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ONU quer maior combate ao HIV em crianças e adolescentes da África Ocidental e Central

Agências das Nações Unidas informaram que cerca de 800 mil pessoas com idades entre 0 e 19 anos estavam infectadas com o vírus HIV na África Ocidental e Central em 2017.

Os dados indicam que esse é o segundo maior número de crianças e adolescentes vivendo nessa situação, ficando abaixo do leste e do sul da África.

Infecções

As informações foram dadas em evento de alto nível que acontece até sexta-feira em Dacar, no Senegal.

No evento, o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids, Unaids, o Fundo da ONU para a Infância, Unicef, e a Organização Mundial da Saúde, OMS, fizeram um apelo por mais ações para impedir novas infecções em crianças e adolescentes da região, aumento dos testes de HIV e o acesso a tratamentos.

Crianças e Adolescentes

Em 2017, cerca de 67 mil crianças com entre 0 e nove anos de idade e 69 mil adolescentes com entre 10 e 19 anos foram infectados com o vírus na região. Dois terços destes adolescentes foram meninas.

De acordo com a ONU, 11 países da África Ocidental e Central apresentaram progressos, registrando uma queda de mais de 35% nas infecções em crianças entre 2010 e 2017. Ao mesmo tempo, nações como a Nigéria, que tem a maior epidemia da região, não tiveram nenhuma redução.

Unaids

Para o diretor executivo da Unaids, Michel Sidibé, os “países da África Ocidental e Central têm uma oportunidade real de criar uma mudança positiva para crianças e jovens.” O representante acrescentou que para remover barreiras e salvar vidas é preciso lidar urgentemente com questões como a “falta de investimentos locais, sistemas frágeis de saúde, taxas de utilização, desigualdade de gênero, estigma e discriminação generalizados.”

Já a diretora regional para a África Ocidental e Central do Unicef, Marie-Pierre Poirier, destacou que a maioria das crianças vivendo com vírus na região “não estão recebendo cuidados e tratamento porque não sabem que têm HIV, pois não foram testadas.”

Transmissão

Dados da ONU indicam que menos da metade de todas as mulheres grávidas vivendo com HIV na região, 47% delas, tiveram acesso a medicamentos antirretrovirais para prevenir a transmissão do vírus para suas crianças. Somente 21% dos menores expostos ao vírus foram testados nos primeiros dois meses de vida.

A diretora regional da OMS para a África, Matshidiso Moeti, disse que para “lidar efetivamente com o HIV em crianças e adolescentes são necessários serviços de saúde fortes e de qualidade.”

Tratamentos

Apesar da cobertura de tratamentos com antirretroviral na África Ocidental e Central ter aumentado de 18% em 2014 para 25% em 2017, a região ainda apresenta a menor cobertura do mundo. Cerca de 52 mil crianças e adolescentes com idades entre 0 e 19 anos morreram em 2017 por doenças relacionadas à Aids, sendo que 34 mil destas perderam a vida antes de completarem cinco anos.

Na Declaração Política das Assembleia Geral das Nações Unidas de 2016 sobre o fim da Aids, os países da região se comprometeram em trabalhar para reduzir para 6 mil até 2020 o número de novas infecções pelo HIV entre crianças e adolescentes abaixo de 15 anos.

Os objetivos a serem cumpridos até 2020 também incluem a garantia de acesso a tratamento para 340 mil crianças e jovens nesse grupo etário.

Quarta de empregos

Na lista de vagas do Sistema das Nações Unidas de 16 de janeiro, conheça algumas oportunidades de trabalho em países como Brasil, Guiné-Bissau, Moçambique e outros. Além de países de língua portuguesa, saiba de empregos em outros escritórios da organização. Para receber os alertas, subscreva a newsletter da ONU News.  As vagas aparecem em inglês ou francês, línguas de trabalho das Nações Unidas.

História da ONU

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A Organização das Nações Unidas é uma organização internacional fundada em 1945. Atualmente, é composta por 193 Estados-membros. A missão e o trabalho das Nações Unidas são guiados pelos propósitos e princípios contidos na sua Carta fundadora – a Carta das Nações Unidas.

Devido aos poderes conferidos pela Carta e graças ao seu caráter internacional sui generis, as Nações Unidas podem tomar medidas sobre as grandes questões relacionadas com a humanidade, como a paz e a segurança, alterações climáticas, desenvolvimento sustentável, direitos humanos, desarmamento, terrorismo, ajuda humanitária e emergências de saúde, igualdade de género, governação, entre muitas outras.

