O número de refugiados de Camarões na Nigéria chegou a um total de 60 mil. Somente nas últimas duas semanas, 8 mil camaroneses tiveram que atravessar a fronteira para fugir da violência. Eles foram abrigados nos estados de Taraba e Cross Rivers, no leste e sul da Nigéria.
Neste fim de semana, a violência agravou-se com um ataque que matou 22 pessoas. Algumas das vítimas, teriam sido queimadas vivas de acordo com os relatos. E mais da metade eram crianças.
Camaroneses que foram deslocados pelos ataques do Boko Haram aprenderam a fabricar artigos de couro para gerar renda. Foto: ONU/Eskinder Debebe
Fronteira
Até o momento, nenhum grupo assumiu a autoria do atentado.
Na semana passada, o Acnur informou que a expectativa é que o número de deslocados do país que procuram por abrigo aumente. Os refugiados contaram que mais pessoas ainda estão em áreas remotas da fronteira e podem estar tentando chegar à Nigéria.
Esse nova leva de camaroneses surgiu um pouco antes das eleições gerais no país no fim de semana retrasado. As pessoas estariam fugindo da violência entre forças de segurança e grupos armados.
Deslocamento
O Acnur revelou que o país já tinha apresentado um aumento do deslocamento interno nas regiões noroeste e sudoeste no último trimestre de 2019.
Muitos refugiados tinham ferimentos provocados por arma de fogo.
Segundo os recém-chegados, a maioria vem de áreas próximas à fronteira e atravessou savanas e florestas para chegar à Nigéria.
Abrigos
Os refugiados estão sendo abrigados em escolas públicas, unidades de saúde ou com famílias locais. Os 51 mil registrados antes deste fluxo estão sendo hospedados em cerca de 87 comunidades locais nos estados de Akwa-Ibom, Benue, Cross River e Taraba.
O Acnur e parceiros estão fornecendo proteção, alimentação, subsistência, abrigo e assistência médica em outros quatro assentamentos.
A agência da ONU alerta que comida, abrigo e assistência médica continuam sendo necessidades urgentes. As escolas também não conseguem acomodar todas as novas crianças refugiadas.
Segundo estimativas da ONU, mais de 679 mil pessoas estão atualmente deslocadas internamente nas regiões noroeste e sudoeste de Camarões, além dos quase 60 mil, que atravessaram a fronteira, buscando asilo na Nigéria.
O secretário-geral das Nações Unidas lembrou que o Paquistão está na linha de frente como um dos países mais vulneráveis à mudança climática. Falando este domingo em Islamabade, António Global fez um apelo global urgente “por mais ambição” destacando que o mundo está numa batalha pela vida.
No evento Desenvolvimento Sustentável e Mudança Climática o chefe da ONU saudou a ambição paquistanesa com medidas concretas como a iniciativa que plantou 10 bilhões de árvores. A meta da campanha que terminou em 2018 foi combater o desmatamento, a mudança climática e gerenciar as florestas de forma sustentável.
Responsabilidade
My first meeting in Pakistan: generations of Afghan refugees shared their deeply moving stories, hopes & dreams.
For 40 years, Pakistan has sheltered Afghan refugees. I urge the world to support host countries and show similar leadership in standing #WithRefugees. pic.twitter.com/rc4e75qNw9
O secretário-geral prometeu continuar com a pressão aos países por ações para limitar o aumento da temperatura global a 1,5 graus Celsius “para se alcançar a neutralidade do carbono até 2050”.
Para isso, ele pediu maior ambição a todos na mitigação, na adaptação, na resiliência e nas finanças. Guterres destacou a responsabilidade particular dos “principais países emissores e setores industriais”, de ser um exemplo na ação.
O representante revelou ainda que a expectativa é que haja sucesso na Conferência sobre Mudança Climática, COP26, prevista para este ano em Glasgow, na Escócia.
O chefe da ONU apontou ainda a questão da “solidariedade em ação” mostrada pelo Paquistão abrigando refugiados. O país é o segundo que mais acolhe pessoas que buscam abrigo do mundo e “por décadas esteve em primeira posição”.
Refugiados
Este tema será destaque na conferência desta segunda-feira, que marcará as quatro décadas de apoio do Paquistão aos refugiados afegãos. O evento é organizado pelo Paquistão e pela Agência das Nações Unidas para os Refugiados, Acnur.
Guterres agradeceu ao povo e ao governo paquistanêses pelo acolhimento de várias gerações de refugiados afegãos que fugiram de conflitos em seu país.
Neste domingo, um dos primeiros compromissos do chefe da ONU no país foi visitar refugiados em Islamabade, na véspera do evento “40 anos de Presença de Refugiados Afegãos no Paquistão: Uma Nova Parceria para a Solidariedade” .
Guterres lembrou ao grupo de cidadãos do Afeganistão, do Iêmen e do Tajiquistão que o Paquistão era uma das maiores nações anfitriãs do mundo. Dos 2,7 milhões de refugiados registrados no Paquistão, 90% são de nacionalidade afegã.
Dedicação
Falando a jornalistas, o chefe da ONU revelou que em termos de paz e segurança, as Nações Unidas estão “profundamente agradecidas” pela dedicação e pelo empenho das forças paquistanesas.
O Paquistão contribui com mais de 4 mil forças de paz e “cada vez mais mulheres” em nove missões da organização no mundo. O país apoia ainda a iniciativa do secretário-geral Ação para Manutenção da Paz.
Em nível regional, Guterres reiterou que o aumento das tensões no ano passado gerou profunda peocupação. Ele reiterou a importância de exercer máxima moderação e tomar medidas para diminuir a escalada.
Na visita ao Paquisão, o secretário-geral estará na cidade de Lahore e no Corredor de Kartarpur que liga dois principais locais de peregrinação sikh no Paquistão e na Índia. Para o representante, o local simboliza a harmonia inter-religiosa sendo “uma experiência única em laços transfronteiriços, mostrando o compromisso do Paquistão com a paz regional”.
ODSs
Guterres elogiou o compromisso do Paquistão com a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável. O representante destacou que as metas visam eliminar a pobreza, alcançar a igualdade de gênero, proteger o meio ambiente e construir uma globalização justa que funcione para todos.
Nesse sentido, ele considerou o Paquistão um exemplo visionário por estar na frente da integração dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, ODSs, na agenda nacional de desenvolvimento.
Em terras paquistanesas, Guterres deve manter contato com parlamentares e jovens abordando temas como desenvolvimento sustentável, mudança climática e manutenção da paz.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, chega este domingo a Islamabad, capital do Paquistão, para uma série de reuniões com o primeiro-ministro, Imran Khan, e o ministro das Relações Exteriores, Hussain Qureshi.
Mercado em Islamabad, capital do Paquistão. Foto: Irin/David Swanson (file)
Guterres também participa de um evento sobre desenvolvimento sustentável e mudança climática.
Refugiados
O porta-voz Stephane Dujarric informou que, na segunda-feira, Guterres participará da Conferência Internacional sobre os 40 anos de acolhimento de refugiados afegãos no Paquistão.
Esse evento está sendo organizado pelo governo do país e pela Agência das Nações Unidas para Refugiados, Acnur.
Presidente
Na segunda-feira, António Guterres também deve se encontrar com o presidente do Paquistão, Arif Alvi.
