos em uma instalação apoiada pelo Unicef na Coreia do Norte.
O estudo da agência destaca que embora os sintomas sejam leves em crianças, o número de contaminações tem aumentado no grupo. O impacto de longo prazo “pode mudar a vida” de uma geração inteira em áreas como educação, nutrição e bem-estar.
No entanto, o Unicef quer dados mais confiáveis e desagregados por idade para analisar tópicos como infecção, mortes e testes “com vista a entender melhor como a crise afeta crianças mais vulneráveis e orientar na resposta”.
Escolas
Baseada em “fortes indícios” de que as crianças podem transmitir o vírus, a agência destaca que há maiores benefícios em manter as escolas abertas em relação aos custos em fechá-las se forem cumpridas as atuais medidas básicas.
Unicef/William Urdaneta
Paulina, de 10 anos, sendo vacinada em centro da Venezuela apoiado pelo Unicef
O relatório defende que as escolas não são o principal fator de transmissão comunitária e que as crianças têm maior probabilidade de contrair o vírus fora desse ambiente.
Para a agência, as interrupções impostas a serviços essenciais de saúde e sociais para crianças devido à pandemia representam uma grave ameaça ao grupo.
Em 140 países, a cobertura de serviços de saúde caiu em cerca de um terço. Foram afetadas áreas como vacinações de rotina, atendimento ambulatorial para doenças infecciosas infantis e serviços de saúde materna. Uma das maiores razões tem sido o medo de contrair a infecção.
A cobertura dos serviços de nutrição para mulheres e crianças teve uma queda de 40% em 135 países. Pelo menos 265 milhões de crianças ficaram sem a merenda escolar em todo o mundo.
Assistentes sociais
Mais de 250 milhões de crianças menores de cinco anos estão na iminência de perder a suplementação de vitamina A. Em setembro, houve 65 países onde baixaram as visitas ao domicílio de assistentes sociais, se comparadas ao mesmo período de 2019. De acordo com o relatório, 572 milhões de alunos são afetados pelo fechamentos de escolas que abrangem todo o país. Quando agregado, o número corresponde a 33% dos alunos matriculados em todo o mundo.
Unicef/Nyani Quarmyne
Unicef pede que haja vacinas acessíveis.
O Unicef estima que mais 2 milhões de mortes infantis aconteçam e haja um total de 200 mil natimortos ao longo do próximo ano devido às crescentes interrupções graves de serviços de saúde e problemas de nutrição.
Entre 6 e 7 milhões de menores de cinco anos crescerão com debilidade ou com desnutrição aguda em 2020. O aumento de 14% faz prever que haja 10 mil mortes infantis por mês, sendo as regiões mais afetadas a África Subsaariana e o sul da Ásia.
Educação e saúde
A porcentagem de crianças que vivem na pobreza multidimensional chegou a 15% em meados deste ano. São mais 150 milhões delas sem acesso a serviços como educação, saúde, habitação, nutrição, saneamento ou água.
Para responder a esta crise, o Unicef apela a que os governantes assegurem que todas as crianças aprendam, ajudando-as a enfrentar a exclusão digital.
A agência pede ainda que seja garantido o acesso a serviços de nutrição e saúde, que haja vacinas acessíveis e esteja disponível o auxío para áreas como saúde mental, abuso, violência de gênero e negligência na infância.
ONU/Manuel Elias
Sessão especial da Assembleia Geral que marcou os 30 anos da Convenção sobre os Direitos da Criança em 2019.
Secretário-geral falou a ministros das Relações Exteriores na União Europeia; organização promete neutralidade do carbono até 2050; ONU organiza Cúpula da Ambição do Clima em 12 de dezembro em parceria com Reino Unido e França.
Este Dia Mundial do Toalete ressalta a importância de saneamento sustentável e da mudança climática.
Em todo o globo, 4,2 bilhões de pessoas não têm acesso ao serviço. E para as Nações Unidas, a solução requer vontade política para tomar ação e enfrentar a crise global da falta de esgoto tratado.
Pnud Ghana
Em todo o mundo, 2,2 bilhões de pessoas vivem sem acesso à água e 4,2 bilhões não têm saneamento básico
Plantas
O acesso à água e saneamento para todos até 2030 é o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável número 6. Com a velocidade da mudança climática que gera cheias, secas e o aumento do nível do mar, os sistemas de saneamento ficam ameaçados. Desde toaletes até as fossas passando pelo tratamento das plantas.
As águas das cheias podem contaminar os poços e fontes usadas para água potável. As cheias também podem danificar esgotos e fossas levando os dejetos humanos a contaminar plantações e a causar doenças letais.
Para a ONU, o acesso ao saneamento básico é um direito de todos, assim como água limpa e lavagem de mãos para ajudar a proteger e a manter a saúde e a acabar com a propagação de doenças infecciosas como a Covid-19, cólera e a febre tifoide.
Unicef Brasil/Yareidy_Perdomo
Sem serviços de saneamento é difícil manter os hábitos de higiene recomendados para evitar a propagação da Covid-19.
