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Relatores pedem libertação de jornalista que criticou China por surto de Covid

Zhang Zhan, que também é ativista de direitos da mulher, está com saúde debilitada após condenação a quatro anos de prisão por “criar contendas e provocar problemas”; especialistas dizem que autoridades são responsáveis pelo bem-estar da repórter, que entrou em greve de fome.

Acidentes de trânsito são a maior causa de morte de pessoas de 5 a 29 anos 

Este 21 de novembro é o Dia Mundial em Memória das Vítimas de Acidentes de Trânsito. O tema deste ano é a redução de velocidade ao volante. 

Em média, 1 milhão e 350 mil vidas são perdidas, anualmente, nas estradas. Esta já é a maior causa de morte de pessoas de 5 a 29 anos no mundo. 

Década 

No ano passado, a Assembleia Geral adotou a resolução “Melhorando a segurança viária global” e proclamou a Década para a Segurança nas Estradas 2021-2030. A meta é evitar pelo menos 50% dos acidentes com mortes e ferimentos até 2030. 

A Organização Mundial da Saúde, OMS, e as Comissões Regionais das Nações Unidas firmaram uma cooperação com outras entidades da ONU e parceiros sobre o Plano Global para a Década de Ação. 

As Nações Unidas também organizam a Semana Global de Segurança nas Estradas destacando o perigo para as crianças e pedindo mais segurança e ações de proteção. 

Em 2018, a OMS lançou um relatório sobre o tema mostrando que as maiores vítimas dos acidentes de trânsito são pedestres, ciclistas e motociclistas, considerados mais vulneráveis nas ruas, especialmente em países em desenvolvimento. 

Infraestrutura 

A meta 3.6 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, ODS, de reduzir pela metade o número de mortes até 2030 continua sendo insuficiente, segundo o relatório. 

tema deste ano sobre a baixa velocidade para evitar mais mortos e feridos visa a proteção de pedestres

OMS/T. Pietrasik

tema deste ano sobre a baixa velocidade para evitar mais mortos e feridos visa a proteção de pedestres

A ONU pede aos países que utilizem este Dia Mundial para aumentar a segurança de todos os usuários das estradas, desde a informação e a prevenção até melhorias na infraestrutura das ruas e rodovias. 

A data também se tornou uma ferramenta importante nas ações globais para diminuir o número de acidentes demonstrando que essas mortes têm um impacto emocional e econômico.  Outros eventos para marcar o Dia incluem uma página especial de tributo às vítimas fatais de acidentes ou àquelas que ficaram feridas. 

O Dia Mundial em Memória das Vítimas de Acidentes de Trânsito também reconhece o trabalho crucial de serviços de emergência e defende mais apoio para as famílias dos acidentados e mortos. 

A resolução destaca ainda a importância da responsabilização legal dos culpados pelos acidentes. 

O tema deste ano sobre a baixa velocidade para evitar mais mortos e feridos visa a proteção de pedestres como crianças, idosos e pessoas com deficiência. 

 Reportagem de 23 minutos da TV ONU 

Neste Dia Mundial das Crianças, Unicef pede um futuro melhor para todas

Este ano, o tema é um Futuro Melhor para Cada Criança

As comemorações são lideradas pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef.

Limitações para aulas remotas afastam pelo menos 200 milhões de crianças das escolas

Unicef/Anmar

Limitações para aulas remotas afastam pelo menos 200 milhões de crianças das escolas

Declaração

A data foi criada em 1954 como Dia Universal das Crianças para promover melhorias no bem-estar dos menores em todo o mundo.

Cinco anos mais tarde, em 1959, a Assembleia Geral adotou a Declaração sobre os Direitos da Criança, em 20 de novembro.

Para o Unicef, o Dia Mundial deve ser um momento de inspiração, defesa e promoção dos direitos dos menores. A proposta é transformer em ações palavras e diálogos que ajudarão a construir um futuro melhor para cada criança.

Mães e Pais

Relembre o Destaque ONU News, no Dia Mundial das Crianças em 2018, quando a angolana Kelsia Luemba assumiu o controle do programa no lugar do apresentador Eleutério Guevane

Em 20 de novembro de 1989, a Assembleia Geral adotou a Convenção sobre os Direitos da Criança.

Nela, pais e mães, professores, médicos, líderes de governo, ativistas e outros cidadãos são convidados a tornar o Dia Mundial um momento importante para seus países e sociedades.

A ONU pede esforços ainda por parte de líderes religiosos e comunitários, executivos de grandes empresas e profissionais da imprensa e da mídia assim como jovens e também das próprias crianças.

Crianças limpam praia em Portugal. Campanha da ONU e UE removeu 50 toneladas de lixo.

ONU News/Teresa Salema

Crianças limpam praia em Portugal. Campanha da ONU e UE removeu 50 toneladas de lixo.

Voz das crianças

O Dia Mundial serve de um chamado à inspiração e à defesa dos direitos das crianças à educação, à saúde, ao bem-estar, segurança e a oportunidades de desenvolverem, de plena forma, seu potencial no mundo.

O Unicef também coloca as crianças no controle de várias atividades pelo globo para mostrar que elas têm voz e tem ideias para construir um mundo melhor.

A agência defende que é preciso que os adultos e os líderes políticos escutem a voz das crianças antes de tomar suas decisões.

Numa campanha em redes sociais incluindo o Tik Tok, várias crianças sugerem soluções criativas para os problemas atuais.

Serviços contra violência de gênero chegaram a 650 mil beneficiárias na pandemia

A Iniciativa Spotlight lançou esta sexta-feira o relatório “Enfrentando o desafio”, que avalia o impacto alcançado entre 2020 e 2021.