A ONU serve como fórum para os seus Estados-membros expressarem pontos de vista através da Assembleia Geral, do Conselho de Segurança, do Conselho Económico e Social e de outros órgãos e comissões da Organização. Ao possibilitar o diálogo entre os seus membros e ao mediar negociações, a ONU tornou-se no mecanismo que permite aos governos encontrar áreas de entendimento e lidar com os desafios em conjunto. O chefe administrativo da ONU é o secretário-geral.

O objetivo da ONU é o de unir todas as nações do mundo em prol da paz e do desenvolvimento, com base nos princípios da justiça, dignidade humana e no bem-estar de todos. A ONU dá aos países a oportunidade de procurar soluções em conjunto para os desafios do mundo, preservando os interesses e a soberania nacional.

A sede das Nações Unidas fica em Nova Iorque, nos Estados Unidos, em território internacional. A ONU tem a sua própria bandeira, correios e selos postais. São utilizadas seis línguas oficiais: árabe, chinês, espanhol, russo, francês e inglês – as duas últimas são também línguas de trabalho da ONU. A sede das Nações Unidas na Europa fica em Genebra, na Suíça. Há ainda escritórios em Viena, na Áustria, e em Nairóbi, no Quénia, e Comissões Regionais na Etiópia, Líbano, Tailândia e Chile.

Graças ao seu trabalho em prol da paz mundial, a ONU foi distinguida, juntamente com o secretário-geral Kofi Annan, com o Prémio Nobel da Paz, em 2001. Além da Organização, outras 7 agências especializadas das Nações Unidas e 12 personalidades ligadas à ONU já venceram o Prémio Nobel da Paz. Consulte a lista dos laureados aqui.

Representantes de cinquenta países reuniram-se em São Francisco entre 25 de abril e 26 de junho de 1945 para assinar a Carta das Nações Unidas, que foi aprovada por unanimidade. Entrou em vigor a 24 de outubro de 1945, após ser ratificada pelos cinco membros permanentes originais do Conselho de Segurança das Nações Unidas – a República da China, o Governo Provisório da República da França, a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, o Reino Unido e os Estados Unidos.

24 de outubro de 1945: A fundação das Nações Unidas

Em 1945, representantes de 50 países reuniram-se em São Francisco, na Conferência das Nações Unidas, para redigir a Carta das Nações Unidas. A deliberação dos delegados foi redigida com base em propostas elaboradas pelos representantes da China, União Soviética, Reino Unido e dos Estados Unidos em Dumbarton Oaks, nos Estados Unidos, em agosto e outubro de 1944.

A Carta foi assinada a 26 de junho de 1945 pelos representantes dos 50 países. A Polónia, que não estava representada na Conferência, assinou mais tarde, tornando-se um dos 51 Estados-membros fundadores.

A Organização das Nações Unidas foi criada oficialmente a 24 de outubro de 1945, quando a Carta foi ratificada pela China, França, União Soviética, Reino Unido, Estados Unidos e pela maioria dos outros signatários. Por essa razão, o Dia das Nações Unidas é comemorado a 24 de outubro de cada ano.

Saiba mais aqui.

Órgãos da ONU

Missão da ONU

ONU ajuda ex-agricultores de ópio a produzir café

 Um novo projeto de desenvolvimento na República Democrática do Laos, no Sudeste Asiático, ajuda agricultores a deixar de cultivar o ópio e passar a produzir café.

O programa é uma iniciativa do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime, Unodc.

Ajuda

Os novos produtores vêm de uma comunidade de 331 famílias de 12 aldeias da província de Huaphahn, no norte do país, onde enfrentam problemas relacionados com ópio, pobreza, vício e consequências da guerra.

Localizada numa região chamada de “triângulo de ouro”, o cultivo de ópio tem sido uma ocupação importante. Há várias gerações que as famílias cultivam papoila, alimentando um ciclo vicioso de dependência, medo da lei, pobreza e insegurança alimentar.

O Unodc trabalha com a comunidade desde 2016 para estabelecer uma solução sustentável que quebra este ciclo. Desde essa altura, as famílias criaram uma cooperativa com o nome “Vanmai Coffee”. Vanmai significa “novo dia” na língua local do Laos, simbolizando a esperança em um futuro próspero, saudável e sustentável trazido pelo café.

Formação

Na última semana de novembro de 2018, os agricultores viajaram para o Planalto de Bolaven, no sul, para participar de uma visita de estudo de uma semana e aprender com especialistas em café e fazendeiros.

Os participantes aprenderam sobre processamento de grãos de café e como gerir uma cooperativa de sucesso. Também receberam formação técnica e provaram diferentes tipos de café. O Unodc diz que os agricultores “ganharam confiança e conhecimento para levar de volta às suas aldeias.”

