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ONU pede união para evitar “desastre e sofrimento inimagináveis” após pandemia

Financiamento para o Desenvolvimenta duranre e depois da Covid-19 foi o tema de um Encontro virtual de Alto Nível co-organizado por Canadá e Jamaica, nas Nações Unidas.

O secretário-geral alertou que a pandemia poderá levar a um desastre e sofrimento inimagináveis no mundo se não houver ação imediata.

Pobreza

António Guterres apontou para a iminência de uma fome de proporções históricas causada pela crise do novo coronavírus.

Ele afirmou que 60 milhões de pessoas serão lançadas na pobreza extrema e que metade da força de trabalho global ficaria sem meios de subsistência. Essa mão de obra seria equivalente a 1,6 bilhão de pessoas.

Guterres disse que o mundo tem que evitar a possível perda de US$ 8,5 trilhões na produção global, que equivaleria à maior contração econômica desde a Grande Depressão da década de 1930.

Já o presidente da Assembleia Geral, Tijjani Muhammad-Bande, acredita que os países mais vulneráveis são ainda mais desafiados com a saída de investidores estrangeiros e a diminuição de receitas. O maior impacto seria sentido em áreas como remessas, turismo, exportação de mercadorias e fluxos financeiros.

Perspectiva

Para que esses países não deixem de honrar o pagamento de suas dívidas Muhammad-Bande pediu um plano para abordar a falta de liquidez e soluções duráveis para se investir no desenvolvimento sustentável.

António Guterres sugeriu seis medidas para a ação coletiva imediata: aumentar a liquidez global, aliviar as dívidas soberanas e buscar uma solução ampla para o endividamento com base no diálogo construtivo de credores para buscar soluções.

Para o chefe da ONU, deve haver maior confiança no financiamento externo, controle de fluxos financeiros ilícitos e uma melhor recuperação focada em consolidar as vias sustentáveis e resilientes para vencer a Covid-19 e enfrentar questões como crise climática, desigualdade, pobreza e fome.

Guterres disse que mesmo com todos os avanços tecnológicos e científicos, das últimas décadas, o mundo vive uma crise humana sem precedentes devido ao vírus.

Apoio

O secretário-geral realçou que a resposta a esta situação deve ser dada com união e solidariedade, na qual o apoio financeiro é um aspecto essencial.

Guterres elogiou ainda as ações tomadas por instituições com o Fundo Monetário Internacional e o Banco Mundial, além de bancos regionais de desenvolvimento, entidades financeiras internacionais e o G-20, o grupo das 20 maiores economias do mundo.

ONU-Habitat/Julius Mwelu

Trabalhadores em Nairobi, no Quênia, tomam precauções contra covid-19

Dia Internacional dos Soldados da Paz das Nações Unidas

O Dia Internacional dos Soldados da Paz das Nações Unidas, comemorado a 29 de maio, presta homenagem à inestimável contribuição de mais de um milhão de homens e mulheres que serviram e servem enquanto soldados da paz da ONU e aos mais de 3.900 que perderam a vida ao promover a estabilidade e a segurança em alguns dos lugares mais perigosos e vulneráveis do mundo.

Este ano, as Forças da Paz da ONU enfrentam um desafio ainda maior: cumprir os mandatos de paz e segurança enquanto ajudam os países a lidar com a pandemia da covid-19.

Numa mensagem vídeo, o secretário-geral da ONU sublinha o tema da celebração deste ano, “Mulheres na Manutenção da Paz”, e destaca o papel central das forças femininas nas operações promovidas pela Organização. “As mulheres têm melhor acesso às comunidades que servimos, permitindo-lhes melhorar a proteção de civis, promover os direitos humanos e reforçar o nosso desempenho em geral”, afirma António Guterres, embora representem apenas 6% do contingente militar, de polícia, de agentes de justiça e de pessoal colocados no terreno.

“Ao celebrarmos o 20º aniversário da Resolução do Conselho de Segurança 1325 sobre Mulheres, Paz e segurança, devemos fazer mais para alcançarmos a representação igualitária em todas as áreas da paz e segurança”, conclui.

Neste momento, há 13 operações de manutenção de paz que se situam, sobretudo, em África e no Médio Oriente. Portugal contribui, atualmente, com cerca de 200 militares para a Missão Multidimensional Integrada das Nações Unidas para a Estabilização da República Centro-Africana (MINUSCA). A Missão tem como mandato proteger os civis, apoiar a implementação do processo de transição, incluindo os esforços a favor da extensão da autoridade estatal e da preservação da integridade territorial, facilitar a prestação imediata, plena, segura e sem entraves de assistência humanitária, promover e proteger os direitos humanos e apoiar a justiça nacional e internacional e o Estado de Direito.