O documento, lançado em Nova Iorque, ressalta que 650 mil mulheres e meninas receberam serviços contra a violência de gênero, apesar das restrições e dos bloqueios relacionados à Covid-19.

Mudança de comportamento

As Nações Unidas atuam na iniciativa por meio do Fundo da ONU para a Infância, Unicef, a ONU Mulheres, e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, Pnud, na parceria global com a União Europeia.

Meninas na vila de Danja, no Níger, destacando apoio à Iniciativa Spotlight

Unicef Niger/Islamane Abdou

Meninas na vila de Danja, no Níger, destacando apoio à Iniciativa Spotlight

Mais de 65 milhões de pessoas foram alcançadas por 80 campanhas multimídia em favor da mudança de comportamento. Estas iniciativas foram realizadas localmente em mais de 15 idiomas.

O relatório ilustra resultados atingidos em direção ao fim violência contra mulheres e meninas no contexto da pandemia que “tornou o ano 2020 incomparável”.

Mesmo com essa situação, acredita-se que o envolvimento de mais parceiros nessa atuação poderia a “ajudar a eliminar de vez” todas as formas de violência contra vítimas de sexo feminino.

Leis e políticas

Um total de 1.111 organizações de direitos do grupo relataram ter agora maior influência para ajudar a eliminar a violência contra o grupo em níveis local e popular.

Parede na Cidade do México com a mensagem "Chega de feminicídios” em graffiti contra assassinatos motivados pelo gênero

Denis Bocquet

Parede na Cidade do México com a mensagem “Chega de feminicídios” em graffiti contra assassinatos motivados pelo gênero

Seis países desenvolveram metodologias para produzir dados nacionais sobre violência contra as mulheres e meninas. Ainda em nível de Estados, pelo menos 84 leis e políticas foram assinadas ou fortalecidas em 17 nações.

O período em análise marca um aumento de 32% nos orçamentos para prevenir a violência contra mulheres e meninas nos países.

A iniciativa tem o objetivo de alcançar a igualdade de gênero e o empoderamento das mulheres para que seja cumprida a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável.

Jovens 

Pelo menos 880 mil homens e meninos foram educados sobre masculinidade positiva, o respeito no seio de relacionamentos familiares, a resolução não violenta de conflitos e a paternidade.

A Iniciativa Spotlight destaca que cerca de 1 milhão de jovens aderiram a programas realizados dentro e fora das escolas durante o período avaliado.

Em nível global, foram alocados US$ 146 milhões para a sociedade civil até agora, no que corresponde a 48% dos fundos das atividades.

O documento ressalta ainda o avanço em termos de casos ao destacar que no período houve uma subida de 22% no número de condenações de autores de violência em relação a 2019.

Nomes de vítimas de feminicídio e 'desconhecidas' representando as vítimas de feminicídio numa exposição no México.

ONU Mulheres/Alfredo Guerrero

Nomes de vítimas de feminicídio e ‘desconhecidas’ representando as vítimas de feminicídio numa exposição no México.

Unctad: recuperação econômica sofre com taxas mais altas para frete marítimo

A Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento, Unctad, publicou um relatório afirmando que a recuperação da economia global pode estar ameaçada pelas altas taxas do frete.

A análise revela que a tendência de alta deve continuar nos próximos meses e mostra que os efeitos nos preços de importação globais podem chegar a 11%. O repasse ao consumidor pode ser de 1,5% até 2023.

MI apela aos governos que definam políticas que levem a um tratamento justo nos portos

OMI//Pankaj Gautham

MI apela aos governos que definam políticas que levem a um tratamento justo nos portos

Atraso

De acordo com a secretária-geral da Unctad, Rebeca Grynspan, a subida nas taxas impactará o comércio e prejudicará a recuperação socioeconômica, especialmente nos países em desenvolvimento.

Segundo ela, para retornar aos patamares anteriores será necessário investir em novas soluções, incluindo infraestrutura, digitalização e medidas de facilitação do comércio.

O estudo destaca que a mudança no comportamento de consumo durante o segundo semestre de 2020, puxada pela pandemia, aumentou a demanda por bens e gerou uma sobrecarga na cadeia de suprimentos.

Ao mesmo tempo, houve uma restrição na oferta, incluindo a escassez de contêineres e mão-de-obra, agravada pelas restrições causadas pela pandemia nas regiões portuárias, e congestionamento nos portos.

O desequilíbrio entre o aumento da demanda e a redução da capacidade de fornecimento levou a taxas recordes de frete em praticamente todas as rotas marítimas. Ligações importantes, como Xangai, na China, e os principais portos europeus, quadruplicaram de preço em 2020 e tiveram alta de sete vezes em julho deste ano.

Forte estratégia de investimento apoiada pelo governo do Brasil desenvolveu portos e infraestrutura de transporte.

Divulgação / Prefeitura de Santos

Forte estratégia de investimento apoiada pelo governo do Brasil desenvolveu portos e infraestrutura de transporte.

Impactos

Segundo o relatório, países insulares em desenvolvimento e outros menos desenvolvidos serão os principais impactados, já que consumo e a produção dependem fortemente do comércio internacional.

Nessas nações, as importações devem aumentar em 24% e os preços ao consumidor, 7,5%. Nas menos desenvolvidas, o repasse pode chegar a 2,2%.

As altas taxas também estão causando escassez de bens de consumo importados da Ásia, como móveis, bicicletas, artigos esportivos e brinquedos, em países europeus.

A iniciativa está de acordo com o Plano de Ação da OMI para lidar com o lixo plástico marinho dos navios.

Ocean Cleanup/Pierre Augier

A iniciativa está de acordo com o Plano de Ação da OMI para lidar com o lixo plástico marinho dos navios.