Já na terça-feira, o secretário-geral visitará a cidade de Lahore, onde se encontrará com estudantes e participará de um evento na campanha de vacinação contra a poliomielite no Paquistão.
Ele também viajará para Kartarpur para visitar o local sagrado de Gurdwara Kartarpur Sahib.
A Organização Mundial da Saúde, OMS, alertou que a informação sobre a contaminação de profissionais da saúde pelo Covid-19 na China é crítica.
Passageiros com máscaras e ponchos descartáveis no Aeroporto Internacional Don Mueang, em Bangcoc, Tailândia. Foto: ONU News/Jing Zhang
Falando por vídeo conferência a jornalistas em Genebra, o diretor-geral da agência, Tedros Ghebreyesus, disse que os “profissionais de saúde são a espinha dorsal do sistema e a resposta ao surto.”
Mortes
A China notificou 1.716 profissionais de saúde infectados e seis mortes. Tedros quer “saber mais sobre o número, o período e as circunstâncias”.
A OMS divulgou diretrizes a todos os países para agentes de saúde “que cuidam de pacientes adultos e crianças com infecções agudas”.
A agência está em “contato regular com os fornecedores, pedindo que priorizem a produção e a distribuição de equipamentos de proteção individual para os profissionais na linha de frente.”
Casos
Tedros também falou sobre dados relacionados ao Covid-19 na província de Hubei, onde surgiu a nova cepa do vírus e a maneira como são notificados.
A OMS busca “uma maior clareza sobre como o diagnóstico está sendo feito para garantir que outras doenças respiratórias, incluindo a gripe, não sejam misturadas aos dados do Covid-19.” E explicou que é normal que as definições de uma enfermidade mudem com o passar do tempo.
Moradores da cidade de Nanjing, leste da China, fazem fila para comprar máscaras. Foto: Li Zhang
Atualmente, existem 47.505 casos confirmados em laboratório na China. No total, ocorreram 1.381 mortes no país. Somente nesta sexta-feira, foram 121 óbitos.
Fora do país, foram registrados 505 casos em 24 países, com duas mortes.
Missão
Especialistas de uma Missão Conjunta sobre o Covid-19, liderada pela OMS, em parceria com a China, deve chegar no país neste final de semana. A missão será formada por 12 especialistas internacionais e da OMS, além de profissionais chineses.
Eles revisarão dados com Ministérios do país e farão visitas de campo para entender a aplicação e o impacto das atividades de resposta.
Impactos na aviação
A Organização Internacional de Aviação Civil, Icao, divulgou algumas previsões preliminares sobre os impactos econômicos após proibições de viagens por causa do Covid-19.
Cerca de 70 companhias aéreas cancelaram todos os voos internacionais para a China continental. Outras 50 reduziram as operações.
Isso resultou numa redução de 80% dos voos com origem e destino na China.
Estimativas
Pelas estimativas da Icao, o primeiro trimestre de 2020 deve sofrer uma redução geral que varia de 39% a 41% no número de. Isso equivale de 16,4 milhões a 19,6 milhões de passageiros a menos em comparação com as projeções para o período.
Os índices representam ainda uma queda potencial de US$ 4 bilhões a US$ 5 bilhões em receita operacional bruta para companhias aéreas em todo o mundo.
Essas estimativas não incluem potenciais impactos causados por reduções em frete aéreos de carga, nos aeroportos, dos prestadores de serviços de navegação aérea, do tráfego doméstico chinês.
Turismo
Em relação ao setor de turismo, a Icao estima que o Japão possa perder US$ 1,29 bilhão em receita seguido pela Tailândia com US $ 1,15 bilhão, por serem os maiores destinos dos turistas chineses na região.
A agência também observou que os impactos do Covid-19 devem ser maiores do que os causados pela epidemia de Sars em 2003, devido ao maior volume e a maior extensão global dos cancelamentos de voos.
A Icao enfatizou que esses são números e previsões preliminares e que ainda não levam em consideração as avaliações mais abrangentes dos impactos econômicos diretos e indiretos do surto do novo coronavírus, os quais serão eventualmente determinados.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde, OMS, nas últimas 24 horas a China registrou 1.820 novos casos do Covid-19, como o coronavírus passou a ser chamado. Com isso, o total pulou para 46.550. O número de morte no país é de 1.369.
Fora isso, o país relatou 13.332 casos da doença, que foram confirmados clinicamente na província de Hubei.
Moradores da cidade de Nanjing, leste da China, fazem fila para comprar máscaras. Foto: Li Zhang
Diagnóstico
O diretor do Programa de Emergências da OMS, Mike Ryan, disse “que a maioria desses casos está relacionada a um período que remonta ao início do surto.” Ele explicou que esse aumento nas últimas 24 horas “deve-se em grande parte a uma mudança na maneira como os casos são diagnosticados e relatados”.
Ele contou que apenas na província de Hubei, “um profissional médico treinado pode agora classificar um caso suspeito de Covid-19 como clinicamente confirmado com base em imagens do tórax, em vez de precisar de uma confirmação laboratorial.”
Assim, os médicos notificam mais rapidamente garantindo que as pessoas cheguem ao atendimento clínico, levando a respostas de saúde pública em termos de rastreamento de contatos e outras medidas importantes.
Aumento
O diretor da OMS enfatizou que isso não significa que o mundo está lidando com “um aumento de 14 mil casos em um dia”. Além disso, “no resto da China e no resto do mundo, o exame de laboratório ainda é necessário.”
O especialista disse que este aumento “não representa uma mudança significativa da trajetória do surto.”
Ryan destacou que o número de países que relataram casos continua sem mudanças. Fora da China, foram confirmados até esta quinta-feira, em Genebra, 447 casos em 24 países, com duas mortes, uma nas Filipinas e agora, uma segunda no Japão.
De acordo com a OMS, a equipe avançada da missão internacional do Covid-19 e os especialistas chineses já finalizaram o trabalho inicial e o restante da equipe deve chegar à China no fim de semana.
ONU News/Jing Zhang
Passageiros com máscaras e ponchos descartáveis no Aeroporto Internacional Don Mueang, em Bangcoc, Tailândia.
Fórum
Nesta quarta-feira, terminou em Genebra o Fórum Global de Pesquisa e Inovação sobre o novo coronavírus. O evento foi realizado em linha com o Projeto de Pesquisa e Desenvolvimento da OMS, que é uma estratégia para desenvolver medicamentos e vacinas antes que as epidemias ocorram, além de acelerar a pesquisa e o desenvolvimento.
O Fórum reuniu os principais financiadores de pesquisa e mais de 300 cientistas e investigadores de uma grande variedade de setores. Eles discutiram todos os aspectos do surto e maneiras de controlá-lo, incluindo a história natural do vírus, sua transmissão e diagnóstico e pesquisa sobre animais e meio ambiente na procura pela origem do vírus.
As discussões formarão a base de um roteiro de pesquisa e inovação, que será usado por pesquisadores e financiadores para acelerar a resposta da pesquisa em relação ao coronavírus.
Man Yi
OMS pediu um total US$ 675 milhões para responder ao surto de coronavírus, Covid-19, pelos próximos três meses.
Navios
Após o encerramento, o diretor-geral da OMS, repetiu o apelo pela solidariedade internacional e elogiou como a “resposta apropriada” e a decisão do governo do Camboja de permitir que o navio de cruzeiro Westerdam atracasse no país.
