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Eleições presidenciais são fundamentais para estabilizar a Guiné-Bissau, diz ONU

O representante residente do Programa da ONU para o Desenvolvimento, Pnud, na Guiné-Bissau disse acreditar que as eleições presidenciais tenham lugar na data prevista. Tjark Egenhoff afirmou que o processo é essencial para a estabilização política do país.

Em conversa com a ONU News, em Bissau, o responsável disse haver condições para que as eleições aconteçam e garantiu a ação do Sistema das Nações Unidas para que a votação ocorra dentro do plano.

Condições

“As eleições vão ter lugar no dia 24 de novembro, tal como está previsto aqui. O Pnud, tal como o Sistema das Nações Unidas, vai apoiar nesse sentido. Essas eleições presidenciais são fundamentais para a estabilização política do país”.

Eleitores procuram os seus nomes nas listas durante as eleições presidenciais e legislativas em dezembro passado. , by Monusco/Alain Likota

O presidente cessante, José Mário Vaz, anunciou a sua recandidatura à magistratura suprema do país. Entre os candidatos figuram também três ex-primeiros-ministros.

Trata-se de Carlos Gomes Júnior, candidato independente, Domingos Simões Pereira, do Paigc, partido no poder, e Umaro Cissoko Embaló do Movimento para a Alternância Democrática, na oposição.

Gestão dos Recursos

O Pnud presta apoio técnico as entidades eleitorais e gere os fundos destinados ao processo. TJark Egenhoff deu detalhes sobre as ações para a realização do pleito.

“Estamos trabalhando com a CNE, Gtape e o Ministério da Administração Territorial para apoio técnico das eleições. Estamos também a gerir todos os fundos para o financiamento das operações quanto as eleições”.

No terreno, o Gabinete Técnico de Apoio ao Processo Eleitoral, Getap, verifica as omissões dos nomes nos cadernos eleitorais.

Essa questão levou a que cerca de 25 mil eleitores não votassem nas legislativas de 10 de março último.

*De Bissau para ONU News, Amatijane Candé.

Europa perde terreno em esforços para eliminar sarampo

Após vários anos de progresso para eliminar o sarampo, o número de países europeus que alcançaram ou mantiveram a eliminação da doença diminuiu.

Esta foi a conclusão da Comissão Europeia de Verificação Regional da Organização Mundial da Saúde, OMS, com base numa avaliação de 53 Estados-membros.

Mudanças

O sarampo é altamente contagioso, mais do que o Ebola, a tuberculose ou a gripe, Unicef/ UN066747/Rich

Pela primeira vez desde o início do processo de verificação, em 2012, quatro Estados perderam o estatuto de país que eliminou a doença. São a Albânia, a República Checa, a Grécia e o Reino Unido.

O presidente da Comissão Europeia de Verificação Regional, Günter Pfaff, disse que “o restabelecimento da transmissão do sarampo é preocupante.” Segundo ele, “se a alta cobertura de imunização não for alcançada e mantida em todas as comunidades, tanto crianças como adultos sofrerão de forma desnecessária e alguns morrerão tragicamente.”

Por outro lado, a Áustria e a Suíça eliminaram a doença, tendo conseguido provar que não existiu transmissão de sarampo dentro do país durante pelo menos 36 meses.

Até o final de 2018, 35 países europeus tinham alcançado e mantido a eliminação do sarampo, menos dois do que no ano anterior.

Casos

O aumento no número de casos que aconteceu em 2018 tornou a repetir-se em 2019, com cerca de 90 mil casos relatados no primeiro semestre do ano. Este valor representa mais do que número total de casos registado em todo o ano de 2018, cerca de 84 mil.

Na Europa o surto de 2018 seguiu-se a um ano em que se alcançou a maior cobertura estimada para a segunda dose de vacinação contra o sarampo, cerca de 90% em 2017, Unicef

A OMS ainda considera a circulação de sarampo na Europa “uma emergência de Grau 2”. Essa designação permite que a agência mobilize recursos técnicos, financeiros e humanos para apoiar os países afetados.

A diretora regional da OMS para a Europa, Zsuzsanna Jakab, disse que “grandes esforços para controlar esta doença altamente contagiosa permitiram percorrer um longo caminho para a eliminação regional.”

Apesar disso, a especialista afirma que “surtos contínuos de sarampo demonstram que é necessário mais.” Segundo ela, a OMS “aumentou o foco na eliminação do sarampo e atualizou os seus métodos de ação.”

Zsuzsanna Jakab afirma que “este é o momento e a oportunidade para abordar qualquer sistema de saúde, determinantes e desafios sociais que possam ter permitido que este vírus mortal persista nesta região.”,

Rubéola

Segundo a Comissão Europeia de Verificação Regional, a situação da rubéola melhorou no continente.

No total, 39 países alcançaram ou mantiveram o estatuto de eliminação, mais dois Estados-membros do que no ano anterior.

