Mensagem do Secretário-Geral para o Dia da Universal da Criança, 20 de novembro de 2015
Mensagem do Secretário-Geral para o Dia da Industrialização de África, 20 de novembro de 2015
Nos últimos anos, muitos países em África têm tido um crescimento económico significativo e progressos no desenvolvimento humano. No entanto, o desenvolvimento industrial sustentável e inclusivo permanece indefinido. O desemprego juvenil e a desigualdade de género comprometem os esforços do continente para erradicar a pobreza.
O setor privado em África contribui para 80 por cento do Produto Interno Bruto do continente e estima-se que é responsável por 90 por cento de todos os empregos. As Pequenas e Médias Empresas (PME) têm um papel crucial a desempenhar no desenvolvimento industrial do continente africano. No entanto, as oportunidades para os jovens e mulheres gerados pelas PME são limitados, o que impede que seja feito um melhor proveito do potencial empresarial do continente. Isto significa menos capacidade para um desenvolvimento socio-económico transformador, para inovação e a agregação de valor.
Congratulo-me com o tema para o Dia da Industrialização de África deste ano : “PME para a Erradicação da Pobreza e Geração de Emprego para as Mulheres e Juventude”. O continente africano deve investir na formação e educação das mulheres e dos jovens para se industrializar, fazer crescer o setor privado e alcançar o desenvolvimento sustentável. As PME podem fornecer uma base sólida para o crescimento económico sustentado, a criação de emprego e a erradicação da pobreza.
A contribuição importante da industrialização inclusiva e sustentável no sentido de ajudar a África a superar os seus desafios críticos de desenvolvimento é claramente reconhecida na Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, adotada pelos Estados-Membros da Organização das Nações Unidas, em setembro. No dia da Industrialização de África, reafirmo o compromisso das Nações Unidas para aprimorar o setor das PME africanas e estimular oportunidades económicas para mulheres e jovens, para promover o progresso do continente rumo a sociedades economicamente enriquecidas, socialmente inclusivas e prósperas.
Filippo Grandi substitui António Guterres no Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados
O Secretário-Geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, congratula-se com a escolha de Filippo Grandi, nacional de Itália, para ser o próximo Alto Comissário das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), numa eleição levada a cabo pela Assembleia-Geral da ONU, a 18 de novembro.
Filippo Grandi sucede ao ex-primeiro-ministro português António Manuel de Oliveira Guterres, a quem o secretário-geral expressou a sua profunda gratidão pelo incansável esforço e dedicação para proteger os refugiados, as pessoas deslocadas e apátridas e por trazer para o centro da agenda das Nações Unidas as histórias de vida dos indivíduos mais vulneráveis e a sua busca por uma vida digna.
O novo comissário do ACNUR desempenhou, de 2010 a 2014, o cargo de comissário-geral da UNRWA, acrónimo em inglês da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina no Próximo Oriente; tendo sido vice-comissário-geral da mesma organização nos cinco anos anteriores.
A trabalhar há 30 anos em cooperação internacional, Filippo Grandi tem uma vasta experiência em operações e políticas para lidar com o fenómeno dos refugiados e das crises humanitárias, nomeadamente ao nível daproteção, gestão de emergências, relações com doadores e assuntos políticos.
Filippo Grandi serviu, também, como representante especial adjunto da Missão de Assistência das Nações Unidas no Afeganistão (UNAMA) e tem uma longa carreira no ACNUR, nomeadamente como Chefe de Missão no Afeganistão e Chefe da Casa Civil no Escritório Executivo do Alto Comissariado.
Ao serviço do ACNUR desempenhou funções no Sudão, Síria, Turquia e Iraque, e liderou operações de emergência no Quénia, Benim, Gana, Libéria, região dos Grandes Lagos da África Central, Republica Democrática do Congo e Iémen.
Nascido em 1957, Filippo Grandi é licenciado em Filosofia pela Universidade Gregoriana de Roma, e em História Moderna pela Universidade Estadual de Milão, tendo obtido também um diploma honorário da Universidade de Coventry.
