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Jordânia é um dos primeiros países a vacinar refugiados contra Covid-19

A Agência da ONU para Refugiados, Acnur, informou que a Jordânia se tornou um dos primeiros países do mundo a iniciar a vacinação contra a Covid-19 para refugiados.  

Segundo a agência, das 90 nações com estratégias de vacinação contra o novo coronavírus, 51 se comprometeram a incluir refugiados, mais da metade.

Unicef/Mariam Al-Hariri

Desde que o primeiro caso foi confirmado entre refugiados na Jordânia em setembro do ano passado, foram detectados mais 1.928 casos

Exemplo

Raia Alkabasi, uma refugiada iraquiana que vive na cidade de Irbid, no norte da Jordânia, foi a primeira a receber a vacina na Clínica de Irbid na semana passada. 

Em comunicado, o alto comissário da ONU para Refugiados, Filippo Grandi, disse que “mais uma vez, a Jordânia demonstrou liderança exemplar e solidariedade.”

Segundo ele, “o país inseriu os refugiados em todos os aspectos da resposta de saúde pública à pandemia, incluindo a campanha nacional de vacinação” para manter todos seguros.

O chefe do Acnur apelou aos países que sigam esse exemplo, incluindo os refugiados em suas campanhas de vacinação em pé de igualdade.

ONU/Evan Schneider

Alto comissário da ONU para Refugiados, Acnur, Filippo Grandi

Importância

O Acnur tem defendido a inclusão de refugiados, deslocados internos e apátridas através da Covax, a iniciativa global que reúne governos e fabricantes para que as vacinas cheguem aos mais necessitados. Os países de rendas baixa a média são prioridade desse apoio.

Segundo Grandi, “a maioria dos refugiados do mundo está hospedada em países de baixa e média rendas.” Ele disse que “a comunidade internacional deve fazer mais para apoiar os governos anfitriões com acesso às vacinas” porque “o acesso global e equitativo é o que acabará por proteger vidas e conter a pandemia.”

Como parte do plano nacional da Jordânia, iniciado na semana passada, qualquer pessoa que viva no país tem o direito de receber a vacina gratuitamente.

Unicef Nepal

Covax pretende distribuir pelo menos 2 bilhões de doses de vacinas em todo o mundo.

Cooperação

A cooperação entre o Acnur e o Ministério da Saúde jordaniano bem como a forte adesão dos refugiados às medidas de prevenção, tem sido fundamental para limitar a disseminação do vírus entre essas populações vulneráveis.

Desde que o primeiro caso foi confirmado entre refugiados na Jordânia em setembro do ano passado, foram detectados mais 1.928 casos.
A proporção de refugiados com Covid-19 também permaneceu baixa, cerca de 1,6%, em comparação com 3% entre a população jordaniana em geral.

O Acnur não está comprando vacinas, mas apoia os países de acolhimento de refugiados com outras intervenções de resposta, como medidas de saneamento, higiene e suporte logístico.
 

ONU alerta para urgência de adaptação a “nova realidade climática”

Novo relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) reforça que os países devem adotar, com urgência, ações de adaptação à mudança climática, sob pena de enfrentarem danos profundos e perdas, à medida que as temperaturas aumentam e os impactos se intensificam. 

2020 foi um dos três anos mais quentes desde que há registo. De acordo com Organização Meteorológica Mundial (OMM), influência do fenómeno climático de arrefecimento La Niña não foi suficiente para evitar este resultadoO ano de 2020 foi também marcado por inundações, secas, tempestades, incêndios florestais e pragas de gafanhotos. Contudo, a temperatura é apenas um dos indicadores das alterações climáticas, a par das concentrações de gases de efeito estufa, do pH dos oceanos, do nível médio do mar, da massa glacial e das catástrofes naturais. 

Segundo o Adaptation Gap Report 2020, 72% dos países do mundo têm um plano nacional de adaptação em vigor, mas o financiamento e a implementação ficam muito aquém do necessário. Atualmente, os países em desenvolvimento necessitariam de 58 mil milhões de euros de investimento, mas poderão ser necessáriaduas ou três vezes mais fundos até 2030. Em 2050, esses custos poderão atingir 412 mil milhões de euros.  

Para a diretora executiva do PNUMA, Inger Andersen, as alterações climáticas “ganharão intensidade e atingirão as comunidades vulneráveis com mais força, mesmo cumprindo as metas do Acordo de Paris 

A adaptação – que contribui para reduzir a vulnerabilidade dos países às alterações climáticas, aumentando a sua resiliência e capacidade de absorver impactos – é um pilar primordial do Acordo de Paris, que apela à aplicação de planos nacionais, sistemas de informação, medidas de proteção e investimentos no controlo da poluição. 