Soluções

A Unctad pede que os Estados considerem um pacote de medidas para reverem serviços e infraestruturas. O estudo aponta que melhorar a qualidade da infraestrutura portuária reduziria os custos médios globais de transporte marítimo em 4,1%. 

O estudo recomenda que os governos monitorem os mercados para garantir um ambiente comercial justo, transparente e competitivo e sugere mais compartilhamento de dados e colaboração na cadeia de abastecimento marítimo.

O relatório também enfatiza a necessidade da diversificação de economias menores, passando a produtos de maior valor agregado para serem mais resistentes a crises.

Na conclusão a Unctad lembra que a capacidade de abastecimento marítimo também deve ser afetada pela transição da indústria para alternativas que zerem as emissões de carbono.

UNICEF Portugal apresenta resultados da consulta nacional “Tenho Voto na Matéria”

UNICEF Portugal

*por UNICEF Portugal

Mais de 9.000 participações de crianças, entre os 6 e os 18 anos de idade, confirmam o interesse e a oportunidade que existem no envolvimento dos jovens na reflexão e discussão dos temas que lhes dizem respeito diretamente. Saúde mental, discriminação, internet e redes sociais estão no topo das principais preocupações das crianças e jovens inquiridos.

Os resultados desta consulta nacional, validados pela Universidade Católica, serão apresentados num evento que reunirá crianças e jovens e autarcas de vários pontos do país, no âmbito do Dia Universal dos Direitos da Criança, que se celebra a 20 de Novembro.

Foto de UNICEF Portugal

9.306 crianças e jovens de todos os distritos do país, entre os 6 e os 18 anos de idade, responderam à consulta nacional “Tenho Voto na Matéria”, promovida pela UNICEF Portugal com o objetivo de recolher os contributos de crianças e jovens de todo o país sobre o que pensam e desejam para as suas comunidades.

Além de um elevado número de respostas sem precedentes ao inquérito online, foram também organizadas 60 sessões de discussão organizadas por escolas e organizações locais, onde participaram 903 crianças e jovens.

Os resultados, validados pelo Centro de Estudos e Sondagens de Opinião da Universidade Católica, demonstram que, apesar de não terem direito de voto, as crianças e os jovens estão disponíveis para se envolverem. Entre a totalidade dos consultados, 75,30% expressaram que nunca ou raramente dão a sua opinião, quando os adultos tomam decisões sobre a comunidade onde vivem, e 80% consideraram que nunca ou raramente a sua opinião foi tida em conta, se ou quando a deram. No entanto, 38% das crianças e jovens inquiridos, revelaram que, por vezes, o Presidente da Câmara Municipal, da Junta de Freguesia e as suas equipas pensam nas crianças e nos jovens quando tomam decisões.

A saúde mental (20,8%), a discriminação (16%), a internet e as redes sociais (11,6%) surgem nos resultados como as três principais preocupações das crianças e dos jovens.

Nas sessões de discussão, as crianças e jovens partilharam ainda que encaram com preocupação as condições habitacionais, o saneamento básico, o acesso à saúde, em particular pela população idosa, assim como a carência de apoios sociais e económicos para as famílias em situações de maior vulnerabilidade. A existência de espaços de lazer e de desporto, a gestão e planeamento dos transportes, a mobilidade e acessibilidade, foram outros dos desafios existentes identificados pelas crianças e jovens dentro das suas comunidades.

Beatriz Imperatori, Directora Executiva da UNICEF Portugal, afirma que “As cerca de 10.000 crianças e jovens que, de norte a sul do país, aderiram à iniciativa Tenho Voto na Matéria mostraram querer participar e partilhar as suas ideias e opiniões, quando criadas as oportunidades e condições para o seu envolvimento efetivo. As crianças e jovens têm preocupações específicas que esperam ver resolvidas e gostariam de ser ouvidas na construção de soluções para o desenvolvimento das comunidades em que vivem e crescem e que as suas propostas sejam tidas em conta. É nossa expectativa que a apresentação destes resultados aumente a disponibilidade dos eleitos para ouvir e considerar a opinião daqueles que, apesar de não poderem votar, têm opinião e ideias sobre as soluções que podem contribuir para uma melhor qualidade de vida e bem-estar das comunidades.”

O momento atual de constituição dos novos executivos autárquicos é uma oportunidade para, por ocasião do Dia Universal dos Direitos da Criança, que se assinala no dia 20 de novembro, os municípios marcarem e reforçarem o seu compromisso para com as crianças e jovens e com o pilar fundamental da Convenção sobre os Direitos da Criança que é a “Participação”.

Foto de UNICEF Portugal

Os contributos foram recolhidos através de um inquérito online e de sessões de discussão, de norte a sul do país, com a colaboração da Rede de Cidades Amigas da UNICEF, escolas, organizações locais e outros parceiros. Com vista a apoiar a realização destas sessões, a UNICEF Portugal disponibilizou um guia com materiais sobre cidadania ativa, democracia, participação e direitos da criança.

A UNICEF Portugal irá continuar a trabalhar com o Estado, em particular com os municípios, para um efetivo envolvimento das crianças e jovens na tomada de decisão sobre as políticas locais, criando oportunidades – através de educação formal e não formal – para que as crianças possam desenvolver e pôr em prática valores de liberdade, democracia, cidadania e respeito, bem como desenvolver o pensamento crítico e tornarem-se responsáveis e cidadãos ativos na sociedade.

Metade da América Latina e Caribe está vacinada com duas doses

A Organização Pan-Americana de Saúde, Opas, anunciou nesta quarta-feira que América Latina e Caribe já imunizaram metade de sua população contra a Covid-19.