20 de novembro de 2015, Centro de Notícias da ONU/Traduzido & Editado por UNRIC
Mensagem do Secretário-Geral para o Dia Mundial das Instalações Sanitárias, 19 de dezembro de 2015
O saneamento é essencial à saúde humana e ambiental tal como para as oportunidades essenciais, desenvolvimento e dignidade. No entanto, hoje a nível mundial, uma em cada três pessoas não dispõe de acesso a boas condições de saneamento e uma em cada oito pessoas pratica defecação ao ar livre.
Mensagem do Secretário-Geral para o Dia Mundial das Instalações Sanitárias, 19 de dezembro de 2015
O saneamento é essencial à saúde humana e ambiental tal como para as oportunidades essenciais, desenvolvimento e dignidade. No entanto, hoje a nível mundial, uma em cada três pessoas não dispõe de acesso a boas condições de saneamento e uma em cada oito pessoas pratica defecação ao ar livre.
Mensagem do Secretário-Geral para o Dia Internacional da Tolerância, 16 de novembro de 2015
O apelo para “praticar a tolerância” foi inscrito na identidade das Nações Unidas há 70 anos. Hoje, num mundo que enfrenta turbulência e mudança, a citação da Carta da ONU continua a ser a pedra angular vital para o nosso trabalho.
As pessoas estão mais conectadas mas isso não significa que haja mais compreensão. As sociedades são cada vez mais diversificadas – mas a intolerância está a crescer em muitos lugares. As tensões sectáriassão visíveis no centro de muitos conflitos, com a ascensão do extremismo violento, violações maciças dos direitos humanos, e limpeza cultural. E a maior crise do deslocamento forçado desde a Segunda Guerra Mundial gerou ódio e xenofobia contra os refugiados e outras pessoas.
A tolerância é muito mais do que aceitar passivamente o “outro”. É algo que implica a obrigação de agir e que deve ser ensinada, cultivada e defendida. A tolerância requer investimento dos Estados nas pessoas, para que estas realizem oseu potencial através da educação, da inclusão ede oportunidades. Isso significa construir sociedades baseadas no respeito pelos direitos humanos, onde o medo, a desconfiança e a marginalização sejam substituídos pelo pluralismo, participação e respeito pelas diferenças.
Esta é a mensagem do Dia Internacional da Tolerância – refletida na Declaração dos Princípios da UNESCO sobre a Tolerância, aprovada em 1995. Esta mesma ideia dinamiza a década Internacional para a Aproximação das Culturas (2013-2022), que está a ser levada a cabo pela UNESCO em todo o mundo.
No Dia Internacional da Tolerância, vamos reconhecer a crescente ameaça por parte daqueles quefazem esforços para criar divisões e vamos comprometermo-nos a forjar um caminho que seja alimentado pelo diálogo, a coesão social e a compreensão mútua.
Cimeira do G20: Ban pede “resposta firme contra o terrorismo que respeite os direitos humanos”
O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, pediu aos líderes mundiais que a resposta global ao terrorismo seja firme, mas sempre tendo em conta o Estado de Direito e o respeito aos direitos humanos, na abertura da cimeira do G20, no domingo, em Antália (Turquia).
“Deixem-me começar por reiterar as minhas profundas condolências ao povo da França na sequência dos bárbaros ataques terroristas em Paris, na sexta-feira à noite,” disse Ban Ki-moon aos jornalistas presentes numa conferência de imprensa à margem da cimeira.
Considerando que o terrorismo é uma ameaça para toda a humanidade, o chefe da ONU recordou que, só nos últimos quatro dias, atentados terroristas “horrendos” mataram dezenas de pessoas em Beirute (Líbano ) e Bagdade (Iraque).