De acordo com agência das notícias, a embarcação foi rejeitada por cinco locais na Ásia nos últimos dias.
Já o maior número de casos fora da China encontra-se no cruzeiro Diamond Princess, que está em quarentena no porto de Yokohama, no Japão.
Segundo a OMS, até o momento, 218 passageiros a bordo do navio obtiveram resultado positivo para o Covid-19.
Outros cruzeiros no mar da China Meridional continuam a ser afetados pelo receio de que passageiros possam ter o vírus.
A agência da ONU está atuando em colaboração com a Organização Marítima Internacional, OMI, assim como organizações da indústria naval, para fornecer aos países informações e conselhos precisos sobre o vírus.
Tedros afirmou que “os surtos podem trazer à tona o melhor e o pior das pessoas”. O chefe da OMS acrescentou que “indivíduos estigmatizados ou nações inteiras desviam” a atenção e “colocam as pessoas umas contra as outras”.
Man Yi
Comissários de bordo usam máscaras no Aeroporto Internacional de Shenzhen Bao’an, na China.
Aviões
Já o chefe da Organização Internacional de Aviação Civil, Icao, Fang Liu, disse em entrevista à ONU News disse que os países também devem reagir proporcionalmente aos riscos para a saúde quando se trata de viagens aéreas.
Ao observar que algumas companhias aéreas suspenderam parte ou todos os seus voos diretos para a China nas próximas semanas, Liu destacou que “restrições indevidas podem ter o efeito de aumentar o medo e o estigma”, mas que ao mesmo tempo, “fazem muito pouco em termos de benefícios à saúde pública”.
A agência planeja publicar uma carta lembrando os países de sua obrigação de elaborar planos nacionais de aviação em caso de qualquer emergência internacional de saúde.
Economia
A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional, FMI, Kristalina Georgieva, falou sobre o impacto econômico do Covid-19 e disse que estão sendo coletados dados para avaliar o impacto total do surto na China e que ainda não é possível fazer uma avaliação completa sobre o assunto.
Mas, segundo ela, é mais provável que o impacto tenha o formato de V, com um declínio acentuado das atividades econômicas na China, seguido por uma rápida recuperação.
América Latina e Caribe
Especialistas em virologia da Organização Pan-Americana da Saúde, Opas, viajaram para a região do Caribe para garantir que os funcionários de laboratórios sejam treinados e equipados para identificar e responder a possíveis casos importados do Covid-19.
O treinamento no Caribe começou no Suriname, seguido por Barbados e Haiti, e continuará no final desta semana na Jamaica, em Belize e Dominica. Na próxima semana, os especialistas da Opas viajarão para Bahamas e Guiana para concluir esta iniciativa na subregião.
Além de laboratórios no Caribe, a Opas também liderou um treinamento no Brasil, em colaboração com a Fiocruz e o Ministério da Saúde. Ao todo, nove países da América do Sul participaram da iniciativa.
Nesta semana, o Ministério da Saúde do México também receberá treinamento para Belize, Costa Rica, El Salvador, Guatemala, Honduras e Nicarágua. A República Dominicana e Cuba também participarão.
ON: Juíza, esteve aqui nas Nações Unidas para falar dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável que estão a ser aplicados até 2030. Como é que um juiz tem relação com estas metas e objetivos globais?
CM: Muito obrigado pela pergunta. O Brasil passou a ter desde novembro do ano de 2019 uma iniciativa pioneira no espectro global, implementada por um órgão nosso que se chama Conselho Nacional de Justiça que vem a ser o órgão responsável por traçar o planejamento estratégico do Poder Judiciário e fazer o controle disciplinar de juízes. E o Conselho Nacional de Justiça, desde novembro de 2019, implementou uma meta para todas as juízas e juízes brasileiros que se chama meta 9, que é uma meta de fazer com que nós na nossa atividade tanto os julgadores tanto jurisdicional quanto gerencial, façamos o cumprimento da Agenda 23, o cumprimento dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. E como é que isso funciona? Cada tribunal, cada corte brasileira vai escolher um dos 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável e vai redigir um plano de ação e como tomar ação em relação a cada um desses objetivos. Esse plano é um plano que vai fazer com que nós, ou aceleramos esses processos judiciais, então vamos tratar mais rápido por exemplo dos processos judiciais que afetam o ODS número 13 sobre a mudança climática e como nós poderíamos por exemplo judicializar reduzir o volume de ações judiciais que impactam por exemplo o objetivo número 1 de combate à pobreza. Então, hoje é formal, é institucional e é oficial que o Poder Judiciário brasileiro passa a contribuir efetivamente com o cumprimento da Agenda 2030.
ON: Estas ações são apenas para trabalho com as vossas sentenças ou também tem a ver com sensibilização?
CM: Também tem a ver com a atividade de sensibilização também com atividades de sensibilização. Hoje, como é um projeto muito inovador e muito pioneiro. Cada tribunal vai elaborar um plano de ação. Esse plano de ação pode ser por exemplo uma campanha. Ele pode ser uma atuação de mudança institucional. Então, por exemplo uma determinada unidade judiciária haver uma relação equânime entre homens e mulheres. Pode ser uma ação das Cortes relativas aos seus dejetos, ao seu lixo ou à sua própria sustentabilidade, e pode ser também uma atuação direta nos processos. Então é um exemplo porque isso é uma preocupação global. Quais são as ações que existem hoje no Poder Judiciário brasileiro que impactam e se referem, por exemplo, ao desmatamento? Então nós vamos catalogar e é possível um plano de ação para catalogar esses processos judiciais. É possível que a gente passe a medir o tempo que eles têm durado e o impacto que eles têm tido efetivamente na realidade. Esse é um grande projeto de aproximação do Poder Judiciário, não só das Nações Unidas, mas da possibilidade de transformação social.
ON: A juíza falou da atuação em processos judiciais. Um dos que teve grande repercussão foi o Lava Jato. Como está neste momento este processo.
CM: Como magistrado existe uma proibição de que eu trate especificamente dos detalhes de um processo em curso. Mas eu acredito que o processo da Lava-Jato, ele repercute no âmbito institucional do Poder Judiciário como a nossa ferramenta de aprimoramento do Rule of Law (Estado de direito) e faz parte de uma agenda do Poder Judiciário também que é trabalhar institucionalmente nas suas ações para o bom emprego do dinheiro público. Eu acredito que esse processo, em alguma medida, contribuiu sim para essa missão.
Foto ONU/Manuel Elias
A ONU busca incentivar formas de promover a solidariedade para o alcance dos ODSs, incluindo a erradicação da pobreza.
ON:Houve uma grande repercussão mundial. Aqui fora, o que é que se tem ouvido sobre este tema? Encontros como este aqui nas Nações Unidas, o que é que as pessoas têm dito sobre esse exemplo do Brasil?