Embora a notícia seja positiva, a diretora da Opas, Carissa Etienne, ressaltou que há países, como Guatemala, Jamaica e São Vicente e Granadinas, que ainda não alcançaram a meta de vacinar 20% da população. Na Nicarágua e no Haiti, a cobertura é de menos de 10%.

Turistas visitam bairro em Medellín, na Colômbia, durante a pandemia de Covid-19

Foto: IMF/Joaquin Sarmiento

Turistas visitam bairro em Medellín, na Colômbia, durante a pandemia de Covid-19

Atualizações

A expectativa é que cheguem mais de 3,5 milhões de doses de vacinas nesta semana, mas a Opas refirma que a lacuna segue grande.

A tendência em casos e mortes pelo coronavírus segue em queda nas Américas.

De acordo com a Opas, na semana passada, foram notificados cerca de 760 mil novos casos e 12,8 mil mortes. Os números representam uma redução de 5% em novos casos e de 17% em mortes em comparação com a última semana.

Após semanas de queda, países mais populosos, como Brasil, Colômbia e Estados Unidos, observaram uma estabilização em novas infecções.

Vacinas de Covid-19 são preparadas nas Filipinas.

Foto: ADB/Eric Sales

Vacinas de Covid-19 são preparadas nas Filipinas.

UTI

Já o México notificou um aumento de 3,5% de novos casos nesta semana e uma tendência crescente em mortes. O crescimento de novas infecções também foi observado na República Dominicana e Barbados.

Ainda no Caribe, Trinidad e Tobago vive um aumento acentuado nas mortes por Covid-19 e relata leitos de UTI lotados de pacientes infectados.

Dessa forma, Carissa Etienne reafirmou que “a pandemia de Covid-19 ainda é muito ativa em na região” e lembrou que a vacinação deve seguir, assim como a adoção de medidas de saúde pública que se mostraram eficazes, como distanciamento social e uso de máscara.

Uma nova abordagem global no combate às armas de fogo ilegais é essencial para a paz e o desenvolvimento

UNICEF/Pierre Holtz

Por Izumi Nakamitsu, subsecretária-geral e alta representante para os Assuntos de Desarmamento da ONU e Asako Okai, administradora assistente do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e diretora para o Gabinete de Crise

Em todo o mundo, o forte ruído de um disparo distante pode despertar uma série de emoções aterradoras nas pessoas que o experienciam. Estas emoções podem incluir um medo paralisante pela segurança da própria família, a preocupação de que a violência está a vir na sua direcção e a tristeza de que algures uma família tenha perdido um ente querido.

Seja nas devastadoras batalhas da Síria e do Iémen, seja nas ruas com alta criminalidade das Honduras e da Jamaica, ou entre os extremistas violentos que aterrorizaram muitas partes da África subsariana, há um elo familiar que encoraja quem tem intenções nefastas: as armas de fogo ilícitas.

As Nações Unidas trabalham em muitos países vulneráveis um pouco por todo o mundo. Quer uma nação seja, geralmente, estável, mas com um elevado nível de crime ou violência de gangues, quer esteja numa fase de pós-conflito e de tentativa de recuperação, ou que seja uma zona de guerra ativa, a presença de armas de fogo de pequeno calibre não regulamentadas prejudica toda as pessoas nestas comunidades, e, muitas vezes, de formas muito diversas. Por exemplo, em países como as Honduras, El Salvador e Jamaica, a presença de armas ilegais contrabandeadas provenientes de países vizinhos alimenta o crime que conduziu estes países a algumas das taxas de homicídio mais elevadas do mundo. Nos Camarões e na bacia do Chade, as armas ilegais – muitas vezes herdadas de conflitos sucessivos – consubstanciam extremistas violentos e no Paquistão, os grupos armados têm vindo a utilizar as suas armas ilegais têm impedido as raparigas de irem à escola e as crianças de serem vacinas.

Em todos os países onde estão presentes, a violência causada por armas de fogo ilegais diminui as perspetivas de paz e desenvolvimento sustentáveis.

Adicionalmente, o uso e o abuso destas armas afeta homens e mulheres, rapazes e raparigas, de formas muito diferentes. As armas de fogo em casa, por exemplo, aumentam a probabilidade de mortes em contexto de violência doméstica. Globalmente, as armas estão profundamente ligadas à violência sexual e baseada no género, particularmente durante períodos de conflito, e estão frequentemente associadas a uma ligação percetível à masculinidade: os homens são muito mais susceptíveis de possuir uma arma de fogo do que as mulheres.

Controlar a proliferação de armas de pequeno calibre ilícitas é um desafio persistente. Em regiões onde a governação e o Estado de direito já são fracos, vimos que as simples proibições muitas vezes não funcionam. A agravar o problema está o facto de o comércio ilícito de armas ligeiras e de pequeno calibre ser estimado em mais de mil milhões de dólares americanos.

É necessária uma abordagem que enfrente este desafio de forma holística e não fragmentada – uma abordagem que se centre no impacto a longo prazo e que seja sustentável, que dê ênfase tanto à “procura” de armas ligeiras como à “oferta”. Uma abordagem que irá complementar, mas não substituir, atividades mais direcionadas, tais como o registo de armas de fogo ou programas de recompra.

Por esta razão, a ONU lançou a Saving Lives Entity ou SALIENT. Este fundo foi concebido para enfrentar toda a gama de desafios colocados pelas armas ligeiras ilícitas e pelo seu complexo impacto social. Com contribuições financeiras de vários governos, o SALIENT dedica-se a ajudar os países a enfrentar os desafios relacionados com as armas de pequeno calibre como parte de uma abordagem abrangente à segurança e ao desenvolvimento a longo prazo. O fundo faz parte de um esforço mais amplo da ONU para fornecer um apoio consistente e fiável aos países mais afetados pela presença de armas ilegais.

