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Europa: ONU estima crescimento de 4,7% em 2021

UN Photo/Rick Bajornas

Segundo o Relatório sobre a Situação Económica Mundial e Previsões de 2022 das Nações Unidas, o PIB agregado das economias dos Estados-membros da União Europeia cresceu 4,7% no ano passado, prevendo-se que em 2022 o número diminua para 3,9%.

A recuperação económica mundial está dependente de um equilíbrio delicado entre potenciais novas vagas da pandemia da covid-19, desafios persistentes dentro do mercado de trabalho, problemas e quebras das cadeias de abastecimento e pressões inflacionistas que continuam a aumentar. Após uma contração global de 3,4% em 2020 e uma expansão de 5,5% em 2021, a taxa de crescimento mais alta das últimas quatro décadas, a economia mundial deverá crescer 4% em 2022 e 3,5% em 2023.

No entanto, o Relatório sobre a Situação Económica Mundial e Previsões das Nações Unidas destaca o crescimento das desigualdades dentro e entre países, tal como da pobreza, o que que inviabilizará a concretização do primeiro Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (Erradicação da Pobreza) até 2030.

Relativamente ao continente europeu, as economias dos países desta região cresceram durante 2021, devido à introdução gradual de medidas de contenção da propagação da covid-19, à continuação de políticas macroeconómicas com o objetivo de estimular a economia e à forte recuperação nos principais destinos para a exportação dos produtos produzidos na UE (tais como a China e os Estados Unidos).

UN Photo/Rick Bajornas

Durante a primeira metade de 2021, o desempenho económico da região europeia excedeu as expetativas dos analistas, sendo que o consumo aumentou à medida que as famílias começaram a gastar as poupanças acumuladas durante o ano anterior. Também a reabertura do setor dos serviços e o levantamento das restrições à mobilidade intracomunitária foram estímulos essenciais para a recuperação, especialmente da Grécia, da Itália, e de Espanha cujos setores turísticos representam um peso significativo das suas contas internas.

Não obstante, na segunda metade do ano passado, a região enfrentou contratempos significativos. O setor manufatureiro foi severamente afetado por rupturas nas cadeias de abastecimento, em parte causadas pela escassez de contentores de transporte marítimo e pela limitação das capacidades nos portos asiáticos. A indústria automóvel (de importância crucial para a Alemanha, a maior economia a nível europeu) foi forçada a reduzir a produção de veículos, devido à escassez mundial de semicondutores. Adicionalmente, muitas indústrias e o setor dos serviços confrontaram-se com a escassez de trabalhadores em grande escala.

Mais recentemente, a reintrodução de medidas de contenção à pandemia, devido ao aumento significativo dos números de infetados, está a prejudicar as economias e, em particular, o setor turístico e do lazer. Já a inflação dos preços para os consumidores acelerou acentuadamente na segunda metade de 2021, ultrapassando largamente o objectivo do Banco Central Europeu de a limitar aos 2%. Este aumento é em grande parte explicado pelo aumento dos custos das matérias-primas e da energia e pelas perturbações persistentes dentro das várias cadeias de abastecimento.

A despesa aumentou acentuadamente a dívida pública em vários países europeus, muito além dos limites estabelecidos pelo Pacto de Estabilidade e Crescimento (PEC) para os membros da UE, mas é esperado que a consolidação fiscal tenha início em 2022. Relativamente à política monetária, na sequência da promulgação de esquemas maciços de apoio à liquidez, espera-se que os bancos centrais na Europa comecem a normalizar gradualmente a economia e que a compra de activos comece a diminuir já no início de 2022.

O Relatório sobre a Situação Económica Mundial e Previsões de 2022 é o estudo macroeconómico mais importante das Nações Unidas, sendo produzido pelo Departamento de Assuntos Económicos e Sociais da ONU, em parceria com a Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento e as cinco comissões regionais das Nações Unidas (Comissão Económica para África, Comissão Económica para a Europa, Comissão Económica para a América Latina e Caraíbas, Comissão Económica e Social para a Ásia e o Pacífico e Comissão Económica e Social para a Ásia Ocidental). A Organização Mundial do Turismo das Nações Unidas também contribuiu para o relatório.

Para consultar o relatório clique aqui.

Casos de Covid-19 causados pela Ômicron começam a estabilizar na África

Depois de seis semanas seguidas de alta dos novos casos de Covid-19 na África, a quarta onda da pandemia no continente, impulsionada pela variante Ômicron, está estável. A confirmação foi feita nesta quinta-feira pela Organização Mundial da Saúde, OMS.  

O sul da África, onde houve um grande aumento de novas infecções, já registrou um declínio de 14% na última semana. A África do Sul, onde a Ômicron foi reportada pela primeira vez, observou uma queda de 9% dos novos casos. 

Mortes sobem  

OMS cacula que mais de 1 bilhão de pessoas na África não estejam vacinadas

OMS

OMS cacula que mais de 1 bilhão de pessoas na África não estejam vacinadas

Mas a OMS explica que no norte e no oeste do continente, continua havendo aumento das infecções pelo coronavírus. No norte da África, a alta foi de 121% na comparação com a semana anterior.  

Por todo o continente, o total de mortes subiu 64% entre 3 e 9 de janeiro, devido a infecções em pacientes de alto risco. Ainda assim, a OMS destaca que o índice de mortes na quarta onda da pandemia ainda é menor do que ondas anteriores.  

As internações continuam em baixa. Na África do Sul, por exemplo, de 9% dos 5,6 mil leitos estão ocupados por pacientes com Covid-19. A variante Ômicron tornou-se dominante apenas duas semanas depois de ser descoberta, enquanto a Delta demorou quatro semanas para ultrapassar a Beta na África.  

Cabo Verde  

Enfermeira em hospital que trata pacientes com Covid-19 na África do Sul

Foto: IMF Photo/James Oatway

Enfermeira em hospital que trata pacientes com Covid-19 na África do Sul

A Ômicron já é dominante em Cabo Verde e na Nigéria e em relação à vacinação, apenas 10% da população africana já recebeu doses completas. Desde o início da pandemia, 10,2 milhões de pessoas tiveram casos confirmados de Covid-19 no continente africano.  

A diretora da OMS na África declarou que as medidas cruciais de combate à pandemia continuam sendo muito necessárias no continente. Matshidiso Moeti lembrou que é preciso ampliar, com rapidez, o acesso às vacinas no continente em meio a receios que a “próxima onda não seja tão indulgente”.  

Ex-oficial de Inteligência da Síria é condenado à prisão perpétua por crimes contra a humanidade

Integrantes da Comissão de Inquérito da ONU apoiam o veredito anunciado por tribunal da Alemanha; Anwar R. foi considerado culpado de “matar, torturar e abusar sexualmente” de dezenas de pessoas entre 2011 e 2012. 

Artigo de Opinião: Salvar o Afeganistão

UN Photo/Eskinder Debebe

O seguinte artigo de opinião foi escrito pelo subsecretário geral para os Assuntos Humanitários e Coordenador da Ajuda de Emergência, Martin Griffiths, e pelo antigo primeiro-ministro e chanceler do Tesouro do Reino Unido, Gordon Brown, que é atualmente o enviado especial da ONU para a Educação Global e Presidente da Comissão Internacional sobre o Financiamento da Oportunidade de Educação Global.

Já passaram mais de quatro meses desde a saída dramática dos EUA e de outras forças ocidentais do Afeganistão. Ao operacionalizar voos especiais, facilitar as regras de asilo e libertar fundos, os países ocidentais transportaram milhares de afegãos afortunados para a segurança que os seus países lhes ofereceram, enquanto os Talibãs retomavam o controlo do país. Os que ficaram para trás foram afastados do resto do mundo: quer fossem ou não apoiantes dos Talibãs.