CM: Eu acredito que o Brasil tem um exemplo em várias frentes, mas a atuação recente que eu participei, através da Associação dos Juízes Federais, foi nessa aproximação do poder judiciário, mas especificamente com a Agenda 2030, trazendo o espectro do judiciário brasileiro não só para a sua atuação nessa criminalidade de colarinho branco e de repercussão de lavagem de dinheiro e financeira, mas também para uma série de outros focos e objetivos nos quais o poder judiciário e relevante. Para se ter uma ideia o Brasil possui hoje 80 milhões de processos em curso, é um país de litigiosidade multitudinária, e multidimensional. Boa parte desses processos se referem a benefícios sociais, combate à pobreza. Então é sempre importante a gente deixar claro que o poder judiciário brasileiro, na sua atuação, ele tem um impacto transversal em quase todos os 17 Objetivos, quase toda essa agenda, e assim como ele é importante, nesse combate, na atuação do fortalecimento das instituições, do Rule of Law (Estado de direito), ele também é importante na transformação social de múltiplos aspectos.
ON:Para terminar vamos falar da cooperação com outros países de língua portuguesa. Em que estágio é que estamos, já há alguma perspectiva para melhorar essa ligação entre juízes do Brasil?
CM: É fundamental essa cooperação entre os poderes judiciários lusófonos. Essa cooperação já existe em nível educacional, através da Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento dos Magistrados Brasileira que é a Enfam. E acredito que novos pactos e novas ações de integração são fundamentais. Não só pelo laço cultural e linguístico que nos une, mas acredito que agora com essa aproximação do poder judiciário brasileiro com uma noção global de desenvolvimento, que essa boa prática se dissemine para os nossos pares dos países falantes de língua portuguesa. Temos todo o interesse em fortalecer e disseminar essa boa prática como um padrão para os nossos vizinhos e os nossos parceiros, os países falantes de língua portuguesa.
ON:Juíza Clara Mota, algo mais a dizer sobre a sua presença aqui a falar sobre operações de juízes e o desenvolvimento global?
Agradecer, reafirmar o compromisso do poder judiciário brasileiro através do Conselho Nacional de Justiça, e agora também da Associação dos Juízes Federais do Brasil, com o fortalecimento da agenda global, dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Porque existe uma dificuldade histórica na mensuração dos impactos do poder judiciário para a coletividade, o que é uma boa justiça e o que é uma justiça ruim. A nossa associação, a parametrização, do nosso impacto na sociedade através da Agenda 2030 ela nos tira de uma zona de penumbra, nos tira de uma zona de incertezas, para que passemos a ter um norte, para que passemos a ter uma linha de atuação, e essa linha é buscar atuar positivamente através das nossas ações para a erradicação da pobreza e para todo esse espectro de possibilidades que passa a se abrir a partir de agora. Eu acho que é muito promissor e inovador.
A nova cepa do coronavírus passa a ser chamada a partir desta terça-feira de Covid-19. O anúncio foi feito pela Organização Mundial da Saúde, OMS, em parceria com a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, FAO, e a Organização Mundial de Saúde Animal.
Passageiros usam máscaras no metrô em Shenzhen, China. Foto: ONU News/Jing Zhang
O diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, explicou que foi necessário encontrar um nome que não se referisse a uma localização geográfica, a um animal, indivíduo ou grupo de pessoas.
Padrão
“Covi” se refere ao coronavirus, o “d” à doença e o número 19 representa 2019, o ano em que o vírus foi identificado pela primeira vez na cidade chinesa de Wuhan. O anúncio ocorreu em Genebra, durante o Fórum sobre a doença, que reúne mais de 400 cientistas.
Falando a jornalistas, Tedros destacou que “a nomenclatura é importante para impedir o uso de outros nomes imprecisos” ou gerar estigmatização. Ele acrescentou que o nome também “fornece um formato padrão para uso em futuros surtos de coronavírus.”
Até a manhã desta terça-feira em Genebra, haviam sido confirmados 42.708 casos da doença na China, com 1017 mortes. A maioria dos casos e a maioria das mortes ocorreram na província de Hubei, onde fica a cidade de Wuhan.
Fora da China, foram registradas 393 incidências do vírus em 24 países, e uma morte.
Experiência
Por dois dias, a partir desta terça-feira, mais de 400 cientistas de todo o mundo, pessoalmente e virtualmente, participam do Fórum Global de Pesquisa e Inovação. O evento busca mobilizar ações internacionais em resposta ao Covid-19.
O Chefe da OMS destacou que esta “não é uma reunião sobre política ou dinheiro, mas sim sobre ciência.” Ele explicou que é necessário um conhecimento coletivo, discernimento e experiência para responder às perguntas para as quais ainda não existem respostas e conter assim o surto do coronavírus. Segundo ele, a primeira vacina poderia ficar pronta em 18 meses.
Resposta
Tedros lembrou que “é exatamente para isso que a OMS serve: reunir o mundo para coordenar a resposta.” Para ele, “essa é a essência do multilateralismo, que é muito importante para o mundo.”
O diretor-geral da agência afirmou que “publicações, patentes e lucros não são prioridades agora” e o que “importa mesmo é conter o surto e salvar vidas.”
Na semana passada, a OMS contatou a rede de representantes dos países da agência, assim como os coordenadores residentes das Nações Unidas nos países, para informá-los sobre o surto e sobre as medidas que podem ser tomadas.
Guterres
Tedros enfatizou que também informou ao secretário-geral, António Guterres, e que todo o poder do sistema da ONU será usado para combater o surto. Nesta terça-feira, a OMS iniciou as atividades de uma equipe de gerenciamento de crises da ONU, que será liderada pelo diretor do Programa de Emergências da OMS, Mike Ryan.
O chefe da agência acredita que isso ajudará a “OMS a se concentrar na resposta à saúde, enquanto as outras agências podem trazer seus conhecimentos para as implicações sociais, econômicas e de desenvolvimento mais amplas do surto.”
Inimigo
Tedros voltou a frisar a “janela de oportunidade” para atuar na responsa à doença. E disse que se investimentos forem feitos “agora em intervenções racionais e baseadas em evidências” será possível ter “uma chance realista de interromper esse surto.”
O diretor-geral destacou que essa “oportunidade foi criada por causa das medidas sérias que a China tomou em Wuhan e em outras cidades”, mas que ele não acha “que esse status possa permanecer o mesmo por muito tempo.”
Para Tedros, se o mundo não agir agora, será possível ter “muito mais casos e custos muito mais altos”. Para ele, “este é um inimigo comum”.
A OMS indica que o desenvolvimento de vacinas e tratamentos é uma parte importante da agenda de pesquisa, mas que essa é apenas uma parte. Segundo Tedros, “a primeira vacina pode estar pronta em 18 meses”, e por isso é importante “fazer tudo hoje usando as armas disponíveis para combater esse vírus”, enquanto todos preparam medidas de longo prazo.
As Nações Unidas informaram esta segunda-feira que devem precisar fazer um apelo por mais fundos para oferecer apoio imediato aos países afetados pela pior praga de gafanhotos em mais de 25 anos na África.
Em 30 de janeiro, a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO, pediu US$ 70 milhões para mobilizar ajuda urgente. Esse valor foi atualizado para US$ 76 milhões para cobrir as necessidades crescentes no Djibuti e na Eritreia.
FAO quer aumentar as operações intensivas de controle dos gafanhotos do deserto. Foto: FAO/Carl de Souza
Nuvem
Falando em Nova Iorque, o subsecretário-geral para Assuntos Humanitários da ONU, Mark Lowcock, anunciou que uma nuvem de até 2,4 mil km2 foi observada no nordeste do Quênia. Estima-se que os cerca de 200 bilhões de insetos observados possam comer o suficiente para alimentar 84 milhões de pessoas em um dia.
