Site Página 204

Cabo Verde propõe fundo de empreendedorismo para jovens da Cplp

Cabo Verde propôs a criação de um fundo de empreendedorismo para apoiar jovens da Comunidade de Países de Língua Portuguesa, Cplp.

A informação foi confirmada pelo secretário de Estado adjunto do ministro do Estado, Carlos Monteiro, que está em Nova Iorque para participar no Fórum da Juventude nas Nações Unidas.

Secretário Estado Adjunto do Ministro do Estado, Carlos Monteiro., by Captura vídeo

Proposta

Em entrevista à ONU News, Carlos Monteiro disse que a proposta foi feita em finais de março, durante a reunião da Comissão de Juventude da Conferência dos ministros de Desportos e Juventude da Cplp.

“Ficamos com a incumbência, agora, de desenhar melhor o draft para ser apresentado na conferência de ministros. Pretendemos com isso duas coisas, em primeira linha, porque identificamos que há a necessidade de criação de fundos que financiem jovens com projetos que tem impacto na comunidade. Para a Cplp ser mais do que só essa comunidade onde nos encontramos para a divulgação da cultura, mas torná-la mais concreta, e que os jovens dos diferentes países da comunidade criem mesmo esses laços entre si.”

Uma versão mais completa será apresentada durante a conferência ministerial que acontece em julho na capital de Angola, Luanda.

Plataforma

O secretário de Estado Adjunto do ministro do Estado disse que o governo cabo-verdiano também apoia a criação de uma instituição que facilite a interação entre os jovens dos diferentes países lusófonos.

“Também vemos, com muitos bons olhos, e já se formou disso informalmente, uma plataforma de conexão dos jovens da Cplp. São ideias que Cabo Verde está, neste momento, a lançar na Cplp e foi muito bem acolhida na reunião da Comissão de Juventude, segundo todas as informações que tive. Agora é avançar, dar passos firmes, para também pôr em prática isso.”

O Fórum da Juventude nas Nações Unidas terminou esta terça-feira, com uma intervenção do secretário-geral, António Guterres.

ONU News/Abdelmonem Makki

Participantes do Fórum da Juventude do Ecosoc

Dia Mundial da Saúde

World Health day

7 Abril 2019

Este Dia Mundial da Saúde foca-se na cobertura universal de saúde e no papel crucial que os cuidados de saúde primários desempenham para fazer dessa cobertura uma realidade.

“Metade da população mundial não consegue obter os serviços essenciais de saúde de que necessita. O propósito da cobertura universal de saúde é o de mudar esta realidade e garantir o acesso equitativo aos serviços de saúde para todos, sem que as pessoas enfrentem dificuldades financeiras.”

Isto é fundamental para construir sociedades e economias saudáveis ​​e para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Não basta apenas melhorar os serviços de saúde, são também necessárias políticas e ações em muitos setores. Precisamos abordar as questões mais determinantes da saúde, incluindo os fatores sociais, económicos e ambientais.

Além disso, devemos também investir nas pessoas. Necessitamos de profissionais de saúde altamente qualificados que possam educar e defender os seus pacientes. Precisamos de pessoas capacitadas que saibam cuidar da sua saúde e da saúde das suas famílias. Necessitamos que as comunidades tenham acesso aos cuidados de saúde onde e quando precisarem. Devemos também destacar a importância da saúde mental, tão frequentemente estigmatizada e esquecida.

“A atenção primária à saúde é a chave para atingir esses objetivos e a cobertura universal de saúde. A Declaração de Astana do ano passado abriu o caminho para o mundo dar prioridade aos investimentos de que precisamos. Agora está na hora de implementar os compromissos assumidos.”

A saúde é um direito humano. Os compromissos políticos e as parcerias serão cruciais para materializá-lo. Vamos mostrar ao mundo que estamos prontos a preencher as lacunas na cobertura de saúde em todo o mundo e em oferecer saúde a todos.

Unicef: 175 milhões de crianças não estão matriculadas no ensino pré-escolar

Foto UNICEF

O Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, informou que cerca de metade das crianças em idade pré-escolar, em todo o mundo, não frequentam a escola. O número equivale a mais de 175 milhões de meninos e meninas.