Os governos estrangeiros congelaram transações bancárias internacionais e o comércio com o Afeganistão, principalmente a pedido dos Estados Unidos, impondo uma vasta gama de regras anti-terrorismo estabelecidas ao longo dos últimos 20 anos. Como resultado, os salários no setor público afegão deixaram de poder ser pagos e a economia afundou-se. Muitos dos projetos de ajuda ao desenvolvimento, por mais essenciais que fossem, acabaram por ser paralisados ou cancelados.

Por isso, o início do inverno rigoroso afegão trouxe um aumento dos preços e a alimentação tornou-se cada vez mais escassa. Escolas, clínicas e hospitais em todo o país deixaram de funcionar. Assim, precisamente quando o povo afegão precisa de mais ajuda, está a ser-lhe negado até mesmo o básico, o que constitui um preço elevado a pagar apenas por se ser governado pelos Talibãs.

Os trabalhadores da ajuda humanitária internacional e as próprias comunidades afegãs estão a fazer o seu melhor para manter a assistência alimentar em operação, as clínicas a funcionar e as escolas abertas para rapazes e raparigas, mas os desafios são enormes. Os afegãos enfrentam agora a miséria e a fome a uma escala dramática.

Se o status quo se mantiver, quase todo o país estará numa situação de pobreza aguda no próximo ano. No final deste Inverno, cerca de 97% da população poderá ser demasiado pobre para sobreviver sem qualquer ajuda externa.

O resto do mundo e os países desenvolvidos, em particular, não devem simplesmente fechar os olhos e esquecer esta tragédia, porque para além de ser moralmente incorreto, a instabilidade resultante do colapso do Afeganistão será sentida muito para além das fronteiras do país. Muitos afegãos poderão decidir procurar um futuro melhor no estrangeiro, enquanto o desespero dos agricultores por rendimentos será um trunfo para a economia doméstica da droga.

Por conseguinte, as Nações Unidas e as agências internacionais de ajuda humanitária estão a lutar para angariar os fundos necessários para tirar o Afeganistão da beira do abismo, lidando com o facto de as sanções destinadas à liderança dos Talibãs terem tido um efeito contraproducente não intencional de dificultar a capacidade destas agências para angariar e gastar fundos (embora existam agora sinais positivos no sentido de remover estas restrições ineficientes).

É certo que é correcto defender a educação das raparigas afegãs. No entanto, como a analista afegã, Orzala Nemat, do Departamento de Estudos Orientais e Africanos da Universidade de Londres recentemente afirmou, não é correto reter a ajuda para os serviços básicos, tais como o acesso à alimentação, o fornecimento de água e a prestação de cuidados de saúde, que mantêm essas raparigas vivas.

© OCHA/Sayed Habib Bidell

Quer seja visto através dos olhos do povo afegão, que está em sofrimento, ou da perspectiva do interesse próprio dos políticos ocidentais, o colapso do Afeganistão é um pesadelo. A comunidade internacional tem de agir e há três coisas em particular que pode fazer sem recompensar os Talibãs.

Primeiro, o dinheiro deve ser disponibilizado. A ONU procurará angariar 4,5 mil milhões de dólares em 2022 para ajudar os mais vulneráveis no Afeganistão. Este plano é uma medida provisória para chegar a mais de 21 milhões de pessoas que necessitam de comida, abrigo, medicamentos e proteção. A comunidade internacional é capaz de em conjunto contribuir para se chegar a esse objetivo e uma conferência de doadores no início deste ano ajudará a focar as atenções nesta questão.

Além disso, o Conselho de Segurança da ONU adoptou recentemente uma resolução que isenta as actividades humanitárias do regime de sanções impostas a alguns membros talibãs. A medida fornece às instituições financeiras e aos agentes comerciais garantias legais de que não violarão as sanções existentes quando estabelecerem parcerias ou trabalharem com organizações humanitárias. Os governos e as instituições financeiras devem aproveitar ao máximo esta nova oportunidade: não pode haver mais desculpas.

Em segundo lugar, tem de haver mais flexibilidade na forma como o financiamento dos doadores pode ser utilizado. Por exemplo, o Banco Mundial detém um fundo fiduciário de 1,5 mil milhões de dólares para o Afeganistão e anunciou recentemente um acordo para transferir 280 milhões de dólares (alguns dos quais para o Fundo das Nações Unidas para a Infância, ou seja, a UNICEF) para fornecer cuidados de saúde e outros serviços dentro do Programa Alimentar Mundial. Todo este fundo deverá ser reprogramado para ajudar o povo afegão neste Inverno.

Também deveria ser possível utilizar o financiamento dos doadores para pagar os salários dos trabalhadores do setor público e para ajudar as instituições afegãs a prestar serviços básicos, tais como cuidados de saúde e educação, sem que isto seja encarado como uma recompensa para os Talibãs. Esse apoio a funções essenciais do Estado dará aos afegãos esperança no futuro e razão para permanecerem no seu país, enquanto que o atual esvaziamento do Estado, por outro lado, é uma receita para o sofrimento e a instabilidade.

Em terceiro lugar, a comunidade internacional precisa de melhorar a forma como se relaciona com o Afeganistão e o seu governo atual. Neste momento, o mundo está à espera que os Talibãs façam progressos relativamente a várias normas internacionais sem definirem claramente o que esperam do regime. No entanto, os Talibãs ou não estão inclinados a satisfazer estas expetativas ou simplesmente não compreendem quais são as intenções por detrás destes desejos de atores internacionais.

A abordagem atual é uma receita para o fracasso. É essencial que a comunidade internacional seja muito mais decisiva e específica nas suas exigências, bem como muito mais empenhada. Isto poderia traduzir-se no relaxamento ou levantamento de algumas sanções económicas, ou na reintrodução gradual da assistência ao desenvolvimento a longo prazo, em resposta ao progresso em questões de interesse internacional (incluindo os direitos das mulheres e das raparigas).

Estas medidas não devem ser consideradas meramente como atos de generosidade em resposta a um sofrimento horrendo. O mundo precisa de fornecer ao povo do Afeganistão o apoio de que necessita, porque as consequências catastróficas do fracasso da comunidade internacional sentir-se-ão por todo o lado.

Casos de Covid-19 no mundo sobem 55%; OMS recomenda adaptação das vacinas

Entre os dias 3 e 9 de janeiro foram reportados 15 milhões de novos casos de Covid-19 no mundo, uma alta de 55% em relação à semana anterior. Segundo a Organização Mundial da Saúde, OMS, o total de mortes continuou similar, com 43 mil pacientes que perderam a vida.  

Todas as regiões do mundo tiveram aumento da incidência na última semana, menos a África, onde o total de novos casos caiu 11%. O sudeste da Ásia foi a região com o maior aumento de casos positivos de Covid-19, com uma alta de 418%. 

Vacinas evitam mortes  

ONU afirma que esforços para acesso igualitário às vacinas são insuficientes

OMS/Blink Media/Hannah Reyes

ONU afirma que esforços para acesso igualitário às vacinas são insuficientes

Na sequência estão Pacífico Ocidental, com aumento de 122% dos novos casos. O Leste do Mediterrâneo teve uma alta de 86%, as Américas com aumento de 78% e a Europa com 31% a mais de novas infecções.  

Desde que a pandemia começou, em dezembro de 2019, já foram registradas 5,4 milhões de mortes entre mais de 304 milhões de casos de Covid-19. Nesta semana, a ONU News entrevistou a diretora-geral-adjunta de Medicamentos e Vacinação da OMS. 

Mariângela Simão está em Genebra e explicou que a vacinação continua sendo a melhor arma para uma pessoa proteger a si mesma de sintomas graves da doença.  

Adaptação contra a Ômicron 

“As vacinas que a gente tem disponível no mercado não são boas para evitar a transmissão, tanto que a gente está vendo um aumento no número de casos. A vacina, o objetivo principal dela, é evitar doença grave e morte. Este sempre foi o objetivo principal das vacinas e continua sendo, enquanto se trabalha com o desenvolvimento de outras vacinas que possam ter um perfil melhor em relação à transmissão da doença.” 