A falta de dados sobre a violência armada impede frequentemente as autoridades de compreenderem plenamente o problema. Os traficantes de armas podem explorar os pontos fracos no controlo das fronteiras, tanto em postos de controlo oficiais, como em pontos de entrada não-oficiais. Isto é agravado pela forma como as armas de fogo podem ficar ligadas a conceitos culturais de masculinidade, tornando a posse de armas um fator determinante para a forma como homens e rapazes se compreendem a si próprios e ao seu lugar na sociedade.

Para abordar estas questões, o SALIENT está a reunir parceiros de governos e localidades para apoiar atividades pioneiras nos Camarões, na Jamaica e no Sudão do Sul. Estes países estão a empreender ações, tais como avaliar a compreensão da sua polícia local sobre as leis nacionais relativas às armas de fogo, administrar campanhas de registo de armas e formar mulheres para se tornarem líderes de desarmamento nas suas comunidades.

Estamos apenas a iniciar uma viagem que exigirá empenho e paciência, bem como apoio financeiro sustentado e previsível para atingir plenamente os seus objetivos. A regulamentação e o controlo das armas de pequeno calibre não é uma simples solução para um problema de segurança pública a curto prazo, constituí também um investimento a longo prazo no desenvolvimento social, político e económico de um país. O foco não está nas armas, mas sim nas pessoas e em salvar vidas. Estas ações beneficiarão não só os países mais afetados mas toda a comunidade internacional.

 

ONU e governos lançam parceria para garantir merenda escolar saudável

Agências da ONU, mais de 60 governos nacionais e outros parceiros lançaram hoje uma coalizão para melhorar ou reestabelecer programas de merenda escolar para que todas as crianças tenham acesso à alimentação saudável até 2030.

Com a liderança da Finlândia e da França, a iniciativa pretende acelerar a recuperação dos sistemas educacionais dos efeitos deixados pela pandemia de Covid-19 e ampliar a cobertura para mais 73 milhões de crianças.

OMS afirma que mais de 150 milhões de crianças ficaram sem cuidados de saúde como tratamento contra vermes, sem saúde e nutrição, imunização e apoio psicossocial

PMA/Hugh Rutherford

OMS afirma que mais de 150 milhões de crianças ficaram sem cuidados de saúde como tratamento contra vermes, sem saúde e nutrição, imunização e apoio psicossocial

Apoio

No lançamento da iniciativa, o presidente da França, Emmanuel Macron, e da República Democrática do Congo, Felix Tshisekedi, representando a União Africana, destacaram as iniciativas dos países para priorizar a nutrição de crianças.

O governo francês afirmou que vem apoiando iniciativas no Afeganistão com cerca de €13 milhões e o representante africano garantiu que o continente está comprometido em alcançar os objetivos até 2030.

Também liderando as ações, o Ministro de Cooperação para o Desenvolvimento e Comércio Exterior da Finlândia, Ville Skinnari, afirmou que o papel da coalizão vai além da entregar de refeições, tendo o potencial de transformar vidas e comunidades.

Hora da merenda numa escola em Moçambique.

© Unicef/UN051605/Rich

Hora da merenda numa escola em Moçambique.

Nações Unidas

O apoio é uma parceria da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, FAO, com a agência da ONU para Educação, Ciência e Cultura, Unesco, o Unicef, Programa Mundial de Alimentos, PMA e Organização Mundial da Saúde, OMS. 

Em comunicado conjunto, as agências afirmaram que os programas de saúde e nutrição escolar são fundamentais para o crescimento e o desenvolvimento de crianças e adolescentes em idade escolar. 

A merenda escola é uma das razões pelais quais muitos alunos vão à escola, além de servirem para o aprendizado, saúde e bem-estar a longo prazo. Durante o lançamento, o diretor-executivo do PMA, David Beasley, disse que a iniciativa contribui com a segurança de meninas por ajudar na retenção escolar e reduzir a vulnerabilidade.

O programa receberá o apoio de outros 50 parceiros, incluindo ONGs, sociedade civil e fundações.

Com o fechamento das escolas, em março passado, bilhões de merendas deixaram de ser distribuídas em todo o globo

FAO/Ubirajara Machado

Com o fechamento das escolas, em março passado, bilhões de merendas deixaram de ser distribuídas em todo o globo

Retenção escolar e pandemia

De acordo com a coalizão, no início de 2020, os programas de merenda escolar serviam a 388 milhões de crianças, número recorde e equivalente à metade dos alunos em ensino fundamental do globo. 

Mas, 73 milhões das meninas e meninos mais vulneráveis não tinham acesso ao serviço. 

A pandemia Covid-19 interrompeu esse progresso, fechando escolas em todo e causando impacto arrasador na educação das crianças, especialmente para alunos mais pobres.

Segundo a coalizão, em abril de 2020, quase todos os países fecharam suas escolas, deixando 370 milhões de estudantes sem acesso a uma refeição diária.

A OMS contou que mais de 150 milhões de crianças também ficaram sem cuidados de saúde como tratamento contra vermes, sem saúde e nutrição, imunização e apoio psicossocial. 

Os organizadores dizem que, além do potencial de manter as crianças na escola, a boa alimentação contribuiu com toda a comunidade, já que apoia a agricultura local e o emprego e promove a igualdade de gênero.

Migrantes que trabalham como domésticos no Líbano expostos à exploração sexual e violência 

Duas décadas após a adoção da Declaração e Programa de Ação da Primeira Conferência Mundial contra o Racismo em Durban, África do Sul, ainda há relatos de existência ou piora de discriminação racial pelo mundo. 

enfrentam diversos desafios e estão sujeitos ao chamado “sistema kafala” ou uma espécie de patrocínio, que os coloca sob o controle de empregadores, e muitos deles autores dos abusos e violações de direitos humanos. 

