Apenas 11 desses menores estão acompanhados na embarcação Ocean Viking; Unicef considera inconcebível que a política esteja sendo priorizada em relação ao salvamento dessas vidas.
Em Moçambique, ONU apoia iniciativa para acelerar construção resiliente após ciclones
Moçambique terá uma agência de recuperação que acelerará a reconstrução resiliente após os danos causados este ano pelos ciclones Idai e Kenneth. Cerca de US$ 72 milhões serão aplicados num fundo para executar a iniciativa entre 2019 e 2024.
O Projeto do Mecanismo de Recuperação foi assinado na quarta-feira, em Maputo, pelas Nações Unidas e pelo Governo de Moçambique representado pelo ministro das Obras Públicas e Habitação, João Machatine.
Tecido Humano
“Nós queremos, de imediato, criar condições para que as populações que ficaram afetadas possam rapidamente recuperar-se. Porque tudo o resto só será possível com a força humana em condições de o fazer. Portanto, ao falar em infraestruturas sem olhar para a componente social estaríamos a colocar a carroça à frente dos bois. Então, queremos apostar numa primeira fazer em recuperar o tecido humano.”
O representante interino do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, Alfredo Teixeira disse que a formalização deste projeto revela o compromisso de apoioda comunidade internacional ao Gabinete de Reconstrução Pós Ciclone Idai.
Cerca de 239 mil casas foram destruídas em março pelo ciclone Idai e outras 44,9 mil pelo Kenneth que passou pelo país seis semanas depois. Foi a primeira vez desde que há registo que dois ciclones tropicais fortes atingiram Moçambique na mesma estação.
“Este Mecanismo de Recuperação possui três pilares principais, que são o fortalecimento institucional do Gabinete de Reconstrução Pós Ciclone Idai, habitação e infraestruturas comunitárias e meios de subsistência e empoderamento económico das mulheres, e prestará atenção particular às mulheres e à grupos vulneráveis.”
Estação de Ciclones
Doadores internacionais prometeram contribuir com US$ 1,3 bilhões dos US $ 3,2 bilhões pedidos pelo governo moçambicano para a reconstrução das áreas afetadas.
O representante do Pnud reiterou que este acordo é apenas um primeiro passo nesse processo, porque Moçambique e o seu povo precisam e clamam por uma agenda de ação para a implementar programa e deresultados concretos, para resiliência do país e para o seu desenvolvimento sustentável.
Dia Internacional dos Povos Indígenas do Mundo
Dia 9 de agosto
Este ano celebra-se o Ano Internacional das Línguas Indígenas, declarado pela Assembleia Geral das Nações Unidas para chamar a atenção para a urgente necessidade de preservar, revitalizar e promover as línguas indígenas.
As línguas são o veículo que utilizamos para comunicarmos e estão intimamente ligadas à nossa cultura, história e identidade. Quase metade dos 6.700 idiomas do mundo, na maioria indígenas, corre o risco de desaparecer. Cada idioma que desaparece representa uma perda de riqueza de conhecimento tradicional.
Há 370 milhões de indígenas no mundo. Muitos ainda carecem de direitos básicos, com a discriminação sistemática e a exclusão a ameaçarem as suas formas de vida, culturas e identidades. Tal contraria a intenção da Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas e da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, que prometem não deixar ninguém para trás.
Conto com os Estados-membros para envolverrm e apoiarem os povos indígenas na determinação do seu próprio desenvolvimento por meio de políticas inclusivas, equitativas e acessíveis. As Nações Unidas estão dispostas a apoiar todas as iniciativas destinadas a realizar os direitos e aspirações dos povos indígenas.
Iêmen: ONU preocupada com violência que causou centenas de vítimas em Áden

As Nações Unidas informaram que estão acompanhando de perto os desenvolvimentos no terreno na cidade de Áden, no sul do Iêmen.
A organização expressa “particular preocupação” com o impacto da violência sobre os civis na cidade portuária na sequência de combates entre forças rebeldes e tropas leais ao governo apoiado pela comunidade internacional.
Mortos e Feridos
De acordo com dados preliminares do escritório do coordenador residente e humanitário das Nações Unidas no país, cerca de 40 pessoas foram mortas e 260 ficaram feridas nos últimos dias.