Neste sentido, um grupo de especialistas da OMS alertou, na terça-feira, que as atuais vacinas precisam ser adaptadas para continuarem eficientes contra a Ômicron e variantes futuras.  

A equipe de 18 profissionais está analisando evidências para decidir se recomendará uma mudança na composição das vacinas contra a Covid-19.  

Os especialistas afirmam que é preciso desenvolver imunizantes que tenham um “alto impacto na prevenção da infecção e na transmissão, além de continuar evitando casos graves da doença e morte.” 

Quer trabalhar nas Nações Unidas?

UN Photo/Evan Schneider

As Nações Unidas procuram pessoas motivadas e que partilhem os mesmos valores da Organização para se juntarem às suas fileiras e trabalharem para um futuro mais próspero para a humanidade e para o planeta.

Existem várias oportunidades dentro da ONU, em diferentes áreas de trabalho e também em diferentes lugares do mundo, devido à dimensão da Organização. Navegar por entre o complexo sistema das Nações Unidas pode parecer intimidante, mas é possível.

Vamos começar com os pontos básico:

  1. Normalmente, é exigido que o candidato tenha um diploma universitário;
  2. Que tenha um excelente domínio do inglês (ou do francês);
  3. É vantajoso que tenha conhecimento de mais alguma língua, mas não é exigido para a maioria das vagas;
  4. A componente mais importante é, sem dúvida, a experiência de trabalho anterior, que deverá ser relevante para a vaga a que se pretende candidatar.

Índice:
Áreas de Trabalho
Categorias de Emprego
Processo de Candidatura
Estágios & Voluntariado
Escritórios da ONU em Portugal

Áreas de Trabalho

Existem nove principais áreas de trabalho dentro das Nações Unidas. É importante familiarizar-se com cada uma, para escolher a(s) que faz mais sentido para si, profissionalmente.

UN Photo/Loey Felipe

1. Rede de Gestão e Administração

Tipo de funções: Administração, Auditoria, Ética, Inspeção e Avaliação, Investigação, Finanças, Recursos Humanos, Gestão de Investimentos, Gestão e Análise, Mediação.

Natureza do trabalho

Os empregos na Rede de Gestão e Administração (MAGNET, na sigla em inglês) centram-se na gestão de recursos humanos e financeiros, ética, investigação e auditoria, gestão e análise, e apoio administrativo.

A um nível superior, o trabalho do pessoal envolvido nesta Rede tem um impacto na direção estratégica das práticas de gestão das Nações Unidas, políticas, responsabilização e questões relacionadas, incluindo decisões-chave relativas a aquisições e orçamentos.

Educação necessária

Negócios ou Administração Pública, Finanças, Contabilidade, Gestão, Economia, Sociologia, Serviço Social, Psicologia, Comércio, Direito, ou áreas relacionadas.

2. Rede Económica, Social e de Desenvolvimento

Tipo de funções: Controlo dos Fluxos de Droga e Prevenção da Criminalidade, Assuntos Económicos, Assuntos Ambientais, Assuntos Populacionais, Gestão de Programas, Administração Pública, Assuntos Sociais, Estatística, Desenvolvimento Sustentável.

Natureza do trabalho

As oportunidades de emprego na Rede Económica, Social e de Desenvolvimento (DEVNET, na sigla em inglês) localizam-se principalmente no Departamento de Assuntos Económicos e Sociais em Nova Iorque, bem como nas cinco comissões económicas regionais das Nações Unidas com sede em Adis Abeba, Banguecoque, Beirute, Genebra e Santiago. Os membros do pessoal desta rede contribuem para a promoção do desenvolvimento socioeconómico da população mundial.

A maioria dos postos de trabalho em assuntos económicos implicam a análise do desenvolvimento económico setorial a nível global, regional e nacional. Os membros do pessoal que trabalham nesta área realizam investigação empírica e substantiva, juntamente com análises de tendências, desenvolvimentos e questões políticas, redigem contributos para estudos das Nações Unidas e preparam relatórios e outras publicações para apoiar o trabalho do Conselho Económico e Social da Organização.

Muitos dos empregos nesta rede são especializados em apoio intergovernamental, na organização de conferências e fóruns internacionais e na preparação de relatórios. Além disso, os trabalhos na área da cooperação técnica incluem o controlo dos fluxos da droga e prevenção da criminalidade, a organização de seminários de formação para peritos nacionais e a coordenação de projetos de desenvolvimento de capacidades. A rede também inclui trabalhos em estatística, demografia e assuntos populacionais com ênfase na investigação, análise e elaboração de relatórios sobre indicadores socioeconómicos.

Educação necessária

Sociologia, Economia, Estatística, Matemática, Demografia, Administração Pública, Governação, Ciência Política, Administração de Empresas, Direito, Finanças Públicas, e outras ciências sociais ou áreas afins.

3. Rede Política, de Paz e Humanitária

Tipo de funções: Assuntos Civis, Assuntos Eleitorais, Assuntos de Direitos Humanos, Assuntos Humanitários, Assuntos Políticos, Estado de Direito, Instituições de Segurança.

Natureza do trabalho

Os empregos na Rede Política, de Paz e Humanitária (POLNET, na sigla em inglês) abrangem a análise política e a preparação de relatórios para a Assembleia Geral, o Conselho de Segurança e os seus órgãos e comités subsidiários.

Além disso, os trabalhos podem envolver a participação na organização e na preparação de estudos sobre questões políticas, humanitárias e de ajuda de emergência. Os trabalhadores participam e organizam atividades no âmbito de vários programas interagências que apoiam o desenvolvimento de políticas de desenvolvimento, de apoio eleitoral e de Estado de Direito.

Os membros da rede podem participar em convenções e comités internacionais onde as Nações Unidas são um ator chave. Na sede da Organização em Nova Iorque, trabalham em estreita colaboração com as missões permanentes dos Estados-membros na coordenação do trabalho político.

Esta rede abrange também trabalhos nas áreas da manutenção da paz, da construção da paz, da resolução de conflitos, de direitos humanos, de assuntos humanitários, de processos eleitorais, de desarmamento, de contraterrorismo e de outras áreas relacionadas. Os postos de trabalho estão localizados nos escritórios do Secretariado, que estão espalhados por diversos países.

Educação necessária

Ciência Política, Direito, Relações Internacionais, Administração Pública, Administração de Empresas, Ciências Sociais, Economia ou áreas afins.

4. Rede de Informação e Tecnologias de Comunicação

Tipo de funções: Tecnologia dos Media, Tecnologias de Telecomunicações, Sistemas de Gestão de Informação e Tecnologia.

Natureza do trabalho

A Rede de Informação e Tecnologias de Comunicação (ITECNET, na sigla em inglês) desempenha um papel vital na implementação da tecnologia no seio das Nações Unidas. Estabelece estratégicas globais para a Organização, planeia e coordena uma vasta gama de atividades de Tecnologias de Informação e fornece sistemas e infraestruturas empresariais.

Especificamente, os trabalhos incluem a investigação de tecnologias de informação e comunicação, formulação e conformidade de políticas, desenvolvimento tecnológico e o estabelecimento de infraestruturas de apoio aos sistemas de tecnologias de informação e comunicação da Organização, que incluem computação, telecomunicações, suporte de software e hardware, operações na Internet e aplicações a nível empresarial.

Outras responsabilidades podem também incluir apoio técnico para a gestão dos fluxos de trabalho dos ativos de informação da Organização através da investigação e desenvolvimento de novas tecnologias, processamento informático e tecnologias de comunicação.

Educação necessária

Informática, Sistemas de Informação, Matemática, Estatística, Engenharia Eletrónica, Técnica ou de Comunicação, Ciência Técnica, Tecnologia de Informática, Ciência da Informação, Ciências Sociais ou áreas afins.

UN Photo/Ariana Lindquist

5. Rede Jurídica

Tipo de funções: Juristas, Assuntos Jurídicos.