Uma nuvem de gafanhotos do deserto de 1 km2 pode se movimentar por até 150 km e consumir a mesma quantidade de alimentos que cerca de 35 mil pessoas diariamente.
Com o apelo da FAO, a meta é apoiar 13 milhões de beneficiários na Etiópia, na Somália, no Quênia, em Djibuti e na Eritreia. Mas o avanço da praga coloca outras cerca de 6 milhões de vítimas em grande risco de passar fome no Sudão do Sul e no Uganda.
Mark Lowcock disse que os países afetados com a situação já estão sobrecarregados, apesar de fazerem o que podem para o fim desta praga.
Foto: FAO/Yasuyoshi Chiba
Gafanhotos podem afetar a segurança alimentar de milhões de pessoas.
Grande Surto
O também coordenador para os Assuntos de Emergência destacou que a atual praga de gafanhotos afeta um terço dos 30 milhões de pessoas que neste momento enfrentam insegurança alimentar na Etiópia, no Quênia e na Somália.
De acordo com a organização, o último grande surto de gafanhotos do deserto na África Ocidental ocorreu entre 2003 e 2005. Nesse período, várias famílias afetadas perderam entre 80 a 100% das colheitas de cereais. Os insetos devoraram até 90% de leguminosas e entre um terço e 85% das pastagens.
FAO/Peterik Wiggers
Um dos fatores que facilitam a praga de gafanhotos é a chuva que impulsiona a reprodução dos insetos.
Ciclones
Um dos fatores que facilitam a praga de gafanhotos é a chuva que impulsiona a reprodução dos insetos. O aumento na frequência de ciclones nos últimos três anos também favorece a multiplicação devido à queda de fortes chuvas no Oceano Índico.
A ONU alerta que a multiplicação de pragas será um dos impactos menos visíveis da mudança climática. Se essa tendência continuar prevê-se que a região do extremo leste da África enfrente mais pragas de gafanhotos no futuro.
A 30 de janeiro, a Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou a nova mutação do coronavírus (COVID-19) como Emergência de Saúde Pública Internacional (ESPI)… Mas o que é que isto significa? Quais são os sintomas? Quais as medidas de prevenção? Saiba mais neste artigo.
O que é o coronavírus?
O coronavírus faz parte de uma grande família de vírus que podem ser encontrados em animais e humanos e que podem causar infeções que vão desde a gripe comum até a casos mais graves, como a pneumonia.
Os sintomas variam entre congestão nasal, dor de garganta, tosse e febre — e, em casos mais graves, pode levar a pneumonia e a dificuldades respiratórias. Raramente a doença se torna fatal, mas existem grupos que estão mais vulneráveis aos efeitos mais nocivos deste vírus, especialmente idosos e pessoas com condições médicas pré-existentes (tais como diabetes e doenças cardiológicas).
A nova estirpe deste vírus, a COVID-19, foi detetada pela primeira vez em Wuhan, na China, a 31 de dezembro de 2019. A 10 de fevereiro, na China, confirmavam-se já 40.171 casos e 908 mortes e pelo menos 25 países já confirmavam casos desta epidemia.
Segundo a OMS, é provável que a origem das primeiras infeções em humanos do COVID-19 seja animal, proveniente de um mercado de animais vivos.
Prevenção
O coronavírus já foi identificado em 25 países. A seguir à China, o Japão é o país que apresenta um maior número de casos: 45. Créditos: Unsplash
Apesar de ainda não se ter confirmado a fonte animal exata desta nova estirpe do coronavírus, não é provável que o COVID-19 se propague através do contacto com animais. Várias formas do coronavírus são encontradas em animais, mas apenas algumas transitam para os humanos. Para se proteger, ao visitar mercados de animais vivos, evite o contacto direto com os animais e com superfícies em contacto com animais.
O consumo de produtos animais (carne, leite, ovos ou órgãos de animais) crus ou mal cozinhados deve ser evitado ou tratado com cuidado, de modo a evitar contaminação cruzada.
Dado que este vírus respiratório se propaga primordialmente pelo contacto com pessoas infetadas, a prevenção é fundamental. Para além de recomendar que esteja a par das últimas informações acerca do surto, a OMS recomenda ainda:
Lavar as mãos frequentemente com água e sabão ou desinfetante à base de álcool, mesmo que as suas mãos não pareçam visivelmente sujas;
Manter a distância — de pelo menos um metro — para com outras pessoas, particularmente aquelas que apresentem sintomas como tosse, espirros e febre;
Evitar tocar nos olhos, nariz e boca;
Se tiver febre, tosse ou dificuldade em respirar, consulte um médico rapidamente. Informe também o seu médico caso tenha viajado para uma área na China onde o COVID-19 tenha sido detetado, ou caso tenha estado em contacto com alguém que tenha estado na China e apresente sintomas respiratórios;
Se apresentar sintomas respiratórios e não tiver qualquer histórico de viagens de ou para a China, aplique as regras básicas de higiene respiratória e das mãos, e fique em casa até se sentir completamente recuperado, se possível;
Sempre que espirrar ou tossir, tape a boca com o antebraço ou com um lenço de papel, que deverá deitar fora imediatamente, de preferência para dentro de um caixote fechado.
Uso de máscaras e antibióticos
No que diz respeito ao uso de máscaras, a OMS reconhece que o uso das mesmas pode ajudar a limitar a propagação de algumas doenças respiratórias. No entanto, a sua eficácia não é garantida, e esta deve ser combinada com algumas das medidas preventivas mencionadas acima. É ainda recomendado que o uso destas máscaras seja feito de forma racional, sendo que apenas o deverá fazer se apresentar sintomas respiratórios (tosse ou espirros), estiver sob suspeita de ter contraído o vírus COVID-19 ou se estiver a cuidar de alguém que esteja sob suspeita.
Enfermeira cuida de bebé na Serra Leoa. Um dos maiores receios da OMS é que o vírus se propague ao continente africano, que não tem infraestruturas de saúde suficientemente resilientes para dar uma resposta rápida e eficaz. Créditos: Unsplash
Apesar de ainda não existirem medicamentos nem vacinas para prevenir ou tratar o novo coronavírus, a OMS confirma que vários estão a ser testados. A OMS adverte ainda para o facto de os antibióticos não resultarem contra vírus e, como tal, não devem ser utilizados como meio de prevenção ou tratamento.
Assim, é primordial que os indivíduos infetados com o COVID-19 recebam tratamento médico adequado e rápido para aliviar e tratar os sintomas.
Semelhanças com a gripe comum, constipações e o SARS
As pessoas infetadas com o COVID-19, gripe ou constipação desenvolvem geralmente sintomas como febre, tosse ou congestão nasal. Apesar dos sintomas serem semelhantes, são causados por diferentes vírus, o que torna difícil identificar a doença apenas com base nos sintomas. Como tal, são necessários testes laboratoriais para confirmar se um indivíduo foi infetado com esta nova estirpe do coronavírus — pelo que é aconselhável que visite o seu médico caso apresente algum destes sintomas.