“A confirmação, pela Organização Meteorológica Mundial, de que 2020 foi um dos anos mais quentes de sempre é um lembrete gritante do ritmo implacável das alterações climáticas, que destrói vidas e meios de subsistência em todo o planeta. Fazer as pazes com a natureza é a tarefa fundamental do século XXI” – secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres 

No que toca a sinais de esperança, o relatório do PNUMA sinaliza o financiamento crescente do Fundo Climático Verdeque angariou 40% do seu orçamento total e atrai, cada vez mais, investimentos do setor privado. Desde 2006, cerca de 400 projetos foram financiados por fundos multilaterais nos países em desenvolvimento. Desde 2017, os investimentos duplicaram, ultrapassando os de 21M€. 

O relatório destaca ainda a urgência de uma ação global forte, com investimento adequado em soluções baseadas na natureza por serem opções de baixo custo, que restauram e protegem a biodiversidade com benefícios para as comunidades e as economias. Embora se antecipe que a pandemia de covid-19 atinja o progresso dos países na adaptação às mudanças climáticas, o relatório assegura que investir na adaptação é uma boa decisão económica. 

ONU profundamente preocupada com ataques crescentes na Venezuela

As Nações Unidas expressaram preocupação com o aumento de ataques a civis na Venezuela. 

O último ocorreu na terça-feira no estado de Zulia, quando integrantes da contrainteligência militar e da polícia regional realizaram uma batida na ONG humanitária Azul Positivo.

Helena Carpio/IRIN

Manifestantes em Caracas, na Venezuela.

Advogados e famílias

A porta-voz do Escritório de Direitos Humanos da ONU, Marta Hurtado, falou sobre ataques crescentes a jornalistas, defensores de direitos humanos e organizações da sociedade civil. 

Segundo ela, documentos foram apreendidos e seis funcionários da ONG foram presos. Cinco seguem detidos e nenhum foi autorizado a se comunicar com suas famílias ou advogados.

Ela contou que esta é a segunda vez, em dois meses, que uma entidade humanitária é vasculhada por forças de segurança e tem seus empregados questionados a respeito de financiamento recebido do exterior.

A porta-voz afirmou que os países não podem impor restrições à habilidade das ONGs de receberem auxílio doméstico, estrangeiro e de fontes internacionais.  

Foto: Unicef/Velasquez

Um garoto pede esmola nas ruas de Caracas, capital da Venezuela.

Criminosos

Para Marta Hurtado é ainda mais preocupante que essas batidas tenham sido acompanhadas de declarações de funcionários públicos na Venezuela pedindo que as entidades de sociedade civil e os funcionários sejam declarados criminosos.

Desde 8 de janeiro, pelo menos três locais foram alvejados pela operação policial que confiscou equipamentos, intimidou os trabalhadores e interditou os escritórios. Estas batidas ocorreram após jornalistas terem sido assediados moralmente e intimidados. 

As autoridades venezuelanas também emitiram comunicados deslegitimando a mídia.

Domínio Público

Autoridades venezuelanas emitiram comunicados deslegitimando a mídia

Democracia e jornalistas

Com isso, muitos jornalistas com medo começaram a praticar autocensura para escapar da violência no país.

O Escritório de Direitos Humanos da ONU pediu às autoridades da Venezuela que parem de perseguir as pessoas que estão trabalhando honestamente estejam elas no setor humanitário, de direitos humanos ou na imprensa.

A porta-voz concluiu lembrando que uma sociedade civil diversa, livre e ativa é fundamental para qualquer democracia e tem que ser protegida e não estigmatizada.
 

ONU defende ajustes para reduzir custos e danos causados por mudança climática  

Um novo relatório a Agência das Nações Unidas para o Meio Ambiente, Pnuma, afirma que os países devem aumentar, com urgência, suas ações para se adaptar à mudança climática ou enfrentar sérios custos, danos e perdas desta nova realidade. 

Adaptação é um pilar fundamental do Acordo de Paris sobre o tema, que pede planos nacionais, sistemas de informação, alerta precoce, medidas de proteção e investimentos num futuro menos poluente. 

Diferença 

Pavilhão na Escola 25 de Junho, em Moçambique, construído para resistir a eventos climáticos, ONU/Eskinder Debebe

O Relatório de Lacunas de Adaptação do Pnuma destaca brechas enormes no financiamento dos países em desenvolvimento. Também aponta atrasos em projetos que podem fazer a diferença na proteção contra eventos como secas, enchentes e aumento do nível do mar. 

O documento recomenda o aumento urgente do financiamento público e privado além de uma implementação mais rápida que priorize soluções baseadas na natureza. 

A diretora executiva do Pnuma, Inger Andersen, as mudanças climáticas “se intensificarão e atingirão os países e comunidades vulneráveis ​​com mais força, mesmo cumprindo as metas do Acordo de Paris.” 

Financiamento 

Andersen destacou o apelo do secretário-geral para que metade de todo o financiamento climático global tenha como destino a adaptação no próximo ano. 

