Site Página 121

Dia Mundial do Patrimônio Audiovisual ressalta conservação para gerações futuras 

Este 27 de outubro marca o Dia Mundial do Patrimônio Audiovisual sob o lema “Sua Janela para o Mundo”.  

Um dos principais eventos celebrando a data é o lançamento do livro infantil Exploremos a Memória do Mundo. A obra, publicada online, foi produzida com o objetivo de apresentar o valor do patrimônio documental para as crianças.  

Informação e diversão  

Entre comemorações virtuais estão projeções de filmes que assinalam a data promovida pela Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, Unesco, e pelo Conselho Coordenador das Associações de Arquivos Audiovisuais, Ccaaa. 

O propósito é homenagear profissionais do setor de preservação audiovisual e instituições que salvaguardam o patrimônio para as gerações futuras. 

Funcionários da ONU recuperam filmes históricos do arquivo audiovisual das Nações Unidas.

ONU/Mark Garten

Funcionários da ONU recuperam filmes históricos do arquivo audiovisual das Nações Unidas.

Para a Unesco, materiais audiovisuais servem como patrimônio documental ou como uma “janela para o mundo para eventos que não se podem presenciar, vozes que não podem mais ser ouvidas e para criar histórias que informam e divertem”. 

Espólio  

A agência ressalta que “o conteúdo audiovisual desempenha um papel cada vez mais vital” na vida quotidiana, à medida que se busca compreender o mundo e promover uma maior interação.  

No dia mundial, os Estados-membros da Unesco avaliam seu desempenho com relação à implementação da Recomendação de 2015 sobre a Preservação e Acesso ao Patrimônio Documental, incluindo em formato digital. 

A data promove ainda o “fluxo livre de ideias por palavras e imagem” como uma representação da herança e da memória compartilhada” destacando o papel do patrimônio na consolidação da paz. 

Data promove ainda o fluxo livre de ideias por palavras e imagem

Фото ООН

Data promove ainda o fluxo livre de ideias por palavras e imagem

Impactos do clima extremo mataram mais de 5 mil pessoas na Ásia em 2020

Enchentes e tempestades afetaram 50 milhões no continente; milhões de civis ficaram desalojados e prejuízos foram de bilhões de dólares, revela levantamento coordenado pela Organização Meteorológica Mundial.   .    

Tudo o que tem de saber sobre a COP26

Durante as últimas três décadas, as Nações Unidas têm reunido quase todos os países do mundo em cimeiras globais acerca do clima, às quais se deram o nome de COP (‘Conference Of the Parties’ em inglês, o que significa conferência das partes). Foi neste intervalo de tempo que as alterações climáticas deixaram de ser um ponto marginal na agenda política para se tornarem numa prioridade a nível global.

Este ano, a ONU realiza a 26ª cimeira anual, com o nome de COP26, em Glasgow, no Reino Unido. Líderes mundiais, milhares de negociadores, representantes de governos, da indústria e dos cidadãos irão reunir-se durante doze dias para discutir medidas a serem implementadas para manter o aquecimento global médio abaixo dos 1,5ºC.

Esta não é só mais uma cimeira, já que a maioria dos peritos a consideram extremamente importante devido à situação única de emergência em que o nosso planeta se encontra.

UN Photo/Rick Bajornas

Em 2015, a COP21 teve lugar em Paris e todos os países concordaram e apresentar planos nacionais com o compromisso do quanto reduziriam as suas emissões de cinco em cinco anos. A COP26 representa o momento em que os países apresentarão os seus planos atualizados de redução de emissões com o reconhecimento de que os compromissos de Paris não chegarão para limitar o aquecimento global médio a 1,5ºC e de que a janela de oportunidade para se evitar uma catástrofe climatérica se está a fechar.

Paris estabeleceu o objetivo, mas cabe a Glasgow torná-lo uma realidade.

WMO/San Nguyen

A COP26 tem quatro objetivos fundamentais:

1. Assegurar a neutralidade carbónica global até meados do século XXI e manter o aumento da temperatura média abaixo dos 1,5ºC

Para que este ponto se possa concretizar, os países precisarão de:

(a) acelerar a eliminação progressiva do carvão como fonte de energia

(b) reduzir a taxa de desflorestação

(c) acelerar a transição para veículos movidos a eletricidade

(d) encorajar o investimento em energias renováveis

2. Assegurar a adaptação para proteger comunidades e habitats naturais

Mesmo com a redução das emissões de gases de efeito estufa, o clima continuará a alterar-se. Por isso, é essencial que a cimeira consiga assegurar a cooperação para permitir e encorajar os países afetados pelas alterações climática a:

(a) proteger e restaurar ecossistemas

(b) construir sistemas de defesa e de alerta, tal como infraestruturas e métodos agrícolas resilientes para evitar a perda de casas, de meios de subsistência e de vidas

WMO/William Gómez

3. Assegurar a mobilização do financiamento

Para cumprir os dois primeiros objetivos, os países mais desenvolvidos têm de cumprir a sua promessa de mobilizar pelo menos 100 mil milhões de dólares por ano para o financiamento da transição climática até 2020.

As instituições financeiras internacionais também deverão desempenhar o seu papel e trabalhar no sentido de conseguirem que biliões de financiamento do setor privado e público sejam investidos em projetos que garantam a neutralidade carbónica.

4. Cooperação para enfrentar os desafios da crise climática

Na COP26, os países deverão:

(a) finalizar o Manual de Regras de Paris (as regras detalhadas que tornam o Acordo de Paris operacional)

(b) acelerar as ações para combater a crise climática através da colaboração entre governos, empresas e sociedade civil.

