Rafael Mariano Grossi prestou tributo às vítimas do acidente mais severo da história da energia nuclear; quase 8,4 milhões de pessoas em três países foram expostas à radiação depois da explosão em 1986; neste 26 de abril, ONU marca Dia Internacional em Memória do Desastre de Chernobil.
Rússia concorda, “em princípio”, com envolvimento da ONU em Mariupol
O secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou ter ido a Moscovo como “mensageiro da paz” onde teve “uma discussão franca” com o Presidente da Rússia, Vladimir Putin, e o ministro dos Negócios Estrangeiros, Sergei Lavrov. O líder da ONU segue agora para a Ucrânia para se reunir com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky.
À imprensa, o secretário-geral explicou que o seu “objetivo e a minha agenda estão estritamente ligados a salvar vidas e a reduzir o sofrimento”, explicando que teve “uma discussão muito franca com o ministro dos Negócios Estrangeiros, Sergei Lavrov, e que ficou muito claro que existem duas posições diferentes sobre o que está a acontecer na Ucrânia.”
O secretário-geral lembrou que “segundo a ONU, em consonância com as resoluções aprovadas pela Assembleia Geral, a invasão da Ucrânia pela Rússia é uma violação da sua integridade territorial e da Carta das Nações Unidas” e enfatizou “que quanto mais cedo terminarmos esta guerra, melhor para o povo da Ucrânia, para o povo da Federação Russa e para o mundo.”

No seu encontro com o líder russo, Vladimir Putin, o secretário-geral “reiterou a posição das Nações Unidas sobre a Ucrânia” e focou-se na implementação de “propostas de assistência humanitária e na evacuação de civis de zonas de conflito”, particularmente em Mariupol. Ambas as partes compromenteram-se a continuar o diálogo com reuniões marcadas entre a Federação Russa e o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (ENUCAH) e entre o secretário-geral e o ministro da Defesa russo.
Cessar-fogo
Guterres explicou que “as Nações Unidas pediram repetidamente um cessar-fogo para proteger os civis e facilitar um diálogo político para chegar a uma solução”, alertando para o facto de em Donbas estar em andamento “uma batalha violenta com tremendas mortes e destruição.”
“Estou preocupado com os repetidos relatos de violações do direito internacional humanitário e de direitos humanos e possíveis crimes de guerra” disse ainda Guterres, lembrando que estes “exigem uma investigação independente para uma responsabilização efetiva.”
O chefe da ONU pediu também o estabelecimento urgente de corredores humanitários verdadeiramente seguros e respeitados por todos para evacuar os civis e fornecer a assistência necessária e para tal propôs “a criação de um Grupo de Contato Humanitário, reunindo a Federação Russa, a Ucrânia e as Nações Unidas, para procurar oportunidades para a abertura de corredores seguros, com cessação local das hostilidades, e garantir que eles são realmente eficazes.”

Guterres disse ainda que houve “uma crise dentro de uma crise” em Mariupol e que “as Nações Unidas estão prontas para mobilizar totalmente os seus recursos humanos e logísticos para ajudar a salvar vidas em Mariupol” e pediu a coordenação entre a Rússia, a Ucrânia, a ONU e a Cruz Vermelha para permitir a evacuação segura dos civis que querem sair, tanto dentro da fábrica de Azovstal quanto da cidade, em qualquer direção que escolherem, e entregar ajuda humanitária “desesperadamente necessária”. Putin concordou, “em princípio”, ao envolvimento das Nações Unidas e da Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CIVC) na evacuação de civis que atualmente se encontram dentro da fábrica de Azovstal.
Impacto
O secretário-geral também abordou as “ondas de choque” do conflito em todo o mundo: “A dramática aceleração dos aumentos dos preços de alimentos e energia, que já estava a acontecer no ano passado, está a causar um enorme sofrimento a centenas de milhões de pessoas mais vulneráveis em todo o mundo”, sublinhando que “quanto mais cedo a paz for estabelecida, melhor – pelo bem da Ucrânia, da Rússia e do mundo.”
Ucrânia: ONU pede reforço do financiamento para ajuda humanitária
O número de refugiados que saíram da Ucrânia ultrapassou já a marca dos cinco milhões. Dentro do país, sete milhões de pessoas estão deslocadas. No total, são quase 13 milhões de pessoas que se viram forçadas a saírem das suas casas. Trata-se da crise de fuga mais rápida desde a Segunda Guerra Mundial.
Perante a escalada dos números, as Nações Unidas reforçaram o seu apelo de ajuda humanitária para 2,25 mil milhões de dólares para a assistência e proteção de quase nove milhões de pessoas, mais do dobro do valor que estaria inicialmente previsto.
Segundo o relatório “Flash Appeal”, o plano de resposta humanitária do Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), “passados dois meses, as necessidades continuam a crescer, e estando a ajuda humanitária a aumentar significativamente em escala e alcance, é necessária a revisão e a extensão do apelo à ajuda na Ucrânia até agosto de 2022”.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, voltou a pedir um cessar-fogo, demonstrando a sua “profunda preocupação com os ataques contínuos a cidades Ucranianas, que resultam em baixas civis e na destruição de áreas residenciais”.
Num contexto de bombardeamentos e ataques, as agências das Nações Unidas continuam a mobilizar-se, num esforço para ajudar as pessoas necessitadas e os mais vulneráveis.
Existe um esforço de cooperação entre agências – a Organização Internacional para as Migrações (OIM), o Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), o Programa Alimentar Mundial (PAM), a Organização Mundial de Saúde (OMS) – que juntas têm conseguido levar assistência, alimentos, bens essenciais e material de apoio a pessoas e a instituições.
A abertura de corredores humanitários tem sido uma das prioridades das agências da ONU, que têm conseguido chegar a locais que dantes estavam inacessíveis.

