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ONU marca Dia Internacional do Multilateralismo e Diplomacia para a Paz

Mensagem do secretário-geral ressalta ameaças ao sistema multilateral e ao valor da diplomacia; chefe da ONU aponta falha nos compromissos nacion`ais e perigos para garantir pacificação.

Guerra encolhe perspectivas econômicas mundiais enquanto a inflação se acelera, afirma FMI

O Fundo Monetário Internacional, FMI, alerta que as perspectivas econômicas globais sofreram um grande encolhimento devido à invasão da Ucrânia pela Rússia.

O conselheiro econômico e diretor do Departamento de Estudos, Pierre-Olivier Gourinchas, afirma que o conflito acontece ao mesmo tempo em que a economia global ainda buscava se recuperar dos efeitos da pandemia.

Forte dependência de commodities aumentou globalmente deixando cerca de dois terços dos países em desenvolvimento vulneráveis a choques econômicos

World Bank/Thomas Michael Perry

Forte dependência de commodities aumentou globalmente deixando cerca de dois terços dos países em desenvolvimento vulneráveis a choques econômicos

Guerra na Ucrânia

Pierre-Olivier Gourinchas explica que mesmo antes da guerra, a inflação estava em alta em muitos países devido a desequilíbrios entre oferta e demanda e às políticas de apoio para conter os efeitos da pandemia. O resultado foi um movimento de retração da política monetária.

Ele adiciona que os atuais confinamentos na China podem criar gargalos nas cadeias logísticas globais.

O diretor do Departamento de Estudos do FMI disse que além do impacto humanitário imediato e trágico, a guerra atrasa o crescimento econômico e acelera o aumento da inflação.

Pierre-Olivier Gourinchas ainda afirma que houve um aumento acentuado dos riscos econômicos e que as autoridades enfrentam dilemas de políticas ainda mais difíceis.

O especialista lembra que as projeções para o crescimento global foram revisadas para baixo e devem chegar a 3,6% tanto em 2022 como em 2023, principalmente em razão do impacto direto da guerra na Ucrânia e das sanções à Rússia.

Além da forte contração esperada nos dois países, as perspectivas de crescimento da União Europeia foram revisadas em baixa de 1,1% devido aos efeitos indiretos do conflito. A situação torna a região a segunda maior a contribuir para o rebaixamento geral das previsões.

O representante do FMI lembra que a Rússia é um importante fornecedor de petróleo, gás e metais e, juntamente com a Ucrânia, de trigo e milho. A oferta reduzida provocou um forte aumento dos preços desses produtos.

Os países mais afetados são os importadores de commodities nas regiões da Europa, do Cáucaso e da Ásia Central, do Oriente Médio e Norte da África e da África Subsaariana.

Mas, para ele, a escalada de preços dos alimentos e combustíveis prejudicará as famílias de baixa renda em todo o mundo, inclusive nas Américas e no resto da Ásia.

A Europa Oriental e a Ásia Central têm estreitas ligações comerciais diretas e de remessas com a Rússia e deverão sofrer um impacto. O deslocamento de cerca de 5 milhões de ucranianos para países vizinhos, em especial Polônia, Romênia, Moldávia e Hungria, intensifica as pressões econômicas na região.

É esperado que inflação alta persista, com interrupções contínuas na cadeia de abastecimento e altos preços da energia

© ILO/Feri Latief

É esperado que inflação alta persista, com interrupções contínuas na cadeia de abastecimento e altos preços da energia

Inflação e commodities

A perspectiva a médio prazo foi revista em baixa para todos os grupos, exceto os exportadores de commodities que se beneficiam do aumento dos preços da energia e dos alimentos.

Embora a tendência da inflação já viesse em alta por causa da alta dos preços das commodities e dos desequilíbrios entre oferta e demanda, o FMI acredita que a inflação permanecerá elevada por muito mais tempo por causa do conflito.

Segundo o relatório, a guerra também aumenta o risco de uma fragmentação mais permanente da economia mundial em blocos geopolíticos com padrões tecnológicos, sistemas de pagamentos transfronteiriços e moedas de reserva distintos.

O FMI alerta que esse movimento causaria perdas de eficiência a longo prazo, aumentaria a volatilidade e representaria um grande desafio à estrutura baseada em regras que tem governado as relações internacionais e econômicas nos últimos 75 anos.

O representante aponta que a prioridade mais imediata é acabar com a guerra. De acordo com Pierre-Olivier Gourinchas, também deve ser dada especial atenção à estabilidade da ordem econômica mundial para garantir que a estrutura multilateral que tirou centenas de milhões de pessoas da pobreza não seja desmantelada.

Ele afirma que em questão de semanas, o mundo sofreu mais uma vez um grande choque. No momento em que se vislumbrava uma recuperação duradoura após a pandemia, irrompeu a guerra, que pode eliminar ganhos recentes.

Para o diretor do FMI, os desafios que enfrentados exigem medidas de políticas apropriadas e concertadas em nível nacional e multilateral para evitar resultados ainda piores e melhorar as perspectivas econômicas para todos.

Na ONU, brasileiros apresentam projetos para proteger a Terra

Apresentações de painelistas Vanessa Hasson e Marcos José de Abreu enfatizam a importância de como a atuação local pode servir de modelo global; presidente da Assembleia Geral pediu rapidez na transição ecológica em todo o mundo

Plantas selvagens usadas como ingredientes estão em perigo, afirma FAO

Incenso: Encontrado no nordeste da África, assim como em Omã, Somália e Iêmen, sua resina é usada para incenso, aromaterapia, cosméticos, perfumes e medicamentos tradicionais.

Estado de conservação: quase ameaçado

Pygeum: Usada para medicamentos e produtos fitoterápicos como Prunus, cerejeira africana, madeira vermelha ou amêndoa africana, esta árvore cresce em florestas em toda a África tropical. Estado de conservação: vulnerável

Karité: Cresce em toda a África, do Senegal ao Uganda. Amplamente utilizado na indústria alimentícia como equivalente da manteiga de cacau, também é popular em cosméticos. Localmente, é usado como um óleo de cozinha saudável.

Estado de conservação: vulnerável

Jatamansi: Planta perene e aromática que cresce no Himalaia, suas raízes são colhidas por suas propriedades medicinais.

Estado de conservação: criticamente em perigo

Goma arábica: Esta espécie cresce na África e é usada principalmente nas indústrias alimentícia e farmacêutica como aditivo, emulsificante ou estabilizador.

Estado de conservação: não avaliado

Goldenseal: Também conhecido como hydraste du Canada ou framboesa moída, esta espécie é nativa do leste da América do Norte e é usada principalmente para produtos medicinais.

Estado de conservação: vulnerável

Candelilla: Encontrada no México e confinando partes dos Estados Unidos, a cera de candelilla era um ingrediente comum na goma de mascar. É utilizado como aditivo alimentar e em cosméticos e farmacêuticos, além de ceras e polidores industriais.

Estado de conservação: não avaliado

Argan: Também conhecido como óleo marroquino, suas propriedades antienvelhecimento o tornam uma escolha popular entre os consumidores europeus e norte-americanos. Cresce na Argélia, Mauritânia, Marrocos e no território do Saara Ocidental.

Estado de conservação: vulnerável

Baobab: A espécie é nativa da África continental. O pó de baobá é usado como ingrediente de alimentos e bebidas, enquanto seu óleo de semente é usado como ingrediente cosmético.

Estado de conservação: não avaliado

Castanha do Brasil: colhida inteiramente na natureza, a árvore é explorada principalmente por suas nozes nutritivas e comestíveis, repletas de nutrientes e antioxidantes como magnésio, zinco, proteína e selênio. Sua colheita tem contribuído para a preservação de milhões de hectares de florestas amazônicas, razão pela qual é frequentemente chamado de pedra angular da conservação da Floresta Amazônica.

Estado de conservação: vulnerável

Alcaçuz: Esta erva perene é nativa da Eurásia, norte da África e Ásia ocidental, e é usada principalmente para fins medicinais, como adoçante e na indústria do tabaco.

Estado de conservação: menor preocupação

Juniper: Juniperus communis é uma espécie do hemisfério norte temperado e subártico. Suas bagas são um ingrediente chave na fabricação de gin. Eles também são usados ​​como aromatizante de alimentos, óleo essencial, ingrediente em cosméticos e têm uma longa história de uso em medicamentos tradicionais e para fins religiosos.

Estado de conservação: menor preocupação

Guterres viaja à Rússia e Ucrânia na próxima semana

Secretário-geral prevê reunião com o chanceler Sergey Lavrov; contatos com liderança em Moscou devem abordar possíveis medidas pelo fim dos confrontos na Ucrânia; na Ucrânia, chefe da ONU se reúne com chanceler Dmytro Kuleba e será recebido pelo presidente Volodymyr Zelenskyy.

Chefe de Direitos Humanos vê violações e crimes de guerra na Ucrânia

O Escritório de Direitos Humanos das Nações Unidas afirmou que há evidências crescentes de crimes de guerra no conflito na Ucrânia.

Nesta sexta-feira, a alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, afirmou que o direito humanitário parece ter sido ignorado e “deixado de lado” e que, até o momento, as avaliações detalham uma “história de horror de violações contra civis”.

Com mais de 7,7 milhões de ucranianos deslocados, tanto dentro como fora das fronteiras da Ucrânia, a OIM está atuando para garantir acomodação segura

IOM/Viktoriia Zhabokrytska

Com mais de 7,7 milhões de ucranianos deslocados, tanto dentro como fora das fronteiras da Ucrânia, a OIM está atuando para garantir acomodação segura

Crimes de guerra

Para ela, os bombardeios indiscriminados das forças armadas russas em áreas povoadas, matando civis e destruindo hospitais, escolas e outras infraestruturas, são ações que podem equivaler a crimes de guerra.

Ela citou o episódio em Kramatorsk, em 8 de abril, quando bombas atingiram a estação ferroviária da cidade, matando 60 civis e ferindo outros 111.

Na avaliação da alta comissária, o ataque foi “emblemático do descumprimento do princípio da distinção, da proibição de ataques indiscriminados e do princípio da precaução consagrado no Direito Internacional Humanitário”.

A Missão de Monitoramento de Direitos Humanos da ONU na Ucrânia também documentou, entre 24 de fevereiro e 20 de abril, 5.264 vítimas civis, sendo 2.345 mortos e 2.919 feridos.

Destes, 92,3% foram registrados em território controlado pelo governo ucraniano. Cerca de 7,7% das vítimas estavam nas regiões de Donetsk e Luhansk, controladas pelas forças armadas russas e grupos armados afiliados.

Segundo a chefe de direitos humanos da ONU, os números reais devem ser ainda maiores, e poderão ser observados “à medida que os horrores infligidos em áreas de intensos combates, como Mariupol, vierem à tona”.

Execuções sumárias de civis

Bachelet acrescentou que a escalada de execuções sumárias de civis em áreas anteriormente ocupadas por forças russas também está ficando mais clara.

Ela afirmou que a preservação das evidências e o tratamento digno dos restos mortais devem ser garantidos, assim como o alívio psicológico e outros para as vítimas e seus familiares.

Durante uma missão a Bucha, em 9 de abril, oficiais de direitos humanos da ONU documentaram o assassinato ilegal, inclusive por execução sumária, de cerca de 50 civis.

Também estão sendo investigadas 300 denúncias de assassinatos de civis nas regiões de Kiev, Chernihiv, Kharkiv e Sumy, todas sob o controle das forças armadas russas no final de fevereiro e início de março.

Prédio parcialmente destruído por bombardeios no distrito de Obolon, Kyiv, Ucrânia

© UNDP/Oleksandr Ratushniak

Prédio parcialmente destruído por bombardeios no distrito de Obolon, Kyiv, Ucrânia

Acesso à saúde

Há ainda o monitoramento das consequências do conflito em uma série de outros direitos humanos, incluindo o direito à saúde.

Até o momento, há registros de 114 ataques a estabelecimentos médicos, embora o número real provavelmente seja consideravelmente maior, de acordo com o escritório de Direitos Humanos.

A interrupção dos cuidados médicos também fez com que a taxa geral de mortalidade entre os civis aumentasse em várias cidades e vilas sitiadas.

“Estimamos que pelo menos 3 mil civis tenham morrido porque não conseguiram atendimento médico e por causa do estresse em sua saúde em meio às hostilidades. Isso inclui ser forçado pelas forças armadas russas a ficar em porões ou não poder deixar suas casas por dias ou semanas”, disse Bachelet.

Os dados são complementados por uma pesquisa divulgada pela Organização Mundial da Saúde, OMS, que aponta que um em três domicílios que possuem pelo menos uma pessoa com uma condição crônica é incapaz de obter medicamentos e cuidados adequados.

A pesquisa também mostra que 30% das formações familiares têm pelo menos um membro com uma doença crônica, como doenças cardiovasculares, diabetes ou câncer.

Menos de 30% dos entrevistados procurou serviços de saúde recentemente; desses, 39% citaram a situação de segurança como o principal motivo, enquanto 27% relataram que nenhum serviço de saúde estava disponível em sua área.

A maioria das famílias estão abrigadas em suas próprias casas neste momento, enquanto 11% estão hospedadas com amigos e familiares em áreas relativamente mais seguras, 8% estão em movimento na Ucrânia e 3% estão em um abrigo ou acampamento para deslocados internos.

A OMS na Europa afirma que segue trabalhando para garantir serviços básicos de saúde no país.

Abrigos

Com mais de 7,7 milhões de ucranianos deslocados, tanto dentro como fora das fronteiras da Ucrânia, a Organização Internacional para Migrações está atuando para garantir acomodação segura.

A agência começou a reabilitar edifícios não utilizados e danificados, incluindo dormitórios escolares e hotéis, para fornecer locais temporárias para os deslocados internos na região de Zakarpattia como parte de um novo programa de reabilitação de abrigos.

A iniciativa deve atender a quase 1 milhão de deslocados.

De acordo com o coordenador do Programa de Emergência e Estabilização da OIM na Ucrânia, Marco Chimenton, o trabalho deve melhorar as condições de alojamento para as populações vulneráveis, ao mesmo tempo que proporciona emprego às comunidades locais e apoia indiretamente a economia local.

Mensagem do secretário-geral para o Dia Internacional da Mãe Terra

? Hoje marcamos o Dia Internacional da Mãe Terra e neste dia, como afirma o secretário-geral das Nações Unidas, temos a “chance de refletir sobre como a humanidade tem tratado o nosso planeta.”

Temos de confrontar a realidade e admitir que “temos sidos maus guardiões do nosso frágil lar” e conscientizarmo-nos que estamos a caminho de uma “catástrofe climática”. No entanto, Guterres alerta-nos que “ainda há esperança.”

Para evitarmos uma catástrofe climática o secretário-geral afirma que temos de:

?️ Limitar o aumento da temperatura global a 1,5 graus

⛽ Acelerar o fim do nosso vício em combustíveis fósseis

?️ Introduzir energia limpa e renovável.

?Investir rapidamente em adaptação e resiliência

“Temos apenas uma Mãe Terra” e por isso “devemos fazer tudo o que pudermos para protegê-la.”

Conselho de Direitos Humanos pode ajudar países a conviver melhor com ONGs

Novo presidente do órgão, embaixador Federico Villegas Beltrán, diz que em algumas partes do mundo, organizações da sociedade civil são vistas como inimigas, mas que elas podem sim ser “sócias dos Estados” para o desenvolvimento e direitos humanos.

ONU enfatiza tríplice crise no Dia Internacional da Mãe Terra 

Mensagem cita perigos causados pela combinação de perturbações do clima, perda da natureza e biodiversidade aliadas à poluição e ao desperdício; data marca início de competição de fotos e vídeos como parte da Campanha das Nações Unidas para Ação Individual.

FMI: Êxito na produção de caju na Guiné-Bissau estimula recuperação económica

País registou um crescimento de 5% em 2021, 2% acima da projeção para o ano; Missão do Fundo Monetário Internacional indica que gestão fiscal robusta pode abrir caminho para um eventual acordo de empréstimo; Corpo Técnico da Instituição atribui nota positiva ao desempenho macroeconómico do país.

Escalada de violência desloca um quarto da população na Ucrânia

Ataques a estruturas civis aprofunda crise humanitária que afeta 15,7 milhões de pessoas; guerra já gerou 5 milhões refugiados e 7,1 milhões de deslocados internos; ONU libera US$ 50 milhões para expandir ajuda.

“Sem criatividade é impossível superar os desafios da Humanidade”

Jovem moçambicano e editor na Ethale Publishing acredita que a geração de ideias atravessa fronteiras e une forças; ele defende mais participação de línguas africanas no processo criativo.

“A guerra na Ucrânia só mostra que precisamos ainda mais do multilateralismo”

A guerra na Ucrânia é uma prova de que existe um momento de crise no sistema multilateral, mas ao mesmo tempo, a crise também evidencia a necessidade de mais cooperação entre as nações, e não menos multilateralismo.