WMO/Victor Hugo

A COP26 vai decorrer em Glasgow entre 31 de Outubro a 12 de Novembro e contará com a presença do secretário-geral da ONU, António Guterres.

Consulte o panfleto informativo em português aqui: https://ukcop26.org/wp-content/uploads/2021/08/A-COP26-Explicada.pdf

Para mais informações, consulte o site oficial da COP26 (disponível em inglês e italiano): https://ukcop26.org

Testemunho: “Terremoto trouxe resiliência comovente nos haitianos”

O libanês Joseph Chlela é coordenador de emergências da OIM e tem trabalhado na zona do terremoto. Ele deu um depoimento à ONU News, em Porto Príncipe, sobre a situação no país. Confira:

O libanês Joseph Chlela é coordenador de emergências da OIM e tem trabalhado na zona do terremoto

OIM/Monica Chiriac

O libanês Joseph Chlela é coordenador de emergências da OIM e tem trabalhado na zona do terremoto

“Cheguei de Bangladesh apenas duas semanas antes do terremoto atingir o Haiti. Sou grato por minha experiência de trabalho em situações de crise, o que me ajudou a configurar a resposta de emergência imediatamente após o terremoto. O primeiro passo e mais importante é conter a emergência. 

Montei uma equipe de resposta trabalhando em estreita colaboração com órgãos governamentais e parceiros locais. Esses colegas foram então rapidamente deslocados para as áreas mais afetadas para realizar uma avaliação rápida dos danos e necessidades e para começar a distribuir kits não alimentares e itens de abrigo, como lonas, tendas, lanternas solares, bem como kits de higiene e utensílios de cozinha. Uma resposta rápida é extremamente importante para limitar os danos e vítimas e fornecer assistência urgente para aqueles que não têm um teto para dormir.

Os principais desafios têm sido logísticos e relacionados à instável situação de segurança no Haiti, que torna mais difícil chegar às pessoas necessitadas. A pandemia de Covid-19 complicou ainda mais a resposta humanitária. Muitas comunidades vivem em áreas de difícil acesso, já normalmente limitado e agora quase impossível devido às pontes e estradas que foram danificadas pelo terremoto.

O Haiti é um dos países mais pobres do mundo.

Foto: IFRC

O Haiti é um dos países mais pobres do mundo.

Se as pessoas não tivessem recebido nenhum apoio e itens como kits de higiene, a incidência de doenças contagiosas pela água teria aumentado drasticamente. A falta de abrigo também está intimamente ligada ao aumento do risco de violência de gênero. Outros parceiros governamentais e locais, bem como agências da ONU, incluindo Unicef e PMA, também contribuíram para a resposta.

Fiquei impressionado ao ver todos os parceiros, locais e internacionais, se unindo para ajudar as pessoas afetadas, apesar da infinidade de desafios logísticos. É comovente testemunhar a resiliência dos haitianos e sua determinação em permanecer em suas casas e reconstruir.

Campo de esportes em Les Cayes usado como acampamento temporário para pessoas desabrigadas pelo recente terremoto no Haiti

Ocha/Matteo Minasi

Campo de esportes em Les Cayes usado como acampamento temporário para pessoas desabrigadas pelo recente terremoto no Haiti

O OIM ajudou mais de 150 mil pessoas com abrigo e itens não alimentares e acho que, especialmente aquelas que vivem em áreas muito remotas, ficaram gratas e talvez até mesmo surpreendidas com a resposta imediata do escritório. O importante é que, como primeira resposta, a OIM deu às pessoas a esperança de que não foram esquecidas quando mais precisaram”

A OIM co-lidera o setor de abrigos e itens não-alimentares do Haiti em apoio ao governo, incluindo a Direção Geral de Proteção Civil do Haiti, a Unidade para a Construção de Habitações e Prédios Públicos e o Ministério de Transporte Público, Telecomunicações e Energia. 

Avaliações estruturais estão sendo conduzidas em parceria com governo haitiano e o Escritório das Nações Unidas de Serviços para Projeto, Unops.
 

Portugal entre os 10 países do mundo onde o preço da habitação mais sobe

O Fundo Monetário Internacional, FMI, divulgou recentemente o seu Índice de Preços da Moradia Global, mostrando que o preço da habitação subiu em 75% dos países analisados. 

Foram avaliadas 60 nações e Luxemburgo está no topo da lista: o preço das casas subiu 18% no último ano, um dos efeitos da pandemia de Covid-19. Na sequência estão Turquia, Nova Zelândia e Canadá.  

Portugueses também estão sendo afetados  

Jovens e idosos são os mais afetados com aumento dos alugueis na Europa.

Kseniya Halubovich

Jovens e idosos são os mais afetados com aumento dos alugueis na Europa.

Portugal também está entre os 10 países onde o preço da habitação mais subiu, uma alta de 10%. A pesquisa do FMI indica que a baixa taxa de juros contribuiu para o “boom” do setor da habitação, aliada a políticas de apoio dos governos e o aumento da necessidade das pessoas trabalharem de casa. 

Em muitos países, incluindo nos Estados Unidos, as pesquisas online para imóveis atingiram níveis recorde. O FMI explica ainda que interrupções na cadeia de abastecimento fizeram aumentar os custos de vários produtos do setor de construção, contribuindo também para a tendência.  

Influência do trabalho remoto  

Tecnologias digitais estão mudando mundo do trabalho

a2i

Tecnologias digitais estão mudando mundo do trabalho

O Fundo Monetário Internacional também destaca que a relação entre o preço das casas e os salários dos trabalhadores está tornando a habitação inacessível para muitas parcelas da população mundial.  