Jouma, um agricultor da aldeia Huay Yam, disse que a “viagem é exatamente o que precisava agora.” Ele disse que aprendeu “muito em apenas cinco dias.”

O chefe de programas do UNODC no Laos, Erlend Audunson Falch, afirmou que “visitas de estudo como esta são extremamente valiosas.” Ele explica que “os agricultores podem melhorar os seus conhecimentos técnicos, mas a coisa mais importante é ajudar a ter uma visão e um plano para o futuro.”

Mudança

Os participantes dizem que querem ganhar dinheiro com café, mas também querem educar outros sobre os danos que o cultivo ilegal de ópio traz às comunidades, usando blogs e redes sociais.

Um dos produtores, Jouma, disse que o objetivo é “criar algo que possa ser transmitido” aos seus filhos,  para que “eles não tenham de se preocupar com os seus rendimentos.”

A primeira colheita comercial da Vanmai Coffee é esperada após a temporada de monções de 2019.

A comunidade espera que, nos próximos anos, a sua cooperativa possa crescer e atingir os mercados doméstico e internacional de café.

Orgão da ONU anti-corrupção na Guatemala responde a governo do país 

Em carta enviada ao secretário-geral da ONU, António Guterres, o chefe da Comissão Internacional contra a Impunidade na Guatemala, Cicig, respondeu às acusações feitas pelo governo para justificar a decisão de expulsar a Comissão do país.

Iván Velásquez disse que, “desde a sua criação em 2007, a Cicig trabalhou resolutamente, de acordo com o seu mandato, acompanhando instituições nacionais, para identificar e desmantelar organizações ilegais e aparelhos clandestinos de segurança, bem como promover reformas legais e institucionais para evitar o seu reaparecimento.” 

Trabalho

Como resultado deste trabalho, a Comissão apoiou mais de 100 casos perante os tribunais nacionais, identificou mais de 60 estruturas criminosas, obteve mais de 300 condenações e promoveu mais de 34 reformas legais.

Agradecendo a Guterres por apoiar consistentemente o trabalho da Cicig, Velásquez destacou que, apesar deste trabalho, “campanhas de difamação, difamação e ameaças aumentaram desde a apresentação de casos envolvendo políticos de alto nível e atores econômicos. “

Segundo ele, “isso é previsível em uma entidade que tem o objetivo de atacar estruturas que usam o Estado para lucrar e se recusam a perder privilégios obtidos ilegalmente e ilegitimamente.”

Velásquez escreve que “a luta contra a corrupção enfrenta oposição em todos os cantos do planeta, mas isso não deve impedir os esforços globais de atacar esse flagelo que impede o desenvolvimento de países e democracias”.

Acusações

Em um documento de 10 páginas anexo à carta, o responsável responde em detalhes a uma dúzia de acusações feitas pelo governo de Evo Morales.

A lista inclui uma denúncia sobre a alegada interferência da Cicig nos assuntos internos da Guatemala, promovendo reformas constitucionais na área do fortalecimento da justiça, argumentando que “o acordo que estabelece a Comissão inclui expressamente em seus poderes a promoção de reformas legais e institucionais que impeçam a ação e o reaparecimento de corpos ilegais e aparelhos clandestinos de segurança. “

A acusação de abuso de uso da força nas buscas realizadas em 2016 nas secretarias de Assuntos Administrativos e de Segurança também é mencionada no documento.

Velásquez lembra que “de acordo com a legislação guatemalteca, pesquisas são solicitados pelo Ministério Público e autorizados pelo juiz competente e a Cicig, em sua função de suporte técnico, acompanha certos atos processuais e procedimentos que as autoridades nacionais realizam, incluindo os ataques.”

Destaque ONU News Especial – Pedro Conceição

Neste Destaque ONU News Especial,  conheça o novo diretor do Escritório do Relatório de Desenvolvimento Humano, Pedro Conceição. O economista português quer que o seu gabinete seja uma fonte de informação e conhecimento para decisores políticos, sociedade civil e ONGs. Nesta entrevista, explica prioridades e como seu escritório pode ajudar a cumprir Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. 

Organização Pan-Americana da Saúde lança guia da doença de Chagas

A Organização Pan-Americana da Saúde, Opas, publicou um novo Guia para Diagnóstico e Tratamento da Doença de Chagas para melhorar a identificação e o tratamento.

Segundo a agência, cerca de 65 milhões de pessoas que vivem em 21 países das Américas correm o risco de contrair a doença de Chagas, uma infecção parasitária que atinge cerca de 12 mil indivíduos na região todos os anos.