Duas mulheres recebem o Prémio de Defensoras Militares da Igualdade de Género da ONU 2019

A comandante Carla Monteiro de Castro Araujo, oficial da Marinha Brasileira na Missão de Estabilização Multidimensional Integrada das Nações Unidas na República Centro-Africana (MINUSCA), e a Major Suman Gawani, do Exército Indiano, Observadora Militar que concluiu recentemente a sua missão no Sudão do Sul (UNMISS), foram nomeadas Defensoras Militares da Igualdade de Género da ONU 2019.

“Este prémio é um reconhecimento pelo trabalho de equipa que envolve a força da MINUSCA e a componente civil”, afirmou a comandante Carla Monteiro de Castro Araújo ao receber a notícia. “É muito gratificante, para mim e para a Missão, vermos as nossas iniciativas a dar frutos”, acrescentou. A major Suman Gawani agradeceu o reconhecimento lembrando que “qualquer que seja a nossa função, posição ou nível, é nosso dever enquanto integrantes das Forças de Paz incorporarmos todas as perspectivas de género no nosso trabalho diariamente e apropriarmo-nos delas nas nossas interações com os colegas e também com as comunidades”.

Criado em 2016, o Prémio de Defensoras Militares da Igualdade de Género da ONU reconhece a dedicação e o esforço de um militar das Forças de Paz em promover os princípios da Resolução 1325 da ONU sobre Mulheres, Paz e Segurança.

É a primeira vez que duas militares recebem o prémio em conjunto pela sua contribuição à causa.

A distinção será assinalada durante uma cerimónia online presidida pelo secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, no dia 29 de maio, sexta-feira, assinalando assim o Dia Internacional dos Soldados da Paz das Nações Unidas.

OIT: Mais de um em seis jovens está sem emprego devido à covid-19

A mais recente avaliação da OIT sobre o impacto da covid-19 no mercado de trabalho revela o efeito devastador e desproporcionado que a pandemia teve sobre o emprego jovem e analisa as medidas adotadas para garantir o regresso ao trabalho em segurança.

Mais de um em seis jovens deixou de trabalhar desde o início da pandemia da covid-19, enquanto que aqueles e aquelas que mantiveram o seu emprego viram o seu horário de trabalho reduzido em 23%, afirma a Organização Internacional do Trabalho (OIT).

De acordo com o ILO Monitor: COVID-19 and the world of work: 4th edition , os/as jovens estão a ser mais afetados/as pela pandemia e o aumento considerável e rápido do desemprego jovem, verificado desde fevereiro, está a atingir mais as mulheres do que os homens.

A pandemia está a causar um triplo choque na população jovem. Não só está a destruir o seu emprego, como a perturbar os estudos e a formação e a colocar grandes obstáculos a quem procura entrar no mercado de trabalho ou mudar de emprego.

Com uma taxa de desemprego de 13,6% em 2019, o desemprego jovem era já mais elevado do que a de qualquer outro grupo.

A nível global, cerca de 267 milhões de jovens não estão nem a trabalhar, nem a estudar ou a frequentar qualquer tipo de formação (NEET).  No grupo dos 15-24 anos que estavam a trabalhar muito provavelmente estavam em modalidades de trabalho que os deixavam vulneráveis, seja porque estavam em profissões mal remuneradas, no setor informal, ou no caso de serem jovens migrantes.

“A crise económica COVID-19 está a atingir os jovens – especialmente as mulheres – de forma mais dura e rápida do que qualquer outro grupo. Se não tomarmos medidas fortes e depressa para melhorar a sua situação, o legado do vírus poderá permanecer entre nós durante décadas”. Se o seu talento e a sua energia forem postos de lado por não lhes terem proporcionado as oportunidades ou as competências, isso prejudicará todo o nosso futuro e tornará muito mais difícil reconstruir uma economia melhor, pós-covid”, afirmou o diretor-geral da OIT, Guy Ryder.

A 4ª edição do ILO Monitor preconiza a adoção de respostas de política urgentes, de grande envergadura e direcionadas para apoiar a população jovem, incluindo programas de garantia de emprego/formação nos países desenvolvidos e programas e garantias de emprego intensivo nas economias de baixo e médio rendimento.

 

Os testes e o rastreio compensam

Esta nova edição analisa ainda as medidas para criar um ambiente seguro para o regresso ao trabalho. Refere que testes rigorosos e o rastreio (TR) das infeções por covid-19, “estão fortemente relacionados com uma menor perturbação do mercado de trabalho…. [e] perturbações sociais consideravelmente menores do que as resultantes das medidas de confinamento e de encerramento”.

Em países com uma forte capacidade de realização de testes e o rastreio, a diminuição média do horário de trabalho é reduzida em 50% podendo apontar-se três razões para tal: os TR reduzem o recurso a medidas rigorosas de confinamento; promovem a confiança do público, incentivando o consumo e apoiando o emprego; e ajudam a minimizar as perturbações de funcionamento no local de trabalho.