A possibilidade do trabalho híbrido num mundo pós-pandemia também deverá aumentar ainda mais as desigualdades, na previsão do FMI. As pessoas com os maiores salários acabam conseguindo casas melhores e maiores, tornando a habitação menos acessível para residentes que têm menos dinheiro.  

O FMI lembra também que a alta no preço das moradias tem tido um impacto na inflação de muitos países e pode continuar influenciando pressões inflacionárias.  

No Dia da ONU, Guterres aponta solidariedade como “único caminho a seguir” 

Este 24 de outubro é o Dia das Nações Unidas, data que marca a entrada em vigor da Carta da ONU em 1945. 

O secretário-geral António Guterres pediu que haja união em torno dos ideais da paz, do desenvolvimento, dos direitos humanos e das oportunidades para todos defendendo que estes valores “não têm prazo de validade”. 

Esperança 

A mensagem faz um apelo ao mundo para cumprir totalmente a promessa, o potencial e a esperança da organização que foi criada há 76 anos como um “veículo de esperança para um mundo que emergia de um conflito catastrófico”.  

“Hoje, as mulheres e os homens que trabalham na ONU levam essa esperança aos quatro cantos do globo. A Covid-19, os conflitos, a fome, a pobreza e a emergência climática lembram-nos que o nosso mundo está longe de ser perfeito. Mas também deixam claro que o único caminho a seguir é o da solidariedade”.   

Para Guterres, o mundo pode enfrentar grandes desafios e alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável se estiver unido. 

“Ao garantirmos que todas as pessoas, em todos os lugares, têm acesso às vacinas da Covid-19 o mais depressa possível. Assegurando e defendendo os direitos e a dignidade de todas as pessoas – especialmente dos mais pobres e desfavorecidos, das meninas e das mulheres, das crianças e dos jovens. Procurando terminar com os conflitos que assolam o nosso mundo. Assumindo e cumprindo compromissos climáticos ousados que salvem o nosso planeta.” 

Comemorações 

O secretário-geral defende ainda a construção de uma governaça global que seja mais inclusiva, interligada e eficaz, tal como indica o relatório a Nossa Agenda Comum recentemente publicado. 

Concerto do Dia das Nações Unidas teve apresentações ao vivo e pré-gravadas

SBS Medianet

Concerto do Dia das Nações Unidas teve apresentações ao vivo e pré-gravadas

Com comemorações pelo mundo, o Dia da ONU terá uma celebração especial na Expo Dubai 2020, com eventos híbridos. A programação inclui uma cerimônia oficial no Al Wasl Dome, uma apresentação cultural e um painel de discussão com a Orquestra Sinfônica Jovem dos Emirados Árabes Unidos. 

Na sede da ONU em Nova Iorque, o dia será marcado com a exposição de fotos o Mundo Que Queremos, #TheWorldWeWant, que exibe cerca de 50 mil imagens de mais de 130 países. 

Na última semana aconteceu o concerto anual do Dia das Nações Unidas com apresentações ao vivo e pré-gravadas. Para 2021, o evento destacou o apelo ao reforço da cooperação internacional no interesse das nações e dos povos, por um futuro mais pacífico e próspero para todos. 

Dia da ONU tem uma celebração especial na Expo Dubai 2020

ONU News//Maher Nasser

Dia da ONU tem uma celebração especial na Expo Dubai 2020

Alta de violência e repatriações agrava fragilidade de mulheres e crianças no Haiti

O Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, e a Organização Internacional para as Migrações, OIM, divulgaram alertas sobre a situação do Haiti. As agências destacam a escalada da violência e o aumento de necessidades da população.

Dando foco a situação das crianças e mulheres, o diretor regional do Unicef, Jean Gough, afirmou que o número de sequestros nos primeiros oitos meses de 2021 já superou o total do último ano.

Uma família que perdeu a casa após o terremoto em agosto no Haiti.

Foto: © UNICEF/Georges Harry Rouzier

Uma família que perdeu a casa após o terremoto em agosto no Haiti.

Vulnerabilidade

De acordo com estimativas do Unicef, 71 mulheres e 30 crianças foram sequestradas de janeiro a agosto deste ano, contra 59 mulheres e 37 crianças em 2020. 

Elas representam um terço dos 455 casos registrados neste ano. A cidade de Porto Príncipe concentra a grande maioria dos registros.

O representante do Unicef afirma que gangues de criminosos estão usando crianças como moeda de troca, sendo um “negócio lucrativo”. Com o aumento da violência, 15 mil mulheres e crianças foram forçadas a fugir de suas casas. 

O Haiti é um dos países mais pobres do mundo.

Foto: IFRC

O Haiti é um dos países mais pobres do mundo.

Deportações

Em meio à crise, o número de haitianos migrantes que retornaram ao país caribeno de forma forçada já supera os 10 mil, de acordo com a OIM.

Nos principais aeroportos do país, os repatriados recebem refeições, água, kits de higiene e mesada, enquanto as equipes do escritório fazem exames para identificar pessoas em vulnerabilidade e oferecer apoio médico e psicossocial. 

O Ministério da Saúde e População do Haiti, apoiado pela Organização Mundial da Saúde, OMS, realiza testes rápidos de Covid-19 na chegada.