Atualmente, 18 países das Américas conseguiram interromper a transmissão vetorial domiciliar da doença de Chagas. Foto: Opas/OMS Joshua E. Cogan

Novo Guia

O novo guia fornece procedimentos mais claros e padronizados para melhorar o atendimento e tratamento para cada pessoa infectada, com o objetivo de contribuir para uma melhor saúde de pacientes e comunidades.

Desenvolvido por especialistas da área de Saúde, o novo guia fornece uma síntese das informações atualmente conhecidas e publicadas sobre o assunto. Neste momento, está disponível apenas em espanhol.

Brasil

De acordo com a Opas, o controle do transmissor da doença tem sido eficaz na eliminação de vetores em seis países e no estado de São Paulo no Brasil.

Atualmente, 18 países das Américas conseguiram interromper a transmissão vetorial domiciliar da doença de Chagas em nível nacional ou em parte de seu território, onde a doença é endêmica.

Doença de Chagas

A doença de Chagas, ou tripanossomíase americana, é causada pelo parasita Trypanosoma cruzi, e pode ser transmitida por insetos, através de transfusões de sangue, de mãe para filho durante a gravidez ou o parto, e por alimentos.

Mais de 6 milhões de pessoas nas Américas vivem com Chagas, a maioria delas não sabe que está infectada. Estima-se que 28 mil novos casos resultem a cada ano da transmissão vetorial.

Além desse significativo impacto negativo na saúde pública nas Américas, a doença também tem o potencial de se espalhar para outros continentes por meio de transmissão congênita e transfusões de sangue.

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Mulheres negras são mais afetadas pela falta de saneamento básico no Brasil

Os déficits mais elevados de acesso a esgoto no Brasil estão entre as mulheres autodeclaradas pardas, indígenas e pretas, conforme metodologia utilizada pelo IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas.

A conclusão é de um novo estudo realizado pela empresa brasileira de saneamento básico BRK Ambiental, realizado com apoio da Rede Brasil do Pacto Global das Nações Unidas e parceria do Instituto Trata Brasil.

Cuidados

Estudantes da Escola Barros Barreto, em Salvador, by Unicef/Claudio Versiani

Segundo a ONU Brasil, junto com o estudo foi lançada a plataforma digital “Mulheres e Saneamento”. A plataforma mostra essa realidade brasileira de uma forma mais visual e acessível para o grande público, por meio do recurso digital.

Segundo a pesquisa, também são as mulheres autodeclaradas negras, pardas e pretas, que têm mais dificuldade de acesso à água.

Devido ao papel desempenhado pela mulher nas atividades domésticas e nos cuidados com pessoas, a falta de água afeta de maneira mais intensa a vida das mulheres do que a dos homens.

Um relatório das Nações Unidas de 2016 destacou o fato de as mulheres desempenharem trabalhos não remunerados, seja doméstico ou de cuidados, três vezes mais do que os homens.

Como cuidadoras, as mulheres são mais afetadas quando membros da família adoecem como resultado da inadequação do acesso à água, ao esgotamento sanitário e à higiene. Também estão em maior contato físico com a água contaminada e com dejetos humanos quando a infraestrutura de saneamento é inadequada.

ODSs

O estudo afirma que atingir o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 5, relacionado à igualdade de gênero, está intrinsecamente ligado ao nível de universalização do saneamento básico.

Se essa meta for cumprida no Brasil, 635 mil mulheres sairão da linha da pobreza. Desse total, três em cada seriam negras. Cerca de 15,2 milhões de mulheres no Brasil declaram não receber água tratada em suas casas e 27 milhões não tem acesso adequado à infraestrutura sanitária.

Isso reduz consideravelmente a capacidade de produção no mercado de trabalho, além de tornar as mulheres mais suscetíveis a doenças infecciosas como cólera, hepatite e febre tifoide.

Uma resolução da Assembleia Geral da ONU, de dezembro de 2016, destacou a situação das mais de 2,5 bilhões de pessoas que vivem sem acesso a banheiros e sistemas de esgoto adequados no mundo todo.

*Matéria ONU Brasil

Energia solar promove acesso a cuidados de saúde universais  

António Guterres: "Os investimentos e subsídios que foram até agora atribuídos aos combustíveis fósseis devem transitar para energias amigas do ambiente."

O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, Pnud, afirma que nenhuma mulher deve estar em trabalho de parto às escuras, nenhuma cirurgia deve ser realizada à luz de velas e nenhuma vacinas pode deixar de ser refrigerada.