Covid-19
Mais da metade da população não tem acesso a esgoto tratado. Cerca 40% dos habitantes do globo vivem sem água e sabão para lavar as mãos.
E todos os dias, mais de 800 crianças morrem de doenças como diarreia e outras infecções causadas por falta de saneamento e água contaminada.
Até 2050, até 5,7 bilhões de pessoas poderão viver em áreas com escassez de água pelo menos uma vez ao mês.
As Nações Unidas liberaram US$ 100 milhões para a prestação de ajuda em oito crises humanitárias. Os países beneficiários são Afeganistão, Burquina Fasso, República Democrática do Congo, Nigéria, Sudão do Sul, Iêmen e Etiópia.
O Escritório da ONU para Assistência Humanitária, Ocha, revelou que a meta é fazer chegar apoio alimentar a pessoas que estejam em maior risco de fome por fatores como conflitos, crise econômica, mudança climática e pandemia.
Fome
O subsecretário-geral para os Assuntos Humanitários, Mark Lowcock, disse que US$ 80 milhões do Fundo Central de Resposta a Emergências, Cerf, irão para grande parte das crises. Cerca de US$ 20 milhões serão aplicados para prevenir a fome na Etiópia, onde secas ameaçam agravar a situação já considerada frágil.
A ONU alertou que sem ação imediata, a fome é iminente nos próximos meses em partes de Burquina Faso, nordeste da Nigéria, Sudão do Sul e Iêmen. A situação pode voltar a ser declarada em áreas do Sudão do Sul, que foram afetadas em 2017.
Lowcock destaca que a possibilidade de se regredir a uma situação onde a fome seja comum “seria imoral e de partir o coração, em um mundo onde há comida mais do que suficiente para todos”.
Para o subsecretário-geral para os Assuntos Humanitários, o efeito dessa situação são “mortes agonizantes e humilhantes”. Ele realçou que a agitação social alimenta o conflito, a guerra e o deslocamento em massa, cujo impacto “seria arrasador e duradouro nos países”.
Pandemia
Lowcock destaca que ninguém deve observar o retorno da fome como “um efeito colateral inevitável desta pandemia”. Para ele, a razão para que isso venha a ocorrer é que o mundo permitiria o retorno de “uma situação que pode ser evitada”.
Para o coordenador de Assistência de Emergência, é preciso agir a tempo para fazer a diferença. Por agora, Lowcock pede mais fundos para a operação de ajuda, por ser essa “a forma mais rápida e eficiente de apoiar os esforços de prevenção da fome”.
Unicef/UN0276450/Almahbashi
ONU: a estimativa é de que 85 mil crianças no Iémen tenham perdido a luta contra a fome desde 2015
A meta é aplicar o valor em programas como assistência monetária e cupões, considerados uma das “formas mais eficientes, flexíveis e econômicas de auxílio a pessoas que vivem em extrema necessidade”. A prioridade será dada a aqueles que estejam em situação de maior fragilidade, especialmente mulheres e meninas e pessoas com deficiência.
Na divisão por país, o Afeganistão receberá US$ 15 milhões, o Burquina Fasso US$ 6 milhões, a RD Congo US$ 7 milhões, o nordeste da Nigéria US$ 15 milhões e o Sudão do Sul US$ 7 milhões. O Iêmen terá US$ 30 milhões.
Consequências
Na Etiópia, os cerca de US$ 20 milhões destinados a ações para prevenir a insegurança alimentar e a seca devem cobrir altos níveis de insegurança alimentar aguda.
A situação foi agravada pela estação chuvosa, agitação civil, a crescente insegurança, as infestações de gafanhotos e as consequências econômicas da pandemia.
“From Maria”, realizado por Ana Moreira, conquistou um lugar entre os 60 filmes escolhidos para a Seleção Oficial do Mobile Film Festival (MFF).
Criado em 2005, o Mobile Film Festival é um festival internacional de curtas-metragens, que conta com o apoio do Centro Regional de Informação das Nações Unidas para a Europa Ocidental (UNRIC), e que tem um conceito único: 1 telemóvel, 1 minuto, 1 filme. O objetivo é descobrir, apoiar e acompanhar talentos de todo o mundo para que estes se tornem os realizadores do futuro.
A temática desta edição foi o Empoderamento das Mulheres e a adesão do público bateu recordes. 1.130 filmes chegaram de 101 países do mundo, 57% foram realizados por mulheres. O corpo feminino, a igualdade, a liberdade de identidade e a violência sobre as mulheres foram alguns dos assuntos abordados pelos participantes. Das 1.130 submissões, foram selecionados 60 filmes para integrar a Seleção Oficial do Festival.
Falámos com Ana Moreira, a jovem de 25 anos natural de Paredes, que representa Portugal nesta seleção, com o filme “From Maria” sobre a igualdade de género, numa perspetiva intergeracional.
Ana Moreira, 25, natural de Paredes, vive no Porto desde os 14 anos.