Agências de notícias informaram que forças separatistas teriam assumido o controle efetivo da cidade, onde a aliança liderada pela Arábia Saudita disse ter realizado ações militares.
A ONU apela a todas as partes que exerçam “máxima contenção” e observem o direito internacional humanitário e o direito internacional dos direitos humanos.
Instabilidade
O documento, emitido pelo porta-voz do secretário-geral, saúda a iniciativa da Arábia Saudita de convocar uma reunião entre as partes interessadas na cidade de Jeddah, para resolver as diferenças através do diálogo.
Para as Nações Unidas é essencial que todas as partes trabalhem “para garantir que os eventos dos últimos dias não levem a mais instabilidade em Áden ou em qualquer outra parte do Iêmen”.
A nota termina enfatizando que o conflito no país só pode ser resolvido por meio de um processo político inclusivo.
Acnur quer que UE receba 507 migrantes e refugiados salvos no mar Mediterrâneo
Passageiros estão à deriva após terem sido resgatados no Mediterrâneo Central; agência alerta para o sofrimento a que pessoas estão expostas com aproximação de condições meteorológicas adversas.
5 milhões de porcos foram perdidos em um ano de surto da peste suína africana na Ásia
Este mês completa um ano que a peste suína africana, PSA, foi detectada pela primeira vez na Ásia. No período, quase 5 milhões de suínos da região morreram ou foram abatidos devido à disseminação da doença viral contagiosa que afeta porcos domésticos e selvagens.
Embora não seja perigosa para os seres humanos, a PSA causa até 100% de fatalidade em porcos, levando a graves perdas econômicas para o setor de criação de suínos.
Países
A peste suína africana está presente em seis países asiáticos, no Camboja, na China, na Coreia do Norte, em Laos, na Mongólia e no Vietnã. Os dados mais recentes fornecidos pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO, indicam que as perdas atuais representam mais de 10% da população total de suínos na China, no Vietnã e na Mongólia.
Com o apoio da FAO, outros países da região estão intensificando os esforços de preparação para evitar a disseminação da PSA.
Combate
O chefe de veterinária da agência, Juan Lubroth, apontou que como não há vacina disponível comercialmente, é preciso “dar maior ênfase a outros esforços de combate a doença.”
O representante destacou que “os países devem estar atentos às fronteiras, terrestre, marítima ou aérea, na prevenção da entrada e disseminação da doença através da introdução de porcos infectados ou produtos suínos contaminados.”
Lubroth também enfatizou que “surtos precisam ser relatados imediatamente.” Ele disse que a FAO está “pedindo aos países em risco que implementem medidas eficazes de biossegurança para evitar que porcos infectados ou produtos suínos contaminados atravessem suas fronteiras.”
Febre Suína Africana
A febre suína africana foi detectada pela primeira vez na África na década de 1920. Além do surto asiático, a Europa está atualmente experimentando uma epidemia que se espalha lentamente entre algumas de suas populações de porcos selvagens e alguns países introduziram restrições rígidas para limitar o movimento destes animais.
Aumento da violência no Iêmen preocupa chefe da ONU
O secretário-geral das Nações Unidas disse estar profundamente preocupado com os violentos confrontos dos últimos dias em Aden, no sul do Iêmen. Os confrontos teriam ocorrido inclusive nas proximidades do Palácio Presidencial e do aeroporto internacional.
Em nota emitida pelo seu porta voz, António Guterres fez um apelo para que as partes envolvidas cessem as hostilidades e assegurem o cumprimento da lei internacional humanitária e da lei internacional dos direitos humanos.
Diálogo
O chefe da ONU pediu para que as partes se engajem num diálogo inclusivo para resolver suas diferenças e atender às preocupações legítimas de todos os iemenitas. Guterres enfatiza que o conflito no Iêmen só pode ser resolvido por meio de uma solução política.
De acordo com a ONU, dezenas de civis foram mortos e feridos desde o dia 8 de agosto, quando iniciaram os combates na cidade de Aden. Relatórios preliminares indicam que cerca de 40 pessoas foram mortas e 260 ficaram feridas.