O primeiro relatório global da agência dedicado à educação pré-escolar destaca a falta de investimento pela maioria dos governos em todo o mundo neste ciclo de ensino.

Disparidades

Em relação à pobreza, o relatório demonstra que em 64 países, as crianças mais pobres têm sete vezes menos probabilidades do que as crianças das famílias mais ricas a participar de programas de educação na primeira infância.Acnur/ Andrew McConnell

Para o Unicef, esta realidade representa uma perda de oportunidade agravando as desigualdades desde o início da vida.

De acordo com a nova publicação, a situação é mais grave nos países de baixo rendimento onde apenas uma em cada cinco crianças está matriculada no ensino pré-escolar.

Em comunicado, a diretora executiva do Unicef, Henrietta Fore, destaca que o ensino pré-escolar é a base educacional das crianças e que “cada etapa da educação que se segue depende do seu sucesso”. A representante adianta que “essa oportunidade é negada a muitas crianças”, aumentando o risco de abandono escolar.

O relatório revela também que as crianças que tenham frequentado, pelo menos, um ano da educação pré-escolar têm maior probabilidade de desenvolver as competências necessárias para terem sucesso escolar.

Para além disso, estes menores de idade são menos propensos perder o ano ou a abandonar a escola e, portanto, mais capazes de contribuir para sociedades e economias pacíficas e prósperas quando atingirem a idade adulta.

Fatores

Ainda segundo as conclusões deste relatório, o nível de rendimento familiar, o nível de educação dos pais e a localização geográfica estão entre os principais fatores para o acesso ao ensino pré-escolar. No entanto, segundo o Unicef, a pobreza é o fator determinante.

Em relação à pobreza, o relatório demonstra que em 64 países, as crianças mais pobres têm sete vezes menos probabilidades do que as crianças das famílias mais ricas de participar em programas de educação na primeira infância.

Em alguns países, a divisão entre ricos e pobres é ainda mais significativa. Por exemplo, as crianças dos agregados familiares mais ricos da República da Macedónia do Norte têm 50 vezes mais probabilidade de frequentar a educação pré-escolar do que as dos agregados mais pobres.

Os conflitos também são um fator preponderante. Mais de dois terços das crianças em idade pré-escolar que vivem em 33 países afetados por conflitos ou desastres não estão matriculados em programas de educação na primeira infância.

Benefícios

Mais de dois terços das crianças em idade pré-escolar que vivem em 33 países afetados por conflitos ou desastres não estão matriculados em programas de educação na primeira infância.UnicefEthiopia/2018/Mersha

No entanto, estas são as crianças para as quais a educação pré-escolar pode ter grandes benefícios. A educação pré-escolar ajuda as crianças pequenas afetadas por crises a superar traumas vivenciados, dando-lhes uma estrutura, um lugar seguro para aprender e brincar e uma forma de expressar as suas emoções.

O nível de instrução dos pais também influencia em todos os países com dados disponíveis, crianças nascidas de mães que concluíram o ensino médio ou mais têm quase cinco vezes mais probabilidade de frequentar um programa de educação na primeira infância do que crianças cujas mães concluíram apenas o ensino de base ou não têm qualquer educação formal.

Investimento

Em 2017, uma média de 6,6% dos orçamentos nacionais para a educação eram globalmente dedicados à educação pré-escolar, com quase 40% dos países, com dados, alocando menos de 2% dos seus orçamentos para esse subsector.

Para o Unicef, esta falta de investimento mundial na educação pré-primária afeta negativamente a qualidade dos serviços. Por isso, Fiore alerta que “se os governos de hoje querem que a sua força de trabalho seja competitiva na economia de amanhã, precisam começar com a educação desde cedo.”

O Unicef apela aos governos que garantam o acesso universal a pelo menos um ano de educação pré-primária de qualidade e a transformem numa parte habitual da educação de todas as crianças, especialmente das mais vulneráveis e excluídas. Para tal, o Unicef estima que será necessário que os governos comprometam pelo menos 10% dos seus orçamentos nacionais de educação para a primeira infância.

Ultima Video

guterres-channel-un-tv

Jovens participam em reunião global na sede da ONU

Começa nessa segunda-feira o 8º Fórum da Juventude do Conselho Econômico e Social da ONU, Ecosoc. O objetivo do evento é oferecer uma plataforma para líderes jovens de todo o mundo participarem de um diálogo entre si e com os Estados-membros das Nações Unidas.