Segundo ela, isso pode avançar desde sistemas de alerta precoce a recursos hídricos resilientes e soluções baseadas na natureza.  

O relatório afirma que 72% dos países adotaram pelo menos um instrumento de planejamento de adaptação em nível nacional. A maioria das nações em desenvolvimento prepara Planos Nacionais de Adaptação, mas o financiamento desses planos é insuficiente. Apesar do aumento no ritmo do financiamento, os custos se multiplicam mais rápido. 

Nesse momento, os países em desenvolvimento precisariam de US$ 70 bilhões, mas esta quantia pode dobrar ou mais que quadruplicar até 2030. Já para 2050, esses mesmos custos poderiam atingir 500 bilhões. 

Inger Andersen alertou para falta de financiamento, Pnuma/Cyril Villemain

Sinais de esperança 

Mas o relatório do Pnuma também sinaliza algumas esperanças. O Fundo Climático Verde, por exemplo, alocou 40% de sua carteira total para adaptação e atrai, cada vez mais, investimentos do setor privado. 

Desde 2006, cerca de 400 projetos foram financiados por fundos multilaterais em países em desenvolvimento. Desde 2017, eles mais que duplicaram em valor ultrapassando a casa de US$ 25 milhões. 

Dentre as 1,7 mil iniciativas pesquisadas, apenas 3% representavam reduções reais dos riscos para as comunidades onde estavam inseridas.  

Natureza  

O relatório destaca ainda a urgência de soluções baseadas na natureza por serem opções de baixo custo, restaurarem e protegerem a biodiversidade com benefícios para comunidades e economias. 

Uma análise dos quatro principais fundos de clima e desenvolvimento concluiu que esse apoio aumentou nas últimas duas décadas. 

A redução das emissões de gases de efeito estufa diminuirá os impactos e custos associados às mudanças climáticas. Alcançar a meta de 2° C do Acordo de Paris pode limitar as perdas no crescimento anual em até 1,6%. 

Embora se espere que a pandemia Covid-19 atinja a capacidade dos países de se adaptarem às mudanças climáticas, o relatório afirma que investir na adaptação é uma boa decisão econômica. 

OIT denuncia más condições no teletrabalho e faz apelo a decisores políticos 

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) estima que, nos primeiros meses da pandemia, uma em cada cinco pessoas tenha estado em teletrabalho e prevê um “aumento substancial” em relação ao ano de 2019. 

De acordo com o novo relatório da OIT – “Working from home: From invisibility to decent work” – uma em cada cinco pessoas no mundo exerceu trabalho a partir de casa nos primeiros meses da pandemia. Segundo este estudo, cerca de 260 milhões de pessoas já trabalhavam neste regime antes da crise sanitária, ou seja, 7,9% do emprego global.

Em Portugal, o valor pré-pandemia situa-se entre os 5% e os 10% e a previsão é de que os dados para 2020 demonstrem um crescimento continuado. 

Para a OIT, a antecipação do crescimento da tendência reforça a urgência de regulamentar este regime laboral, frequentemente “invisível” por ter lugar na esfera privada. As condições destes profissionais são, em média, piores ao nível da remuneração, mas também no campo da segurança, da saúde, do acesso à formação e perspetivas de carreira. 

A forte probabilidade de o fenómeno vir a assumir maior importância nos próximos anos, renova a “urgência” de conceder maior proteção aos trabalhadores remotos. 

Foto OIT – O relatório inclui ainda recomendações concretas para tornar o trabalho a partir de casa mais visível e deste modo mais protegido.

Neste relatório, a OIT apela aos decisores políticos para que ponham em prática ações específicas para mitigar riscos psicossociais e introduzir um “direito de desligar”, para assegurar o equilíbrio entre a vida profissional e pessoal. 

De acordo com uma das autoras do relatório, Janine Berg, ainda “são poucos os países que têm uma política abrangente sobre o trabalho a partir de casa”. Apenas 10 países do mundo ratificaram a convenção da OIT que promove a igualdade de tratamento entre o teletrabalho e outras formas de trabalho por conta de outrem. 

Os governos, em cooperação com as organizações de trabalhadores e de empregadores, devem trabalhar juntos para assegurar que todas as pessoas que trabalham a partir de casa possam passar da invisibilidade para o trabalho digno. 

O relatório inclui ainda recomendações concretas para tornar o trabalho a partir de casa mais visível e deste modo mais protegido. 

Em Portugal, o teletrabalho consta na legislação laboral, sendo obrigatória a igualdade de tratamento entre o trabalho em casa e fora desta. No entanto, o desenvolvimento da lei está em discussão, não tendo ainda reunido consenso. 