Acnur apoia sobreviventes após novo naufrágio com dezenas de vítimas no Mediterrâneo

Cerca de 40 pessoas teriam morrido afogadas e outras 60 sobreviveram no mais recente incidente na costa da Líbia; número de mortes na travessia ao Mediterrâneo em 2019 ultrapassa 900.

Dia Internacional contra Testes Nucleares

IAEA Fact-Finding Mission Assesses Fukushima Nuclear Power Plant. UN Photo/IAEA/Greg Webb

Dia 29 de agosto:

O Dia Internacional Contra Testes Nucleares marca o encerramento, em 1991, do maior campo de testes nucleares da antiga União Soviética, na zona de Semipalatinsk, no Cazaquistão. Neste campo, foram realizados mais de 450 testes e, décadas depois, os seus impactos ainda se sentem.

Este Dia tem uma mensagem mais ampla e comemora todas as vítimas de testes nucleares, onde quer que tenham sido realizados. As comunidades afetadas ainda precisam de recuperar totalmente dos danos causados ao ambiente, à economia e à saúde.

Para honrar estas vítimas é necessário acabar com os testes nucleares de forma mais permanente. No entanto, efetuar uma proibição efetiva e juridicamente vinculativa continua a ser uma das grandes metas não cumpridas do desarmamento nuclear. O Tratado de Proibição Completa de Testes Nucleares (CTBT) é um pilar central dos esforços internacionais neste campo mas, apesar de ser amplamente apoiado com 184 signatários e com a ratificação de 168 Estados, ainda não entrou em vigor, mais de 20 anos após a sua adoção.

O legado dos testes nucleares não é mais do que destruição. O CTBT é vital para garantir que não existam mais vítimas e essencial para promover o desarmamento nuclear.

No Dia Internacional Contra os Testes Nucleares reitero o meu apelo a todos os Estados que ainda não o fizeram para que assinem e ratifiquem o Tratado, especialmente aqueles cuja ratificação é necessária para a sua entrada em vigor. Num mundo onde as tensões e as divisões crescem cada vez mais, a nossa segurança coletiva depende disso.

Relatório apoiado pelo FMI diz que economia de Moçambique está em momento de mudança

A economia de Moçambique está em um momento de mudança, diz um novo relatório preparado pelo governo do país em colaboração com o Fundo Monetário Internacional, FMI.

A pesquisa, com o título Relatório de Diagnóstico sobre Transparência, Governação e Corrupção em Moçambique, foi realizada consultando vários parceiros.

Soluções

Ciclones Idai e Kenneth colocam dificuldades ao desenvolvimento económico de Moçambique, ONU/Eskinder Debebe

O relatório diz que “os esforços para solucionar as vulnerabilidades de administração e corrupção podem ter um impacto positivo duradouro.”

As autoridades nacionais afirmam que “os níveis atuais de dívida pública levaram a examinar com atenção a estrutura de governação e anticorrupção” e que várias reformas foram iniciadas “para lidar com as vulnerabilidades expostas nessa estrutura.”

Corrupção

A pesquisa analisa vários problemas, especificamente a corrupção. Segundo um estudo recente, os custos destes crimes durante o período de 2002 a 2014 chegaram a US$ 4,9 mil milhões. Esse valor representa, aproximadamente 30% do Produto Interno Bruto, PIB, de 2014.

O impacto desses custos é considerado “generalizado, afetando contribuintes, prestadores de serviços públicos, o setor financeiro e privado, bem como a reputação internacional de Moçambique.”

Além disso, esses custos “são especialmente prejudiciais no momento em que o país tem foi atingido por uma série de choques, principalmente a queda nos preços das matérias-primas, a seca, a retirada do apoio orçamental dos doadores e, mais recentemente, os ciclones tropicais Idai e Kenneth.”

Recursos

A pesquisa também se refere a uma série de investimentos sendo realizados no país para exploração de recursos naturais.

Os autores do estudo dizem que “Moçambique está preparado para receber receitas significativas das reservas de recursos naturais” e que é dever das autoridades nacionais “garantir a administração responsável desses fundos para as gerações atuais e futuras.”

A pesquisa conclui dizendo que podem ser esperados “resultados duradouros” se “forem tomadas medidas significativas para implementar a estrutura de governança e anticorrupção de maneira uniforme, consistente e eficaz.”

Além disso, devem ser apoiados “os esforços em direção à transparência e à responsabilidade individual e institucional.”

Transferências monetárias chegam a 14 mil famílias vivendo em extrema pobreza em Angola

As Nações Unidas implementam uma nova parceria que vai permitir realizar transferências monetárias sociais para 14 mil pessoas que vivem em seis municípios de Angola.

O lançamento da iniciativa foi feito em um evento em que participaram a ministra da Ação Social, Família e Promoção da Mulher, Faustina Fernandes Alves, e o embaixador da União Europeia no país, Tomas Ulichy.

