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Dia Internacional das Pessoas com Deficiência

Criança com incapacidade auditiva

Quando asseguramos os direitos das pessoas com deficiência, ficamos mais perto de alcançar a principal promessa da Agenda 2030: não deixar ninguém para trás.

Ainda que haja muito por fazer, temos visto um progresso importante na construção de um mundo inclusivo para todos.

Quase todos os Estados-membros das Nações Unidas ratificaram a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência e apelo urgentemente aos que ainda não o fizeram que a ratifiquem o quanto antes.

Em junho, lancei a Estratégia das Nações Unidas para a Inclusão das Pessoas com Deficiência, com o objetivo de aumentar os nossos padrões e melhorar o nosso desempenho ao para a inclusão de pessoas com deficiência em todas as áreas do nosso trabalho e em todo o mundo.

E, pela primeira vez, o Conselho de Segurança adotou a sua primeira resolução dedicada à proteção de pessoas com deficiência em conflitos armados.

Estamos determinados a liderar pelo exemplo.

Neste Dia Internacional, reafirmo o compromisso das Nações Unidas de trabalhar com pessoas com deficiência para construir um futuro sustentável, inclusivo e transformador, no qual todos, incluindo mulheres, homens, meninas e meninos com deficiência, possam compreender o seu potencial.

Obrigado.

Dia Mundial da Luta contra a SIDA

Coração Luta contra a SIDA

Acabar com a epidemia da SIDA até 2030, como nos comprometemos nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, exige um esforço de colaboração contínuo. As Nações Unidas, governos, sociedade civil e outros parceiros têm trabalhado em conjunto para expandir o acesso aos serviços de saúde e para por fim a novos caso de infeção de VIH. Em 2018, recebiam tratamento mais de 23 milhões de pessoas infetadas com o VIH.

As comunidades espalhadas pelo planeta são o coração desta resposta – ao ajudarem as pessoas a lutar pelos seus direitos, ao promoverem o acesso a serviços sociais e de saúde livres de preconceito, ao garantir que os serviços chegam aos mais vulneráveis ​​e marginalizados e ao fazer pressão para que as leis discriminatórias mudem. Como o tema da deste ano destaca, as comunidades fazem realmente a diferença.

Contudo, há ainda necessidades por atender. Um número recorde de 38 milhões de pessoas ainda vive com o VIH e os recursos para dar resposta à epidemia caíram em mil milhões dólares no ano passado.

Mais do que nunca, precisamos de aproveitar o papel das organizações comunitárias que intercedem pelos seus pares, que prestam serviços de combate ao VIH, que defendem os direitos humanos e que fornecem apoio.

Quando as comunidades se envolvem, vemos mudanças a acontecer. Estamos a ver o investimento a entregar resultados. E vemos também igualdade, respeito e dignidade.

Com as comunidades, podemos acabar com a SIDA.

Dia Internacional da Solidariedade com o Povo Palestiniano

Criança na Palestina

A resolução do conflito israelita-palestiniano continua a ser um dos desafios mais complexos que ​​a comunidade internacional enfrenta atualmente. Infelizmente, no ano passado, não se registaram desenvolvimentos positivos e a situação no terreno continua a deteriorar-se.

A intensificação dos colonatos ilegais, a demolição de casas palestinianas e o sofrimento generalizado em Gaza têm de acabar. O estabelecimento de colonatos no Território Ocupado da Palestina, incluindo Jerusalém Oriental, não tem força legal e constitui uma violação flagrante do direito internacional, conforme inscrito na Resolução 2334 do Conselho de Segurança.

Estas ações ameaçam a viabilidade de estabelecer um Estado palestiniano com base em resoluções relevantes das Nações Unidas. Além disso, o lançamento indiscriminado de mísseis e morteiros contra as populações civis israelitas tem de acabar.

Apelo a israelitas e palestinianos, e a todos os seus apoiantes, que tomem medidas que restaurem a esperança na solução de dois Estados. Não há outra alternativa viável. É uma perigosa ilusão pensar que o conflito pode ser gerido ou contido perpetuamente. Somente com negociações construtivas entre as partes, de boa-fé, com o apoio da comunidade internacional, a adesão das resoluções firmes das Nações Unidas e parâmetros previamente acordados, haverá uma solução justa e estável, com Jerusalém como capital dos dois Estados. O que é necessário, em primeiro lugar, é liderança e vontade política. Os esforços da sociedade civil e daqueles que, em ambos os lados, procuram preencher o vazio entre israelitas e palestinianos também precisam de ser apoiados.

Neste Dia Internacional da Solidariedade, reafirmamos o nosso empenho em defender os direitos do povo Palestiniano.

As Nações Unidas não irão hesitar no seu compromisso com o povo Palestiniano ao mesmo tempo que nos esforçamos para proteger os seus direitos inalienáveis ​​e construir um futuro de paz, justiça, segurança e dignidade para palestinianos e israelitas.