ONU: Como tiveste conhecimento do Mobile Film Festival? É a primeira vez que participas?
Ana Moreira (AM): Tive conhecimento do Mobile Film Festival através de uma newsletter com promoção de alguns festivais. A temática “Women’s Empowerment” despertou-me o interesse e a particularidade de ser gravado com o telemóvel e com apenas 1 minuto de duração fez com que eu avançasse com a proposta para este projeto. Faço parte da produtora audiovisual responsável pela produção deste filme, Golpe Filmes (sediada no Porto) onde apresentei o festival e a vontade de participar com a equipa. Foi a primeira vez que participei num festival deste tipo.
ONU: O filme que realizaste retrata algumas das desigualdades das quais as mulheres são constantemente vítimas. Quais são as razões que te levaram a criar este filme?
AM: Eu queria fazer um filme que falasse de forma abrangente e direta dos problemas socioeconómico e políticos existentes associados ao género feminino, que eles tocassem naqueles que são os princípios da matéria do empoderamento das mulheres e que mostrasse simultaneamente que ainda há um longo caminho a percorrer, que o trabalho não está feito e que podemos todos ser um peão positivo nesta luta ainda sem fim à vista. Há claro ainda o fator de ser mulher e ter uma proximidade e conhecimento de causa dos problemas levantados no filme.
As atrizes do “From Maria”, durante as gravações. Foto: António Morais
ONU: Nesta competição foram submetidos 1130 filmes, de 101 países. Como te sentes por fazer parte dos 60 finalistas?
AM: É com grande felicidade que recebo esta seleção juntamente com a minha equipa na Golpe Filmes, ainda mais sendo os únicos representantes de Portugal. Num país onde já existem algumas vozes ativistas e educativas na matéria, fazer parte deste movimento é não só motivo de orgulho, mas sobretudo fundamental.
ONU: Sendo uma mulher e jovem, que passos é que, na tua opinião, são ainda necessários dar para que haja uma igualdade de género efetiva?
AM: Acho que o pilar crucial da igualdade de género assenta em questões socio-políticas. É necessário o reforço de leis de paridade que promovam a igualdade de género no espaço laboral e permitam a mais mulheres atingir postos de chefia; é necessário o apoio à educação completa das mulheres independentemente da sua origem, cultura e capital; é necessário o aumento da proteção e consecutiva ação judicial nas mulheres vítimas de assédio, violação, violência doméstica e outras formas de violência; mas sobretudo é necessária a reformulação da educação de todos, sobretudo crianças e jovens, para que se quebrem padrões sexistas intrinsecamente afetos à sociedade com vista a que um dia, e esperamos que esse dia seja breve, possamos todos disfrutar de uma sociedade livre e com os mesmos direitos.
Nos últimos quatro anos, o MFF realizou 5 edições internacionais, ao longo das quais recebeu 4.000 filmes de um total 132 países, registou 78 milhões de visualizações e entregou 229.000 euros em prémios!
A vice-secretária-geral da ONU, Amina Mohammed, está na Nigéria para continuar uma visita de solidariedade de duas semanas à África Ocidental e ao Sahel.
Ao longo da viagem, a vice-chefe da ONU tem destacado como a organização adaptou seu trabalho para apoiar as respostas nacionais contra a pandemia de Covid-19, continuando a se concentrar nas causas profundas das desigualdades.
Meninas e mulheres
Durante visita, estão sendo tomadas medidas contra Covid-19, Minusma/Harandane Dicko
Além da Nigéria, ela esteve no Níger, no Mali e na Serra Leoa. A desigualdade de gênero é um dos temas que a vice-secretária-geral tem realçado na digressão africana que termina em 22 de novembro.
Em território maliano, Amina Mohammed falou com a Rádio Mikado sobre como empoderar meninas e mulheres.
A vice-chefe da ONU disse que “primeiro que tudo, é preciso entender que aquilo que se está a fazer é oferecer uma via de atingirem suas aspirações e direitos básicos. “
Segundo ela, “existem muitas outras coisas que empoderam uma mulher, mas uma menina tem de estar na escola, ter os elementos básicos de uma educação como cidadania, língua, matemática, ciência, tudo o que ajuda a estimular o cérebro, as aspirações e os sonhos, para que perceba aquilo que é possível. “
No país da África Ocidental, Amina Mohammed teve uma série de encontros em que encorajou a maior participação de mulheres e jovens na transição do país para uma paz sustentável
O Mali, que sofreu um golpe militar em agosto, estabeleceu uma nova autoridade de transição liderada por civis, mas permanece altamente volátil.
Crise
A visita da vice-secretária-geral acontece durante uma crescente crise humanitária e de segurança no Sahel Central. O número de pessoas que precisam de assistência humanitária no Mali, por exemplo, aumentou de 4,3 para 6,8 milhões entre janeiro e agosto de 2020.
Minusma/Harandane Dicko
Amina Mohammed em homenagem a boinas-azuis que perderam a vida no Mali
Em outubro, o secretário-geral, António Guterres, afirmou que os países da zona fronteiriça entre Mali, Níger e Burquina Fasso estão presos em “uma espiral descendente”, em meio ao aumento da violência, da insegurança e da pandemia de Covid-19.