Natureza do trabalho

A Rede Jurídica (LEGALNET, na sigla em inglês) procura fornecer um serviço jurídico unificado para o Secretariado e para outros órgãos das Nações Unidas. A rede presta serviços jurídicos sobre questões de direito internacional, nacional, público, privado, processual e administrativo. Também contribui para a compreensão, aceitação e aplicação coerente da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar de 1982 e acordos de implementação conexos, através do processamento e publicação expedita de ações relacionadas com este acordo e tratados registados e depositados relacionados, para além de prestar assistência aos Estados Membros em matérias relacionadas com o direito dos tratados.

Os trabalhos incluem a prestação de aconselhamento jurídico à Organização, aconselhamento sobre questões constitucionais e outras questões jurídicas, incluindo a admissão de Estados-membros; as credenciais dos representantes, as relações com o país anfitrião, os direitos, privilégios e imunidades dos funcionários, a prestação de interpretação e projectos de alterações ao regulamento interno da Organização para órgãos, conferências e outros organismos, bem como o regulamento e regras do pessoal.

A rede representa igualmente a Organização em processos judiciais, elaboração e interpretação de convenções internacionais, tratados e outros instrumentos, bem como resoluções, negociações ou outros procedimentos para a celebração de acordos ou a resolução de litígios; exame e elaboração de documentos jurídicos, incluindo contratos, escrituras, seguros e outros acordos; realização de investigações e elaboração de relatórios sobre problemas jurídicos especiais.

Educação necessária

Direito, Administração de Empresas, Relações Internacionais, Ciência Política, Administração Pública, ou áreas afins.

6. Rede de Informação Pública e Gestão de Conferências

Tipo de funções: Serviços de Conferência, Gestão de Documentação e Informação, Protocolo Linguístico, Informação Pública.

Natureza do trabalho

A Rede de Informação Pública e Gestão de Conferências (INFONET, na sigla em inglês) desempenha um papel central na promoção de uma maior compreensão do trabalho das Nações Unidas. Esta rede traz ao mundo as mensagens centrais das Nações Unidas utilizando várias ferramentas de comunicação, incluindo rádio, televisão, imprensa, Internet e outras tecnologias de informação, bem como através da sua rede global de Centros de Informação das Nações Unidas. Outro grupo significativo de funções nesta rede relaciona-se com a gestão das sessões anuais da Assembleia Geral e das sessões em curso dos seus vários órgãos e organismos na sede das Nações Unidas em Nova Iorque, o que inclui a prestação de interpretação simultânea, bem como a tradução e distribuição de documentos parlamentares nas seis línguas oficiais (árabe, chinês, inglês, francês, russo e espanhol).

Educação necessária

Administração de Empresas, Comunicação, Jornalismo, Relações Internacionais, Gestão, Ciência Política, Ciências Sociais, Administração Pública ou outros campos relacionados.

Os trabalhos relacionados com línguas exigem um domínio perfeito da língua principal exigida (normalmente uma língua materna) e um excelente conhecimento de duas outras línguas oficiais das Nações Unidas.

7. Rede de Segurança Interna e Proteção

Tipo de funções: Segurança.

Natureza do trabalho

A Rede Interna de Segurança e Proteção (SAFETYNET, na sigla em inglês) é responsável pela coordenação das políticas de segurança.

As responsabilidades típicas incluem o planeamento, desenvolvimento e administração de programas concebidos para garantir a segurança física e a segurança do pessoal e das instalações da Organização. O pessoal de segurança e proteção também contribui para o desenvolvimento de normas e procedimentos de segurança; a análise da informação de segurança com impacto na segurança do pessoal e das operações das Nações Unidas; a conclusão de avaliações de ameaças e riscos; e a implementação de medidas adequadas de mitigação de riscos. Os membros desta rede podem ser chamados para lidar com perturbações, responder a situações de emergência ou de crise ou gerir questões mais complexas relativas à segurança e proteção do pessoal e das instalações das Nações Unidas.

Educação necessária

A experiência do serviço militar ou da polícia nacional, ou de ambos, é um requisito para muitos cargos de segurança, tais como os de Oficiais de Segurança e Guardas de Segurança. Para cargos superiores, a experiência prévia em gestão de segurança e um diploma universitário em Ciências Políticas ou Sociais, Relações Internacionais, Aplicação da Lei, Administração de Empresas ou áreas afins são requisitos. Além disso, os cargos para Guardas de Segurança e Agentes de Segurança requerem um teste físico especial, bem como experiência prévia com armas defensivas.

8. Rede de Logística, Transporte e Cadeias de Abastecimento

Tipo de funções: Engenharia, Gestão de Instalações, Assentamentos Humanos, Logística e Cadeia de Abastecimento, Aquisições, Gestão de bens, Transportes.

Natureza do trabalho

Os trabalhos na Rede de Logística, Transporte e Cadeias de Abastecimento (LOGNET, na sigla em inglês) concentram-se na gestão de instalações, infra-estruturas, operações e apoio logístico.

Os empregos nesta rede abrangem diversos aspectos de gestão de instalações, engenharia e transporte. As Nações Unidas empregam um grande número de especialistas em logística, especialistas em operações aéreas, especialistas em controlo de movimentos e outros especialistas técnicos em missões de manutenção da paz que ajudam a organizar a entrega de fornecimentos e serviços a locais no terreno.

Educação necessária

Negócios ou Administração Pública, Arquitectura, Engenharia, Transportes, Aviação, Gestão de Segurança, Controlo de Tráfego Aéreo, Formação em Controlo de Tráfego Militar/Aéreo, ou campos relacionados.

9. Rede Científica

Tipo de funções: Medicina Natural, Ciências Naturais.

Natureza do trabalho

Os empregos na Rede Científica (SCINET, na sigla em inglês) centram-se nos serviços relacionados com a medicina, antropologia e ciências naturais.

Os empregos nesta rede incluem: enfermeiros, farmacêuticos, paramédicos, veterinários e dentistas. Outro grupo de funções nesta rede relaciona-se com meteorologia, ciências do espaço cósmico, bem como antropologia forense e patologia.

Educação necessária

Enfermagem, Medicina, Sociologia, Serviço Social, Psicologia, Física, Engenharia, ou áreas afins.

UN Photo/Manuel Elías

Categorias de Emprego

1. Profissional e Superior (P e D)

Educação

Normalmente, é exigido que tenha um curso universitário avançado para os postos de nível profissional e diretor. No entanto, é frequentemente aceite que se tiver um grau universitário de primeiro nível, combinado com experiência profissional qualificada, cumpre os requisitos educacionais.

Experiência Profissional

A sua experiência profissional deve ser relevante para o emprego para o qual se candidata; cada emprego pode também ter requisitos específicos, que são detalhados na vaga.

Nível de Entrada Nível Médio Nível Sénior
P-2: mínimo de 2 anos de experiência P-4: mínimo de 7 anos de experiência P-6/D-1: mínimo de 15 anos de experiência
P-3: mínimo de 5 anos de experiência P-5: mínimo de 10 anos de experiência P-7/D-2: mais de 15 anos de experiência

 

2. Serviço Geral e Categorias Relacionadas (G, TC, S, PIA, LT)

As funções no Serviço Geral e Categorias Relacionadas incluem: apoio administrativo, serviços de secretariado e de escritório, bem como funções técnicas especializadas, tais como impressão, segurança e manutenção de edifícios. Existem posições em todas as oito redes de trabalho mencionadas acima.

Educação & Experiência Profissional

Os seguintes requisitos têm de ser cumpridos para serem considerados para trabalhos no Serviço Geral:

  • Diploma do Ensino Secundário ou equivalente.
  • Idade mínima de 18 anos.
  • Número necessário de anos de experiência profissional relevante para a vaga em questão.
  • Cumprimento dos requisitos linguísticos, que dependem do posto e da localização do gabinete. A maioria dos empregos exige fluência numa das duas línguas de trabalho da ONU, ou seja, em inglês ou francês.
  • Passar no Teste Global de Serviços Gerais (GGST) e em qualquer teste especializado exigido para funções específicas. O teste é realizado no posto de serviço da localidade onde pretende candidatar-se.