De acordo com as Nações Unidas existem no mundo hoje 1.8 bilhão de jovens , by Foto: ONU / Tobin Jones

O Fórum também é uma oportunidade para o compartilhamento de ideias para avançar a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, a Agenda de Ação de Addis Abeba e o Acordo de Paris sobre Mudanças Climáticas.

Tema

Durante dois dias na sede da ONU em Nova Iorque, os jovens de várias partes do mundo participarão de sessões plenárias, discussões interativas temáticas e regionais.

De acordo com as Nações Unidas, o Fórum ocorre em um momento em que o mundo trabalha para enfrentar as desvantagens das tendências atuais da globalização, que não são suficientemente sustentáveis ou inclusivas.

O evento abordará o tema “Empoderado, Incluído e Igual”, que está alinhado com o tema do Ecosoc e do Fórum Político de Alto Nível.  A intensão é “capacitar as pessoas e garantir a inclusão e a igualdade” em 2019.

ODSs

Sessões devem analisar progressos nas áreas de educação de qualidade, trabalho decente e crescimento econômico, redução de desigualdades, ação climática, paz, justiça e instituições fortes e parcerias para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentáveis, os ODSs.

Para a ONU, o evento é também um espaço único para os jovens compartilharem suas visões e elaborarem suas contribuições substanciais para as próximas reuniões das Nações Unidas. Entre estes estão a Sessão Substantiva do Ecosoc de 2019, o Fórum Político de Alto Nível sobre Desenvolvimento Sustentável de 2019 e várias reuniões de alto nível que acontecem à margem da abertura da abertura da Assembleia Geral.

O destaque vai para a Cúpula do Clima, a Reunião de Alto Nível sobre Financiamento para o Desenvolvimento e a Cúpula dos ODSs.

De acordo com as Nações Unidas, o mundo tem a maior população jovem da História estimada em 1,8 bilhão de jovens de idades entre 10 e 24 anos. 

Guterres defende Oriente Médio e África como “região de oportunidades”

O secretário-geral da ONU disse este sábado estar “convencido de que é crucial olhar para o Oriente Médio e Norte da África não apenas como uma área de conflito, mas como uma região de oportunidades.”

António Guterres falou em um encontro do Fórum Econômico Mundial que acontece no Mar Morto, na Jordânia.  

Mulheres e jovens

Segundo o chefe da ONU, com abordagens inteligentes e apoio da comunidade internacional é possível “desencadear um dinamismo e capacidade notáveis” nesta região.

Dizendo que “o empoderamento das mulheres é essencial”, o representante destacou um estudo recente segundo o qual alcançar a paridade de gênero plena e real aumentaria o produto interno bruto da região em US$ 2,7 trilhões até 2025.

Guterres destacou depois alguns passos, incluindo nova legislação sobre violência doméstica, novas penalidades para o assédio sexual, remoção de restrições à participação das mulheres nos mercados de trabalho e um aumento na representação das mulheres no parlamento e nas decisões. 

No mundo árabe, dois terços da população tem menos de 30 anos, o valor mais alto de sempre para estes países. Sobre os jovens, o chefe da ONU disse que a região deve fazer o mesmo que a Jordânia e capacitar a sua juventude. 

Segundo ele, isso requer um investimento massivo em educação, capacidades e participação.

Paz 

Falando sobre a paz na região, o secretário-geral afirmou que “a Jordânia continua sendo um pilar fundamental da estabilidade regional” e “um dos principais contribuintes para as forças de manutenção da paz das Nações Unidas, com centenas de tropas e agentes da polícia, uma contribuição generosa e vital.”

Para António Guterres, “este é realmente um momento crítico para a região” e as Nações Unidas estão desenvolvendo uma “onda de diplomacia pela paz” para resolver o problema do conflito e instabilidade.

Trabalhadores migrantes na Jordânia., by OIT/Sami Haven

Ele deu alguns exemplos de progresso, como as eleições na Tunísia e um encontro com o grande imam da Mesquita Al-Alzhar, do Egito, sobre tolerância, respeito mútuo e combate ao ódio de todos os tipos.