“Vamos aborar a questão nesta cimeira, sendo que é preciso solucionar as causas subjacentes ao extremismo violento. Em breve, apresentarei aos Estados-Membros das Nações Unidas um plano de ação global para prevenir a radicalização violenta“.
Enquanto isso, o Secretário-Geral realçou que a cimeira ocorre no final de um ano “divisor de águas” para a cooperação internacional”, face à adoção da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável.
“Os governos de todo o mundo vão reunir-se, em breve, em Paris para finalizar um acordo sobre as alterações climáticas globais”, destacou o secretário-geral. “Temos 161 países,que representam mais de 90 por cento das emissões globais, que já apresentaram as suas contribuições voluntárias nacionais. Estes planos vão reduzir as emissões de gases e guiar-nos na direção certa. “
Mas o secretário-geral advertiu que tal não será o suficiente para manter o mundo “abaixo do limite perigoso deum aumento da temperatura superior a 2ªC”. A comunidade mundial terá de ir “mais longe e mais rápido.”
Para que isto aconteça, Ban sublinhou quatro elementos essenciais para o sucesso na conferência do clima (COP21) em Paris. “Em primeiro lugar, a durabilidade”, explicou. “Paris deve enviar um sinal claro aos mercados de que a transição para baixo carbono da economia global é inevitável e benéfica.”
“Em segundo lugar, a flexibilidade. O acordo deve ser capaz de acomodar as mudanças na economia global, e encontrar o equilíbrio entre o papel de liderança dos países desenvolvidos e as crescentes responsabilidades dos países em desenvolvimento”, acrescentou.
Em terceiro surge a solidariedade. “Os países desenvolvidos devem manter seu compromisso de fornecer 100 mil milhões de dólares, por ano, até 2020, para adaptação e mitigação”, frisou Ban Ki-moon que considera a credibilidade o quarto pontoessencial, que deve ser alcançado através de mecanismos de monitorização fortes.
No que toca ao fluxo de refugiados, o chefe da ONU também sublinhou que conta com o apoio dos líderes do G20 nesta questão. “Esta não é apenas uma crise de números, é uma crise global de solidariedade. “
Em homenagem à Turquia, Jordânia e Líbano pelo acolhimento de quatro milhões de refugiados sírios, Ban apelou aos países europeus que lidam com o deslocamento forçado maciço para não reduzirem a ajuda pública ao desenvolvimento, desviando esses fundos para financiar o custo dos fluxos de refugiados.
“Ajudar as pessoas em necessidade não deve ser um jogo de soma zero”, disse. É preciso um plano de recuperação para a região “talvez um plano semelhante ao Plano Marshall em escala”, sugeriu.
O secretário-geral conclui a sua intervenção pedindo que um acordo político para a Síria seja uma prioridade.
“Congratulo-me com o sentido renovado de urgência que o Grupo Internacional de Apoio a Síria está a trazer para estes esforços, e felicito a liderança do secretário de Estado dos EUA, John Kerry, o chanceler russo,Sergei Lavrov e outros envolvidos nas negociações em Viena”, disse à imprensa, pedindo aos participantes para ultrapassarem as suas diferenças para que eles possam impulsionar um cessar-fogo em todo o país, combater o terrorismo e solucionar questões chave constitucionais e de governança.
16 de novembro de 2015, Centro de Notícias da ONU/Traduzido & Editado por UNRIC
Mensagem do Secretário-Geral para o Dia Internacional da Tolerância, 16 de novembro de 2015
O apelo para “praticar a tolerância” foi inscrito na identidade das Nações Unidas há 70 anos. Hoje, num mundo que enfrenta turbulência e mudança, a citação da Carta da ONU continua a ser a pedra angular vital para o nosso trabalho.
As pessoas estão mais conectadas mas isso não significa que haja mais compreensão. As sociedades são cada vez mais diversificadas – mas a intolerância está a crescer em muitos lugares. As tensões sectáriassão visíveis no centro de muitos conflitos, com a ascensão do extremismo violento, violações maciças dos direitos humanos, e limpeza cultural. E a maior crise do deslocamento forçado desde a Segunda Guerra Mundial gerou ódio e xenofobia contra os refugiados e outras pessoas.