3. Profissionais Nacionais (NO)

Os Profissionais Nacionais (National Professional Officers) são normalmente recrutados localmente e as qualificações são as mesmas que para a categoria Profissional. Requerem, no mínimo, um diploma universitário de primeiro nível e a nacionalidade do país onde exercem as suas funções. Exemplos incluem oficiais de direitos humanos, oficiais de assuntos políticos, oficiais jurídicos, oficiais médicos, oficiais de protecção infantil, oficiais de assuntos humanitários, intérpretes e engenheiros civis.

Existem cinco níveis de Profissionais Nacionais:

  • A: mínimo de 1 a 2 anos de experiência
  • B: mínimo de 2 a 3 anos de experiência
  • C: mínimo de 5 anos de experiência
  • D: mínimo de 7 anos de experiência
  • E: mais de 7 anos de experiência

4. Serviço de Campo (FS)

O pessoal da categoria de Serviço de Campo é normalmente recrutado internacionalmente para servir em missões da ONU. Espera-se que seja altamente móvel e que sirva em diferentes locais durante a sua carreira.

UN Photo/Evan Schneider

O pessoal dos Serviços de Campo fornece serviços administrativos, técnicos, logísticos e outros serviços de apoio às missões de campo das Nações Unidas. É-lhe exigido um diploma do ensino secundário ou equivalente e alguns cargos podem exigir um certificado técnico ou profissional.

Serviço de campo de nível médio

  • FS-4: mínimo 6 anos de experiência de trabalho
  • FS-5: mínimo 8 anos de experiência de trabalho

Serviço de campo de nível sénior

  • FS-6*: mínimo 10 anos de experiência de trabalho
  • FS-7*: mínimo 12 anos de experiência de trabalho

*O número mínimo de anos de experiência relevante é reduzido para os candidatos que possuem uma licenciatura; para FS-6 é necessário um mínimo de 5 anos de experiência e para FS-7 é necessário um mínimo de 7 anos de experiência.

5. Nomeações Sénior (SG, DSG, USG, ASG)

Como é prática em muitas outras instituições internacionais, chega-se aos lugares mais altos do Secretariado quer por nomeação dos órgãos legislativos da Organização, quer por nomeação do Director Administrativo.

Estes cargos incluem:

Secretário-geral: Nomeado pela Assembleia Geral, por recomendação do Conselho de Segurança.

Secretário-geral-adjunto: Nomeado pelo secretário-geral na sequência de consultas com os Estados-Membros.

Subsecretário-geral (USG): Um chefe de Departamento, nomeado pelo secretário-geral.

UN Photo/Mark Garten

Processo de Candidatura

Passo 1: procura de vagas de emprego

Pode procurar vagas de emprego nas Nações Unidas aqui.

A maioria das vagas de emprego são concebidas para uma posição específica num determinado escritório e posto de trabalho. Existem também vagas de emprego genéricas, que são utilizadas para criar listas, ou seja, conjuntos de candidatos disponíveis para selecção imediata em toda a Organização.

Se desejar receber e-mails que o informem sobre novos postos de trabalho publicados, deve primeiro entrar criar uma conta no site de carreiras da ONU. A partir daí, poderá efetuar uma “Pesquisa de Emprego” que pode ser guardada para criar um Alerta de Emprego que corresponda aos seus critérios.

Dica: Pode colocar nos filtros a área de trabalho e a categoria de emprego que combina o que está à procura e com a sua experiência profissional e académica.

Passo 2: criação de um perfil e preparação de uma candidatura

A fim de preparar uma candidatura, deve primeiro registar-se neste website.

Depois de se ter registado, terá acesso à sua Página inicial de candidaturas, que é onde irá preencher e gerir o seu perfil, formulário de candidatura e toda a informação relacionada com a(s) sua(s) candidatura(s).

Primeiro deverá criar um perfil de utilizador (Meu Perfil). A informação no Meu Perfil inclui o seu nome, nacionalidade, informações de contacto e estado civil. Pode fazer alterações, tais como actualizar o seu número de telefone ou estado civil, em qualquer altura e a informação é automaticamente atualizada em todas as candidaturas de emprego que já tenha apresentado.

Depois de ter registado e completado o Meu Perfil, pode criar uma ou várias candidaturas de emprego. O formulário de candidatura é a parte em que deverá fornecer informação sobre a sua educação, competências linguísticas, empregos atuais e passados, etc. Os currículos em anexo não são aceites.

Pode começar a preparar um formulário de candidatura sem se candidatar imediatamente a um emprego, clicando em Criar Rascunho de Candidatura. Depois de introduzir os dados, clique em Guardar para guardar os dados sem os submeter. Pode preparar, aceder, editar e guardar um ou mais formulários de candidatura completa ou parcialmente preenchidos sempre que quiser.

Ao considerar uma oportunidade de emprego é importante colocar-se objectivamente as seguintes questões:

  • Tenho os anos necessários de experiência, línguas, aptidões e competências técnicas
  • Este é o momento ideal para me candidatar tendo em conta a minha situação profissional e pessoal?
  • O que é que me interessa concretamente neste trabalho?
  • Tenho um conhecimento profundo do que o trabalho implica?

Uma vez identificada uma vaga de emprego de interesse, deve destacar fatos importantes relevantes para o emprego a que se candidata, bem como fornecer respostas às perguntas dos Requisitos do Emprego e completar a sua Declaração de Motivação.

Dicas:

  1. Explique concisamente os deveres dos empregos actuais e passados por ordem de relevância. Forneça exemplos concretos de realizações, e como teve impacto individualmente ou como membro de uma equipa, como por exemplo:Dever: “Desenvolver e procurar financiamento para projectos de cooperação técnica na região”Ação: “Adquiriu 400.000 dólares em financiamento de dois novos doadores para realizar 3 projectos (…)”
  2. Não sobrevalorize nem subestime os seus conhecimentos linguísticos.
  3. A razão mais comum para os candidatos não serem selecionados é por não cumprirem os requisitos mínimos. Certifique-se de que preenche os requisitos antes de se candidatar e forneça provas claras.
  4. Existem candidaturas que poderão demorar mais de 2 horas para serem preenchidas, por isso planeie com antecedência e evite candidatar-se à última hora.
  5. Pense em qualidade e não quantidade: candidate-se apenas às vagas que combinem bem com a sua experiência profissional académica, bem como com os seus interesses.

Passo 3: apresentação da candidatura a um emprego

Após a candidatura ao emprego estar completa, pode submeter a sua candidatura clicando em Submeter.

As Nações Unidas não aceitam um currículo como documento anexo e este não é considerado um substituto nem um documento complementar de uma candidatura preenchida on-line. Se for necessária qualquer informação ou documentação adicional, ser-lhe-á solicitado que a submeta durante o processo de candidatura.

Se tiver submetido a sua candidatura com sucesso, receberá imediatamente um aviso de recepção automatizado por correio electrónico. Note também que uma vez apresentada a candidatura não pode ser alterada para aquela vaga de emprego específica.

Cada candidatura que preparou e submeteu, tal como a lista de vagas de emprego a que se candidatou são exibidos na página As Minhas Candidaturas, juntamente com o estado da candidatura (ou seja, “Candidatou-se“, “Em consideração“, etc.).

Passo 4: avaliação da candidatura

A sua candidatura é avaliada em termos de critérios de avaliação necessários e desejáveis, por exemplo, experiência, educação, e línguas.

Será convidado a participar em exercícios de avaliação e/ou numa entrevista baseada na competência apenas se for determinado que cumpre todos os critérios de avaliação exigidos, e quaisquer critérios adicionais desejáveis.