Argentino, novo chefe da Aiea, priorizará comunicação, inovação e igualdade gênero

O argentino de 58 anos atuou como diretor-geral adjunto de política e chefe de gabinete na Aiea de 2010 a 2013. De 2007 a 2009, ele ocupou o cargo de diretor-geral de Assuntos Políticos no Serviço de Relações Exteriores da Argentina.

Foi chefe de gabinete da Organização para a Proibição de Armas Químicas, Opaq, em Haia de 2002 a 2007. Anteriormente, ocupou vários cargos no Ministério das Relações Exteriores da Argentina.

Grossi tem doutorado em História e Política Internacional, além de mestrado em relações internacionais e diploma em ciências políticas.

Aiea

Em Sessão Especial da Conferência Geral, o diplomata afirmou que o trabalho da Aiea tem um impacto direto em questões fundamentais de guerra, paz, saúde, energia, alimentos e água.

Ele acrescentou que a agência toca “a vida de milhões de pessoas melhorando o acesso à medicina nuclear e à radioterapia, permitindo que os agricultores cultivem mais alimentos, apoiando o gerenciamento de recursos hídricos escassos, e em inúmeras outras áreas.”

Mudança Climática

Ao mencionar a questão da mudança climática, Grossi disse que a energia nuclear não faz parte do problema, mas que pode fazer parte da solução para os países que desejam usá-la.

Dados da agência indicam que a energia nuclear fornece cerca de 10% da eletricidade do mundo e contribui com um terço de toda a eletricidade de baixo carbono.

Grossi sucede Yukiya Amano, do Japão, que foi o quinto diretor-geral da Aiea. Amano foi nomeado pela primeira vez para o cargo em 2009 e morreu em 18 de julho de 2019.

Conflito no leste da Ucrânia afeta 430 mil crianças

Fundo das Nações Unidas para a Infância diz que solução política está muito atrasada; nos últimos cinco anos, região tornou-se uma das mais contaminadas com minas terrestres, colocando em risco mais de 2 milhões de pessoas.

ONU: mundo tem mais de 40 milhões de vítimas da escravidão moderna

Para cada mil pessoas no mundo, existem 5,4 vítimas da escravidão moderna. De acordo com as Nações Unidas, cerca de 25% das vítimas deste tipo de abuso são crianças.

A Arca do Retorno, o memorial permanente para honrar as vítimas da escravidão e do comércio transatlântico de escravos, na entrada da sede da ONU em Nova Iorque. Foto: ONU/Rick Bajornas.

É para chamar atenção para a questão que 2 de dezembro se tornou o Dia Internacional para a Abolição da Escravidão. O dia marca a data da adoção, pela Assembleia Geral, da Convenção da ONU para a Supressão do Tráfico de Pessoas e a Exploração da Prostituição de Outros.

Escravidão Moderna

O foco deste dia está na erradicação das formas contemporâneas de escravidão, como tráfico de pessoas, exploração sexual, casamento forçado e recrutamento forçado de crianças para uso em conflitos armados.

A ONU aponta que a escravidão evoluiu e se manifestou de diferentes maneiras ao longo da história. 

Lei

A escravidão não é apenas uma relíquia histórica. Segundo a Organização Internacional do Trabalho, OIT, mais de 40 milhões de pessoas em todo o mundo ainda são suas vítimas.

Embora a escravidão moderna não seja definida em lei, ela é usada como um termo que abrange práticas como trabalho forçado, servidão por dívida e tráfico de seres humanos. Essencialmente, refere-se a situações de exploração que uma pessoa não pode recusar ou deixar devido a ameaças, violência, coerção, engano e abuso de poder.

Dados

De acordo com a agência da ONU, mais de 150 milhões de crianças estão sujeitas ao trabalho infantil, representando quase uma em cada dez crianças em todo o mundo.

Dos 24,9 milhões de pessoas em situação de trabalho forçado, 16 milhões são exploradas no setor privado, como trabalho doméstico, construção ou agricultura.

A exploração sexual forçada afeta 4,8 milhões de pessoas e outros 4 milhões enfrentam trabalho forçado imposto por autoridades estatais.

Mulheres e meninas são desproporcionalmente afetadas, representando 99% das vítimas na indústria comercial do sexo e 58% em outros setores.

Neste vídeo, a ONU News mostra uma exposição sobre a exploração infantil que aconteceu na sede da ONU em Nova Iorque, em 2018. 

OIT

Em novembro de 2016, entrou em vigor um novo Protocolo juridicamente vinculativo da OIT que pretende fortalecer os esforços globais para eliminar o trabalho forçado.

A campanha 50 for Freedom, 50 pela Liberdade na tradução em português, visa convencer pelo menos 50 países a ratificar o Protocolo do Trabalho Forçado até o final de 2019.

Recursos para resposta à epidemia de HIV/Aids caíram US$ 1 bilhão em 2018

O secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou que acabar com a epidemia de Aids até 2030, como definido nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, “exigirá um esforço por parte de todos.”