A tolerância é muito mais do que aceitar passivamente o “outro”. É algo que implica a obrigação de agir e que deve ser ensinada, cultivada e defendida. A tolerância requer investimento dos Estados nas pessoas, para que estas realizem oseu potencial através da educação, da inclusão ede oportunidades. Isso significa construir sociedades baseadas no respeito pelos direitos humanos, onde o medo, a desconfiança e a marginalização sejam substituídos pelo pluralismo, participação e respeito pelas diferenças.
Esta é a mensagem do Dia Internacional da Tolerância – refletida na Declaração dos Princípios da UNESCO sobre a Tolerância, aprovada em 1995. Esta mesma ideia dinamiza a década Internacional para a Aproximação das Culturas (2013-2022), que está a ser levada a cabo pela UNESCO em todo o mundo.
No Dia Internacional da Tolerância, vamos reconhecer a crescente ameaça por parte daqueles quefazem esforços para criar divisões e vamos comprometermo-nos a forjar um caminho que seja alimentado pelo diálogo, a coesão social e a compreensão mútua.
Mensagem do Secretário-Geral para o Dia Mundial da Diabetes, 14 de novembro de 2015
Aproximadamente 350 milhões de pessoas em todo o mundo têm diabetes e a prevalência está a aumentar rapidamente, particularmente em países de baixo e médio rendimento.
Cada um de nós pode fazer muito mais para minimizar o risco de contrair diabetes e, caso tenha doença, para viver uma vida longa e saudável.
As pessoas que têm diabetes perdem a capacidade de regular adequadamente o nível de açúcar no sangue. Altos níveis de açúcar no sangue podem levar a danos nos nervos, ataque cardíaco, derrame cerebral, cegueira, insuficiência renal e amputação dos membros inferiores.
A maioria das pessoas com diabetes tem uma forma da doença – tipo 2 – que atinge em grande proporção as pessoas sedentárias e com excesso de peso. Isto significa que os passos que devemos tomar para nos mantermos livres da diabetes tipo 2 são os mesmos que devemos tomar para manter uma boa saúde.
“Passos” é a palavra certa. Qualquer pessoa que possa ficar de pé ao invés de sentar-se, caminhar um pouco mais todos os dias e, em geral, ser mais ativo, deve fazê-lo.
A diabetes também tem um alto custo financeiro. Muitas pessoas que sofrem complicações relacionadas com a doença perdem os seus rendimentos porque não podem trabalhar. Além disso, o tratamento pode ser caro. A insulina é inacessível para muitas pessoas em países de baixo e médio rendimento, que é onde vivem a maioria dos doentes com diabetes.
Mesmo em países de altos rendimentos, o custo tem aumentado nos últimos anos para além do alcance de muitos. Para as pessoas que não produzem a sua própria insulina – como no tipo 1 da doença – ficar sem acesso a insulina é praticamente uma sentença de morte.
Assim como os indivíduos devem tomar medidas para viver uma vida saudável, também os governos devem criar ambientes que a isso sejam propícios. As instituições de saúde devem ampliar a assistência para os pacientes com diabetes. O setor privado pode também melhorar a disponibilidade e acessibilidade de produtos mais saudáveis e medicamentos essenciais.
O mundo tomou recentemente um grande passo na adoção da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, tendo incorporado uma meta para reduzir num terço as mortes atribuídas a doenças não transmissíveis, incluindo a diabetes, até 2030.
No Dia Mundial da Diabetes, devemos observar o progresso que foi feito, mas devemos também reconhecer que ainda não é suficiente. Vamos todos intensificar os nossos esforços para limitar o impacto da diabetes.
Mensagem do Secretário-Geral para o Dia Mundial da Diabetes, 14 de novembro de 2015
Aproximadamente 350 milhões de pessoas em todo o mundo têm diabetes e a prevalência está a aumentar rapidamente, particularmente em países de baixo e médio rendimento.