Devido às suas semelhanças, esta epidemia tem vindo ainda a ser comparada ao surto do Síndrome Respiratório Agudo Grave (SARS-CoV), que faz parte da mesma família de vírus. Segundo a OMS, esta estirpe de coronavírus, identificada em 2002-2003, afetou 26 países e resultou em mais de 8.000 casos e mais de 700 mortes. Acredita-se que também teve origem animal e na China, mas alguns dos sintomas eram bastante diferentes daqueles observados no COVID-19. Para além de febre, tosse e dificuldades respiratórias, os indivíduos infetados com SARS experienciavam ainda mal-estar, dores musculares e de cabeça, diarreia e arrepios. Apesar de tudo, os especialistas consideram que o novo coronavírus, apesar de mais infeccioso que o SARS, é menos grave.
Emergência de Saúde Pública Internacional: o que significa?
A 30 de janeiro, a OMS declarou o COVID-19 Emergência de Saúde Pública Internacional (ESPI).
Esta decisão permite à OMS recomendar restrições de viagens e/ou trocas comerciais (algo a que, de momento, se opõe) e poderá ainda mobilizar um maior financiamento e recursos para o estudo e erradicação desta epidemia.
Apesar da OMS elogiar e confiar nos esforços chineses para a contenção deste vírus, esta declaração surge maioritariamente pela necessidade da adoção de medidas de prevenção e coordenação à escala mundial entre o setor público e privado. Estas medidas são particularmente importantes para países subdesenvolvidos, cujos sistemas e infra-estruturas de saúde não estão preparados para este tipo de surtos, podendo infetar e causar a morte a milhares de pessoas.
Qual a diferença entre pandemia, epidemia e ESPI?
Esta foi a sexta vez que a OMS declarou uma ESPI. Mas qual é a diferença entre todos estes termos — nomeadamente pandemia, epidemia e ESPI?
Uma pandemiaocorre quando uma nova doença se espalha a nível mundial. Uma gripe recebe o estatuto de pandémica quando um novo vírus infeccioso emerge e se espalha por todo o mundo e quando a maioria das pessoas não lhe é imune. No passado, os vírus que causaram pandemias provinham sobretudo de vírus de gripe animal — como é o caso do vírus H1N1, também conhecido como gripe das aves ou gripe A. Nos últimos dez anos, esta gripe foi a única a receber a designação de pandemia pela OMS.
Galinheiro em San Nicolas, na Colômbia. Segundo um estudo publicado na revista científica PLoS One, a gripe das aves terá contaminado entre 11% a 21% da população mundial. Créditos: Banco Mundial
Já uma epidemia é uma ocorrência mais local. Esta ocorre quando se verificam, numa comunidade ou região, casos em excesso de uma doença, comportamento específico ou outros acontecimentos relacionados com saúde (quando comparados com situações de normalidade). A comunidade ou região e o período em que estes casos ocorrem são especificados com precisão. O número de casos que indicam a presença de uma epidemia variam de acordo com o agente, o tamanho e o tipo de população exposta, experiências anteriores ou falta de exposição à doença, bem como a data e o sítio da ocorrência. Neste momento, a estirpe COVID-19 do coronavírus é considerada uma epidemia.
Por sua vez, uma Emergência de Saúde Pública Internacional (ESPI) é uma situação que é declarada pela OMS quando se verificam acontecimentos extraordinários do foro da saúde pública que podem constituir um problema para outros países. Como tal, estes acontecimentos requerem respostas coordenadas a nível internacional. Uma ESPI é utilizada para que se possam travar situações que correm o risco de se tornarem mais graves, ao nível pandémico. Na última década, o primeiro grande alerta de ESPI deu-se em 2009, por causa da pandemia do vírus H1N1. A este seguiram-se os vírus Ébola (2013 e declarado como erradicado em 2016), Pólio (2014), Zika (2016) e, mais recentemente, o coronavírus COVID-19.
Por último, é ainda importante relembrar que o “vírus” mais perigoso é mesmo a desinformação. Informar-se corretamente sobre todas as medidas preventivas e esforços levados a cabo para combater esta doença são fundamentais para combater o novo coronavírus.
Os Emirados Árabes Unidos estão abrigando o maior evento global sobre o funcionamento das cidades. Aberto no sábado, em Abu Dhabi, o Fórum tem até 13 de fevereiro para ouvir milhares de representantes e moradores de centros urbanos incluindo jovens, empresários, autoridades e a sociedade civil.
O objetivo do evento é pensar o futuro das cidades de forma sustentável, criativa e inclusiva.
Visão
Esta é a primeira vez que o Fórum Mundial, em sua décima sessão, ocorre na região árabe. A diretora-executiva do Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos, ONU-Habitat, pediu a todos os participantes que se concentrem em resultados concretos. Segundo Maimunah Mohd Sharif, a globalização é imparável e o mundo só tem a ganhar com uma visão comum de cidades mais seguras e sustentáveis.
A 10ª. Sessão é dividida em cinco assembleias. A Assembleia da Juventude, por exemplo, é representada por uma ativista de 15 anos de Uganda. Ela fundou o grupo de ação climática no país batizado de Sextas-Feiras para o Futuro. Para ela, é importante que as crianças participem das discussões e sejam consideradas nas decisões.
Foto ONU/Mark Garten
Secretário-geral, António Guterres, em conversa com os jovens
Uma outra preocupação dos organizadores é com as mulheres que migram para as cidades à procura de oportunidades e que precisam de moradias e creches para os filhos, além de condições seguras para se locomovorem em grandes centros urbanos.
Criatividade
Uma das recomendações do Fórum Urbano Mundial é com a interação de autoridades locais e a sociedade civil.
A presidente da Associação Sul-Africana de Governo Local, Thembisile Nkadimeng, prefeita de Polokwane, afirmou que o tema do Fórum demonstra o papel vital que a cultura tem em influenciar na criatividade ao redor do mundo e de contribuir para o desenvolvimento sustentável.
Este ano, o evento ocorre sob o tema: Cidades de Oportunidades, Conectando Cultura e Criatividade.
Segundo ele, o exemplo de Johannesburgo, na África do Sul, é o de cooperação entre autoridades locais e regionais.
Já a vice-chefe do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, Pnuma, Joyce Msuya, afirmou que a juventude tem um papel gigantesco na direção da vontade política. Para ela, os jovens estão prontos para ouvir, para se conectarem, aprenderem e liderarem.
Desemprego
Um jovem queniano que participa do evento afirmou que os maiores desafios para a juventude hoje são desemprego e falta de oportunidades.
Durante o primeiro dia do evebto foi debatida a vantagem de cidades sustentáveis para investidores em todo o mundo.
O ONU-Habitat investe na inovação e na sustentabilidade para a construção das cidades e de seu futuro.
A prefeita de Banjul, na Gâmbia, Roheyatou Lowe, afirmou que as cidades de hoje precisam de ser mais úteis na questão do gênero e inteligentes. Segundo ela, o empoderamento das mulheres e a quebra de barreiras devem ser mudadas para se chegar a este alvo.
Comunidades
O Fórum Urbano Mundial foi estabelecido em 2001 pelas Nações Unidas para responder a alguns dos desafios mais urgentes do mundo: a rápida urbanização e o impacto em comunidades, cidades, economias, assim com mudança climática e políticas.
O evento é convocado pelo ONU-Habitat com um plataforma de alto nível, aberta e inclusiva para debater os desafios da vida nos grandes centros urbanos.
A 10ª. Sessão ocorre em parceria com o Departamento de Muncípios e Transporte de Abu Dhabi, além do Departamento de Cultura e Turismo, o Ministério das Relações Exteriores e da Cooperação Internacional e outros parceiros.