Agora, a agência destaca cinco maneiras como as energias renováveis ​​podem ajudar a prestar cuidados de saúde aos mais pobres do mundo. O Pnud diz que “durante muito tempo a falta de energia impediu que comunidades remotas e rurais tivessem acesso aos serviços de saúde de que precisam.”

1 – Acesso

Quase 1 bilhão de pessoas vive sem eletricidade e cerca de metade dessas pessoas vive na África subsaariana.

Agora, o Pnud tem uma iniciativa chamada Solar para a Saúde” que apoia estados africanos, árabes e da Ásia Central a instalar painéis solares em centros de saúde de áreas rurais. O objetivo é garantir cuidados de saúde para todos, onde quer que estejam e que ninguém seja deixado para trás.

2 – Qualidade

Cuidados de saúde de qualidade exigem uma fonte confiável de energia. Uma cadeia de refrigeração, por exemplo, é essencial para muitas vacinas e medicamentos.

Na Zâmbia, onde a iniciativa Solar para a Saúde já chegou, o médico Mwale Consity explicou que este apoio “é muito importante no fornecimento e gestão de bens médicos e cirúrgicos, principalmente na cadeia de frio.”

Segundo ele, “as vacinas, que são basicamente o futuro do país, permanecem potentes e viáveis.”

Antes, as interrupções de energia afetavam a refrigeração, mas agora o armazém médico nacional da Zâmbia tem painéis solares no telhado, com uma área equivalente a um campo de futebol que fornecem energia sem interrupções.

 A enfermeira do centro de saúde de Chikumbi Veronica Lungi lembrou que costumava dizer aos pacientes para virem com velas. Agora, ela diz que é “como um sonho.”

3 – Custos

O uso de energia solar ajuda as unidades de saúde a poupar dinheiro, que pode ser investido em outros programas de saúde.

O representante assistente do Pnud na Zâmbia, Ian Millimo, disse que “o setor da saúde está economizando bastante, por exemplo, com a quantidade de dinheiro que gastava com geradores a diesel.”

Segundo ele, alguns centros economizam até 40% dos custos. O Pnud também estima que a instalação de sistemas solares tenha um retorno de 100% sobre o investimento num período de dois a cinco anos.

A agência da ONU diz que estes investimentos precisam acelerar. Embora estejam a aumentar de ano para ano, em 2018 apenas 12,1% da energia consumida em todo o mundo vinha de fontes renováveis.

4 – Resiliência

A energia solar também contribui para sistemas de saúde mais resilientes. No Zimbabué, uma parceria entre o governo e o Pnud equipou 405 unidades de saúde com sistemas solares.

O responsável pela avaliação do Pnud no Zimbabué, Pfungwa Mukweza, disse que foram escolhidas quatro áreas prioritárias: sistemas de informação, cadeia de frio, maternidade e laboratório.

No passado, cortes regulares de energia impediam a recolha e gestão eficaz de dados, o que é essencial para o registo e arquivo de pacientes. A introdução da energia solar ajudou a resolver esse problema.

A fonte consistente de energia também ajuda o setor a resistir aos impactos negativos da mudança climática, incluindo eventos climáticos extremos, secas e outros choques que afetam o acesso ao fornecimento de energia tradicional.

5 – Sustentabilidade

O Pnud trabalha em parceria com governos e comunidades locais para garantir a sustentabilidade das iniciativas do Solar para a Saúde, incluindo a manutenção dos sistemas.

O responsável por monitoramento e avaliação da agência no Zimbabué, Pfungwa Mukweza, disse que o Pnud  está “a trabalhar de mãos dadas com o governo para elaborar um plano para reparos, manutenção e substituição das baterias e até mesmo dos painéis solares.”

Tecnologia verde e luz solar ajudam a garantir água segura a refugiados rohingya

A Agência de Refugiados da ONU, Acnur, informou que foram instalados os primeiros cinco sistemas de água potável movidos a energia solar em Cox’s Bazar, no Bangladesh.

Os novos sistemas vieram melhorar o fornecimento diário de água potável segura e limpa aos refugiados rohingya que vivem nesta região. Segundo o porta-voz do Acnur, Andrej Mahecic, o projeto faz parte de uma mudança mais ampla na resposta humanitária, com recurso a tecnologias verdes e não poluentes.

Sistemas

Acnur estima que mais de 900 mil refugiados rohingya vivem em 36 locais diferentes na área de Cox’s Bazar onde a água escasseia.
​​​​​​​​​​​​​​Acnur/Chris Melzer

Os novos sistemas funcionam inteiramente com eletricidade gerada através de painéis solares. As bombas motorizadas extraem água dos tanques recém-instalados que têm capacidade para 70 mil litros. A água é então canalizada para torneiras coletivas estrategicamente instaladas.