Jordânia

Agradecendo a suas majestades o rei Abdullah II e a rainha Rania Al Abdullah por acolherem ao encontro, Guterres lembrou as vezes que trabalhou com eles como primeiro-ministro de Portugal e alto comissário das Nações Unidas para os Refugiados. 

O secretário-geral disse que o rei Abdullah II “foi sempre um defensor da paz”, “uma voz para a convivência inter-religiosa e respeito mútuo” e “um aliado de pessoas com necessidades.”

O chefe da ONU também disse que “a Jordânia demonstrou excepcional generosidade para as pessoas que fugiam de conflitos e convulsões na Palestina, na Síria e em outros lugares, com um enorme impacto na economia e na sociedade” do país.

Para Guterres, a Jordânia também é um país com grandes oportunidades de investimento para o setor privado.

O representante deu o exemplo de quando era alto comissário e decidiu criar um centro global de informações e tecnologia. Guterres disse que escolheram o país com base nos custos, qualidade dos trabalhadores, níveis de literacia digital e infraestrutura. Segundo ele, “os resultados são extraordinários.”

Mudança climática 

Angelina Jolie com refugiados sírios no acampamento de Zaatari, na Jordânia., by Foto Acnur: Ivor Prickett

O secretário-geral falou ainda sobre mudança climática, dizendo que “é o risco mais sistêmico” que o mundo enfrenta. 

Guterres disse que o problema “está se movendo mais rápido do que os esforços para lidar com isso” e que, desde incêndios na Califórnia até enchentes em Moçambique, se vê o impacto dramático de eventos climáticos extremos em todo o mundo.

Ele lembrou que o Oriente Médio enfrentará alguns dos piores impactos, com diminuiçao dos recursos hídricos e desertificação, o que reduzirá a quantidade de terra arável e aumentará a dependência das importações de alimentos.

Para Guterres, “é hora de mais urgência e mais ambição, não apenas para enfrentar esse estresse, mas para colher os benefícios da ação climática.”

O secretário-geral organiza uma Cimeira sobre a Ação Climática, em Nova Iorque, em 23 de setembro. A mensagem que ele enviou foi “não venha com um discurso, venha com um plano.”

Desigualdade

Guterres também falou sobre globalização e progresso tecnológico, dizendo que “levaram a avanços notáveis, mas também geraram aumento da desigualdade e o risco de interrupção nos mercados de trabalho.”

Segundo ele, “muitas pessoas, setores e regiões sentem que estão sendo deixados para trás” e “isso tem sido um fator na redução da confiança nos estabelecimentos políticos e no aumento do populismo.”

Para o chefe da ONU, um grande objetivo continua a ser alcançar os  “Objetivos de Desenvolvimento Sustentável em direção a uma globalização justa que funcione para todos.”
 

Unicef: 1,1 milhão de crianças venezuelanas precisarão de assistência em 2019

O Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, alertou sobre a estimativa de aumento de mais de 50% no número de crianças venezuelanas que precisarão de assistência em 2019.

Hoje, segundo a agência, quase 500 mil crianças estão nessa situação. Mas, como resultado da crise migratória na Venezuela, este número deve chegar a 1,1 milhão. 

O Unicef fez um apelo aos governos da região para que defendam os direitos de todas essas crianças venezuelanas, by Foto: Acnur/Siegfried Modola

Apelo

Entre as crianças que precisarão de proteção e acesso a serviços básicos na América Latina e no Caribe em 2019 estão menores deslocados da Venezuela, as repatriadas e aquelas que estão vivendo em comunidades anfitriãs e de trânsito.

O Unicef fez um apelo aos governos da região para que defendam os direitos de todas essas crianças, incluindo migrantes e refugiados, e assegurem o acesso delas aos serviços essenciais.

Parceiros humanitários projetam que até 4,9 milhões de pessoas na região, incluindo no Brasil, na Colômbia, no Equador, na Guiana, no Panamá, no Peru e em Trinidad e Tobago, precisarão de assistência este ano devido as condições políticas e econômicas na Venezuela, as quais estão impulsionando a migração regional.