Se for determinado que não é elegível para a vaga em questão ou que apenas cumpre alguns ou nenhum dos critérios de avaliação exigidos para uma determinada oportunidade, será informado, no momento apropriado, de que a sua candidatura não foi bem sucedida. Neste caso, não deve ser desencorajado, mas sim candidatar-se a outros empregos para os quais se sinta qualificado.

Passo 5: exercícios de avaliação

Os exercícios de avaliação podem incluir:

  • um exame escrito,
  • exercício de simulação,
  • estudo de caso,
  • ou outro mecanismo de avaliação apropriado.

Será informado com antecedência sobre o tempo, tipo e duração da avaliação. Se, com base no resultado da avaliação, for selecionado para uma entrevista, será informado em conformidade.

Passo 6: entrevista

A entrevista pode ter lugar por telefone, videoconferência ou pessoalmente. Será previamente notificado da hora, duração e meios e/ou local da entrevista.

Durante a entrevista, saberemos mais sobre a sua combinação de competências, atributos e comportamentos que estão diretamente relacionados com a vaga em questão.

Passo 7: notificação de seleção

Recomenda-se um conjunto de candidatos qualificados para seleção após o resultado das várias fases de avaliação. Quaisquer recomendações são então avaliadas por um organismo de avaliação independente, composto por representantes do pessoal e da direção, para garantir que os procedimentos aplicáveis foram seguidos corretamente.

Depois de o organismo de avaliação ter aprovado os candidatos recomendados, é tomada uma decisão de seleção pelo chefe do departamento.

Será notificado se for o candidato selecionado para o cargo.

Se estava no grupo de candidatos recomendados para a vaga que não foram selecionados, será colocado na lista para funções semelhantes ao nível e categoria da vaga para uma possível seleção futura. Como membro da lista, será notificado quando forem anunciadas novas vagas com o mesmo título de emprego, nível, categoria e área para os quais foi recrutado.

Se não for incluído na lista de candidatos recomendados para seleção, será notificado em conformidade.

UN Photo/Eskinder Debebe

Estágios & Voluntariado

Caso esteja à procura de uma oportunidade nas Nações Unidas em que não é requisitada experiência profissional, a Organização oferece programas de estágio em variados locais e oportunidades de voluntariado.

Estas posições são de carácter temporário e oferecer-lhe-ão a oportunidade de conhecer o trabalho da ONU mais profundamente, tal como as diferentes áreas e responsabilidades dos departamentos em que estiverem inseridos.

Para saber mais sobre o programa de estágios da ONU, clique aqui.

Para saber mais sobre as oportunidades de voluntariado da ONU, clique aqui.

UN Photo/Eskinder Debebe

Escritórios da ONU em Portugal

Rua Américo Durão, 12A,1900-064 Lisboa

Tel.: +351 21 317 34 40/9

E-mail: lisbon@ilo.org

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Av. João Crisóstomo 62, R/C Dto.1050-128 Lisboa

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Rua José Estevão, 137 – 8º piso 1150-201 Lisboa

Tel.: +351 2 132 42 940

E-Mail: iomlisbon@iom.pt

Unicef condena morte de crianças em zonas de conflitos

O Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, lamentou a morte de crianças em bombardeios e ataques no Afeganistão e em Mianmar.  

Oito crianças afegãs foram mortas após explosões, causadas por munições remanescente de guerra, próximas a uma escola na província de Nangarhar. Quatro outras crianças, que frequentavam as aulas, também ficaram feridas. As doze vítimas são meninos. 

Pelo menos quatro crianças foram mortas e diversas foram mutiladas em ataques no país

UNOCHA/Z. Nurmukhambetova

Pelo menos quatro crianças foram mortas e diversas foram mutiladas em ataques no país

Afeganistão 

A representante da agência no país, Alice Akunga, declarou que o incidente destaca a importância em apoiar o Afeganistão para limpar as áreas de guerra.  

Ela adicionou que também é fundamental educar as crianças e suas comunidades sobre riscos e medidas preventivas. 

De acordo com Alice Akunga, o uso de armas explosivas, principalmente em áreas povoadas, é uma ameaça persistente e crescente para as crianças e suas famílias.  

Apenas em 2020, globalmente, explosivos, incluindo resquícios de guerra, foram responsáveis ​​por quase 50% de todas as mortes de crianças, resultando em mais de 3,9 mil menores mortos e mutilados. 

Ela reforçou que as escolas e seus arredores devem ser espaços seguros para todas as crianças aprenderem e prosperarem. 

Partes em conflito devem tratar proteção das crianças como prioridade

UNICEF/Nyan Zay Htet

Partes em conflito devem tratar proteção das crianças como prioridade

Mianmar 

Em nota sobre Mianmar, a diretora regional do Unicef, Debora Comini, destacou o efeito da escalada dos conflitos na vida das crianças. 

De acordo com a representante, pelo menos quatro crianças foram mortas e diversas foram mutiladas em ataques. 

Para ela, as partes em conflito devem tratar a proteção das crianças como a principal prioridade e devem tomar todas as medidas necessárias para garantir que as crianças sejam mantidas longe dos combates e que as comunidades não sejam alvos.  

Debora Comini lembrou que isso é exigido pelo Direito Internacional Humanitário e pela Convenção sobre os Direitos da Criança, da qual Mianmar é signatária. 

Ela concluiu afirmando que, como no caso de outros incidentes recentes, o Unicef pede ação urgente para garantir uma investigação independente dos episódios. 

Mais de 50% da população na Europa poderá ser infectada pela Ômicron nas próximas semanas

Diretor da OMS no continente cita estimativas do Instituto de Métricas e Avaliações de Saúde; Hans Kluge explica que variante já está se tornando a dominante na região europeia, sendo reportada por 50 dos 53 países. 

Senior Accounting Assistant [Filled from Roster]

Level : G-7
Job ID : 172039
Job Network : Management and Administration
Job Family : Finance
Department/Office : United Nations Joint Staff Pension Fund – Office of Investment Management
Duty Station : NEW YORK
Staffing Exercise : N/A
Posted Date : 1/11/2022
Deadline : 2/9/2022

ONU aponta Cabo Verde como exemplo após eleição presidencial

O Conselho de Segurança realizou esta segunda-feira uma sessão que focou na África Ocidental e no Sahel. O relatório do secretário-geral apresentado na reunião destaca Cabo Verde como um exemplo na região, várias semanas após a eleição presidencial.  

O documento enfatiza que “os cabo-verdianos escolheram um candidato da oposição que se comprometeu a cooperar construtivamente com a maioria do governo no Parlamento”. José Maria Neves tomou posse em novembro, após vencer a eleição com 51,5% dos votos. 

Iniciativa liderada pela policial nigerina apoiou combate à violência baseada de gênero

Ocha/Eve Sabbagh

Iniciativa liderada pela policial nigerina apoiou combate à violência baseada de gênero

Cedeao e Guiné-Bissau 

A Guiné-Bissau aparece no relatório pela atuação “em coordenação permanente” com a Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental, Cedeao. O trabalho que acontece com os autores políticos do país visa “facilitar um entendimento sobre questões indispensáveis”. 

O informe enfatiza que a insegurança na sub-região traz o risco de reverter avanços duramente conquistados.  

Um dos maiores desafios é a droga, que gera fluxos de fundos ilícitos mais altos que orçamentos nacionais na África Ocidental e Sahel. Em pontos de trânsito, a situação é considerada “altamente desestabilizadora”. O tráfico de drogas agravou a insegurança nos últimos anos. 

A região teve ainda um aumento no uso de opioides farmacêuticos para fins não medicinais. Os efeitos são transtornos causados pela utilização de drogas que prejudicam a saúde e a segurança públicas na região onde “crescem as importações ilegais de tramadol”. 

A meta do Unaids esse ano é aumentar a conscientização e mobilizar ações para promover a igualdade e o empoderamento de mulheres e meninas.

Foto: ONU/Eskinder Debebe

A meta do Unaids esse ano é aumentar a conscientização e mobilizar ações para promover a igualdade e o empoderamento de mulheres e meninas.