Eid al-Adha
A coordenadora-residente da ONU no Iêmen, Lise Grande, disse em nota que “é de partir o coração que durante o Eid al-Adha, as famílias estejam lamentando a morte de seus entes queridos, ao invés de celebrar juntos em paz e harmonia.” Grande acrescentou que as Nações Unidas enviam “as mais profundas e sinceras condolências às famílias das pessoas que foram mortas e feridas”.
Segundo a representante, “organizações humanitárias estão no terreno e continuarão a operar.” Ela explicou que no momento, a principal preocupação é a de “enviar equipes médicas para resgatar os feridos.”
Organizações Humanitárias
Relatos também indicam que civis estariam presos em suas casas e que estariam ficando sem comida e água.
Grande destaca que “as famílias precisam ser capazes de se mover livremente e com segurança para garantir as coisas que precisam para sobreviver.” Ela pediu que as autoridades garantam “acesso sem restrições às organizações humanitárias” para que estas possam fornecer assistência.
A ONU aponta que 34 organizações humanitárias estão atualmente em operação em Aden, atingindo mensalmente, uma média de 1,9 milhão de pessoas com ajuda alimentar e mais de 1,6 milhão com acesso a água potável. O porto de Aden é um dos principais pontos de entrada de mercadorias comerciais e humanitárias para o país.
O Iêmen vive atualmente a pior crise humanitária do mundo. Quase 80% da população total, 24,1 milhões de pessoas, requer alguma forma de assistência e proteção humanitária.
Secretário-geral da ONU condena ataque na Líbia

Em nota emitida pelo seu porta-voz, o secretário-geral condenou nos termos mais fortes o ataque com carro-bomba ocorrido neste sábado, dia 10 de agosto, em Benghazi, na Líbia. Três funcionários das Nações Unidas foram mortos no atentado e outros três estão entre os feridos.
António Guterres estendeu suas mais profundas condolências às famílias das vítimas e desejou uma recuperação rápida a todos os feridos. Ele apela às autoridades líbias para que não poupem esforços para identificar e levar rapidamente à justiça os autores deste ataque.
O secretário-geral pede que todas as partes respeitem a trégua humanitária durante o Eid al Adha e retornem à mesa de negociações para buscar o futuro pacífico que o povo da Líbia merece.
Ebola continua infectando trabalhadores de saúde na RD Congo
Novas infecções de ebola continuam ocorrendo entre o pessoal que trabalha em postos comunitários e outras instalações de saúde na República Democrática do Congo, RD Congo.
Esta sexta-feira, a Organização Mundial da Saúde, OMS, divulgou um estudo que aponta que em 21 dias foram indentificados 14 novos casos neste grupo. No total, 149 profissionais já foram infectados desde o início do surto há um ano.
Transmissão
Até o dia 6 de agosto foram confirmados 2.687 casos da doença, que já provocou 1.866 mortes. A cada semana são confirmados, em média, 86 novos casos nas províncias de Kivu do Norte e Ituri.
De acordo com a OMS, a intensidade de transmissão é semelhante à das últimas seis semanas e atualmente não há casos confirmados fora da República Democrática do Congo.
Goma
Após a identificação de quatro pacientes, a cidade de Goma não registrou novos casos até o momento. Dois perderam a vida e outros dois estão num centro de tratamento de ebola.
Na cidade, que tem mais de 2 milhões de habitantes, já foi encerrado o acompanhamento de 256 pessoas que tiveram contato com pacientes infectados, que estiveram relacionados ao primeiro caso da doença.
Atualmente, 232 pessoas que estão nessa situação continuam sob vigilância. Ao mesmo tempo, são realizadas atividades de vacinação que segundo a OMS já atingiram 98% de pessoas que tiveram contato com pacientes que contraíram a doença.
Nova cobertura de seguro ajudará comunidades afetadas por secas na África
As agências humanitárias estão criando apólices inovadoras de seguro contra riscos climáticos para proteger até 1,3 milhão de pessoas na África Ocidental da seca catastrófica. Os países beneficiados incluem o Senegal, o Mali, a Mauritânia, o Burkina Faso e a Gâmbia.
Essas coberturas irão liberar fundos para ajudar as comunidades vulneráveis ameaçadas pelas secas antes que estas atinjam níveis catastróficos. Coletivamente, as apólices adquiridas poderiam liberar um total de US$ 49,5 milhões nos cinco países.
