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ONU: decisão da Suíça sobre cobertura da face em público gera marginalização 

Aumento de discriminação, estereótipos, hostilidade e violência são razões de preocupação do Escritório de Direitos Humanos; eleitores suíços adotaram proibição de coberturas faciais no domingo; medida também restringe uso de véus por mulheres em locais públicos e máscaras de esqui por manifestantes. 

Angola e Timor-Leste entre um terço dos destinos de viagem fechados para conter pandemia  

Um terço dos 217 destinos de viagem em todo o mundo está fechado para visitantes internacionais, segundo a Organização Mundial do Turismo, OMT. 

Angola e Timor-Leste são os únicos lusófonos entre os 69 locais para viajar que estão atualmente fechados. Pouco mais da metade está nessa situação há pelo menos 40 semanas, revela a nova edição do Relatório de Restrições de Viagem. 

Turismo  

O Brasil é a única naçao de língua portuguesa  entre 73 destinos, ou 34% do total, que fecharam parcialmente as  fronteiras. O país tem o Produto Interno Bruto, PIB, gerado pelo turismo na faixa entre 5% e 10% total, assim como em 80 das economias globais.  

Banco Mundial/Arne Hoel

A Organização Mundial do Turismo informou que 2020 sofreu uma redução de 900 milhões de turistas internacionais entre janeiro e outubro

Moçambique e Portugal integram o grupo de 60 destinos implementando mais de uma medida para controlar a entrada de turistas. 

Já Cabo Verde, Guiné-Bissau e São Tome e Príncipe estão entre os 70 locais para viajar que exigem quarentena, um grupo que corresponde a 32% do total. Muitas vezes essa medida é combinada com o pedido do exame PCR. 

Cinco destinos de viagem levantaram todas as restrições devido à Covid-19: Albânia, Costa Rica, República Dominicana, Macedônia do Norte e Tanzânia. Juntos, eles correspondem a 2% do total dos lugares para viagar no mundo.  

TTB Video screenshot

O turismo em zonas rurais, como neste parque natural na Tanzânia, é uma importante fonte de empregos

Variantes  

A nova pesquisa realça que as restrições devido à pandemia sufocam o turismo. Os fechamentos são mais comuns nas regiões da Ásia e Pacífico, com 30 países, e na Europa com 15. As novas variantes da Covid-19 levaram os governos a fechar as portas aos turistas internacionais. 

Para o secretário-geral da OMT, Zurab Polilikashvili, as restrições de viagens têm sido amplamente utilizadas para restringir a disseminação do vírus. Mas no momento atual, enquanto se atua para o reinício do turismo, é preciso reconhecer que estas são apenas uma parte da solução. 

O representante defende medidas baseadas em dados e análises mais recentes. No entanto, a revisão deve ser “consistente para permitir o reinício seguro e responsável de um setor do qual muitos milhões de empresas e empregos dependem.” 

Covid-19: Mais de 10 milhões de meninas em risco de casamento precoce

De acordo com um relatório da UNICEF, mais de 10 milhões de meninas poderão ser vítimas de casamento infantil até ao final da década, o que ameaça reverter anos de progresso na redução desta prática.

O relatório “Covid-19: Uma ameaça ao progresso contra o casamento infantil”, publicado no Dia Internacional da Mulher, alerta que o encerramento de escolas, as dificuldades económicas, a interrupção de serviços e a morte de familiares devido à pandemia, deixaram as meninas mais vulneráveis ao casamento precoce.

A diretora executiva da UNICEF, Henrietta Fore, afirma que “o Dia Internacional da Mulher é o momento para lembrar o risco que estas meninas correm se não agirmos agora: a perda da sua educação, da sua saúde e do seu futuro.”

Segundo este relatório, o casamento infantil tem consequências imediatas e permanentes, tornando estas meninas mais vulneráveis à violência doméstica e ao abandono escolar. O casamento infantil aumenta também o risco de gravidez precoce e não planeada, o que leva a complicações na gravidez e à mortalidade materna. Esta prática pode ainda levar ao isolamento social, separando as vítimas das suas famílias e amigos, impedindo-as de participar ativamente nas suas comunidades, uma situação com graves consequências para a sua saúde mental e bem-estar.

A covid-19 afeta também profundamente o quotidiano destas jovens. De acordo com a publicação, as restrições de circulação e o distanciamento físico associado à pandemia, dificultam o acesso a serviços de saúde, sociais e ao apoio comunitário que pode providenciar proteção contra o casamento infantil, a gravidez indesejada e a violência de género. O encerramento das escolas aumenta a probabilidade de abandono escolar definitivo. O desemprego e o aumento da insegurança económica podem também levar as famílias a casar as suas filhas, com vista a aliviar o encargo financeiro familiar.