Feridos após o terremoto no Haiti buscam assistência em hospital

Foto: © UNICEF/George Harry Rouzie

Feridos após o terremoto no Haiti buscam assistência em hospital

O chefe da missão da OIM no Haiti, Giuseppe Loprete, afirmou que os migrantes que retornaram ao Haiti precisam de assistência imediata, pois muitos estão fora do país há anos, enquanto outros tentavam sair após o terremoto em agosto deste ano.

Ele ressalta que a agência continua empenhada em apoiar o retorno de todos e o reencontro com suas famílias ou reassentamento no Haiti.

Os dados apontam que homens adultos representam 61% número total de repatriados, enquanto as mulheres são 23% e crianças, 16%. 

A maioria dos que retornaram dos Estados Unidos moraram em países latino-americanos por vários anos antes de iniciarem sua jornada. 

Mais de um quarto das crianças deportadas nasceram fora do Haiti e adquiriram a nacionalidade estrangeira, principalmente chilena e brasileira.

Crises

O Haiti vive várias crises, incluindo o terremoto que atingiu o país em agosto, deixando mais de 2 mil mortos e 12 mil feridos. Além disso, o tremor afetou a vida de pelo menos 800 mil pessoas.  

A OIM alerta que a expulsão de mais de 7,6 mil migrantes haitianos dos Estados Unidos e de outros países pode colocar crianças e mulheres mais vulneráveis em risco de violência de gangues.

Os dados da agência mostram que alguns repatriados buscavam alternativas à falta de renda ou oportunidades de trabalho, ao acesso insuficiente a serviços, às consequências do terremoto, à insegurança e à instabilidade política.

As condições precárias que os migrantes haitianos enfrentam ao transitar pela região, especialmente em Darién, os tornam vulneráveis aos riscos de proteção, incluindo violência de gênero, tráfico de pessoas, contrabando de migrantes e outras formas de abuso ou violência. Mais de 100 mil pessoas fizeram a travessia na selva este ano.
 

Dia das Nações Unidas – Mensagem do secretário-geral da ONU

“As Nações Unidas foram criadas há 76 anos como um veículo de esperança para um mundo que emergia de um conflito catastrófico. Hoje, as mulheres e os homens que trabalham na ONU levam essa esperança aos quatro cantos do planeta.”

Na sua mensagem especial para assinalar o Dia das Nações Unidas (24 de outubro) deste ano, do secretário-geral da ONU, António Guterres, destaca que a Covid-19, os conflitos, a fome, a pobreza e a emergência climática lembram.nos que o nosso mundo está longe de ser perfeito, “mas também deixam claro que o único caminho a seguir é o da solidariedade.”

“Apenas unidos poderemos enfrentar grandes desafios e alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Ao garantirmos que todas as pessoas, em todos os lugares, têm acesso às vacinas contra a Covid-19 o mais depressa possível. Assegurando e defendendo os direitos e a dignidade de todas as pessoas, especialmente dos mais pobres e desfavorecidos, das meninas e das mulheres, das crianças e dos jovens”, explica o líder da ONU.

Os valores que impulsionaram a Carta das Nações Unidas nos últimos 76 anos – paz, desenvolvimento, direitos humanos e oportunidades para todas as pessoas – “não têm prazo de validade”, disse o secretário-geral.

“Neste Dia das Nações Unidas, vamos nos unir através destes ideais e cumprir plenamente a promessa, o potencial e a esperança das Nações Unidas.”

Agências da ONU levam medicamentos e alimentos ao Afeganistão  

O Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, Pnud, estão promovendo iniciativas para auxiliar a população afegã. 

A instabilidade após a tomada do poder pelo Talibã, em agosto, tem dificultado a chegada de ajuda humanitária ao país. Por isso, o Escritório da ONU para Coordenação de Assistência Humanitária, Ocha, vem fazendo apelos para intensificar os auxílios ao Afeganistão nos últimos meses

Situação se agrava pelos níveis de desnutrição entre crianças menores de cinco anos, um surto de sarampo e o impacto contínuo da pandemia de Covid-19

Unicef/Sayed Bidel

Situação se agrava pelos níveis de desnutrição entre crianças menores de cinco anos, um surto de sarampo e o impacto contínuo da pandemia de Covid-19

Saúde das crianças 

Com os casos de diarreia aguda aumentando e ameaçando crianças no país, o Unicef enviou 40 toneladas de medicamentos para Cabul.  

Os suprimentos fazem parte da resposta de emergência da agência e serão direcionados para o tratamento de cerca de 10 mil pessoas que sofrem de desidratação causada pela doença. 

Nas últimas semanas, o número total de casos relatados ultrapassou 1,5 mil na capital afegã e nos distritos vizinhos. 

De acordo com as informações do Unicef, a situação se agrava pelos níveis alarmantes de desnutrição entre crianças menores de cinco anos, um surto de sarampo e o impacto contínuo da pandemia de Covid-19. 

Colapso iminente 

O representante no país, Herve Ludovic de Lys, afirma que as crianças no Afeganistão estão enfrentando diversas ameaças à sua sobrevivência, “pois o sistema de saúde, do qual suas vidas dependem, está à beira do colapso”. 

O Unicef ainda está intensificando ações para prevenir a doença, distribuindo kits para higiene e água potável. A expectativa é que cheguem mais suprimentos na próxima semana para ajudar outras 90 mil pessoas. 

Já o Pnud está trabalhando em um plano para dar suporte aos pequenos negócios da capital, prevenindo o colapso da economia local. 

O programa quer ajudar a resiliência das comunidades e inspirar esperança por um futuro melhor, complementando as intervenções humanitárias urgentes. 