Apoio aos refugiados
O Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) tem vindo a entregar bens-essenciais de socorro, como mantas e cobertores, tapetes para dormir e abrigos de emergência.
Há também serviços especializados no sentido de disponibilizar ajuda particular a crianças que viajam sozinhas ou a pessoas portadoras de deficiência.
Esta agência da ONU tem prestado auxílio nas fronteiras e nos países que acolhem pessoas que estão a fugir do conflito, tendo peritos de emergência, reservas de material essencial e comboios para transportar as pessoas que estão deslocadas internamente.
As pessoas podem pedir apoio nos centros de receção, que ajudam a identificar situações e a prestar cuidados, fornecem materiais informativos e criam linhas de apoio.
Os “Pontos Azuis”, espaços de proteção para crianças, famílias e pessoas com necessidades específicas, criados pelo ACNUR e pela UNICEF, trabalham com as autoridades locais, com os governos e com os serviços já existentes, apoiam na receção dos refugiados e na assistência financeira aos países vizinhos da Ucrânia.
A UNICEF tem focado a sua ação nas necessidades de saúde, educação e proteção das crianças e de mães. Tem entregado fraldas para bebés, kits de saúde materna, desinfetantes e água engarrafada.
Existem kits de desenvolvimento infantil e com material escolar, especialmente em áreas com grande concentração de famílias deslocadas, para permitir que as crianças continuem, na medida do possível, a aprender e a estudar.
A agência também assegura serviços de proteção, de apoio à saúde mental e de cuidados psicossociais.

Colmatar danos na saúde
A Organização Mundial de Saúde já entregou 218 toneladas métricas de material médico e de emergência à Ucrânia. Desse valor, 132 toneladas métricas já chegaram ao seu destino, nas zonas norte e leste do país. Os dados são adiantados pelo porta-voz da agência, Bhanu Bhatnagar.
Há geradores a diesel que vão ser enviados para hospitais ou unidades de saúde em Kharkiv, Luhansk, Donetsk, Mariupol ou Severodonetsk, onde os ataques estão a perturbar o fornecimento de energia.
A OMS entrega material médico especializado, coordena o destacamento de equipas médicas e trabalha com as autoridades sanitárias para minimizar as interrupções na prestação de serviços de saúde importantes na Ucrânia e em países que acolhem refugiados.
A organização tenta ainda assegurar que os trabalhadores e unidades de saúde sejam protegidos e permaneçam seguros, funcionais e acessíveis a todas as pessoas que necessitem de cuidados médicos.