Crianças

Coordenador residente da ONU em Angola, Paolo Balladelli, ONU News

O coordenador residente das Nações Unidas em Angola falou à ONU News após fazer parte da apresentação realizada na comuna de Chipete em Catabola, na província angolana do Bié.

Paolo Balladelli  disse que o Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, vai implementar o projeto para beneficiar 20 mil crianças com um valor mensal. Outras agências especializadas da organização também deverão ter um papel na iniciativa.

“Estamos, como agência e como grupo, a criar também algumas hipóteses de trabalho conjunto dentro da iniciativa para não só fazer a transferência monetária mas também cada uma da agências no seu âmbito criar oportunidade para melhorar as competências familiares. A OMS, no âmbito por exemplo da saúde, a FAO, no âmbito de melhorar a produtividade das famílias, e o Fnuap, no âmbito da luta contra a violência à mulher e o cuidado de questões de género e etc.”

O processo para desenvolver o novo projeto levou quatro anos, que culminaram com o financiamento com US$ 32 milhões da União Europeia. Segundo o representante, a meta é chegar a mais pessoas necessitadas.

Iniciativa

“Estamos a fim de criar uma iniciativa que seja muito mais abrangente e que possa apoiar o Unicef e o Ministério da Ação Social nesta iniciativa realmente nova para o país e promissora.”

Com as transferências monetárias pretende-se melhorar a situação de famílias extremamente vulneráveis como parte do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável, ODS  1, que prevê erradicar a pobreza em todas as suas formas.

De acordo com a ONU, o projeto também deve promover o acesso aos serviços sociais e atividades de pequenos empreendedores que vivem em áreas rurais para estimular as economias loca e promover a dignidade e o bem-estar.

Há dois anos rohingyas formavam maior assentamento de refugiados do mundo

Kutupalong, o maior assentamento de refugiados do mundo, abriga mais de 630 mil refugiados rohingya. No total, mais de 900 mil pessoas desta minoria étnica vivem no Bangladesh.

A maior parte, cerca de 740 mil, fugiu da violência que eclodiu em agosto de 2017 em Mianmar, há exatamente dois anos.

Estas comunidades do Bangladesh foram as primeiras a responder à crise de refugiados que começou em agosto de 2017, sendo anfitriãs para as centenas de milhares de rohingyas que fugiram da violência e da perseguição no Mianmar. Foto: Unicef/Patrick Brown

Mudança de prioridades

O coordenador de campo da Agência da ONU para Refugiados, Acnur, diz que “no primeiro ano, o foco era salvar vidas.” Oscar Sanchez Pineiro diz que a agência “assegurou que fossem fornecidos os serviços básicos necessários para as famílias sobreviverem ao período das monções e se recuperarem dos perigos de sua jornada.”

Agora, no segundo ano, o coordenador diz que “o foco está na criação de capacidade para os refugiados fazerem muitas dessas coisas por conta própria.” Segundo ele, a agência está “colocando os refugiados no centro da resposta, para fornecer serviços, atualizar abrigos e melhorar a infraestrutura.”

Iniciativa

A refugiada Sahera é um dos exemplos destacados pelo Acnur.  Um projeto da agência permite que mulheres como ela possam plantar e colher seus produtos agrícolas. O projeto começou em 2018 com 100 agricultores e está em expansão.

A colheita de Sahera tem sido tão abundante que ela “costuma compartilhar os produtos com os vizinhos.” A refugiada diz que “se tiver restos, vende para lojas próximas”.

A iniciativa é apenas um de muitos programas em andamento. Os refugiados também estão assumindo papéis importantes em outras atividades, incluindo assistência médica, oferecendo uma gama de serviços que vão desde nutrição, cuidados perinatais e saúde mental.

Jubaida Khtun é voluntária como agente de saúde comunitária com a Gonoshastho Kendra, uma organização de Bangladesh parceira do Acnur. Ela vai de abrigo em abrigo nos enormes assentamentos para aumentar a consciência sobre os serviços disponíveis.

Jubaida disse que, como ela, estas pessoas vieram de Mianmar porque “estavam sofrendo.” Ela diz que os ajuda “em seu sofrimento para que possam ser felizes.”

O Acnur também está trabalhando para registrar todos os refugiados. Até o momento, mais de 500 mil foram registrados em conjunto pelas autoridades de Bangladesh e pela agência.

Outros projetos apoiam as comunidades anfitriãs. As iniciativas incluem reparos em prédios públicos, melhoria do acesso a tratamentos médicos e até distribuição de materiais para ajudar as pessoas a proteger suas casas contra intempéries.

Acnur/Santiago Escobar-Jaramillo

Refugiados rohingya em Cox’s Bazar

Desafios

Embora grandes avanços tenham sido feitos para apoiar e melhorar a vida dos refugiados e seus anfitriões, os desafios permanecem.

Até final de julho, o Acnur e parceiros tinham recebido US$ 318 milhões, pouco mais de um terço do total de US $ 920 milhões necessários em 2019.