Em 2018, cerca de 37,9 milhões de pessoas viviam com HIV em todo o mundo. Foto: Aliança da Saúde Pública / Ucrânia

Este domingo, 1º de dezembro, marca o Dia Mundial de Combate à Aids. O tema esse ano é “As comunidades fazem a diferença”.

Progressos

Em mensagem sobre o dia, Guterres afirmou que “as Nações Unidas, governos, sociedade civil e outros parceiros têm atuado juntos para aumentar o acesso aos serviços de saúde e parar as novas infecções.”

No ano passado, cerca de 37,9 milhões de pessoas viviam com HIV em todo o mundo. Dessas, mais de 23 milhões receberam tratamento.

Segundo o chefe da ONU, “comunidades em todo o mundo estão no centro desta resposta, ajudando às pessoas a cobrarem seus direitos, promovendo acesso a serviços sociais e de saúde livres de estigma.”

As comunidades também “garantem que esses serviços cheguem aos mais vulneráveis e marginalizados, pressionando por mudanças em leis discriminatórias.”

Obstáculos

O secretário-geral disse que, ainda assim, existem várias necessidades. Apesar do número recorde de pessoas infectadas, os recursos para a resposta caíram US$ 1 bilhão no ano passado.

Para António Guterres, mais do que nunca é preciso “aproveitar o papel de organizações lideradas por comunidades que defendem seus pares, fornecem apoio e serviços para pessoas com HIV e defendem os direitos humanos.”

Ele disse que, quando as comunidades se engajam, mudanças acontecem e investimentos são traduzidos em resultados.

O chefe da ONU termina a mensagem dizendo que, com as comunidades, é possível acabar com a Aids.

Teste de HIV acessível – um passo importante no combate ao vírus. Foto: Aliança da Saúde Pública/Ucrânia

Comunidades

Sobre o tema desse ano, a diretora-executiva do Unaids, Winnie Byanyima, disse que, sem comunidades, não existiriam 24 milhões de pessoas fazendo tratamento.

Ela lembrou o exemplo de Jeanne, uma mulher do Burundi que, há 25 anos, foi a primeira pessoa a revelar que estava vivendo com o vírus. Hoje, ela se tornou ativista e luta pelo direito à assistência médica.

Depois de Jeanne, vieram outros ativistas mais jovens, como Yana, de 20 anos, que nasceu com HIV na Ucrânia. Yana fundou o Teenergizer, um grupo que reúne jovens em toda a Europa Oriental.

Fiacre, ativista que vive na República Centro-Africana, atravessa uma zona de conflito de bicicleta para recolher antirretrovirais para ele e para um grupo que  apoia.

Governos

Para a chefe do Unaids, estes exemplos mostram “como as comunidades fazem a diferença em todo o mundo.” Ainda assim, “estas inúmeras contribuições não podem substituir a responsabilidade dos governos.”

Segundo ela, os países-membros assumiram o compromisso de que pelo menos 30% dos serviços de HIV sejam chefiados por membros da comunidade. Além disso, 6% de todo o financiamento para esta luta deve ser usado em serviços de mobilização da comunidade.

Winnie Byanyima termina sua mensagem pedindo que “os governos abram espaço para que os ativistas possam fazer o trabalho que fazem melhor.”

COP25: Conheça cinco destaques da Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática

As mudanças climáticas são uma realidade. O mundo já está 1.1ºC mais quente do que no início da revolução industrial. E isso tem um impacto importante no globo e na vida das pessoas. E se as tendências atuais persistirem, as temperaturas globais podem subir de 3.4 a 3.9ºC ainda neste século. Este cenário causaria impactos destrutivos sobre o meio ambiente.

Este alerta parte da comunidade internacional pouco antes da Conferência da ONU sobre o Clima, COP 25, que começa em 2 de dezembro, em Madri, na Espanha. Apenas dois meses antes do evento, o secretário-geral da ONU convocou o Encontro de Cúpula sobre Ação Climática, em Nova Iorque, para chamar a atenção de líderes internacionais sobre a gravidade da situação. Mas o que esperar da COP 25?

1.  Acaba de acontecer a Cimeira de Ação Climática em Nova Iorque. Qual a diferença para a COP 25?

O Encontro de Cúpula em setembro foi uma iniciativa do secretário-geral da ONU, António Guterres. O foco era a atenção da comunidade internacional sobre a emergência do clima e sobre acelerar ações para reverter a mudança climática. A COP 25, realizada em Madri, é a Conferência das Partes da Convenção sobre Mudança Climática, UNFCCC, que tem como alvo assegurar que a Convenção (e agora o Acordo de Paris 2015), que reforça a Convenção sejam implementados.

2. Mas por que tanta atenção da ONU no clima?

Existem mais provas dos impactos da mudança climática, especialmente em eventos extremos de temperatura, e esses impactos estão cobrando um preço ainda mais alto.  A ciência mostra que as emissões (de dióxido de carbono) estão subindo e não baixando.   