Seguro
O Programa Mundial de Alimentos, PMA, e a Start Network compraram essas coberturas de seguro contra riscos climáticos de “réplica” da Capacidade Africana de Risco, ARC, da União Africana, complementando as adquiridas pelos governos nacionais.
Esta iniciativa, que é conhecida pelo nome ‘ARC Réplica’, permite que governos e agências humanitárias acessem e canalizem rapidamente o financiamento para pessoas vulneráveis no caso de uma seca extrema.
Pagamento
A diretora nacional do PMA, Silvia Caruso, destacou que a “ARC Replica está reforçando a cobertura de seguro oferecida pela ARC, aumentando a soma segurada para o Mali.” Ela explicou que “isso aumenta o número de pessoas que se beneficiarão de um pagamento no caso de uma grande seca.”
Esse financiamento ajuda a proteger o gado e outros bens e a suplementar os programas de alimentação para crianças desnutridas. Para garantir que a assistência chegue rapidamente às pessoas necessitadas, a Start Network e o PMA trabalharam com cada país segurado para identificar como os recursos e a assistência podem ser entregues com mais eficiência.
Resposta
A ARC e a Réplica ARC usam estímulos pré-acordados, como dados de satélite pluviométricos, que permitem uma resposta rápida envolvendo atividades pré-estabelecidas, como transferências de renda e a distribuição de suplementos alimentares e nutricionais.
O objetivo é evitar situações em que as famílias tirem as crianças da escola, migrem ou vendam animais e sementes antes da próxima estação agrícola.
Os pagamentos são feitos duas semanas depois de uma colheita fracassada, meses antes da disponibilização de recursos humanitários tradicionais. Normalmente, as agências de ajuda dependem do financiamento que é fornecido pelos doadores após uma ter ocorrido uma crise.
Escritório de Direitos Humanos da ONU documenta uma série de ataques no Iêmen
Nos últimos 10 dias foi documentada “uma série de desenvolvimentos profundamente preocupantes no Iêmen que tiveram um sério impacto sobre os civis em todo o país, inclusive em Aden, Taiz, Sanaa, Sadaa, Al Dhale e outras áreas.”
Em nota divulgada na terça-feira, em Genebra, a porta-voz do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos disse que grupos armados afiliados à al-Qaeda e ao grupo terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, Isil, também parecem ter intensificado suas atividades no país.
Mortes
Ravina Shamdasani disse que desde o dia 27 de julho, o Escritório de Direitos Humanos da ONU verificou a morte de 19 civis em Taiz, Saada e Aden, além de 42 pessoas feridas. A maioria das mortes teria ocorrido durante um ataque na área do mercado de Al Thabet na província de Saada, em 29 de julho.
Na ação, 14 civis foram mortos e 26 ficaram feridos. Segundo Shamdasani, há relatos contraditórias sobre qual parte do conflito realizou os ataques.
Ataques
Em 28 de julho, forças militares e comitês populares afiliados aos combatentes houthis teriam supostamente lançado ataques indiscriminados no bairro de Al-Rawdhah em Taiz, matando uma criança e ferindo três outros civis. A situação se seguiu a ataques semelhantes de forças afiliadas aos houthis nos dias anteriores.
A porta-voz disse que também houve relatos de ataques a instalações médicas e educacionais, incluindo um incidente em 31 de julho que danificou um departamento de emergência do hospital e ambulâncias em Taiz.
Em Aden e Abyan, no sul do país, uma série de ataques teria ocorrido nos dias 1 e 2 de agosto contra uma delegacia de polícia e campos militares. De acordo com Shamdasani, o Isil reivindicou a responsabilidade pelo ato contra a delegacia.
Míssil
Um míssil balístico supostamente lançado pelos Houthis foi responsável pelo ataque em 1º de agosto em Aden durante uma parada militar, enquanto grupos armados afiliados à Al Qaeda supostamente atacaram outro campo militar na província de Abyan, em 2 de agosto.
Em aparente retaliação a esses atos, as forças do “Cinto de Segurança” estariam realizando e possibilitando ações de retaliação contra civis da parte norte do Iêmen. Os civis estariam cercados, sendo agredidos, assediados e deslocados à força para as áreas fronteiriças com outras províncias.