Estima-se que, em todo o mundo, existam 650 milhões de meninas e mulheres, vítimas do casamento infantil, e que quase metade destes casamentos tenham ocorrido no Bangladeche, Brasil, Etiópia, Índia e Nigéria. É urgente contrariar os efeitos da pandemia e acabar com esta prática até 2030, conforme está definido nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

“Se reabrirmos escolas, implementarmos leis e políticas eficazes, garantirmos o acesso a serviços de saúde e sociais – incluindo serviços de saúde sexual e reprodutiva – e adotarmos medidas de proteção social que incluam as famílias, poderemos reduzir significativamente o risco de que estas meninas sejam privadas da sua infância devido ao casamento infantil.”, acrescenta a diretora executiva da UNICEF.

Em Portugal, a UNICEF tem alertado para o aumento de casamentos entre jovens de 16 e 17 anos. A organização tem apelado à adoção de medidas que erradiquem o casamento infantil, seja através das alterações legislativas necessárias – tal como recomendadas pelo ONU -, seja através do desenvolvimento de programas multidisciplinares e intersectoriais que conduzam à abolição destas práticas que violam os direitos da criança.

No Dia Internacional da Mulher, Guterres ressalta liderança feminina no combate à pandemia 

O secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou que a pandemia de Covid-19 “apagou décadas de avanços para a igualdade de género”. 

Em mensagem sobre o Dia Internacional da Mulher, marcado em 8 de março, o chefe da ONU destaca a perda de empregos, a explosão de cuidados não remunerados, a escolaridade interrompida e uma crise crescente de violência doméstica e exploração. 

Consequências 

António Guterres afirmou que “as vidas das mulheres foram destruídas e os seus direitos erodidos.” Segundo ele, “as consequências vão durar muito mais do que a pandemia.” 

Esse ano, o tema do dia internacional é “Mulheres na liderança: Alcançando um futuro com igualdade num mundo de Covid-19″. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, OMS, mais de 70% dos trabalhadores do setor de saúde são mulheres. 


Durante a pandemia, elas são trabalhadoras essenciais para manter as pessoas vivas e manter as economias, comunidades e famílias unidas.  Também estão entre os líderes que têm mantido os níveis de prevalência mais baixos e os países no caminho da recuperação.   

Em sua mensagem, Guterres destaca o poder transformador da participação feminina, dizendo que isso pode ser visto nas Nações Unidas, que alcançou a paridade de género em cargos de liderança pela primeira vez na sua história.  

Segundo ele, a organização está “a assistir à uma ação ainda mais concertada para garantir a paz, o desenvolvimento sustentável e os direitos humanos.” 

Contributo 

Para o secretário-geral, “os factos são claros.”  

Quando as mulheres lideram no governo, existem maiores investimentos em proteção social e avanços contra a pobreza.  Quando estão no Parlamento, os países adotam políticas de alterações climáticas mais rigorosas. Quando estão na mesa de negociação de paz, os acordos são mais duradouros.  

Guterres afirma que “num mundo dominado por homens com uma cultura dominada por homens, a igualdade de género é essencialmente uma questão de poder.” Segundo ele, “os homens são uma parte essencial da solução.” 

Ele apelou ainda aos países, empresas e instituições que adotem medidas e cotas especiais para promover a participação igualitária das mulheres e alcançar mudanças rápidas.  

Unicef/Evgeniy Maloletka

Segundo OMS, mulheres representam cerca de 70% dos trabalhadores de saúde

Oportunidade 

O secretário-geral disse que, à medida que o mundo se recupera da pandemia, os pacotes de apoio e estímulo devem ser direcionados especificamente às mulheres e meninas, inclusive por meio de investimentos em empresas pertencentes a mulheres e na economia de prestação de cuidados.  

Para Guterres, a recuperação constitui a “oportunidade de deixar para trás gerações de exclusão e de desigualdades.” 

Seja a gerir um país, uma empresa ou um movimento popular, o secretário-geral diz que “as mulheres estão a fazer contribuições que ajudam todos e impulsionam o progresso em direção aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.” 

Para o chefe da ONU, “é hora de construir um futuro igualitário” e “este é um trabalho de todos e para benefício de todos.” 

Para marcar este Dia Internacional da Mulher em 8 de março, a ONU News realiza um especial sobre a liderança feminina e o papel das mulheres na linha de frente do combate à Covid-19. O especial traz profissionais de saúde no terreno, autoridades e líderes em Moçambique, Angola, Brasil, Timor-Leste, Portugal e outras nações de língua portuguesa.  

Guiné-Bissau: liderança feminina marca pontos no combate à pandemia

O Dia Internacional da Mulher, 8 de Março é comemorado, este ano, num contexto de luta contra a Covid-19. 