De acordo com o relatório da Organização Mundial de Meteorologia 2019, os níveis de gases de efeito estufa na atmosfera alcançaram uma nova alta recorde.  Estas tendências a longo prazo e contínuas indicam que as gerações futuras serão confrontadas com um aumento severo de impactos incluindo a subida de temperaturas, padrões meteorológicos mais extremos,  escassez de água e subida no nível do mar além da ruptura dos ecossistemas marinhos e terrestres.

A agência Meio Ambiente da ONU, Pnuma, alertou em seu relatório de 2019, que as emissões de gases que causam o efeito estufa teriam de ser reduzidas numa média de 7,6 por cento ao ano de 2020 a 2030.  Somente assim, o mundo poderia alcançar a meta de 1.5°C de aumento das temperaturas sobre níveis pré-industriais.  Os cientistas concordam que esta é uma meta ambiciosa, e que as chances de alcançá-la estão diminuindo.

Um fazendeiro nas Filipinas inspeciona sua colheita de arroz após uma enchente. Prevê-se um aumento das inundações devido às mudanças climáticas. Foto: Banco Mundial/Nonie Reyes

3. O que o Encontro de Cúpula sobre o Clima, em setembro, conseguiu?

O encontro serviu como uma espécie de trampolim para os prazos cruciais de 2020, que foram estabelecidos no Acordo de Paris sobre mudança climática. A Cimeira também ajudou a chamar a atenção do mundo para a emergência do clima e a necessidade urgente de aumentar as ações de mitigação por parte dos governos e do setor privado. E os líderes internacionais, de muitos países, demonstraram com ações o apoio ao apelo.

Mais de 70 nações se comprometeram com uma de zero emissão de carbono até 2050. Mesmo que os grandes emissores de CO2 não tenham feito seus compromissos ainda. Mais de 100 cidades também anunciaram suas medidas incluindo várias das maiores capitais do globo.

Pequenos Estados-Ilhas juntaram-se para alcançar neutralidade em carbono e a direcionarem-se 100% para a energia renovável até 2030. E países do Paquistão à Guatemala, da Colômbia à Nigéria, da Nova Zelândia a Barbados prometeram plantar mais de 11 bilhões de árvores.

Mais de 100 líderes do setor privado comprometeram-se a acelerar ações na economia verde.  Um grupo dos maiores proprietários de ativos do mundo, que controlam US$ 2 trilhões, anunciaram que vão partir para investimentos e carteiras de neutralidade em carbono até 2050. A medida é adicional ao chamado recente de gerentes de ativos que concentram US$ 34 trilhões, ou quase metade do capital investido, para que os líderes globais atribuam um preço significante ao carbono e eliminem os subsídios fósseis e o poder do carvão térmico em todo o mundo.

Crianças no Chade plantam uma árvore de acácia. Foto: Pnud Chad/Jean Damascene Hakuzim

4. Espere: Pnuma, OMM, Ipcc, Unfccc, COP por que tantos acrônimos e siglas?

É verdade que a ONU é um local de muitas siglas. Todas elas representam as ferramentas internacionais e agência que, sob a liderança da ONU, foram criadas para ajudar a avançar com o tema da ação climática, em nível global. E mostramos aqui como elas se coordenam e cooperam nesta mesma luta.

O Pnuma é o Programa da ONU para o Meio Ambiente, a agência líder e uma autoridade ambiental que estabelece a agenda do setor e serve como uma defensora para o meio ambiente global. A OMM é a Organização Mundial de Meteorologia, a agência da ONU para cooperação internacional em áreas como previsão da meteorologia, observação de mudanças no clima e o estudo dos recursos hídricos.

Em 1988, a Assembleia Geral da ONU pediu ao Pnuma e à OMM que estabelecessem um Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática, IPCC, que é composto de centenas de especialistas  que avaliam os dados e fornecem evidência, com base científica, para ações de negociação climática.

Todas as três agências publicam relatórios que, nos anos recentes, têm frequentemente chegado às manchetes internacionais, à medida que a preocupação com o clima aumenta.

E sobre a Convenção Quadro sobre Mudança Climática, UNFCCC, o documento foi adotado em 1992 durante a Cúpula da Terra no Rio de Janeiro, no Brasil. Neste tratado, as nações concordaram em “estabilizar as concentrações de emissões de CO2 na atmosfera” para evitar uma interferência perigosa da atividade humana sobre o sistema climático.

Hoje, 197 países têm parte no tratado. Todos os anos, desde que entrou em vigor em 1994, a “conferência das  partes” ou COP é realizada para discutir o caminho adiante. A próxima COP começa em Madri, em 2 de dezembro.

5. E o que é importante sobre a COP?

O UNFCCC não tem poder vinculatório sobre as emissões de CO2 para países individualmente, e tampouco mecanismos de aplicação, várias extensões e renovações deste tratado foram negociadas durante as últimas COPS incluindo ao Acordo de Paris, adotado em 2015. Ali, todos os países acordaram em aumentar seus esforços para limitar o aquecimento global em 1.5ºC sobre os níveis de temperatura pré-industriais além de acelerar o financiamento da ação climática.