Cerca de 55% destes refugiados têm menos de 18 anos e 41% têm 10 anos ou menos. Cerca de 36% das crianças entre três e 14 anos não tem acesso à educação primária, enquanto mais de 96% dos refugiados entre os 15 e 24 anos não participam de nenhuma atividade de aprendizagem.

Apesar desses desafios, o Acnur e seus parceiros ajudaram a construir e administrar 426 salas de aula, 58 clubes de adolescentes e 1,2 mil centros comunitários de desenvolvimento da primeira infância.

Além disso, recrutou 1.257 professores da comunidade Rohingya e das cidades vizinhas do sudeste de Bangladesh.

Secretário-geral felicita acordo entre Ruanda e Uganda assinado em Angola

O secretário-geral congratulou a assinatura de um memorando de entendimento entre o presidente do Uganda, Yoweri Museveni, e do Ruanda, Paul Kagame, que tem o objetivo de normalizar as relações bilaterais entre os dois países.

O acordo foi assinado na quarta-feira, 21 de agosto, na capital de Angola, Luanda.

Paz e cooperação

Em nota publicada pelo seu porta-voz, António Guterres “encoraja as partes a implementarem com boa-fé o acordo, que visa restabelecer relações amistosas e cooperação entre os dois estados vizinhos, no interesse da paz, estabilidade e desenvolvimento sustentável na região.”

 O secretário-geral também reconhece o “importante papel” que o presidente de Angola, João Lourenço, e da República Democrática do Congo, Felix Tshisekedi, tiveram para facilitar a assinatura do memorando.

Guterres termina dizendo que “está pronto para apoiar o impulso gerado por esta e outras iniciativas para promover a paz, a cooperação e a integração na região.”

Microplásticos estão em toda a parte, mas não representam necessariamente risco para saúde

Pequenas partículas de plástico conhecidas como microplásticos estão “em toda parte, inclusive em água potável”, mas não são necessariamente um risco para a saúde humana.

A conclusão é de um estudo publicado esta quinta-feira pela Organização Mundial da Saúde, OMS, resumindo pesquisas mais recentes sobre o impacto dos poluentes plásticos em seres humanos.

Todas as sextas-feiras, pessoas em Watamu, no Quénia, recolhem plástico na praia, ONU Meio Ambiente/Cyril Villemain

Riscos

Os microplásticos têm menos de cinco milímetros de comprimento. Segundo o estudo, foram encontrados em ambientes marinhos, água doce, alimentos, ar e água potável, tanto engarrafada como de torneira.

As partículas deste gênero mais comuns na água potável são fragmentos de garrafas plásticas.

A diretora do Departamento de Saúde Pública, Meio Ambiente e Determinantes Sociais da Saúde da OMS disse que com base nas informações limitadas disponíveis, “os microplásticos na água potável não parecem representar um risco para a saúde nos níveis atuais, mas é preciso descobrir mais.”

Para Maria Neira, é necessário “urgentemente saber mais sobre o impacto na saúde dos microplásticos, porque eles estão em toda parte, inclusive em água potável”.

Absorção

Segundo a agência, é improvável que os microplásticos com mais de 150 micrômetros, ou a milésima parte do milímetro, sejam absorvidos pelo corpo humano. Por outro lado, é provável que a absorção de partículas mais pequenas seja limitada.

O relatório da OMS afirma, no entanto, que os dados disponíveis nesta “área emergente” são extremamente limitados e que a absorção de microplásticos “incluindo na faixa de tamanho nano pode ser maior.”

A especialista do Departamento de Saúde Pública da OMS, Jennifer de France, também informou que a água engarrafada “em geral continha números mais altos de partículas.”

Segundo ela,  foram encontrados “muitas vezes” dois polímeros que são usados ​​com frequência na produção de garrafas e na produção de tampas. Apesar disso, avisou que foram detectados outros polímeros e que, por isso, “são necessários mais estudos para se chegar a uma conclusão firme sobre sua origem.”

O estudo da OMS menciona pesquisas realizadas em ratos e camundongos, que mostraram sintomas como inflamação do fígado, mas afirma que é improvável que as pessoas sejam expostas a níveis tão altos de poluentes.

A exposição à água potável contaminada por resíduos humanos ou animais é uma ameaça melhor entendida. Segundo os especialistas da OMS, o problema afeta 2 bilhões de pessoas todos os anos e causa 1 milhão de mortes.

Sugestões

O relatório diz que os governos podem resolver esse problema usando melhores sistemas de filtragem de águas residuais. Essa opção permitiria reduzir em 90% a poluição por microplásticos.

Por enquanto, o funcionário da OMS Bruce Gordon disse que “os consumidores não se devem preocupar” e que existem “muitas dimensões desta história que estão além da saúde.”

Gordon afirmou que “um cidadão preocupado com a poluição por plástico com acesso a uma fonte de água encanada” deve usar essa opção. Segundo ele, “existem   momentos em que se precisa de uma garrafa de água, mas ela deve ser, por favor, reutilizada.”