A diretora regional para a América Latina e o Caribe do Unicef, María Cristina Perceval, destacou que a agência “é encorajada pelos esforços dos governos para a  busca conjunta de soluções regionais para os desafios impostos pela migração em larga escala, que estão alinhados com os padrões internacionais e as leis nacionais, como o protocolo adotado pelo Equador para proteger crianças deslocadas.”

Pressão

Ao mesmo tempo, o Unicef revela estar claro que na medida que a crise na Venezuela persiste e o número de migrantes venezuelanos na região continua a aumentar, serviços essenciais como proteção, saúde e educação nos países anfitriões e de trânsito estão sofrendo uma pressão adicional.

A agência destaca que as crianças e famílias deslocadas enfrentam desafios para regularizar o seu status imigratório. Essa situação pode afetar o acesso a proteção social, a saúde, o desenvolvimento da primeira infância, a educação, os meios de subsistência sustentáveis e a proteção à criança.

Enquanto isso, a falta de políticas públicas abrangentes sobre questões migratórias nos países anfitriões está colocando as crianças em maior risco de discriminação, violência, separação familiar, xenofobia, exploração e abuso.

O Unicef está particularmente preocupado com relatos de xenofobia, discriminação e violência contra crianças e famílias venezuelanas em comunidades de acolhimento. Alguns migrantes, incluindo crianças desacompanhadas, mulheres grávidas e amamentando, assim como povos indígenas, correm um risco maior.

Unicef: falta de políticas públicas abrangentes sobre questões migratórias nos países anfitriões está colocando as crianças em maior risco de discriminação, by Foto: Acnur/Santiago Escobar-Jaramillo

Preocupação

Perceval enfatizou que “os padrões de direitos humanos exigem que os Estados permitam a entrada e o registro de crianças como pré-condição para a realização de procedimentos de avaliação de proteção inicial”.

Para a representante, “mesmo quando estão desacompanhadas e sem documentação oficial, as crianças devem ser imediatamente encaminhadas a funcionários especializados, que possam avaliar suas necessidades de proteção”.

O Unicef defende que registrar crianças em movimento é o primeiro passo para garantir seus direitos. Informações desse processo também fornecem aos Estados dados valiosos para planejar e orçamentar melhor sua resposta.

Direitos

A agência da ONU fez um apelo por US$ 69,5 milhões para garantir as necessidades das crianças deslocadas da Venezuela e daquelas que estão vivendo em comunidades anfitriãs e de trânsito na região da América Latina e do Caribe.  

A resposta do Unicef envolve o trabalho com os governos nacional e local, comunidades anfitriãs e parceiros. A meta é garantir o acesso seguro a necessidades como água e ao saneamento, proteção, educação e serviços de saúde para crianças deslocadas e aquelas em comunidades vulneráveis.

O Unicef também trabalha com os governos de países de trânsito e anfitriões para defender os direitos das crianças deslocadas. Isso significa garantir a adesão aos padrões e princípios internacionais nos processos oficiais de migração.

Começa campanha de vacinação contra a cólera em Moçambique

Começou nesta quarta-feira na cidade de Beira, em Moçambique, uma campanha de vacinação contra a cólera para proteger os sobreviventes do ciclone Idai. Financiada pela Gavi, a Aliança para Vacinas, a campanha está sendo realizada pelo Ministério da Saúde do país com o apoio da Organização Mundial da Saúde, OMS.

Parceiros

Também estão envolvidos na iniciativa parceiros como o Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, Federação Internacional da Cruz Vermelha e das Sociedades do Crescente Vermelho, Médicos sem Fronteira e a ONG Salve as Crianças.

Ao todo, cerca de 900 mil pessoas devem ser vacinadas. Segundo a OMS, até o momento, já foram registrados em Moçambique quase 1,5 mil casos de cólera após a passagem do ciclone Idai. Nove centros de tratamento de cólera com capacidade de 500 leitos estão atendendo pacientes no país.

Vacinas contra a cólera chegam ao aeroporto de Beira, em Moçambique, by Unicef/DE WET

Cólera

O diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, disse que “centenas de milhares de pessoas estão vivendo em condições terríveis em abrigos temporários sem água segura para beber e saneamento, colocando-as em sério risco de cólera e outras doenças.” Ghebreyesus destacou que a vacina contra a cólera é “uma medida de emergência vital que ajudará a salvar vidas e parar a propagação desta doença horrível.”