Durante sua visita, Amina Mohammed destacou três áreas críticas para um futuro melhor: melhor financiamento para o desenvolvimento sustentável, resposta socioeconômica forte e aumento da coesão social e resiliência, protegendo os civis e lutando contra o terrorismo.
Futuro
No Níger, a vice-chefe da ONU esteve reunida com o presidente Issoufou Mahamadou e disse que ele “está muito próximo de garantir uma transição pacífica e uma eleição livre e justa.”
O país deve escolher o seu próximo presidente e os deputados da Assembleia Nacional a 27 de dezembro.
Vice-chefe da ONU visitou região afetada por cheias, by Nelson Muffuh
A vice-chefe da ONU visitou a região de Gamou, cerca de 15 quilômetros ao norte da capital, Niamey, para ver a devastação causada por enchentes. As chuvas torrenciais, as piores em oito anos, mataram mais de 70 pessoas, e deslocaram cerca de 632 mil.
Em Corniche de Yantala, um distrito à beira do rio onde muitas pessoas vivem da pesca, ela se encontrou com líderes locais e disse que a ONU “trabalha com o governo na adoção de medidas climáticas para salvaguardar vidas e meios de subsistência.”
Amina Mohammed esteve depois dois dias na Serra Leoa, acompanhando o progresso em direção ao fortalecimento da paz e questões de violência de gênero. Ela também participou de um diálogo comunitário sobre o papel das mulheres na sustentabilidade ambiental.
Em uma rede social, ela disse que estava focada “naquilo que é necessário para responder e recuperar melhor depois da Covid-19, para um futuro mais pacífico, amigo do ambiente e inclusivo.”
Vários representantes da ONU fazem parte da comitiva, incluindo o chefe do Escritório da ONU para a África Ocidental, Unowas, Mohamed Ibn Chambas, e a conselheira especial para África do secretário-geral, Cristina Duarte.
O Programa Mundial de Alimentação, PMA, em Moçambique defende a união de esforços para combater a seca para alcançar o Objetivo do Desenvolvimento Sustentável 2. A meta prevê a Fome Zero e Agricultura Sustentável.
As declarações foram feitas na praia da Macaneta, à margem da reunião sobre o Sistema de Aviso Prévio à Seca. A iniciativa Sistema de Aviso Prévio à Seca faz parte do projeto “Ação Pró-Resiliência, Pro-act, em Moçambique”.
ONU Moçambique
Moçambique é o terceiro país africano mais vulnerável a desastres naturais ocorrido no caso de chuvas de grande proporção que provoquem risco de inundações.
Precisão
O diretor de Programas do PMA no país, Nicolas Babu, falou à ONU News dos esforços da iniciativa para melhorar as informações disponíveis e garantir precisão.
“O PMA com apoio da União Europeia e Governo de Moçambique formaram uma parceria para estabelecer um sistema de aviso prévio à seca. Este sistema baseado nas projeções climáticas vai permitir que o governo possa desenvolver planos de contingência q ue vão antecipar o impacto da seca e assim minimizar as consequências nas populações afetadas. Estamos a testar este sistema em quatro distritos, dois de Gaza e dois de Tete.”
As projeções usadas pelo PMA indicam que as temperaturas máximas diárias devem aumentar cerca de 3˚C em média. Em estimativas mais modestas, o aumento das temperaturas máximas diárias estará entre 1,5 e 2˚C, em média.
Os modelos climáticos também mostram uma alta na forma como variam as chuvas fazendo prever eventos climáticos mais frequentes e extremos.
OIM Mozambique/Ana Furukawa
Estrada em Tete, Moçambique
Apoio
O diretor-geral adjunto do Instituto Nacional de Meteorologia, Mussa Mustafá, explica a importância do apoio da parceria no acompanhamento da seca.
“O Programa Mundial da Alimentação está a apoiar o Instituto Nacional de Meteorologia em conhecimento científico em técnicas de análise, que é para estar virado à monitoria da seca. Este produto já existe, esta sendo divulgado, mas ainda precisa de melhorias…mas dentro desta monitoria de seca existem trabalhos pilotos que estão concentrados na província de Gaza e uma parte na província de Tete.”
Moçambique é o terceiro país africano mais vulnerável a desastres naturais ocorrido no caso de chuvas de grande proporção que provoquem risco de inundações. Mustafá explica a necessidade de conhecimento científico e técnico de análise.
“Em muitos dos casos, a seca é falada depois de acontecer. Depois, nós vamos gerindo as consequências desta seca. O que estamos a fazer neste momento é inverter o cenário. Portanto, nós termos a capacidade de prever, de que a época chuvosa já começou estamos nesta fase, mas aquilo que se espera nos próximos dias ou meses vai nos levar a uma seca e isso terá implicações na vida das comunidades. Portanto, a ferramenta está a corresponder muito bem.”