ONU renova compromisso com vítimas do terrorismo

O secretário-geral da ONU disse que o terrorismo “causa danos permanentes aos indivíduos, famílias e comunidades” e que “essas cicatrizes são profundas e, embora possam desaparecer com o tempo, nunca desaparecem.”

Esta quarta-feira, 21 de agosto, marca o Dia Internacional em Memória e Tributo às Vítimas de Terrorismo. Em mensagem sobre o dia, António Guterres disse que a data “lembra que não importa há quanto tempo um ataque aconteceu, as vítimas continuam a lutar com seu legado.”

Oportunidade

Kedra Abakar, de 25 anos, foi raptado da sua casa na ilha Ngomiron Doumou, no Lago Chade, por terroristas do Boko Haram, ONU News/Daniel Dickinson

Para o chefe da ONU, “vítimas e sobreviventes em todo o mundo precisam de uma oportunidade de se curar através de justiça e apoio.” Ele afirma que a comunidade internacional precisa “fornecer apoio multifacetado e de longo prazo” para que as vítimas e sobreviventes “possam curar, recuperar, reconstruir suas vidas e ajudar os outros.”

Segundo António Guterres, “as Nações Unidas ajudaram a conectar e levantar as vozes das vítimas do terrorismo através das atividades do Escritório de Contraterrorismo.”

Além disso, a recente aprovação, pela Assembleia Geral, de uma resolução sobre vítimas e a criação de um Grupo de Amigos das Vítimas do Terrorismo asseguram que o apoio da organização é ampliado, abordando todos os aspectos das necessidades das vítimas.

Vítimas

Segundo as Nações Unidas, embora mais países sejam hoje afetados pelo terrorismo, o número de vítimas concentra-se em um pequeno número de Estados-membros. As vítimas continuam lutando para ter suas vozes ouvidas, suas necessidades apoiadas e seus direitos defendidos.

A ONU diz que “poucos Estados-membros dispõem dos recursos ou da capacidade para satisfazer as necessidades de médio e longo prazo necessárias para que as vítimas recuperem totalmente, se reabilitem e integrem novamente na sociedade.”

Este ano, a segunda comemoração do Dia Internacional em Memória e Tributo às Vítimas de Terrorismo destaca a resiliência das vítimas e de suas famílias.

Para marcar a data, o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime, Unodc, e o Grupo de Amigos das Vítimas do Terrorismo abrem esta quarta-feira uma exposição fotográfica na sede da ONU em Nova Iorque. A exposição inclui declarações e histórias das vítimas e será aberta pelo secretário-geral.

Necessidades

Pessoas dos Camarões, deslocadas por atividades terroristas, frequentam uma igreja, Foto ONU/Eskinder Debebe

Em nota, o diretor executivo do Unodc, Yuri Fedotov, disse que “os recentes ataques terroristas em todo o mundo mostram a terrível verdade de que nenhuma sociedade, nenhum país permanece ileso ou intacto.”

Segundo ele, esta data “destaca a resiliência e a coragem das vítimas e sobreviventes e homenageia as muitas mulheres e homens que superaram a tragédia para se tornarem aliados vitais na luta contra o terrorismo.”

O representante diz que “suas vozes se elevam acima das narrativas distorcidas dos terroristas” e que “é dever da comunidade internacional ampliar essas vozes.”

O chefe do Unodc afirma que estas pessoas enfrentam vários desafios para conseguir justiça, como dificuldades no acesso à informação, falta de mecanismos apropriados ou ausência de apoio médico, financeiro e psicossocial a longo prazo.

Relator

Também em mensagem sobre a data, a relatora especial da ONU para a proteção e promoção dos direitos humanos e liberdades fundamentais no combate ao terrorismo pediu aos governos que intensifiquem esforços.

Fionnuala Ní Aoláin diz que as vítimas “frequentemente experimentam violência sem rosto, sem nome e totalmente indiscriminada.” Segundo ela, “poucos têm recursos físicos, emocionais, legais ou financeiros para responder a essa violência e para lidar com as complexas consequências jurídicas, médicas, sociais e econômicas.”

ONU contribui para apoiar parte dos 2,3 milhões de afetados pela seca em Angola

A província angolana do Cunene recebeu toneladas de bens para apoiar programas em prol das populações vítimas da seca. A doação será feita nesta terça-feira pelo representante em Angola do Fundo da ONU para a Infância, Unicef, Abubacar Sultan.

A entrega faz parte de uma iniciativa para responder à emergência que ocorre nas províncias de Huíla, Bié e Namibe. A seca afeta mais de 2,3 milhões de pessoas, incluindo 491 mil crianças com menos de cinco anos.

Resposta

O Unicef aponta que os bens de auxílio no valor de US$ 160 mil foram adquiridos com valores do Fundo Central para Resposta às Emergências das Nações Unidas, Cerf.