ONU quer apoio de Portugal e Eslovênia, presidentes da União Europeia, este ano

Portugal, que ocupa a presidência rotativa da União Europeia desde 1º de janeiro, e a Eslovênia que assume o posto em julho, devem utilizar sua liderança para melhor proteger a situação dos refugiados com base nas negociações do Pacto sobre Migração e Asilo.

O apelo é da Agência da ONU para Refugiados, Acnur. Num documento sobre Recomendações para a Presidência da União Europeia 2021, o Acnur propôs um sistema de asilo revitalizado e baseado na solidariedade.

© UNHCR/José Ventura

Refugiados reassentados chegam a Lisboa, em Portugal.

Migração irregular

A agência da ONU ressaltou a importância do apoio financeiro e político para os países e regiões nas quais a maioria dos deslocados vive à força vive, além da necessidade de lidar com as causas da migração irregular e do deslocamento forçados.

O representante do Acnur para Assuntos da União Europeia, Gonzalo Vargas Llosa, afirma que num contexto global de fragilidade, uma União Europeia que salve vidas, proteja os refugiados e encontre soluções é mais necessária que nunca.

O Pacto do bloco europeu sobre Migração e Asilo apresenta um compromisso importante de aumentar as operações de busca e salvamento e o desembarque de migrantes e refugiados, que o Acnur espera ser implementado rapidamente.

Foto: Acnur/Dominic Nahr

Cerca de 85% dos refugiados do mundo vivem em países em desenvolvimento, que precisam do apoio financeiro para responder à demanda da busca por abrigo e refúgio em seus territórios

Países em desenvolvimento

As negociações para o documento prosseguem, e a agência da ONU espera que os países aproveitem a oportunidade para dar o exemplo de uma melhor proteção das pessoas que buscam refúgio na Europa.

Para o Acnur, o bloco pode reforçar seu papel como líder global na área de asilo ao assegurar que os direitos dos refugiados são respeitados. 
Cerca de 85% dos refugiados do mundo vivem em países em desenvolvimento, que precisam do apoio financeiro para responder à demanda da busca por abrigo e refúgio em seus territórios.
 
 

Organizações internacionais criam estoque global de vacinas contra ebola 

As quatro principais organizações internacionais humanitárias e de saúde anunciaram a criação de um estoque global de vacinas contra o ebola. 

A iniciativa é do Grupo de Coordenação Internacional sobre Provisão de Vacinas, que inclui a Organização Mundial da Saúde, OMS, o Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, a Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho além da entidade Médicos Sem Fronteiras. 

Filho visita mãe em centro de tratamento para ebola, Unicef/Thomas Nybo

Objetivos 

A iniciativa conta com o apoio financeiro da Aliança da Vacinas Gavi. 

O estoque permitirá aos países conter futuras epidemias de ebola, garantindo o acesso às vacinas para as populações em risco. 

A imunização protege contra a espécie conhecida como “ebola do Zaire”, que causa surtos mais frequentes. Fabricada pela Merck, Sharp & Dohme (MSD) Corp., a vacina foi financiada pelos Estados Unidos. 

A licença, em 2019, partiu da Agência Europeia de Medicamentos, seguida pela OMS, a Administração de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos, FDA, e oito países africanos. 

Antes de ser licenciada, a vacina foi aplicada em mais de 350 mil pessoas na Guiné Equatorial e na República Democrática do Congo, em condições de emergência, por causa dos surtos em 2018 e 2020. 

Importância 

Em comunicado, o diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, disse que “a pandemia de Covid-19 está lembrando o incrível poder das vacinas para salvar vidas contra vírus mortais.” 

Segundo ele, “as vacinas contra o ebola tornaram uma das doenças mais temidas do planeta em algo evitável.”  Para Tedros, “esse novo estoque é um excelente exemplo de solidariedade, ciência e cooperação” entre organizações internacionais e o setor privado. 

O Unicef deve gerenciar o estoque em nome do Grupo de Coordenação. Como já acontece com vacinas contra cólera, meningite e febre amarela, este grupo tomará todas as decisões sobre alocação do recurso. 

As vacinas estão armazenadas na Suíça e prontas para envio a países em caso de emergência. A decisão sobre distribuição será tomada dentro de 48 horas após o recebimento da solicitação de um país. O tempo total de entrega previsto é de sete dias. 

Esforço 

Enfermeiras celebram fim de surto de ebola, Unicef/Jean-Claude Wenga

Em comunicado, a diretora executiva do Unicef, Henrietta Fore, disse que a agência estava orgulhosa de fazer parte deste esforço sem precedentes. Segundo ela, “quando se trata de surtos de doenças, a preparação é fundamental.”  

Como os surtos de ebola são raros e imprevisíveis, não existe um mercado natural para a vacina.  

O secretário-geral da Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho, Jagan Chapagain, lembrou que “em cada surto, os voluntários arriscaram suas vidas para salvar vidas.” Ele espera que, com este estoque, “o impacto desta terrível doença seja dramaticamente reduzido.” 