Karel Prinsloo / Arete / Uncdf Mozambique
Em Moçambique, na Beira, algumas estradas inundaram após chuvas no bairro de Praia Nova, em 26 de fevereiro de 2020.
Perigo
Estima-se que 25% da população moçambicana está diretamente exposta ao perigo deste tipo de desastre. Uma proporção muito maior vive os efeitos indiretos destas calamidades, segundo o diretor-geral adjunto do Instituto Nacional de Gestão de Calamidades, Belém Monteiro.
Pró-Resiliência
“O país tem 31 distritos considerados áridos e semiáridos. É sobre estes que o governo tem que se preocupar para encontrar soluções para as comunidades que lá vivem. São cerca de 2,8 milhões de pessoas que estão nessas zonas, para os quais deveremos encontrar uma política e estratégia de desenvolvimento dessas zonas. Este encontro faz parte deste processo de preparação, recolha de informação para elaboração da política e estratégia de desenvolvimento das zonas áridas.”
O Sistema de Aviso Prévio à Seca faz parte do projeto “Ação Pró-Resiliência, Pro-act, em Moçambique” envolvendo o PMA e a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, FAO. A iniciativa é implementada até 2022.
O Dia Mundial em Memória das Vítimas de Acidentes de Trânsito é marcado este domingo sob o tema “Lembre. Apoie. Aja”.
Em 2005, a Assembleia Geral adotou a data, observada no terceiro domingo de novembro, para homenagear as vítimas e suas famílias.
Mortes
A Organização Mundial da Saúde, OMS, afirma que as lesões nas estradas são a principal causa de morte em pessoas entre cinco e 29 anos. Em 2018, um relatório sobre a situação global revelou que o número de mortes anuais no trânsito atingiu 1,35 milhão.
Foto: Banco Mundial/Trinn Suwannapha
Agências da ONU realizam também a Semana Global de Segurança no Trânsito.
Em 2020, a OMS realiza uma série de eventos em redes sociais destacando que é preciso lembrar os que morreram, apoiar os sobreviventes e agir para salvar vidas nas estradas em todo o mundo.
De acordo com a agência, os efeitos destes acidentes são sentidos de forma desproporcional por pedestres, ciclistas e motociclistas. A situação é particularmente mais grave entre habitantes de países em desenvolvimento.
A visão que inspirou a declaração do Dia Mundial em Memória das Vítimas de Acidentes de Trânsito foi fornecer uma plataforma para refletir sobre vítimas e suas famílias.
Vítimas
Outras metas reconhecem o trabalho dos serviços de emergência, chamam a atenção para a resposta às mortes e ferimentos nas estradas e defendem o apoio às vítimas de sinistros de trânsito e seus familiares. Pretende-se ainda promover ações comprovadas para prevenir e impedir danos humanos.
ONU News/Vibhu Mishra
Além do custo humano, estes acidentes causam perdas anuais na economia de US$1.85 trilhão.
O relatório da OMS destaca que que continua lento o progresso para atingir o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável, ODSs, 3.6 sobre a redução de 50% no número de mortes nos acidentes de trânsito até o fim deste ano.
A Década de Ação para a Segurança no Trânsito 2011-2020 foi proclamada para “salvar milhões de vidas através da construção de capacidade de gestão da segurança no trânsito”.
Segurança
Várias ações foram definidas para fazer avançar durante esse período a segurança da infraestrutura rodoviária, dos veículos, o comportamento dos usuários das rodovias e a resposta pós-acidente.
Diversas agências da ONU realizam também a Semana Global de Segurança no Trânsito destacando a situação das crianças nas estradas do mundo e promovendo ações para melhorar as medidas para os menores de idade.
Este Dia Mundial da Diabetes tem como tema Enfermeiros e a Diabetes. Esses profissionais de saúde representam mais da metade da força de trabalho do setor no mundo.
Segundo a Organização Mundial da Saúde, OMS, eles desempenham um excelente papel no apoio às pessoas que vivem com uma ampla gama de problemas causados por esta doença.
Paciente da Nigéria teve pé amputado devido a problemas com diabetes, OMS / Andrew Esiebo
Importância
Globalmente, estima-se que 422 milhões de adultos viviam com diabetes em 2014, em comparação com 108 milhões em 1980. Desde então, a prevalência global de diabetes quase dobrou desde passando de 4,7% para 8,5% entre adultos.
A ONU News ouviu o diretor da ADJ Diabetes Brasil, o médico Pedro Saddi, sobre a importância destes profissionais.
Para o endocrinologista, “enfermeiros são uma peça fundamental” no tratamento destes pacientes.
“Se a gente não trabalha em grupo, compartilhando nossas impressões, você acaba tendo uma falha importante no planejamento desses pacientes. Então, a equipe de enfermagem é fundamental na aplicação da insulina, na realização da ponta de dedo, no armazenamento e cuidados com transporte da insulina, em relação aos locais de aplicação, rodízio para evitar a lipodistrofia.”