Trânsito 

Ao mesmo tempo, o leste da África emergiu como fabricante de metanfetamina, destinada principalmente aos mercados do oriente e sudeste asiático. 

As maiores ameaças são o tráfico de cocaína na zona africana que é tida como importante área de trânsito para embarques para a Europa Ocidental e Central, bem como o tráfico de resina de cannabis.  Benim, Cote d’Ivoire, conhecida como Costa do Marfim, Nigéria e Senegal são os maiores exemplos nos últimos dois anos. 

Desde 2019, enormes apreensões de cocaína aconteceram na África Ocidental. Cerca de 214 quilos da droga foram apreendidos no Níger somente no início deste ano.  

O Sahel é ainda uma importante rota para o tráfico de resina de cannabis, com o suposto envolvimento de fações afiliadas a grupos armados. 

Ataques 

Na aérea do Golfo da Guiné ocorre a maioria dos sequestros marítimos para pedidos de resgate em todo o mundo. Grupos piratas “ganham sofisticação” e cada vez maior capacidade de realizar ataques contra navios internacionais em águas mais profundas. 

Apesar de uma diminuição no total de incidentes no ano passado, estima-se que a pirataria e os assaltos à mão armada no mar tragam prejuízos de cerca de US$ 1,94 bilhão anuais.  

Um total de US$ 1,4 bilhão por ano é perdido em taxas portuárias e tarifas de importação devido à diminuição da atividade de transporte. 

Estes valores “representam um potencial perdido e fundos que, de outra forma, poderiam ser investidos nas economias lícitas e nas comunidades costeiras em desenvolvimento”.  A ONU defende que uma das maiores necessidades é o investimento para a mitigação da crise de Covid-19. 

Ações como crime organizado, facilitadas pela corrupção, perpetuam a instabilidade, a violência e a pobreza na África Ocidental e no Sahel. 

O relatório da ONU ressalta que a falta de oportunidades e a frustração levam os mais jovens a optar por praticar a pirataria e o crime, além de ficarem mais receptivos à radicalização. 

Por causa do desespero, mais pessoas ficam vulneráveis ​​ao tráfico de seres humanos e contrabando de migrantes. Mulheres e meninas estão em maior risco de exploração e violência sexual. 

Mulheres e Crianças 

Em 2020, o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime, Unodc, divulgou um estudo sobre tráfico de pessoas revelando que cerca de 59% das vítimas de tráfico da África Ocidental e Central eram crianças. Pelo menos 27% eram mulheres. 

Além disso, o tráfico de drogas associado ao comércio ilícito de armas de fogo e de outros bens impulsionam o financiamento de operações terroristas. 

Os envolvidos nessas ações cobram taxas ou protegem bens ilícitos e carregamentos de drogas passando por áreas sob seu controle. Estas ações acontecem ao mesmo tempo que o tráfico de armas ligeiras, sequestros por resgate, tráfico de gado e mineração ilegal de ouro. 

A ONU destaca que a insegurança marítima, os fluxos ilícitos bem como ligações do crime organizado transnacional ao terrorismo “representam grandes obstáculos para alcançar paz, segurança e desenvolvimento na África Ocidental e no Sahel”. 

Após incêndio, milhares de refugiados rohingya recebem apoio alimentar

Civis foram afetados por fogo em acampamento em Cox’s Bazar, que destruiu pelo menos 500 abrigos; famílias ganham biscoitos energéticos e comidas quentes e serão reintegradas em programa do PMA; este foi o segundo incêndio em uma semana.  

Rever totalmente o turismo global pode representar uma oportunidade no pós-pandemia

A Organização Mundial do Turismo, OMT, destaca que após as dificuldades nos dois anos da pandemia “repensar totalmente o setor pode representar uma oportunidade”.

A diretora executiva Zoritsa Urosevic, declarou, no entanto, que a retomada da indústria turística global precisa de cooperação internacional e novas ideias.

Pandemia

A agência das Nações Unidas integrando 160 Estados-membros destaca que antes da paralização pela crise houve 1,5 bilhão de chegadas internacionais. A contribuição foi de 7% ao Produto Interno Bruto global. 

Pessoas e comunidades dependentes do setor turístico devem potenciar o treinamento

Pnud Colômbia

Pessoas e comunidades dependentes do setor turístico devem potenciar o treinamento

Com a Covid-19, cerca de 70% da queda nesse rendimento se deveu à interrupção do turismo. Apoiar a recuperação do setor foi destaque na 24ª. sessão da Assembleia Geral da OMT realizada em dezembro, em Madrid.

A representante apontou que houve uma transformação de muitos países da diversificação do turismo internacional para o doméstico. 

A agência está defendendo que este é um momento favorável para uma harmonização nesse aspecto e definiu políticas para ajudar a melhorar a indústria em nível nacional.

Fluxos financeiros 

Outra oportunidade “muito importante para o futuro e para a recuperação” é aproveitar os fluxos financeiros disponíveis ou investir cada vez mais no ecoturismo. 

Recuperação do turismo foi destaque na 24ª. sessão da Assembleia Geral da OMT

Unsplash/Ismail Mohamed – SoviLe

Recuperação do turismo foi destaque na 24ª. sessão da Assembleia Geral da OMT

A representante da OMT disse que a agência está receptiva a inovações e tem melhorado a conexão com parceiros como a mídia e redes de ministérios do turismo.

Para as pessoas e comunidades dependentes do setor turístico a sugestão é potenciar o treinamento. 

Expectativa de recuperação

Estima-se que nos primeiros sete meses do ano passado o turismo internacional tenha caído 80% em relação aos níveis anteriores à pandemia.

Apesar da melhora relativa no período em relação a 2020, o desempenho esteve bem abaixo de 2019. 

Uma análise feita por um Painel de Peritos da OMT sinaliza uma possível recuperação do turismo em 2022.
A situação seria impulsionada pela demanda, principalmente durante o segundo e terceiro trimestre do ano.

Para 2023, a recuperação deverá continuar, mas um retorno de chegadas a níveis de 2019 deverá ocorrer em 2024 ou ainda mais tarde.

*Com reportagem de Bessie Du, da ONU News em Genebra.
 

Energia é a chave para desbloquear futuro da África no pós-pandemia, diz especialista 

Os investimentos e subsídios que foram até agora atribuídos aos combustíveis fósseis devem transitar para energias amigas do ambiente.

O Escritório da Conselheira Especial da ONU para a África defende que a aposta na energia é essencial para desbloquear o futuro continental durante a recuperação da pandemia.  

A Agenda da União Africana para as próximas quatro décadas identifica o setor energético como uma das prioridades para aumentar o potencial econômico regional. 

Transformação  

Na caminhada do continente em 2022, o departamento das Nações Unidas chama a atenção para o potencial da área energética como “um senso de extrema urgência na construção da resiliência”. 

A recomendação é expandir o acesso dos africanos à “energia confiável, acessível e sustentável” para atingir esse propósito. 

Turbinas de energia solar em Nouakchott, na Mauritânia

Pnud Mauritania/Freya Morales

Turbinas de energia solar em Nouakchott, na Mauritânia

Os efeitos beneficiariam a transformação econômica, “garantindo a segurança alimentar, digitalizando a educação, revolucionando os sistemas de saúde, construindo capacidades de manufatura e industrialização ou sustentando a paz através da criação de empregos de qualidade e prestação de serviços”. 

Corrida global 

De acordo com a especialista Bitsat Yohannes-Kassahun, “nenhum país no mundo alcançou essas ambições sem ter acesso abundante e acessível à energia.” 

No entanto, dependem da disponibilidade energética os esforços regionais para enfrentar os efeitos das mudanças climáticas, incluindo eventos adversos, escassez de água e ameaças significativas aos meios de subsistência. 

Técnico trabalha em painéis solares no telhado de um armazém no centro de Lusaka, Zâmbia

Pnud/Karin Schermbrucker

Técnico trabalha em painéis solares no telhado de um armazém no centro de Lusaka, Zâmbia

Yohannes-Kassahun acredita ainda que os africanos “estão levando a melhor na corrida global para combater as mudanças climáticas no que diz respeito à energia”. 