Direitos básicos 

Esses trabalhadores sofrem de privação de direitos mais básicos e formas diversas de discriminação de gênero e classe.  

Seus direitos humanos básicos não são respeitados, eles têm seus documentos retirados como passaporte ou cartão de residência, não podem descansar e se movimentar, comunicar com amigos e familiares e usufruir de outras liberdades individuais. 

Trabalhadores domésticos migrantes estão recebendo baixos salários e, às vezes nenhum, especialmente após o colapso econômico

Fatima Abdel Jawad

Trabalhadores domésticos migrantes estão recebendo baixos salários e, às vezes nenhum, especialmente após o colapso econômico

Recentemente, entidades de direitos humanos revelaram que a grande maioria dos cerca de 250 mil trabalhadores domésticos que vivem no Líbano, são mulheres com permissão de trabalho. A maior parte é originária da Etiópia, além das Filipinas, de Bangladesh e Sri Lanka. 

Sistema Kafala, exploração e abusos 

Entidades da sociedade civil e de direitos humanos dizem que está agora mais clara a dimensão do impacto negativo do kafala. Esse sistema consiste no patrocínio de residência desses trabalhadores no Líbano que dita sua relação com o empregador.  

O empregador tem quase “controle quase total” sobre a vida do funcionário, numa situação que torna o grupo vulnerável ​​a todas as formas de exploração e abuso por um salário que varia de US$ 150 a US$ 400 por mês. 

No sistema, um trabalhador migrante não pode rescindir o contrato sem o consentimento do empregador. O patrocinador adquire os privilégios após pagar uma quantia que varia entre US$ 2 mil e US$ 5 mil às agências de recrutamento. 

A lei não impede o empregador de confiscar o passaporte do trabalhador migrante, que se fugir, torna-se ilegal. 

“Mercadorias humanas” 

Adanesh Worko um etíope que trabalha numa casa em Beirute, declarou que o tratamento recebido das agências de recrutamento e dos empregadores é equivalente ao de “mercadorias humanas”. 

Muitas vezes foi “espancado e impedido de comer” na casa onde trabalha. Agora, não pode deixar a família empregadora, “nem voltar para sua própria casa por causa do contrato”.  

Migrantes em Beirute, no Líbano

OIM/Muse Mohammed

Migrantes em Beirute, no Líbano

Ele contou que a patroa exige que ele pague US$ 2 mil para que “possa ir embora aonde quiser”. Segundo ela, ele foi “comprado”. 

Passaporte com o patrocinador 

Das Filipinas, Maria, de 30 anos, anseia retornar à sua casa com três filhos. O mais velho tem quase seis anos. Quando questionada sobre a situação, ela respondeu que trabalha para uma mulher na região de Mar Elias, em Beirute. O salário pago em lira libanesa, dificilmente cobre as necessidades da pequena família dela. 

Maria acrescentou que havia se casado com um libanês, mas este a abandonou e se recusa a registrar os filhos. Ela explicou que não conseguiu registrá-los sozinha, porque seu passaporte não foi liberado pelo patrão. 

ONU Mulheres  

A diretora do Escritório da ONU Mulheres no Líbano, Rachel Dore-Weeks, disse que atua para abolir o sistema de kafala que vincula trabalhadores domésticos migrantes a empregadores, mas exclui do enquadramento do direito do trabalho.  

Dore-Weeks explica que essa situação limita o grupo de ter proteção, tornando-o mais vulnerável ​​a todos os tipos de abusos, incluindo exploração sexual, violência, abuso e exploração econômica. 

Para ela, os trabalhadores domésticos migrantes estão recebendo baixos salários e, às vezes nenhum, especialmente após o colapso econômico. Eles também não podem desfrutar de férias. 

A representante da ONU Mulheres enfatizou os esforços empreendidos pela associação “Kafa” e outras entidades de direitos humanos no Líbano, em parceria com a agência que lidera, para atender necessidades das trabalhadoras domésticas. 

Rachel Dore-Weeks reiterou o apoio a organizações que lidam com as questões dos trabalhadores domésticos migrantes para mobilizar esforços, defender a reforma e a abolição do sistema de kafala no Líbano. 

COP26: deceção em Glasgow, apesar de progressos significativos 

O acordo alcançado no sábado, 13 de novembro de 2021, no encerramento da COP26, é “um passo importante”, mas o secretário-geral da ONU, António Guterres, sublinha que “não é suficiente”. A deceção foi o visível em Glasgow, principalmente no que diz respeito à eliminação de combustíveis fósseis. 

Depois de estenderem as negociações climáticas da COP26 por mais um dia, quase 200 países reunidos em Glasgow, na Escócia, aprovaram um documento final que, segundo o líder da ONU, reflete os interesses, contradições e estado da vontade política no mundo hoje. 

“É uma etapa importante, mas não é suficiente. Precisamos acelerar a ação climática para manter vivo o objetivo de limitar o aumento da temperatura global em 1,5 graus”, afirmou António Guterres através de um vídeo divulgado no sábado. 

“Não atingimos esses objetivos nesta conferência, mas temos elementos básicos para avançar”, afirmou Guterres que também deixou uma mensagem aos jovens, comunidades indígenas, mulheres e todos ativistas climáticos. 

“Eu sei que estão desapontados, mas o caminho para o progresso nem sempre é uma linha reta. Às vezes, há desvios. Às vezes, existem fossos, mas eu sei que vamos conseguir.” 

 

Visão geral do acordo 

O documento final, conhecido como “Pacto Climático de Glasgow”, apela a 197 países para que mostrem o seu progresso na implementação de medidas climáticas no próximo ano, durante a COP27, que terá lugar no Egito. 