Segundo o responsável, o objetivo do Acnur é fornecer 20 litros de água limpa e segura, por dia, a cada refugiado.

A agência diz que mais de 900 mil refugiados rohingya vivem na área de Cox’s Bazar e que a água escasseia na maioria dos locais. Durante a estação seca, por exemplo, a única solução no campo de Nayapara é a de carregar água, o que é muito caro.

De acordo com a agência da ONU, tem sido difícil assegurar fontes de água adequadas para toda a população de refugiados.

Cloração

A utilização da energia solar permitiu à comunidade humanitária reduzir custos. Para além disso, a cloração evita a contaminação da água potável, o que normalmente acontecia durante a recolha, transporte e armazenamento doméstico.

A água clorada é segura para beber e elimina os riscos de propagação de doenças. As fontes de água anteriores, principalmente os furos equipados com bombas manuais, eram frequentemente contaminados pelas águas residuais que penetravam nos poços.

Desafios

As cinco novas redes de água fornecem agora água potável a mais de 40 mil refugiados. O Acnur acredita que outros 55 mil refugiados serão beneficiados com a instalação de mais nove redes no campo de refugiados de Kutapalong. Um projeto que terá um custo de US$ 10 milhões.

O porta-voz lembra que o esforço para fornecer água potável suficiente para refugiados em todos os locais congestionados tem sido um enorme desafio, exigindo a perfuração de milhares de poços e a construção de redes de água, incluindo a instalação de sistemas de tubagens, barragens, canais, mecanismos de filtragem e cloração.

O Acnur tem trabalhado com o governo do Bangladesh para identificar fontes de água. As autoridades também ajudaram com consultoria especializada e permissões para cavar poços e construir outras estruturas, tais como reservatórios de água, estações de tratamento, oleodutos, tanques de armazenamento, sistemas de cloração e furos com bombas manuais.

Alerta Unicef: Violência e inundações aumentam risco de vida de crianças na Síria

As crianças continuam a sofrer com a escalada da violência no noroeste da Síria. O Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, recebeu relatos alarmantes de que 80 pessoas morreram, incluindo uma criança.

Segundo o Fundo, muitas famílias estão a fugir das suas casas à medida que o conflito se intensifica. Sem lugar para ir, muitos refugiam-se em campos superlotados que abrigam famílias deslocadas.

Grandes inundações afetaram 10 mil crianças em Atmeh, Qah, Deir Ballut, Albab, Jisr Ashughur, entre outras áreas. Expostas ao clima rigoroso de inverno e a temperaturas muito baixas, o Unicef alerta para o risco de vida destas crianças.

Menina de sete anos na Síria, by Ocha/Ghalia Seifo

Apelo

A agência da ONU avisa ainda que o número de meninas e meninos afetados poderá aumentar com o agravamento do estado do tempo e a escalada dos confrontos.

O diretor regional do Unicef no Oriente Médio e Norte da África, Geert Cappelaere, afirmou que o sofrimento das crianças no noroeste da Síria aumentou “devido à recente escalada de violência, às condições climatericas adversas e à falta de refúgios seguros.”

O Fundo da ONU apela a todas as partes em confronto que protejam as crianças “em todos os momentos” e permitam que “os trabalhadores humanitários cheguem às crianças e às famílias mais carentes.”

Assistência humanitária

O Unicef, juntamente com os seus parceiros no terreno, continua a responder às crescentes necessidades das crianças e respetivas famílias.

Esta quinta-feira, foram enviados 13 camiões com roupas de inverno, combustível para aquecimento, mantimentos e tendas para salas de aula temporárias. Os parceiros do Unicef no terreno também estão a avaliar as necessidades de saúde, de nutrição e de saneamento para prevenir surtos de doenças.

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Empresa cria primeiro produto têxtil feito inteiramente de roupas velhas

Uma empresa americana desenvolveu uma nova técnica para reciclar  poliéster e criar uma fibra sustentável que pode ser reutilizada para sempre. Agora, quer fazer o mesmo com todos os plásticos.

O trabalho desta empresa foi destacado pela agência da ONU para o Meio Ambiente, Pnuma. A agência está a promover a campanha Clean Seas, ou Mares Limpos, que pede aos governos, empresas e consumidores que reduzam o uso desnecessário de plásticos de uso único.