A cólera é endêmica em Moçambique, país que teve surtos regulares nos últimos cinco anos. Cerca de 2 mil pessoas foram infectadas no último surto, que terminou em fevereiro de 2018.

Buzi

Após a passagem do ciclone Idai por três países da África Austral há mais de duas semanas, agências humanitárias aceleram as ações de auxílio estimuladas pela baixa do nível das águas das inundações. Em Moçambique, cerca de 1,8 milhão de pessoas precisam de assistência de emergência.

Jacob, de 64 anos, é dono de uma loja no distrito de Buzi, um dos mais afetados pela passagem do ciclone. Ele conta que todo o estoque que tinha “foi destruído” e que não sabe como irá “sobreviver agora”.  

António, dono de um supermercado local, destaca que o que mais precisam agora é de alimentos. Ele diz que os filhos “estão subindo nos coqueiros à procura de cocos, mas que isso não é o suficiente”.

O comerciante acrescenta que “muitas pessoas estão ficando doentes” e que “não há água para beber.”

Isolamento

Segundo a Agência das Nações Unidas para Refugiados, residentes da região continuam precisando desesperadamente de suprimentos antes de poderem recomeças suas vidas.

Na área, edifícios foram reduzidos a escombros, e muitos dos que ainda estão de pé estão sem telhados ou janelas. Escolas estão fechadas, hospitais e clínicas de saúde quase não conseguem atender.

Buzi permanece isolada da cidade mais próxima, Beira. Estradas de acesso foram destruídas ou estão cobertas de detritos. Helicópteros estão auxiliando na entrega de ajuda humanitária, mas como aponta o Acnur, eles têm um limite do que podem carregar e as necessidades excedem enormemente o que as organizações humanitárias são capazes de oferecer.

Fome

Na semana passada, o Acnur transportou cerca de 80 toneladas de ajuda emergencial como barracas, cobertores, mosquiteiros, lâmpadas solares e lençóis plásticos para ajudar os cerca de 10 mil sobreviventes mais vulneráveis.

O ciclone ocorreu no final da estação de crescimento das lavouras, destruindo cerca de 711 mil hectares de plantações e deixando os agricultores sem dinheiro para comprar novas sementes. Existe agora um risco real de fome em um país que já apresentava uma das piores taxas de desnutrição infantil do mundo.

A nossa equipa

Entrevista DSG na Zona dos ODS

DIREÇÃO:
info@unric.org

  • Sherri Aldis: Diretora
  • Caroline Petit: Diretora-adjunta


PORTUGAL:

portugal@unric.org

  • António Ferrari: Assessor de Comunicação para Portugal
  • Sónia Valadares: Assistente de Comunicação para Portugal

Antonio FerrariSonia Valadares

Alemanha: Arne Molfenter deutschland@unric.org
Benelux: Marian Blondeel benelux@unric.org
Espanha e Andorra: Leticia Álvarez spain@unric.org
França e Mónaco: Fabienne Pompey onufrance@unric.org
Grécia e Chipre: Dimitrios Fatouros info@unric.org
Países nórdicos: Arni Snaevarr info@unric.org
Itália, Malta, São Marino e Santa Sé: Fabio Graziosi italy@unric.org
Reino Unido e Irlanda: info@unric.org 

Documentação:
info@unric.org

  • Dorothee Reinke

Equipa de IT e web:
web@unric.org

  • Philippe Chabot: Gestor de Tecnologias de Informação
  • Gregory Cornwell: Informação Pública & Redes Sociais
  • Jorge Varas-Mardones: Gráfico e Coordenador Web
  • Ula Wojciechowska: Informação Pública & Redes Sociais

Administração e finanças:
info@unric.org

  • Corinne Hutse: Assistente Financeira
  • Sónia Valadares: Assistente Administrativa

Ex-secretários gerais

General Assembly Appointment of the Secretary-General of the United Nations.
General Assembly Seventy-first session, 59th plenary meeting Appointment of the Secretary-General of the United Nations.

Vídeos

General Assembly Seventy-first session, 59th plenary meeting Appointment of the Secretary-General of the United Nations.

Fotos

eneral Assembly Appointment of the Secretary-General of the United Nations.
General Assembly Seventy-first session, 59th plenary meeting Appointment of the Secretary-General of the United Nations.
Please enter your Access Token.