A COP25 será a última antes de o mundo entrar no ano determinante de 2020, quando muitas nações submeterão seus planos de ação climática. Dentre muitos elementos que precisam de um ajuste está o financiamento do clima em nível mundial.

Atualmente não tem sido feito o suficiente para alcançar os três objetivos do clima: redução de 45% das emissões de CO2 até 2030; alcançar a neutralidade em carbono até 2050 (o que representa uma pegada de zero carbono) e estabilização do aumento da temperatura global em 1.5% até o fim do século.

E porque o tempo não espera, e o relógio continua a correr quando o tema é mudança climática, o mundo não pode se dar ao luxo de perder mais tempo. É preciso acordar um caminho decisivo, ousado e ambicioso que gere os resultados necessários.

Capacitação em Moçambique destaca urgência de advocacia sobre a pessoa com albinismo

Criar condições de proteção das pessoas com albinismo é um dos temas centrais dos direitos humanos. Em Maputo, especialistas, académicos e sociedade civil debatem o tema até esta sexta-feira.

Uma das metas do evento é combater a má-perceção sobre esta condição nos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa. A reunião é realizada pela representação em Moçambique da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, Unesco.

Soluções

Participantes da Conferência organizada pela Unesco. Entre 20 mil e 30 mil pessoas vivem com albinismo em Moçambique, Ouri Pota

O encontro realizado em parceria com governo moçambicano debate e partilha experiências para que sejam encontradas soluções para desafios que enfrentam as pessoas com albinismo.

A ONU News em Maputo ouviu alguns participantes no evento. A jurista Denardina Amisse é da provincia de Nampula, norte de Moçambique.  Ela contou que exclusão durante a infância impulsionou a luta pelos direitos das pessoas com albinismo.

Albinismo

“Acreditamos que colhendo experiências com países como Angola e Guiné-Bissau, iremos desenvolver mais as nossas capacidades cognitivas a fim de responder as demandas ofertadas pela sociedade. Acredito que poderei contribuir bastante no que diz respeito à proteção dos direitos da pessoa com albinismo.”

Já Flávia Pinto, disse que, mesmo não vivendo com com albinismo, veio à  conferência para partilhar a experiência que lhe levou a ser ativista em prol das pessoas com esta condição.“O meu pai faleceu em julho de 2015 e nós  o enterramos no cemitério municipal da cidade de Tete. Uma semana antes de fazer um ano, foram indivíduos ate então desconhecidos, vandalizaram a campa do meu pai e removeram o caixão,  umas partes do corpo do meu pai. De acordo com o legista em Tete, eles constataram que os indivíduos retiraram parte dos braços e dos pés.”

O albinismo é uma condição genética, rara e não contagiosa por deficiência dos pigmentos nos cabelos, na pele e nos olhos.

Pessoas com albinismo são vulneráveis a sofrer cancro da pele ou ser vítimas de estigma social. O representante da Associação Amor a Vida, Hugo Firmino, menciona  maiores preocupações constatadas na sua província.

Passado

“Especificamente dos protetores solares, que são a grande dificuldade das pessoas com albinismo, mas também a questão da aquisição dos óculos de vista, mesmo por causa dos preços. Mas há também um aspeto que devemos ter em conta: a educação sobre a questão do albinismo, porque o que se está a viver agora é fruto da má educação que tivemos no passado em que as pessoas pouco ou quase nada sabiam em relação ao albinismo.”A questão do albinismo levanta preconceitos sociais e superstição expondo a pessoas com essa condição a vários níveis de estigma.

Para minimizar estes fatores, a representante da Associação Zé Manuel Pinto, Flávia Pinto, disse que o grupo advoga a  questão da educação.

“Se você da uma educação a qualquer criança, particularmente uma criança com albinismo que são pessoas particularmente muito inteligente, eles podem pegar essa informação e revolucionar. Com tudo o que está acontecer aqui hoje, as conferências, a partilha de informação, todos podemos revolucionar esta causa em que todos lutamos por ela”

Estigma

Dados do relatório independente sobre exercício dos direitos humanos pelas pessoas com albinismo em Moçambique aponta a existência de estima no país onde cerca de 30 mil pessoas com albinismo.

A conferência e capacitação sobre Albinismo nos Palop encerra sexta-feira em Maputo.

O evento é apoiado pela relatora independente sobre os direitos das pessoas com albinismo, a Fundação Ford,  o Fundo das Nações Unidas para a População, Unfpa,  e o Alto Comissariado da ONU para os Direitos Dumanos.

De Maputo para ONU News, Ouri Pota.

ONU envia força de reação rápida após ataque que matou 19 no leste da RD Congo

As Nações Unidas despacharam uma força de reação rápida para o leste da República Democrática do Congo, RD Congo, após um ataque que na quarta-feira matou 19 pessoas na área de Maliki.