Pessoas que vivem com diabetes enfrentam vários desafios de saúde complexos, como doenças cardíacas, cegueira, doenças renais e amputações.
Segundo a OMS, a educação é vital para equipar os enfermeiros e apoiá-los.
Pandemia
Este ano, a pandemia de Covid-19 interrompeu a rotina de milhões de pessoas e tornou a doença mais difícil de controlar.
Menos pessoas não compareceram a unidades de saúde para consultas de acompanhamento devido a medidas de permanência em casa, medo de infecção pelo novo coronavírus e interrupções nos serviços.
Diabetes torna uma pessoa mais vulnerável a formas graves da Covid-19, Opas
Uma pesquisa da Organização Pan-Americana da Saúde, Opas, revelou que mais da metade dos países nas Américas tiveram seus serviços de gerenciamento de diabetes suspensos durante a pandemia, com acesso limitado a medicamentos e tecnologias.
Além disso, a diabetes também é uma condição subjacente que aumenta o risco de formas graves da doença Covid-19. O médico Pedro Saddi explicou à ONU News os cuidados extras necessários ao tratamento destas pessoas.
“Nós temos uma repercussão no sentido de intensificar as medidas de prevenção entre os pacientes portadores de diabetes e, eventualmente, entre aqueles que ficarem doentes, uma atenção maior monitorando sinais de alerta para que se identifique aqueles pacientes que necessitariam de internação hospitalar, suporte de oxigênio e ventilação.”
Américas
Sobre a pandemia, o especialista divide os impactos da crise de saúde em duas áreas: individual e saúde pública.
“Do ponto de vista individual, teve repercussões com relação a isolamento social desses indivíduos, que muitas vezes acabou fazendo com que houvesse mudanças de hábito de vida, como aumento do sedentarismo, mudança na alimentação, ganho de peso, com potenciais repercussões no controle metabólico. Do ponto de vista de saúde pública, a pandemia e o isolamento acabaram tendo repercussão na cadeia de fornecimento de medicamentos e insumos, assim como na própria capacidade do sistema de saúde manter o atendimento a esses pacientes.”
Obesidade é um dos fatores que contribui para a diabetes, UNICEF/Pazos
Nas Américas, mais de 60 milhões de pessoas vivem com diabetes. Se nenhuma ação for tomada, estima-se que haverá mais de 100 milhões de adultos doentes até 2040.
A cada ano mais de 340 mil pessoas morrem de complicações relacionadas ao diabetes na região.
Crise
Esse crescimento reflete um aumento nos fatores de risco que causam a doença, como sobrepeso ou obesidade. Na última década, a prevalência aumentou mais rapidamente em países de baixa e média renda do que em países de alta renda.
Uma dieta saudável, atividade física e evitar o uso de tabaco podem prevenir ou retardar o diabetes tipo 2. A diabetes pode ser tratada e suas consequências evitadas ou retardadas com medicamentos, exames regulares e tratamento de complicações.
A doença também ode ser prevenida por meio de políticas fiscais e de saúde.
A OMS destaca vários exemplos dessas intervenções, como impostos sobre bebidas açucaradas, proibição da publicidade de alimentos ultra processados para crianças, rotulagem de alimentos e promoção de espaços recreativos seguros e acessíveis.
OMS/A. Loke
Um profissional de saúde verifica os níveis de açúcar no sangue de um paciente diabético.
De Lisboa, Leda Letra, ex-apresentadora do Destaque ONU News, relata novas restrições que passam a valer a partir deste sábado em Portugal; governo do primeiro-ministro do país, António Costa, anunciou toque de recolher obrigatório; desde março, Portugal já notificou 198 mil casos do novo coronavírus e mais de 3,1 mil mortes.
Meteorologistas do Centro Nacional de Furacões, nos Estados Unidos, informam que o Caribe e partes da América Central podem ser afetados por uma nova tempestade tropical, que deve receber o nome de Iota.
Este ano, mais de duas dezenas de tempestades incluindo furacões atravessaram a região. Em comunicado, a Organização Internacional para Migrações, OIM, reuniu forças com outras agências da ONU para levar socorro às vítimas do furacão Eta, na América Central.
Com ventos de até 225 km/h quando atingiu a Nicarágua, no início do mês, o Eta arrasou os serviços de saúde de Honduras levando estragos a Belize e Guatemala.
Segurança alimentar
Com ventos de até 225 km/h quando atingiu a Nicarágua, no início do mês, o Eta arrasou os serviços de saúde de Honduras levando estragos a Belize e Guatemala. Milhares de casas foram destruídas e pelo menos 200 pessoas morreram. Ao todo, foram afetadas 2,5 milhões de pessoas na América Central.
A diretora regional da OIM, Michele Klein-Solomon, expressou preocupação com a destruição ampla de plantações, o que terá um efeito sobre a segurança alimentar de milhares de famílias.
No norte da América Central, pelo menos 358 mil pessoas tiveram que ser abrigadas em escolas e estádios após perderem suas casas para deslizamentos de terra e outras ameaças causadas pelas enchentes.