Prisões
O Escritório de Direitos Humanos da ONU recebeu informações de várias fontes sobre prisões e detenções arbitrárias, deslocamento forçado, agressões físicas e assédio, assim como saques e vandalismo cometidos pelas forças de segurança contra centenas de pessoas da região norte do país.
A porta-voz disse que o Escritório de Direitos Humanos das Nações Unidas lembra às partes do conflito que tais prisões e deslocamentos forçados violam as leis internacionais de direitos humanos e humanitária.
As partes de um conflito armado não internacional não podem ordenar o deslocamento da população civil, no todo ou em parte, por razões relacionadas ao conflito, a menos que esse seja exigido pela segurança dos civis envolvidos ou razões militares imperativas.
Deslocados
Shamdasani disse que informações sobre o número de pessoas deslocadas e os detalhes das violações a que foram submetidas continuam a ser coletadas, mas que relatos iniciais sugerem que centenas de pessoas já foram deslocadas.
O Escritório de Direitos Humanos da ONU continua também profundamente preocupado com a situação em Al Dhale, no sudoeste do Iêmen. A região teve uma escalada das operações militares em março de 2019, que incluem o uso de minas terrestres, ataques aéreos, bombardeios e combate em terra.
Água
A única reserva de água em Al Dhale está supostamente sob o controle dos houthis e muitas bombas de água pararam de funcionar ou foram danificadas, cortando assim o abastecimento de água para partes da população.
A ONU pede a todas as partes envolvidas no conflito que tentem reduzir a situação e garantam que quaisquer ataques a civis e infraestruturas civis sejam significativamente investigados. Outro apelo é que os autores dessas ações sejam levados à justiça.
Multa de € 1 milhão para barcos de socorro a migrantes na Itália gera preocupação
Novas punições aprovadas pelo Parlamento da Itália incluem apreensão imediada das embarcações; Acnur alerta sobre impedimentos aos esforços dos navios de resgate no Mar Mediterrâneo.
Quênia lança campanha “Comércio de Marfim é uma Trapaça”
A Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas da Fauna e Flora Silvestres, Cites, introduziu a proibição do comércio internacional de marfim em 1989, após anos de caça ilegal sem precedentes. A estimativa é de que até 80% das manadas tenham sido perdidas em algumas regiões.
Em uma nova iniciativa para aumentar a conscientização e frear o comércio ilegal de marfim, o Quênia lançou uma campanha de conservação da vida selvagem com o nome “Comércio de Marfim é uma Trapaça”.
Cites
A campanha pede a inclusão do Elefante Africano no Apêndice I da Cites, que inclui espécies ameaçadas de extinção, durante a próxima 18ª Conferência das Partes da Convenção.
O Programa da ONU para o Meio Ambiente, Pnuma, destaca que devido a caça ilegal, o número de elefantes é cada vez menor. A iniciativa é apoiada por outros 31 Estados africanos sob a Coalizão do Elefante Africano.
Lançamento
Durante o lançamento da campanha, que aconteceu em Nairóbi, o secretário do Escritório de Turismo e Vida Selvagem do Quênia, Najib Balala, disse que o país está preocupado com “o lobby que está acontecendo e com a abertura do comércio de marfim.” Ao falar sobre os motivos por trás da campanha, ele disse que acredita que “a caça ilegal pode ser reativada, porque haverá demanda e oferta.”
O evento de lançamento também contou com a presença da diretora do Escritório Regional do Pnuma para a África, Juliette Biao e representantes do Kenya Wildlife Service, da Autoridade Aeroportuária do Quênia, KAA, e da Kenya Airways.
Isaac Awuondo, da KAA, disse que “a Autoridade Aeroportuária do Quênia foi a primeira na África a assinar a Declaração do Palácio de Buckingham, uma iniciativa internacional que compromete os participantes da cadeia internacional de transporte a colaborar na luta contra o tráfico de vida selvagem.”
Parceria
Por meio de uma parceria entre a KWS e a KAA, o Aeroporto Internacional Jomo Kenyatta é equipado com cães treinados para detectar produtos da vida selvagem em bagagens e cargas de passageiros. O Pnuma destaca que a KAA tem estado na vanguarda do seu compromisso com a luta contra o tráfico ilegal de animais selvagens através da promulgação de leis, desenvolvimento de políticas e procedimentos e treinamento de pessoal para garantir que os produtos ilegais da vida silvestre não passem pelos aeroportos.