Pnud trabalha para dar suporte aos pequenos negócios da capital, prevenindo o colapso da economia local

Pnud Afeganistão

Pnud trabalha para dar suporte aos pequenos negócios da capital, prevenindo o colapso da economia local

Economia local 

Em coletiva de imprensa, o representante do Pnud, Achim Steiner, afirmou que além da assistência humanitária urgente, é preciso manter as economias locais funcionando, garantindo que as pessoas tenham meios de subsistência e acreditem no futuro de suas comunidades. 

Toda a assistência prestada será entregue aos beneficiários diretamente, com base em avaliações imparciais realizadas em conjunto com líderes comunitários locais e independentemente das autoridades. 

O Pnud divulgou uma avaliação econômica em setembro, que projetou que até 97% da população pode estar em risco de cair abaixo da linha da pobreza no próximo ano. 

Esse cenário está iminente a menos que uma resposta às crises política e econômica do país seja alcançada com urgência. 

Há um novo direito humano: o direito a um ambiente limpo

UN Photo/P Sudhakaran

A resolução 48/13 foi adotada no dia 8 de outubro, quando a presidente do Conselho dos Direitos Humanos da ONU, Nazhat Shameem das Ilhas Fiji, anunciou os resultados de uma votação unânime e histórica. Os aplausos romperam pela câmara do Conselho dos Direitos Humanos das Nações Unidas em Genebra, numa demonstração invulgar de felicidade por uma batalha de longas décadas ter finalmente dado frutos.

Os 43 votos a favor e as 4 abstenções foram uma vitória do esforço concertado de ativistas da sociedade civil, organizações que defendem os direitos de crianças, de jovens e de pessoas indígenas, que ao longo dos anos têm desenvolvido campanhas para que o mundo inteiro reconhecesse, implementasse e protegesse o direito humano a um ambiente seguro, limpo e saudável.

“Profissionalmente, este foi talvez o momento mais entusiasmante da minha carreira e é provável que não conheça outro assim no futuro. Literalmente, foram necessários milhões de pessoas e anos após anos de trabalho para alcançar esta resolução”, disse o relator especial das Nações Unidas para os Direitos Humanos e o Meio Ambiente, David Boyd.

UN Photo/Oddbjorn Monsen

Também a diretora executiva do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), Inger Andersen, considerou a adoção da resolução “um momento decisivo para a justiça ambiental”, porque ajudará a proteger indivíduos e comunidades cuja saúde e subsistência é colocada em causa pelas alterações climáticas. No entanto, a diretora executiva do PNUMA não deixou de encorajar os Estados-membros da ONU a promoverem a aprovação de uma resolução semelhante na Assembleia Geral das Nações Unidas.

Apesar de mais de 80% dos Estados-membros da ONU já reconhecerem o direito a um ambiente saudável nos seus corpos legislativos nacionais, a Resolução 48/13 não deixa de marcar um momento decisivo na luta contra a tripla crise mundial causada pelas alterações climáticas, pela perda de espaços verdes e de biodiversidade, e pela poluição e lixo.

O PNUMA publicou um estudo que demonstra que o mundo está a caminhar para um aumento da temperatura potencialmente catastrófico de 3,2ºC durante o século XXI – muito distante do compromisso do Acordo de Paris de impedir que o planeta aqueça mais do 1,5ºC.

Qual é então o papel desta resolução recebida com aplausos num cenário tão desanimador?

Conheça seis elementos-chave deste momento histórico:

1. Conselho dos Direitos Humanos das Nações Unidas: o que é e o que faz?

UN Photo/Jean-Marc Ferré

Composto por 47 Estados-membros da ONU, este é o órgão intergovernamental responsável pela consolidação e proteção dos direitos humanos a nível mundial, abordando situações em que estes direitos fundamentais são violados e fazendo recomendações sobre as mesmas.

As resoluções aprovadas pelo Conselho são “expressões políticas” representativas da posição dos seus membros, que as redigem e negoceiam com o objetivo fazerem progredir certas questões relacionadas com os direitos humanos.

A resolução 48/13 foi redigida por um “grupo central”, composto pela Costa Rica, Maldivas, Marrocos, Eslovénia e Suíça, para ser adotada no Conselho dos Direitos Humanos.

2. Uma resolução que esperou décadas

A Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento e Meio Ambiente (1972) terminou com uma declaração histórica, que colocou as questões ambientais na lista das prioridades internacionais e uniu países, independentemente da sua fase de desenvolvimento e poder económico. A ligação entre o crescimento económico, a poluição e o bem-estar das pessoas foi estabelecida e depressa se compreendeu ser um problema que não reconhece fronteiras.

Nesta altura, os Estados-membros da ONU declararam que existia um direito fundamental humano a “um ambiente de qualidade que permita uma vida com dignidade e bem-estar”, apelando a que se tomassem medidas concretas e à ação do Conselho dos Direitos Humanos em conjunto com a Assembleia Geral.

Um dos grandes proponentes do meio ambiente é o pequeno estado insular das Maldivas, que têm vindo a ser afetado grandemente pelas alterações climáticas. Desde 2008, o país tem apresentado uma série de resoluções sobre direitos humanos e alterações climáticas, e na última década, sobre o ambiente.

Os esforços das Maldivas e dos seus aliados, bem como dos relatores especiais das Nações Unidas para os direitos humanos e o meio ambiente e de diferentes ONGs, têm vindo a resultar num maior interesse por parte da comunidade internacional em declarar um novo direito humano.

O apoio ao reconhecimento deste direito pela ONU cresceu durante a pandemia da Covid-19, sendo ecoado pelo secretário geral das Nações Unidas, António Guterres, e pela alta comissária para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, tal como por mais de 1.100 organizações da sociedade civil de todo o mundo e por 15 agências da ONU.

3. A derradeira luta

Para conseguir levar a resolução à votação no Conselho dos Direitos Humanos, o “grupo central” conduziu intensas negociações intergovernamentais, discussões e seminários com peritos na área, ao longo dos últimos anos.

Levy Muwana, um advogado da Juventude e ambientalista da Zâmbia, participou num dos seminários.

“Quando era criança, fui afetado por bilharzia, uma doença parasitária, porque costumava brincar na água poluída perto de minha casa.

Alguns anos mais tarde, uma rapariga morreu na minha comunidade devido à cólera. Estes acontecimentos são tristemente comuns e ocorrem com cada vez mais frequência.

As doenças infecciosas provenientes das águas não tratadas estão a aumentar em todo o mundo, especialmente na África Subsariana, devido às alterações climáticas”, disse aos membros do Conselho em Agosto passado.”

Muwana deixou claro que a sua história não era única, uma vez que milhões de crianças em todo o mundo são significativamente afetadas pelas consequências devastadoras da crise ambiental. “1,7 milhões delas morrem todos os anos devido à inalação de ar contaminado ou à ingestão de água poluída”, disse.

UN Photo/Cahail

O ativista, juntamente com mais de 100.000 crianças e aliados tinham assinado uma petição para que o direito a um ambiente saudável fosse reconhecido, e finalmente foram ouvidos.

4. Mas para que importa uma resolução não-vinculativa?

Segundo David Boyd, é esperado que esta resolução sirva de catalisador para ações mais ambiciosas relativamente a questões ambientais e aos desafios que enfrentamos.

“É [uma resolução] realmente histórica e significativa para todos, porque 90% das pessoas no mundo estão a respirar ar poluído, neste momento. Por isso, se conseguirmos com esta resolução impulsionar ações de melhoria da qualidade do ar, estaremos a melhorar a vida de milhares de milhões de pessoas”, explica o relator especial das Nações Unidas para os direitos humanos e o meio ambiente.

Apesar de não ser uma resolução vinculativa, isso não implica que não tenha qualquer valor. Em 2010, o reconhecimento semelhante do direito humano acesso à água potável fez com que vários governos o acrescentassem às suas constituições e leis, tornando-o vinculativo. Um dos exemplos é o México, que depois de ter adicionado à sua constituição o direito à água, estendeu as redes de água potável a mais de 1.000 comunidades rurais.

O PNUMA estima que o reconhecimento do direito humano a um ambiente saudável e limpo irá resultar numa resposta mais coordenada, eficaz e equitativa contra as alterações climáticas, facilitando o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentáveis e criando um mundo no qual os humanos e a natureza coexistirão de forma harmoniosa.

5. A relação indisputável entre os direitos humanos e o meio ambiente

As alterações climáticas colocam em causa os direitos humanos dos que sofrem as suas consequências. Na sua primeira missão como relator especial, David Boyd teve contacto com a primeira comunidade no mundo que teve que se deslocar devido à subida dos níveis do mar, erosão costeira e aumento da intensidade das tempestades.

“Tiveram de sair de um belo paraíso à beira-mar numa das ilhas das Fiji, transportando a sua aldeia para uma região no interior a 3 quilómetros de distância, e de se afastar do oceano que tem sustentado a sua cultura e gastronomia durante gerações”.

Também na Noruega, assistiu a algo semelhante ao conhecer os povos indígenas Sami, que lhe contaram que com o aquecimento global a sua cultura e economia está em grande risco, porque o calor leva a que chova a norte do Círculo Ártico e isso faz com que as renas, que são a base do seu sustento, não consigam rapar o gelo para se alimentarem de líquenes e musgo.

“É por isso que se trata de uma questão de justiça. Os países e povos mais ricos precisam de começar a pagar pela poluição que criaram para que possamos ajudar estas comunidades vulneráveis e estes povos vulneráveis a adaptarem-se e a reconstruírem as suas vidas”, afirmou o David Boyd.

6. O que vem a seguir?

A resolução do Conselho dos Direitos Humanos convida a Assembleia Geral das Nações Unidas a debruçar-se sobre o assunto e a aprovar uma resolução semelhante o quanto antes.

UN Photo/Evan Schneider

A diretora da Saúde Pública e do Meio Ambiente da Organização Mundial de Saúde (OMS), Maria Neira, considera que a resolução já está a ter repercussões importantes e um impacto mobilizador.

“O próximo passo será como traduzir este avanço no direito ao ar limpo e pressionar, por exemplo, a que seja dado o reconhecimento às Diretrizes Globais de Qualidade do Ar da OMS “, explica a diretora.

A poluição atmosférica é causada principalmente pela queima de combustíveis fósseis e causa 13 mortes por minuto em todo o mundo. Daí o seu apelo para que se comece a investir apenas no acesso à água potável e ao saneamento, em energia de fontes renováveis e em sistemas alimentares sustentáveis.

Segundo a OMS, se o Acordo de Paris fosse respeitado, milhões de vidas poderiam ser salvas todos os anos devido a melhorias na qualidade do ar, na dieta e na atividade física.

Também é esperado que o reconhecimento ao direito humano a um ambiente seguro, saudável e limpo influencie, positivamente, as negociações durante a COP26, que é descrita pelo líder da ONU como sendo a última oportunidade para a humanidade “inverter a maré”.

Prêmio Camões 2021, moçambicana Paulina Chiziane celebra “vitória para todas as lutas”

Diretor do Instituto Camões – da Cooperação e da Língua, com sede em Lisboa, diz à ONU News que a música é uma das grandes impulsoras do interesse de estrangeiros pelo idioma; audiovisual, literatura, arquitetura, gastronomia e turismo são outras áreas que ajudam a despertar a curiosidade pelo idioma.

Relatório ONU: governos no caminho errado para cumprir Acordo de Paris

UN Photo/John Isaac

Segundo o Relatório sobre o Défice de Produção, elaborado por diversos centros de investigação em associação com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), os países com os maiores níveis de produção de combustíveis fósseis têm a intenção produzir mais do dobro destes combustíveis fósseis até 2030 do que o que estaria alinhado com os compromissos para a limitação do aquecimento global a 1,5°C.

Relatório mede o défice entre as projeções dos governos relativamente à produção de carvão, petróleo e gás natural, e os níveis globais definidos pelo Acordo de Paris, bem comoo limite do aumento da temperatura estabelecido. Apesar de estes relatórios anuais terem começado a ser desenvolvidos em 2019, o défice de produção mostra-se em grande medida inalterado.

UN Photo/Kibae Park

Até 2040, os governos mundiais estão a estimar um aumento na produção de gás natural e de petróleo, com apenas uma modesta diminuição da produção de carvão, sendo que a produção total de combustíveis fósseis aumentará de tal forma que o défice de produção continuará a aumentar, indefinidamente.

“As consequências devastadores das alterações climáticas estão à vista de todos. Ainda há tempo para limitar o aumento da temperatura a 1,5°C, mas esta janela de oportunidade está a fechar-se rapidamente”, afirma a diretora executiva do PNUMA, Inger Andersen,

“Na COP26 e para além da mesma, os governos do mundo devem aumentar os seus esforços, tomando medidas rápidas e imediatas para colmatar o défice de produção de combustíveis fósseis e assegurar uma transição justa e equitativa. É a isto que se chama ambição climática”.

Relatório sobre o Défice de Produção de 2021

Relatório sobre o Défice de Produção, 2021

O relatório providencia perfis dos 15 maiores produtores de combustíveis fósseis: a Austrália, o Brasil, o Canadá, a China, a Alemanha, a Índia, a Indonésia, o México, a Noruega, a Rússia, a Arábia Saudita, os Emirados Árabes Unidos, o Reino Unido e os Estados Unidos.

Apesar do consenso científico de que a produção de gás natural, petróleo e carvão precisam de diminuir acentuadamente para o cumprimento do compromisso de manter o aquecimento global médio abaixo de 1,5ºC, os governos destes países continuam a providenciar estímulos financeiros para a produção de combustíveis fósseis.

As principais conclusões do relatório incluem:

  • Os governos mundiais planeiam produzir cerca de 110% mais combustíveis fósseis até 2030 do que seria consistente com a limitação do aquecimento a 1,5°C, e 45% mais do que estaria alinhado para evitar um aumento da temperatura de 2°C.
  • Os planos e projeções de produção dos governos conduzirão à produção adicional em 240% de carvão, 57% de petróleo e 71% de gás natural até 2030.
  • Prevê-se que o maior aumento de produção global de gás natural aconteça entre 2020 e 2040. Esta expansão global contínua e a longo prazo na produção de gás é inconsistente com os compromissos climáticos estabelecidos em 2015.
  • Os países canalizaram mais de 300 mil milhões de dólares em novos fundos para atividades de produção de combustíveis fósseis desde o início da pandemia da Covid-19 – mais do que o que contribuíram para a produção de energia limpa.
  • Em contraste, o financiamento público internacional para a produção de combustíveis fósseis proveniente dos países do G20 e das principais instituições financeiras multilaterais para o desenvolvimento diminuíram significativamente nos últimos anos.
  • Informação verificável e comparável sobre a produção e apoio à produção de combustíveis fósseis – de governos e empresas – é essencial para analisar o défice de produção.

Para mais informação, consulte o site oficial: productiongap.org (apenas disponível em inglês)

Investidores anunciam fundo cotado em bolsa sobre emissão zero de carbono 

Um fundo sobre a emissão zero de carbono cotado em bolsa será criado nos próximos meses, com outro de financiamentos combinados para oferecer oportunidades de investimento em infraestrutura sustentável.  

A informação foi dada esta segunda-feira na reunião anual do secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, com a Aliança de Investidores Globais para o Desenvolvimento Sustentável, Gisd. 

Melhor investimento 

No evento, o chefe da ONU apontou que é responsabilidade dos líderes do setor privado construir um mundo sustentável, zero emissões, resiliente e equitativo para atingir as metas globais. 

Entre os objetivos estabelecidos para a iniciativa estão alinhar melhor o investimento com o desenvolvimento sustentável e agir de acordo com os compromissos, calendários, metas e planos confiáveis para esse propósito.  

Exemplo malauiano de boas práticas no desenvolvimento da irrigação e apoio aos meios de subsistência para alcançar os ODS com esquema de irrigação Tapumuluka

PMA/Badre Bahaji

Exemplo malauiano de boas práticas no desenvolvimento da irrigação e apoio aos meios de subsistência para alcançar os ODS com esquema de irrigação Tapumuluka

Guterres disse contar com os membros da aliança para mobilizar maiores investimentos para os países em desenvolvimento e fazer com que “zerar emissões e sustentabilidade sejam o centro das políticas e modelos de negócios de todos”. 

Uma declaração conjunta do evento destaca que o grupo tem atuado em finanças para o desenvolvimento sustentável criando “diretrizes e produtos que alinham o ecossistema financeiro e de investimento” com as metas globais.  

Executivos

Formada em 2019, a aliança que integra diretores-gerentes de 30 grandes empresas globais já definiu padrões e ferramentas para mobilizar trilhões de dólares. O alvo é preencher a lacuna de financiamento necessários para realizar a Agenda 2030 da ONU e garantir a sustentabilidade. 

A atuação dos executivos também ajudou na crise da pandemia desenvolvendo uma Chamada à Ação para Covid-19. A iniciativa levou empresas e governos a usar ligações sociais para uma resposta em favor da recuperação econômica sustentável. 

Este ano, a Gisd publicou parâmetros para medir com precisão o impacto das empresas no desenvolvimento sustentável, abrangendo inicialmente oito setores. 

Desenvolvimento 

A copresidente da Aliança Gisd, Leila Fourie, disse que os investidores ganharam percepções importantes para ajudá-los a alinhar seu financiamento com o desenvolvimento sustentável. 

Secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, se encontrou com a aliança de 30 executivos

ONU/Eskinder Debebe

Secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, se encontrou com a aliança de 30 executivos

Um documento modelo deverá fornecer diferentes opções para definir as relações contratuais entre proprietários e gestores de ativos, incentivando o investimento de longo prazo alinhado com o desenvolvimento sustentável. 

O Gisd atua com o Grupo de Trabalho de Finanças Sustentáveis ​​das maiores economias do mundo e com o bureau da Cúpula do Clima, COP-26.  

Em colaboração com bancos multilaterais de desenvolvimento, a aliança de investidores tenta fazer “recomendações viáveis ​​sobre maneiras de aumentar o investimento privado para o desenvolvimento sustentável”. 

A UNICEF aos 75 anos

UN Photo/Ariana Lindquist

Criada no pós-Segunda Guerra Mundial, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) tem marcado presença nas linhas da frente de crises humanitárias, guerras e catástrofes naturais. A agência das Nações Unidas está presente em mais de 191 países e territórios, onde trabalha para ajudar milhões de crianças não só a sobreviver como também a obter um futuro mais próspero.

A UNICEF foi essencial na construção de sistemas resilientes de saúde e bem-estar a nível mundial, contando com várias histórias de sucesso na derrota de doenças, fornecimento de serviços fundamentais, educação e formação e na criação de ambientes mais saudáveis e com mais oportunidades para as crianças e as suas famílias.

UN Photo/JC McIlwaine

Em Portugal, o Comité Português para a UNICEF foi estabelecido em 1979 e procura promover e a defender os direitos das crianças, tal como o desenvolvimento de ações de sensibilização tanto para o público como para os decisores políticos em relação aos Direitos da Criança e às realidades das crianças em situações vulneráveis que a agência assiste. Adicionalmente, o Comité organiza vários eventos de angariação de fundos, usados para financial ações em situações de emergência a nível global e a sua atividade em território nacional.

Tal como no contexto histórico em que a UNICEF foi criada, o mundo hoje apresenta diversas crises que nos afetam a todos: a pandemia da covid-19, as alterações climáticas, os desafios sociais e económicos generalizados e o aumento tanto da pobreza como das desigualdades. Estes factos ameaçam o futuro de muitas crianças em situações vulneráveis, colocando-as em risco de crescerem em situações de pobreza extrema, exclusão social e em pleno conflito.

UN Photo/Eskinder Debebe

Para salvar o futuro destas crianças, a cooperação internacional é fundamental. Com 75 anos de experiência, a UNICEF está confiante que existem áreas prioritárias em que a ação mundial é urgente:

  1. Vacinação contra a pandemia da covid-19 e outras doenças
  2. Educação de qualidade para todas as crianças através da aprendizagem digital, da Internet, de dispositivos tecnológicos, de informação acessível e do envolvimento dos mais jovens
  3. Investimento e ações de apoio e de proteção da saúde mental das crianças e dos jovens, pondo fim à negligência aos traumas e abuso infantis
  4. Combater as alterações climáticas para as crianças crescerem num mundo com bens essenciais acessíveis a todos

Junte-se à celebração dos 75 anos da UNICEF e acompanhe of Festival de Cinema Innocenti (21-24 de Outubro), que conta com as narrativas de crianças à volta do mundo. Para mais informações, consulte: https://www.unicef-irc.org/uiff

Para auxiliar a UNICEF a re-imaginar um futuro melhor para as crianças em todo o mundo, pode fazer a sua doação em: https://donativos.unicef.pt/campanha/amigos-unicef/

ONU destaca “carreira distinta” após anúncio da morte de Colin Powell

O secretário-geral da ONU expressou tristeza com a morte de Colin Powell, o primeiro secretário de Estado negro dos Estados Unidos. 

Em nota publicada esta segunda-feira, o porta-voz de António Guterres destacou a “carreira distinta” do ex-chefe da diplomacia americana, que além da Política Externa ocupou posições de liderança na área da Defesa.

Complicações 

De acordo com Stephane Dujarric, o secretário-geral das Nações Unidas estende suas condolências à família e aos Estados Unidos.

Em mensagem separada, o presidente da Assembleia Geral, Abdulla Shahid, destaca que Powell foi um líder visionário e homem de Estado que dedicou sua vida servindo ao povo americano.

Colin Powell esteve na frente da política externa norte-americana nos últimos anos do Século 20 e primeiros do Século 21.

A família do ex-chefe da diplomacia dos Estados Unidos anunciou a morte nas redes sociais, informando que complicações da Covid-19 foram a causa. De acordo com agências de notícias, ele também lutava contra um câncer.