Crise alimentar
O Programa Alimentar Mundial estima que vai conseguir prestar assistência a seis milhões de pessoas nos próximos três meses, seja com assistência financeira ou com assistência alimentar.
Até ao momento, 1,4 milhões de pessoas já foram ajudadas pelo fundo de emergência desta agência.
Este conflito está a provocar uma crise tridimensional – de alimentação, de energia e nos mercados financeiros – no mundo inteiro, provocando uma subida dos preços e uma escassez de abastecimento, com grande impacto sobre nos países em desenvolvimento. Esta situação poderá fazer com que 323 milhões de pessoas fiquem expostas a níveis elevados de insegurança alimentar. Neste contexto, o PAM, o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional pedem que se subsidie os países mais pobres, se facilite o comércio e se invista na alimentação saudável e na segurança nutricional.
Fórum de Povos Indígenas na ONU promove direitos humanos e autonomia
Evento, aberto na segunda-feira tem duração de duas semanas, e reúne indígenas de diversas partes do mundo; representantes afirmam que preservação da cultura é fundamental para proteção ambiental e legado.
Agências humanitárias da ONU pedem financiamento urgente em prol dos ucranianos
Meta é angariar US$ 1,85 bilhão para apoiar 8,3 milhões de refugiados em países como Polônia, Hungria e Romênia; mulheres e crianças representam 90% das pessoas que fogem da guerra.
Unctad diz que comércio eletrônico segue em alta mesmo após pandemia
Agência da ONU diz que 60% dos usuários da internet fazem compras online; aumento foi puxado por países em desenvolvimento como Emirados Árabes Unidos e Bahrein.
Portugal reforça apelos da União Europeia para fim imediato do conflito na Ucrânia
Vice-chefe da diplomacia portuguesa disse à ONU News que governo ucraniano deve receber apoio, financiamento e armamento de Lisboa; mais de 30 mil ucranianos já estão abrigados no país desde o início do conflito.
Conselho de Segurança discute escalada da violência em Israel e Territórios Palestinos
Encontro, nesta segunda-feira, contou com enviado especial da ONU para o Oriente Médio; Tor Wennesland, que pediu ação imediata contra onda de ataques terroristas em Israel, bombardeios em Gaza e assassinatos na Cisjordânia.
Guterres diz na Turquia que fim da guerra na Ucrânia é objetivo comum
O fim da guerra na Ucrânia é um objetivo comum. Esta foi a mensagem do secretário-geral António Guterres ao presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan. Os dois líderes se reuniram nesta segunda-feira, em Ancara.
A visita é parte de uma viagem oficial de Guterres, que seguirá para Moscou, na Rússia, e depois Kyiv, capital da Ucrânia, a partir desta terça-feira.
Sofrimento dos civis
O chefe da ONU disse ao presidente Erdogan que apoia os esforços diplomáticos da Turquia. Ele também reafirmou o objetivo de acabar com a guerra o mais rapidamente possível criando as condições que terminem com o sofrimento dos civis.
O presidente turco e Guterres ressaltaram a urgência de um acesso efetivo para evacuar os civis e levar ajuda às comunidades impactadas, por meio de corredores humanitários. Ambos os líderes concordaram em manter o contato. Eles falaram ainda das consequências regionais e globais da guerra incluindo nas áreas de energia, alimentos e finanças.
Mariupol
Nesta terça-feira, Guterres terá um almoço de trabalho com o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, e depois será recebido pelo presidente do país, Vladimir Putin. O secretário-geral será recebido pelo presidente da Ucrânia Volodymyr Zelensky ainda esta semana.
No domingo, o coordenador de crise da ONU, Amin Awad, pediu o fim imediato dos combates na cidade portuária de Mariupol para permitir que os civis pudessem fugir da violência. Ele alertou que dezenas de milhares de pessoas incluindo crianças e idosos estão em risco no local. Na manhã desta segunda-feira, houve bombardeios que destruíram várias estações ferroviárias no oeste e centro-norte da Ucrânia.
Desde o início da guerra, em 24 de fevereiro, mais de 160 instalações de saúde foram atacadas. E pelo menos 2,4 mil pessoas morreram no país. Um apelo relâmpago da ONU indica que agora são precisos mais de US$ 2,25 bilhões para socorrer os ucranianos.
Acidentes de trabalho e mortes acidentais crescem no Brasil em 2021
Profissionais no setor hospitalar são os mais afetados, com aumento impulsionado pela pandemia de Covid-19; ocorrências de trabalho causam perda de cerca de 4% do PIB global; no Brasil, o prejuízo é estimado em R$ 350 bilhões anuais.
Peritos internacionais pedem a EUA que desbloqueie fundos afegãos
Valor do Banco do Afeganistão no exterior ultrapassa US$ 7 bilhões; especialistas chamam a atenção para crise crescente enfrentada por metade da população afegã; grupo revela que ainda não teve resposta das autoridades de Washington sobre a questão.
OMS continua investigando causas de hepatite aguda em crianças na Europa
Agência da ONU confirmou a morte de um menor de idade e 17 pacientes precisaram receber transplante de fígado; origem ainda é desconhecida e existe hipótese da hepatite ser causada por adenovírus; casos foram confirmados em cerca de 170 crianças de 11 países europeus.
Moçambique deve investir na criação de mais empregos, alerta Banco Mundial
Cerca de 70% dos empregos em Moçambique estão ligados à agricultura; apesar da expectativa de criação de novos postos de trabalho no setor de petróleo, o órgão acredita que estas vagas serão limitadas e não atenderão a crescente demanda.
Impulso à inovação é foco do Dia Mundial de Combate à Malária
OMS quer ação urgente e concertada dos países para o retorno global à trajetória marcada por progressos na estratégia global; agência da ONU ressalta vacinação de mais de 1 milhão de crianças em países africanos.
Ucrânia: ONU pede pausa nos combates em Mariupol para evacuar civis
Coordenador da ONU para crise na Ucrânia reiterou que suspensão nas hostilidades em Mariupol é fundamental para permitir acesso à ajuda humanitária e passagem segura para evacuação de civis; Amin Awad afirma que ataques devem parar imediatamente.