O documento final também consolida o acordo global para acelerar a ação climática durante esta década. 

Ao mesmo tempo, o presidente da COP26, Alok Sharma, teve de conter as lágrimas após o anúncio de uma mudança de última hora, feita pela China e pela Índia, com o objetivo de suavizar a linguagem anteriormente acordada, tendo sido o texto revisto para “reduzir gradualmente” o uso de carvão. 

Muitas delegações ficaram “profundamente desapontadas” com esta alteração.  

O acordo também prevê prazos mais rígidos para os governos atualizarem os seus planos de redução de emissões. 

Sobre a espinhosa questão do financiamento por parte dos países desenvolvidos para apoiar a ação climática nos países em desenvolvimento, o texto destaca a necessidade de mobilizar o financiamento climático “de todas as fontes para atingir o nível necessário para atingir os objetivos do Acordo de Paris, inclusive aumentando significativamente aos países em desenvolvimento, além de 100 mil milhões de dólares por ano”. 

1,5 graus, mas com um “pulso fraco” 

“As negociações nunca são fáceis … essa é a natureza do consenso e do multilateralismo”, disse a secretária executiva da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC), Patrícia Espinosa. 

No início, durante a última plenária de avaliação, muitos países reclamaram que o pacote de decisões acordado não era suficiente. Alguns consideraram isso “dececionante”, mas, de modo geral, concordaram que estava equilibrado com o que os países podiam aceitar naquela época, considerado as suas diferenças. 

“É um avanço gradual, mas não à altura do progresso necessário. Será tarde demais para as Maldivas. Este acordo não traz esperança aos nossos corações”, disse o principal negociador das Maldivas no seu discurso. 

O enviado dos EUA para o clima, John Kerry, considerou que o texto “é uma declaração poderosa” e garantiu aos delegados que o seu país se envolverá construtivamente num diálogo sobre perdas/ danos e adaptação, duas das questões mais difíceis de encontrar um consenso entre países. 

“O texto representa o resultado menos mau”, concluiu o principal negociador da Nova Zelândia. 

Outras decisões importantes da COP26 

No entanto, foram feitos muitos anúncios encorajadores durante a  conferênciam um dos mais importantes foi que os líderes de mais de 120 países, representando cerca de 90% das florestas do mundo, se comprometeram a deter e a reverter o desmatamento até 2030. 

Também houve uma promessa de redução das emissões de metano, liderada pelos Estados Unidos e pela União Europeia, na qual mais de 100 países concordaram em reduzir as emissões deste gás de efeito estufa. 

Ao mesmo tempo, mais de 40 países – incluindo grandes consumidores de carvão como a Polónia, Vietname e o Chile – concordaram em abrir mão do carvão, um dos principais geradores de emissões de CO2. 

O setor privado também demonstrou forte envolvimento com quase 500 empresas de serviços financeiros globais a concordarem alinhar 130 biliões de dólares, cerca de 40% dos ativos financeiros globais, com as metas estabelecidas no Acordo de Paris, em particular, limitar o aquecimento global para 1,5 graus Celsius. 

Enquanto isso, para surpresa de todos, os Estados Unidos e a China comprometeram-se a intensificar a cooperação climática na próxima década. 

No transporte verde, mais de 100 governos nacionais, cidades, estados e grandes empresas assinaram a Declaração de Glasgow sobre Carros e Carrinhas com Emissão Zero, para acabar com a venda de motores de combustão interna até 2035 nos principais mercados em 2040m em todo o mundo. Pelo menos 13 países também se comprometeram a acabar com a venda de veículos pesados que funcionam com combustíveis fósseis até 2040.  

Unicef condena aumento de risco de casamento infantil no Afeganistão

Em comunicado, chefe do Fundo das Nações Unidas para a Infância, Henrietta Fore, disse que o aumento de casos é preocupante; mesmo antes da tomada de poder pelo Talibã, já havia registros de “venda” de crianças em pelo menos duas províncias do país.

Vendas de carros elétricos na Europa já representam 10% da cota de mercado

Países apoiam regulamentação, proposta pela ONU, para que fabricantes garantam veículos com baterias muito mais duradouras; durante a COP26, 24 países e indústrias firmaram acordo para acabar com a venda de carros movidos a combustíveis até 2040.  

Tema do Dia Mundial da Diabetes enfatiza acesso ao tratamento para todos

As Nações Unidas marcam neste 14 de novembro o Dia Mundial da Diabetes. A doença é a maior causa de cegueira, falha renal, ataques cardíacos, derrame e amputações.

De 1980 a 2014, o número de pessoas com diabetes dobrou para 422 milhões chegando a 8,5%  da população mundial. Nos países de rendas baixa e média, a prevalência é mais rápida que em nações desenvolvidas. 

Um oficial de saúde conduz um teste de diabetes na África

OMS África

Um oficial de saúde conduz um teste de diabetes na África

Tabaco

Hoje, o total de pessoas nessas condições é de mais de 460 milhões, mas nem todos precisam da insulina para sobreviver.

A Organização Mundial da Saúde, OMS, lembra que uma dieta saudável, atividades físicas e não utilização de tabaco ajudam a prevenir a diabetes do tipo 2.

A ONU News ouviu o presidente da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo, o médico João Fernando Monteiro Ferreira. Ele explicou que muitos não sabem que têm a doença.

“Então nesse dia, seja um multiplicador da mensagem de saúde. Em termos de que você, seus amigos e familiares façam a busca ativa do diagnóstico de diabetes que é muito simples. Por uma dosagem de glicemia no sangue. E mensagens de hábitos de vida saudáveis que levam à prevenção do aparecimento da doença e ao controle da doença. Com uma dieta saudável, atividade física regular e evitando-se obesidade.”