Unicef/Tadeo Gómez
Crianças em Puerto Cabezas, na Nicarágua.
Recursos
A OIM está distribuindo cobertores, alimentos, medicamentos, roupas, bolsas de água e kits de higiene.
Uma das maiores preocupações é com a possibilidade de maior contaminação com a Covid-19 a partir da quebra de instalações de água e outros recursos para manter a lavagem de mãos.
A OIM informou que despachou equipes para todos os países afetados incluindo a cidade de Chiapas, no sul do México, que recebe muitas pessoas da Guatemala e outras áreas afetadas pelo Eta.
Os trabalhadores de saúde têm um papel fundamental em assegurar saúde e bem-estar para a população. Este ano, eles têm demonstrado dedicação, sacrifício e compromisso extremos não só para fazer este trabalho, mas também para vencer a pandemia da Covid-19.
Com esse reconhecimento, os participantes da 73ª. Assembleia Mundial da Saúde, que ocorre em Genebra, anunciaram 2021 como o Ano Internacional dos Trabalhadores de Saúde e Cuidadores.
Unicef Nepal
Em todo o mundo, a Covid-19 já contaminou mais de 51 milhões de pessoas causando pelo menos 1,2 milhão de mortes.
Revisão
Para os integrantes do evento, realizado de forma virtual, é preciso responder aos desafios enfrentados pelos profissionais e urgência criada pela crise global do novo coronavírus.
O encontro também discutiu o aumento da migração de trabalhadores internacionais de saúde como parte do aniversário e revisão do Código Global da OMS de Prática sobre Recrutamento Internacional do Pessoal de Saúde, Code.
Em todo o mundo, a Covid-19 já contaminou mais de 51 milhões de pessoas causando pelo menos 1,2 milhão de mortes. Uma das regiões mais afetadas, as Américas notificaram somente na semana passada, 150 mil novos casos.
Numa entrevista a jornalistas, nesta quarta-feira, o vice-diretor da Organização Pan-Americana da Saúde, Opas, informou que o número de contaminações tem crescido na região. A informação é do vice-diretor da agência, o médico brasileiro Jarbas Barbosa. Os Estados Unidos continuam registrando novas infecções e devem ultrapassar os 10 milhões de casos.
Vídeo Opas
Vice-diretor da Organização Pan-Americana da Saúde, Opas, Jarbas Barbosa.
Ameaça
Na América do Sul: Chile, Paraguai e Uruguai conseguiram achatar a curva de contaminação. Mesmo assim, o vírus continua uma ameaça. A Opas diz que vários países da Europa, que passam por uma segunda onda de contaminação, devem servir de exemplo para as nações latino-americanas e caribenhas.
Barbosa voltou a afirmar que para controlar o vírus é preciso manter o sistema de vigilância que detectam as altas nos casos da Covid-19 e as medidas de prevenção como uso de máscaras, distanciamento social, medidas de higiene e outros protocolos.
Isolamento
O médico informou que a maioria dos países do Caribe também estão combatendo o vírus de maneira adequada. No início da semana, a Opas anunciou o envio de novos testes rápidos de Covid-19 nas Américas.
Ao todo, foram 190 mil novas provas para diagnóstico rápido. Os testes foram doados a quatro países: Equador, El Salvador, Honduras e Suriname. Os suprimentos partiram do estoque da Opas no Panamá.
PMA/Carlos Alonzo
Populações nativas estão entre as que têm maior probabilidade de contrair o coronavírus nas Américas.
Perigo
Com a passagem do furacão Eta pela América Central, o sistema de saúde de Honduras sofreu um grande baque colocando em perigo o combate à pandemia.
A chefe da Opas, Carissa Etienne, disse que os testes vão ajudar trabalhadores de saúde que lideram a luta contra a covid-19 para melhor gerenciar o isolamento de pacientes.
A líder da agência acredita que se forem distribuídos, maciçamente através da região, esses testes devem ajudar a transformar a resposta da região à Covid-19.
Esses exames são parte do Acelerador (ACT) da OMS para criar acesso a vacinas, tratamentos e terapias contra a Covid-19.
A indústria de aviação civil foi uma das mais afetadas pela pandemia da Covid-19. Somente na América Latina e no Caribe, 85 milhões de pessoas deixaram de viajar.
O número equivale a uma queda de 60% e uma perda de mais de US$ 17 bilhões para o setor.
Unsplash/Gerrie van der Walt
Uma recomendação é o bem-estar e a saúde mental dos trabalhadores do setor de aviação assim como dos passageiros.
Segurança
Na segunda-feira, a Organização da Aviação Civil Internacional, Icao na sigla em inglês, endossou as atualizações de medidas de segurança e combate à Covid-19. As ações são propostas por uma Força-Tarefa de Recuperação da Aviação com o objetivo de tranquilizar os passageiros sobre a segurança de voltar a voar.
As recomendações são implementadas e aprovadas pelos países com base em seu status médico e em prioridades específicas.