Já a gerente do programa da Fundação Médicos Sem Fronteira, Natalie Roberts, acredita que a inciativa “pode aumentar a transparência na gestão dos estoques globais existentes e a implantação oportuna da vacina onde é mais necessária.” 

Cerca de 6.890 doses estão disponíveis nesse momento, com mais sendo entregues este mês e ao longo de 2021. 

Dependendo da taxa de implantação da vacina, o estoque de emergência deve chegar a 500 mil doses dentro de dois a três anos. 

Milhares fogem de violência pós-eleitoral na República Centro-Africana

Africana está forçando dezenas de milhares de pessoas a fugirem de suas casas. E a situação é preocupante.

A informação foi dada pela Agência da ONU para Refugiados, Acnur, nesta sexta-feira durante a entrevista a jornalistas em Genebra, sede do Acnur.

© Acnur/Ghislaine Nentobo

Pelo menos 30 mil centro-africanos já cruzaram a fronteira com os países vizinhos: Chade, Camarões, Congo e República Democrática do Congo

Deslocados internos

Pelo menos 30 mil centro-africanos já cruzaram a fronteira com os países vizinhos: Chade, Camarões, Congo e República Democrática do Congo para escapar dos confrontos e ataques. Outras dezenas de milhares se tornaram deslocados internos. 

A votação de 27 de dezembro deu vitória ao atual presidente centro-africano, Faustin Archange Touadera. A agência da ONU informou que existem 185 mil pessoas dentro do país que haviam fugido como medida de precaução para florestas e matagais. As saídas teriam começado em 15 de dezembro, duas semanas antes das eleições presidenciais. Deste total, 112 mil voltaram à casa, mas o resto continua deslocado.

Yaye Nabo Sène/Ocha

As saídas teriam começado em 15 de dezembro, duas semanas antes das eleições presidenciais

Acesso

O Acnur disse estar preocupado com relatos de violações dos direitos humanos dentro da República Centro-Africana. A agência pediu aos governos dos países vizinhos que continuem dando acesso e asilo aos refugiados.

A maioria das chegas está sendo acomodada em abrigos improvisados. Os centro-africanos estão precisando de água, saneamento e serviços de saúde para prevenir a Covid-19 e outras doenças.

A agência da ONU está cooperando com parceiros e as autoridades locais para apoiar os mais carentes. No Chade, por exemplo, parceria com o Programa Mundial de Alimentos, PMA, e outras entidades ajudaram a construir clínicas móveis para atender os refugiados.

Quase 25% da população da República Centro-Africana ou 4,7 milhões estão deslocados desde o final de 2020 incluindo 630 mil refugiados em países vizinhos e a mesma quantidade dentro da nação africana.
 

Em visita virtual ao Reino Unido, Guterres comemora 75 anos da primeira sessão da Assembleia Geral

Neste domingo, 10 de janeiro, o secretário-geral inicia uma visita virtual ao Reino Unido para marcar o 75º aniversário da primeira sessão da Assembleia Geral da ONU, que aconteceu no Hall Central de Londres, em Westminster.

Com um ato comemorativo intitulado “We the Peoples”, ou Nós os Povos, António Guterres participa de debates interativos e realiza reuniões virtuais com membros do governo incluindo o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson. O encontro começa às 17h, horário de Londres.

ONU/Evan Schneider

Secretário-geral deve destacar as conquistas dos 75 anos de história da ONU e fazer um apelo por uma parceria global renovada para enfrentar os muitos desafios globais

Objetivo

Falando aos jornalistas, em Nova Iorque, o porta-voz de Guterres disse que o secretário-geral deve destacar as conquistas dos 75 anos de história da ONU e fazer um apelo por uma parceria global renovada para enfrentar os muitos desafios globais. 

Na segunda-feira, a visita terá como foco as mudanças climáticas. O Reino Unido acolhe a próxima Conferência sobre Mudanças Climáticas da ONU, a COP26, que está marcada para novembro, em Glasgow, na Escócia.

O chefe da ONU fará um discurso na Cúpula Um Planeta, que acontece de forma virtual. Depois, ele irá participar na “Mesa Redonda COP26 sobre Transição para Formas de Energia Limpa.”

O evento deve destacar e gerar mais compromissos para acelerar a transição para sistemas de energia renováveis, acessíveis e resilientes na África e países europeus, bem como a importância de uma transição justa para garantir empregos. 

ONU/Marcel Bolomey

Conselho de Segurança da ONU se reuniu pela primeira vez em Londres, Reino Unido, em janeiro de 1946.

Agenda

António Guterres será acompanhado pelo secretário de Relações Exteriores do Reino Unido, Dominic Raab, e pelo novo presidente da COP26, Alok Sharma, bem como por representantes de vários países.