Notícias

General Assembly Appointment of the Secretary-General of the United Nations.
General Assembly Seventy-first session, 59th plenary meeting Appointment of the Secretary-General of the United Nations.

Portugal acolhe 13 refugiados da Síria e do Iraque com apoio de agências da ONU

Recém-chegados juntam-se a família que já vive no país; OIM e Acnur dão apoio na reinstalação; Portugal deverá receber mais de mil refugiados até ao final do ano.

Destaque especial: Portugal explica plano de ação climática

Secretária de Estado dos Assuntos Europeus do país esteve em Encontro de Alto Nível sobre Alterações Climáticas e Desenvolvimento Sustentável; Ana Paula Zacarias explica à ONU News o plano do país para travar mudança do clima; Portugal quer ser neutro em emissões de carbono até 2050.

FMI elogia reformas económicas implementadas para superar crise em Portugal

Taxa de desemprego caiu de 16% em 2013, para os 7% em 2019; Europa deve fortalecer as suas defesas contra a crise e progredir na direção da integração; exportações e o turismo continuam a crescer.

Destaque ONU News Especial – secretária de Estado de Portugal na CSW63

Neste Destaque Especial da ONU News, a Secretária de Estado para a Cidadania e a Igualdade de Portugal explica as prioridades do país para  as políticas de igualdade de género. Rosa Monteiro detalha as medidas concretas que têm sido adotadas na prevenção e combate à violência sobre as mulheres e como Portugal tem investido em políticas de integração de migrantes e refugiados.

 

Portugal implementa estratégia para promover igualdade de género e combater violência doméstica

Secretária de Estado para a Cidadania e a Igualdade participa na Comissão Sobre Estatuto da Mulher; Rosa Monteiro explicou prioridades do país; políticas de igualdade no mercado de trabalho também são prioridade.

Portugal: Plataforma dos Direitos das Mulheres explica prioridades para a igualdade de género

Dias antes da 63ª. Sessão da Comissão sobre o Estatuto da Mulher, CSW, a presidente da Plataforma Portuguesa para os Direitos das Mulheres, Ana Sofia Fernandes, identifica temas que mais preocupam a organização não-governamental; representante diz que violência de género ainda é um “flagelo” naquele país.

Michelle Bachelet elogia Portugal por apoio à integração de migrantes

Relatório apresentado ao Conselho de Direitos Humanosdestaca legislação que permite entrada e permanência de migrantes por questões humanitárias; chefe de direitos humanos alertou sobre ameaça da “crescente desigualdade global”.

Em Bruxelas, presidente da Assembleia Geral destaca UE como parceiro indispensável da ONU

María Fernanda Espinosa destacou importância de fortalecer multilateralismo; representande mencionou “papel especial” do Parlamento Europeu para garantir paz e direitos humanos; visita prevê encontros com altos representantes da UE e do Governo belga.

Mediador despede-se após 27 anos à frente do processo que criou Macedónia do Norte

Representante especial do secretário-geral da ONU acompanhou disputa entre Grécia e a antiga República Jugoslava da Macedónia; Matthew Nimetz liderou negociações que culminaram com entrada acordo que entrou em vigor a 12 de fevereiro.

ONU quer nova visão para controle de armas

BR

Secretário-geral diz que sistema internacional enfrenta colapso; discurso na Conferência do Desarmamento pede a EUA e Rússia que se mantenham no acordo do tratado nuclear de mísseis de alcance intermediário; Guterres espera medidas concretas para desnuclearização da Coreia do Norte na Cimeira de Hanói.

Mensagens

Guterres Foto

Guterres discursa em Lisboa. Créditos: Luís Catarino / CML Fique a conhecer as últimas declarações e mensagens do secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres.

Mensagens de 2025

Mensagens de 2024

Mensagens de 2023

Mensagens de 2022

Mensagens de 2021

Mensagens de 2020

Mensagens de 2019

 

Biografia

General Assembly Appointment of the Secretary-General of the United Nations.
General Assembly Seventy-first session, 59th plenary meeting Appointment of the Secretary-General of the United Nations.