Dentre as medidas estão higiene, uso de máscaras e proteção facial, testes rápidos como aferir a temperatura dos passageiros, e emissão de declarações caso tenham passado em áreas contaminadas para rastreamento.
OMS/D. Elombat
Dentre as medidas estão higiene, uso de máscaras e proteção facial, testes rápidos como aferir a temperatura dos passageiros, e emissão de declarações caso tenham passado em áreas contaminadas para rastreamento.
Saúde mental
Uma outra recomendação é o bem-estar e a saúde mental dos trabalhadores do setor de aviação assim como dos passageiros.
Para a Icao, cabe a cada país decidir sobre medidas de quarentena e como implementar protocolos adicionais de segurança e ações de mitigação.
A agência diz que a meta é apoiar os Estados-membros a coordenar, de forma regional e global, as medidas que ajudarão o setor de aviação a decolar novamente.
A Icao emite as recomendações com base no feedback recebido dos Estados e dos conselhos da Organização Mundial da Saúde.
ONU News/Jing Zhang
Passageiros com máscaras e ponchos descartáveis no Aeroporto Internacional Don Mueang, em Bangcoc, Tailândia.
Recuperação
Especialistas acreditam que somente uma ação coordenada poderá ajudar a restabelecer a confiança do público no setor de aviação civil ajudando a vencer as implicações econômicas e financeiras enfrentadas desde a pandemia.
Desde março, a agência com sede em Montreal, no Canadá, está monitorando e ajudando os países a implementaram as medidas que devem levar à recuperação do setor.
Dentre as novas recomendações estão a revisão sobre a realização de testes rápidos.
No início da pandemia, a agência acreditava que a eficácia da testagem era baixa, mas com o desenvolvimento tecnológico das provas e o maior conhecimento de autoridades sobre como o vírus é transmitido, a Icao reconhece que certos testes podem ajudar a reduzir a probabilidade de transmissão da Covid-19.
OMS África
Desde início da pandemia, novos testes e tratamentos foram aprovados
Quarentena
Uma preocupação dos especialistas da força-tarefa é com a introdução de testes que possam reduzir a confiança em medidas como quarentena que restringem as viagens aéreas ou o movimento de pessoas chegando a alguns países. Com base em algumas experiências, a agência afirma que a medida serviu como desincentivo a várias categorias importantes de viagens.
Mesmo que o teste rápido não seja recomendando por todas as autoridades de saúde, ele é visto como um método de rotina de testagem e está sendo implementado desta forma por alguns países.
A Icao sugere aos Estados que realizem estes testes para seguir o manual da agência sobre riscos transfronteiriços e testagem sempre considerando que o preço do exame seja acessível aos viajantes.
A bordo
A recomendação de uso de máscaras e lavagem de mãos e higiene foi atualizada para passageiros que não podem cobrir todos o rosto incluindo crianças pequenas e indivíduos com deficiência respiratória ou outras condições médicas.
O manual traz diretrizes sobre a higiene ao entrar nas aeronaves e durante a viagem.
A secretária-geral adjunta da ONU, Amina Mohammed, chegou à Nigéria na segunda-feira para iniciar uma visita de solidariedade de duas semanas à África Ocidental e ao Sahel.
Ao longo da viagem, Amina Mohammed destacará como a ONU adaptou seu trabalho para apoiar as respostas nacionais contra a pandemia de Covid-19, continuando a se concentrar nas causas profundas das desigualdades.
Entre as imensas necessidades básicas no Sahel estão abrigo, água e saneamento, Foto: Ocha/Giles Clarke
Agenda
Falando a jornalistas em Nova Iorque, o porta-voz do secretário-geral informou que Amina Mohammed enfatizará programas de desenvolvimento sustentável que promovem a recuperação socioeconômica.
A vice-chefe da ONU também deve realçar iniciativas sobre igualdade de gênero, liderança intergeracional, resiliência e ação climática, bem como a prestação de assistência humanitária aos mais vulneráveis.
Na segunda-feira, a secretária-geral adjunta se reuniu com o presidente do país, Muhammadu Buhari, em Abuja.
Iniciativas
Mais tarde, ela teve um encontro com o vice-presidente, o ministro das Finanças, Orçamento e Planejamento Nacional e colegas da ONU.
Durante o encontro, foi lançada a iniciativa ONU Plus, que apoia o governo da Nigéria em seus esforços para lidar com o impacto socioeconômico da pandemia.
A oferta visa mobilizar cerca de US$ 250 milhões em apoio à recuperação socioeconômica do país. Os fundos serão usados para fortalecer os sistemas e respostas de saúde, bem como para construir um sistema de proteção social mais forte para os pobres no país.
Na segunda-feira, Amina Mohammed também lançou a Campanha de Igualdade da Geração Global da ONU Mulheres, junto com a ministra nigeriana dos Assuntos da Mulher.
Vários representantes da ONU fazem parte da comitiva, incluindo o chefe do Escritório da ONU para a África Ocidental, Unowas, Mohamed Ibn Chambas, e a conselheira especial para África do secretário-geral, Cristina Duarte.