Cada um de nós pode fazer muito mais para minimizar o risco de contrair diabetes e, caso tenha doença, para viver uma vida longa e saudável.
As pessoas que têm diabetes perdem a capacidade de regular adequadamente o nível de açúcar no sangue. Altos níveis de açúcar no sangue podem levar a danos nos nervos, ataque cardíaco, derrame cerebral, cegueira, insuficiência renal e amputação dos membros inferiores.
A maioria das pessoas com diabetes tem uma forma da doença – tipo 2 – que atinge em grande proporção as pessoas sedentárias e com excesso de peso. Isto significa que os passos que devemos tomar para nos mantermos livres da diabetes tipo 2 são os mesmos que devemos tomar para manter uma boa saúde.
“Passos” é a palavra certa. Qualquer pessoa que possa ficar de pé ao invés de sentar-se, caminhar um pouco mais todos os dias e, em geral, ser mais ativo, deve fazê-lo.
A diabetes também tem um alto custo financeiro. Muitas pessoas que sofrem complicações relacionadas com a doença perdem os seus rendimentos porque não podem trabalhar. Além disso, o tratamento pode ser caro. A insulina é inacessível para muitas pessoas em países de baixo e médio rendimento, que é onde vivem a maioria dos doentes com diabetes.
Mesmo em países de altos rendimentos, o custo tem aumentado nos últimos anos para além do alcance de muitos. Para as pessoas que não produzem a sua própria insulina – como no tipo 1 da doença – ficar sem acesso a insulina é praticamente uma sentença de morte.
Assim como os indivíduos devem tomar medidas para viver uma vida saudável, também os governos devem criar ambientes que a isso sejam propícios. As instituições de saúde devem ampliar a assistência para os pacientes com diabetes. O setor privado pode também melhorar a disponibilidade e acessibilidade de produtos mais saudáveis e medicamentos essenciais.
O mundo tomou recentemente um grande passo na adoção da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, tendo incorporado uma meta para reduzir num terço as mortes atribuídas a doenças não transmissíveis, incluindo a diabetes, até 2030.
No Dia Mundial da Diabetes, devemos observar o progresso que foi feito, mas devemos também reconhecer que ainda não é suficiente. Vamos todos intensificar os nossos esforços para limitar o impacto da diabetes.
Ban Ki-moon congratula os líderes de Myanmar após as eleições
Congratulando-se com as eleições do fim de semana passado, que classificou como “uma conquista significativa na transição democrática de Myanmar”, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, enviou calorosas felicitações à Liga Nacional para a Democracia (NLD) e à sua líder, Aung San Suu Kyi, pelo desempenho histórico nas urnas, e ao Partido de Solidariedade e Desenvolvimento da União (USDP) pela sua aceitação digna do veredicto do povo.
Ao felicitar calorosamente o povo de Myanmar (nome que Junta Militar no poder escolheu para rebatizar a Birmânia) pela sua participação “pacífica, digna e entusiasmada” nas eleições históricas de 8 de novembro, o Secretário-Geral, num comunicado divulgado pelo seu porta-voz, reconheceu, em particular, a coragem e a visão do presidente Thein Sein “cuja liderança no processo de reforma tem ajudado o país a alcançar o progresso nesta fase decisiva”.
O apoio do Exército à realização de eleições credíveis e transparentes, bem como a sua aceitação dos resultados, também têm sido excecionalmente importantes, acrescenta o comunicado.
O secretário-geral também elogiou a Comissão Eleitoral da União, os partidos políticos, observadores nacionais e internacionais e todos aquelesque incansavelmente contribuíram para tornar estas eleições um sucesso tão significativo.
“Ao dizer isso, o secretário-geral está lamentavelmente ciente de que um grande número de eleitores de comunidades minoritárias, em particular os Rohingya, viram o seu direito de votar negado e alguns foram desqualificados como candidatos”,refere a declaração.