Os produtos serão usados em programas de reabilitação nutricional de crianças, água e saneamento e “kits de dignidade” para mulheres.

Este ano, o Unicef e o Governo da Província do Cunene formalizaram uma iniciativa para atuação de emergência em setores como água, saneamento, higiene, nutrição, mobilização social e mudança de comportamento.

O programa também envolve a entrega de recursos materiais, tecnológicos e capital humano “necessários para uma gestão eficiente e implementação adequada das atividades no terreno”.

© Unicef Angola/Carlos Louzada

Em Angola, a seca afeta mais de 2,3 milhões de pessoas, incluindo 491 mil crianças com menos de cinco anos.

Programa de Desenvolvimento

O Unicef também prevê atuar em ações de desenvolvimento para reforçar o sistema de proteção da criança na província, o registo de nascimento, o desenvolvimento da primeira infância, a educação, a saúde e a capacitação.

Nas atividades de formação deverão ser envolvidos participantes de diferentes sectores para a oferta de serviços básicos às famílias e crianças. 

Abordagem “Porto seguro”

Nesta segunda-feira foi assinada uma parceria de US$ 2 milhões que prevê a implementação da abordagem “Porto Seguro” no município de Ombadja. O programa envolve o Governo da Província de Cunene, o Banco de Fomento de Angola e o Unicef.

Várias escolas e outras infraestruturas sociais angolanas servirão de plataformas para o acesso a água, nutrição e fornecimento de serviços sociais básicos como a educação, desenvolvimento da primeira infância, saúde, registo e proteção.

A meta é promover “a complementaridade, integração e sinergias entre serviços do governo e os seus parceiros para maximizar o uso de recursos para fortalecer a resiliência e alcançar melhores resultados no imediato e a longo prazo para as crianças mais vulneráveis.”

Dia Mundial da Assistência Humanitária

Dia 18 de agosto:

O Dia Mundial da Assistência Humanitária homenageia trabalhadores humanitários de todo o mundo que arriscam as próprias vidas para ajudar a salvar e melhorar a vida de outras pessoas.

Este ano, prestamos uma homenagem especial às mulheres funcionárias humanitárias e à diferença enorme que estas fazem para milhões de mulheres, homens e crianças com necessidades urgentes.

Desde o apoio a civis em crise à atuação em surtos de doenças, as mulheres em ações humanitárias estão na linha de frente. Sua presença torna as operações de auxílio mais eficazes, aumentando seu alcance. Também melhora a resposta humanitária à violência de gênero, que aumenta durante as emergências.

Hoje, convidamos a todos a compartilhar as suas histórias poderosas e a reafirmar o nosso compromisso de fortalecer o papel das mulheres em operações humanitárias.

Líderes mundiais e todas as partes em conflitos devem garantir que os funcionários humanitários sejam protegidos contra danos, como é exigido pela lei internacional.

Violações graves do direito internacional humanitário e dos direitos humanos continuam em todo o mundo. Elas devem ser investigadas e julgadas.

No Dia Mundial Humanitário, e todos os dias, defendemos os trabalhadores humanitários em todo o mundo.

 

ONU investiga ataque com mais de 60 mortos em festa de casamento em Cabul

As Nações Unidas condenaram com veemência o ataque terrorista que matou pelo menos 63 pessoas e provocou mais de 180 feridos, durante uma cerimônia de casamento realizada neste sábado em Cabul, no Afeganistão.

O secretário-geral da organização, António Guterres, expressa “as mais profundas condolências” às famílias das vítimas, ao governo e ao povo do Afeganistão em nota em que deseja uma rápida recuperação aos feridos.

“Terror”

De acordo com a Missão da ONU no Afeganistão, Unama, uma equipe de direitos humanos investiga o incidente e trabalha para estabelecer os fatos ocorridos na cerimônia de casamento xiita onde estavam mais de mil pessoas.

Para o representante especial do secretário-geral no Afeganistão, Tadamichi Yamamoto, “um ataque deliberado contra civis é um ultraje e profundamente perturbador, pois só pode ser descrito como um ato covarde de terror”.

Unama/Fardin Waezi

Missão de Assistência da ONU no Afeganistão, Unama.

Após condenar o ato, o enviado ressalta que esse tipo de ataques deliberados contra civis sinaliza “uma intenção deliberada de espalhar o medo entre a população, que já sofreu demais”.

O salão de festas fica numa área da cidade que é densamente povoada pela minoria muçulmana xiita do Afeganistão, destaca a Unama. A missão documentou vários ataques anteriores realizados de forma deliberada contra essa comunidade.

De acordo com agências de notícias, vários enterros aconteceram este domingo na capital afegã, após o ato que teve lugar às cerca das 22:40, hora local. O grupo terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, Isil, teria assumido a autoria do ataque.