Durante a visita virtual, o secretário-geral também terá reuniões com lorde Ahmad de Wimbledon e o arcebispo da Cantuária, o reverendo Justin Welby, que é membro do Conselho Consultivo de Alto Nível sobre Mediação do Secretário-Geral.

Todos os eventos públicos serão transmitidos no site ONU Web TV.

Drone, testado no Brasil, demonstra eficácia no combate a doenças transmitidas por mosquitos

O uso de drones pode aumentar a eficácia e reduzir custos na aplicação de uma técnica nuclear contra doenças transmitidas por mosquitos. A constatação é de um estudo da Agência Internacional de Energia Atômica, Aiea.

A descoberta pode levar à implantação em larga escala desse método para controlar os vetores de doenças como dengue, febre amarela e Zika.

Aiea/Dean Calma

Mosquitos macho nos laboratórios da Aiea, antes de serem esterilizados usando radiação.

Mosquitos

O estudo, publicado na revista Science Robotics, testou o uso de um drone para liberar mosquitos estéreis, uma técnica usada há 60 anos no combate a pragas agrícolas como a mosca da fruta do Mediterrâneo e a mosca tsé-tsé.

A técnica, conhecida como SIT, usa radiação para esterilizar insetos machos que são liberados para acasalar com fêmeas selvagens. Como não produzem descendentes, a população de insetos diminui com o tempo.

O método requer a liberação uniforme de um grande número de insetos em boas condições. O protótipo do drone, testado em abril de 2018, pode transportar até 50 mil mosquitos estéreis por voo, liberando-os sem perda de qualidade em mais de 20 hectares de terra em 10 minutos.

N. Culbert/Aiea

Romeo, um dos drones usados para transportar mosquitos

Importância

Em comunicado, o autor principal do estudo, Jeremy Bouyer, disse que “as descobertas representam um grande avanço para a expansão do uso de SIT contra mosquitos.”

Com pernas longas e frágeis e asas delicadas, os mosquitos podem ser facilmente danificados usando métodos de liberação de ar como aviões. Por isso, até agora, os mosquitos eram espalhados por meios terrestres, que são caros, trabalhosos e demorados.

Segundo o novo estudo, as áreas cobertas por um voo de drone de 10 minutos, por exemplo, exigiriam duas horas e o dobro de recursos humanos se feito por terra. A inovação permite uma grande redução nos custos operacionais, mantendo a qualidade do inseto estéril.

Aiea/FAO

Sede da Aiea em Viena, na Áustria.

Doenças

A Organização Mundial da Saúde, OMS, estima que as doenças transmitidas por vetores respondem por 17% das infecções, levando a mais de 1 milhão de mortes a cada ano, mas os países geralmente carecem de recursos para programas de erradicação de mosquitos em grande escala.

No estudo, Eric Rasmussen, da Escola de Saúde Pública da Universidade de Washington, diz que “esta nova técnica é barata o suficiente para permitir uma redução na miséria de doenças transmitidas por mosquitos em quase qualquer lugar.”

A Aiea desenvolveu o mecanismo em parceria com a Organização da ONU para Alimentação e Agricultura, FAO, e o grupo WeRobotics.

Opas/OMS

A Aiea lembra que os mosquitos, que transmitem as doenças, estão cada vez mais resistentes a inseticidas

Juazeiro da Bahia

O teste de campo foi realizado na cidade de Juazeiro, no estado da Bahia, no nordeste do Brasil, em colaboração com o programa Moscamed.
A Aiea e seus parceiros agora trabalham para desenvolver uma versão menor do drone, que pode transportar cerca de 30 mil mosquitos.

Isso é importante para cumprir regulamentações para voar com drones em áreas urbanas, onde os mosquitos Aedes, que transmitem doenças, tendem a se concentrar.

A agência também está trabalhando para refinar métodos para separar insetos machos e fêmeas durante o processo de criação. Essa etapa do processo ainda é feita manualmente, o que aumenta os custos.

Violência em Moçambique já forçou 565 mil pessoas a abandonar suas casas 

O Programa Mundial de Alimentos, PMA, está fornecendo assistência alimentar a cerca de 400 mil pessoas afetadas pelo conflito em Cabo Delgado, apesar do aumento da insegurança e financiamento limitado. A área é alvo de combates entre terroristas islâmicos e tropas do governo do país de língua portuguesa. 

Crianças brincam em assentamento de deslocados internos em Cabo Delgado, Unicef/Mauricio Bisol

Em comunicado, a agência diz que milhares de moçambicanos correm risco de fome e desnutrição graves devido a uma escassez de US$ 108 milhões de financiamento. Até o momento, 565 mil pessoas foram foçadas a abandonar suas casas.  

Ajuda 

Nesse momento, o PMA ajuda 400 mil pessoas nas províncias de Cabo Delgado, Nampula e Niassa com uma cesta básica familiar de 50 kg de cereais, 5 litros de óleo e 10 kg de feijão e lentilhas secas.  