Encorajado pelas declarações dos líderes político, militares e outros atores importantes e com o início do processo de formação do próximo governo em Myanmar, o chefe da ONU insta todos os intervenientes nacionais a manterem uma atmosfera calma ea defenderem os direitos humanos e do Estado de direito.
“Há muito trabalho pela frente na jornada democrática de Myanmar e no sentido de tornar as futuras eleições verdadeiramente inclusivas”, continua o comunicado, sublinhando que o povo e os líderes de Myanmar têm ao seu alcance a oportunidade de se unirem para construirem um futuro melhor para seu país.
“Um futuro onde a paz e o desenvolvimento criam raízes firmes sobre os fundamentos da inclusão, o respeito e a tolerância, onde os direitos humanos de todos sejam protegidos independentemente da sua raça, etnia, religião ou género, e onde ninguém é marginalizado, vulnerável, e discriminado”, acrescenta o texto.
“O secretário-geral reafirma a disponibilidade das Nações Unidas para continuar a apoiar os esforços de Myanmar para consolidar a democracia e promover a justiça, a paz, os direitos humanos e odesenvolvimento para o benefício de todas as pessoas do país”, concluiu o comunicado, acrescentando que Assessor Especial do secretário-geral em Myanmar continuara a trabalhar com todas as partes interessadas e as forças políticas relevantes para que este objetivo seja atingido.
13 de novembro de 2015, Centro de Notícias da ONU/Traduzido & Editado por UNRIC
Refugiados: ONU alerta sobre o impacto dos cortes na ajuda pública ao desenvolvimento
Cortar na ajuda pública ao desenvolvimento com vista a redirecionar verbas para a resposta ao fluxo de refugiados “é contraprodutivo”, advertiu hoje o secretário-geral da Organização das Nações Unidas,Ban Ki-moon. “Ajudar as pessoas necessitadas não deve ser um jogo de soma zero”, acrescentou.
“No momento em que nos esforçamos para cumprir a ambiciosa Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, o secretário-geral encoraja todos os governos a investir na ajuda pública ao desenvolvimento internacional”, disse num comunicado divulgado pelo seu porta-voz.
A declaração antecede a cimeira do G20, que reúne os líderes das maiores potencias económicas mundiais, a 14 e 15 de novembro, em Antália(Turquia). Ban Ki-moon estará presente e as questões relacionadas com desenvolvimento constam da agenda.
“O mundo enfrenta a maior crise do deslocamento forçado desde a Segunda Guerra Mundiale o secretário-geral apela à comunidade internacional para que enfrente este grande desafio sem se esquecer do compromisso crucial com a ajuda pública ao desenvolvimento”, refere o comunicado.
A declaração de Ban Ki-moon realça a importância de financiar,na sua totalidade, ambos os esforços: por um lado, ajudar refugiados e requerentes de asilo e, por outro, manter as iniciativas de desenvolvimento a longo prazo.
“Alocar recursos para uma área não deve pôr em causa outra área”, sublinhou Ban Ki-moon. “Fazer, neste momento crucial, um redirecionamento do financiamento, em moldes que penalizam o desenvolvimento, poderá perpetuar desafios que a comunidade mundial se comprometeu a resolver.”
“A redução da ajuda pública ao desenvolvimento para financiar o custo dos fluxos de refugiados é contraprodutiva e criará um círculo vicioso prejudicial à saúde, àeducação eà oferta de oportunidades de uma vida melhor para milhões de pessoas vulneráveis em todo o mundo”, acrescenta o comunicado.
No início desta semana, a administradora do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Helen Clark,apelou a todos os agentes envolvidos nas ações humanitárias e de desenvolvimento que mantenham respostas que permitam aumentar a resiliência das pessoas e das comunidades, por um lado, e que forneçam a ajuda humanitária necessária na Síria, Iémen e Líbia e outros paíse sem crise, por outro.