Justiça 

Yamamoto destaca que o “ritmo desses ataques atrozes indica que as medidas atuais para proteger devem ser fortalecidas”, e que os organizadores e executores desse ato devem ser levados à justiça e responsabilizados.

O também chefe da Unama, destacou que as Nações Unidas estão solidárias com todos os afegãos e continuam comprometidas com um processo de paz liderado pelo Afeganistão “que acabará com a guerra e trará uma paz duradoura”.

5 maneiras que os povos indígenas estão ajudando o mundo a alcançar a #FomeZero

Os povos indígenas constituem apenas 5% da população mundial, mas são no entanto, gestores vitais do meio ambiente.

De acordo com Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO, 28% da superfície terrestre do mundo, incluindo algumas das áreas florestais mais ecologicamente intactas e biodiversas, são gerenciadas principalmente por povos indígenas, famílias, pequenos proprietários e comunidades locais.

FAO/Rudolf Hahn

As florestas fornecem abrigo, empregos e segurança para populações que dependem delas.

Florestas

A agência da ONU aponta que essas florestas são cruciais para reduzir as emissões de gases e manter a biodiversidade. Os alimentos indígenas também são particularmente nutritivos, e seus sistemas alimentares associados são notavelmente resilientes ao clima e bem adaptados ao meio ambiente.

Para a FAO, os modos de vida dos povos indígenas e seus meios de subsistência podem ensinar ao mundo muito sobre como preservar os recursos naturais, suprir e cultivar alimentos de maneira sustentável, vivendo em harmonia com a natureza. A agência acredita que mobilizar o conhecimento que se origina desse patrimônio e desses legados históricos é importante para enfrentar os desafios que a agricultura e os alimentos enfrentam hoje e no futuro.

Na lista abaixo a FAO apresenta cinco das muitas maneiras em que os povos indígenas estão ajudando o mundo a combater a mudança climática:

  • 1. Suas práticas agrícolas tradicionais estão melhor adaptadas a um clima em mudança

    Ao longo dos séculos, os povos indígenas desenvolveram técnicas agrícolas adaptadas a ambientes extremos, como as grandes altitudes dos Andes ou os campos secos do Quênia. Suas técnicas testadas pelo tempo, como terraços para evitar a erosão do solo ou jardins flutuantes para fazer uso de campos inundados, são bem adequados para os eventos climáticos cada vez mais extremos e mudanças de temperatura provocadas pela mudança climática.

  • 2. Conservam e restauram florestas e recursos naturais

    Os povos indígenas se veem ligados à natureza e como parte do mesmo sistema que o ambiente em que vivem. Eles adaptaram seus estilos de vida para se adequar e respeitar seus ambientes. Nas montanhas, os sistemas de manejo da paisagem dos povos indígenas preservam o solo, reduzem a erosão, conservam a água e diminuem o risco de desastres. Nas pastagens, as comunidades pastoris indígenas gerenciam o gado pastando e cultivando de forma sustentável, preservando a biodiversidade das pastagens. Na Amazônia, a biodiversidade dos ecossistemas melhora quando os indígenas os habitam.

  • 3. Seus alimentos e tradições podem ajudar a expandir e diversificar as dietas

    O mundo atualmente depende muito de um pequeno conjunto de culturas básicas. Apenas cinco culturas, arroz, trigo, milho, milheto e sorgo, fornecem cerca de 50% de nossas necessidades energéticas. Repleto de colheitas nativas nutritivas, como quinoa e oca, os sistemas alimentares dos povos indígenas podem ajudar o resto da humanidade a expandir sua restrita base alimentar para incorporar ervas, arbustos, grãos, frutas, animais e peixes que podem não ser bem conhecidos ou usados outras partes do mundo.

  • 4. Eles cultivam culturas indígenas que são mais resistentes às mudanças climáticas

    Como muitos povos indígenas vivem em ambientes extremos, eles escolheram culturas que também se adaptaram a essas condições. Os povos indígenas geralmente cultivam um conjunto de espécies nativas de culturas e uma série de variedades que são melhor adaptadas aos contextos locais e são frequentemente mais resistentes a secas, altitude, inundações ou outras condições extremas. Usadas mais amplamente na agricultura, essas plantações poderiam ajudar a construir a resiliência das fazendas que agora enfrentam mudanças, com climas mais extremos.

  • 5. Eles supervisionam uma grande parte da biodiversidade do mundo

    Territórios indígenas tradicionais abrangem 28% da superfície terrestre do mundo, mas abrigam 80% da biodiversidade do planeta. Preservar a biodiversidade é essencial para a segurança alimentar e nutricional.  O acervo genético de plantas e espécies animais é encontrado em todos os biomas terrestres, assim como rios, lagos e áreas marinhas. Vivendo vidas naturalmente sustentáveis, os povos indígenas preservam esses espaços, ajudando a preservar a biodiversidade de plantas e animais na natureza.

Pnud

Comunidades indígenas são líderes na proteção do meio ambiente. Quase 70 milhões de mulheres e homens indígenas dependem das florestas para sua subsistência, e muitos mais são agricultores, caçadores ou pastores.