O atentado foi atribuído ao grupo rebelde Forças Democráticas Aliadas, ADF, na área da província do Kivu do Norte.

Em 15 de novembro de 2019, Leila Zerrougui, representante especial do secretário-geral da ONU, visitou Kitshanga, província de Kivu do Norte. Foto: Monusco

Tropas de Paz

A Missão das Nações Unidas na RD Congo, Monusco, informou que está coordenando o envio de mais forças em encontros com representantes do Exército congolês.

A Monusco também contou que reforçou suas tropas em Beni e Butembo apesar da situação estar mais calma após protestos realizados esta semana.

Agências de notícias informaram que os manifestantes bloquearam estradas alegando que forças do governo e tropas de paz não conseguiram evitar o ataque do ADF. Com a ofensiva foram danificados o prédio municipal e o complexo da ONU em Beni.

Movimentos

De acordo com agências de notícias, várias representações diplomáticas internacionais aconselharam o seu pessoal a se protegerem e a limitarem os movimentos.

A violência na RD Congo foi debatida no Conselho de Segurança da ONU a portas fechadas na terça-feira. Na reunião, a chefe da Monusco, Leila Zerrougui, destacou que o cenário no terreno era de “grande agitação”.

A representante disse ainda que o desafio da operação de paz era lidar com a fúria das pessoas e os ataques no leste do país, onde operam mais de 100 grupos armados.

ONU News/Joon Park

Em Beni, na RD Congo, soldados da paz do Malawi vigiam uma aldeia antes de entrar para fazer patrulha. 

Ebola

Zerrougui contou que este novembro houve cerca de 14 ataques que já causaram aproximadamente 80 mortos na região, que enfrenta o pior surto de ebola na história do país.

Mais de 2 mil pessoas morreram desde que o surto de ebola foi declarado em agosto passado.

Exposição na ONU marca Dia Internacional de Solidariedade com o Povo Palestino

Uma exposição de fotos, na sede da ONU em Nova Iorque, é um dos destaques da celebração do Dia Internacional de Solidariedade com o Povo Palestino, marcado em 29 de novembro.

A exibição “Palestina – a mais universal das causas nacionais” reúne declarações do ator de Hollywood, Richard Gere e dos vencedores do Prêmio Nobel da Paz, Malala Yosafzai, e Nelson Mandela.

Dois Estados

Crianças em Gaza, onde a Unrwa assiste cerca de 1 milhão de refugiados palestinos, Banco Mundial/Natalia Cieslik

Mandela, por exemplo, afirmou durante um discurso em Pretória, em 1997, que a “liberdade só seria completa, quando ocorresse a liberdade do povo palestino”. Para Malala, a educação é fundamental para que as crianças palestinas possam viver livres e seguras.

O ator Richard Gere afirmou que os israelenses precisam viver em segurança, mas que os palestinos não podem ter uma vida de desespero.

O Dia Internacional em Solidariedade ao Povo Palestino cai em 29 de novembro porque nesta mesma data, em 1947, a Assembleia Geral adotou a resolução 181 (II), que ficou conhecida como a Resolução para a Partilha, que daria origem ao estabelecimento de dois Estados: um árabe e outro judaico com Jerusalém como um “corpo separado” e sob um regime internacional especial. A sessão foi presidida na época pelo brasileiro Oswaldo Aranha.

Sociedade civil

Este ano, os eventos ocorrem com antecedência por causa do feriado do Dia de Ação de Graças, nos Estados Unidos. Outras sedes da ONU em Genebra, Nairóbi e Viena também comemoram a data.

Em Nova Iorque, o dia começa com uma reunião especial da Assembleia Geral, que deve contar com a presença do presidente da Casa, Tijjani Muhammad-Bande, e o presidente rotativo do Conselho de Segurança assim como a do secretário-geral, António Guterres. Vários representantes de delegações e da sociedade civil também devem discursar sobre a Questão Palestina, como o tema é classificado em  várias resoluções da ONU.

Todos os anos, a Assembleia Geral analisa o relatório da Comissão sobre o assunto. O próximo debate começa na terça-feira, 3 de dezembro. A Assembleia deve adotar quatro resoluções sobre o tema.

O Dia Internacional de Solidariedade com o Povo Palestino foi criado em 1977 por uma resolução da Assembleia Geral.

A exibição “Palestina – a mais universal das causas nacionais” deve ficar aberta na sede da ONU até 6 de janeiro.

Cepal: América Latina e Caribe tiveram mais de 3,5 mil feminicídios em 2018

A América Latina e o Caribe estão perdendo uma média de 10 mulheres por dia para crimes de feminicídio.

Segundo as Nações Unidas, a maioria dos atos de violência física ou sexual são cometidos por um parceiro. Foto: ONU Mulheres/Dzilam Mendez

A constatação é de um estudo do Observatório de Igualdade de Gênero da Comissão Econômica para a América Latina e Caribe, Cepal.