António Guterres, secretário-geral das Nações Unidas, fala à Assembleia Geral imediatamente após fazer o juramento de posse pelo seu mandato de cinco anos, que iniciou a 1 de janeiro de 2017. Foto: ONU

António Manuel de Oliveira Guterres assumiu funções como secretário-geral das Nações Unidas no dia 1 de janeiro de 2017, sendo a nona pessoa a ocupar este cargo.

António Guterres, nasceu em Lisboa a 30 de abril de 1949 e tem raízes familiares na aldeia das Donas, concelho do Fundão. Desde jovem que Guterres demostrou as suas capacidades  exímias tendo ganho, em 1965, o Prémio Nacional dos Liceus. Depois de concluir o Liceu Camões, iniciou a licenciatura em Engenharia Eletrotécnica, no Instituto Superior Técnico, em Lisboa, terminando o curso em 1971. No mesmo ano começou a lecionar nesse mesmo instituto, onde se envolveu em atividades de ação social, promovidas pela Juventude Universitária Católica. Guterres foi ainda membro do Grupo da Luz, coordenado pelo padre Vítor Melícias, e presidente do Centro de Ação Social Universitário, uma associação que desenvolvia projetos socais em bairros pobres em Lisboa, durante a década de 70.
Nomeação do nono secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres. Foto: ONU

Mais tarde aderiu ao Partido Socialista (PS), pelo qual viria a exercer cargos políticos nos primeiros governos após o 25 de Abril. Foi deputado da Assembleia da República desde 1976 e presidiu a diversas comissões parlamentares durante 17 anos. Foi também membro da Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa entre 1981 e 1983, onde presidiu à comissão de Demografia, Migrações e Refugiados. Em 1992, é eleito secretário-geral do PS e mais tarde exerceu o cargo de primeiro-ministro chefiando os XIII e XIV Governos Constitucionais, entre 1995 e 2002.

Durante estes anos, Guterres esteve envolvido na resolução da crise de Timor-Leste e presidiu ao Conselho da União Europeia durante a presidência de Portugal no primeiro semestre de 2000 – altura em que foi adotada a Agenda de Lisboa e foi realizada a primeira cimeira entre a União Europeia e os países africanos. Após a demissão do cargo de primeiro ministro foi consultor do Conselho de Administração da Caixa Geral de Depósitos. Guterres foi também Presidente da Internacional Socialista entre 1999 e 2005, onde já exercera o cargo de vice presidente responsável pelo comité de desenvolvimento (1992-1999).

António Guterres, entrou para o sistema das Nações Unidas em 2005, quando foi nomeado alto comissário das Nações Unidas para os Refugiados, cargo que viria a ocupar durante 10 anos. Guterres exerceu este cargo em tempos exigentes, tendo lidado com uma das mais graves crises de refugiados das últimas décadas, com o agudizar de conflitos na Síria, no Iraque e no Iémen e de várias crises no continente Africano, como no Sudão do Sul e na República Centro-Africana.

Neste período, o então alto comissário para os Refugiados promoveu uma série de reformas estruturais do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), visando melhorar a capacidade de resposta e a eficácia da agência em situações de emergência. Antes de ser eleito secretário-geral das Nações Unidas foi ainda conselheiro de Estado, designado pelo presidente da República Portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa, cargo que já tinha exercido entre 1991 a 2002 por inerência dos cargos ocupados na altura. Foi também administrador não executivo do conselho de administração da Fundação Gulbenkian.
O secretário-geral António Guterres discursa na celebração do 70º aniversário da Associação de Correspondentes das Nações Unidas (UNCA). Foto: ONU/Mark Garten

Guterres, foi ainda membro fundador do Conselho Português para os Refugiados, em 1991, e da Associação para a Defesa do Consumidor (DECO). É ainda, membro do Clube de Madrid e do Fórum Ibero-Americano. Tendo assistido ao sofrimento dos grupos mais vulneráveis da sociedade em campos de refugiados e zonas de guerra, António Guterres está determinado a servir como um intermediário para a paz, construindo pontes e promovendo a inovação e a reforma.

Hoje, como secretário-geral das Nações Unidas, Guterres é o porta-voz para os interesses e necessidades de todos, especialmente dos mais fracos e vulneráveis. Para além do português, Guterres é fluente em inglês, francês e espanhol.