A cesta de alimentos garante pelo menos 81% das necessidades diárias de calorias das famílias deslocadas e contribui para evitar que famílias já traumatizadas e vulneráveis ​​sejam vítimas de exploração. 

A agência distribui vales mensais de cerca de US$ 50 onde os mercados locais estão funcionando, permitindo que as famílias decidam suas necessidades básicas. 


Financiamento 

Nos próximos três meses, o PMA pode ser forçado a reduzir ou interromper a assistência alimentar nas três províncias devido à falta de financiamento.  

Isso causa preocupações em torno da segurança alimentar e dos riscos à saúde resultantes da desnutrição, mas também pode criar tensões nas comunidades de acolhimento. 

Em comunicado, a representante do PMA no país, Antonella D’Aprile, disse que estas pessoas “são especialmente vulneráveis ​​à propagação de Covid-19 porque estão amontoadas em assentamentos, quintais de famílias ou sem abrigo e sem acesso a serviços de saúde, água potável e saneamento.” 

Pessoas que fogem da insegurança chegam de barco na praia em Pemba, OIM/Sandra Black

Segundo a representante, “milhares de crianças e adolescentes que perderam os pais e familiares próximos precisam de proteção e cuidados.” 

Necessidades 

O PMA precisa de US$ 10,5 milhões por mês para fornecer assistência alimentar a 750 mil pessoas, 500 mil deslocados internos e 250 mil das comunidades de acolhimento. 

Para garantir a assistência alimentar humanitária nos próximos 12 meses, a agência requer US$ 132,4 milhões, dos quais apenas US$ 24,4 milhões foram garantidos até o final de 2020.  

Antonella D’Aprile afirmou que é necessário “unir esforços agora para proteger a segurança alimentar e nutricional e a subsistência dos moçambicanos.” 

Covid-19: De esperança renovada, a batalha persiste contra um vírus em mutação

Detetada em 22 países europeus, a nova variante do vírus covid-19 preocupa a Organização Mundial de Saúde (OMS), que apela ao reforço de medidas de saúde pública, assim como a um processo de vacinação justo e equilibrado. Em declarações à imprensa, o diretor-regional da OMS Europa, Hans Kluge, alertou para a importância da solidariedade, da equidade e da justiça nesta nova fase de combate à pandemia.

De acordo com a OMS Europa, em 2020 foram registados 26 milhões de casos positivos e mais de 580 mil mortes confirmadas por covid-19. Hoje, mais de 230 milhões de europeus vivem em países com fronteiras controladas, prevendo-se que mais Estados anunciem medidas de bloqueio na próxima semana, incluindo Portugal. A transmissão tem atingido taxas de infecção muito elevadas na Europa e mais de um quarto de todos os Estados-membros têm os sistemas de saúde sob pressão.

Para a OMS, no atual quadro sanitário, a emergência da nova variante do vírus – o SARS CoV-2 Variant of Concern (VOC) – é “preocupante”. Até à data, não foi encontrada nenhuma alteração significativa na doença gerada pela nova variante, mas a sua acrescida transmissibilidade fez soar o alarme. A OMS Europa apela aos Estados que aumentem a vigilância sobre novas mutações do vírus, através da investigação, do cruzamento e da partilha de dados, assim como a implementação de medidas extra, sistemas eficazes de rastreio e teste, apoio ao isolamento e vacinação.

Para o responsável da OMS para a Europa, as diversas estratégias nacionais de vacinação no continente são “promissoras”, exigindo, no entanto, uma reforçada colaboração internacional, em prol de um processo eficaz, seguro e igualitário, que chegue a todos os países. Para a Organização Mundial de Saúde, dada a oferta limitada de vacinas, é vital dar prioridade à vacinação dos profissionais de saúde, assim como dos grupos de risco. O grande objetivo da organização é “não deixar ninguém para trás”, proteger os mais frágeis e evitar o colapso dos sistemas de saúde.

Um ano depois da primeira notícia da OMS sobre a covid-19, Hans Kluge sublinhou que Humanidade tem novas ferramentas de combate à pandemia e mais conhecimento científico à sua disposição, mas continua a travar uma batalha contra o vírus. Neste contexto, é essencial que a solidariedade, a igualdade e a justiça social estejam na base da ação dos Estados. Essa é, para o diretor-regional da OMS Europa, “a única maneira de sair destes tempos incertos, pois ninguém está a salvo até que todos estejam a salvo”.

OMS: Europa pode mostrar flexibilidade ao administrar duas doses da vacina contra Covid-19 

Eficácia da imunização da Pfizer & BioNTech com segunda dose aplicada mais de 21 dias após a primeira não foi testada; Organização Mundial da Saúde diz que países precisam tomar decisão que seja segura entre estoque disponível e necessidade de proteger o número máximo de pessoas.  