O secretário-geral participou de um Encontro de Alto Nível sobre Igualdade de Gênero e Empoderamento das Mulheres, em Adis Abeba, capital da Etiópia.
António Guterres disse que as africanas tiveram um papel decisivo para a adoção da resolução 1325, do Conselho de Segurança, sobre mulheres, paz e segurança, aprovada há duas décadas.
Marcos internacionais
A resolução estabeleceu a inclusão das mulheres em todos os níveis de processos de paz.
Este ano, o mundo marca o 25º aniversário da Declaração de Pequim e da Plataforma para Ação. Será também os 20 anos da resolução 1325, todos marcos internacionais sobre os direitos das mulheres.
Ainda neste sábado, será lançando, em Adis Abeba, o livro comemorativo “Ela Defende a Paz”, compilado em parceria com a ONU e a União Africana.
Guterres lembrou que a representação feminina na política dobrou, ainda que os homens continuem ocupando mais de 75% de todos os assentos em parlamentos pela África.
O acesso das meninas à educação e a cuidados de saúde segue aumentando.
Estudos
A África é a única região do globo, onde há mais mulheres empreendendo do que homens.
O chefe das Nações Unidas citou estudos indicando que acelerar a igualdade de gênero poderá aumentar em 10% na África, o crescimento econômico até 2025.
Mesmo assim, muitos compromissos firmados há 25 anos continuam longe de cumprimento.
Para Guterres, na África, assim como em outras partes do globo, ainda se vive num mundo e numa cultura dominada por homens.
Ele afirma que a questão é de poder. E que como aprendeu desde menino, o poder geralmente não se dá, mas sim
se toma.
Trabalhos precários
O secretário-geral ressaltou que a ONU atingiu absoluta paridade de gênero em seus níveis mais altos de gerenciamento, e que a organização caminha para paridade integral em 2028 em todos os níveis.
Ao comentar os índices de pobreza na África, Guterres destacou que o desafio ainda tem um rosto feminino no continente.
As mulheres seguem tendo trabalhos precários e permanecem realizando trabalhos sem salários incluindo o trabalho doméstico.
PMA/Giulio d’Adamo
Mulheres cultivam a terra em Madagascar
Elas também seguem sendo as maiores vítimas do conflito, de deslocamentos e da instabilidade.
O chefe da ONU pediu aos países africanos, que contribuam para as coalizões para ação de Pequim + 25, com a sociedade civil e outras partes. A iniciativa pretende promover a participação das africanas nos processos de decisão.
Guterres defende o envolvimento das mulheres com suas comunidades, e o aumento da inclusão delas em níveis social, econômico e financeiro.
Violência
Ele destacou a proteção contra violência nas ruas e em casa. Além disso, para a completa inclusão, as mulheres e meninas têm de ter acesso às habilidade científicas, à inovação e à tecnologia.
O chefe da ONU afirmou que existem chauvinismo masculino em lugares de alta tecnologia como o Vale do Silício, na Califórnia.
PMA/Gabriela Vivacqua
Mulheres carregam ajuda humanitária do PMA em Thaker, no Sudão do Sul
Guterres finalizou dizendo que a liderança da União Africana e das Comunidades Econômicas Regionais e dos Estados-membros é fundamental para se atingir este objetivo.
Ele acredita que a ratificação e prática do Área Continental de Livre Comércio da África deverá facilitar o movimento de negócios e invesvimentos para os 1,27 bilhão de africanos.
E para as africanas, estas oportunidades importantes são reforçadas pela Ação Afirmativa Financeira para Mulheres na África. A iniciativa deve transformar o sistema bancários e de empréstimos para mulheres empresárias.
O chefe da ONU afirmou que é preciso assegurar essas oportunidades de empoderamento das mulheres e meninas do continente.
2019 foi o ano em que se registou o maior número de migrantes internacionais no século XXI. A Divisão para a População do Departamento para Assuntos Económicos e Sociais da ONU aponta para 272 milhões de pessoas, com a Europa a assumir-se como a região que mais migrantes internacionais acolhe: 82 milhões. Perante estes números, ouvimos Marta Bronzin, Chefe da Missão da Organização Internacional para as Migrações em Portugal, com o objetivo de compreender os desafios e o eixo de ação da OIM na nova década que agora se inicia.
Está à frente da OIM Portugal desde setembro de 2010. Desde então, o número de migrantes internacionais aumentou em 51 milhões. Como avalia a migração em Portugal ao longo destes quase 10 anos?
Em Portugal atravessámos várias fases. Houve uma fase de saldo negativo, muito por causa dos anos da crise económica, mas agora estamos a assistir a um aumento significativo do número de migrantes em Portugal, seja no número de pessoas que residem, seja no número de pessoas que entram no país. Hoje, observamos uma diversificação bastante acentuada de perfis e nacionalidades e nos tipos de fluxos. São migrantes que vêm por razões laborais, mas também estudantes, investidores e reformados, relacionados com o aumento muito significativo das comunidades da União Europeia e da mobilidade intraeuropeia. Há ainda um aumento significativo do número de requerentes de asilos e de refugiados que vêm através de esquemas de reinstalação ou de movimentos de recolocação entre países.
Portugal, dada a sua localização geográfica, passa um pouco ao lado da realidade migratória europeia ou pensa que poderá surgir como uma nova porta de entrada para os migrantes internacionais?
Portugal, em relação à União Europeia, não está interessado em fluxos de movimentos irregulares, não só pelo fator localização, mas por termos maioritariamente fronteiras aéreas, daí que se afaste um pouco do contexto migratório da União Europeia e daqueles que são os fluxos por mar e as chegadas irregulares através do Mediterrâneo. Portugal tem um contexto bastante estável em relação aos outros países da linha da frente do Mediterrâneo, como a Espanha, a Itália e a Grécia, que recebem a maioria dos fluxos irregulares via mar, e das Balcãs, em que as rotas por terra são específicas daquela área. Daí que tenhamos fluxos mais controláveis do que em outros países, mas o que não quer dizer que não tenhamos desafios para enfrentar, já que Portugal desempenha um papel no âmbito da solidariedade e partilha de responsabilidade europeia nos esquemas de reinstalação e realocação de migrantes.
Qual é o foco do trabalho da OIM Portugal?
No seu conjunto, a OIM tem um mandado de promover uma migração segura, regular e ordenada. Como é uma organização muito descentralizada e de proximidade, a ação de cada escritório é definida pelo contexto em que o país se encontra e pela colaboração que tem com o Governo. O escritório em Lisboa foi criado em 1976 e a sua intervenção acompanhou a evolução do contexto português. Se nos anos ’80 apoiávamos os emigrantes portugueses que saiam para o Canadá e para outros países, agora, e apesar de Portugal nunca ter deixado de ser um país de emigração, estamos a focar o nosso apoio ao Governo nos fluxos de entrada.
Marta Bronzin, Chefe da Missão da OIM Portugal
Daí que seja um trabalho muito diversificado, que assenta não só numa cooperação muito estreita com o Governo, ao nível da identificação das prioridades, da gestão da migração e nas possíveis respostas, mas também em ouvir as populações às quais damos apoio para a identificação de necessidades específicas ou para melhorarmos a nossa resposta.