12 de novembro de 2015, Centro de Notícias da ONU/Traduzido & Editado por UNRIC
“A Ciência encontra-se no centro do futuro sustentável”, afirmou a diretora da UNESCO no Dia Mundial da Ciência
Ao destacar a ciência, tecnologia e inovação como principais componentes das próximas negociações sobres as alterações climáticas das Nações Unidas em Paris, a UNESCO pediu hoje aos governos para que “façam todo o possível para apoiar as sociedades, em todos os continentes, na criação e na partilha do conhecimento”, nas palavras da sia Diretora-Geral, Irina Bokova.
Numa mensagem para o Dia Mundial da Ciência pela Paz e pelo Desenvolvimento 2015, apenas dois meses após a adoção de uma nova agenda de desenvolvimento sustentável, Irina Bokova recorda-nos que “a ciência está no centro desta nova agenda como um impulsionador da transformação positiva e um multiplicador de desenvolvimento. “
Estabelecido pela UNESCO em 2001, o Dia Mundial da Ciência é celebrado em todo o mundo no dia 10 de novembro de cada ano para demonstrar ao público em geral como a ciência é relevante no seu dia-a-dia e para o envolver no debate sobre questões relacionadas com este tema.
O mais recente Relatório de Ciência Mundial da UNESCO (divulgado a cada cinco anos), é lançado por ocasião da celeberação de 2015 e identifica as tendências na ciência, tecnologia e inovação em várias regiões.
Segundo a UNESCO, “A principal mensagem do relatório pode ser resumida em apenas quatro palavras: mais investigação, melhor desenvolvimento”.
A diretora da UNESCO afirmou que “todos os governos reconhecem atualmente o poder da ciência, que oferece respostas fundamentais para a melhor gestão da água, para a conservação e uso sustentável do oceano, para a proteção dos ecossistemas e da biodiversidade, para o combate às alterações climáticas e às catástrofes ambientais, assim como na promoção da inovação, na eliminação da pobreza e na redução da desigualdade”.
“Para que se faça bom proveito do poder da ciência, temos que conhecer mais claramente o panorama global da ciência e precisamos de melhores ferramentas para monitorizar o progresso da mesma”, disse Irina Bokova.
A diretora sublinhou também que “as crescentes preocupações com a seca recorrente, inundações, furacões e outros fenómenos naturais levaram os governos a adotar estratégias, tanto a nível nacional como regional, para proteger a agricultura, reduzir os riscos de desastres e diversificar as fontes de energia nacionais.”
Estas questões, explicou, serão abordadas na 21ª reunião dos países Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre as Alterações Climáticas (UNFCCC), conhecido como COP21, que será realizado em Paris, de 30 de novembro a 11 de dezembro. Nessa cimeira, líderes de todo o mundo vão reunir-se para adotar um novo acordo de cooperação internacional para mitigar as consequências das alterações climáticas.
“Ciência, tecnologia e inovação são essenciais aqui, e devemos fazertodo o possível para apoiar as sociedades, em todos os continentes, na criação e partilha do conhecimento”,disse Bokova.
10 de novembro de 2015, Centro de Notícias da ONU/Traduzido & Editado por UNRIC
Participe na votação do Mobile Film Festival e ganhe prémios
O Mobile Film Festival e as Nações Unidas convidam o público a votar no seu filme favorito sobre as alterações climáticas com a duração de um minuto.
Entre contributos de mais de 70 países, foram apurados 76 filmes finalistasde 24 países e o público tem até meia-noite do dia 30 de novembro para descobrir a originalidade, criatividade e, por vezes, o forte impacto de filmes que abordam questões contundentes relacionadas com as alterações climáticas.
Ao votar no seu filme favorito, também fica habilitado a ganhar um tablet, um smartphone, cupões da Amazon e muito mais.
O festival recebeu cerca de 765 filmes provenientes de mais de 70 países, todos filmados com recurso a telemóveis. Os participantes fizeram uso de diferentes géneros cinematográficos tais como comédia, horror, drama e ficção científica.