Inovação

Em março, acontece em Nova Iorque a Assembleia Ambiental da ONU, by ONU/Florence Westergard

O poliéster é um tipo de plástico e o tecido mais comum em roupas produzidas em massa. O processo químico agora revelado consegue extrair este material a partir de tecidos e criar um novo fio, anunciado como o primeiro produto têxtil do mundo feito inteiramente de roupas usadas.

O processo está a ser testado em Los Angeles, nos Estados Unidos, usando roupas de lojas locais e processando cerca de 100 quilos por dia.

O equipamento necessário para este processo cabe numa pequena caixa, o que facilita a sua execução e transporte. Essas caixas deverão começar a ser enviadas em breve para países com classe média em crescimento e altos níveis de consumo.

O material que não é utilizado é incinerado para produzir energia e alimentar o equipamento, mas a caixa também pode ser alimentada por painéis solares.

Oceanos

Um dos fundadores desta empresa, Akshay Sethim, explica que o primeiro passo foram os tecidos, mas a mesma técnica “pode processar embalagens, garrafas, recipientes, filmes e embalagens.”

Sethim diz que, no futuro, quer fazer caixas que reciclem embalagens, tapetes e  outros tipos de materiais. O empresário afirma que o processo é uma arma na batalha contra a poluição por plásticos marinhos.

Quando os plásticos começam a quebrar, criam-se microplásticos que são um problema na conservação dos oceanos e da sua vida marinha. Segundo algumas estimativas, neste momento existem nos mares até 51 trilhões de partículas microplásticas, 500 vezes mais do que as estrelas da nossa galáxia.

Encontro

Como parte da campanha Mares Limpos, o Pnuma incentiva designers, inventores e investigadores a procurar maneiras de combater o uso de plástico.

Soluções pioneiras para o problema do plástico e outras crises ambientais vão estar no centro da quarta Assembleia Ambiental da ONU, que acontece em Nova Iorque em março deste ano.

O tema do encontro é pensar além dos padrões vigentes e viver dentro de limites sustentáveis.

Terceira Comissão da Assembleia Geral: a proteção dos direitos humanos

Continuando a série “Especial Comissões da Assembleia Geral” que descreve o que acontece nas Nações Unidas após o retorno dos líderes mundiais a seus países, no final de setembro, saiba como atuam grupos de trabalho que devem transformar promessas e ideias em ações.

Terceira Comissão debatendo a pena de morte. Foto: ONU Web TV reprodução

Em foco na sessão

A movimentada sessão deste ano concentrou-se no avanço dos direitos das mulheres, na eliminação do racismo e da discriminação, além das questões de desenvolvimento social relacionadas aos jovens, aos idosos e às pessoas com deficiência.

Este ano, a tarefa de orientar todas essas discussões foi do presidente Mahmoud Saikal, que também atua como representante permanente do Afeganistão para as Nações Unidas.

Em entrevista à ONU News, ele explicou como as discussões começaram em outubro para ampliar o diálogo, em novembro, sobre as questões prioritárias.

As resoluções

Mahmoud Saikal apontou que pelo menos metade do trabalho está relacionada aos direitos humanos, explicando que o mais importante da Terceira Comissão são as resoluções.

A mais histórica contribuição já feita pela Comissão foi seu papel fundamental na elaboração da Declaração Universal dos Direitos Humanos, há 70 anos,  um marco que foi amplamente comemorado no mês de dezembro.

Ao todo, foram realizadas 81 reuniões para discutir o esboço do documento, antes de ser adotado como resolução em 1948. Hoje é o texto mais traduzido do mundo.

O que emergiu dos muitos projetos e reuniões dos membros da Comissão, em parceria com a Comissão de Direitos Humanos da ONU, e o Conselho Econômico e Social da ONU, Ecosoc, foi este documento que reconhece a dignidade inerente e os direitos inalienáveis ​​de todas as pessoas, como “um alicerce de liberdade, paz e justiça no mundo”.

Pacto Global sobre os Refugiados foi aprovado pela Assembleia Geral em 17 de dezembro deste ano: Foto ONU/Manuel Elias

Apoio ao Pacto Global sobre Refugiados

Atualmente, uma das muitas prioridades da Comissão na área de direitos humanos está relacionada aos refugiados. Este ano, o grupo de trabalho ajudou a aumentar o apoio às pessoas que fogem de seus países de origem e àquelas que as recebem, através do Pacto Global sobre Refugiados, aprovado pela Assembleia Geral em 17 de dezembro deste ano.

Saikal, que fugiu da perseguição do próprio Afeganistão, aos 19 anos, explicou que ter vivido a experiência de quase 70 milhões de refugiados em todo o mundo moldou sua capacidade de cumprir suas obrigações na Comissão.