A FAO considera os povos indígenas como parceiros inestimáveis ​​no fornecimento de soluções para as mudanças climáticas e na criação de um mundo com #FomeZero. Jamais conseguiremos soluções de longo prazo para as mudanças climáticas e a segurança alimentar e nutricional sem buscar ajuda e proteção dos direitos dos povos indígenas.            

Unicef: falta de oportunidades de educação aumenta desespero de jovens rohingya

A frustração e o desespero estão devastando os jovens refugiados rohingya no sudeste de Bangladesh, segundo o Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef.

A agência divulgou nesta sexta-feira um novo relatório pedindo investimento urgente em oportunidades de educação e desenvolvimento de competências dentro e ao redor dos vastos acampamentos onde a maioria dos refugiados vive.

A diretora executiva do Unicef, Henrietta Fore, apontou que “para as crianças e jovens rohingya agora em Bangladesh, a mera sobrevivência não é suficiente.” , by Foto: PMA/Saikat Mojumder

Educação

O estudo marca dois anos desde a chegada a Bangladesh de cerca de 745 mil civis rohingya, que fugiram da violência extrema em Mianmar. O documento diz que até junho de 2019, o setor educacional em geral forneceu educação não formal para 280 mil crianças de quatro a 14 anos.

O Unicef e seus parceiros garantiram o acesso à aprendizagem de 192 mil dessas crianças, matriculadas em 2.167 centros de aprendizagem.

Centros de Aprendizado

No entanto, mais de 25 mil crianças não frequentam nenhum programa de educação. A agência da ONU aponta que são necessários mais 640 centros de aprendizado na área.

Além disso, 97% das crianças entre os 15 e os 18 anos não frequentam qualquer tipo de estabelecimento educacional.

A diretora executiva do Unicef, Henrietta Fore, apontou que “para as crianças e jovens rohingya agora em Bangladesh, a mera sobrevivência não é suficiente.” Ela acredita que “é absolutamente essencial que elas recebam o aprendizado de qualidade e o desenvolvimento de habilidades que precisam para garantir seu futuro a longo prazo.”

Materiais de Ensino

Materiais de ensino e aprendizagem mais formais estão sendo progressivamente implementados para crianças refugiadas menores que estudam em centros de aprendizado.

O Unicef e outras agências da ONU pedem aos governos de Mianmar e Bangladesh que permitam o uso de recursos educacionais nacionais, como currículos, manuais de treinamento e métodos de avaliação, para ajudar a proporcionar uma aprendizagem mais estruturada para as crianças rohingya.

Relatório

Fore destaca que “fornecer materiais de aprendizagem e treinamento é uma tarefa enorme e só pode ser realizada com o apoio total de uma série de parceiros.” Ela disse que apesar das dificuldades, “as esperanças de uma geração de crianças e adolescentes estão em jogo” e não se pode “dar ao luxo de fracassar”.

O relatório defende que, sem oportunidades adequadas de aprendizagem, os adolescentes podem se tornar vítimas de traficantes que oferecem serviços para contrabandear jovens rohingya desesperados para fora do Bangladesh, e para traficantes de drogas que operam na área. Mulheres e meninas enfrentam assédio e abuso especialmente à noite.

De acordo com o Unicef, 97% das crianças refugiadas rohingya, entre os 15 e os 18 anos, não frequentam qualquer tipo de estabelecimento educacional., by Foto: OIM/Muse Mohammed

Unicef

O Unicef apoia o desenvolvimento de centros de juventude e clubes para adolescentes nos quais fatores como habilidades para a vida, apoio psicossocial, alfabetização, matemática básica e competências vocacionais são fornecidos como parte de um pacote abrangente. Quase 70 dessas instalações estavam funcionando em julho de 2019, mas são necessárias muitas outras.

O representante do Unicef em Bangladesh, Tomoo Hozumi, explicou que o objetivo da agência “é ajudar a equipar os adolescentes com as habilidades necessárias para lidar com os muitos riscos que eles enfrentam, como tráfico, abuso e, no caso de meninas, casamento precoce.”

O representante disse em termos mais amplos, a agência está “ajudando esta geração de jovens a construir sua identidade e torná-los parte da solução para a situação extremamente desafiadora em que se encontram.”

Progressos

O Unicef destaca que desde 2017, sob a liderança do Governo do Bangladesh, as agências humanitárias fizeram progressos substanciais no fortalecimento de áreas como saúde, nutrição, água e saneamento, educação, proteção e serviços básicos.

Os exemplos incluem o estabelecimento de centros de saúde em campos que oferecem serviços médicos de rotina para mulheres grávidas e bebês 24 horas por dia e a provisão mais ampla de água clorada. A diarreia e outras doenças transmitidas pela água continuam sendo uma ameaça na região, mas as taxas de desnutrição entre as crianças caíram.