Crises de saúde e clima 

A especialista sublinhou que a pandemia revelou que, apesar dos melhores esforços, a região africana mostrou-se despreparada para lidar com emergências atuais que incluem a crise de saúde ou a ameaça iminente das alterações do clima. 

Ela defende que a revolução industrial da África e o alcance do potencial da Área de Livre Comércio Continental Africano dependem do acesso a uma energia confiável, acessível e adequada. 

O acesso ao recurso potenciaria a região para fornecer serviços, se adaptar aos riscos climáticos e difundir meios de subsistência sustentáveis, garantindo a paz, segurança e desenvolvimento do continente para a próxima geração. 

Brasil apoia resposta ao tufão nas Filipinas que deixou milhares precisando de ajuda

A avaliação dos efeitos da passagem pelas Filipinas do tufão Odette, conhecido internacionalmente como Rai, revela que cerca de 7 milhões de pessoas precisam de assistência alimentar.

A previsão inicial era que 2 milhões de pessoas estariam nessa situação, revelou o Programa Mundial de Alimentação, PMA. Em meados de dezembro, a tempestade de categoria cinco tocou nove vezes o solo numa área com o tamanho da Áustria. Autoridades Filipinas disseram que há pelo menos 200 mortos pelo desastre marcado por ventos de até 240 km por hora. 

PMA destaca que a resposta ao apelo de US$ 107 milhões é lenta e, até agora, US$ 4,7 milhões foram recebidos

© PMA/Maitta Rizza Pugay

PMA destaca que a resposta ao apelo de US$ 107 milhões é lenta e, até agora, US$ 4,7 milhões foram recebidos

Brasil

O Brasil está entre os primeiros contribuintes, que incluem Austrália, Irlanda e Estados Unidos. Houve ainda doações do Fundo Central de Resposta a Emergências, setor privado e outros indivíduos pelo aplicativo e pela página da internet da agência.

As redes de telecomunicações e eletricidade foram fechadas em muitas áreas e várias comunidades ficaram sem água. O PMA destaca que a resposta ao apelo de US$ 107 milhões é lenta e, até agora, US$ 4,7 milhões foram recebidos.

A diretora do PMA nas Filipinas, Brenda Barton, disse que, a situação é agravada pelas chuvas contínuas e pelos efeitos da pandemia de Covid-19, numa realidade marcada por altos níveis de pobreza e desnutrição. 

Supertufão Rai ou Odete destruiu várias casas nas Filipinas.

Foto: © UNICEF

Supertufão Rai ou Odete destruiu várias casas nas Filipinas.

Emergência 

No total, a agência precisa de US$ 25,8 milhões com urgência para fornecer auxílio alimentar a 250 mil sobreviventes do tufão, juntamente com logística de emergência e apoio de telecomunicações para a resposta mais ampla ao tufão. 

Desse montante, US$ 20,8 milhões serão necessários para alimentação e transferência de renda nos próximos seis meses. A agência fornecerá alimentos para aumentar cestas de famílias que são distribuídas pelo Departamento de Bem-Estar Social, garantindo que as comunidades possam atender suas necessidades essenciais enquanto os preços dos alimentos permanecem instáveis. 

Outra medida será prestar assistência em dinheiro, que ajudará as pessoas a se recuperarem e, ao mesmo tempo, estimulará a economia em locais onde os mercados já estão funcionando. 

PNUMA aos 50 anos: 2022 em modo de emergência

Dudarev Mikhil/WMO

Com o início do novo ano, o mundo continua a enfrentar uma série de desafios: a contínua pandemia da covid-19, os incêndios florestais ressurgentes, as crises persistentes devido às alterações climáticas, a perda de biodiversidade, a poluição e o desperdício alimentar. No entanto, o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) acredita que 2022 poderá revelar-se um ano fundamental para o ambiente, com eventos e conferências de alto níveis agendados e dos quais se espera que consiga revitalizar a cooperação internacional e a ação colectiva.

Este ano também contará com dois aniversários importantes para o PNUMA. Em 1972, o mundo reconheceu a importância de proteger o ambiente na Conferência das Nações Unidas sobre o Ambiente Humano, em Estocolmo. O encontro histórico colocou firmemente a proteção do meio ambiente na lista de prioridades dos governos, sociedade civil, empresas e decisores políticos, reconhecendo a interdependência entre o planeta, o bem-estar humano e o crescimento económico. Cinquenta anos mais tarde, a reunião de Estocolmo +50, marcada para Junho de 2022, irá comemorar este aniversário e procurará reflectir sobre o meio século de ação ambiental global e as perspetivas futuras.

Gustavo Barreiro/WMO

A Conferência de Estocolmo também deu origem ao PNUMA, a entidade da ONU mandatada para monitorizar o estado do meio ambiente, ajudar a formulação de políticas baseadas em dados científicos, tal como galvanizar a ação ambiental. Desde então que o PNUMA tem utilizado o seu poder e as investigações científica para coordenar o esforço global para enfrentar os desafios proporcionados pelas alterações climáticas.

O PNUMA quer entrar em 2022 com uma nova “Estratégia a Médio Prazo” com sete subprogramas de ação interligados: Ação do Clima, Ação da Poluição, Ação da Natureza, Política Científica, Governação Ambiental, Transformações Económicas e Financeiras e Transformações Digitais. A estratégia foi acordada na quinta sessão da Assembleia do Ambiente da ONU em 2021. Em 2022, a sessão desta assembleia terá lugar em Fevereiro de 2022 e sob o tema de “Reforçar as Ações da Natureza para Alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável”, os debates salientarão o papel central da natureza no desenvolvimento sustentável social, económico e ambiental.

Anna Omelchenko/WMO

Junho será um mês agitado no calendário ambiental. No dia 5, o mundo reunir-se-á para celebrar o Dia Mundial do Ambiente. Liderado pelo PNUMA e celebrado anualmente desde 1974, o este Dia Mundial tem vindo a desenvolver-se até se tornar na maior plataforma global de divulgação de ações ambientais, com milhões de pessoas empenhadas em proteger o planeta. O evento deste ano será organizado pela Suécia, seguindo o lema da campanha “Uma Só Terra”, que enfatizará como viver de forma sustentável e em harmonia com a natureza.

Embora esta lista de acontecimentos relacionados com o ambiente seja uma prova do que pode ser alcançado através de ações multilaterais, a ciência por detrás da degradação ambiental continua a ser irrefutável. Os padrões insustentáveis de consumo e de produção estão a alimentar uma crise tripla a nível mundial através das alterações climáticas, da perda de espaços naturais e de biodiversidade, e da poluição e do desperdício alimentar e de outros produtos. O secretário-geral da ONU, António Guterres, advertiu para esta ameaça existencial da humanidade, considerando-a a mais importante no contexto atual.

Vários dos acontecimentos a nível mundial marcados para 2022 visam encorajar o diálogo e influenciar as decisões políticas para enfrentar esta crise climática, incluindo um quadro global de biodiversidade pós-2020, que será adoptado em Maio na COP15, que poderá evitar a extinção de mais de um milhão de espécies, e a Conferência dos Oceanos da ONU em Julho, que procura proteger um dos nossos ecossistemas mais vitais – o oceano, e que terá lugar em Lisboa.

Elizaveta Solomatina/WMO

No ano passado, o secretário-geral das Nações Unidas relembrou-nos de que “estamos realmente numa encruzilhada, com escolhas importantes à nossa frente”, que nos poderão conduzir a qualquer direção: “colapso e uma crise perpétua ou a perspetiva de um futuro mais verde, mais seguro e melhor para todos”.

Os especialistas esperam que 2022 seja um ano de descobertas para o ambiente e para fazer parte da comemoração do meio século do PNUMA, consulte o calendário de atividades planeadas aqui.