A declaração é do presidente do Conselho de Direitos Humanos, Federico Villegas Beltrán, que visitou as Nações Unidas nesta semana, na primeira missão oficial desde que foi eleito para o posto, em dezembro.

Escritório de Direitos Humanos da ONU

Foto: ONU/Jean-Marc Ferré

Escritório de Direitos Humanos da ONU

Veto da Rússia

O embaixador da Argentina junto à ONU em Genebra tem mandato de um ano. Para ele, a invasão da Rússia à Ucrânia deu ao Conselho de Direitos Humanos, uma oportunidade de agir na direção certa.

“Temos que pensar que o aconteceu em Genebra é muito importante. Quando o Conselho de Segurança aqui foi bloqueado pelo veto da Federação Russa, nós tivemos a oportunidade de ser a parte do sistema multilateral que esteve à altura das circunstâncias. Esperamos que essa Comissão seja a mais importante para fazer um diagnóstico das atrocidades que estão a acontecer no conflito a partir da invasão da Rússia à Ucrânia.”

Os nomes dos três peritos da Comissão foram anunciados pelo presidente Villegas em 30 de março. O grupo é liderado pelo juiz da Noruega, Erik Mose, e é composto ainda por Pablo de Greiff, da Colômbia, e por Jasminka Džumhur, da Bósnia-Herzegóvina. O embaixador Federico Villegas lembrou que todos são bem experientes e estão recebendo o apoio para segurança em suas viagens enquanto apuram os relatos de crimes e violações dos direitos humanos. 

Assembleia Geral da ONU durante a Sessão Especial de Emergência sobre a Ucrânia na qual membros votaram pela suspensão dos direitos da Federação Russa no Conselho de Direitos Humanos.

UN Photo/Manuel Elias

Assembleia Geral da ONU durante a Sessão Especial de Emergência sobre a Ucrânia na qual membros votaram pela suspensão dos direitos da Federação Russa no Conselho de Direitos Humanos.

Momento histórico

A invasão da Rússia à Ucrânia começou em 24 de fevereiro. Em 7 de abril, a Rússia foi suspensa do Conselho de Direitos Humanos após uma votação na Assembleia Geral. 

Para Federico Villegas, a invasão da Rússia à Ucrânia é uma quebra da ordem mundial, e que mais do que nunca é preciso reforçar os laços de cooperação entre os países.

“A saída da Rússia do Conselho da Europa é um fator muito significante, mas o que precisamos é mais multilateralismo nesse momento. E por isso, eu acho que as Nações Unidas têm a oportunidade de estar num momento histórico. As pessoas que falam… O embaixador falou algo ontem, e eu pedi permissão para utilizar, que “é o tempo de São Francisco (a cidade na Califórnia, onde foi firmada a Carta da ONU). Estamos num momento de São Francisco. Então, o multilateralismo tem que estar tão presente como esteve sem São Francisco.”

Secretário-geral pediu pausa humanitária para permitir abertura de corredores de ajuda

ONU/Eskinder Debebe

Secretário-geral pediu pausa humanitária para permitir abertura de corredores de ajuda

Apelo do secretário-geral

No início da semana, o secretário-geral da ONU pediu uma pausa humanitária durante a Páscoa dos cristãos ortodoxos, que começa nesta quinta-feira e termina no domingo. 

António Guterres disse que a medida levaria à criação de uma passagem segura de ajudar humanitária e ainda levaria a mais diálogo para a solução do conflito. Ainda na terça-feira, Guterres enviou uma carta aos líderes da Rússia e da Ucrânia propondo uma visita dele a ambos os países.
 

David Attenborough recebe principal prêmio ambiental da ONU

Naturalista britânico mundialmente conhecido por documentários na BBC foi premiado na categoria realizações em vida; Pnuma reconhece dedicação à pesquisa, documentação e defesa da proteção e restauração da natureza.

Maior vacinação nas Américas leva à queda global de casos e mortes por Covid

Organização Pan-Americana da Saúde, Opas, afirma que região possui doses suficientes para imunizar toda população elegível; Semana de Vacinação nas Américas, de 23 a 30 de abril, busca ampliar cobertura vacinal e se aproximar da meta de 70% estabelecida pela OMS.