O médico afirma que, no Brasil, pelo menos mais de 7,5% da população é diabética. E boa parte desconhece o próprio status. 

Risco

A doença também pode ser tratada com exames regulares, medicação adequada e outros cuidados. O tema deste ano até 2023 é o acesso ao tratamento da diabetes. Milhões de pessoas no mundo seguem desprovidas de recursos para controlar a doença, mesmo 100 anos após a descoberta da insulina.

A OMS afirma que a insulina é uma oportunidade única de promover mudanças para mais de 460 milhões de pessoas com diabetes. Todos os anos, milhões correm o risco de desenvolver a doença. 

Paciente da Nigéria teve seu pé amputada devido a complicações causadas por diabetes

OMS / Andrew Esiebo / Panos Pictures

Paciente da Nigéria teve seu pé amputada devido a complicações causadas por diabetes

Concentração

Em 2007, a Assembleia Geral aprovou uma resolução determinando 14 de novembro o Dia Mundial da Diabetes. O texto pede aos países que promovam prevenção e cuidados para quem já vive com a doença.

Uma enfermidade crônica, a diabetes ocorre quando o pâncreas não produz insulina suficiente, ou quando o corpo não consegue utilizar a substância de forma eficiente. A partir daí, forma-se uma concentração de glicose no sangue conhecida como hiperglicemia.

O tipo 1 de diabetes, antes conhecido é caracterizado pela falta de produção de insulina.

Raghad vive em campo de refugiados na Jordânia e tem diabetes tipo 1.

Foto: WHO/T. Habjouqa

Raghad vive em campo de refugiados na Jordânia e tem diabetes tipo 1.

Gravidez

Já o tipo 2 é causado pela deficiência do corpo de produzir a insulina, o que geralmente resulta de excesso de peso e falta de atividades físicas. Também existe a diabetes na gravidez.

A cada cinco segundos, uma pessoa desenvolve a doença. E a cada 10, um ser humano morre de diabetes. A cada 30 segundos, no mundo, ocorre uma amputação devido à doença.

Somente entre 2000 e 2016, houve um crescimento de 5% em mortes prematuras por diabetes.
Em 2019, a doença era a nona maior causa de morte com 1,5 milhão de óbitos por diabetes.
 

OMS inicia Semana Mundial de Conscientização Antimicrobiana

A Organização Mundial da Saúde, OMS, endossou um plano de ação global para combater a resistência a antibióticos e outros medicamentos antimicrobianos. 

O plano, aprovado em 2015, inclui melhorias na informação e compreensão do problema com a ajuda de comunicação, treinamento e educação.

OMS endossou plano de ação global para combater a resistência a antibióticos e outros medicamentos antimicrobianos

CDC

OMS endossou plano de ação global para combater a resistência a antibióticos e outros medicamentos antimicrobianos

Morte

Uma das ações é a celebração da Semana Mundial de Conscientização Antimicrobiana, que começa neste 18 de novembro e vai até o dia 24.

A resistência ameaça a prevenção e tratamento de uma série de infecções causadas por bactérias, parasitas, vírus e fungos.
Com a mutação desses agentes, muitos não respondem aos antibióticos e a outros medicamentos aumentando o risco de mais contaminação, de doenças graves e até de morte.

O diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, reforçou o apelo num vídeo gravado para a semana.

Diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus.

ONU/Evan Schneider

Diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus.

Fungos e parasitas

O chefe da OMS disse que é preciso reunir o maior número possível de pessoas para disseminar a mensagem sobre conscientização e o fim da resistência. 

Pessoas que possam seguir as orientações dos profissionais de saúde sobre não abusar dos antibióticos e outros medicamentos.

Os antimicrobianos são antibióticos, antivirais e outros remédios contra fungos e parasitas, para tratar infecções em humanos, animais e plantas. Os micro organismos que desenvolvem a chamada resistência são conhecidos como “super vírus”.

Para a OMS, a resistência antimicrobiana é uma das 10 maiores ameaças de saúde pública.

Sempre que os antibióticos deixam de funcionar de forma eficaz, são necessários tratamentos mais caros e a permanência de doentes no hospital, o que sobrecarrega os orçamentos de saúde.

Foto: IRIN/Eva-Lotta Jansson

Sempre que os antibióticos deixam de funcionar de forma eficaz, são necessários tratamentos mais caros e a permanência de doentes no hospital, o que sobrecarrega os orçamentos de saúde.

Salmonela

Já a resistência a antibióticos tem dificultado o tratamento de doenças como tuberculose, pneumonia, salmonela, intoxicação sanguínea e outras infecções. Esta é uma ameaça também para a saúde global, a segurança alimentar e ao desenvolvimento.

A maior causa da resistência a antibióticos é o uso desnecessário do mesmo.

Confira a lista do que cada um pode fazer para prevenir a resistência a antibióticos pelas bactérias.
 

  • Utilizar o antibiótico apenas sob prescrição médica
  • Jamais exigir antibióticos se o agente de saúde diz que não são necessários no seu caso
  • Seguir sempre o conselho médico
  • Jamais compartilhar ou utilizar sobras de antibióticos
  • Evitar infecções lavando as mãos regularmente, preparando os alimentos de forma higiênica, evitando contato com doentes, praticando sexo seguro e mantendo o calendário das vacinas em dia
  • Prepare os alimentos higienicamente e de acordo com as Cinco Chaves da OMS sobre Alimentos Seguros (limpeza, separação entre cru e cozido, cozimento completo, alimentos em temperatura segura e utilização de água limpa)
  • Escolha a comida que foi produzida sem antibióticos para o crescimento ou para evitar doenças em animais sadios