O festival é organizado em parceria com as Nações Unidas e os organizadores da cimeira sobre Alterações Climáticas (conhecida por COP21), que será realizada entre 30 novembro e 12 dezembro, em Paris.
Os 76 filmes, legendados em Ingês, estão disponíveis no site do festival: http://www.mobilefilmfestival.fr/ e também no Facebook e no YouTube:
Conheça os países onde foram produzidos os filmes finalistas: Bangladesh, Brasil, Colômbia, Comoros,China, Equador, França, Alemanha, Hungria, Índia, Irão, Indonésia, Itália, Quénia, República da Macedónia, Malásia, México, Portugal, Rússia, Senegal, Coreia do Sul, Sérvia, Sri Lanka, Suécia, Turquia, Reino Unido e Estados Unidos.
Na segunda-feira, dia 7 de dezembro, será realizada uma cerimónia de entrega de prémios na Champs Elysees Gaumont (Paris), onde os 76 filmes serão também exibidos.
O prémio principal, no valor de 30 mil euros, patrocinado pelo BPN Paribas, servirá para a produção de uma curta metragem. Serão, também, entregues prémios nas categorias melhor argumento, melhor ator e melhor atriz. No “Place to Be”, um espaço de coworking em Paris, irá ser entregue um prémio para os blogueiros.
Membos do júri:
- Fernando Meirelles, realizador nomeado para o Oscar (filme “Cidade de Deus”)
- Yacine Ait Kaci, criador do Elyx, primeiro embaixador digital da ONU (Elyx)
- Hicham Ayouch, realizador marroquino, vencedor do Yennenga Stallion, Fespaco 2015 (febres)
- Jimmy Jean-Louis, ator e modelo, conhecido pelo desempenho do papel “Haitian” na série “Heóis”, da NBC
- Zabou Breitman, atriz francesa que já recebeu um César para Melhor Realizador
Fórum de Governança da Internet discute desenvolvimento sustentável
A decima reunião anual do Fórum de Governança da Internet (FGI) tem com tema “Evolução da Governança da Internet: Capacitar o Desenvolvimento Sustentável” e reunirá aproximadamente cinco mil pessoas, entre funcionários governamentais de alto nível, líderes da sociedade civil e especialistas em políticas da internet, entre os dias 10 a 13 de novembro de 2015, em João Pessoa (Brasil).
O fórum foi criado com o intuito de estabelecer uma plataforma imparcial e independente entre todas as partes interessadas, tanto nos países desenvolvidos como em desenvolvimento, de forma a discutir questões relacionadas a governança da internet.
O tema é muito oportuna face à recente adoção dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que destaca o papel crucial que a Internet desempenha na promoção da Agenda 2030, principalmente nos objetivos relacionados com a educação inclusiva e equitativa, igualdade de género e infraestrutura e industrialização.
O Fórum também abordará os seguintes sub-temas: cibersegurança e confiança; economia da internet; inclusão e diversidade; reforço da cooperação multissetorial; internet e direitos humanos; recursos críticos da Internet e questões emergentes.
Além dos subtemas, um número significativo de atividades comunitárias também serão destacados durante toda essa semana , entre as quais os resultados do grupo de trabalho sobre “Melhores Práticas do Fórum” e do grupo de trabalho sobre “Opções Políticas para Conectar Mil Milhões de Pessoas”, que teve como objetivo produzir resultados mais tangíveis e criar maiores sinergias entre as iniciativas nacionais e regionais do FGI.
A cerimónia de abertura e respetiva conferência de imprensa, assim como as sessões principais, workshops e outras conferências de imprensa serão transmitidos ao vivo (nas seis línguas oficiais das Nações Unidas e em Português) e arquivados no website: https://www.youtube.com/user/igf
Mais informações estão disponíveis no www.intgovforum.org.