Como parte da campanha, 400 mil cartões de embarque de edição limitada foram produzidos com a mensagem: “O comércio de marfim está acabando com o Quênia”.
Conscientização
A Kenya Airways e o Pnuma têm juntos aumentado a conscientização sobre a necessidade de uma conservação melhor e sustentável da vida selvagem através da distribuição um pacote especial de educação infantil para os passageiros. O pacote contém uma sacola, uma revista em quadrinhos, cartões postais, adesivos e tatuagens temporárias relacionadas à conservação da vida selvagem e ao comércio ilegal de vida selvagem.
O Pnuma apoia os países africanos na sua luta contra o comércio ilegal de animais selvagens através da sensibilização e políticas, assim como capacitação e apoio às comunidades locais.
14 mitos sobre a amamentação
Sabia que a amamentação protege o bebê de infecções de ouvido, diarreia, pneumonia e outras doenças da infância? Sabia que a amamentação protege a mãe de diabetes, câncer de mama e ovário, doenças cardíacas e depressão pós-parto?
O Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, também destaca que o “primeiro leite”, ou colostro, é rico em anticorpos e dá aos recém-nascidos um impulso imunológico, enquanto seus próprios sistemas imunológicos ainda estão se desenvolvendo.
Semana Mundial da Amamentação
Como parte da Semana Mundial da Amamentação, que ocorre entre 1 e 7 de agosto, o Unicef preparou uma lista com 14 mitos sobre a amamentação. Segundo a agência, apenas quatro em cada 10 bebês são exclusivamente amamentados nos primeiros seis meses de vida, conforme recomendado.
Nos países menos desenvolvidos, essas taxas sobem para mais da metade, 50,8%.
Confira abaixo a lista da Unicef
1. Mito? A amamentação é fácil.
Os bebês nascem com o reflexo de procurar pelo seio da mãe. No entanto, muitas mães precisam de apoio prático para posicionar o bebê para a amamentação e garantir que o bebê esteja conectado corretamente ao seio. A amamentação leva tempo e prática para mães e bebês. A amamentação também demanda tempo e, por isso, as mães precisam de espaço e apoio em casa e no trabalho.
2. Mito? É normal que a amamentação crie rachaduras, mamilos doloridos são inevitáveis.
Muitas mães sentem desconforto nos primeiros dias após o nascimento, quando estão aprendendo a amamentar. Mas, com o apoio certo com o posicionamento do bebê para a amamentação e garantindo que o bebê esteja conectado corretamente à mama, é possível evitar que os mamilos fiquem doloridos. Se uma mãe enfrenta desafios de amamentação como mamilos doloridos, o apoio de um consultor de lactação ou outro profissional capacitado pode ajudá-la a superar o problema.
3. Mito? Você deve lavar seus mamilos antes de amamentar.
Lavar os mamilos antes de amamentar não é necessário. Quando os bebês nascem, eles já estão muito familiarizados com os cheiros e sons da própria mãe. Os mamilos produzem uma substância que o bebê cheira e tem “boas bactérias” que ajudam a construir o sistema imunológico saudável dos bebês para a vida toda.
4. Mito? Você deve separar um recém-nascido de uma mãe para ela descansar.
Médicos, enfermeiros e parteiras muitas vezes incentivam a prática de “pele a pele”, também conhecida como mãe canguru, imediatamente após o nascimento. Ter com o bebê um contato direto, para que sua pele esteja contra a sua, é uma prática muito importante que os ajuda a encontrar e a se conectar ao peito. Se você puder praticar isso dentro de uma hora após o nascimento e depois com frequência, isso ajudará a estabelecer a amamentação. Se a mãe não pode fazer isso, então o parceiro ou outro membro da família pode contribuir.
5. Mito? Você só deve comer alimentos simples durante a amamentação.
Como todo mundo, as mães que amamentam precisam ter uma dieta balanceada. Em geral, não há necessidade de mudar hábitos alimentares. Os bebês são expostos às preferências alimentares de suas mães desde o momento em que estão no útero. Se uma mãe perceber que seu bebê reage a um alimento específico que ela come, é melhor consultar um especialista.