Além disso, os testes e o rastreio podem, por si só, criar empregos, ainda que temporários, que podem ser direcionados para os/as jovens e outros grupos prioritários.

Esta 4ª edição destaca a importância de gerir as preocupações com a confidencialidade dos dados. O custo é igualmente um fator a considerar, mas a relação custo-benefício dos TR é “altamente favorável”.

“Criar uma forte recuperação do emprego que promova igualmente a equidade e a sustentabilidade significa fazer com que as pessoas e as empresas voltem a trabalhar o mais rapidamente possível, em condições seguras”, afirmou Guy Ryder. “Testar e rastrear pode ser uma parte importante das medidas de política se quisermos combater o medo, reduzir os riscos e fazer com que as nossas economias e sociedades voltem a funcionar rapidamente”.

Perda de horas de trabalho

A 4ª edição do ILO Monitor atualiza igualmente as estimativas quanto à perda de horas de trabalho no primeiro e segundo trimestres de 2020, em comparação com o quarto trimestre de 2019. Estima-se que, foram perdidas 4,8% das horas de trabalho, durante o primeiro trimestre de 2020 (equivalente a cerca de 135 milhões de empregos a tempo completo, tendo como referência uma semana de trabalho de 48 horas). Isto representa uma ligeira revisão em alta de cerca de 7 milhões de postos de trabalho desde a terceira edição do ILO Monitor. O número estimado de postos de trabalho perdidos no segundo trimestre mantém-se inalterado nos 305 milhões.

Numa perspetiva regional, as Américas (13,1%), e a Europa e Ásia Central (12,9%) apresentam as maiores perdas em horas trabalhadas no segundo trimestre de 2020.

ILO Monitor reitera o seu apelo a medidas imediatas e urgentes de apoio aos trabalhadores e às empresas em linha com os quatro pilares da estratégia da OIT: estimular a economia e o emprego; apoiar as empresas, o emprego e os rendimentos; proteger os trabalhadores e trabalhadoras no local de trabalho; recurso ao diálogo social para encontrar soluções.

*Texto cedido por OIT Portugal

Relatores da ONU pedem proteção migrantes durante pandemia

Os direitos dos trabalhadores migrantes e de suas famílias devem ser protegidos durante e depois da pandemia de Covid-19.

A declaração é de dois relatores* de direitos humanos das Nações Unidas.

Trabalhador em uma Instalação de Processamento de Chá, em Ruanda. Foto: Banco Mundial/A’Melody Lee

Globo

O presidente do Comitê da ONU sobre Trabalhadores Migrantes, Can Unver, e o relator especial sobre direitos humanos dos migrantes, Felipe González Morales, afirmam que os direitos trabalhistas e a saúde desses trabalhadores, especialmente os considerados essenciais, têm de ser garantidos.

Os relatores contaram que milhares de migrantes estão no limbo em fronteiras ao redor do mundo na Ásia, na África, nas Américas ou nos mares da Europa.

Para ajudar no atendimento aos migrantes o Conselho de Direitos Humanos lançou um guia on-line sobre os impactos da Covid-19 com 17 diretrizes.

Serviços sociais

Os relatores disseram que os governos têm que garantir o acesso dos migrantes e de seus familiares a serviços sociais. Muitos estão em países com altos níveis de contágio e morte.

E essa assistência não pode depender do status do migrante. Até porque muitos em situação irregular são os mais vulneráveis nesse momento de pandemia.

Os relatores afirmam que os migrantes contribuem para a economia das comunidades em que vivem e que esta é a hora de os governos regularizarem a situação desses trabalhadores.

OIM/Ana Marcela Cerdas Jiménez

Migrantes da América Central no México

Resposta

Os dois relatores pediram a governos de todo o mundo que incluam os migrantes em seus planos de resposta contra a Covid-19 levando em conta a necessidade de se manter o fluxo de envio de remessas para os países de origem desses trabalhadores.

Para eles, a pandemia já levou a uma redução no volume de remessas às famílias, uma situação que só tende a piorar com famílias inteiras lutando pela própria sobrevivência.

Foto: Unicef/Balam-ha Carrillo

Menino brinca em um abrigo apoiado pelo Unicef em Tijuana, no México, onde crianças migrantes recebem apoio psicossocial (Junho de 2019).

Crianças

Um outro apelo é sobre a redução de prisões de migrantes e de crianças desacompanhadas

O comunicado sugere que os governos suspendam as deportações ou retornos forçados durante a pandemia. Eles disseram que um grande número de migrantes foram deportados e que muitos estavam infectados com a Covid-19.

*Os relatores especiais são independentes das Nações Unidas e não recebem salário pelo trabalho prestado.

Unesco no Brasil apoia criação de diretório “Ciência Aberta é Vida” 

A Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, Unesco, apoiou a criação do diretório “Ciência Aberta é Vida”, no Brasil, que reúne fontes nacionais e internacionais de informação científica sobre a Covid-19. 

A iniciativa do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia, Ibict, está disponível em português, inglês e espanhol.

Objetivos 

Além dos artigos científicos já publicados em revistas especializadas, o diretório inclui textos recentes que ainda aguardam publicação.  Reúne dados de pesquisas, ensaios clínicos, teses, dissertações e outros materiais produzidos por pesquisadores de todo o mundo. 

A ideia foi de alguns editores científicos brasileiros, que perceberam a necessidade de dar visibilidade às suas produções mais rapidamente, sobretudo durante a pandemia. 

O diretório é diferente porque a publicação é feita pelos próprios editores das revistas, mediante uma avaliação prévia da natureza científica dos artigos.

Importância 

A representante da Unesco no Brasil, Marlova Noleto, disse que “este é um grande passo para o compartilhamento de informações sobre a Covid-19, que está alinhado aos esforços da Unesco para promover a cooperação técnico-científica internacional contra a pandemia.”

Segundo ela, recursos abertos como este “são contribuições importantes para a livre troca de conhecimento e pesquisa científica sobre o novo coronavírus.”

Sede da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, Unesco, em Paris., by Unesco

A iniciativa também ainda apoio do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, que colocará na internet outros espaços de acesso aberto com informações sobre a doença. Um deles é a Rede Viroses Emergentes, que reúne especialistas, representantes de governo, centros de pesquisa e universidades.

Jornalista assassinado

E numa nota separada, a diretora-geral da Unesco, Audrey Azoulay, condenou o assassinato do jornalista Leonardo Pinheiro, em 13 de maio, na cidade de Araruama, no estado do Rio de Janeiro.

Azoulay pede às autoridades que investiguem o crime e levem seus autores a julgamento. Segundo ela, “se as sociedades querem defender a liberdade de expressão, informação, democracia e Estado de Direito, não devem deixar impune o uso da violência contra jornalistas.”

Leonardo Pinheiro, que mantinha a página de notícias locais “A Voz Araruamense” no Facebook, foi morto a tiros em plena luz do dia enquanto entrevistava moradores em uma rua da cidade fluminense.

Dia da África: ONU aplaude “liderança louvável” no combate à Covid-19

Este 25 de maio é o Dia da África. A data marca 57 anos desde a criação da Organização de Unidade Africana, a predecessora da União Africana, UA, na cidade etíope de Addis Abeba.

Em mensagem, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, disse que os países do continente demonstraram liderança louvável através de uma resposta rápida e coordenada à Covid-19.

Pandemia 

Material usado para testar covid-19, by OMS/Iraque

O chefe da ONU realça sua solidariedade ao continente diante das “circunstâncias extremamente difíceis” das celebrações em tempo da pandemia. Para ele, a situação “ameaça atrapalhar o progresso dos países africanos” para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e as metas definidas na Agenda 2063 da União Africana.

António Guterres destaca medidas adotadas pela organização regional contra a pandemia, incluindo a força-tarefa para conceber um plano continental, a nomeação de enviados especiais para mobilizar apoio internacional, a ação do Conselho de Paz e Segurança da UA contra o impacto negativo do coronavírus em acordos e esforços de reconciliação.

O chefe da ONU citou os Centros de Controle e Prevenção de Doenças da África que criaram um fundo de resposta, ao mesmo tempo que países adotavam medidas robustas para conter a propagação do vírus e mitigar os impactos socioeconômicos.

A UA apoiou o apelo do secretário-geral em prol de um cessar-fogo global para combater a Covid-19. Para Guterres, a medida reflete o tema da UA em 2020 que prevê silenciar as armas e criar condições favoráveis ao desenvolvimento da África.

A mensagem cita a reposta de grupos armados em países como Camarões, Sudão e Sudão do Sul e pede que movimentos armados e governos façam o mesmo. Ainda em tempos de pandemia, o chefe da ONU elogiou as autoridades por apoiarem o apelo à paz nos lares e ao fim da violência, inclusive contra mulheres e meninas.

Eleições

No ano de eleições em cerca de 20 países africanos, Guterres disse que a pandemia levará ao adiamento de alguns pleitos com possíveis consequências para a estabilidade e a paz.

Secretário-geral da ONU, António Guterres (à direita) e Moussa Faki, presidente da Comissão da União Africana (à esquerda)., by Reprodução de vídeo

O apelo feito aos políticos africanos é que se envolvam num diálogo político inclusivo e sustentado, para aliviar tensões e defender práticas democráticas nesses processos.

Em relação a um estudo da ONU sobre impactos da pandemia na África, Guterres disse que a organização pede ações como o alívio da dívida para manter suprimentos alimentares, proteção de empregos, perda de receitas e ganhos com exportação.

Guterres defende também que países africanos tenham um “acesso rápido, igual e acessível” a qualquer vacina e tratamento eventual.

Proteção

Em momentos de pandemia, o secretário-geral disse que governos africanos, assim como os  de todo o mundo, podem  moldar novas políticas. As áreas incluem o reforço de sistemas de saúde, melhora da proteção social e busca de soluções climáticas favoráveis.

Para Guterres, orientar medidas para trabalhadores informais, a maioria mulheres, será um passo importante para a recuperação poque alavancará a participação e a liderança plena desse grupo. A mensagem destaca também que a inclusão e liderança dos jovens também serão cruciais em cada etapa desse percurso.

ECA

Secretário-geral Antonio Guterres elogiou autoridades africanas por apoiarem apelo da ONU à paz.

Agências da ONU preparam revisão de apelo para combater praga de gafanhotos

Duas agências da ONU uniram forças para responder a uma crise de insegurança alimentar no leste da África e no Iêmen, que está sendo agravada pela ameaça da praga de gafanhotos do deserto.

FAO e Ocha preparam a revisão de um apelo internacional para implementar ações de combate ao problema.

Um dos fatores que facilitam a praga de gafanhotos é a chuva que impulsiona a reprodução dos insetos. , by FAO/Peterik Wiggers

Controle

A partir do próximo mês, populações inteiras de gafanhotos se tornam adultas levando a mais destruição em plantações dos países do extremo nordeste da África, Iêmen e do sudoeste da Ásia. A praga pode, em breve, ameaçar a região do Sahel, na África.

Apesar das operações de controle, as chuvas recentes levaram a condições ideais para a reprodução das nuvens de gafanhotos do deserto, que ameaçam as colheitas dos agricultores com um impacto direto na segurança alimentar.

Nessas áreas do mundo, as populações estão lidando com uma situação de segurança alimentar grave.

Agricultores

O Relatório Global sobre Crises Alimentares indica que mais de 25 milhões de pessoas sofrerão fome aguda no leste da África este ano, e cerca de 17 milhões de pessoas no Iêmen enfrentarão o mesmo problema. 

As agências da ONU acreditam que a pandemia deverá agravar e minar a segurança alimentar. 

A FAO está apoiando governos para aumentar atividades de controle. Em janeiro, a agência lançou um apelo urgente em 10 países para conter o aumento da praga de gafanhotos e antecipar o impacto sobre a subsistência de agricultores.

Irã e Paquistão

Dados preliminares estimam que a campanha de combate já ajudou a salvar cerca de 720 mil toneladas de cereais evitando que os gafanhotos do deserto se espalhem e danifiquem muito mais hectares, suficientes para alimentar 5 milhões de pessoas por ano. 

A agência também informa que 350 mil lares de pastores de rebanhos foram apoiados com a iniciativa.

A praga de gafanhotos deve aumentar nos próximos meses na Etiópia, no Quênia e na Somália. Existe ainda o risco de o Sudão, o Sudão do Sul e a região do Sahel no oeste da África serem afetados pela nova onda. 

Especialistas da FAO estão preocupados com o risco da praga de gafanhotos com ocorrências da chegada de nuvens no Irã e no Paquistão. A estação de chuvas no Iêmen está levando a novas formações de nuvens no Iêmen.

A agência da ONU também está preparando um novo apelo adicional para o sudoeste da Ásia e o oeste da África.

Pandemia ameaça ações de combate à fístula obstétrica

As Nações Unidas marcam neste 23 de maio o Dia Internacional pelo Fim da Fístula Obstétrica alertando que a pandemia de Covid-19 é uma ameaça ao combate a esta condição.

Estima-se que dezenas de milhares de mulheres e meninas sofram com a lesão grave que ocorre durante o parto, em regiões como África Subsaariana, Ásia, países árabes, América Latina e Caribe.

Cuidados

Entre as medidas de prevenção da fístula estão o adiamento da primeira gravidez, a eliminação de práticas tradicionais nefastas e o acesso atempado a cuidados obstétricos.

Vítima de fistula na Tanzânia, by Unfpa Tanzania/Bright Warren

A organização alerta, entretanto, que em países em desenvolvimento, as medidas contra o novo coronavírus afetam ações preventivas porque os sistemas de saúde, mesmo antes do surto, já não podiam fornecer assistência médica de qualidade e acessível para todos.

A Covid-19 deve propiciar cenários para que aconteçam 13 milhões de casamentos infantis até 2030, o que de outra forma não aconteceriam. Será mais provável que famílias casem as filhas para aliviar a percepção de peso de cuidá-las. Esse cenário deve ocorrer em particular devido aos efeitos econômicos da pandemia.

Isolamento

O coronavírus deverá ainda atrasar de forma significativa os programas para eliminar a mutilação genital feminina, uma situação que pode provocar o aumento da prática. O Fundo da ONU para a População, Unfpa, aponta que esse procedimento como fator que contribui para a ocorrência da fístula obstétrica.

A chefe da agência, Natalia Kanem, afirmou que as mulheres e meninas pobres em áreas rurais estão especialmente sob risco. Segunda a representante, elas têm mais dificuldade de conseguir acesso a serviços médicos e estão mais expostas a casamentos e gravidezes precoces. 

Kanem lembrou que apesar de a fístula ter sido virtualmente eliminada de nações desenvolvidas, centenas de milhares de mulheres e meninas nos países em desenvolvimento ainda vivem com essa condição. O Unfpa lidera a campanha global pelo fim da fístula levando apoio, e informações para prevenção, tratamento e reintegração social. Desde 2003, a agência já ajudou a mais de 113 mil mulheres a realizarem uma cirurgia reparadora.

Os sintomas da fístula incluem incontinência urinária grave, que se não for tratada muitas vezes leva ao isolamento social, a infecções de pele e a distúrbios renais e até à morte. O avanço da Covid-19 em países em desenvolvimento sobrecarrega os serviços de saúde ou provoca limitações nos serviços de atendimento a mulheres. Muitas pacientes não realizam exames médicos completos com receio de contrair o vírus.

Recuperação

A fístula pode ser tratada com uma cirurgia com taxas de sucesso de até 90% para casos menos complexos. O custo médio do tratamento, que inclui o procedimento, o apoio pós-operatório, os cuidados e a recuperação, é de US$ 600 por paciente.

Em tempo de pandemia, as Nações Unidas afirmam que agora mais do que nunca, é importante que  no Dia Internacional pelo Fim da Fístula Obstétrica aumente significativamente a conscientização da comunidade internacional.

Outra medida essencial é que seja acelerada a ação dos países para acabar com a condição, incluindo o acompanhamento pós-operatório e o rastreamento de pacientes que vivem com a fístula.

Mensagem do secretário-geral por ocasião do Dia Internacional da Biodiversidade

Hoje celebra-se o Dia Internacional da Biodiversidade!
 
Numa mensagem especial, o secretário-geral das Nações Unidas relembra-nos que “as nossas soluções estão na Natureza” e que, quando a invadimos e esgotamos habitats naturais, pomos inúmeras espécies em risco, “incluindo a Humanidade e o futuro que queremos”.
 
Por isso, hoje lutamos pela preservação da biodiversidade, pelo nosso futuro e pelo futuro das gerações vindouras!

Dia Internacional da Biodiversidade destaca natureza como fonte de soluções

Esta sexta-feira, 22 de maio é o Dia Internacional da Biodiversidade. Em mensagem, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, disse que as soluções para os problemas desta área estão na própria natureza.

Segundo Guterres, a preservação e a gestão sustentável da biodiversidade são necessárias para mitigar as perturbações climáticas, garantir a segurança alimentar e de água e até mesmo prevenir pandemias.

Futuro

O chefe da ONU lembrou que a pandemia de Covid-19 emanou da natureza. Segundo ele, a crise “mostrou como a saúde humana está intimamente ligada à relação que tem com o meio ambiente.”

À medida que os seres humanos invadem a natureza e esgotam habitats vitais, um número crescente de espécies fica sob risco. Para Guterres, a humanidade e o futuro que as pessoas desejam também correm risco.

Ele afirmou que, durante a recuperação, que “é preciso cooperação internacional para preservar a biodiversidade e, assim, alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.”

O Objetivo 15 da Agenda 2030 é dedicado a este tema. O secretário-geral acredita que, apenas assim, serão protegidos “a saúde e o bem-estar das próximas gerações.”

Eventos

Para marcar o Dia Mundial, a ONU organiza um encontro de alto nível dedicado ao tema desse ano: “As soluções estão na natureza: ambições para o nosso planeta”. O presidente da Assembleia Geral, Tijjani Muhammad-Bande, será um dos participantes.

Também nesta sexta-feira, a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, FAO, e o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, Pnuma, lançam o relatório Estado das Florestas do Mundo. 

A pesquisa analisa a necessidade de se proteger o grande número de plantas e animais encontrados em florestas, que abrigam a maior parte da biodiversidade terrestre. Também destaca a necessidade de esforços de restauração em larga escala.

ONU lança campanha global para combater a desinformação

As Nações Unidas lançam hoje a campanha “Verified”, uma iniciativa que pretende combater a desinformação no contexto da pandemia da COVID-19, aumentando a quantidade e o alcance de informação precisa e confiável.

Apresentada hoje pela subsecretária-geral para a Comunicação Global, Melissa Fleming, “Verified” focar-se-á em fornecer informação relativa a três grandes temas: ciência, para salvar vidas; solidariedade, para promover a cooperação local e global; e soluções, para defender o apoio às populações afetadas. Questões como as alterações climáticas, a pobreza, a fome e a desigualdade serão também abordadas e promovidas através da campanha.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, realça a importância de impedir que o espaço virtual seja invadido por “mentiras, medo e ódio” e afirma que, para isso, “cientistas e instituições como as Nações Unidas precisam de comunicar informação fidedigna e na qual as pessoas possam confiar”.

A iniciativa convida pessoas de todo o mundo a que se tornem “voluntários da informação” e partilhem conteúdo confiável, de forma a manter as suas famílias e comunidades seguras e ligadas. Os voluntários receberão um feed diário de material verificado, especialmente desenhado para partilha social, com mensagens simples que contrariem informações erradas ou esclareçam dúvidas existentes.

A campanha vai contar com o apoio de agências e equipas da ONU, influenciadores, empresas, meios de comunicação e público em geral para distribuir informação verificada e erradicar o ódio e as afirmações nocivas relativas à COVID-19 nas redes sociais.

Melissa Fleming realça o perigo da desinformação, que está “a impedir a resposta da saúde pública e a provocar inquietação na população”, alertando também para aqueles que se aproveitam da crise para fazer “avançar o nativismo e atacar grupos minoritários, o que tende a piorar à medida que a tensão social aumenta e as consequências económicas e sociais se fazem notar”. No entanto, a campanha liderada pelo Departamento para a Comunicação Global da ONU pretende contrariar esta tendência “com conteúdo esperançoso, que celebra os atos locais da humanidade, as contribuições de refugiados e migrantes e defende a cooperação global”.

“Verified” é uma colaboração com a Purpose, uma das principais organizações de mobilização social do mundo e conta com o apoio da IKEA Foundation e da Luminate.

 

ONU organiza série de diálogos sobre África 

As Nações Unidas organizam até sexta-feira uma série de diálogos sobre África com o tema “Covid-19 e silenciando as armas na África: desafios e oportunidades”.

Na abertura do encontro, o secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou que a pandemia “ameaça agravar as desigualdades de longa data e aumentar a fome, a desnutrição e a vulnerabilidade a doenças.”

Ameaças

Segundo o chefe da ONU, nos últimos anos, os governos africanos fizeram muito para promover o bem-estar do seu povo. O crescimento econômico tem sido forte, a revolução digital está acontecendo e uma área de comércio livre foi estabelecida.

Todos esses avanços estão agora em risco, mas António Guterres elogiou as medidas que têm sido tomadas. 

Segundo ele, a maioria dos governos atuou de forma rápida para fortalecer a coordenação regional, mobilizar profissionais de saúde e estabelecer quarentenas e fechamentos de fronteiras.

Também estão aproveitando a experiência adquirida com os vírus do HIV e ebola para combater rumores e aumentar a confiança da população no governo, forças de segurança e profissionais de saúde.

Segundo o secretário-geral, “as agências da ONU estão dando todo o apoio possível.”

Munição para armas de pequeno porte no Mali, antes de serem destruídas, Minusma/Marco Dormino

Nas últimas semanas, os voos de solidariedade entregaram milhões de kits de teste, respiradores e outros suprimentos, chegando a quase todo o continente.

Além disso, a organização lançou esse mês o Plano Global de Resposta Humanitária, no valor de US $ 6,7 bilhões, que pretende apoiar 22 países africanos enfrentando necessidades humanitárias. 

Armas

Para o secretário-geral, todos os esforços de combate à pandemia também serão essenciais para combater o extremismo violento no continente. António Guterres disse que “a pandemia está afetando a capacidade de apoiar os esforços de paz e segurança.”

O chefe da ONU agradeceu o apoio de vários países africanos ao seu apelo por um cessar-fogo global. Até o momento, 115 governos nacionais, mais de 200 grupos da sociedade civil e 16 grupos armados mostraram seu apoio. 

Olhando para o futuro, António Guterres afirmou que “vários processos políticos e eleições nos próximos meses têm o potencial de ser marcos importantes na estabilidade e paz” do continente. 

Jornalista relata como Portugal está reduzindo medidas de isolamento

Leda Letra vive em Lisboa há quase dois anos; ela explica a segunda fase de reabertura parcial do país com funcionamento de escolas e restaurantes; uso de máscaras continua sendo obrigatório em estabelecimentos comerciais e transportes públicos. 

Chefe da ONU diz que tarefa de erradicar pobreza “nunca foi tão desafiadora, urgente e necessária”

O secretário-geral da ONU, António Guterres, disse esta terça-feira que “a tarefa de erradicar a pobreza e alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável nunca foi tão desafiadora, urgente e necessária.”

O chefe das Nações Unidas participou em um encontro pela internet do Conselho Econômico e Social da ONU, Ecosoc, que discutiu as atividades operacionais da organização no setor do desenvolvimento.

Prioridades

António Guterres disse que a Covid-19 expôs fragilidades em todo o mundo, com os mais vulneráveis sendo as maiores vítimas, e destacou três ações prioritárias para as Nações Unidas.

Primeiro, ajudar urgentemente a conter o impacto da pandemia e suprimir a transmissão do vírus. Em segundo lugar, proteger as conquistas de desenvolvimento e reduzir os impactos socioeconômicos. Por fim, garantir que os esforços nacionais, regionais e globais de recuperação seguem os objetivos da Agenda 2030 e do Acordo de Paris sobre Mudanças Climáticas.

Urgência

Já a presidente do Ecosoc, Mona Juul, disse que é necessário definir prioridades, mas “não se trata de fazer uma escolha entre resposta à Covid-19 ou Agenda 2030”.

Segundo ela, o compromisso da ONU com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável não mudou. A pandemia apenas veio destacar a sua urgência. 

Com as pessoas e os países mais vulneráveis sendo os mais atingidos, a presidente do Ecosoc disse que o vírus é “uma lembrança forte” das desigualdades estruturais que afetam o mundo. Segundo ela, a resposta da ONU “não deve deixar ninguém para trás.”

A secretária executiva da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe, Cepal, também participou no encontro.

Alicia Bárcena disse que que a pandemia expôs falhas estruturais e que, por isso, “voltar ao normal não deve ser o caminho escolhido.” Segundo ela, é preciso “repensar o modelo de desenvolvimento e consolidar as dimensões econômica, social e ambiental do desenvolvimento sustentável.”

ONU alerta para impactos da covid-19 em África

O impacto da covid-19 em África põe em risco o progresso alcançado nos últimos anos naquele continente. Num documento publicado esta quarta-feira, as Nações Unidas lembram que a economia africana apresentava uma trajetória de crescimento antes da pandemia, estimando-se que viesse a crescer 3,2% em 2020. A redução da pobreza, a melhoria dos indicadores de saúde, da tecnologia e da inovação eram visíveis, bem como o reforço da coordenação política e económica, numa altura em que a Zona de Comércio livre do Continente Africano iria ser lançada em julho.

No entanto, no contexto da pandemia, são muitas as ameaças aos progressos alcançados e o secretário-geral da ONU, António Guterres, alerta que a pandemia “irá agravar desigualdades que há muito existem e agravar a fome, a malnutrição e a vulnerabilidade a doenças”, constatando ainda que “a procura por mercadorias, turismo e remessas de África já está a diminuir.”

A pandemia da covid-19 afeta os países africanos de forma diferente, mas o aumento dramático da insegurança alimentar evidencia uma crise imediata. Segundo a ONU, a economia do continente poderá contrair até 2,6%, empurrando 29 milhões de pessoas para a pobreza extrema e 19 milhões para o desemprego.

As Nações Unidas estão preocupadas com a falta de equipamento médico, a escassez de médicos e de camas de hospital que ameaçam levar os sistemas de saúde à rutura.

Neste documento, a ONU alerta que, apesar da liderança e da solidariedade que se vive em África, o continente não conseguirá gerir esta crise sem ajuda, por isso, o apoio internacional é urgente, tal como o alívio da dívida dos países.

O secretário-geral da ONU pediu um alívio da dívida, um cessar-fogo global imediato em todo o mundo, incluindo em África, e pelo menos 200 mil milhões de dólares para que este continente possa atender às necessidades imediatas e seja capaz de “recuperar melhor.”

Além da crise da saúde e do seu impacto socioeconómico, uma África mais forte e mais resiliente, pronta e preparada para enfrentar os desafios futuros, deve emergir desta crise, com economias e sociedades mais verdes e sustentáveis.

A ONU lembra que, para que tal aconteça, é necessária vontade política, recursos globais e solidariedade, mas sublinha também que crises desta natureza, como muitas outras na história, podem ser o catalisador de mudanças transformadoras.

Neste documento, a ONU emite uma série de recomendações para que os efeitos da pandemia sejam mitigados no continente africano e o secretário-geral da ONU apela “a uma ação internacional para fortalecer os sistemas de saúde em África, manter o abastecimento de alimentos, evitar uma crise financeira, apoiar a educação, proteger empregos, manter as famílias e as empresas em atividade e proteger o continente das perdas de receitas e de ganhos de exportação.”

O líder das Nações Unidas considera ainda que “os países africanos também devem ter acesso rápido, igualitário e acessível a qualquer vacina e tratamento que possam surgir, e que devem ser considerados bens públicos globais.”

Na área da saúde, a Organização lembra que é necessário continuar a melhorar as capacidades de teste e de acesso a cuidados médicos.

Em relação à economia, é necessário que os governos apoiem as famílias para salvar vidas e proteger meios de subsistência, bem como consolidar esforços para apoiar grandes, médias e pequenas empresas, e o setor informal.

Por outro lado, deve também ser dada uma atenção especial à segurança alimentar, dando prioridade à agricultura, declarando-a um setor crítico, garantindo a proteção dos corredores alimentares e dos agricultores para que não haja interrupção no abastecimento de alimentos.