Falando em formas de trabalho, prestamos assistência direta aos migrantes, através de programas como o de Apoio ao Retorno Voluntário e de Reintegração e o Programa de Reinstalação.
A OIM Portugal também faz muito um trabalho de rede no terreno com uma série de entidades, sejam serviços públicos locais, associações de migrantes ou outros parceiros.
A um nível mais concreto, temos o programa de apoio à reinstalação, em que damos assistência ao Governo na reinstalação dos refugiados da Turquia e do Egito, e prestamos apoio ao Governo na inclusão dos direitos humanos e dos migrantes, na gestão de fronteiras e na promoção dos direitos dos migrantes em detenção, nomeadamente na promoção de alternativas à detenção.
Desenvolvemos ainda muito trabalho ao nível da integração dos refugiados, no sentido de facilitar a passagem de informação entre quem os recebe (instituições de acolhimento, serviços locais) e os próprios refugiados, com o objetivo de sensibilizar sobre os programas, medir as expectativas e averiguar as dificuldades. É um trabalho que consiste muito na sensibilização, na criação de redes de partilha de informação, na identificação de possíveis dificuldades de comunicação intercultural e na gestão de expectativas.
Qual o maior desafio na prossecução dos objetivos do Escritório em Portugal?
Posso dizer que não há grandes desafios, talvez um dos desafios seja dar continuidade, no longo prazo, ao trabalho que fazemos em determinadas áreas, construindo por cima daquilo que fazemos em primeira fase. Isto é um investimento que fazemos, por exemplo, através do Memorando de Entendimento que assinámos com a Direção Geral da Saúde. É um exemplo bom de como o enquadramento institucional pode ajudar a um trabalho mais de longo termo.
O facto de não haver um grande desafio ao trabalho deste Escritório pode provir do facto de, em Portugal, o tema da migração ser bem aceite?
O nosso trabalho assenta na colaboração com o Governo, não trabalhamos ao lado do Governo e também não o substituímos. As políticas públicas que o Governo desenvolve através das suas instituições têm uma postura consistente ao longo dos anos, apesar da crise que atravessou.
É uma posição muito positiva, muito aberta e investindo em políticas públicas para a integração.
Recentemente, a ONU lançou a Década de Ação para acelerar o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) em 2030. Estes Objetivos afetam e são diretamente afetados pela migração. Como é que a OIM Portugal avança a Agenda 2030?
Há uma meta específica para as migrações, a meta 10.7, mas é verdade que basicamente todas as migrações são relevantes para as metas dos ODS e cada país prioriza as metas de acordo com o seu contexto. Para além de uma intervenção ao nível da sensibilização, desenvolvemos e aplicámos, em 2017, o MGI – “Migration Governance Indicator”, que é uma ferramenta que pretende olhar, no seu conjunto, os processos institucionais e as políticas que existem num determinado país. Não olha ao seu resultado, mas olha para os inputs: que tipos de mecanismos de coordenação, políticas migratórias e respostas institucionais existem para assegurar uma migração bem gerida. Isto pode contribuir diretamente para os progressos na meta 10.7, daí que tenhamos feito um trabalho com o Governo de consulta alargada e tenhamos publicamos este perfil em final de 2017.
O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde informou que nos últimos dois dias, houve um número menor de novas infecções na China pelo coronavírus, o chamado 2019-nCoV.
Tedros Ghebreyesus disse, em Genebra, que essa “é uma boa notícia”, mas ao mesmo tempo alertou “contra a leitura excessiva” destes dados, dizendo que “os números podem subir novamente”.
A OMS está enviando kits de teste, máscaras, luvas, respiradores e aventais para todas as regiões do mundo. ONU News/Jing Zhang
Casos
Até a manhã desta sexta-feira, em Genebra, haviam sido confirmados 31.211 casos na China com 637 mortes.
Fora desta nação, já existem 270 registros em 24 países, com 1 morte confirmada.
Com base em 17 mil casos analisados, foi observado que 82% deles apresentaram sintomas leves, 15% eram graves e 3% classificados como críticos.
Equipamentos
O chefe da agência também fez um alerta sobre a escassez no mercado de equipamentos de proteção individual, EPI. Ele explicou que atualmente, “a demanda é 100 vezes maior que o normal e os preços 20 vezes maiores”.
Tedros disse que “essa situação foi exacerbada pelo uso inadequado e generalizado de EPI fora do atendimento ao paciente.” Segundo ele, “como resultado, agora existem estoques esgotados e atrasos de 4 a 6 meses.”
O diretor-geral da agência da ONU avisou que “os estoques globais de máscaras e respiradores agora são insuficientes para atender às necessidades da OMS” e de parceiros.”
Centro de Controle e Prevenção de Doenças
Uma ilustração digital do coronavírus mostra a aparência do vírus em forma de coroa.
Linha de frente
A Organização Mundial da Saúde, OMS, estima que as equipes de emergência de saúde que estão atuando na linha de frente da resposta contra o vírus precisarão aproximadamente de 7% a 10% da capacidade do mercado em termos destes equipamentos.
Essa porcentagem pode ser maior para outros suprimentos críticos.
Tedros enfatizou que “os profissionais de saúde da linha de frente na China exigem a maior parte dos suprimentos de EPI.” Ele disse que conversou com a Rede de Cadeia de Suprimentos Pandêmica, que inclui fabricantes, distribuidores e provedores de logística, “para garantir que os produtos de EPI cheguem àqueles que precisam deles.”
Estoque
A rede estaria focada inicialmente em máscaras cirúrgicas devido à extrema demanda e pressões do mercado. De acordo com Tedros, o “estoque de EPI é limitado”.
O chefe da OMS destacou que a “primeira prioridade são os trabalhadores da saúde” e a “segunda prioridade são aqueles que estão doentes ou cuidam de alguém que está doente.”
A agência não incentiva o armazenamento de EPI em países e áreas onde a transmissão é baixa e pediu para que todos os países e empresas trabalhem com a agência para garantir o uso justo e racional dos suprimentos e o reequilíbrio do mercado.
Resposta
A OMS está enviando kits de teste, máscaras, luvas, respiradores e aventais para todas as regiões do mundo.
Até o momento, o Plano Estratégico de Preparação e Resposta, num valor estimado de US$ 675 milhões nos próximos três meses, recebeu promessas de US$ 110 milhões. Vários doadores já se manifestaram e a agência espera mais anúncios nos próximos dias.
Segundo agências de notícias, outras 41 pessoas de cruzeiro que está na costa do Japão fizeram testes com resultado positivo em coronavírus. Com isso, o número total de casos abordo chegou a 61.
Cerca de 3,7 mil pessoas estão no navio Diamond Princess, que ficará em quarentena em Yokohama por pelo menos duas semanas.
Testes para identificar possíveis infecções passaram a ser feitos no navio, depois que um homem de 80 anos de Hong Kong adoeceu com o vírus.
Ao responder a jornalistas, o chefe do Programa de Emergências em Saúde da OMS, Michael Ryan, informou que a agência está analisando com as autoridades japonesas formas de acompanhar esses pacientes, “porque neste momento, toda vez que há um novo caso, a quarentena se estende por 14 dias.”
Ryan explicou que é preciso “encontrar uma maneira de quebrar esse círculo e organizar os pacientes a bordo para que se possa retirar as pessoas do navio no devido tempo.”