6. Mito? Exercício irá afetar o sabor do seu leite.
O exercício é saudável, também para as mães que amamentam. Não há provas de que isso afeta o sabor do seu leite.
7. Mito? Você não poderá amamentar a menos que você o faça imediatamente.
É mais fácil começar a amamentação se você começar na primeira hora após o nascimento porque os reflexos de um bebê são muito fortes naquele momento. Eles estão prontos para aprender a se alimentar no peito. Se você não amamentar o seu bebê logo após o nascimento, faça-o o mais rápido possível, de acordo com a sua situação. Se precisar de ajuda para colocar seu bebê no peito, peça ajuda de um consultor de lactação qualificado ou de outro profissional especializado. O contato frequente da pele com a pele e a colocação do bebê no seio ajudarão a amamentar.
8. Mito? Você nunca pode usar fórmula se quiser amamentar.
As mães podem decidir que precisam usar fórmulas em algumas ocasiões, e ao mesmo tempo continuar a amamentar. É importante buscar informações imparciais sobre fórmulas e outros produtos que substituam o leite materno. Para manter a produção de leite materno, continue oferecendo o peito ao bebê com a maior frequência possível. Pode ser útil para as mães consultar um especialista em amamentação ou profissional capacitado para ajudar com um plano que funcione melhor para que elas continuem amamentando.
9. Mito? Muitas mães não conseguem produzir leite suficiente.
Quase todas as mães produzem a quantidade certa de leite para seus bebês. A produção de leite materno é determinada por quão bem o bebê está conectado ao seio, a frequência do aleitamento materno e quão bem o bebê está retirando leite em cada mamada. A amamentação não é um trabalho de “uma mulher” e as mães precisam de apoio. Apoio como orientação contínua de amamentação de profissionais de saúde, ajuda em casa e manutenção da saúde comendo e bebendo bem.
10. Mito? Você não deve amamentar se estiver doente.
Dependendo do tipo de doença, as mães geralmente podem continuar amamentando quando estão enfermas. Você precisa ter certeza de obter o tratamento certo e descansar, comer e beber bem. Em muitos casos, os anticorpos que seu corpo faz para tratar sua doença ou doença transmitirão para seu bebê, construindo suas próprias defesas.
11. Mito? Você não pode tomar nenhum medicamento se estiver amamentando.
É importante informar seu médico que você está amamentando e ler as instruções com qualquer medicamento que você comprar diretamente no balcão. Pode ser necessário tomar medicamentos em um horário ou em uma dosagem específicos ou tomar uma formulação alternativa. Você também deve informar ao médico do bebê sobre qualquer medicamento que esteja tomando.
12. Mito? Os bebês que foram amamentados são apegados.
Todos os bebês são diferentes. Alguns são mais apegados e outros não, não importa como são alimentados. A amamentação fornece não apenas a melhor nutrição para bebês, mas também é importante para o cérebro em desenvolvimento. Bebês amamentados são mantidos muito no colo e por isso, a amamentação tem demonstrado melhorar a ligação da criança com a mãe.
13. Mito? É difícil desmamar um bebê se você amamentar por mais de um ano.
Não há evidências de que seja mais difícil interromper a amamentação após um ano, mas há evidências de que amamentar até os dois anos é benéfico para mães e filhos. Todas as mães e bebês são diferentes e precisam determinar juntos por quanto tempo eles querem amamentar.
14. Mito? Se você voltar ao trabalho, terá que desmamar seu bebê.
Muitas mães continuam amamentando depois de voltarem ao trabalho. Primeiro, verifique as políticas em seu país e seu próprio local de trabalho. Se tiver o direito ao tempo e a um lugar para amamentar durante o horário de trabalho, pode ir para casa e amamentar, pedir a um membro da família ou amigo para trazer seu bebê ou retirar o seu leite e levá-lo para casa. Se não tiver a opção de amamentar durante o horário de trabalho, procure momentos durante o dia para retirar o seu leite e depois alimente seu bebê diretamente quando estiver em casa. Se você decidir dar ao seu bebê um substituto do leite materno no lugar de uma amamentação, ainda seria muito bom continuar amamentando enquanto você estiver com o bebê.

