Foi sob sua liderança, que o Afeganistão garantiu sua primeira vaga no Conselho de Direitos Humanos e, agora, o presidente da Terceira Comissão diz que seus laços com o país e sua experiência na ONU continuam a impulsionar suas esperanças para o futuro.

Luta contra o terrorismo

Segundo o presidente da Comissão, a prioridade máxima é a implementação de resoluções contra o terrorismo “indo além do papel”, e com demonstrações de mudanças “quando se trata na prática de movimentação, financiamento e armamento de terroristas”.

Uma série de questões será discutida no próximo ano: violência contra as mulheres, proteção dos direitos das crianças, prevenção de crimes e justiça criminal, e revitalização internacional do controle de drogas. Os tópicos serão, como sempre, priorizados dependendo da força dos relatórios.

A Organização das Nações Unidas em geral “é uma das maiores conquistas da humanidade”, de acordo com Saikal. No entanto, o desafio continua a torná-la mais relevante para as vidas das pessoas que realmente precisam do apoio da organização.

ONU

Eleanor Roosevelt, ex-primeira-dama dos Estados Unidos, liderou o comitê que redigiu a Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Iêmen: partes do cessar-fogo em Hodeida discutem passos de implementação

O presidente do Comitê de Coordenação e Reimplementação sobre o Iêmen, Patrick Cammaert, realiza na quarta-feira um encontro para discutir planos de reorientação das partes do cessar-fogo e temas como a comunicação, a coordenação e os planos de acompanhamento.

Em nota, as Nações Unidas explicam que a discussão destes assuntos será necessária para monitorar o cessar-fogo e garantir uma transferência confiável dos integrantes das partes na cidade portuária iemenita de Hodeida.

Corredor Humanitário

O general Patrick Cammaert disse estar desapontado por não ter sido aberta a estrada entre Hodeida e Sanaa como corredor humanitário, no sábado tal como está previsto no acordo.

O propósito era apoiar a assistência humanitária, tal como dita o entendimento alcançado na primeira reunião conjunta da Comissão que foi realizada na semana passada.

O representante recebeu informações dos combatentes houthis que integram o Comitê de Coordenação no porto de Hodeida sobre a reorientação de suas forças.

Unicef/Abdulhaleem

O porto de Hodeida, no Iêmen, devastado pela guerra, é uma das poucas linhas de vida para ajuda humanitária e combustível para o país.

Cammaert disse estar “desapontado com as oportunidades perdidas de construir a confiança entre os dois lados”.

Confiança

O oficial saudou os esforços para o início da implementação do Acordo de Estocolmo, salientando que deve haver sintonia para colocar em prática as medidas de construção de confiança.

Cammaert salientou ainda que qualquer reimplantação não seria credível se não for possível que todas as partes e as Nações Unidas monitorem e verifiquem se as medidas obedecem o Acordo de Estocolmo.

ONU condena ataque que matou mais de 42 no Afeganistão

O chefe da Missão de Assistência da ONU no Afeganistão, Unama, condenou o ataque que na terça-feira atingiu dois prédios do governo numa área de grande concentração de civis na capital Cabul.

Agências de notícias defendem que pelo menos 43 pessoas foram mortas e outras 10 ficaram feridas nas explosões que aconteceram nos complexos do Ministério de Obras Públicas e do Ministério de Assuntos Sociais e Mártires.

Segurança

Após uma explosão às 15h15 hora local, três pessoas entraram nos dois complexos e mantiveram os funcionários como reféns. Os relatos indicam ainda que oito horas depois, estes foram mortos pelas forças de segurança.

A Unama destacou que trabalha para verificar as informações indicando que vários civis, incluindo mulheres, foram mortos e feridos no ataque coordenado.

O chefe da missão de Paz, Tadamicho Yamamoto, disse que esses ataques causam um sofrimento humano incalculável às famílias afegãs. O também representante especial do secretário-geral da ONU para o Afeganistão disse que as Nações Unidas condenam de forma inequívoca esses atos que não se justificam.

Civis

A declaração destaca ainda que as Nações Unidas querem que os autores desses ataques sejam levados à justiça e responsabilizados. A todas as apartes, o apelo é que mantenham suas obrigações sob o Direito Internacional Humanitário, em todos os momentos, para proteger os civis.

As Nações Unidas defendem ainda que continuam a apoiar todos os afegãos de forma solidária. A organização reafirma que está empenhada num processo de paz liderado pelo Afeganistão para o fim do atual conflito, o qual permitirá que o governo dedique mais recursos para proteger todos os cidadãos de tais atrocidades.