A doença já matou mais de 2,5 milhões de pessoas em todo o mundo.  Na Guiné-Bissau, o número acumulado de casos é de 3.301, sendo 591 ativos, 2.655 recuperados e 49 mortos.


Liderança feminina

Os esforços da luta contra a pandemia na nação africana são liderados pela epidemiologista, Magda Nely Robalo Silva. 

A alta comissária para a Covid-19 falou à ONU News, de Bissau, sobre a importância da liderança feminina na resposta ao coronavírus e disse, que à semelhança do resto do mundo, a luta contra a doença não tem sido fácil no país.

Ela destacou o fim da primeira vaga e a redução da transmissão para que o fim do toque de recolher, que levou a reabrir escolas e comércio. Como resultado, “conseguimos chegar a novembro e dezembro com uma taxa de transmissão muito baixa, levando a uma vida normal”, sublinhou ela.

Alexandre Soares

Mulher nos arredores de Bissau vota nas eleições legislativas.

Testagem

Magda Robalo atribuiu o mérito das realizações que incluem também a mobilização de vacinas, o aumento da capacidade de testagem e o fornecimento de oxigénio a toda uma “equipa esforçada, dedicada e competente”. 

Robalo ressaltou também que “sendo um país com muitos desafios, as dificuldades são maiores e que a meta agora é o controlar a segunda vaga”. 

As autoridades na Guiné-Bissau decretaram estado de calamidade até 25 de março próximo.

Para marcar este Dia Internacional da Mulher em 8 de março, a ONU News realiza um especial sobre a liderança feminina e o papel das mulheres na linha de frente do combate à Covid-19. Além de Magda Robalo, o especial traz profissionais de saúde no terreno, autoridades e líderes em Moçambique, Angola, Brasil, Timor-Leste, Portugal e outras nações de língua portuguesa.

 *Amatijane Candé, de Bissau para a ONU News. 

OIM espera que pesquisa sobre indígenas venezuelanos no Brasil inspire auxílio   

A Organização Internacional para Migrações, OIM, realiza este mês uma pesquisa sobre indígenas venezuelanos vivendo em mais de 40 municípios no Brasil. 

Participam os Ministérios da Cidadania, da Mulher, Família e Direitos Humanos, além da Fundação Nacional do Índio, Funai. 

Tradições  

Pelo menos 5 mil indígenas venezuelanos chegaram ao Brasil desde 2016, quando começou o fluxo de refugiados e migrantes por causa da crise na Venezuela. Cerca 65% deles são do grupo étnico Warao. 

Equipes da Matriz de Rastreamento de Deslocamento da OIM já recolhem dados preliminares em cinco regiões brasileiras. A ideia é que essa coleta permita juntar dados sobre a vida dos Warao e de outros indígenas no país. 


Razões para migrar, necessidades prioritárias no acesso a serviços como assistência social, segurança alimentar, habitação, saúde, meios de subsistência e educação são alguns dos tópicos. 

De acordo com a porta-voz da OIM Brasil, Julianna Hack, a pesquisa deverá traçar um perfil populacional com características étnicas e culturais de diferentes grupos indígenas que migraram para o Brasil nos últimos anos. 

Políticas  

Já a secretária nacional de Proteção Global do Brasil, Mariana Neris, afirma que a participação contribui sob uma “uma perspectiva de direitos humanos”.  

Ocha/Gemma Cortes

Inquérito apura razões para migrar e necessidades prioritárias no acesso a serviços

A expectativa é que os dados ajudem a “formular e implementar políticas públicas para promover e proteger essa população.” 

Depois da fase piloto, em Boa Vista e em Brasília, diferentes cidades acolherão o estudo realizado em parceria com os governos locais.  

A pesquisa sobre os povos indígenas da Venezuela segue-se a uma iniciativa da OIM realizada no estado do Maranhão em 2020.  

Planejamento  

Para o secretário nacional de Assistência Social do Ministério da Cidadania, Miguel Ângelo Oliveira, o trabalho em curso é um instrumento que “permite que o poder público tenha elementos para o planejamento”. 

Esse processo ganhará maior precisão com dados atuais sobre culturas indígenas, segundo o chefe do Escritório da OIM no Brasil. Para Stéphane Rostiaux, a pesquisa permitirá que “todos os envolvidos na resposta humanitária expandam seus conhecimentos sobre a presença dos povos indígenas da Venezuela”. 

Acnur/Felipe Irnaldo

Brasil: refugiados venezuelanos em Manaus aprendem a como se proteger do covid-19.

Portugal: pandemia prova importância de inclusão de mulheres no processo político 

Titular da pasta da Saúde, Marta Temido, diz à ONU News que crise deixou claro que união fortalece a resposta global; tema deste Dia Internacional da Mulher é: “Mulheres na liderança: Alcançando um futuro com igualdade num mundo de Covid-19″. 

OMS encerra segunda semana de envio de vacinas contra Covid da parceria Covax  

O mecanismo Covax, uma parceria global gerida pela OMS para levar a vacina a 142 países participantes, encerra a segunda semana de distribuição a várias nações de baixa e média rendas. 

A primeira da lista nas Américas foi a Colômbia que recebeu os lotes um dia após Gana, no oeste da África, onde chegaram 600 mil doses do imunizante AstraZeneca, embarcados diretamente do fabricante na Índia.  

Angola 

Cote d’Ivoire ou Costa do Marfim, Quênia, Angola também integram a lista ao lado da Nigéria, que recebeu 4 milhões de doses. 


O Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, que ficou encarregado das licitações e distribuição das vacinas dentro da Covax, começou a entregar também seringas a países que integram a iniciativa. São Tomé e Príncipe, uma outra nação de língua portuguesa, é um dos beneficiados. 

Nesta entrevista à ONU News, de Genebra, a diretora-geral-assistente da OMS, Mariângela Simão, afirma que o envio dos lotes não só ajuda a salvar vidas, mas também é um marco na promoção da equidade na imunização. 

Países ricos 

“A gente está passando e mais do que nunca está vendo a inequidade do acesso à vacina. A vacina chegando primeiro aos países ricos e maior parte do mundo não tendo acesso a essas vacinas.” 

A médica brasileira é a responsável pela área de medicamentos e vacinas da OMS. Segundo Mariângela Simão, a expectativa é de que todos os 142 países de rendas baixa e média que se inscreveram no mecanismo Covax possam receber os lotes até o fim deste mês. 

“Acho que vai ser muito bom se a gente chegar ao final do mês de março com os 142 países que optaram pelas vacinas da Aztra Zeneca tenham recebido vacinas através da Covax Facility, acho que isso é um marco no trabalho até agora.” 

Unicef/Francis Kokoroko/Covax

Plano da Iniciativa Covax prevê fornecer cerca de 2 bilhões de doses de vacinas este ano

A OMS informa que o planejamento total para ambas as doses deve se dar de fevereiro a maio. 

A preocupação da agência é que ninguém fique sem os imunizantes por falta de recursos para acessar o medicamento. 

O diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, tem lembrado que ninguém estará seguro até que todos estejam seguros. 

Dia Internacional da Mulher 

O secretário-geral da ONU também advertiu para o perigo do chamado nacionalismo de vacinas, onde somente cidadãos de países desenvolvidos são vacinados e os demais ficam sem acesso à imunização. 

Para marcar este Dia Internacional da Mulher em 8 de março, a ONU News realiza um especial sobre a liderança feminina e o papel das mulheres na linha de frente do combate à Covid-19. Além de Mariângela Simão, o especial traz profissionais de saúde no terreno, autoridades e líderes em Moçambique, Angola, Brasil, Timor-Leste, Portugal, Guiné-Bissau e outras nações de língua portuguesa. 

Pnud sugere renda básica temporária para ajudar mulheres mais pobres  

Uma renda básica temporária dada a centenas de milhões de mulheres nos países em desenvolvimento poderia evitar o aumento da pobreza e da desigualdade de gênero durante a pandemia de Covid-19. 

Essa é a conclusão de um relatório do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, Pnud, divulgado esta quinta-feira. 

Consequências 

A pandemia afetou mais mulheres do que os homens. Elas perderam renda e mais empregos durante a crise. 

De acordo com o Pnud, uma renda básica temporária pode fornecer segurança financeira no curto prazo, abrindo caminho para investimentos contra a desigualdade de gênero. 

Pnud/PraiseNutakor

Renda mínima temporária poderia ajudar mulheres a criar independência econômica, segundo Pnud

Segundo a agência, um investimento mensal de 0,07% do PIB dos países em desenvolvimento poderia proteger 613 milhões de mulheres em idade ativa vivendo na pobreza. 

Governos 

Em comunicado, o chefe do Pnud, Achim Steiner, disse “uma renda básica mensal poderia garantir a sobrevivência em tempos sem precedentes.” 

Steiner garante que os benefícios “ajudariam não só as mulheres e suas famílias a combater o choque da pandemia, mas também capacitariam as mulheres em decisões independentes sobre dinheiro, meios de subsistência e escolhas de vida”. 

O Pnud também analisou os custos de alargar a medida. 

Para chegar a 1,32 bilhão de mulheres em situação de vulnerabilidade, o custo seria de 0,18% do PIB. Para expandir ainda mais, e atingir os 2 bilhões de mulheres que vivem em todo o mundo em desenvolvimento, custaria 0,31% do PIB. 

O relatório também destaca a necessidade de ação imediata para aumentar acesso a esquemas de proteção social. 

Salários 

As mulheres tendem a receber salários mais baixos, quando são pagos, e muitas vezes carecem de proteção social e redes de segurança. Muitas trabalhadoras são a maioria em setores afetados pelo confinamento social como saúde e hospitalidade. 

Elas também assumiram uma parcela maior do trabalho não remunerado, foram mais lançadas para fora do mercado e enfrentaram uma onda de violência doméstica. 

UNEP

Administrador do Pnud, Achim Steiner.

Desigualdade 

A diretora da Equipe de Gênero do Pnud, Raquel Lagunas, diz que a medida “não é uma solução definitiva, mas ajuda as mulheres a aumentar suas opções neste momento durante esta crise,” 

Lagunas contou que a renda básica “proporciona um período de estabilidade econômica”.  

Milhões de mulheres trabalham no setor informal ou em funções não remuneradas, como as cuidadoras de crianças e idosos. Mesmo que seus países tenham esquemas de proteção social, muitas ficam descobertas por não preencher os requisitos necessários. 

O economista-chefe do Pnud, George Gray Molina, diz que esquemas como este devem ser parte de uma mudança transformacional no nível institucional para fortalecer a cobertura social. 

Molina afirmou que “muitos dos países não têm redes de seguridade social adequadas, seguro-desemprego ou transferências de dinheiro que cubram as mulheres que precisam.”  

Por isso, a agência está “trabalhando com governos para estruturar investimentos de longo prazo em proteção social, além do status de emprego.” 

Portugal apoia recandidatura de Guterres após mandato “exemplar”

O primeiro-ministro de Portugal formalizou, na passada quarta-feira, o seu apoio à recandidatura de António Guterres a secretário-geral da ONU. Numa carta enviada à Assembleia-Geral da organização, António Costa elogiou o desempenho de António Guterres numa conjuntura particularmente difícil.

Para António Costa, o atual secretário-geral da ONU “serviu de forma exemplar as Nações Unidas, a sua Carta, os seus valores, e encheu Portugal de orgulho”. Guterres “devolveu força a valores fundamentais que o humanismo que inspirou a carta das Nações Unidas precisa de ver devidamente promovidos e defendidos”.

O chefe do governo português destacou o papel do atual secretário-geral da ONU no sistema multilateral, tendo em conta a exigência de respostas globais para desafios globais. “É assim na pandemia da covid-19, no combate às alterações climáticas, na proteção dos oceanos, na promoção da paz e dos direitos humanos”, acrescentou em comunicação oficial à imprensa portuguesa.

Também o Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa informou, através de uma nota no site da Presidência, que transmitiu a António Guterres o seu “caloroso apoio”. Marcelo Rebelo de Sousa classifica a recandidatura do antigo primeiro-ministro português como “uma excelente notícia para as Nações Unidas”, adiantando que Guterres “demonstrou ser um brilhante secretário-geral”.

A ONU deu início ao processo formal de eleição do próximo líder, pedindo aos 193 Estados-membros que submetam os seus candidatos ao cargo. O mandato começará em janeiro de 2022.

Dia Mundial da Vida Selvagem ressalta conservação de recursos florestais

Este 3 de março é o Dia Mundial da Vida Selvagem. Todos os anos, o mundo perde 4,7 milhões de hectares de floresta. Uma quantidade comparável a mais que o território da Dinamarca.

Nesta mensagem de vídeo, o secretário-geral da ONU, António Guterres, lembra que as matas são fundamentais para se atingir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.


Clima

Guterres ressalta que as florestas do planeta abrigam cerca de 80 por cento de todas as espécies selvagens terrestres.  São elas também que ajudam a regular o clima e apoiam a subsistência de milhões de pessoas.  

Uma outra preocupação da ONU é com o tráfico de madeira, causa de até 90% do desmatamento tropical em alguns países.

Para o chefe da ONU, o problema afeta também os mais pobres do mundo. Uma vez que nove em cada 10 pessoas que vivem nessas condições dependem dos recursos florestais.

Unesco/Kologrivsky Biosphere Reserve

Florestas do planeta abrigam cerca de 80 por cento de todas as espécies selvagens terrestres

Crimes

Guterres diz que cerca de 28 por cento da terra de todo o mundo são geridos por comunidades indígenas, incluindo algumas das florestas mais intactas do planeta.  Essas matas fornecem subsistência e identidade cultural.   

A exploração desenfreada das florestas causa ainda perda de biodiversidade e alterações no clima.  

Para ele, os governos devem aumentar seus compromissos de fazer mais para proteger as florestas em todo o mundo.

No Dia Mundial da Vida Selvagem, a ONU chama a atenção ainda para o comércio ilegal de espécies e atividades do crime organizado contra a natureza que também levam a doenças zoonóticas como ebola, Covid-19 e outras enfermidades.
 
 
 

Covax: O que é? Como funciona? Como será distribuído? E porquê?

O COVAX (Acesso Global às Vacinas da Covid-19) é o elemento de vacinação do programa ACT-Accelerator, liderado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e os seus parceiros internacionais, para o desenvolvimento conjunto de ferramentas de combate ao vírus. O seu objetivo é distribuir dois mil milhões de doses em 2021, particularmente nos países mais pobres e imunizar 27% dos seus cidadãos.

“Ninguém está seguro até todos estarmos seguros”, é o lema da OMS desde o início desta crise global de saúde. Os especialistas em direitos humanos da ONU alertam contra o “monopólio das vacinas” detido pelos países mais ricos e insistem que estas devem ser acessíveis a todos.

Cerca de 92 países de baixo e muito baixo rendimento estão a adquirir vacinas com o apoio do COVAX, esperando-se que os cidadãos mais pobres sejam vacinados gratuitamente.

O COVAX foi lançado nos primeiros meses da pandemia, é financiado por doadores privados e pelos países mais abastados e tem como objetivo garantir que todos tenham acesso à vacinação. O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), em colaboração com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), lidera os esforços para obter e fornecer doses aos países mais pobres.

Do total de 40 milhões de doses da vacina Pfizer-BioNTech, acordado para distribuição em 2021, 1, 200 milhões de doses deverão ser entregues a 18 países no primeiro trimestre do ano. Cerca de 336 milhões de doses da vacina AstraZeneca/Oxford serão distribuídas nos países abrangidos pelo COVAX, do Afeganistão ao Zimbábue.

No dia 24 de fevereiro, aproximadamente 600.000 doses da vacina AstraZeneca/Oxford, foram entregues ao Gana, um passo histórico da OMS em direção à distribuição equitativa de vacinas em todo o mundo. Essa remessa foi rapidamente seguida pela chegada de mais de meio milhão de doses da AstraZeneca/Oxford à Costa do Marfim.

Estas vacinas constituem parte das 90 milhões de doses que serão enviadas para África pela COVAX, na primeira metade de 2021, apoiando a vacinação de cerca de 3% da população de risco. Até ao final de 2021, espera-se que com a disponibilidade de mais vacinas e o aumento da capacidade de produção, 600 milhões de doses tenham sido distribuídas e cerca de 20% da população africana tenha sido vacinada.

A covid-19 tem causado enormes perdas humanas. Mais de dois milhões de pessoas, em todo o mundo, sucumbiram ao vírus. Muitos mais foram hospitalizados e sofrem com as consequências debilitantes da infeção. O objetivo do COVAX é conter esta trágica perda de vidas e a propagação de sintomas crónicos.

Milhões de vidas foram afetadas pelas restrições de viagens, bloqueios e outras medidas postas em prática para reduzir a propagação do vírus. Milhões perderam o seu emprego com a desaceleração da economia global. Os sistemas de saúde ficaram sobrecarregados, dificultando o acesso a tratamentos aos pacientes com doenças não relacionadas à covid-19. A OMS pretende que as vacinas fornecidas pelo COVAX contribuam para reverter estas tendências e retornar à normalidade.

O chefe da OMS, Tedros Adhanom Ghrebeyesus, declarou que os esforços do COVAX não são ações de caridade: numa economia global altamente interconectada, vacinas eficazes e amplamente disponíveis, são a forma mais rápida de acabar com a pandemia, reiniciar a economia global e garantir uma recuperação sustentável. Nas palavras do chefe da organização: “ou nos afogamos ou nadamos juntos”.

Cerca de 2,5 bilhões de pessoas podem sofrer perda auditiva até 2050 

Um quarto da população global, ou cerca de 2,5 bilhões de pessoas, viverá com algum grau de perda auditiva em 2050. A previsão é do primeiro Relatório Mundial sobre Audição lançado pela Organização Mundial da Saúde, OMS.  

O estudo, divulgado esta terça-feira, estima que sem medidas para prevenir e tratar este tipo de perda, pelo menos 700 milhões de pessoas precisarão de acesso a cuidados auditivos e outros serviços de reabilitação.  

Banco Mundial/Dana Smillie

Uma professora iemenita atende um aluno com deficiência auditiva na Associação para o Bem-Estar e Reabilitação de Surdos e Mudos.

Retorno  

Os governos podem ter um retorno de quase US$ 16 para cada dólar que for aplicado nesses esforços.  

A ONU News conversou com a otorrinolaringologista Danielle Torres, do Rio de Janeiro, que destacou haver avanços em nível de tecnologia que ainda não estão disponíveis para grande parte da população sofrendo os impactos dessas doenças. 