Taxas

O levantamento, divulgado nesta segunda-feira pela Cepal, revela que 3.529 mulheres foram assassinadas no ano passado por razões de gênero.

O Brasil registrou 1.206 casos de feminicídio. Mas em taxas proporcionais, baseadas no tamanho da população, El Salvador, Honduras a Bolívia foram os países com o maior número de crimes desta natureza.

Em El Salvador morrem 6.8 mulheres para cada 100 mil habitantes. Em Honduras, 5.1. Na Bolívia: 2.3, um pouco a mais que Guatemala com 2.0 e República Dominicana com 1.9.

O Brasil aparece no meio da tabela. Com 1.1 feminicídio para cada 100 mil habitantes. O país menos violento é o Peru com 0.8.

No Caribe, as taxas mais altas encontram-se em Guiana e Santa Lúcia, onde mais de quatro mulheres morrem somente pelo fato de serem mulheres.

Concentrações globais de CO2 atingem novo recorde

Os níveis de gases de efeito estufa na atmosfera subiram e atingiram o novo recorde de 407,8 partes por milhão em 2018. No ano anterior, a Organização Meteorológica Mundial, OMM, registrou uma concentração de dióxido de carbono de 405,5 partes por milhão.

Agência destaca que essa tendência indica que as futuras gerações poderão enfrentar impactos cada vez mais severos da mudança climática. Foto: Shutterstock/Christian Kobierski/Unep

Em nota, emitida esta segunda-feira, a agência destaca que essa tendência prossegue a longo prazo, indicando que “as futuras gerações poderão enfrentar impactos cada vez mais severos da mudança climática”.

Ecossistemas

As consequências da situação incluem o aumento constante das temperaturas, a ocorrência de fenômenos climáticos extremos, um maior estresse hídrico, a subida do nível do mar e a alteração dos ecossistemas marinhos e terrestres.

O Boletim da OMM sobre os Gases de Efeito Estufa destaca que, entre 2017 e 2018, a concentração de CO2 foi muito similar a que foi observada no período anterior. Esse nível esteve ligeiramente acima da média na última década.

A nova publicação assinala ainda que os níveis globais do gás carbônico  ultrapassaram a referência global de 400 partes por milhão, que foram adotadas pelos países em 2015.

A OMM também relembra que o dióxido de carbono permanece por séculos na atmosfera e durante períodos ainda mais longos nos oceanos.

Foto: Pnud/Shawn Heinrichs

A queima de plásticos libera gases tóxicos na atmosfera.

Concentrações

O estudo revela ainda que as concentrações de metano e óxido nitroso aumentaram em relação à década passada. As observações foram feitas pela rede Global Atmosphere Watch, que tem estações em regiões remotas como Ártico, áreas montanhosas e ilhas tropicais.

No ano passado, a concentração do ácido nitroso na atmosfera foi de 331,1 partes por bilhão, uma quantidade que corresponde a 123% dos níveis pré-industriais.

A OMM também destaca que o aumento dessa substância no período entre 2017 e 2018 foi maior do que no ano anterior, e mais alto do que a média de crescimento nos últimos 10 anos.

A agência da ONU destaca a importância do óxido nitroso na destruição da camada de ozônio, que filtra os raios ultravioleta e corresponde a cerca de 6% da força radiativa dos gases de efeito estufa de longa duração.

Foto: Pnuma

Entre as consequências está o aumento constante das temperaturas.

Perturbação

A OMM também menciona a subida de 43% na perturbação radiativa total, que é o efeito do aquecimento no clima causado pelos gases de efeito estufa de longa duração.

O boletim da agência inclui dados da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos, Noaa na sigla em inglês, apontando que o CO2 responde por cerca de 80% desse fenômeno.

Um terço de mulheres e meninas é vítima de violência

Para o secretário-geral da ONU, António Guterres, a violência contra as mulheres estão “entre as violações de direitos humanos mais horríveis, persistentes e generalizadas do mundo.”

Em todo o mundo, uma em cada três mulheres e meninas é vítima de algum tipo de agressão. Esta segunda-feira, 25 de novembro, marca o Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres.  

Vítima de estupro no Sudão do Sul conta sua história em um local não revelado perto da cidade de Bentiu, (Dezembro de 2018), by Unmiss/Isaac Billy

Abusos

Em mensagem sobre a data, o secretário-geral afirmou que “as Nações Unidas têm o compromisso de acabar com todas as formas de violência contra mulheres e meninas.”

Destacando estatísticas sobre a frequência destes abusos, Guterres disse que as vítimas podem ser “um membro da família, uma colega de trabalho, uma amiga” ou até mesmo a pessoa que recebe a mensagem.

O chefe da ONU afirma que “a violência sexual contra mulheres e meninas está enraizada em séculos de dominação masculina.” Para ele, “as desigualdades de gênero que alimentam a cultura do estupro são essencialmente uma questão de desequilíbrios de poder.”