Timor-Leste, OMS e parceiros executam resposta e imunização à Covid-19 

A Organização Mundial da Saúde, OMS, elogiou a resposta do governo de Timor-Leste e parceiros no combate à pandemia de Covid-19. 

No fim de semana, o país encerrou o estado de emergência. O Timor não notificou nenhuma morte pela Covid dentre os 49 casos confirmados.  

Covax pretende distribuir pelo menos 2 bilhões de doses de vacinas em todo o mundo, ONU/Loey Felipe

Parceria 

Em entrevista à ONU News, de Díli, o responsável pela gestão de programas da OMS no país, Luís dos Reis, disse que “este resultado é um feito notável, mas ainda há mais trabalho a fazer para garantir que se mantenha assim.” 

“Queria congratular o governo de Timor-Leste, particularmente o Ministério da Saúde, por controlar a pandemia de Covid-19 no país. Para além dos sistemas de saúde, a pandemia também ensinou uma humilde lição de solidariedade. A abordagem e envolvimento de todos no governo, em parcerias com grupos religiosos e da sociedade civil, tem sido um grande exemplo de solidariedade.” 

O representante da OMS alertou para duas áreas que precisam de atenção.  

“Embora tenhamos tido a sorte de não ter casos graves, a nossa capacidade de cuidar de casos graves e críticos não foi devidamente testada até agora. Além disso, precisamos reforçar a nossa vigilância para assegurar que detectamos qualquer sinal de propagação na comunidade o mais cedo possível e tomamos as medidas adequadas.” 

Vacinas

A nação de língua portuguesa no sudeste da Ásia integra a iniciativa Covax, que tem o maior e mais diversificado portifólio de vacinas do mundo. A iniciativa deve apoiar a vacinação em mais de 90 economias de baixa e média rendas.  


“Timor-Leste inscreveu-se na iniciativa. A OMS prestou apoio técnico, em estreita colaboração com o Ministério da Saúde para avaliar a nossa preparação para vacinar a população. Também contribuímos para o desenvolvimento de um projeto de plano nacional de implantação da vacina, que em breve será oficialmente aprovado e endossado pelo governo. A OMS é um parceiro crítico, entre todos os grupos críticos, para implantação da vacina.” 

Apoio

As Nações Unidas e agências também estão apoiando o país na crise econômica causada pela pandemia.  

Em dezembro, a organização anunciou um programa para apoiar quase 300 mil famílias no Timor-Leste com um programa de transferência monetária.  

O total representa cerca de 94% das famílias de baixa renda no país. 

Até quarta-feira, a OMS havia confirmado quase 84 milhões de casos do novo coronavírus no mundo e  mais de 1,8 milhão de mortes.  

RCA: situação “relativamente calma” após resultados provisórios de eleição  

A Missão da ONU na República Centro Africana, Minusca, disse que a situação de segurança na capital do país, Bangui, permanece relativamente calma.   

Na segunda-feira, a Autoridade Eleitoral Nacional anunciou os resultados provisórios das eleições de 27 de dezembro, que teriam sido vencidas pelo presidente Faustin Archange Touadera, segundo agências de notícias. 

Trabalhadores carregam urnas de voto nas eleiçoes de 27 de dezembro, Minusca/Leonel Grothe

Segurança 

A Minusca informou que existem combatentes armados na cidade de Bangassou, mas as forças de paz da missão estão patrulhando a área. 

Na segunda-feira, o subsecretário-geral das Operações de Paz, Jean-Pierre Lacroix, juntamente com altos funcionários da União Africana, da Comissão Económica dos Estados da África Central, Cedeao, e da União Europeia foram informados do resultado. 

Em declaração conjunta, eles lembraram que o Tribunal Constitucional do país irá proclamar os números finais e apelaram a todos os atores políticos para que respeitem as decisões do Tribunal. 

Os altos funcionários afirmaram que os cidadãos centro-africanos “demonstraram a sua determinação em exercer o seu direito de voto, apesar dos muitos obstáculos” e reiteraram seu apelo para que as disputas se resolvam pacificamente e de acordo com a lei. 

Boinas-azuis da Minusca realizando patrulha, Foto ONU/Herve Serefio

Eles exortaram também o governo nacional e toda a classe política a “favorecer um diálogo político inclusivo, aberto, construtivo e credível para promover a estabilidade nacional.” 

Divisão 

As autoridades condenaram “veementemente os discursos e declarações de desinformação, ódio e incitamento à violência, bem como a violência perpetrada por certos grupos armados com o objetivo de comprometer o processo eleitoral.” 

Eles destacaram ainda violações do Acordo de Paz cometidas por grupos armados e pediram que todas as partes honrem seus compromissos. 

Lacroix e os outros representantes pediram ainda o relançamento do processo de paz, com destaque para prestação de contas porque “a impunidade não é uma opção viável.”