“Eles são sentidos na cognição, na escolaridade e na renda desses pacientes. É fundamental que todas as tecnologias que nós já possuímos, e que a ciência conseguiu desenvolver até o momento, como próteses auditivas de grande qualidade e algumas cirurgias que permitem restabelecer a audição em alguns casos. A gente tem cirurgias de implante nuclear e cirurgias de próteses que podem ser colocadas dentro do ouvido. A gente tem aparelhos auditivos de grande qualidade que oferecem sons puros e facilitam a conectividade até com equipamentos eletrônicos.” 

A publicação, lançada antes do Dia Mundial da Audição, este 3 de março, defende que a expansão do acesso a serviços de saúde auditiva. 


Cuidados  

O estudo enfatiza fatores como falta de informações precisas e atitudes estigmatizantes, tanto em relação às doenças do ouvido como à perda auditiva. Estas razões muitas vezes impedem o acesso aos cuidados.  

A especialista brasileira destaca a dimensão do preconceito sobre as pessoas afetadas por questões de saúde auditiva. 

Unicef/Olivier Asselin

Mulher em hospital da Serra Leoa. Nos países de baixa renda, cerca de 78% têm menos de um especialista em doença de ouvido

“Existem vários estigmas em relação à pessoa com perda auditiva, inclusive estigmas estéticos, que impedem as pessoas de buscar o tratamento necessário. Tudo isso precisa ainda evoluir bastante. Precisa avançar essa discussão, para que as pessoas que usam aparelho auditivo se sintam integradas. É como uma pessoa que usa óculos. A deficiência visual, com necessidade de utilização de óculos, é extremamente mais comum e mais aceita do que a necessidade de um aparelho auditivo.” 

Entre os prestadores de cuidados de saúde, muitas vezes falta conhecimento sobre a prevenção, a identificação precoce e o tratamento da perda auditiva e de doenças do ouvido. Essa limitação afeta a capacidade de fornecer os cuidados. 

Informação  

Os desafios incluem ainda a falta de integração de cuidados auditivos nos sistemas nacionais de saúde, cujo acesso é ainda um desafio para pessoas sofrendo de problema de ouvido ou perda auditiva. As medições e a documentação são deficientes e faltam indicadores nos sistemas de informação em saúde.  

Nos recursos humanos, as lacunas são visíveis na incapacidade oferecida pelos sistemas de saúde. Nos países de baixa renda, cerca de 78% têm menos de um especialista em doença de ouvido, nariz e garganta por cada milhão de habitantes. 

O relatório aponta que nessas economias, 93% dos cidadãos têm menos de um audiólogo por milhão de pessoas. Somente 17% deles têm um ou mais fonoaudiólogos e metade têm um ou mais professores para surdos por milhão.  

© Acnur/@Diego Ibarra Sanchez

Maysa El Kheiry, de quatro anos, escapou da guerra na Síria em 2016. Dois anos depois, ela se matriculou na escola do Instituto Padre Andeweg para os Surdos (FAID), onde canta no coral.

A boa notícia é que essas disparidades podem ser eliminadas através de uma integração dos cuidados auditivos e auditivos em cuidados primários de saúde, adotando estratégias como compartilhamento de tarefas e treinamento.  

Sobrecarga 

Mesmo em países com proporções relativamente altas de profissionais de saúde auditiva e de ouvido, a distribuição de especialistas é desigual. Esse desequilíbrio representa desafios para as pessoas precisando de cuidados e sobrecarrega aos profissionais desses serviços.  

O relatório foi lançado para marcar o Dia Mundial da Audição de 2021, sob o lema Cuidados Auditivos para Todos! Filtrar, reabilitar, comunicar. 

Triagem 

Quase 60% da perda auditiva pode ser evitada com medidas como imunização para prevenir a rubéola e a meningite, a melhoria dos cuidados maternos e neonatais, além da triagem e tratamento precoce da otite média. 

Em adultos, o controle de ruídos, os níveis seguros de volume e a vigilância de medicamentos ototômicos podem ajudar a manter uma boa audição e reduzir o potencial de perda auditiva. A esses fatores junta-se uma boa higiene do ouvido. 

Na publicação, a OMS destaca que a identificação do problema é o primeiro passo para lidar com a perda auditiva ou doenças relacionadas ao ouvido. 

© Acnur/@Diego Ibarra Sanchez

Crianças cantam no coral de Natal do FAID, que recebe jovens libaneses e sírios com deficiências auditivas de diferentes origens religiosas.

Relatoras pedem investigação internacional sobre envenenamento de Alexei Navalny 

Opositor do governo russo está preso no país desde que retornou a Moscou após meses de recuperação na Alemanha, onde fez tratamento; em entrevista a jornalistas, especialistas em direitos humanos também responderam perguntas sobre assassinato de jornalista saudita, Jamal Khashoggi, em outubro de 2019. 