Impunidade

António Guterres destaca várias questões que perpetuam a impunidade, como estigma, concepções erradas, falta de notificação e má aplicação das leis. Além disso, “o estupro ainda é usado como uma terrível arma de guerra.”

Para o secretário-geral, tudo isso deve mudar, agora. Ele faz um apelo “aos governos, ao setor privado, à sociedade civil e às pessoas de todos os lugares a tomar uma posição firme contra a violência sexual e a misoginia.”

O chefe da ONU pede também maior solidariedade com os sobreviventes, ativistas e defensores dos direitos das mulheres. Segundo ele, o mundo pode, e deve, “acabar com os estupros e as agressões sexuais de todos os tipos.”

Celebração

Esta segunda-feira, o secretário-geral lança uma campanha de dois anos contra o estupro.

O tema da campanha é “Orange the World: Generation Equality Stands Against Rape”, “Torne o Mundo Laranja: Geração da Igualdade se Levanta Contra o Estupro”, numa tradução livre para português.

Vários eventos públicos irão marcar o dia em todo o mundo. Edifícios e monumentos icônicos de vários países serão iluminados com a cor “laranja” para chamar a atenção para o tema.

Também na segunda-feira, como em anos anteriores, começam os 16 dias de ativismo, que terminam a 10 de dezembro, Dia Internacional dos Direitos Humanos.

De acordo com o Acnur, mulheres e meninas refugiadas, em particular, estão em risco de estupro e agressão sexual,  Acnur/Georgina Goodwin

Para marcar a data, a ONU Mulheres está contando uma série de histórias sobre o tema, desde uma jovem que nasceu resultado de um estupro, a um grupo de homens que estão combatendo o casamento infantil em Gaza.

Violência

Segundo as Nações Unidas, a maioria dos atos de violência física ou sexual são cometidos por um parceiro. Metade das mulheres mortas em todo o mundo foram assassinadas por parceiros ou familiares. Em comparação, apenas um em cada 20 homens foram mortos nas mesmas circunstâncias.

Apenas 52% das mulheres casadas têm liberdade para tomar decisões sobre relações sexuais, uso de contraceptivos e assistência médica.

Em todo o mundo, quase 750 milhões de mulheres e meninas casadas contraíram matrimonio antes de completar 18 anos. Ao mesmo tempo, 200 milhões foram submetidas a mutilação genital feminina, MGF.

Cerca de 71% de todas as vítimas de tráfico de seres humanos são mulheres e meninas, e três em cada quatro são exploradas sexualmente.

Este tipo violência é responsável pelo mesmo número de morte e incapacidade de mulheres do que o cancro. Além disso, existem mais mulheres com problemas de saúde causados por este problema do que acidentes de trânsito e malária juntos.

OMS abre inscrições para o 1º Festival de Cinema Saúde para Todos

A iniciativa tem o objetivo de dar autonomia às pessoas por meio da sétima arte, e mostrar a importância de indivíduos e comunidades como defensores da saúde e do bem-estar. A ideia é promover o diálogo sobre os desafios e soluções globais de saúde.

Temas

As duas primeiras categorias estão abertas a qualquer problema de saúde, conforme definido nas regras de participação, que podem ser encontradas neste link. 

A terceira é para vídeos com foco especial em enfermeiras ou parteiras, visando o Ano Internacional da Enfermeira e da Parteira, que será celebrado em 2020.

Confira as categorias:

  • Categoria 1: Reportagens em vídeo – de 3 a 8 minutos

Reportagens em vídeo contando histórias e testemunhos de interesse humano sobre a saúde de pessoas e comunidades e/ou profissionais de saúde que enfrentam um desafio local ou global à saúde, defendem soluções ou promovem mudanças.

  • Categoria 2: Curtas de animação – de 1 a 5 minutos

Curtas de animação que incluem depoimentos e/ou desafios e soluções para alcançar saúde e bem-estar para todos, ou educativos, com o intuito de informar sobre um problema de saúde.

  • Categoria 3: Curtas sobre enfermeiras e parteiras – de 3 a 8 minutos

Qualquer estilo de narrativa audiovisual será aceito para este tema especial que celebrará o Ano Internacional da Enfermeira e da Parteira em 2020.

Critérios de elegibilidade

Apenas os filmes concluídos entre 1º de janeiro de 2017 e 30 de janeiro de 2020 são candidatos elegíveis para o festival.

Os termos de condição de participação estão disponíveis para consulta neste site: https://filmfreeway.com/HealthForAllFilmFestival

Premiação

Serão selecionados, no máximo, 15 vídeos por categoria para o festival. A lista com o resultado será anunciada em março de 2020 e a exibição dos filmes e cerimônia de premiação acontecem em maio coincidindo com a realização da 73ª Assembleia Mundial da Saúde, em Genebra.

Um júri independente nomeará um vencedor em cada categoria. Haverá ainda uma premiação especial para vídeos realizados por estudantes. A partir do parecer, a atribuição de prêmios será confirmada pelo diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus.