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PMA e parceiros reforçam iniciativa em áreas afetadas por ciclones em Moçambique

Um ano após o ciclone Kenneth ter devastado a província de Cabo Delgado, há sinais esperança nas famílias afetadas. O Programa Mundial de Alimentação, PMA, e parceiros apoia 19 mil famílias de em distritos: Pemba, Metuge, Nangade, Macomia, Palma, Mueda e Montepuez.

Na ilha do Ibo, os beneficiários da iniciativa do PMA “Comida por Ativos Comunitários” trabalham a terra em coletivo, onde já brotam as culturas de sustento familiar como milho, ervilha, abóbora.

WFP Mozambique / Cleófas Viagem

Telma Cabre é lider comunitária, agricultora e beneficiária da iniciativa do PMA.

Chuva e vento 

Telma Cabre é lider comunitária, agricultora e beneficiária da iniciativa do PMA. Segundo ela, a parceria deve continuar para o futuro. 
 
“Quando conseguirmos uma boa colheita, vamos dividir a nossa colheita entre as famílias para o consumo. O que restar vamos vender e com o dinheiro comprar chapas de metal para cobrir as casas da comunidade a fim de nos protegermos da chuva e do vento. Gostaríamos de continuar a trabalhar coletivamente mesmo após o fim do projeto, porque descobrimos que trabalhar em associação é melhor para nós. Conseguimos cultivar áreas maiores e garantir uma melhor produção.”

Assistência alimentar

 
Apesar dos obstáculos causados pelo ciclone Kenneth e inundações no início de 2020, o PMA e os parceiros mantêm operacional da assistência alimentar através do transporte marítimo, salvando vidas e trazendo esperança e sonhos para a população.
 
Marcelino é membro da comunidade de Naquitengue. Ele perdeu uma das pernas numa emboscada efetuada pelos insurgentes em Cabo Delgado. Agora quer concretizar o sonho: casar com sua parceira Vitória, mãe dos seus quatro filhos.

“Se ela aceitar, eu gostaria de casar com ela oficialmente na igreja. Gostaria também de ter um espaço para construir minha casa de família em Mocímboa e ter um pequeno negócio para sustentar minha família.”

Foto ONU/Eskinder Debebe

O ciclone tropical Kenneth devastou a província de Cabo Delgado, norte de Moçambique onde 38 pessoas perderam a vida causando mais de 20 mil deslocados.

Violência 

O casal Marcelino e Vitória é um exemplo de famílias que recebem assistência alimentar do PMA. Em Mocímboa da Praia, cerca de 6 mil famílias deslocadas devido à violência recebem a mesma assistência.
 
A insegurança na província de Cabo Delgado é uma das causas de deslocados. Paulina morava em Mbau quando perdeu sua filha durante um ataque de um grupo armado. Atualmente é responsável pela guarda de três netos de seis anos a oito meses de idade.

Futuro

Paulina elogia o apoio do PMA, pois afirma que sem o mesmo não sabe como seria o futuro das netas. O apoio a deixa mais aliviada nas despesas.

O ciclone tropical Kenneth devastou a província de Cabo Delgado, norte de Moçambique onde 38 pessoas perderam a vida causando mais de 20 mil deslocados. Hoje a esperança renasce e há sonhos na comunidade.

 De Maputo para ONU News, Ouri Pota

Guterres diz que imprensa salva vidas com informação sobre saúde pública

Os jornalistas e os profissionais dos media são cruciais para nos ajudar a tomar decisões informadas. À medida que o mundo luta contra a pandemia da COVID-19, essas decisões podem fazer a diferença entre a vida e a morte.

No Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, apelamos aos governos – e outros – para garantir que os jornalistas possam fazer o seu trabalho durante a pandemia da COVID-19 e além.

À medida que a pandemia se espalha, dá origem também a uma segunda pandemia de desinformação, desde conselhos prejudiciais à saúde até ferozes teorias da conspiração.

À medida que a pandemia se espalha, dá origem também a uma segunda pandemia de desinformação

A imprensa fornece o antídoto: notícias e análises verificadas, científicas e baseadas em factos.
Mas desde que a pandemia começou, muitos jornalistas estão a ser submetidos a mais restrições e punições simplesmente por fazerem seu trabalho.

Restrições temporárias à liberdade de movimento são essenciais para superar a COVID-19. Mas estas não devem ser usadas abusivamente como desculpa para reprimir a capacidade dos jornalistas de fazer o seu trabalho.

Hoje, agradecemos aos media por fornecerem factos e análises; por responsabilizarem os líderes – em todos os setores; e por dizerem a verdade ao poder.

Reconhecemos particularmente aqueles que estão a desempenhar um papel que salva vidas ao informar sobre saúde pública.

E apelamos aos governos para que protejam os trabalhadores dos media e que fortaleçam e mantenham a liberdade de imprensa, que é essencial para um futuro de paz, justiça e direitos humanos para todos.

Emergência não é desculpa para restringir direitos humanos na Venezuela, dizem especialistas da ONU

Um grupo de cinco especialistas em direitos humanos da ONU* está preocupado com o aumento de ameaças, ataques e acusações contra jornalistas, profissionais de saúde e outros profissionais na Venezuela.

Em nota, os relatores afirmam que “parece existir uma intensificação da estigmatização, ataques e criminalização dos defensores dos direitos humanos desde que o estado de emergência foi declarado em 13 de março.”

Crise

Num momento de crise, o acesso à informação e o conhecimento sobre as medidas tomadas pelo governo é um direito fundamental. As autoridades devem evitar represálias contra profissionais de saúde, jornalistas e indivíduos que utilizam redes sociais para informar e alertar a população sobre a pandemia.

Os especialistas dizem que as represálias podem ter “efeito dissuasivo no trabalho legítimo de defensores dos direitos humanos que trabalham para salvaguardar os esses direitos no contexto da pandemia.” Para eles, essa defesa é ainda mais importante “em um ano eleitoral, onde o exercício da liberdade de expressão e informação é essencial.”

O país deve realizar eleições parlamentares, para eleger os deputados da Assembleia Nacional, até o final do ano. 

Pedido

Os relatores pedem que o governo promova espaços para o diálogo, reafirmando o compromisso com os direitos humanos. Também deve rejeitar legislação que restrinja ainda mais a liberdade de associação, incluindo sanções contra organizações da sociedade civil que recebem financiamento internacional. 

Os especialistas entraram em contato com o governo da Venezuela, mostrando suas preocupações.

A nota é assinada pelos relatores especiais sobre a situação dos defensores dos direitos humanos, Michel Forst, para a promoção e proteção do direito à liberdade de opinião e expressão, David Kaye, sobre o direito à reunião e associação pacíficas, Clement Nyaletsossi Voule, para a promoção e proteção dos direitos humanos e liberdades fundamentais no combate ao terrorismo, Fionnuala D. Ní Aoláin, e, por fim, sobre o direito à saúde física e mental, Dainius Pūras.

*Os especialistas e relatores de direitos humanos são independentes das Nações Unidas e não recebem salário por sua atuação. 

Covid-19: ameaças aos direitos das mulheres prejudicam-nos a todos

por António Guterres

Artigo de opinião publicado pelo Observador

Os primeiros sinais indicam que o vírus covid-19 constitui um risco direto maior para a saúde dos homens, principalmente, para a dos homens mais velhos. No entanto, a pandemia está a expor e a explorar todo o tipo de desigualdades, incluindo a desigualdade de género. A longo prazo, o seu impacto na saúde, nos direitos e nas liberdades das mulheres pode ser prejudicial para todos nós.

As mulheres já estão a sofrer o impacto fatal resultante do confinamento e da quarentena. Estas restrições são fundamentais mas aumentam o risco de violência contra as mulheres que estão à mercê de parceiros abusivos.

Nas últimas semanas, houve um crescimento alarmante da violência doméstica; a maior organização de apoio a vítimas de violência doméstica do Reino Unido registou um aumento de 700% de solicitações. Ao mesmo tempo, os serviços de apoio a mulheres em risco enfrentam cortes e encerramentos.

Este foi o pano de fundo do meu recente apelo à paz nos lares de todo o mundo. Desde então, mais de 143 governos comprometeram-se a apoiar mulheres e meninas em risco de violência durante a pandemia. Todos os países podem agir disponibilizando serviços online, aumentando o número de abrigos de violência doméstica, designando-os como essenciais, e aumentando o apoio às organizações que estão na linha de frente. A parceria das Nações Unidas com a União Europeia, a “Iniciativa Spotlight”, está a trabalhar com os governos de mais de 25 países nestas medidas, e em outras semelhantes, e está pronta a expandir o seu apoio.

Contudo, a ameaça da covid-19 aos direitos e às liberdades das mulheres vai muito além da violência física. A profunda crise económica que acompanha a pandemia provavelmente terá um rosto notoriamente feminino.

O tratamento injusto e desigual das mulheres que trabalham é uma das razões pelas quais eu entrei na política. No final da década de 60, enquanto estudante voluntário que prestava trabalho social em áreas desfavorecidas de Lisboa, vi mulheres em situações muito difíceis, realizando trabalhos domésticos e arcando com o peso das suas famílias numerosas. Eu sabia que isso tinha que mudar e assisti a mudanças importantes ao longo da minha vida.

No entanto, décadas mais tarde, a covid-19 ameaça trazer de volta estas condições, e até outras piores, para muitas mulheres de todo o mundo.

As mulheres estão desproporcionalmente representadas em empregos mal remunerados e sem benefícios, como trabalhadoras domésticas, trabalhadoras temporárias, vendedoras ambulantes e em serviços de pequena escala, como cabeleireiros. A Organização Internacional do Trabalho estima que quase 200 milhões de empregos serão eliminados apenas nos próximos três meses, muitos deles exatamente nestes setores.

À medida que perdem o seu emprego remunerado, muitas mulheres lidam com um grande aumento da sua carga de trabalho enquanto cuidadoras devido ao encerramento de escolas, à sobrecarga dos sistemas de saúde e às crescentes necessidades das pessoas idosas.

Também não devemos esquecer as meninas que veem agora a sua educação interrompida. Em algumas aldeias da Serra Leoa, as taxas de matrícula escolar das adolescentes caíram de 50% para 34% após a epidemia de ébola, com implicações ao longo da vida para o seu bem-estar, das suas comunidades e das suas sociedades.

Muitos homens estão também a ser confrontados com a perda de emprego e com exigências contraditórias, mas mesmo nas melhores alturas, as mulheres fazem três vezes mais trabalho doméstico do que os homens. Tal significa que é mais provável que sejam solicitadas a cuidar de crianças caso as empresas abram, enquanto as escolas permanecem fechadas, atrasando o seu regresso à força de trabalho remunerada.

A desigualdade arreigada também significa que, embora as mulheres representem 70% dos trabalhadores da área de saúde, são amplamente superadas em número pelos homens na gestão da área de saúde e constituem apenas um em cada dez líderes políticos em todo o mundo, o que nos prejudica a todos.

É necessário que as mulheres participem na tomada de decisões sobre esta pandemia, para evitar os piores cenários, como um segundo pico de infeções, a escassez de mão-de-obra e até agitação social.

As mulheres em empregos inseguros necessitam urgentemente de proteção social básica, desde seguros de saúde a licenças médicas pagas, assistência à infância, proteção do rendimento e apoios em caso de desemprego. No futuro, medidas para estimular a economia, como transferências de dinheiro, créditos, empréstimos e resgates, devem ser direcionadas às mulheres, quer estejam a trabalhar a tempo inteiro na economia formal, quer sejam trabalhadoras em part-time ou sazonais na economia informal, ou enquanto empreendedoras ou empresárias.

A pandemia da covid-19 tornou mais claro do que nunca que o trabalho doméstico não remunerado das mulheres está a subsidiar serviços públicos e lucros privados. Este trabalho deve ser incluído nas métricas económicas e na tomada de decisões. Todos ganharemos com acordos de trabalho que reconheçam as responsabilidades dos cuidadores e com modelos económicos inclusivos que valorizam o trabalho em casa.

Esta pandemia não está apenas a desafiar os sistemas mundiais de saúde, mas também o nosso compromisso para com a igualdade e a dignidade humana.

Tendo os interesses e os direitos das mulheres como prioridade, podemos superar esta pandemia mais rapidamente e criar comunidades e sociedades mais igualitárias e resilientes que nos beneficiarão a todos.

Guterres: “Ameaças aos direitos das mulheres prejudicam-nos a todos”

Os primeiros sinais indicam que o vírus covid-19 constitui um risco direto maior para a saúde dos homens, principalmente, para a dos homens mais velhos. No entanto, a pandemia está a expor e a explorar todo o tipo de desigualdades, incluindo a desigualdade de género. A longo prazo, o seu impacto na saúde, nos direitos e nas liberdades das mulheres pode ser prejudicial para todos nós.

As mulheres já estão a sofrer o impacto fatal resultante do confinamento e da quarentena. Estas restrições são fundamentais mas aumentam o risco de violência contra as mulheres que estão à mercê de parceiros abusivos. Nas últimas semanas, houve um crescimento alarmante da violência doméstica; a maior organização de apoio a vítimas de violência doméstica do Reino Unido registou um aumento de 700% de solicitações. Ao mesmo tempo, os serviços de apoio a mulheres em risco enfrentam cortes e encerramentos.

A profunda crise económica que acompanha a pandemia provavelmente terá um rosto notoriamente feminino.

Este foi o pano de fundo do meu recente apelo à paz nos lares de todo o mundo. Desde então, mais de 143 governos comprometeram-se a apoiar mulheres e meninas em risco de violência durante a pandemia. Todos os países podem agir disponibilizando serviços online, aumentando o número de abrigos de violência doméstica, designando-os como essenciais, e aumentando o apoio às organizações que estão na linha de frente. A parceria das Nações Unidas com a União Europeia, a “Iniciativa Spotlight”, está a trabalhar com os governos de mais de 25 países nestas medidas, e em outras semelhantes, e está pronta a expandir o seu apoio.

Contudo, a ameaça da covid-19 aos direitos e às liberdades das mulheres vai muito além da violência física. A profunda crise económica que acompanha a pandemia provavelmente terá um rosto notoriamente feminino.

O tratamento injusto e desigual das mulheres que trabalham é uma das razões pelas quais eu entrei na política. No final da década de 60, enquanto estudante voluntário que prestava trabalho social em áreas desfavorecidas de Lisboa, vi mulheres em situações muito difíceis, realizando trabalhos domésticos e arcando com o peso das suas famílias numerosas. Eu sabia que isso tinha que mudar e assisti a mudanças importantes ao longo da minha vida.

No entanto, décadas mais tarde, a covid-19 ameaça trazer de volta estas condições, e até outras piores, para muitas mulheres de todo o mundo. 

As mulheres estão desproporcionalmente representadas em empregos mal remunerados e sem benefícios, como trabalhadoras domésticas, trabalhadoras temporárias, vendedoras ambulantes e em serviços de pequena escala, como cabeleireiros. A Organização Internacional do Trabalho estima que quase 200 milhões de empregos serão eliminados apenas nos próximos três meses, muitos deles exatamente nestes setores.

À medida que perdem o seu emprego remunerado, muitas mulheres lidam com um grande aumento da sua carga de trabalho enquanto cuidadoras devido ao encerramento de escolas, à sobrecarga dos sistemas de saúde e às crescentes necessidades das pessoas idosas.

Também não devemos esquecer as meninas que vêm agora a sua educação interrompida. Em algumas aldeias da Serra Leoa, as taxas de matrícula escolar das adolescentes caíram de 50% para 34% após a epidemia de ébola, com implicações ao longo da vida para o seu bem-estar, das suas comunidades e das suas sociedades.

Assistentes sociais na Síria falam com mulheres em isolamento, Unfpa Síria

Muitos homens estão também a ser confrontados com a perda de emprego e com exigências contraditórias, mas mesmo nas melhores alturas, as mulheres fazem três vezes mais trabalho doméstico do que os homens. Tal significa que é mais provável que sejam solicitadas a cuidar de crianças caso as empresas abram, enquanto as escolas permanecem fechadas, atrasando o seu regresso à força de trabalho remunerada.

A desigualdade arreigada também significa que, embora as mulheres representem 70% dos trabalhadores da área de saúde, são amplamente superadas em número pelos homens na gestão da área de saúde e constituem apenas um em cada dez líderes políticos em todo o mundo, o que nos prejudica a todos. É necessário que as mulheres participem na tomada de decisões sobre esta pandemia, para evitar os piores cenários, como um segundo pico de infeções, a escassez de mão-de-obra e até agitação social.

As mulheres em empregos inseguros necessitam urgentemente de proteção social básica, desde seguros de saúde a licenças médicas pagas, assistência à infância, proteção do rendimento e apoios em caso de desemprego. No futuro, medidas para estimular a economia, como transferências de dinheiro, créditos, empréstimos e resgates, devem ser direcionadas às mulheres, quer estejam a trabalhar a tempo inteiro na economia formal, quer sejam trabalhadoras em part-time ou sazonais na economia informal, ou enquanto empreendedoras ou empresárias.

Todos ganharemos com acordos de trabalho que reconheçam as responsabilidades dos cuidadores e com modelos económicos inclusivos que valorizam o trabalho em casa.

A pandemia da covid-19 tornou mais claro do que nunca que o trabalho doméstico não remunerado das mulheres está a subsidiar serviços públicos e lucros privados. Este trabalho deve ser incluído nas métricas económicas e na tomada de decisões. Todos ganharemos com acordos de trabalho que reconheçam as responsabilidades dos cuidadores e com modelos económicos inclusivos que valorizam o trabalho em casa.
Esta pandemia não está apenas a desafiar os sistemas mundiais de saúde, mas também o nosso compromisso para com a igualdade e a dignidade humana.

Tendo os interesses e os direitos das mulheres como prioridade, podemos superar esta pandemia mais rapidamente e criar comunidades e sociedades mais igualitárias e resilientes que nos beneficiarão a todos.

UNICEF apela ao cumprimento do plano nacional de vacinação em Portugal

A UNICEF Portugal lançou um apelo às famílias portuguesas com crianças e jovens a seu cuidado para que não deixem de cumprir os seus deveres de vacinação. Em comunicado, a UNICEF Portugal explica que “é crítico não pôr em risco a saúde hoje e no futuro de todas as crianças e jovens, o confinamento e a vacinação coexistem em segurança.”

A UNICEF Portugal indica que de acordo com notícias recentes, foram administradas em Portugal menos 13 mil vacinas contra o sarampo, só no mês de março, por isso, “é urgente que esta situação seja contrariada.”

As medidas de distanciamento social em vigor e os constrangimentos de mobilidade que muitas famílias têm, aliadas aos receios legítimos sobre o momento que vivemos, não podem prevalecer sobre o direito fundamental das crianças e jovens poderem ter acesso aos sistemas nacionais de saúde para efeitos de vacinação, adianta ainda a UNICEF Portugal.

A diretora-executiva da UNICEF Portugal manifestauma profunda preocupação pela situação vivida por milhões de crianças cujos países não possuem as condições, como Portugal, para ministrarem de forma universal e segura as vacinas necessárias para a imunização de crianças e jovens contra um conjunto muito amplo de doenças”.

Na Semana em que se comemora a Semana Mundial de Vacinação, a UNICEF relembra que a imunização é uma das formas mais eficazes e económicas de proteger a vida e o futuro das crianças e que cerca de 13 milhões de crianças em todo o mundo não estão a receber vacinas, o que as colocam a elas e às suas comunidades em risco de doenças e morte.

Principais números e factos sobre a Imunização:

  • Todos os anos, a UNICEF atinge quase metade das crianças de todo o mundo com vacinas que salvam vidas;
  • Estima-se que 86% das crianças com menos de um ano tenham sido totalmente vacinadas contra o tétano em 2018;
  • A vida de cerca de 23,2 milhões de crianças foi salva através da imunização do sarampo entre 2000 e 2018;
  • Dados de Julho de 2019 revelam que o tétano materno e neonatal, que é extremamente fatal em recém-nascidos, permanece em apenas 12 países do mundo.
  • Mil milhões de pessoas em África estarão protegidas contra a febre amarela até 2026 – quase 50% delas crianças menores de 15 anos;
  • Apenas dois países registaram casos de poliomielite em 2019;
  • 1,5 milhões de mortes poderiam ser evitadas se a cobertura global de imunização melhorasse;
  • 13,5 milhões de bebés não receberam nenhuma vacina em 2019;
  • 40% das crianças não vacinadas vivem em ambientes frágeis ou em emergências humanitárias, incluindo países afetados por conflitos.

Com pandemia, mais de 47 milhões de mulheres podem perder acesso à contracepção

O número de mulheres sem acesso a planejamento familiar, enfrentando gravidezes indesejadas, violência de gênero e outras práticas prejudiciais pode disparar nos próximos meses, anunciou esta terça-feira o Fundo das Nações Unidas para a População, Unfpa. 

Em declarações à ONU News, a partir de Genebra, a diretora do escritório da agência na cidade, Mónica Ferro, explicou a importância destas conclusões. 

Crise

“O que as nossas projeções vêm revelar é uma crise dentro da crise. O impacto tremendo que a covid-19 pode ter nas mulheres e meninas em todo o mundo, com os sistemas de saúde sobrelotados, os equipamentos fechados ou prestando apenas um número muito limitado de serviços de saúde sexual e reprodutiva.”

Se o bloqueio durar 6 meses, cerca de 47 milhões de mulheres em 114 países de baixa e média renda podem ficar sem acesso a contraceptivos modernos, levando a cerca de 7 milhões de gravidezes indesejadas. Por cada três meses adicionais, mais 2 milhões de mulheres serão afetadas.

Cerca de 31 milhões de casos adicionais de violência de gênero podem acontecer. Cada prolongamento de três meses deve causar mais 15 milhões de casos extra.

Devido à interrupção de programas sobre mutilação genital feminina, 2 milhões de casos que podem ser evitados devem ocorrer na próxima década.

A pandemia também deve interromper os esforços para acabar com o casamento infantil, resultando em mais 13 milhões de casamentos na próxima década.

Resposta 

Mónica Ferro disse que os novos dados motivam a resposta da agência, que está trabalhando com governos e parceiros para responder ao desafio.

“O que é preciso garantir é que a saúde e os direitos reprodutivos das mulheres sejam salvaguardados a todo o custo. Os serviços têm de continuar, os produtos têm de chegar as destinatárias e as mulheres mais vulneráveis têm de ser protegidas e apoiadas.”

As prioridades são fortalecimento dos sistemas de saúde, aquisição de suprimentos essenciais, garantia de acesso à saúde sexual e reprodutiva. O Unfpa também presta serviços contra violência de gênero e promove a comunicação de riscos e o envolvimento da comunidade.

Em nota, a diretora executiva da agência, Natalia Kanem, disse que os novos dados “mostram o impacto catastrófico que a covid-19 poderá ter sobre mulheres e meninas em todo o mundo.” Segundo ela, “milhões de mulheres e meninas correm o risco de perder a capacidade de planejar suas famílias e proteger seus corpos e sua saúde.”
 

Guterres apela a uma “recuperação verde” da pandemia

O ano passado foi o segundo ano mais quente alguma vez registado e encerrou também a década com as temperaturas mais elevadas de sempre. Neste contexto, o secretário-geral da ONU alertou, esta terça-feira, que atrasar a ação climática irá ter um custo muito avultado, afirmando que “o custo mais alto será o custo de nada fazer”.

Dirigindo-se, por vídeo conferência, ao “Petersberg Climate Dialogue”, fórum promovido pelo Governo da Alemanha e que antecede as negociações da Cimeira do Clima (COP), António Guterres começou por referir que a covid-19 virou a vida de milhares de milhões de pessoas do avesso, infligindo sofrimento e destabilizando a economia global e “expondo a fragilidade das nossas economias e sociedades a choques.”

Por isso, para o líder da ONU, a única resposta ao vírus implica uma liderança “corajosa, visionária e participativa”, a mesma liderança que é necessária para combater as alterações climáticas.

Para Guterres, é necessário “implementar com urgência medidas para fortalecer a resiliência e reduzir as emissões de gases de efeito estufa e limitar o aumento da temperatura global a 1,5 graus”, sublinhando que “a tecnologia está do nosso lado.”

Na fase de adaptação, o líder da ONU defende que “precisamos de apoiar os países menos responsáveis pelas alterações climáticas, mas mais vulneráveis aos seus impactos”, por isso, é necessário “financiamento adequado, começando com a mobilização prometida de 100 mil milhões de dólares por ano para os esforços de mitigação e adaptação nos países em desenvolvimento.”

A recuperação da covid-19 constitui “uma profunda oportunidade de conduzir o nosso mundo por um caminho mais sustentável e inclusivo”, defendeu ainda o secretário-geral da ONU, com um plano que “aborda as alterações climáticas, protege o meio ambiente, reverte a perda de biodiversidade e assegura saúde e segurança a longo prazo da humanidade.”

Ao fazer a transição para um crescimento de baixo carbono e resiliente ao clima, será possível, segundo Guterres, criar um mundo limpo, verde, seguro, justo e mais próspero para todos.

O secretário-geral elencou algumas das medidas que são necessárias implementar, enfatizando que o dinheiro dos contribuintes “que é usado para resgatar empresas, deve criar empregos verdes e crescimento sustentável e inclusivo, e não deve estar a salvar indústrias ultrapassadas, poluentes e intensivas em carbono.” Guterres defende ainda a eliminação dos subsídios aos combustíveis fósseis e a promoção de incentivos fiscais a projetos que contribuam para a transição da economia cinza para verde

Guterres terminou a sua intervenção dizendo que há sinais de progressos, mas reforçou que é necessária mais ambição e uma maior colaboração dos países mais poluentes.

Iniciativa da ONU junta mulheres líderes contra pandemia de covid-19

A vice-secretária geral da ONU, Amina Mohammed, anunciou esta segunda-feira a criação de um grupo de mulheres líderes que irá lutar para salvar vidas e proteger meios de subsistência durante a pandemia de covid-19.

A iniciativa chama-se Rise for All e pede que os líderes de todos os países mostrem solidariedade e tomem ações urgentes para responder aos impactos socioeconômicos do novo coronavírus. 

Liderança

Falando por videoconferência, Amina Mohammed disse que “como em nenhum outro momento da história recente, as mulheres estão agora na linha de frente e pagando o preço dessa crise humana.”
Segundo a vice-chefe da ONU, “está na hora” de as mulheres mostrarem liderança, adotando medidas para combater a pandemia e manter o mundo no rumo certo para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, ODS.

Entre os primeiros membros da iniciativa estão a presidente da Etiópia, Sahle-Work Zewde, a primeira-ministra da Noruega, Erna Solberg, a sheikh Moza bint Nasser, do Catar e a primeira-ministra dos Barbados, Mia Mottley. Novos nomes devem ser anunciados nas próximas semanas. 

Também participam várias personalidades ligadas à ONU, como a defensora dos ODS e atriz indiana Dia Mirza e a embaixadora da Boa Vontade e ativista paquistanesa Muniba Mazari. As chefes do Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, Henrietta Fore, da ONU para Mulheres, Phumzile Mlambo-Ngcuka, e do Fundo das Nações Unidas para a População, Unfpa, Natalia Kanem, também fazem parte.

Apelo

A iniciativa responde ao apelo do secretário-geral da ONU, António Guterres, por maior compromisso político para construir uma recuperação mais resiliente e igualitária. Segundo ele, é preciso garantir que todas as pessoas, em todos os lugares, tenham acesso a serviços essenciais e proteção social.

Para canalizar todos os apoios, a ONU criou o Fundo de Resposta e Recuperação covid-19, que deve ajudar os países e as pessoas mais expostas às dificuldades econômicas e às perturbações sociais.

O Fundo pretende mobilizar US$ 1 bilhão nos primeiros nove meses de 2020 e US$ 2 bilhões em dois anos para apoiar países de baixa e média rendas, incluindo os Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento. Também deve chegar aos grupos mais vulneráveis, como mulheres e crianças, que estão sendo afetadas de forma desproporcional.

Amina Mohammed afirmou que “é preciso atuar rapidamente” porque “os prazos normais, de doadores e das Nações Unidas, simplesmente não funcionam nesta situação.”

Esta segunda-feira, a Holanda anunciou uma contribuição inicial de U$ 16,6 milhões para o Fundo, seguindo os passos da Noruega e da Dinamarca, que já tinham prometido cerca de US$ 14,1 milhões e US$ 7,3 milhões, respectivamente.

Guterres alerta para impacto da covid-19 nos jovens

O secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou esta segunda-feira que os jovens estão a sentir um forte impacto com a pandemia covid-19, desde a perda de postos de trabalho ao aumento do stress familiar, entre muitas outras dificuldades.

Durante a sua intervenção no Conselho de Segurança, feita por vídeo conferência, sobre “Manutenção da paz e segurança mundiais: Juventude, Paz e Segurança”, António Guterres lembrou que mais de 1.54 mil milhões de crianças e jovens estão, atualmente, fora da escola e que jovens refugiados, pessoas deslocadas e outros que vivem em cenários de conflito ou de desastre estão agora ainda mais vulneráveis.

O líder da ONU sublinhou que, mesmo antes da atual crise, os jovens enfrentavam já enormes desafios e apresentou alguns números aos membros do Conselho de Segurança.

1 em cada 5 jovens já não estava nem na escola, nem em formação ou a trabalhar; 1 em cada 4 são afetados por violência ou conflito; e, todos os anos, 12 milhões de raparigas são mães enquanto elas próprias ainda são crianças.

Uma realidade que, para Guterres, espelha as frustrações e “fracassos” dos que estão hoje no poder e que representam um perigo, uma vez que os grupos extremistas exploram alturas de “raiva e desespero” para incentivar a radicalização dos mais jovens. Com efeito, o secretário-geral constatou que há já grupos a aproveitarem-se dos confinamentos para disseminar o ódio, através das redes sociais, e a recrutarem jovens.

Guterres enfatizou também que, apesar destas pressões, a juventude tem mostrado que quer mudança, um sentimento que se vê no trabalho realizado por jovens soldados da paz e trabalhadores humanitários que estão a apoiar os mais necessitados, como na Colômbia, no Gana e no Iraque, entre outros.

A batalha às alterações climáticas também mereceu uma referência por parte do secretário-geral da ONU, que lembrou o compromisso dos mais jovens pela questão do clima.

Da prevenção à mediação, da assistência humanitária à pacificação e reconciliação pós-conflito, os jovens estão a adotar mecanismos formais e informais, através da utilização de plataformas tradicionais e das novas tecnologias para implementar a mudança.

Guterres alerta que, não obstante estes progressos, a agenda da Juventude, Paz e Segurança ainda enfrenta grandes desafios, como a exclusão dos jovens “da tomada de decisão política” que “aumenta ainda mais a vulnerabilidade à discriminação, violência e exploração sexual, tráfico e casamento infantil.”

Aos estados-membros, António Guterres lembrou que apenas 2,2% dos parlamentares do mundo têm menos de 30 anos de idade.

O secretário-geral terminou a sua intervenção fazendo um apelo à ação sobre a juventude, a paz e a segurança e elencou algumas das prioridades a ter: investir na participação, organizações e iniciativas dos jovens, fortalecer a proteção dos direitos humanos e proteger o espaço cívico do qual depende a participação dos jovens e a necessidade de sair da crise da covid-19 com a determinação de recuperar melhor, “aumentando enormemente o nosso investimento nas capacidades dos jovens à medida que cumprimos os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.”

OMS sem comprovação de que recuperados da covid-19 não voltem a ser infectados 

Um novo guia da Organização Mundial da Saúde, OMS, alerta que ainda não há provas de que as pessoas recuperadas da covid-19 que têm anticorpos estejam protegidas de uma nova infeção.

A agência publicou um informe científico ressaltando que ainda não foi comprovado que quem já tenha sido infetado esteja imune à doença. Para a OMS, os testes de laboratório que detectam os anticorpos para o novo coronavírus “precisam de uma validação mais completa para determinar sua precisão e confiabilidade”.

Governos

Até este domingo, a agência confirmou ter sido notificada de 2.774.135 casos e 190.871 mortes devido à covid-19.

Mãe e filha marfinenses usam máscaras de proteção contra o coronavírus em um centro de saúde em Abidjan., by Unicef/Frank Dejongh

A agência aponta que alguns governos defendem que a detecção de anticorpos para o novo coronavírus poderia servir de base para se criar um “passaporte de imunidade” ou “certificado livre de risco”. Esse documento permitiria a viagem ou o retorno de indivíduos para o trabalho, assumindo que estes estariam protegidos de uma nova infecção.

A agência revelou que continua examinando as respostas sobre os anticorpos à infeção pelo novo coronavírus, como parte de sua orientação sobre o ajuste de medidas de saúde públicas e sociais para a próxima fase da resposta à covid-19. 

A OMS revela que embora a maioria dos estudos relevantes mostre que as pessoas que se recuperaram da infecção possuem anticorpos para o vírus, até agora “nenhum estudo avaliou se a presença de anticorpos contra a Sars-CoV-2 confere imunidade à infecção subsequente por esse vírus em humanos.”

Passaporte

A agência alerta que nesse momento da pandemia, não há evidências suficientes sobre a eficácia da imunidade mediada por anticorpos para garantir a precisão de um “passaporte de imunidade” ou “certificado livre de risco”.

A agência destaca que indivíduos que assumem que são imunes a uma segunda infecção porque receberam um resultado positivo no teste podem ignorar os conselhos de saúde pública. A advertência é que o uso de tais certificados pode aumentar os riscos de transmissão continuada. ”

A agência revelou a expetativa de que a maioria das pessoas infectadas com covid-19 desenvolva uma resposta de anticorpos que forneça algum nível de proteção. O falta saber  é o nível de proteção ou quanto tempo vai durar. 

A agência trabalha com cientistas de todo o mundo para entender melhor a resposta do corpo à infecção pelo novo coronavírus.
 

ONU/Loey Felipe

No metrô de Nova York, pessoas estão usando máscaras faciais como precaução contra o coronavírus.

Guterres incentiva ação dos envolvidos na Guiné-Bissau para implementar decisões da Cedeao

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, disse ter tomado nota da decisão dos líderes regionais da África Ocidental de reconhecimento de Úmaro Sissoco Embaló como vencedor das eleições presidenciais de dezembro de 2019 na Guiné-Bissau.

A medida foi tomada pela Autoridade de Chefes de Estado e de Governo da Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental, Cedeao, na quarta-feira.

Decisões 

O Escritório Integrado da ONU para a Consolidação da Paz na Guiné-Bissau, Uniogbis, foi estabelecido em 1999 e deve ser encerrado no final de 2020, by ONU News/Alexandre Soares

Em nota emitida pelo seu porta-voz, em Nova Iorque,  Guterres encoraja todos os atores da Guiné-Bissau a trabalharem de maneira inclusiva e construtiva na implementação das decisões relevantes da Cedeao. 

O chefe da ONU menciona, em particular, a decisão sobre a nomeação de um -primeiro ministro e a formação de um novo governo, “em total conformidade com a Constituição, e tendo em conta os resultados das as eleições legislativas de março de 2019.”

Gabinete

Umaro Sissoco Embaló  foi declarado vencedor do pleito pela Comissão Nacional de Eleições, CNE, e tomou posse em 27 de fevereiro em “cerimônia simbólica”. Horas depois, ele demitiu o governo formado em eleições democráticas realizadas onze meses antes e nomeou um novo primeiro-ministro que apresentou um novo gabinete.
 
Guterres termina a nota reafirma o compromisso das Nações Unidas de continuar a acompanhar os guineenses nos seus esforços para consolidar a paz, a democracia e o desenvolvimento sustentável.
 

OMS pede vigilância após aumento de 500% em ataques cibernéticos desde início de covid-19

Sede da OMS em Genebra

A Organização Mundial da Saúde informou que foi alvo de um ataque cibernético que afetou 450 endereços de e-mail da agência e as respectivas senhas. O vazamento na internet atingiu ainda milhares de pessoas que atuam na resposta ao novo coronavírus.

Em comunicado, a OMS disse que o ataque ocorreu esta semana, mas que não pôs em risco os sistemas de informática da agência porque os dados não eram recentes. Mas um sistema mais antigo com funcionários atuais e aposentados assim como parceiros foi afetado.

A agência disse que impostores online estão se fazendo passar pela OMS em e-mails direcionados ao público. Foto: OMS

Autenticação 

A OMS informou que está migrando todas as partes para uma operação mais segura de autenticação. 

A agência disse que impostores online estão se fazendo passar pela OMS em e-mails direcionados ao público. Os criminosos pedem doação para um fundo fictício de solidariedade e resposta à pandemia. 

Este tipo de ataque cibernético aumentou 500% se comparado à quantidade de e-mails maliciosos alvejando a organização no mesmo período do ano passado. 

Privacidade 

O chefe do Sistema de Informática da OMS, Bernardo Mariano, disse que a segurança da informação de saúde para os Estados-membros e a privacidade dos usuários da agência são uma prioridade constante. Ele ressaltou que esta é uma luta de todos.

A agência da ONU está atuando com o setor privado para estabelecer sistemas internos mais robustos e fortalecer as medidas de segurança além de informar o pessoal da OMS sobre os riscos de ataques cibernéticos. 

A agência também pediu ao público que se mantenha vigilante contra e-mails fraudulentos e recomendou o uso de fontes fidedignas para obtenção de informação verdadeira sobre a pandemia. 

Mensagem do secretário-geral sobre o Dia Internacional do Multilateralismo e Diplomacia da Paz

Veja a mensagem do secretário-geral na íntegra.

Enviado da ONU elogia cooperação das partes em conflito em momento de pandemia no Oriente Médio

O Conselho de Segurança acompanhou esta quinta-feira o informe do coordenador especial do processo de paz no Oriente Médio. Nickolay Mladenov disse que os confrontos baixaram de forma notável devido às restrições de movimento relacionadas à covid-19 na região.

Três palestinos morreram em incidentes violentos esporádicos na Cisjordânia, incluindo Jerusalém Oriental, e outros 25 ficaram feridos. Essas ações resultaram em dois feridos do lado islaelense: um civil e um membro das forças de segurança.

Crise

Mladenov destacou o que chamou de “exemplos inspiradores de cooperação entre linhas de conflito” durante a batalha contra o coronavírus. Ele mencionou “eventos preocupantes”, mas disse estar animado porque a crise da covid-19 teria criado “algumas oportunidades de cooperação”.

ONU News/Reem Abaza

Casas palestinas e assentamentos israelenses em Hebron, na Cisjordânia.

A expectativa é que “essas oportunidades não sejam minadas ou destruídas se o contexto político entre Israel e a Autoridade Palestina se deteriorar”. O coordenador disse que com o apoio da ONU, os dois lados coordenam esforços para enfrentar a ameaça comum representada pela pandemia mas “muito mais pode e deve ser feito.”

Barreiras  

Na intervenção em vídeo, Mladenov afirmou ainda que o reconhecimento dessa interdependência pode se traduzir em um “progresso tangível na solução do conflito, se houver vontade política”.

O apelo aos líderes israelenses e palestinos é que “aproveitem o momento para dar passos em direção à paz e rejeitem movimentos unilaterais “ que em sua avaliação “só aprofundariam a barreira entre os dois povos e minariam as chances de paz”.

O enviado disse haver uma “perspetiva perigosa” de Israel de anexar partes da Cisjordânia, dizendo que essa medida “causaria um golpe arrasador na solução de dois Estados, fecharia a porta para uma renovação das negociações e ameaçaria os esforços para promover a paz regional”.