O povo do Iémen desespera por ajuda

 A ONU convocou um encontro de Alto Nível sobre a Crise Humanitária no Iémenpaís que é atualmente palco para a maior crise humanitária do mundo. 82% da população necessita de ajuda urgente, 16 milhões de pessoas passarão fome este ano e 5 milhões arriscamse a morrer à fome.

Nesta segunda-feira, 1 de março de 2021, as Nações Unidas reuniram os Estados-membros com o objetivo de firmar compromissos e mobilizar recursos para atender às urgências do Iémen. Desde que a guerra civil eclodiu no país em 2014, a fome aguda, as chuvas torrenciais, a crise económica, a praga de gafanhotos, a cólera e a Covid-19 devastaram o país. O financiamento insuficiente do Programa Mundial de Alimentos dificulta a assistência a milhões de iemenitas.

De acordo com o Escritório da ONU para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), 82% do total da população iemenita (29,8 milhões de pessoas) precisa de ajuda humanitária e 19 milhões são vítimas da violência. À data de hoje, 10,7 milhões de pessoas recebem ajuda e o investimento necessário é de 2,8 mil milhões de euros, para que possa chegar a toda a população necessitada.

O principal objetivo do evento de Alto Nível desta segunda-feira é que os Estados-membros e outros doadores apresentem compromissos para atender às graves necessidades do país. “Para a maioria das pessoas, a vida no Iémen é hoje insuportável. A infância no Iémen é uma espécie de inferno ”, alertou o secretário-geral da ONU António Guterres.

Um olhar sobre a urgência

Antes do evento, o fotógrafo premiado Giles Clarke deslocou-se ao Iémen a convite da ONU. Este é o resultado do seu trabalho.

Iémen © UNOCHA / Giles Clarke

Hanan, 35 anos, mãe de dois filhos. Deslocada pela guerra.

“Quando o bombardeamento se aproximou da nossa casa em Hudaydah, fugimos e deixámos tudo. A estrada para Aden era um caminho perigoso, com balas disparados dos postos de controlo. Não tenho um emprego. Peço ajuda às pessoas e comida para os meus filhos. Por vezes, recebemos comida e outras vezes não nos dão nada. A minha irmã morreu no bombardeamento em Hudaydah. Tudo mudou na minha vida. ”

Hanan é divorciada e cuida dos seus filhos, de 13 e 7 anos.

Iémen © UNOCHA / Giles Clarke

 Zahraa, 23 anos. Deslocada pela guerra.

“Sou casada e temos uma filha. O nome dela é Amal e tem 2 anos. Moramos com a minha mãe, as minhas irmãs e o meu irmão. Os meus pais são divorciados. O que mais me deixa feliz é quando nos sentamos e discutimos os nossos sonhos. A minha irmã quer terminar os estudos na universidade. O meu irmão quer casar. Sinto falta da estabilidade. Espero que possamos voltar para nossa cidade natal. ”

Iémen © UNOCHA / Giles Clarke

Yebrah, 50 anos, mãe de dez filhos. Deslocada pela guerra.

“Tenho 10 filhos – 2 morreram e 8 estão vivos. Os meus filhos são a coisa mais preciosa da minha vida. A coisa mais difícil que já passei foi perder um dos meus filhos com um tumor no cérebro. ”

Iémen © UNOCHA / Giles Clarke

Taybah, 5 anos. Deslocada pela guerra

“A coisa de que eu mais gosto é brincar com minhas bonecas.”

 Iémen © UNOCHA / Giles Clarke

Kamal, 35 anos. Deslocado pela guerra.

“A situação em Hudaydah era muito má. As nossas casas foram atingidas e as casas foram destruídas por bombardeamentos. Perdi o meu pai. A nossa vida aqui é um dia de trabalho para 10 dias sem trabalho. Comemos duas refeições por dia. Se tomarmos o pequeno-almoço e almoçarmos, já não jantamos. O meu filho tem uma doença cardíaca. O tratamento não está disponível aqui; Tenho de o trazer de Hudaydah. Se ele parar de o tomar por uns dias, ele fica muito cansado. É um tratamento para toda a vida. Aquilo de que mais me orgulho é do meu filho. Ele dá-me força para continuar. O meu filho, Rakan, e a sua mãe. A minha família é o mais importante. E tudo o que desejo é que o meu filho seja curado.”

Iémen © UNOCHA / Giles Clarke

Fátima, 45 anos, mãe de onze. Deslocada pela guerra.

“O bombardeamento foi tão pesado. Tínhamos que agarrar em tudo o que podíamos e sair de casa imediatamente. Deixei os meus documentos de identidade e tudo o que é importante para trás ”. “Precisamos de alugar um quarto e não podemos continuar numa barraca. A chuva e o vento tornam tudo muito difícil. ”

Fátima tem 11 filhos e filhas. Fugiu de Hudaydah há três anos na sequência dos ataques aéreos e bombardeamentos.